Mais de 70 Universidades presentes no SL

Filed under: Dicas do dia a dia — Second Life at 5:28 pm on quarta-feira, maio 16, 2007

A Universidade Presbiteriana Mackenzie e a Universidade Anhembi são as primeiras universidades brasileiras a juntarem-se às 70 universidades que já mantêm presença no Second Life

O ambiente facilita a interação e colaboração entre vários usuários ao mesmo tempo, tudo isto dentro do novo contexto da internet, a Web 2.0, onde trocam informações, sugestões e idéias. Por meio dos vídeos que compõem o guia “Escolha sua Profissão”, a instituição Mackenzie pretende mostrar aos internautas o dia-a-dia de profissionais reconhecidos no mercado.

E fora do Brasil estas ações de ensino e pesquisa já estão acontecendo. Estudantes da Universidade Goldsmiths criaram versões digitais de seus trabalhos de arte que serão apresentadas por seus personagens no mundo virtual.

Em Portugal a Universidade de Aveiro é a primeira instituição de ensino superior lusitana que já mantêm presença no Second Life. A UA anunciou que irá adquirir uma ilha naquele mundo virtual, numa iniciativa que servirá para “explorar potencialidades educativas e institucionais”. E nos Estados Unidos uma das mais conceituada universidades americana, também dispõe de Campus dentro Sl, a  Ohio University

Também, em breve, a Canção Nova vai buscar desenvolver ações de educação para gerar formadores de opinião cristã, que atuem no resgate da sociedade atual.

Assita o video da Universidade Ohio! (esta em inglês, mas vale a pena)

Brasil se mantém em 6º lugar no ranking do Second Life

Filed under: Diversos — Second Life at 3:29 am on domingo, maio 13, 2007

A Linden Lab divulgou os resultados da pesquisa demográfica realizada em Março de 2007, para aferir a participação das nações em seu mundo virtual Second Life. A pesquisa também tinha o objetivo de medir o crescimento do metaverso entre Fevereiro e Março. O resultado foi espantoso.

Neste período, foi constatada uma elevação na quantidade de horas utilizadas por todos os avatares, que chegou a incríveis 15.346.784 horas totalizadas, denotando um crescimento de 27,92% no tempo de uso do Second Life, pelos seus usuários, em apenas 30 dias. O número de residentes também cresceu mundialmente, quase que na mesma proporção: 20%.

BrasilNosso país experimentou um grande salto no número de usuários nos últimos 30 dias. No entanto, não foi suficiente para fazer o país ultrapassar o quinto lugar da Holanda, no ranking oficial da Linden, em número de contas cadastradas. Mesmo assim, o crescimento brasileiro tem sido muito expressivo e atraiu a atenção da própria Linden Lab, que pela primeira vez estabeleceu uma representante oficial fora dos Estados Unidos, a Kaizen Games, de olho nos residentes brasileiros e na sua potencialidade para os negócios.

Mais residentes ativos, menos horas gastas

Apesar o número total de horas, usadas no metaverso, ter crescido mais de 27% entre todos os residentes cadastrados, a pesquisa conferiu quantas horas em média um usuário ativo, com uso constante do Second Life, mantém seu avatar ‘online’, em um mês. Houve uma ligeira elevação, de 4.53 horas em fevereiro para 4.83 horas utilizadas diariamente. Paradoxalmente, este crescimento tem sido considerado ‘tímido’ pela Linden Lab, se comparado ao número de novos residentes que criaram suas contas neste período.

Em Setembro de 2003, por exemplo, quando foram liberados os primeiros relatórios, na época existiam 1.087 residentes no ainda chamado ‘LindenWorld’. Eles consumiram sozinhos 51.699 horas, estabelecendo uma média de 47,59 horas por usuário/mês, naquela época.

Em Setembro de 2005, esta média começou a apresentar queda constante. Enquanto o número de usuários crescia, cerca de 15,57% em dois anos, a quantidade de horas gastas por mês caiu em mais de 32%, e praticamente se estabilizou até Março de 2007A Linden Lab atribui o fenômeno ao excesso de propaganda que a mídia tem feito em cima do Second Life.

Não que ela esteja reclamando, mas que isso acarretou a criação intensa de novas contas desde 2004. Com o ‘boom’ da segunda metade de 2006, o grid tem experimentado diversos problemas técnicos, que não ocorriam quase que diariamente como ocorrem hoje. Estes problemas, lags, a falta de linden dólares e perspectivas de sucesso por parte dos residentes, admite a Linden, provocam uma evasão destes usuários. O metaverso cresceu de fato nos últimos 6 meses, de forma vertiginosa, quase que em 200%. Porém a quantidade de usuários online, em média diária, cresceu apenas 47,6%.

Mais de 1000 novas ilhas só em Março O crescimento dos continentes aumentou também em uma taxa constante, em cerca de 92,3 quilômetros quadrados adicionados desde Fevereiro, imprimindo um crescimento de 22,4% nas terras virtuais cadastradas. A densidade populacional se mateve na mesma média do relatório anterior, permanecendo em 6,3 mil residentes por quilômetro quadrado. A maioria destas terras se encontrava nas 1.154 ilhas criadas
em Março.
Desde que a Linden Lab começou a liberar dados de terras, em Outubro de 2006, aproximadamente 70% de toda a terra do Second Life está presente nesses novos consoles criados nos últimos seis meses.

Por: Debora Perenti, publicitária e estudante de comunicação na RL, pela UFBA.

Second Life: Perigo ou Oportunidade

Filed under: Diversos — Second Life at 1:05 am on sexta-feira, maio 11, 2007

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Atraente e revolucionário, o Second Life chegou pegando pesado, e já está revirando a vida de muita gente.

Quem não ouviu falar, pode ficar descansado porque ainda vai ouvir… e muito. O Second Life era para ser um jogo na internet mas acabou se tornando um mundo paralelo extremamente frequentado e cheio de possibilidades que escapam ao universo real. Nele, você pode ter um carro, uma moto ou mesmo um skate para se deslocar – não que seja necessário, já que lá é possível voar. E mais… no tempo que dura um “clic”, você pode saltar da ensolarada praia de Copacabana para as movimentadas ruas de Paris. Ali, as pessoas se encontram, se relacionam, namoram, até mesmo se casam e, acredite se quiser, vivem lá, no mundo virtual, relacionamentos “aparentemente” estáveis.

Como é que isso acontece? A pessoa ao entrar na dimensão do “Second Life” cria uma personagem, espécie de bonequinho, como num jogo de vídeo game, que irá representá-la – esse outro “eu” fala, dança, anda, viaja, namora, casa e até pode ter filhos com uma outra personagem criada por alguém que também esteja frequentando o mundo da “segunda vida”.

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Há muita coisa interessante. Um dos maiores atrativos é a chance que você tem de construir a vida que sempre sonhou, mesmo que seja num mundo virtual. Outra forte atração desse segundo universo é que as pessoas podem ganhar dinheiro de verdade através dele. Há quem compre, venda, produza e desfrute dos produtos ou serviços ali oferecidos. E, pra falar a verdade, criatividade é o que não falta. Quando se trata de ganhar dinheiro, tem gente que tira água da pedra. Apenas, que o second life está longe de ser “pedra dura de tirar água” – a coisa tem sido uma verdadeira fonte de possibilidades rentáveis.

O negócio tem sido tão atraente que há gente passando mais tempo em ares virtuais do que no mundo real. Isso porque quanto mais você se dedica, mais você constrói o seu mundo paralelo: casa, carro, relacionamentos, conhecimentos etc. Há quem vegete diante da “telinha” do computador horas e horas a fio.

Vantagens inegáveis

As vantagens são inegáveis. Você pode participar de aulas, reuniões, discussões ou mesmo tomar um cafezinho com um monte de gente sem sair da frente do seu micro. Basta mandar o seu representante virtual no lugar. Este mundo paralelo tem moeda própria que pode ser convertida em dinheiro verdadeiro e depositado numa conta real. Daí nem preciso dizer que comprar e vender é uma das atividades mais valorizadas nesse espaço alternativo.

Para comprar, alguém vem atender você, ensina a testar o produto, você pode inclusive fazer test-drive e coisas do tipo, apenas que depois de pagar você recebe um similar verdadeiro do produto aonde você mandar entregar. Legal, não é? aerte031.jpgAs possibilidades são ilimitadas. Você pode conhecer pessoas, encontrar amigos, fazer uma reunião virtual da família, montar uma empresa, realizar negócios, confeccionar objetos, conhecer o mundo… e pense: dá até para dançar!

Os perigos

O multiplicar das possibilidades, no entanto, descortina também um mundo de perigos: os mesmos perigos que a internet já oferecia só que com uma overdose a mais de atração. A gente diz “perigo” pela seguinte razão, por mais que o Second Life se aproxime da realidade, ele é e sempre será um mundo virtual. Um mundo que está além das inúmeras exigências e conseqüências de uma vida real. Você poderia dizer: “Bem… mas isso todo mundo sabe”. Certo! Você tem razão. Todo mundo sabe na teoria, mas na prática e pra muita gente a coisa se dá de maneira diferente. Por exemplo, como o relacionamento virtual é um dos fortes componentes deste mundo online, o risco de fugir de relações reais com suas exigências e conseqüências não é pouco. Corrobora essa idéia as incontáveis matérias de televisão, rádio e jornais que expuseram a situação de pessoas que passavam mais tempo navegando na net do que no trabalho, na família ou no tradicional convívio social.

Outra coisa incontestável é que através dos vários conteúdos continuamente dispostos na rede são apresentados como naturais e normais as situações em que o amor é posto de lado para dar espaço a relacionamentos que tratam a pessoa como um objeto de prazer sexual usado conforme a conveniência, a forma mais evidente disso é a pornografia e a prostituição.

Qualquer um, num breve tour pela net, poderá constatar por si próprio inumeráveis situações em que os interesses comerciais e a gana de domínio põem em segundo lugar valores como a ética e a dignidade das pessoas. E é claro que isso tem um impacto sobre a vida, pois os instrumentos da comunicação social, com seu poder de penetração e sugestão, realizam sobre a vida das pessoas, sobretudo em matéria de abordagem sexual, uma contínua e condicionante atividade de informação e de ensino muito mais forte que a família.

À parte os desequilíbrios, é importante ter em conta o número de pessoas que já gasta uma parcela considerável de seu tempo diante de um computador… e façamos isso sem cair na ingenuidade de supor que este novo conceito de relacionamentos proposto pelo Second Life não irá influenciar a vida social concreta, porque vai. Aliás, já está fazendo isso há algum tempo.

O fato é que o virtual já se tornou realidade; e, para desespero dos preocupados e temerosos, não há como voltar atrás. Existe uma indústria global de interesses superdiversificados alimentando e expandindo o chamado “metaverso” (em contraposição a universo) da “segunda vida”, e fortes interesses econômicos garantem vida longa ao Second Life.

E então?

A questão que se impõe aos cristãos é se vamos ou não lançar mão deste meio para levar o Evangelho. Pois a evangelização acontece através do relacionamento entre pessoas – campo que o Second Life privilegia. Além disso, é com as pessoas que nos cercam que aprendemos a ser gente, é por meio delas que tomamos conhecimento de nós mesmos e nos encontramos. Abrir mão de utilizar um meio tão expressivo de relações e comunicação é certamente alienar-se.

A posição da Igreja é muito clara nessa matéria, basta recordar a Carta Encíclica Miranda prorsus (1957), do Papa Pio XII, a Instrução Pastoral sobre os meios de comunicação social Communio et progressio, publicada em 1971, onde se afirma: « A Igreja encara estes meios de comunicação social como “dons de Deus” na medida em que, segundo a intenção providencial, criam laços de solidariedade entre os homens, pondo-se assim ao serviço da Sua vontade salvífica». Este continua a ser o ponto de vista da Igreja acerca dos meios de Comunicação Social e da Internet.

O papa João Paulo II entendia essas oportunidades como uma riqueza de nossa época, encarava o desafio e consciente dos perigos afirmava que uma má abordagem de temas que tocam a vida das pessoas como o são a moral, a religião, a cultura e a família têm a capacidade de causar enormes prejuízos.

Essa é a razão pela qual os comunicadores não podem renunciar a meios tão expressivos para a formação das consciências, bem como não devem jamais desprover a sua mensagem de dois componentes fundamentais: a verdade e o zelo pela dignidade da pessoa humana.

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Este é o desafio que não podemos perder de vista quando, como cristãos, nos defrontamos com a vertiginosa proposta do Second Life. É uma ferramenta magnífica, mas apenas uma ferramenta. E uma ferramenta pode ser boa ou má segundo o uso que fazemos dela.

E é justamente ali, onde muitas pessoas estão em busca de uma novidade que as renove, de um relacionamento que lhes faça a diferença e de um sentido para as suas vidas que a Canção Nova precisa estar presente – e já estamos – para proclamar ao mundo que Jesus é o Senhor, e que é nele que está guardada não a “vida segunda”, mas a verdadeira vida e aquela felicidade que não se extingue no log off.

As vantagens existem, os perigos também. Os desafios são inúmeros e passam inevitavelmente pela educação. Pais e responsáveis precisam primeiramente se educar a fim de ensinar aos filhos a usar correta e moderadamente esses meios de informação e relacionamentos, equilibrando-os com outras atividades comunitárias também importantes para a saúde e desenvolvimento sobretudo da criança, do adolescente e do jovem. É preciso se educar primeiro, porque dar o exemplo não é a melhor maneira de influenciar os outros. É a única. Já dizia Albert Schweitzer.

Bom… quem sabe essa “segunda vida” não se torne uma oportunidade de conhecer e entrar naquela vida verdadeira e definitiva que não se desliga mais: Jesus.

Por: Marcio Mendes – estudante do 3º ano de teologia, escritor e palestrista, autor do livro “Quando so Deus é a Resposta” membro consagrado da Canção Nova a 14 anos. conheça  melhor sua obra e seu trabalho no http://blog.cancaonova.com/marciomendes/category/assuntos-polemicos/

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