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Em dezembro de 2005, pudemos conhecer o fantástico mundo de “As Crônicas de Nárnia” apresentado pela Disney Pictures em parceria com a produtora Walden Media. Com todas as nuances de uma produção hollywoodiana, a história é uma das referências em efeitos especiais e segue a tendência desses tempos, de filmes ligados ao mundo da fantasia. Moda essa despontada com o sucesso da trilogia “O Senhor dos Anéis” e do atual sucesso do bruxinho “Harry Potter”.
Nesta concorrência acirrada do mundo cinematográfico, às vezes ficamos no meio do jogo, como ‘expectadores’ – no sentido concreto da palavra. Realmente, o que sempre move esse meio são sempre interesses de mercado e não ideológicos. Usar um bruxo ou um leão “cristão”, não faz diferença para os interesses dos investidores. Mas, mesmo assim, vale esclarecer alguns aspectos que estão por trás deste universo.
J. R. R. Tolkien, escritor da trilogia “O Senhor dos Anéis”, era católico praticante e esboçou elementos da filosofia e moral cristãs em suas histórias. Já C. S. Lewis, escritor da série “As Crônicas de Nárnia”, era seu grande amigo, mas de família anglicana. Com as decepções que teve na juventude, abandonou o Cristianismo e só retornou a partir de uma conversa que teve com Tolkien e outro amigo, T. S. Eliot. Anos depois escreveu “As Crônicas de Nárnia” contando com vários vínculos da teologia cristã.
A figura central da história, que aparece no momento certo para resolver e concluir as situações, é o leão Aslam. Ele possui todas as características de um ser divino e lembra muito Jesus Cristo – tanto que no livro “O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupas” ele se entrega à morte pelo erro (pecado) de um menino e até ressuscita. Mas o Leão nunca resolve as coisas de forma simplista, ele intervém após a ação necessária de crianças, como é o caso dos irmãos Pevensie.
A série “As Crônicas de Nárnia” é composta por sete livros e a Disney anunciou a intenção de produzir todos, claro, desde que a bilheteria corresponda às expectativas da empresa.
No filme “Príncipe Caspian”, lançado recentemente, a história nos leva a refletir sobre a questão da apostasia – quando a sociedade abandona a fé em Deus. Nárnia está diferente do primeiro filme. O tempo segue a metáfora bíblica (2 Pedro) onde para os irmãos Pevensie passou-se um ano e em Nárnia passaram-se 1.300. As terras estão sombrias e dominadas por um rei usurpador, chamado Miraz. Desde que foi tomada pelo povo telmarino, os verdadeiros habitantes (animais falantes e seres mitológicos) estão escondidos na floresta, tratados como uma mentira do passado – vinculando aqui à forma como grupos ateus consideram ser a tradição de fé cristã uma mera história do passado. Os irmãos Pevensie regressam para ajudar o legítimo herdeiro, o Príncipe Caspian, a tomar o poder.
“As Crônicas de Nárnia” podem ser uma excelente ferramenta para a evangelização de crianças e adolescentes, se usadas de forma correta. Junte seu grupo e vá ao cinema, promova partilhas e explore ao máximo esta temática cristã presente no filme. Desenvolva entre o grupo a reflexão sobre a importância do testemunho diante da descrença e também, com a figura do encontro de Lúcia com Aslam no filme, configure a questão da pureza de coração em nossa relação com Deus. E muito mais poderá será descoberto e entendido ao ver o filme “Príncipe Caspian”. O apelo comercial e sua importância na indústria cinematográfica são uma premissa verdadeira e fazem parte do mundo em que vivemos. O senso crítico e poder analítico, também diante da tela, são grandes amigos.
Sérgio Fernandes é diretor da revista Paróquias & Casas Religiosas e escritor, com oito livros publicados para o público infantil e juvenil. E-mail: sergiofernandessp@gmail.com
Mais informações sobre “As Crônicas de Nárnia” veja em: www.mundonarnia.com


POR Valqui em novembro 22nd, 2008 às 16:40
Acho errônea, a forma de considerarem as obras de As crônicas de Narnia como um reforso de evangelismo, o fato de Lewis ter sido cristão ele não quis criar uma obra com referencias a simbolismos cristão, ele não cometeu isso como mesmo afirmou em vida essas comparações saíram sem querer na construção da obra. O fato de ter Criado ACDN era levar mais um mundo da imaginação para as crianças e adultos.
O mais horrendo desta história é o seguinte, se fosse outro autor que houvesse criado estas estórias, o livro não seria tão cultuado pelos cristãos, e sim seria mais um alvo de repreensões e criticas, citando que a obra seria demoníaca, mais como esta obra foi feita por um cristão, as criaturas de cunho oculta, como centauros, ninfas, anões, grifos, feiticeiras e sereis são altamente perdoadas. Acho realmente hilário essa aceitação, o livro tem um enredo completamente infantil de fabula como as obras Harry Potter, Senhor dos Anéis entre outros, realmente é inadmissível essa aceitação de um livro que possui tanto misticismo como os outros citados acima, ser considerado um meio de evangelismo pelos evangélicos e cristãos em geral.
POR Valqui em novembro 22nd, 2008 às 16:41
Acho errônea, a forma de considerarem as obras de As crônicas de Narnia como um reforso de evangelismo, o fato de Lewis ter sido cristão ele não quis criar uma obra com referencias a simbolismos cristão, ele não cometeu isso como mesmo afirmou em vida essas comparações saíram sem querer na construção da obra. O fato de ter Criado ACDN era levar mais um mundo da imaginação para as crianças e adultos.
O mais horrendo desta história é o seguinte, se fosse outro autor que houvesse criado estas estórias, o livro não seria tão cultuado pelos cristãos, e sim seria mais um alvo de repreensões e criticas, citando que a obra seria demoníaca, mais como esta obra foi feita por um cristão, as criaturas de cunho oculta, como centauros, ninfas, anões, grifos, feiticeiras e sereis são altamente perdoadas. Acho realmente hilário essa aceitação, o livro tem um enredo completamente infantil de fabula como as obras Harry Potter, Senhor dos Anéis entre outros, realmente é inadmissível essa aceitação de um livro que possui tanto misticismo como os outros citados acima, ser considerado um meio de evangelismo pelos evangélicos e cristãos em geral!
POR Marga em julho 7th, 2009 às 13:04
Existe essa leitura, sim. E bem oportuna parta os nossos dias. De forma criativa, lúdica e didática o autor interfere com símbolos a mensagem cristã do triunfo do Bem contra o Mal, das escolhas que fazemos que interferem diretamente na nossa vida, e que vem modificar o que estava proposto por Deus. Caso nos arrependamos, Ele reverte, então, a maldição em bênção pra nós. Tem, sim, muitos pontos da doutrina cristã revelados nesse filme para ser usado como ferramenta na divulgação da Palavra de Deus. Muito bom. Quero ver/ler todos! E que surjam outros mais! Valeu!!!
POR Adriano Pontes em novembro 16th, 2009 às 15:29
Não me levem a mal, mas concordo com o amigo Valqui em cima:
eu percebi uma coisa tanto em Harry Potter como em as Crônicas de Nárnia, principalmente em Harry Potter: existe um natal sem Cristo. É só perceber nas festas do filme Harry Potter, tem toda uma imagem do natal, mas é a imagem que a mídia prega para seus lucros: árvores de natal, papais noéis… Onde esta Cristo neste história? Fora essa história de Bruxo, que todo bom estudante católico sabe que pertences as artes ocultistas e pagãs e que não existem consentimentos entre a fé católica e o paganismo…
Entrei no Blog do Valqui e achei engraçado ele defender o não uso de Crônicas de Narnia em seu comentário. A primeira coisa que eu vi foi ele desejando um ótimo halloween, que é uma festa pagã e que, erroneamente, muitos cristãos a vivem naturalmente…
Mas valeu a crítica.
Abraços a todos!
Deus os abençoe!
“Enquanto estamos aqui, ainda é tempo de mudar…”
POR Ruan Vitor em janeiro 11th, 2010 às 10:22
Olá pessoal! Após ler os comentários sobre esse artigo, me pergunto se as pessoas que têm comentado nesta página realmente leram a obra de C. S. Lewis. Digo isso porque li a obra e confesso que ser indiferente ao contexto cristão dos livros é um tanto “fechar os olhos”. Há alguns meses atrás tive a oportunidade de assistir o primeiro filme ( e olha q foi o filme, rsrs) da séria junto a uma criança de sete anos. Me surpreendi quando em meio a uma das cenas mais significativas da adaptação ( a morte de Aslam no lugar de Edmundo) a criança exclamou: “Nossa! Esse leão é igualzinho a Jesus!”. Ora, se mesmo uma criança percebeu o teor cristão da obra de Lewis é de se admirar que nós ainda o questionemos. Agora, comparar obras como as crônicas de Lewis e a trilogia do anel de Tolkien com a “saga” de Harry Potter é um tanto absurdo! Tanto em termos de conteúdo como em termos literários. Convém lembrar que Tolkien e Lewis foram renomados professores em Oxford, em contrapartida J. K. Rowling… Li os sete livros do “bruxinho” e posso afirmar com certeza que não há padrão de comparação entre as obras. Harry Potter é um garoto rebelde, Dumbledore, seu mentor e maior referencial de bondade, mente e tem um passado bem obscuro… O caráter dos personagens é bem questionável, as fronteiras entre o mal e o bem são muitas vezes borradas e indefinidas.
Espero que o meu comentário não tenha adquirido um tom ofensivo. Não foi essa a minha intenção, com certeza. Quero deixar bem claro que o que eu escrevi é bem parcial, sendo eu um grande admirador das obras de Lewis e Tolkien, bem como dos próprios autores. Estou aberto a críticas.
POR biw em abril 18th, 2010 às 16:25
A observar todos que comentaram percebo que existem opniões proximas daquilo que acreditam ser o mais convicente a sua realidade, o que quero dizer sobre, é que comparar Autores catolicos e uma crença cristã é sem sentido.Sabemos da realidade da cristandade em geral, mas no fim saibamos que assim como essa criança comparoucom Jesus com o Leão \\"Aslam\\", é sinal de que cada um de nós podemos criativamente tirar proveito para o bem ou para o mau, desde que sua vida ou o contesto em que esta envolvido te remeta a tomar tais decisões pessoais de escolhas de valores seja para o bem ou para o mau… vamos pensar nas coisas boas em que podemos aprender com essas obras e não confundir misticismos com crença religiosa….
Sou um artista gráfico e trabalho com efeitos especiais, e sei o quanto é importante agradar a os investidores, e sei que nenhuma obra como essas e outras como as que estam por vir, poderam se quer serem comerçadas se não tiver quem \\"pague\\". No cinema desde o Roterista até o artefinalista chega a enovolver 300 mil pessoas se não for mais, além dos mercados externos de games, dublagem,moda e outros. O grande dilema que deixo é !, quais os interesses de quem paga para acontecer?pode sim haver mais interesses do que apenas lucrar?quem são os pricipais investidores?pesquisem e saberam.
POR biw em abril 18th, 2010 às 16:27
A observar todos que comentaram percebo que existem opniões proximas daquilo que acreditam ser o mais convicente a sua realidade, o que quero dizer sobre, é que comparar Autores catolicos e uma crença cristã é sem sentido.Sabemos da realidade da cristandade em geral, mas no fim saibamos que assim como essa criança comparoucom Jesus com o Leão Aslam, é sinal de que cada um de nós podemos criativamente tirar proveito para o bem ou para o mau, desde que sua vida ou o contesto em que esta envolvido te remeta a tomar tais decisões pessoais de escolhas de valores seja para o bem ou para o mau… vamos pensar nas coisas boas em que podemos aprender com essas obras e não confundir misticismos com crença religiosa….
Sou um artista gráfico e trabalho com efeitos especiais, e sei o quanto é importante agradar a os investidores, e sei que nenhuma obra como essas e outras como as que estam por vir, poderam se quer serem comerçadas se não tiver quem pague. No cinema desde o Roterista até o artefinalista chega a enovolver 300 mil pessoas se não for mais, além dos mercados externos de games, dublagem,moda e outros. O grande dilema que deixo é !, quais os interesses de quem paga para acontecer?pode sim haver mais interesses do que apenas lucrar?quem são os pricipais investidores?pesquisem e saberam.
POR CLJ-Legal em outubro 7th, 2010 às 10:36
Sergio Fernandes » Descobrindo Deus em “As Crônicas de Nárnia” http://goo.gl/KpLv
POR AfonsoJL em janeiro 12th, 2011 às 13:31
Bem legal http://blog.cancaonova.com/sergiofernandes/descobrindo-deus-em-as-cronicas-de-narnia-2/ Leiam ;D
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