Atenção: tire as crianças da sala!!! E… não se espante, pois hoje quero indicar um filme de terror. Uarghhhhh!

Desde pequeno que tremo diante dessa categoria de filme, mas nunca deixei de assistir. Sim, precisa ter cautela, já que em sua maioria são filmes sobre espíritos, demônios etc. O que não pode agora é ter tanto medo deles – e até por superstição – criar algum tipo de regra os tornando religiosamente proibidos. A Igreja Católica somente se posicionou contrária a filmes que realmente influenciariam negativamente nossa fé.

Táhhh… rss! Não se apavore, com esse discurso todo no início desta postagem você até pensou que eu irei indicar o filme A Bruxa de Blair. NÃO! Minha indicação será para um filme de monstro, na verdade um “bagre gigante”.

Ontem assisti no TeleCine Action o filme “O Hospedeiro”. Fiquei interessado quando havia visto a chamada no intervalo e muito mais curioso por ver que era um filme coreano. Na pesquisa que fiz na Internet, descobri que se tratava na produção mais rentável de toda a história do cinema no país. Na curiosidade, me dei bem!!! Tive um excelente programa de final de domingo, com pipoca e o conforto de minha cama.

Não é daqueles filmes com imagens MUITO fortes de pessoas morrendo, tem sim cenas pesadas, mas diferentes das do gênero. O filme vai de drama, terror, suspense à comédia. São 2 horas de pura adrenalina, não dá nem para dar aquela escapulida estratpegica para um pipi.

E o que dá para aprender com um filme de terror?

O filme O Hospedeiro não é de terror, como disse, varia de categoria. É um filme de sustos e muita tensão. O que mais provoca o telespectador é a história da família: um senhor de idade que mora com os 3 filhos em um trailer ao lado de um lago. Quando aparece o tal monstro, ele leva a garotinha e a deixa no sistema de esgoto. A família então se une para resgatá-la. Prepare-se para rir muito e também chorar – as interpretações são marcantes. Muito há de se aprender com Kang-du e sua filha.

Unidade na família, maturidade, responsabilidade, ecologia, doação e sacrifício são as palavras-chave para esta surpreendente produção. Vale a pena conferir… sem crianças na sala rs.

Assista e depois comente no Blog o que você achou.

Veja abaixo outras informações sobre o filme e duas críticas muito interessante:

HOSPEDEIRO, O
(The Host)


Elenco: Kang-ho Song, Hie-bong Byeon, Hae-il Park, Du-na Bae, Ah-sung Ko, David Joseph Anselmo, Paul Lazar, Dal-su Oh, Brian Rhee, Scott Wilson.
Direção: Joon-ho Bong
Gênero: Ação
Distribuidora: Pandora
Estréia: 18 de Maio de 2007

Sinopse: Um pai e três descendentes vivem no mesmo lar: o filho mais velho que, apesar de ter 40 anos, é imaturo; a filha do meio, arqueira do time olímpico coreano; e o filho mais novo, desempregado. Todos cuidam de uma menina orfã que desaparece quando uma estranha mutação surge nas margens, obrigando-os a lutarem sozinhos contra os próprios medos.

Na beira do rio Han moram Hie-bong (Byeon Hie-bong) e sua família, donos de uma barraca de comida no parque. Seu filho mais velho, Kang-du (Song Kang-ho), tem 40 anos, mas é um tanto imaturo. A filha do meio é arqueira do time olímpico coreano e o filho mais novo está desempregado. Todos cuidam da menina Hyun-seo (Ko Ah-sung), filha de Kang-du, cuja mãe saiu de casa há muito tempo. Um dia surge um monstro no rio, causando terror nas margens e levando com ele a neta de Hie-bong. É quando, em busca da menina, os membros da família decidem enfrentar o monstro.

CRÍTICAS

Na Idade Média acreditavam que a Terra era chata e quem se atrevesse a ir além-mar estaria condenado às profundezas de um infinito abismo. Mas aqueles que desafiaram os dogmas da época foram precurssores de uma nova era onde a descoberta de terras e culturas diferentes mudaria significativamente a visão do ser humano em relação ao mundo. Essa introdução “histórica e filosófica” é só para demonstrar minha satisfação com a cultura oriental, principalmente no que diz respeito a cinema, e delimitando mais ainda, os gêneros de terror, horror e suspense. E o motivo para tal reverência é o ótimo O HOSPEDEIRO (The Host), que teve uma passagem rápida pelos cinemas de algumas capitais brasileiras e a poucos meses foi lançado em DVD pela SWEN FILMES.

Na beira do rio Han moram Hie-bong e sua família, donos de uma barraca de comida no parque. Seu filho mais velho, Kang-du, tem 40 anos, mas é um tanto imaturo. A filha do meio é arqueira do time olímpico coreano e o filho mais novo está desempregado. Todos cuidam da menina Hyun-seo, filha de Kang-du, cuja mãe saiu de casa há muito tempo. Um dia surge um monstro no rio, causando terror nas margens e levando com ele a neta de Hie-bong. É quando, em busca da menina, os membros da família decidem enfrentar o monstro.

O Hospedeiro é a prova maior que somente os orientais sabem fazer filmes de monstros. Vejamos nossos “não mui amigos” americanos: o máximo que temos são bichos crescidos a centésima potência por produtos químicos como em “Malditas Aranhas” ou aberrações; exemplo, como os da trilogia “Tremors”. Os filmes que citei são bons, principalmente o último, mas nenhum deles se leva a sério o bastante e em todos eles torcemos pelos monstros, tamanha a antipatia dos personagens centrais. Gosto dos filmes orientais por causa da capacidade de transformar o mais simples humano em um “super-herói”, mesmo que isso não ultrapasse seu mundinho familiar, contando com perfeitas demonstrações de domínio na contrução dos fatos e no desenvolvimento dos persongens.

The Host, teve grande repercussão no seu país de origem, Coreia do Sul. Com um custo de 10 milhões de dólares (valor pífio diante de um lixo como ALIEN VS. PREDADOR) chamou a atenção ao passar pelo Festival de Cannes em 2006, e desde então arrebatou vários prêmios, como o de Melhor Diretor para Bong Joon-ho no último FANTASPORTO em Portugal. Isso prova como um filme de monstro pode ser levado a sério, envolvendo temas como sistema político nacional e internacional, dramas familiares, e a já ultra-batida, mas sempre importante, interferência humana na natureza. Isso tudo levando em consideração um aspecto primordial na história: o elenco. A família Park, com seus exageros (comparado aos filmes adolescentes americanos, os Park são um exagero de originalidade), torna o filme uma diversão a parte, ou seja, nada de ficar esperando o mostrengo aparecer para roubar a cena, o interesse se fixa tanto na busca pela pequena Hyun-seo, quanto no drama vivido por ela em seu cativeiro. O medo e a coragem não soam falsos, principalmente para aqueles que já ouviram histórias do tipo que a mãe em desespero tirou o filho debaixo de um carro utilizando só o “muque” e a coragem.

O monstro é um achado de criatividade da WETA, empresa responsável pelos efeitos do SENHOR DOS ANÉIS. Independente de ser uma criação gráfica, percebemos o profissinalismo dos envolvidos ao notar características peculiares, que de tão grande os detalhes, imaginamos sua evolução de um bagre para…”aquilo”. Uma prova de que “criar” não ficou só na parte técnica: em uma cena o “girino gigante” revida um ataque por pura raiva, como qualquer outro animal selvagem faria.

Os verdadeiros vilões do filme, são os americanos. É descarada a antipatia dos responsáveis do filme pelos EUA; isso fica explícito desde a introdução do filme até a interferência estrangeira (a velha sutileza americana conhecida), isto por que uma das vítimas do monstro é um americano. Se eles decidirem refilmar a história é perigoso o bicho vir do espaço, só para eleiminar a causa do problema.

O Hospedeiro não é só um bom suspense fantástico, mas também um drama, ficção-científica e se quiser até comédia. Tudo isso na dose certa, como só um povo já acostumado com robôs gigantes e adolescentes defedendo o planeta (não estou falando dos “BOSTA” Rangers”) poderiam criar. Estão produzindo uma continuação com previsão de estréia para 2009, e ao contrário das notícias que recebemos das continuações sem fim estadudinenses, não fico assustado com a notícia. O mundo não é chato, e do mesmo modo que temos pré-estabelecidos que continuações são ruins é por que não vimos o outro lado da “moeda”, e nisso com certeza eles se sairão melhores que os americanos.

José Douglas


Uma opinião que é quase unanimidade entre os apreciadores de cinema fantástico é a indicação do Oriente como a origem dos mais interessantes filmes do gênero atualmente. Sejam produções vindas do Japão, China, Hong Kong, Taiwan, Tailândia ou Coréia do Sul. Sejam histórias sobre fantasmas perturbados, maldições ou enredos com aquela atmosfera sinistra inquietante. Sejam roteiros de um cinema de horror mais extremo, repletos de ultra violência, sangue para todos os lados, bizarrices e outras atrocidades. E temos também filmes de monstros, similares (porém com orçamentos bem maiores) àquelas produções bagaceiras de criaturas mutantes geradas pelo efeito destrutivo da radiação sobre a natureza, tão consagradas principalmente na década de 1950 nos Estados Unidos. E é da Coréia do Sul que vem um ótimo filme dentro desse estilo, “O Hospedeiro” (The Host), que no original chama-se “Gwoemul”, e que estréia hoje, 18/05/07, nos cinemas brasileiros.

Numa produção de 2006, direção de Bong Joon-ho e roteiro dele em parceria com Baek Chul-hyun e Ha Won-jun, o filme conta a história de uma família comum proprietária de uma lanchonete à beira do Rio Han. Formada pelo pai idoso Hie-bong (Byeon Hie-bong), e seus três filhos adultos, o preguiçoso Kang-du (Song Kang-ho), que ajuda a tomar conta do comércio e que tem uma filha pequena, Hyun-seo (Ko Ah-sung), além de Nam-ju (Bae Du-na), uma esportista habilidosa e arqueira campeã, e Nam-il (Park Hae-il), um jovem advogado desempregado. Os problemas começaram depois que um monstro asqueroso que vive nos esgotos nas proximidades do rio, decide sair das águas e atacar as pessoas que descansavam ao lado de seu leito. Uma criatura enorme mutante, gerada depois que um produto químico altamente tóxico foi despejado no rio alguns anos antes de forma criminosa, por um funcionário de uma base militar americana. O monstro mata várias pessoas e leva embora para seu esconderijo a filha de Kang-du. Decidido a salvá-la, ele e sua família partem em busca da garota, mas terão que enfrentar outros problemas após serem capturados pelo exército, que isolou todas as pessoas que entraram em contato com o monstro, alegando estarem infectados por um vírus mortal.

“O Hospedeiro” tem cerca de duas horas de duração, mas prende a atenção do espectador durante o tempo todo, acompanhando a trajetória tortuosa de uma família em busca de uma criança seqüestrada por um monstro, e que será devorada se não for resgatada rapidamente. Todas as cenas envolvendo a criatura mutante são bastante convincentes, num ótimo trabalho da equipe de efeitos especiais e computação gráfica. Na história interessante, temos de tudo, ação, horror, drama, humor e crítica política. O horror é representado pelos ataques do monstro; temos o drama de uma família que se une na tragédia em busca de um objetivo comum; os elementos de humor são associados principalmente à figura de Kang-du, um homem atrapalhado e relapso, mas que se transforma num herói corajoso para salvar a filha; e temos também uma boa dose de crítica contra a política intervencionista sempre equivocada dos Estados Unidos em outros países. Ficam claro os efeitos nocivos do imperialismo americano, primeiro pela responsabilidade da origem do grotesco ser mutante, passando pela paranóia em definir o monstro como o “hospedeiro” de um vírus perigoso, espalhando o medo e desespero na população, e culminando com um ataque sem escrúpulos utilizando um produto tóxico chamado “agente amarelo” para tentar deter a criatura, mesmo que signifique também a destruição da vida no rio. Hospedeiro” (The Host / Gwoemul, Coréia do Sul, 2006) # 428 – data: 25/03/07 – avaliação: 8,5 (de 0 a 10)

Renato Rosatti