Posts Tagged ‘Poesia’
Santa Maria Madalena
segunda-feira, agosto 10th, 2009As verdadeiras amizades são duradouras…
segunda-feira, julho 27th, 2009
…porque o verdadeiro amor é eterno
“As verdadeiras amizades são duradouras, porque o verdadeiro amor é eterno. Uma amizade na qual o coração fala ao coração, é um dom de Deus e, nenhum dom de Deus é temporário ou ocasional. Tudo o que vem de Deus participa da vida eterna de Deus” (Henri J. M. Nouwen).
Nosso maior medo é perder aqueles que amamos e que estão junto a nós, principalmente quando se trata de UM AMIGO. Mas a amizade que está fundamentada em Jesus torna-se um dom do próprio Deus, e, dom é eterno; não tem fim.
“A amizade cuja fonte é Deus, nunca se esgota” (Santa Catarina de Sena).
Na Canção Nova, vivemos muito esta experiência de “perder o outro”, quando somos enviados para outras frentes de missão. Sabemos que a distância física não limita a verdadeira amizade, por isso, sempre que algum de nós vai embora, dizemo-nos mutuamente: “Você vai embora, mas estamos unidos na Santa Eucaristia”, que é a fonte da verdadeira amizade. Jesus é o verdadeiro amigo, que nos conduz a outros amigos.
“Quem teme o Senhor, orienta bem sua amizade: Como ele é, tal será o seu amigo” (Eclo 6,17).
É o Senhor quem mostra aquele que Ele escolheu, para se tornar um amigo precioso para nós; que nos ensina a amar, a cultivar e a perdoar; a tocar na humanidade do outro; a acreditar e ter misericórdia do amigo. Foi isso que Jesus ensinou aos seus discípulos, e eles aprenderam tanto a viver assim, que mesmo depois da morte de Jesus, a amizade não diminuiu; só cresceu.
O Espírito Santo eternizou a amizade de Jesus com seus discípulos. Quando tomamos Jesus por verdadeiro amigo e O colocamos no centro dos nossos relacionamentos, o Espírito Santo os transforma no verdadeiro dom de Deus, que é a AMIZADE.
Dedico a todos os amigos que Deus me concedeu de presente.
Margleis Gomes
Comunidade Canção Nova
Michael Jackson: o grande menino
terça-feira, junho 30th, 2009
Pensei muito antes de escrever este texto.
Na minha adolescência eu era “fã de carterinha” do Michael Jackson, e como uma boa fã eu tinha algumas coisas dele: discos, clipes, revistas…enfim, eu o admirava.
Não demorou muito, e eu tive o meu encontro pessoal com Jesus que foi um marco na minha vida. Depois desta experiência, minha vida mudou radicalmente, e como toda mudança requer renúncias, comigo não foi diferente. Pensei comigo: ou eu sou de Deus por inteira ou não sou. Então tomei uma firme decisão de destruir tudo que eu tinha dele e de outros cantores que eu gostava, porque não dizia mais da nova vida que eu havia abraçado. A partir daquele momento fiz um propósito de sempre rezar por Michael Jackson; passei de fã para intercessora, ou melhor, fiquei sendo uma intercessora fã.
Não o acompanhei mais como o acompanhava, mas às vezes via algumas notícias nos jornais, e assim rezava melhor por ele. Eu via não somente o cantor, o pop star, mas o filho de Deus que precisava da misericórdia do Pai; alguém que tinha uma história machucada, sofrida e não tinha feito uma experiência com o amor de Deus como eu fiz. O coração dele era muito bom, inclusive nós escutamos a notícia que ele entrou para o Guiness como uma das pessoas que mais ajudava os outros. Era um adulto com o coração de criança.
Ao saber da morte dele fiquei muito triste, mas sei que “tudo concorre para o bem dos que amam a Deus” (Rm 8,28), e que a misericórdia de Deus é grande, e até “inconscientemente nos prepara para irmos ao encontro do Senhor” (Marthe Robin).
Hoje a mídia diz muitas coisas sobre ele, tanto boas como ruins. Li um texto falando sobre a sua pessoa, que chamou muito a minha atenção: “Não precisamos de autópsia para saber que o menino Michael morreu cedo. No meio de fantasias para mudar de rosto, de corpo, de cor, ele não aprendeu a lidar com emoções reais. Trabalhou como homem quando era criança. E ainda era uma criança quando amadureceu. Tímido, ousado, idolatrado e acusado. Um mito de quantas faces? Misteriosamente irreconhecível, ele se escondia no mundo da fantasia, sim. Mas espiava a realidade. Doou milhões para crianças doentes. E, quem esquece, é dele o hino da esperança. “We are the world” uniu o planeta contra a fome na África. Quem era ele, afinal?” (Fonte: globo repórter).
O texto lança perguntas que questiona a muitos: Quem era ele, afinal? Um mito de quantas faces?
Louvo muito a Deus porque: “O que o homem vê não é o que importa: o homem vê a face, mas o Senhor olha o coração”(I Samuel 16,7b).
O amor de Deus nos torna mais humanos e faz-nos enxergar as pessoas além das aparências.
Para mim o que fica é a pessoa dele, o filho de Deus que hoje precisa muito mais das minhas orações. Quem sou eu para julgá-lo?
Que Jesus que o acolha na sua misericórdia infinita.
“Entre o último suspiro de uma alma e a eternidade, há um abismo de misericórdia”
(São Francisco de Sales).
Jesus, eu confio em vós!
Vamos fazer um fã clube diferente? Oremos pela alma de Michael Jackson todos os dias uma Ave-Maria e ofereçamos a santa missa na sua intenção. Esta é uma forma original e autêntica de ser um verdadeiro fã.
Quem ama, reza. Exercitemo-nos na caridade espiritual.
Agradeço a minha amiga Vanúsia que também é uma intercessora dele e 
que me ajudou a editar esse texto.
Margleis Gomes – Com.Canção Nova
Saudades da Terrinha
terça-feira, junho 23rd, 2009
“Olha pro céu meu amor, veja como ele está lindo”.
O cheiro do milho assando na fogueira, do milho cozido, o aroma da canjica, da pamonha, da tapioca, do bolo de milho e do pé-de-moleque.
A correria das crianças e as risadas pela casa brincando com os fogos.
A música com arranjos do pandeiro, do acordeom, da zabumba e do triangulo.
As estrelas do céu desaparecendo em meio a fumaça das fogueiras nas ruas. Os balões enfeitam o céu.
Êta! saudades do meu Nordeste. Nessa época do ano o peito fica apertado e a nostalgia invade o coração da gente. Saudades da família, dos amigos, do Pai que se foi e brilha no céu como os balões, deixando lição de vida para nossa gente.
E porque não!? Saudades do matuto que surge na esquina, trajando sua roupa caipira em busca de sua matuta para dançar a quadrilha. A quadrilha do baião, do xote, do reisado, do forró.
Saudades de ficar na rua em família, escutando os contos caipiras contados pelos tios e tias que tanto lutaram na vida. Saudades das trovas de viola, tocadas pelos repentistas que em tudo fazem prosas para animar a roda.
Meu lindo Nordeste, do sertão ao litoral, de plantações de cana e de cizal.
Terra de um povo malhado, sofrido. Mulheres guerreiras que defenderam suas casas e seus filhos das emboscadas de Virgulino Lampião. Da Guerra de Canudos, onde Antônio Conselheiro arrastava uma multidão. Com a intercessão de São Pedro e São João a chuva molha a terra.
Um povo de fé! Das promessas feitas a Padim Ciço!
Ah! meu Nordeste, quando volto para teus braços me refaço, descanso e em ti derramo meu pranto quando parto.
Leila Lima
Margleis Gomes



