DEPRESSÃO, E AGORA?

Hoje em dia já não é tão difícil falar sobre a depressão afinal ela já foi classificada como “o mal do século”, ainda assim existe muito preconceito quando se fala nela.
Muitas pessoas acham que depressão é doença “de quem não tem o que fazer”, de pessoas fracas, de quem não reza, de quem não luta… mas não é verdade. Ela é uma doença e, com certeza, todos os que sofrem dela não gostariam de estar nesta situação.
depressao
Assumir a depressão chega a ser humilhante, pois além de tudo é preciso consultar um psiquiatra e daí… outro preconceito: psiquiatra é “médico de louco”. Eu costumo dizer que, na verdade, é para não ficar louco!
O maior risco da depressão é camuflá-la… quanto mais tempo demoramos para buscar ajuda mais sofrimento enfrentamos. Partilho aqui, com vocês, a minha experiência…
Há vários anos atrás, partilhando minha vida com Ir. Lucimar em Londrina/Pr, percebi que seu semblante mudou e ela me disse: Carla, eu tenho a impressão de que você está depressiva mas não posso afirmar porque somente um psiquiatra pode dar o diagnóstico correto. Pronto! Meu mundo caiu! Como assim? Logo eu, uma missionária da Comunidade Canção Nova há tantos anos, podia estar com depressão?

Assim que o choque passou comecei analisar… tenho pai e mãe depressivos seria difícil fugir desta realidade. Chegando a Cachoeira Paulista, procurei um psiquiatra que a princípio diagnosticou uma bipolaridade. Iniciei o tratamento com medicação que logo foi interrompido, pois engravidei da Sofia. Mais uma vez, meu mundo caiu! Como conduzir uma gravidez aos 38anos, depressiva e sem medicação?

Aí sim Deus me mostrou a sua grandiosidade. Foi à melhor gravidez que vivi!
Sem nenhum problema e a Sofia nasceu ao final das 40 semanas de gestação e de parto normal. Passado um tempo resolvi retomar o tratamento, mas quis trocar o médico uma vez que não me via bipolar, pois não sentia os picos de euforia. Busquei outro profissional que me diagnosticou com “distimia” (depressão crônica, de intensidade moderada), que não tem cura, mas é controlável.
Hoje é esta a minha realidade. Sei da enfermidade e faço tratamento com medicação e psicoterapia, além de me esforçar para fazer uma atividade física (muito difícil… é preciso um esforço sobrenatural), mas consigo conviver bem no dia a dia e ter mais qualidade de vida pessoal, familiar, comunitária e profissional.
Existem dias que dá aquela tristeza da alma, vontade de não fazer nada, mas sei o quanto isto não me fará bem e dou uma resposta diferente.
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Existem dias também que necessitamos fazer algo diferente, algo só nosso, sair sozinha, comer algo que tem vontade, etc. Não é feio ter desejos e necessidades e muito menos pensar em nós, de vez em quando. Pelo contrário, faz bem.

Não posso deixar de relatar aqui a colaboração da família e dos mais próximos. O que mais nos faz bem é sermos acolhidos naquilo que estamos vivendo, sabermos que não somos peso mas que todos, a seu modo, se preocupam e querem nos ajudar.
Por isso, se você hoje descobriu ou foi diagnosticada (o) com depressão, não se desespere! É possível conviver com ela basta buscar ajuda profissional apropriada.

Tem jeito! Do jeito de Deus e não do meu jeito!

Carla Astuti.

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“SER MÃE É PADECER NO PARAÍSO”

Tantas vezes ouvi este ditado e, hoje, quero manifestar a minha  interpretação. Será que isto é ruim? A expressão padecer traz esta conotação  negativa, pesada mas na verdade não é bem assim…

As mães vivem uma certo desconforto desde a gestação (enjôos, azia,  inchaço…). No parto com suas dores próprias, depois nos primeiros dias a adaptação e interpretação do choro, o sono, o cansaço…
mae e filho
São situações reais que parecem eternas pela intensidade mas, de repente, passam e …  alguns meses depois, o padecimento é outro: voltar ao trabalho  e deixar o filho, afinal ninguém vai saber cuidar do filho como a mãe…  doce ilusão!

Mais adiante, a entrada na escola.  “Quem será o professor?”, “Será que vai acompanhar?”, “O que vai comer no lanche?”, “Quem serão os colegas?” “E se alguém  bater no meu filho?”

Nós insistimos em viver a vida dos filhos e com isto “padecemos” pois não temos o mesmo entendimento das crianças.

E quando chega a adolescência? Nossa! Aí entra outra fase. Só mudam as preocupações, filho criado, trabalho dobrado…

Mas e aquilo que plantamos na educação deles, não valeu a pena? As mães de hoje são, na sua maioria, frutos da geração de transição do feminismo e do sexo, drogas e rock´n roll. Achar o equilíbrio não é fácil. Anterior a nós houve a geração de pais que acreditavam que a liberdade era a melhor opção de educação para os filhos vivendo o “é proibido proibir”.

Hoje já percebemos que os limites são necessários na formação de qualquer ser humano.  E por isso, às vezes, dar um “não” ao filho chega a ser um padecimento pois sabemos que ele ou ela queria muito tal coisa ou tal situação mas percebemos que não é o melhor naquele  momento e isto gera um certo desconforto no relacionamento entre mãe e filho(a).

Aí mais do que padecer é compadecer, é sofrer, pois apesar de estar consciente da decisão tomada não gostamos de ver nosso (a) filho(a) triste. E mais uma vez, apesar
de toda intensidade veremos que passa!

Assim como nós que hoje, neste papel de mãe reconhecemos e aceitamos a postura que as nossas mães tiveram conosco. E pensamos: “elas estavam certas…”

Olhando tudo isto parece que o ditado está certo… ser mãe é padecer no paraíso. Agora é preciso dizer que tudo isto vale a pena!

Veja bem: vale a pena e não valeu ou está valendo… ser mãe vale por toda a vida?

A presença, a realização, as conquistas, as alegrias, as tristezas de um(a) filho(a) não tem preço. Este é o nosso paraíso: a  maternidade!  As mães são capazes de abrir mão, renunciar a várias coisas na vida, somente não conseguem renunciar a maternidade. Esta é inegociável!

Parabéns a todas as mães, avós, tias, madrinhas, sogras… que de uma forma ou outra são mães em nossas vidas!

Maria, Mãe de Jesus e da Igreja nos ensine e conduza na vivência da  maternidade segundo o coração de Deus!

Tem jeito!
Carla Astuti

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TV Tem Jeito: Jaculatória Com Deus Tem Jeito!

Amanhã, embarco para Terra Santa com a Obra de Maria, levarei todas as suas intenções, pedidos, orações e agradecimentos. Passarei pelos lugares onde Jesus nasceu e viveu. Trarei 50 terços para presentear.

Durante este a minha peregrinação e todo os mês de abril convido você a rezar a Jaculatória Com Deus Tem Jeito! . Vamos nos unir em oração durante este tempo! Acreditando que com Deus Tem Jeito!

As intenções e orações para serem levadas a Terra Santa podem ser encaminhadas para o e-mail : blogtemjeito@cancaonova.com.

“Com Deus TEM JEITO!”

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Tristeza vencida pelo amor!

“Jesus chegou com eles a uma propriedade chamada Getsêmani e disse aos discípulos: sentai-vos, enquanto eu vou orar ali! Levou consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu e começou a ficar triste e angustiado. Então lhes disse: sinto uma tristeza mortal! Ficai aqui e vigiai comigo! Ele foi um pouco mais adiante, caiu com o rosto por terra e orou: Meu pai, se possível, que este cálice passe de mim. Contudo, não seja feito como eu quero, mas como tu queres.” (Mateus 26, 36-39)

São várias situações que podemos refletir sobre essa passagem bíblica, uma delas é: Jesus assume a vontade do Pai até o fim.

Aqui é um fragmento de uma carta que relata o amor de Deus para com a humanidade. Essa oração em agonia antecede prisão, flagelação, coroação de espinhos, crucificação e morte. Leva-nos a pensar que Jesus rezou por todos, bons e maus, rezou por você, este foi o motivo do seu sim, Jesus nos amou!

Os discípulos estão em crise profunda, o medo tomou conta, ver o Mestre, Aquele que era o porto seguro deles, agora triste e angustiado e também com medo, o questionamento era, e nós? Qual a perspectiva de futuro?

Apesar de o acompanharem em Sua vida pública, onde realizou curas, milagres e também os ensinamentos da paixão, morte e ressurreição. Neste momento a fé dos discípulos foi abalada.

Tudo caminhava num grande silêncio. Silêncio este que somos convidados a viver durante a Semana Santa, é um tempo propicio para refletir as crises e rezarmos peregrinando rumo à ressurreição. Portanto não é um feriadão prolongado e sim recolhimento e revisão de vida.

Nessa caminhada que muitas vezes é marcada pelo vale da sombra da morte precisamos contar com o auxilio de Maria, aquela que presenciou o primeiro milagre que Jesus realizou, transformando a água em vinho, agora olhando o seu filho na cruz.

Aprender na escola de Maria é aprofundar no que a própria palavra nos diz. Maria guardava tudo no coração: a alegria ao receber o anúncio do anjo, ao saber que seria a mãe do Salvador e o Reino deste Salvador duraria até o fim e também a tristeza ao pé da cruz ao ver a morte do seu filho.

Imaginar que essa mãe teve uma dor tão forte ao ponto de uma depressão querer tomar conta do coração, uma luta que Maria travou ali na cruz, onde a tristeza poderia ser vencedora, mas a alegria foi maior e venceu apoiada num versículo: o seu Reino não terá fim.

A lembrança das palavras ditas pelo anjo: “Ele reinará para sempre!”, essa promessa é o que a sustentava. Uma coisa é conhecer e citar passagens da bíblia outra é experimentar no dia a dia.

Faça a experiência de verdadeiramente acreditar que Jesus morreu por você, afinal você é único, uma obra prima de Deus!

Tem Jeito!

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