No seu coração tem mais esperança ou desesperança?

Cada vez que lemos a bíblia algo diferente se destaca, e desta vez o que destacou foi a atitude das pessoas que estavam servindo no casamento, afinal, essas pessoas fizeram o que Maria e Jesus pediram, e o milagre aconteceu. “O encarregado da festa provou da água mudada em vinho” (João 2,9). Não é citado os nomes das pessoas que fizeram parte deste acontecimento maravilhoso, mas, essas pessoas foram os protagonistas do primeiro milagre que Jesus realizou.

O mesmo Jesus que transformou os 600 litros de água em vinho, quer transformar a vida de muita gente. E nós, precisamos ser nestes dias tão difíceis, os portadores desta mensagem de esperança que tem a capacidade de mudar o agora de alguém que se encontra sem perspectiva de dias melhores. Então, a mesma atenção que Maria teve, e disse: “eles não têm vinho!” (João 2,3), sim, do mesmo modo, Ela olha para nós, e diz: estou atenta a cada situação e peço ao meu filho Jesus que providencie a transformação, portanto, é tempo de confiar e acreditar.

E nos 365 dias do ano

tenha a esperança

de que o melhor

está por vir!

Afinal, qual foi a atitude das pessoas que estavam servindo no casamento? Eles encheram de água até a borda as seis talhas de pedra, de quase cem litros cada e levaram ao encarregado da festa, enfim, esta foi a atitude dessas pessoas, fizeram o que era possível, e Jesus fez o impossível. Assim, precisamos ser, como essas pessoas que agiram no anonimato, mas, fizeram a diferença. A cada instante da nossa existência devemos continuar fazendo, pois, tem gente no aguardo de dias melhores.

Sim, o mesmo Jesus de ontem, de hoje e de sempre quer transformar o quadro existencial de cada pessoa, e deseja preencher o coração humano de: amor, perdão, alegria, fé e vida.

Ao longo dos dias cuide da talha que é o seu coração, então, seja uma pessoa de esperança!    

 

 

O que te amarra?

 

Durante o decorrer da nossa vida é importante fazer avaliações, e uma das análises é sobre este ponto: o que tem me amarrado? Pois, várias situações podem nos amarrar, e quando percebemos, estamos todo enrolado e fica difícil se desprender. Então, corremos o risco de viver como quem não tem liberdade, e viver desse jeito não pode ser uma verdade para nenhum de nós. “É para a liberdade que Cristo nos libertou. Ficai firmes e não vos deixeis amarrar de novo ao jugo da escravidão” (Gálatas 5,1).

Claro, ninguém por livre e espontânea vontade deseja viver amarrado, e sim livre, mas, as escolhas e decisões que fazemos podem nos amarrar, isto é fato, portanto, o que fazer? “Conhecereis a verdade, e a verdade vos tornará livres” (João 8,32). Para ficar firme numa vivência em liberdade e não se deixar amarrar por nada, precisamos ter um hábito: ler a bíblia. A bíblia não é um livro que se lê uma vez e pronto, é essencial ler sempre, pois a palavra de Deus quer nos tornar livres todos os dias!

Por que ler a bíblia? Poderíamos citar vários motivos, mas vamos pensar em quatro pontos:

  1. Conhecer a nossa história de salvação
  2. Enraizar a nossa fé e a nossa esperança
  3. Adquirir firmeza, e que nenhuma pregação ou informação contrária nos engane
  4. Experimentar a verdadeira liberdade por meio da palavra

  

Essa pergunta já se tornou um costume, tem Wi-Fi? Pois, queremos estar a todo instante conectados. Mas, diariamente, quantos minutos dedicamos nas redes sociais e quantos minutos refletimos a Sagrada Escritura. Afinal, de que adianta estarmos on-line com as coisas da terra e off-line com as coisas do céu?

“Sim, irmãos, fostes chamados para a liberdade. Porém, não façais da liberdade um pretexto para servirdes à carne” (Gálatas 5,13). “Deixai-vos sempre guiar pelo Espírito” (Gálatas 5,16). Ao ler essa passagem, percebi que a bíblia sempre nos dá um caminho a seguir, e acredito que viver desse jeito significa viver a liberdade…

O que eu ganho ao ler a bíblia?

A liberdade!

O que te prende?

É triste quando o homem e a mulher não conseguem perceber o tanto que já estão presos. Uma coisa é a pessoa que está presa num cárcere por causa do que cometeu, outra, é a pessoa que se encontra solta pelas ruas, mas, prisioneira de algo ou de alguém. Se por um lado é uma graça a liberdade, por outro, é um drama quando nos tornamos prisioneiros da nossa própria liberdade. “Portanto, já não és mais escravo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiro; tudo isso, por graça de Deus” (Gl 4,7).

Rapidamente, ao pensar em liberdade, o que logo vem à cabeça é fazer e acontecer, é proceder livremente e fazer o que quer, sem limitação alguma, afinal, eu sou livre. Cuidado, pois, pensar desse jeito sem medir as consequências pode complicar a vida. Sim, a liberdade é uma graça, e faz bem pensar antes de fazer. Claro, somos chamados a viver a graça que Deus nos concedede graça”, pois, foi iniciativa de Deus a nossa libertação e salvação, portanto, somos chamados a viver a liberdade de filhos de Deus.

É essa graça que devemos resgatar: a dignidade de filhos de Deus! E viver essa filiação significa pensar que vocênão é algo, mas alguém e, por isso, de um valor incomparável(DOCAT – página 60). Essa compreensão precisa ser o ponto central da nossa existência, assim nada poderá nos fazer prisioneiro e escravo. Somos educados a cuidar das coisas que são importantes na vida, e isso é bom, mas, não podemos esquecer de cuidar da alma, aí está a essência de tudo, e nada e ninguém pode saciar, só Deus!   

“Todos nós somos homens e todos somos pecadores. Magoamos os outros através do nosso modo pecaminoso de viver. Porque assim é, a terra já não é nenhum paraíso. De fato, podemos em cada momento dizer não ao pecado; no entanto, o poder do pecado atinge o nosso centro mais íntimo, onde habita a liberdade. É assim que praticamos deliberadamente o mal. Voltamo-nos livremente contra a vontade de Deus e separamo-nos assim da fonte da vida, de Deus(DOCAT – página 62).

Para viver bem, outro ponto é fundamental: desmascarar o mal, fazendo uma boa confissão.

Reconhecer e identificar o pecado é o primeiro passo para que alguém se possa libertar dele. Jesus Cristo veio para nos libertar da prisão do pecado. A criação, que estava envolvida pelo pecado, foi liberta por Jesus Cristo para o amor e para a justiça. A civilização do amor começa com a conversão do indivíduo e com a sua reconciliação com Deus(DOCAT – página 62).

Deus te quer livre!

 

Estamos atentos às necessidades do outro?

 

Na correria do dia a dia, corremos o risco de não pensarmos nas consequências que é viver olhando só para o meu próprio umbigo. O ser humano que vive desse jeito é uma pessoa egoísta, que pensa exclusivamente nos próprios interesses, e o resultado final dessa maneira de viver é ruim. Sair de si mesmo para se unir aos outros faz bem. Fechar-se em si mesmo é provar o veneno amargo do imanentismo, e a humanidade perderá com cada opção egoísta que fizermos(Papa Francisco – DOCAT).

 

A solidariedade é um remédio para a humanidade nos dias de hoje. Claro, é fundamental que a solidariedade esteja acompanhada de uma generosidade desinteressada, senão, estaremos pensando exclusivamente nos próprios interesses.

 

Sair de nós e ir ao encontro do outro é uma atitude que precisamos exercitar a vida toda. Isso não quer dizer que devemos deixar de lado as nossas preocupações e os nossos sonhos, mas, em meio aos problemas de cada dia é essencial ir ao encontro das pessoas e experimentar o bem que faz este exercício. Assim, através dessa ação vamos vencer o egoísmo que existe dentro de nós. E para auxiliar neste processo é importante sempre fazer um questionamento, quem está vencendo dentro de mim, egoísmo ou solidariedade?

 

 

É na família o melhor lugar para se aprender a viver pensando no outro. “Quem se mostra responsável e solidário nas coisas pequenas fará o mesmo nas grandes. Onde é que alguém pode aprender a prestar atenção aos pobres, aos doentes ou aos idosos a não ser na família?” (DOCAT – página 120)Sim, escolher pela solidariedade significa contribuir com a sociedade, pois a solidariedade faz bem pra gente e para muita gente!   

 

 

 

Estabilidade no casamento é possível?

É difícil imaginar que homem e mulher quando se casam, ambos desejam viver a instabilidade no casamento. Pois, o significado da palavra estabilidade é firmeza, solidez, permanência, constância, rocha, alicerce, então, é isso que desejamos: construir o casamento sobre a rocha. Mas quando observamos, o casamento está enfraquecido, o que fazer? Dois pontos são importantes, verificar o porque o nosso casamento está enfraquecido e acreditar que é possível ter um casamento fortalecido.

instabilidade

Dialogar é bom e faz bem. O casal não pode esquecer que a construção familiar dura a vida toda, sendo assim, é essencial fazer alguns questionamentos com frequência.

– Por que nos unimos?
– Como está o meu relacionamento com Deus?
– Como está o meu relacionamento com o meu esposo (a)?
– Como está a minha vida afetiva e sexual com o meu esposo (a)?
– Como está o meu relacionamento com os meus filhos? Quero ter filhos?
– Como está o meu relacionamento com familiares e amigos?
– Como está a minha vida profissional? Quais são as minhas metas (realizações pessoais, profissionais)?
– O casamento é o meu maior projeto? Estamos olhando para a mesma direção? Estamos em harmonia?
– Estamos mais elogiando ou cobrando um ao outro?
– Estamos mais para acreditar ou para desistir do nosso casamento, da nossa família?

estabilidade

Sim, este bate papo deve acontecer na dinâmica do saber ouvir e perdoar. Assim, com essas perguntas, o casal tem uma formação firme que pode ajudar a construir um casamento bem fundamentado. É importantíssimo que marido e mulher se decidam em parar, conversar e acertar os ponteiros. Afinal, é fundamental acertar os ponteiros para continuarmos focado na meta: ter um casamento fortalecido.