“Pai, Olha a Capela!”

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Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus, o Senhor de todas as coisas, a Paz!!!

Escrever neste blog tem sido para mim, um exercício maravilhoso de partilha de vida e das experiências que Deus tem me concedido viver.

Nessa nova categoria do blog dedicada ao meu filho mais velho (Arthur), quero partilhar com você experiências simples que acontecem no nosso dia a dia de família consagrada a Deus na Comunidade Canção Nova.
Você deve estar pensando que lerá “grandes” ensinamentos e partilhas “profundíssimas”, cheias de teologia e etc…rsrs. Nada disso… Tire o cavalinho da chuva, como diz o ditado popular…rsrs.

Aqui partilharei com você coisas que serão tão simples, mas tão simples, que você talvez pense: “Isso aqui nem precisava ser escrito num blog” ou “Mas todo mundo já passou por isso alguma vez na vida”… Não se espante, é exatamente isso que quero que aconteça…rsrs. Quero fazer você que me lê agora entender que, a nossa vida de consagrados numa comunidade só se diferencia da sua pelo lugar onde Deus nos colocou pra viver e servir a Ele, e talvez a forma como fazemos isso. No mais, em todo o restante, somos muito “iguais” a você e as nossas famílias se parecem muito com a sua…rsrs. Isso mesmo, não se espante. Temos problemas, temos dificuldades, contas pra pagar, mil e uma questões de como criar melhor os nossos filhos nesse mundo de meu Deus… Enfim, sentimos na pele tudo o que você sente e, como você, queremos achar e dar uma resposta diferente. Lembre-se, você (s) não está (ão) sozinho (s)!

Arthur Fiuza - 4 anos - Férias da Famlia em 2008

Arthur Fiuza - 4 anos - Férias da Família em 2008

Nesse primeiro artigo nessa categoria trago a você uma “conquista” na Evangelização dos nossos filhos. Sempre que passamos (de carro ou mesmo à pé) em frente a alguma capela onde se encontre o Santíssimo Sacramento (dentro ou fora da Canção Nova), eu digo ao Arthur: “Filho, olha a capela!” Uma vez que ele já sabe fazer o sinal da cruz, lembro a ele dessa forma simples que estamos passando por um “Lugar Santo”, Território Eucarístico, de que ali existe a Presença Real de Jesus na Eucaristia. Dessa forma, ele foi se “acostumando” a fazer isso, lembrando de Jesus e de ficar (ainda sem perceber) atento aos sinais de Deus, à Sua Presença em sua vida.

De tanto fazer isso, ficou gravado no coração dele e, quando passamos com um pouco mais de pressa e acabamos esquecendo (nós adultos somos relaxados e desatentos mesmo, não…rsrs?), ele mesmo se vira para nós no carro e grita: “Ei, pai! Você esqueceu de dizer ‘OLHA A CAPELA!’”. Todos rimos (de sem graças, pois ensinamos e depois nós mesmos esquecemos) e dizemos a ele: “Nossa, filho, foi mesmo… Nos perdoe! Então diga você, já que se lembrou!” E ele, todo sorridente, grita dentro do carro: “OLHA A CAPELAAAAA!!!” E todos nós (a Catharina ainda meio/ muito desajeitada…rsrs), fazemos o sinal da cruz.

Bendito seja o Senhor, que nos forma até através dos nossos filhos e em tudo que nos acontece no dia a dia, basta estarmos atentos.

“Da boca das crianças e dos pequeninos sai um louvor que confunde vossos adversários, e reduz ao silêncio vossos inimigos”. (Sl 8,3)

Deus abençoe você e a sua família e te faça experimentar essa mesma alegria que hoje partilho, maravilhosos “pequenos tesouros” do quotidiano. Grande abraço.

“Tome a sua cruz e siga-Me!”

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Comentário ao Evangelho do dia feito por Santa Teresa Benedita da Cruz [Edith Stein] (1891-1942), carmelita, mártir, co-padroeira da Europa. A expiação mística / Amor à cruz, 24/11/1934 (trad. a partir de Source Cachée, 1999, p. 234).

«Tome a sua cruz e siga-Me»

A união com Cristo é a nossa bem-aventurança e o aprofundamento dessa união com Ele traz-nos a felicidade terrena. Portanto, O amor à cruz não está, de forma nenhuma, em contradição com a alegria de sermos filhos de Deus. Ajudar a levar a cruz de Cristo dá uma alegria forte e pura aos que são chamados e são capazes de o fazer. Dessa forma, os verdadeiros filhos de Deus participam na edificação do Seu Reino. Assim, a predileção pelo caminho da cruz também não significa que nos desagrade ver ultrapassada a sexta-feira Santa e cumprida a obra da Redenção. Só os resgatados, só os filhos da graça podem verdadeiramente carregar a cruz de Cristo. Só através da união com a divina Cabeça é que o sofrimento humano adquire a sua potencialidade redentora.

Sofrer e sentir-se bem-aventurado no sofrimento, permanecer firme de pé, seguir pelos caminhos poeirentos e pedregosos desta terra e estar ao mesmo tempo sentado com Cristo à direita do Pai (cf. Col 3, 1), rir-se e chorar com as crianças deste mundo sem deixar de cantar com os coros angélicos os louvores de Deus, eis a vida do cristão, até que rompa a aurora da eternidade.

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