dez 02
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Beato João Paulo II, na JMJ
“O espírito jovem é algo que não pode ser sufocado:
Vós sois jovens e o Papa é idoso,… E ter 82 ou 83 anos não é a mesma coisa que ter 22 ou 23.
Todavia, ele continua a identificar-se plenamente com as vossas esperanças e as vossas aspirações.
Juventude de espírito, juventude de espírito!… Embora eu tenha vivido no meio de muitas trevas, sob duros regimes totalitários, tive suficientes motivos para me convencer de maneira inabalável de que NENHUMA dificuldade e NENHUM temor é tão grande a ponto de poder sufocar completamente a ESPERANÇA que jorra sem cessar no coração dos jovens.”
Papa João Paulo II (JMJ 2002)
set 15
geraldocnGIGANTES DA FÉ
Comentário ao Evangelho do dia feito por Rupert de Deutz (c. 1075-1130), monge beneditino. Comentário sobre o Evangelho de João, 13; PL 169, 789 (a partir da trad. Tournay rev.).
«Eis a tua mãe!»
«Mulher, eis o teu filho!» «Eis a tua mãe!» Com que direito passa o discípulo que Jesus amava a ser filho da Mãe do Senhor? Com que direito é Ela sua Mãe? É que Aquela que trouxera ao mundo, então de forma indolor, a causa da salvação de todos, ao dar à luz na carne o Deus feito homem, é com enorme dor que agora dá à luz, de pé junto à cruz.
Na hora da Sua paixão, o Senhor tinha comparado os Seus apóstolos a uma mulher que dá à luz, ao dizer: «A mulher, quando está para dar à luz, sente tristeza, porque é chegada a sua hora; mas, depois de ter dado à luz o menino, já se não lembra da aflição, pela alegria de ter vindo ao mundo um homem» (Jo 16, 21). Quanto mais compararia tal Filho tal Mãe – essa Mãe que esteve de pé junto à cruz – a uma mulher que dá à luz! Comparar? Mas Ela é verdadeiramente mulher e verdadeiramente mãe e, nesta hora, tem verdadeiras dores de parto. Ela não tinha sofrido as dores do parto como as outras mulheres quando lhe nascera o Filho; é agora que as sofre, que é crucificada, que sente a tristeza de quem dá à luz porque chegou a sua hora (cf Jo 13, 1; 17, 1). [...]
Quando tiver passado esta hora, quando esta espada de dor tiver trespassado por completo a sua alma que dá à luz (Lc 2, 35), também Ela já se não lembrará da aflição, pela alegria de ter vindo ao mundo um homem, o homem novo, que renova todo o género humano e reina sem fim sobre o mundo inteiro, verdadeiramente nascido, ultrapassado todo o sofrimento, imortal, primogénito de entre os mortos. Tendo assim trazido ao mundo a salvação de todos nós na paixão de seu único Filho, a Virgem é claramente a Mãe de todos nós.