“O Poder da Oração de Intercessão – Orai Sem Cessar!”

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Vanúsia Maria do Espírito Santo Cerqueira - Comunidade Canção Nova

Vanúsia Maria do Espírito Santo Cerqueira - Comunidade Canção Nova

Queridos irmãos em Cristo Jesus, Paz e bem!

“Tenho Sede” (Jo. 19, 28). Para nós esta expressão traduz-se em: Projeto Dai-me Almas (Dai-me almas e ficai com o resto).

Há várias formas de salvar as almas, todos nós sabemos, dentre elas a oração de intercessão, a exemplo de Abraão, que com “o coração sintonizado na compaixão de seu Senhor pelos homens, ousa interceder por eles com ousada confiança” (CIC 2571).

Ontem a mídia exibiu ao longo do dia a prisão do mais famoso e poderoso chefe do tráfico do Rio de Janeiro, conhecido como “Nem”. Ele tem apenas 35 anos, é jovem, os olhos brilhantes e cheio de alegria. Eu entendi naquele olhar tão vivo ele dizendo-me: Eu quero ver Jesus, como os gregos rogaram a Filipe: “Queremos ver Jesus”(Jo. 12,21).

Eu percebi Deus falando comigo ontem, mas sei que sozinha não sou capaz e preciso da ajuda de cada um de nós para promovermos urgentemente pela oração de intercessão o encontro pessoal dele com Jesus. Eu sei que todos os dias morrem traficantes: já é algo comum e a vida deles não tem valor aos olhos humanos, porque representa um mal para a sociedade, mas o coração misericordioso de Jesus tem sede destas almas, porque o desejo de Deus é que nenhum se perca e sei que também este é o nosso desejo.

Ofereçamos as nossas orações e os nossos sacrifícios pela conversão desta alma tão preciosa para Deus. Façamos esta rede de intercessão 24 horas. Acredito que você esteja se perguntando: Como vou orar vinte e quatro horas, tenho mil e uma ocupações para realizar?. “Orar é sempre possível: o tempo do Cristão é o de Cristo ressuscitado que “está conosco todos os dias”(Mt 28,20), apesar de todas as tempestades . Nosso tempo está nas mãos de Deus: É possível até no mercado ou num passeio solitário fazer uma oração freqüente e fervorosa. Sentados em vossa loja, comprando ou vendendo, ou mesmo cozinhando. A invocação do Santo Nome de Jesus é o caminho mais simples da oração contínua. Muitas vezes repetida por um coração humildemente atento, ela não se dispersa numa torrente de palavras” (CIC 2743 e 2668).

Um dia, numa homilia, São João Maria Vianey exclamou: “Conheço um homem mais poderoso que Deus”! Como todos se perguntavam quem podia ser esse Super homem, o santo acrescentou: “É o homem que reza”. Explicou então que o homem que reza tem poder sobre o coração de Deus, pode fazê-Lo mudar os Seus planos!

Se pela oração sincera e humilde de uma só pessoa Nosso Senhor pode mudar os rumos da humanidade, imagine o que acontecerá com uma multidão de homens e mulheres unidos em oração em um só coração e em uma só alma, formando uma verdadeira rede de oração, cumprindo o que nos pede a palavra do Senhor: “Orai sem cessar”(I Ts. 5,17). Que incrível capacidade tem a nossa oração!

Podemos até nos perguntar: O que acontece no céu e na terra quando nos colocamos em intercessão vinte e quatro horas? Não podemos nem imaginar o poder da menor de nossas preces quando estas são feitas com sinceridade e confiança em nosso bom Deus! Unidos ao Senhor, em oração, tudo muda.

A Madre Teresa de Calcutá ensina-nos que: “A oração não exige que interrompamos nosso trabalho, mas que o continuemos como se fosse uma oração. Não é preciso estar sempre a meditar, nem a ter conscientemente a sensação de que estamos falando com Deus, por mais agradável que isto possa ser. O que importa é estar com Ele, viver n’Ele e em Sua vontade. Amar com um coração puro, amar a todos, especialmente amar os pobres, é uma oração de vinte e quatro horas”.

Eu creio num mundo melhor pela força da oração. Vamos crer juntos?

Oremos meus irmãos, para que as alminhas que estão perdidas encontrem-se com Jesus. Realizemos esta caridade espiritual.

Obrigada pela compreensão. Unidos no Senhor.

Deus os abençoe.

Obs: Por favor, passem adiante este pedido através de todas as mídias e todos os meios para que esta rede de intercessão cresça.

Vanúsia Maria do Espírito Santo Cerqueira
(Missionária da Comunidade Canção Nova)

“Quando Agiremos Como Verdadeiros Filhos de Deus?”

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«Ele começou a expulsar os que vendiam e os que compravam no templo.» Se isto foi possível entre os judeus, porque não será, e com mais razão, entre nós?

Jesus expulsa os vendilhões do Templo

A pergunta me constrange. Fica “martelando” na minha cabeça. Daí porque coloquei como título a pergunta: “Quando agiremos como verdadeiros filhos de Deus?” Quando o Senhor entra no meu e no seu coração, sobretudo pela Sagrada Comunhão (Eucaristia), o que Ele encontra no “templo”, que somos nós?

Quando será que eu e você tomaremos vergonha na cara (desculpe dizer assim, mas…) e deixaremos de concordar com tantas coisas erradas que nos rodeiam e nos posicionaremos como filhos, como herdeiros, como sinais que somos? Fomos chamados a ser sal e luz. Sal que preserva da corrupção (de maneira especial alimentos como carne, naquela época sem geladeiras…rsrs) e luz para se destacar das trevas e não só, mas para dissipá-las, para tornar visível o que estava oculto pela escuridão.

Partilho abaixo o comentário do Evangelho de hoje, pedindo que a Palavra do Senhor penetre no meu e no seu coração, produzindo frutos de vida eterna.

Que o Senhor te abençoe e te guarde!

«Não façais da casa de Meu Pai um antro de comércio» (Jo 2, 16)

«Entrando no templo, Jesus começou a expulsar os que vendiam e os que compravam.» Alguns espantam-se com a ressurreição de Lázaro; ficam admirados com o facto de o filho de uma viúva ter ressuscitado. Outros ficam estupefactos com outros milagres. É certamente admirável tornar a dar vida a um corpo morto. Quanto a mim, fico mais impressionado com o acontecimento presente. Este homem, filho de um carpinteiro, um pobre sem morada fixa, sem sítio onde repousar, sem exército, que não era nem chefe nem juiz – que poder O autorizou a, [...] sozinho, expulsar uma multidão tão numerosa? Ninguém protestou, ninguém ousou resistir, pois ninguém ousou opor-se ao Filho que reparava a injúria feita a Seu Pai. [...]

«Ele começou a expulsar os que vendiam e os que compravam no templo.» Se isto foi possível entre os judeus, porque não será, e com mais razão, entre nós? Se isto acontece no contexto da Lei, porque não acontece o mesmo no Evangelho? [...] Cristo, um pobre, expulsa os compradores e os vendedores, que são ricos. Aquele que vende é expulso do mesmo modo que aquele que compra. Que ninguém diga: «Eu ofereço tudo o que possuo, dou oferendas aos sacerdotes como Deus ordenou». Numa passagem de Mateus lemos o seguinte: «Haveis recebido de graça, dai de graça» (Mt 10, 8). A graça de Deus não se vende, dá-se.

(Sexta-feira da 8ª semana do Tempo Comum : Mc 11,11-26 – Comentário ao Evangelho do dia feito por São Jerónimo (347-420), presbítero, tradutor da Bíblia, Doutor da Igreja
Homilias sobre o Evangelho de S. Marcos, n°9 (a partir da trad. Marc commenté, DDB 1986, pp. 87ss.)

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