“Com o Coração Rumo à Missão… Rumo à África!”

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Talita Delgado dos Reis - Comunidade Dois Corações (Agapeterapia)

Talita Delgado dos Reis - Comunidade Dois Corações (Agapeterapia)

Nesse tempo de preparação para a viajem à Moçambique/ África, tenho recebido de Deus alguns presentes preciosíssimos. Um deles divido agora com você no texto que segue abaixo, de uma amiga-irmã. Estamos distantes dos olhos um do outro, mas nossos corações foram unidos nos Corações de Jesus e de Maria, por isso estamos “sempre juntos”, em cada oração, em cada Eucaristia.

Obrigado, querida Talita, seu ardor e doação me contagiam e me inflamam ainda mais nessa preparação rumo ao “Continente da Esperança”. Oremos, para que o Senhor nos dê ainda o presente de vivermos juntos essa experiência em Moçambique. A gente se vê lá…rsrs.
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Ao tentar explicar para meus pais o que eu estava sentindo e a missão a qual Deus estava me chamando para esse momento, esse tempo de 3 meses, escrevi um texto… pois era um sonho do meu coração que eu só partilhava com Deus… Agora quero partilhar com vocês também.

“Devemos promover a coragem onde há medo,
promover o acordo onde existe conflito,
e inspirar esperança onde há desespero.”
(Nelson Mandela)

Eu tenho um sonho. Sempre tive um sonho. Sonho de ser mais… de ir além… de dar a Deus, em atos, a gratidão pelo Dom da minha vida e por tantas maravilhas realizadas em mim!
Deus me pediu mais um tempo de espera para realizar em minha vida o que Ele tem preparado.
Mas não quero apenas esperar.

Quero aproveitar esse tempo ao máximo.
Quero doa-lo intensamente, completamente, a Deus, no amor.
Quero ir para a África.
Quero abrir mão de mim para doar ao outro.
Quero abrir mão do meu tempo, para dedica-lo ao outro.
Quero me doar plenamente, inteiramente, a Deus, através dos mais carentes.
Dos mais necessitados.
Dos doentes, dos famintos…
Doentes do corpo, da alma e do espírito.
Famintos de pão e de amor.
Ser para o outro o que preciso for.
Quero ter uma experiencia única.
Quero experimentar o Amor de Deus nos mais fracos
Quero experimentar o Amor de Deus nos mais pobres
Quero experimentar o Amor de Deus nos pequenos gestos e nos grandes olhares.
Quero contemplar o Amor de Deus em todos, em tudo.
Quero estar próxima da miséria humana, da miséria social
Quero estar próxima da natureza bela e rara.
Quero estar em contato com os desastres naturais que essa terra sofre.
Quero estar onde estão muitos tesouros de Deus.
Como o jovem Francisco de Assis, quero me desprender de tudo para contemplar e amar Deus em tudo.
Quero ir para a África.
Não quero levar telefone, nem internet
Não quero levar salto alto, nem secador de cabelo
Não quero usar unhas coloridas e nem bijouterias
Não quero fazer exercícios para ficar bela, mas se preciso for, quero caminhar horas debaixo do sol para ir onde Deus mandar.
Não quero pensar em mim, quero ser para o outro.
O que eu quero levar é Cristo no meu sorriso.
Quero aprender com a doação plena no Amor de Cristo
Quero aprender a ser mais humana.
Quero viver o humanismo.
Não quero ser apenas humanista na abordagem psicológica que trabalho
Quero aprender a ser humanista na prática,
Quero aprender sobre a vida e a natureza humana
Quero seguir os ensinamentos de Viktor Frankl na prática intensa e real.
Quero ser humana.Quero que Cristo seja em mim, sendo para o outro.
Quero ser amor para o Cristo que há no outro.
Quero aprender a amar
Quero aprender a ser amor.
Quero aprender a depender só de Deus.
Quero ir para a África.
Quero me desapegar
Quero me desprender
Quero morrer para a mulher velha e nascer para a mulher nova.
Quero ser consciente do Deus que habita em mim.
Quero  deixar o Espírito de Deus que habita em mim, agir em mim.
Quero seguir o exemplo de São Francisco
Quero seguir o exemplo de Madre Maria Tereza de Jesus Eucarístico
Quero seguir os conselhos missionários de Santa Terezinha do Menino Jesus
Quero seguir os ensinamentos… e os passos do meu Amado Jesus.
Quero aprender a ser Amor para o outro, enfrentando o que parece ser mais difícil para minha humanidade,sendo possível em Cristo.
Quero cuidar dos doentes. Quero cuidar das doenças.
Quero cuidar dos feridos. Quero cuidar das feridas.
Quero amar os amados filhos de Deus, em Jesus Cristo.
Quero entregar todo tempo necessário que o Senhor me pediu num sentido maior de vida.
Quero dar valor ao tempo de Deus.
Quero valorizar a vida.
Quero dedicar todo esse tempo em doação.
Mas quero, acima de tudo isso, querer o que está no Coração Unido de Jesus e de Maria.
Quero o que ELES quiserem. Como Eles quiserem. Quando Eles quiserem.

“Encontrei o significado da minha vida ajudando os outros a encontrarem o sentido de suas vidas. O homem deve estar consciente de que sua missão é viver uma vida plena de sentido, e dar respostas transcendentes a cada situação. Pode ser despojado de tudo, menos da liberdade de decidir que atitude tomar diante das circunstâncias. E pode dizer sim a vida, independente de tudo.” (Viktor Emil Frankl)

“A entrega pessoal é o ato mais livre que existe.” (Edith Stain)

Festa de São Francisco de Assis, 2011

Outubro, Mês das Missões!

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Revista Missões

Revista Missões

Nesse mês de outubro, na Igreja mais conhecido como “Mês das Missões” ou “Mês Missionário”, somos convidados a refletir se temos correspondido à vontade de Deus para a nossa vida. Deus nos quer missionários.

Para os que abraçaram a fé, pelo sacramento do Batismo, o motivo dessa atividade missionária está na vontade de Deus, que ‘quer que todos os homens sejam salvos e venham ao conhecimento da verdade’ (1 Tim. 2,4), (AG – Ad Gentes – 879). Esse chamado é mais do que um convite, é uma convocação, um dever a ser cumprido, na entrega total da vida em prol da realização da missão, a saber: “Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações, e batizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-lhes a observar tudo o que vos tenho mandado” (Mt. 28, 19-20).

No dia 1º de outubro celebra-se a festa de Santa Teresinha do Menino Jesus, Doutora da Igreja e Padroeira das Missões, mesmo sem ter saído do convento onde morou por toda a sua vida. Ela, num de seus escritos, nos deixou um precioso ensinamento a respeito do que move o coração humano a dar essa resposta à convocação feita por Deus para assumirmos a nossa missão, pessoal e comunitária, como Corpo de Cristo: “Compreendi que só o Amor fazia agir os membros da Igreja; que se o Amor se apagasse, os apóstolos já não anunciariam o Evangelho, os mártires recusar-se-iam a derramar o seu sangue… Compreendi que o Amor encerra todas as vocações, que o Amor é tudo, que abarca todos os tempos e lugares … numa palavra, que ele é eterno”.

Apenas inflamados por esse Amor de Deus poderemos transmitir aos nossos irmãos, aos nossos semelhantes aquilo que foi vivido, experienciado, testemunhado por nós mesmos, em nossa própria vida. Não basta simplesmente falar de Deus, é preciso que a nossa vida “fale”, “grite”, pois já dizia um homem sábio: “que a tua vida não destrua o que contruístes com tuas palavras!”

Assumir uma missão é ter a coragem de sair do nosso comodismo, da nossa “zona de conforto”, do “nosso mundo”, do nosso canto, da nossa mesmice. É ter a coragem que teve o samaritano da parábola contada por Jesus, no Evangelho de São Lucas, capítulo décimo, versículos de 25 a 37 (Lc. 10, 25-37), pois o “meu próximo” não é apenas aquele que está perto de mim, mas aquele de quem eu me aproximo, a quem eu estendo a mão, para ajudar, para levantar, para devolver a dignidade de pessoa humana, de filho de Deus.

Trago no coração muitas expectativas com relação a uma missão que me foi confiada: passarei por volta de um mês em Moçambique, país do continente africano, situado na África Oriental. Arde o meu coração só de imaginar todas as experiências que viverei nesse tempo lá, as pessoas que vou encontrar, os desafios que vou enfrentar, as histórias de vidas que vou ouvir, a possibilidade de viver o Evangelho mais do que de apenas “falar” do Evangelho.

Tenho comigo que Deus está me levando para lá não apenas para falar de amor, mas para amar concretamente aquele povo e para ser amado por ele; abraçá-lo, beijá-lo; estar com ele, celebrar com ele, sorrir junto, chorar junto, acreditar, confiar, depender de Deus junto com ele; me fazer um, formar família, a grande família dos filhos e filhas de Deus. Isso vai além de lugares, de nacionalidade, de cor de pele, de idioma, de condição socioeconômica, cultural, de grau de estudo, de títulos, de cargos e encargos.

Cada dia mais, tenho aprendido com o meu pai-fundador, Monsenhor Jonas Abib, a ter um coração missionário, com o desejo ardente de falar de Deus em todos os continentes, em todas as línguas, de testemunhar o Seu infinito e imenso amor por todo gênero humano.

Partamos com fé e alegria para essa missão que Deus nos confia, seja ela perto ou longe, com “estranhos” ou conhecidos, no país ou fora dele, mas saiamos dos nossos lugares, das nossas “zonas de conforto”. Deus conta conosco.

Receberemos muito mais do que vamos dar; aprenderemos muito mais do que pretendemos ensinar. E ao voltarmos da missão, seja ela qual for, estaremos “diferentes”, mais maduros, mais abertos, mais conscientes, mais humanos… Pois “o homem que volta nunca é o mesmo que partiu!” (autor desconhecido).

Que Deus abençoe a todos nós nesse mês missionário!
Para saber mais sobre como surgiu o mês missionário acesse www.revistamissoes.org.br

(este artigo foi publicado na Revista Missões de Outubro/ 2011 – clique aqui para ver)

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