set 17
geraldocnPARTILHAS Alimento, Auxílio, Bem, Colheita, Coração, CristãosEvangelho, De Pé, Deus, Discípulo, Eleitos, Esforço, Espírito Santo, Eu te
Partilho abaixo com você uma mensagem que enviei a um irmão essa semana, em resposta ao seu pedido de orações.
“O Senhor Deus deu-me a língua de um discípulo
para que eu saiba reconfortar pela palavra o que está abatido.
Cada manhã ele desperta meus ouvidos para que escute como discípulo;” (Is 50,4)
A MENSAGEM QUE ENVIEI:
Bom dia, querido irmão, a Paz!!!
Começo assim: “Aliás, sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são os eleitos, segundo os seus desígnios.” (Rom. 8,28). Não vemos, não sentimos e, às vezes, não conseguimos, nem com todo esforço, imaginar o “para quê” e o “por quê” de algumas coisas na nossa vida… Mas o Senhor vem em nosso auxílio e nos diz: “Ei, TUDO concorre para o seu bem porque EU TE AMO!” Vocês sabem das muitas coisas que nós também vivemos… Choraram conosco, rezaram conosco… Deus venceu… Estamos de pé. Nos unimos a vocês nesse tempo, retribuindo de maneira grata terem nos sustentado em oração, mas acreditem: TUDO CONCORRE PARA O BEM. Tudo a seu tempo, tudo na hora de Deus. Ele fará, Ele agirá. Aguentem firmes no silêncio e na oração. Contem com as nossas orações de irmãos que amam vocês.
Uma vez, partilhando com o Diác. Waldir (um “irmãozão” que está na França), disse a ele algo que tenho buscado viver intensamente: (Mt. 13,24-30.36-43). Essa passagem fala do joio e do trigo… No contexto, eu me questionava de como “certas coisas” aconteciam conosco, na nossa vida de cristãos, onde todos (à princípio – rsrs) querem viver o Evangelho.
A resposta de Deus foi muito clara: “Deixai-os crescer juntos até a colheita!” (30a). Ele mesmo é quem vai separar, na hora d’Ele, no tempo da colheita. A nós cabe ser TRIGO, as vezes moído, triturado, mas ainda assim, servindo de alimento para muitos, sendo matéria prima para o milagre, para a Eucaristia. Bonito de falar, difícil de viver na pele, mas vale a pena, irmão… Que o Espírito Santo te faça fiel e perseverante até o fim.
“Não nos cansemos de fazer o bem,
porque a seu tempo colheremos, se não relaxarmos”. (Gl 6,9).
Chega de escrever…rsrs. Acho que te cansei…rsrs, mas foi de coração… Ainda não fiz outra coisa aqui… Assim que vi sua mensagem, tratei de respondê-la primeiro. Deus os abençoe. Os amo muito.
set 13
geraldocnPARTILHAS Abatido, Adversário, Aflição, Amor, Anciãos, Ansiedade, Auxílio, Caminho, Chamado, Corações, Cristãos, Cristo, Cruz, Desapontado, Desonrado, Desperta, Deus, Discípulo, Dom, Elias, Escribas, Escute, Eu Sou, Evangelho, Fé, Fidelidade, Gestos Concretos, Homem, Inclinou, Invoquei, Irmãos, Irmãs, Jesus, João Batista, Justiça, Justo, Língua, Libertador, Messias, Misericórdia, Missão, Morte, Mundo, Obediência, Obras, Oferecer, Olhos, Ouvidos, pai, Palavra, Partilha, Pés, Pedro, Perseguição, Plano, Pranto, Presença, Profeta, Profetas, Projetos de Deus, Queda, Realização Plena, Reconfortar, Renuncie-se, Sacerdotes, Salvação, Salvai-me, Salvar, Satanás, Súplica, Senhor, Serviço, Siga-me, Simples, Solidariedade, Teorias, Testemunhar, Tortura, Verdadeira, Vida, Voz
24º Domingo do Tempo Comum – Ano B
Livro de Isaías 50,4-9.
“4. O Senhor Deus deu-me a língua de um discípulo para que eu saiba reconfortar pela palavra o que está abatido. Cada manhã ele desperta meus ouvidos para que escute como discípulo; 5. (o Senhor Deus abriu-me o ouvido) e eu não relutei, não me esquivei. 6. Aos que me feriam, apresentei as espáduas, e as faces àqueles que me arrancavam a barba; não desviei o rosto dos ultrajes e dos escarros. 7. Mas o Senhor Deus vem em meu auxílio: eis por que não me senti desonrado; enrijeci meu rosto como uma pedra, convicto de não ser desapontado. 8. Aquele que me fará justiça aí está. Quem ousará atacar-me? Vamos medir-nos! Quem será meu adversário? Que se apresente! 9. O Senhor Deus vem em meu auxílio: quem ousaria condenar-me? Cairão em frangalhos como um manto velho; a traça os roerá.”
Livro de Salmos 116(114),1-2.3-4.5-6.8-9.
“1. Aleluia. Amo o Senhor, porque ele ouviu a voz de minha súplica,
2. porque inclinou para mim os seus ouvidos no dia em que o invoquei.
3. Os laços da morte me envolviam, a rede da habitação dos mortos me apanhou de improviso; estava abismado na aflição e na ansiedade.
4. Foi então que invoquei o nome do Senhor: Ó Senhor, salvai-me a vida!
5. O Senhor é bom e justo, cheio de misericórdia é nosso Deus.
6. O Senhor cuida dos corações simples; achava-me na miséria e ele me salvou.
8. pois livrou-me a alma da morte, preservou-me os olhos do pranto, os pés da queda.
9. Na presença do Senhor continuarei o meu caminho na terra dos vivos.”
Carta de S. Tiago 2,14-18.
“14. De que aproveitará, irmãos, a alguém dizer que tem fé, se não tiver obras? Acaso esta fé poderá salvá-lo? 15. Se a um irmão ou a uma irmã faltarem roupas e o alimento cotidiano, 16. e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, mas não lhes der o necessário para o corpo, de que lhes aproveitará? 17. Assim também a fé: se não tiver obras, é morta em si mesma. 18. Mas alguém dirá: Tu tens fé, e eu tenho obras. Mostra-me a tua fé sem obras e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.”
Evangelho segundo S. Marcos 8,27-35.
“27. Jesus saiu com os seus discípulos para as aldeias de Cesaréia de Filipe, e pelo caminho perguntou-lhes: Quem dizem os homens que eu sou? 28. Responderam-lhe os discípulos: João Batista; outros, Elias; outros, um dos profetas. 29. Então perguntou-lhes Jesus: E vós, quem dizeis que eu sou? Respondeu Pedro: Tu és o Cristo. 30. E ordenou-lhes severamente que a ninguém dissessem nada a respeito dele. 31. E começou a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do homem padecesse muito, fosse rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e pelos escribas, e fosse morto, mas ressuscitasse depois de três dias. 32. E falava-lhes abertamente dessas coisas. Pedro, tomando-o à parte, começou a repreendê-lo. 33. Mas, voltando-se ele, olhou para os seus discípulos e repreendeu a Pedro: Afasta-te de mim, Satanás, porque teus sentimentos não são os de Deus, mas os dos homens. 34. Em seguida, convocando a multidão juntamente com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém me quer seguir, renuncie-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. 35. Porque o que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas o que perder a sua vida por amor de mim e do Evangelho, salvá-la-á.”
Comentário da Liturgia:
A liturgia do 24º Domingo do Tempo Comum diz-nos que o caminho da realização plena do homem passa pela obediência aos projetos de Deus e pelo dom total da vida aos irmãos. Ao contrário do que o mundo pensa, esse caminho não conduz ao fracasso, mas à vida verdadeira, à realização plena do homem.
A primeira leitura apresenta-nos um profeta anónimo, chamado por Deus a testemunhar a Palavra da salvação e que, para cumprir essa missão, enfrenta a perseguição, a tortura, a morte. Contudo, o profeta está consciente de que a sua vida não foi um fracasso: quem confia no Senhor e procura viver na fidelidade ao seu projeto, triunfará sobre a perseguição e a morte. Os primeiros cristãos viram neste “servo de Javé” a figura de Jesus.
No Evangelho, Jesus é apresentado como o Messias libertador, enviado ao mundo pelo Pai para oferecer aos homens o caminho da salvação e da vida plena. Cumprindo o plano do Pai, Jesus mostra aos discípulos que o caminho da vida verdadeira não passa pelos triunfos e êxitos humanos, mas pelo amor e pelo dom da vida (até à morte, se for necessário). Jesus vai percorrer esse caminho; e quem quiser ser seu discípulo, tem de aceitar percorrer um caminho semelhante.
A segunda leitura lembra aos crentes que o seguimento de Jesus não se concretiza com belas palavras ou com teorias muito bem elaboradas, mas com gestos concretos de amor, de partilha, de serviço, de solidariedade para com os irmãos.