O que é peregrinar?
Vários nomes são dados ao ato de reunir um povo, um grupo e juntos caminharem com um objetivo: Estar mais perto do Senhor. Em nosso Brasil, as tão conhecidas romarias, excursões religiosas, passeios de grupos ligados à Igreja, que ouvimos falar, se resumem nesta palavra: PEREGRINAR. Se observarmos na Bíblia, os profetas, os salmistas e muitos outros trechos do Antigo Testamento, veremos que eles nos falam muito de peregrinação. Era o povo de Deus que caminhava unido, ora rumo à cidade santa ora para os lugares sagrados, o templo, entre outros. Vejamos alguns exemplos:
Todos nós nos lembramos da grande peregrinação que o povo de Deus fez durante os 40 anos pelo deserto, junto com Moisés. Nada lhes faltava. Havia a alegria da providência ao longo do caminho, mas também, a murmuração.
O que falar do salmista que nos narra a alegria que era quando ia para a casa do Senhor: “Que alegria quando me disseram, vamos para casa do Senhor: Eis que meus pés se estacam diante de tuas portas, oh Jerusalém” (Salmo 121, 1- 2).
Era uma alegria para o povo sair em caravana, partilhar uns com os outros seus pertences e “marchar” rumo à cidade santa, Jerusalém. A ela acorriam povos de todas as partes. Ainda hoje é assim.
Saindo do Velho e passando para o Novo Testamento, vemos que o próprio Jesus também era um peregrino. Seguido das tradições e das leis, vemos a ida d’Ele ao templo com seus pais. Como um bom judeu, saía da Galiléia em “peregrinação” e ia até a Judéia (Jerusalém) comemorar as grandes festas solenes: PÁSCOA, PENTENCOSTES, TABERNÁCULOS, entre outros.
Vendo tudo isso, podemos afirmar que peregrinar está no “sangue” do povo de Deus, desde os tempos remotos até os nossos dias. E um bom exemplo de peregrino dos nossos dias é o nosso saudoso e querido Papa João Paulo II, que, entre os vários títulos, recebeu o nome de “peregrino do amor”. Aquele que portava o amor e a paz por onde passava. O Papa que mais peregrinou na história da Igreja e que incentivava a todos os fiéis cristãos a também peregrinarem, seja para a Terra Santa, o lugar por excelência de peregrinação, seja aos santuários espalhados pelo mundo inteiro.
Peregrinar não é só viajar, tirar férias, passear com o povo da Igreja. Peregrinar tem um sentido maior: É levar algo ou acolher algo. Deus quer que o povo d’Ele peregrine e tem um plano para realizar na vida daqueles que são escolhidos para isso. Eu sempre falo aos grupos que vêm à Terra Santa, os quais acompanho: “Não pensem que vocês vieram aqui porque planejaram; porque tinham dinheiro ou porque estavam de férias. Também foi por isso. Mas, o motivo principal foi porque Deus escolheu cada um para estar aqui. Muitas vezes, vocês não entendem o porquê. Mas, depois vêem as graças que Deus realizou em suas vidas ou na vida dos irmãos da peregrinação”.
Com isso, eu quero dizer que eu, você e todos nós somos peregrinos, não importa se é indo à Terra Santa, aos santuários da Europa, Lourdes, Fátima ou ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida, etc., seja de trem, de avião, ônibus, navio ou jegue. O importante é sabermos que Deus nos convida. Sinta-se convidado por Ele para ser peregrino!
E quando falo que Deus quer que sejamos peregrinos, quero lembrar que a palavra “peregrinação” também tem o sentido de que aqui neste mundo somos eternos peregrinos. Estamos aqui só de passagem, porque rumamos em direção ao céu, pois lá é o nosso lugar.
Quando Deus nos criou, Ele deu para cada um de nós um plano para realizarmos aqui na terra, e precisamos executá-lo bem; mas, tendo em mente que a nossa meta é o céu. Tudo que aqui temos ou construímos, acabará, passará. Por isso, não devemos ser apegados a nada deste mundo, mas deixar tudo pelo Tudo. E o nosso Tudo é Jesus Cristo. Ele é nossa meta. Então, corramos para Ele! E enquanto não estamos com Ele no céu, vamos usufruir das maravilhas que Ele nos concede. Sabendo que nada é para sempre. Devemos peregrinar, nesta terra, nos lugares por onde podemos tocar o Deus vivo e vivido.
Deus quer ver você peregrinando, seja para acolher ou para dar algo. Ele escolhe você hoje pessoalmente. Ele providenciará tudo. E você poderá cantar como o salmista: “Que alegria quando me disseram vamos à casa do Senhor. Que maravilhas Ele faz aos nossos olhos!”.
Fernando Melo
Comunidade Obra de Maria
Missionário na Terra Santa
Em Jerusalém na manhã desta quinta-feira, 22, na Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, fiéis de várias nações e línguas diversas proclamaram ao redor do Santo Sepulcro: A Eucaristia é Jesus Ressuscitado.
Foi aqui no território onde está a Basílica que Jesus foi crucificado, morto, sepultado e onde ressuscitou.
Em Nablus, território pertencente à Autoridade Palestina, a pequena comunidade samaritana celebrou a Páscoa. O antigo modo de sacrificar o cordeiro, desde o tempo de Moisés, é revivido pela comunidade, que mantém em nossos dias os costumes do Antigo Testamento.
Do Antigo Santuário só restou algumas ruínas, mas a tradição do sacrifício dos cordeiros permanece viva. A rejeição do passado deu lugar ao acolhimento da “gentios”: cristãos, muçulmanos e pessoas de outros credos se reúnem para o sacrifício, algo que era abominável no passado.
Alguns episódios da vida do profeta são narrados no Antigo Testamento, como o orar pedindo a chuva após um longo período de seca e o sacrifício dos profetas de Baal. A vida de intensa intimidade com Deus, por meio da oração e do silêncio vividos por ele [Elias], motivou o início da Ordem.
A regra de vida dos Carmelitas foi instrumento de santificação para muitos homens e mulheres na Igreja. O Papa Bento XVI, em sua mensagem ao Prior Geral da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, destacou a motivação primeira da espiritualidade carmelitana:
A Igreja celebra a ressurreição do Senhor nesta Vigília que é considerada “a mãe de todas as santas vigílias”. Em Jerusalém é celebrada no mesmo lugar da Anástasis, a parte da Basílica da Ressurreição onde está o sepulcro de Jesus, aqui foi onde ele Ressuscitou.
O rito seguido há séculos na Basílica da Ressurreição evoca a deposição da Cruz de Jesus e o seu sepultamento.
Pe Eugênio Alliata, arqueólogo do Studium Biblicum Franciscanum em Jerusalém, fala sobre o testemunho histórico do acontecimento:
As festividades iniciaram-se no sábado com a entrada solene do Custódio da Terra Santa, Pe Pierbattista Pizzaballa. Ao som de instrumentos musicais e do acompanhamento dos escoteiros das escolas cristãs da cidade, ele entra na Igreja da paróquia de Belém.
Segundo o pároco de Belém, Pe Samuel Habib OFM, a mensagem do dia traz consigo o chamado a procurar sempre Deus, mesmo quando ele já foi encontrado: