O que é peregrinar?

Arquivado em: Lugares Santos, Festas e celebrações — terrasanta at 10:26 am on Quinta-feira, Maio 29, 2008

Vários nomes são dados ao ato de reunir um povo, um grupo e juntos caminharem com um objetivo: Estar mais perto do Senhor. Em nosso Brasil, as tão conhecidas romarias, excursões religiosas, passeios de grupos ligados à Igreja, que ouvimos falar, se resumem nesta palavra: PEREGRINAR. Se observarmos na Bíblia, os profetas, os salmistas e muitos outros trechos do Antigo Testamento, veremos que eles nos falam muito de peregrinação. Era o povo de Deus que caminhava unido, ora rumo à cidade santa ora para os lugares sagrados, o templo, entre outros. Vejamos alguns exemplos:

Todos nós nos lembramos da grande peregrinação que o povo de Deus fez durante os 40 anos pelo deserto, junto com Moisés. Nada lhes faltava. Havia a alegria da providência ao longo do caminho, mas também, a murmuração.

O que falar do salmista que nos narra a alegria que era quando ia para a casa do Senhor: “Que alegria quando me disseram, vamos para casa do Senhor: Eis que meus pés se estacam diante de tuas portas, oh Jerusalém” (Salmo 121, 1- 2).

Era uma alegria para o povo sair em caravana, partilhar uns com os outros seus pertences e “marchar” rumo à cidade santa, Jerusalém. A ela acorriam povos de todas as partes. Ainda hoje é assim.Peregrinos em direção ao Monte Tabor

Saindo do Velho e passando para o Novo Testamento, vemos que o próprio Jesus também era um peregrino. Seguido das tradições e das leis, vemos a ida d’Ele ao templo com seus pais. Como um bom judeu, saía da Galiléia em “peregrinação” e ia até a Judéia (Jerusalém) comemorar as grandes festas solenes: PÁSCOA, PENTENCOSTES, TABERNÁCULOS, entre outros.

Vendo tudo isso, podemos afirmar que peregrinar está no “sangue” do povo de Deus, desde os tempos remotos até os nossos dias. E um bom exemplo de peregrino dos nossos dias é o nosso saudoso e querido Papa João Paulo II, que, entre os vários títulos, recebeu o nome de “peregrino do amor”. Aquele que portava o amor e a paz por onde passava. O Papa que mais peregrinou na história da Igreja e que incentivava a todos os fiéis cristãos a também peregrinarem, seja para a Terra Santa, o lugar por excelência de peregrinação, seja aos santuários espalhados pelo mundo inteiro.

Peregrinar não é só viajar, tirar férias, passear com o povo da Igreja. Peregrinar tem um sentido maior: É levar algo ou acolher algo. Deus quer que o povo d’Ele peregrine e tem um plano para realizar na vida daqueles que são escolhidos para isso. Eu sempre falo aos grupos que vêm à Terra Santa, os quais acompanho: “Não pensem que vocês vieram aqui porque planejaram; porque tinham dinheiro ou porque estavam de férias. Também foi por isso. Mas, o motivo principal foi porque Deus escolheu cada um para estar aqui. Muitas vezes, vocês não entendem o porquê. Mas, depois vêem as graças que Deus realizou em suas vidas ou na vida dos irmãos da peregrinação”.

Com isso, eu quero dizer que eu, você e todos nós somos peregrinos, não importa se é indo à Terra Santa, aos santuários da Europa, Lourdes, Fátima ou ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida, etc., seja de trem, de avião, ônibus, navio ou jegue. O importante é sabermos que Deus nos convida. Sinta-se convidado por Ele para ser peregrino!

Peregrinos no Monte SiãoE quando falo que Deus quer que sejamos peregrinos, quero lembrar que a palavra “peregrinação” também tem o sentido de que aqui neste mundo somos eternos peregrinos. Estamos aqui só de passagem, porque rumamos em direção ao céu, pois lá é o nosso lugar.
Quando Deus nos criou, Ele deu para cada um de nós um plano para realizarmos aqui na terra, e precisamos executá-lo bem; mas, tendo em mente que a nossa meta é o céu. Tudo que aqui temos ou construímos, acabará, passará. Por isso, não devemos ser apegados a nada deste mundo, mas deixar tudo pelo Tudo. E o nosso Tudo é Jesus Cristo. Ele é nossa meta. Então, corramos para Ele! E enquanto não estamos com Ele no céu, vamos usufruir das maravilhas que Ele nos concede. Sabendo que nada é para sempre. Devemos peregrinar, nesta terra, nos lugares por onde podemos tocar o Deus vivo e vivido.

Deus quer ver você peregrinando, seja para acolher ou para dar algo. Ele escolhe você hoje pessoalmente. Ele providenciará tudo. E você poderá cantar como o salmista: “Que alegria quando me disseram vamos à casa do Senhor. Que maravilhas Ele faz aos nossos olhos!”.Fernando Melo

Fernando Melo
Comunidade Obra de Maria
Missionário na Terra Santa

Peregrinações para Terra Santa em 2008

Em Jerusalém, procissão de Corpus Christi é ao redor do Sepulcro de Jesus

Arquivado em: Festas e celebrações — terrasanta at 3:57 pm on Quinta-feira, Maio 22, 2008

Procissão ao redor do Sepulcro de JesusEm Jerusalém na manhã desta quinta-feira, 22, na Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, fiéis de várias nações e línguas diversas proclamaram ao redor do Santo Sepulcro: A Eucaristia é Jesus Ressuscitado.

A Solenidade é celebrada no interior da Basílica da Ressurreição. O presidente da celebração, Dom Tuad Fual, bispo coadjutor do patriarcado latino de Jerusalém, os concelebrantes e o povo em geral se reuniram ao redor do Sepulcro de Jesus.

Segundo a tradição do local, a cerimônia possui três etapas: as Laudes, em seguida a Santa Missa e após esta, uma procissão com o Santíssimo Sacramento ao redor do Sepulcro, onde se faz um giro por três vezes.

Qual o diferencial de celebrar esta solenidade neste local santo?

A Eucaristia é a entrega que Jesus fez de si mesmo, antecipada na última Ceia e concretizada no Calvário. Ao mesmo tempo é sua presença ressuscitada que permanece com a Igreja.Benção com o Sant�ssimo diante da entrada para o Sepulcro de Jesus Foi aqui no território onde está a Basílica que Jesus foi crucificado, morto, sepultado e onde ressuscitou.

O último momento da procissão é quando o sacerdote entra com o Santíssimo Sacramento dentro do sepulcro, no exato local onde foi colocado o Corpo do Senhor.

FOTOS: Detalhes da celebração e do local

VIDEO: Veja a cobertura feita pela equipe de Jornalismo Canção Nova na Terra Santa

Na Palestina Samaritanos sacrificam como no Antigo Testamento

Arquivado em: A excelência da caridade, Festas e celebrações — terrasanta at 4:34 pm on Domingo, Abril 20, 2008

Sumo Sacerdote Samaritano ao lado dos sacrif�cios pascaisEm Nablus, território pertencente à Autoridade Palestina, a pequena comunidade samaritana celebrou a Páscoa. O antigo modo de sacrificar o cordeiro, desde o tempo de Moisés, é revivido pela comunidade, que mantém em nossos dias os costumes do Antigo Testamento.

Sobre o Monte Garizim, local do antigo Templo da Samaria, a pequena comunidade judaica descendente dos antigos Samaritanos, se reuniu para celebrar o sacrifício pascal conforme foi prescrito por Moisés (Ex 12,1-14).

Mulher Samaritana recebe sangue do sacrif�cio do cordeiro pascal na fronteDo Antigo Santuário só restou algumas ruínas, mas a tradição do sacrifício dos cordeiros permanece viva. A rejeição do passado deu lugar ao acolhimento da “gentios”: cristãos, muçulmanos e pessoas de outros credos se reúnem para o sacrifício, algo que era abominável no passado.

As vestes coloridas, o sumo sacerdote, os cânticos, o sangue e o fogo para consumir o holocausto testemunham a saída do Egito realizada pelo poder de Deus. Ao final da celebração, todos são demarcados nas testas com o sangue das ovelhas sacrificadas, e as mulheres levam para suas casas um pouco do mesmo sangue para demarcar as portas, como foi feito na primeira páscoa.

FOTOS: Páscoa dos samaritanos

Carmelitas completam 800 anos sobre o Monte Carmelo

Arquivado em: Festas e celebrações — terrasanta at 4:50 pm on Sexta-feira, Abril 18, 2008

Os “Carmelitas” ou a “Ordem do Carmo” festejam neste ano a aprovação dos 800 anos de sua regra. O Monte Carmelo, lugar venerado na Terra Santa pelas três religiões monoteístas por causa do profeta Elias, que nele viveu, foi o local de sua origem.

No norte de Israel, na cidade de Haifa, uma das principais cidades do país, está o Monte Carmelo. A bela cidade, localizada às margens do Mar Mediterrâneo, recebe todos os dias peregrinos do mundo inteiro, vindos para venerar um dos santos mais populares da Terra Santa, o profeta Elias.

Mosteiro Carmelita sobre o Monte CarmeloAlguns episódios da vida do profeta são narrados no Antigo Testamento, como o orar pedindo a chuva após um longo período de seca e o sacrifício dos profetas de Baal. A vida de intensa intimidade com Deus, por meio da oração e do silêncio vividos por ele [Elias], motivou o início da Ordem.

Entre 1153 e 1159, Bertoldo, por inspiração do profeta Elias, dirige-se ao Monte Carmelo – onde, com o auxílio do seu primo, o Patriarca D. Aimerico de Antioquia, construiu uma pequena capela perto da gruta de Elias. Aos poucos, crescia o número de eremitas, os quais se espalharam por todo o local, vivendo separados uns dos outros em pequenas cavernas, procurando assim imitar o grande profeta. Provavelmente em 1209, Alberto, Patriarca de Jerusalém, dá-lhes uma forma de viver, concreta, escrita, reunindo-os perto da fonte de Elias.

Monte CarmeloA regra de vida dos Carmelitas foi instrumento de santificação para muitos homens e mulheres na Igreja. O Papa Bento XVI, em sua mensagem ao Prior Geral da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, destacou a motivação primeira da espiritualidade carmelitana:

“Os primeiros Carmelitas estabeleceram-se no Monte Carmelo porque acreditavam no amor de Deus, o qual amou de tal modo o mundo que lhe deu o seu Filho único (cf. Jo 3, 16). Ao acolher o domínio de Cristo sobre as suas vidas, eles tornaram-se disponíveis a ser transformados pelo Seu amor. É esta a escolha de fundo diante da qual está colocado cada cristão”.

Mais fotos

A Igreja de Jerusalém celebra tríduo por Bento XVI

Arquivado em: Festas e celebrações — terrasanta at 7:18 pm on Quinta-feira, Abril 17, 2008

Em Jerusalém na capela do Notre Dame, a “Casa do Papa na Terra Santa”, encerra-se hoje o tríduo de oração e ação de graças pela vida de Bento XVI.

A santa missa presidida pelo Patriarca Latino, Dom Michel Sabbah, contou com a presença do Núncio Apostólico Dom Antônio Franco, do Custódio da Terra Santa, Pe Pier Battista Pizzaballa e autoridades episcopais de rito oriental.

Durante a homilia feita pelo Arcebispo Greco-Melquita, Dom Elias Shakur, ele ressaltou a necessidade da oração e da presença do Santo Padre nos desafios enfrentados pelos cristãos do Oriente Médio.

Fotos da celebração

TV Canção Nova transmite Páscoa de Jerusalém

Arquivado em: Festas e celebrações — terrasanta at 5:05 pm on Domingo, Março 23, 2008

Páscoa de Jerusalém

Em Jerusalém, centenas de fiéis se reúnem ao redor do Sepulcro de Jesus para dizer: Ele não está aqui, pois Ressuscitou!

Aqui João e Pedro vieram correndo para ver se o que as mulheres lhes disseram foi verdade; ele não estava lá. Aqui Maria Madalena logo de manhã escutou o seu nome sendo exclamado pelo Mestre. Aqui a vida venceu a morte, a esperança venceu o desespero: Cristo Ressuscitou!

Esses acontecimentos foram celebrados nesta manhã de Páscoa na Santa Missa presidida pelo Patriarca Michel Sabbah, vários bispos e sacerdotes concelebravam ao seu lado. A Liturgia local possui como particularidade a procissão solene, na qual após a Ação de graças todos contornam por três vezes o Sepulcro de Jesus, e o Evangelho é proclamado em suas quatro extremidades.

Esta solenidade foi gravada pela equipe da TV Canção Nova de Jerusalém e será transmitida às 20hs no Brasil, você pode acompanhar também pela internet.

Fotos da Equipe Canção Nova nesta celebração

Vigília Pascal em Jerusalém

Arquivado em: Holy Land News, Festas e celebrações — terrasanta at 10:47 am on Sábado, Março 22, 2008

Em Jerusalém a Igreja local se reúne com os peregrinos para celebrar a festa mais importante da fé cristã: a Páscoa.

Vigìia Pascal em JerusalémA Igreja celebra a ressurreição do Senhor nesta Vigília que é considerada “a mãe de todas as santas vigílias”. Em Jerusalém é celebrada no mesmo lugar da Anástasis, a parte da Basílica da Ressurreição onde está o sepulcro de Jesus, aqui foi onde ele Ressuscitou.

Esta celebração que ordinariamente é feita a noite, vem antecipada para a matina por causa das necessidades locais.

A Vigília se desenvolve deste modo: depois do breve “lucernario” (primeira parte da Vigília), a Santa Igreja medita as “maravilhas”, que o senhor realizou para o seu povo desde o início e confia em sua palavra e em sua promessa (segunda parte da liturgia da palavra).

Portanto, com os membros regenerados pelo Batismo (terceira parte), vem convidada a mesa, que o Senhor preparou ao seu povo por meio de sua morte e ressurreição (parte quarta) para que obtenha o dom do Espírito Santo.

O presidente da celebração, o bispo coadjutor Dom Fuad Tual, os concelebrantes e os diáconos, na capela da Aparição, paramentam-se com a cor branca, como para a Missa.

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A morte de Jesus celebrada em Jerusalém

Arquivado em: Festas e celebrações — terrasanta at 12:38 am on Sábado, Março 22, 2008

Em Jerusalém, na noite da Sexta-Feira Santa, uma multidão de fiéis vindos de diversos países, se reúne na Basílica da Ressurreição ao redor do Calvário e do Santo Sepulcro para a procissão fúnebre, na qual se faz memória à morte de Jesus.

Venerar a imagem do Senhor mortoO rito seguido há séculos na Basílica da Ressurreição evoca a deposição da Cruz de Jesus e o seu sepultamento.

As leituras dos textos evangélicos feitas em diversas línguas vêm acompanhadas pela repetição dos dolorosos gestos que foram realizados sobre o corpo de Jesus, como o arrancar os cravos de suas mãos e pés, e também a coroa de espinhos, o descê-lo da cruz e envolvê-lo com um sudário. Todos esses gestos são realizados em uma imagem reservada para este dia.

Do Calvário a procissão segue até a Pedra da Unção, local onde o corpo foi preparado antes de ser levado para o túmulo. Sobre esta se deposita a imagem, a qual é ungida com nardo e ervas aromáticas. Depois é levada ao sepulcro e depositada no exato local onde o corpo do Senhor foi colocado.

Veja as fotos dessa celebração

O que há de especial em celebrar a quarta feira de cinzas em Jerusalém?

Arquivado em: Festas e celebrações — terrasanta at 1:20 pm on Quarta-feira, Fevereiro 6, 2008

Uma característica do tempo quaresmal é a mortificação do corpo com uma finalidade: alcançarmos a vida eterna em cooperação com à graça de Deus. Por isso, a quarta feira de cinzas está ligada ao que diz a Palavra “tu és pó e ao pó retornarás”. Como cristãos sabemos que a morte é o meio para alcançarmos a Ressurreição. Essa espiritualidade profunda meditada ao redor do Sepulcro vazio de Jesus em Jerusalém, é uma graça para poucos. Como foi essa celebração?

Dentro da Basílica da Ressurreição está o Calvário e o Sepulcro de Jesus. Ao redor do Sepulcro nesta manhã de quarta-feira, as 6:30, um pequeno grupo de religiosos e fiéis se reuniram para a Santa Missa. A consagração foi feita dentro do Santo Sepulcro.

Por que celebramos a quarta feira de cinzas?

Celebramos porque desejamos nos unir a Cristo, que pelo jejum e pela penitência lutou contra as tentações que sofreu durante sua vida. Desta maneira pela mortificação cooperamos com a graça divina em vista da vida eterna.

Celebrar a Epifania no local onde os Magos viram o menino Deus

Arquivado em: Festas e celebrações — terrasanta at 10:03 pm on Domingo, Janeiro 6, 2008

Na cidade de Belém, Palestina, no ambiente onde estava a sagrada Família quando os reis magos vieram adorar Jesus, a Igreja local celebrou neste Domingo a Solenidade da Epifania.

Pe Eugênio Alliata, arqueólogo do Studium Biblicum Franciscanum em Jerusalém, fala sobre o testemunho histórico do acontecimento:

“Pela história sabemos que os três reis magos vieram do Oriente, um termo geral que significa os países que estão a Oriente do país de Jesus. Segundo a tradição eles vieram da Pérsia. Um testemunho do evento é o Palácio de Herodes em Jerusalém. No evangelho encontramos que esses magos, vieram a Jerusalém, e falaram com o rei Herodes, o qual residia em seu palácio. Por isso, o palácio de Herodes é um testemunho da visita dos reis magos. Deste palácio sobraram poucas ruínas, porque ele foi completamente destruído no tempo dos romanos, depois da conquista ao final da revolta judaica no ano 70 d.C. Alguns poucos restos estão presentes na chamadas “Torre de Davi” e “Cidadela de Jerusalém”. Segundo a tradição o rei Davi havia construído o seu palácio neste mesmo local”.

Vídeo: O caminho dos Reis Magos em Jerusalém e Belém

As festividades iniciaram-se no sábado com a entrada solene do Custódio da Terra Santa, Pe Pierbattista Pizzaballa. Ao som de instrumentos musicais e do acompanhamento dos escoteiros das escolas cristãs da cidade, ele entra na Igreja da paróquia de Belém.

Para o presidente da celebração que reuniu muitos sacerdotes, religiosos e leigos, Pe Pier Batista fala sobre a novidade da festa nos dias de hoje:
“A novidade da festa de hoje é uma novidade antiga: Jesus se revela a todos os povos. Os três reis magos que simbolizam todos os povos do mundo que vem até Jesus, o Rei que instaura um novo reino de paz, de justiça e fidelidade. É um anúncio feito primeiramente as pessoas que moram aqui em Belém, os quais são suas primeiras testemunhas até hoje”.

Fotos da celebração

Segundo o pároco de Belém, Pe Samuel Habib OFM, a mensagem do dia traz consigo o chamado a procurar sempre Deus, mesmo quando ele já foi encontrado:

“Precisamos fazer como os reis magos, sempre procurar Jesus mesmo se já o encontramos. Como dizia um santo: ‘Procurai sempre Deus e encontrando-o continuai a procurá-lo’. Para chegar a Ele, o Senhor nos dá sempre sinais, assim como a estrela foi dada aos magos. Da mesma forma cada um recebe um sinal dado por Deus. Nós devemos ser atentos a este sinal que nos leva até Jesus. Pode ser o evangelho, uma frase, um pobre que encontramos. Cada um deve procurar e seguir este sinal. Encontrando Jesus os magos não voltaram pelo mesmo caminho, mas tomaram uma nova direção. Da mesma forma encontrando Jesus, deixamos cada vez mais o caminho da vida velha e entramos no caminho da santidade e da felicidade que só ele nos trás”.

A tarde, a comemoração da Solenidade continuou com a procissão feita do interior da paróquia franciscana (Igreja de Santa Catariana de Alexandria), até a mangedoura onde foi colocado Jesus.

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