13. junho 2014 · Comentários desativados em O esforço nos trás bons resultados · Categories: Especial · Tags: , , , ,

Vamos juntos refletir neste dia uma frase de Papa Francisco:

– O futebol não é somente uma forma de entretenimento, mas também, eu diria, sobretudo, um instrumento para comunicar valores que promovem uma sociedade mais pacifica e fraterna.

Se hoje EU parar para contar quantas pessoas precisam se envolver na organização de um jogo, sozinha não consigo, terei que pedir ajuda para este cálculo se quero ter um bom resultado. Assim como uma produção de show, de programa, e execução de um livro, a construção de uma casa. Muitas pessoas são envolvidas para que o “projeto” seja concluído.

Fica para nós também neste dia:

-Toda gana que tenho ao assistir um jogo (hoje, mundial), é a mesma gana que tenho quando alguém precisa de ajuda? Essa ajuda pode ser bem simples, como segurar uma sacola de compras de uma senhora ate o portão de casa.

Que neste dia Deus nos dê a graça do amor fraterno, da solidariedade, do companheirismo.

Quando estivermos em “campo”, sejamos promotores da paz.

Assista ao vídeo onde Papa Francisco fala do mundial

26. maio 2014 · Comentários desativados em Encontro do Papa com os refugiados e crianças com deficiência · Categories: Papa Francisco na Terra Santa · Tags: , , , ,

Crianças de Belem querem gritar ao mundo as dificuldades e sofrimentos do povo palestino. 

#PapaFrancisco diz as crianças:

– Lembrem-se, a violência não pode ser combatida com a violência mas somente com a paz.

Um vídeo que marcará a cada um de nós!

26. maio 2014 · Comentários desativados em Santa Missa com os ordinários da Terra Santa e com o Séquito Papal · Categories: Papa Francisco na Terra Santa · Tags: , , , ,

brasão-papa_-modificações1

Sala do Cenáculo (Jerusalém)
Segunda-feira, 26 de Maio de 2014

 

É um grande dom que nos concede o Senhor, ao reunir-nos aqui, no Cenáculo, para celebrar a Eucaristia. Ao mesmo tempo que vos saúdo com fraterna alegria, penso afectuosamente nos Patriarcas Orientais Católicos que, nestes dias, tomaram parte na minha peregrinação. Desejo agradecer-lhes pela sua significativa presença, particularmente preciosa para mim, e asseguro que ocupam um lugar especial no meu coração e na minha oração. Aqui, onde Jesus comeu a Última Ceia com os Apóstolos; onde, ressuscitado, apareceu no meio deles; onde o Espírito Santo desceu poderosamente sobre Maria e os discípulos, aqui nasceu a Igreja, e nasceu em saída. Daqui partiu, com o Pão repartido nas mãos, as chagas de Jesus nos olhos e o Espírito de amor no coração.

Jesus ressuscitado, enviado pelo Pai, no Cenáculo comunicou aos Apóstolos o seu próprio Espírito e, com a sua força, enviou-os a renovar a face  da terra (cf. Sal 104, 30).

Sair, partir, não quer dizer esquecer. A Igreja em saída guarda amemória daquilo que aconteceu aqui; o Espírito Paráclito recorda-lhecada palavra, cada gesto, e revela o seu significado.

O Cenáculo recorda-nos o serviço, o lava-pés que Jesus realizou, como exemplo para os seus discípulos. Lavar os pés uns aos outros significa acolher-se, aceitar-se, amar-se, servir-se reciprocamente. Quer dizer servir o pobre, o doente, o marginalizado, a pessoa que me é antipática, aquela que me dá fastídio.

O Cenáculo recorda-nos, com a Eucaristia, o sacrifício. Em cada celebração eucarística, Jesus oferece-Se por nós ao Pai, para que também nós possamos unir-nos a Ele, oferecendo a Deus a nossa vida, o nosso trabalho, as nossas alegrias e as nossas penas…, oferecer tudo em sacrifício espiritual.

E o Cenáculo recorda-nos também a amizade. «Já não vos chamo servos – disse Jesus aos Doze – (…) mas a vós chamei-vos amigos» (Jo15, 15). O Senhor faz de nós seus amigos, confia-nos a vontade do Pai e dá-Se-nos a Si mesmo. Esta é a experiência mais bela do cristão e, de modo particular, do sacerdote: tornar-se amigo do Senhor Jesus, e descobrir no seu coração que Ele é amigo.

O Cenáculo recorda-nos a despedida do Mestre e a promessa de reencontrar-se com os seus amigos: «Quando Eu tiver ido (…), virei novamente e hei-de levar-vos para junto de Mim, a fim de que, onde Eu estou, vós estejais também» (Jo 14, 3). Jesus não nos deixa, nunca nos abandona, vai à nossa frente para a casa do Pai; e, para lá, nos quer levar consigo.

Mas, o Cenáculo recorda também a mesquinhez, a curiosidade – «quem é o traidor?» – a traição. E reproduzir na vida estas atitudes não sucede só nem sempre aos outros, mas pode suceder a cada um de nós, quando olhamos com desdém o irmão e o julgamos; quando, com os nossos pecados, atraiçoamos Jesus.

O Cenáculo recorda-nos a partilha, a fraternidade, a harmonia, a pazentre nós. Quanto amor, quanto bem jorrou do Cenáculo! Quanta caridade saiu daqui como um rio da sua fonte, que, ao princípio, é um ribeiro e depois se alarga e torna grande… Todos os santos beberam daqui; o grande rio da santidade da Igreja, sempre sem cessar, tem origem daqui, do Coração de Cristo, da Eucaristia, do seu Santo Espírito.

Finalmente, o Cenáculo recorda-nos o nascimento da nova família, a Igreja, a nossa santa mãe Igreja hierárquica, constituída por Jesus ressuscitado. Família esta, que tem uma Mãe, a Virgem Maria. As famílias cristãs pertencem a esta grande família e, nela, encontram luz e força para caminhar e se renovar no meio das fadigas e provações da vida.  Para esta grande família, estão convidados e chamados todos os filhos de Deus de cada povo e língua, todos irmãos e filhos do único Pai que está nos céus.

Este é o horizonte do Cenáculo: o horizonte do Ressuscitado e da Igreja.

Daqui parte a Igreja em saída, animada pelo sopro vital do Espírito. Reunida em oração com a Mãe de Jesus, ela sempre revive a espera de uma renovada efusão do Espírito Santo: Desça o vosso Espírito, Senhor, e renove a face da terra (cf. Sal 104, 30)!

26. maio 2014 · Comentários desativados em Encontro com sacerdotes, religiosos, religiosas, seminaristas e comunidades · Categories: Papa Francisco na Terra Santa · Tags: , , , , ,

brasão-papa_-modificações1

Igreja do Getsémani, Jerusalém
Segunda-feira, 26 de Maio de 2014

«[Jesus] saiu então e foi (…) para o Monte das Oliveiras. E os discípulos seguiram também com Ele» (Lc 22, 39).

Quando chega a hora marcada por Deus para salvar a humanidade da escravidão do pecado, Jesus retira-Se aqui, no Getsémani, ao pé do Monte das Oliveiras. Encontramo-nos neste lugar santo, santificado pela oração de Jesus, pela sua angústia, pelo seu suor de sangue; santificado sobretudo pelo seu «sim» à vontade amorosa do Pai. Quase sentimos temor de abeirar-nos dos sentimentos que Jesus experimentou naquela hora; entramos, em pontas de pés, naquele espaço interior, onde se decidiu o drama do mundo.

Naquela hora, Jesus sentiu a necessidade de rezar e ter perto d’Ele os seus discípulos, os seus amigos, que O tinham seguido e partilhado mais de perto a sua missão. Mas o seguimento aqui, no Getsémani, torna-se difícil e incerto; prevalecem a dúvida, o cansaço e o pavor. Na rápida sucessão dos eventos da paixão de Jesus, os discípulos assumirão diferentes atitudes perante o Mestre: atitudes de proximidade, de distanciamento, de incerteza.

Será bom para todos nós – bispos, sacerdotes, pessoas consagradas, seminaristas – perguntarmo-nos neste lugar: Quem sou eu perante o meu Senhor que sofre?

Sou daqueles que, convidados por Jesus a velar com Ele, adormecem e, em vez de rezar, procuram evadir-se fechando os olhos frente à realidade?

Ou reconheço-me naqueles que fugiram por medo, abandonando o Mestre na hora mais trágica da sua vida terrena?

Porventura há em mim a hipocrisia, a falsidade daquele que O vendeu por trinta moedas, que fora chamado amigo e no entanto traiu Jesus?

Reconheço-me naqueles que foram fracos e O renegaram, como Pedro? Pouco antes, ele prometera a Jesus segui-Lo até à morte (cf. Lc22, 33); depois, encurralado e dominado pelo medo, jura que não O conhece.

Assemelho-me àqueles que já organizavam a sua vida sem Ele, como os dois discípulos de Emaús, insensatos e de coração lento para acreditar nas palavras dos profetas (cf. Lc 24, 25)?

Ou então, graças a Deus, encontro-me entre aqueles que foram fiéis até ao fim, como a Virgem Maria e o apóstolo João? No Gólgota, quando tudo se torna escuro e toda a esperança parece extinta, somente o amor é mais forte que a morte. O amor de Mãe e do discípulo predilecto impele-os a permanecerem ao pé da cruz, para compartilhar até ao fundo o sofrimento de Jesus.

Reconheço-me naqueles que imitaram o seu Mestre até ao martírio, dando testemunho que Ele era tudo para eles, a força incomparável da sua missão e o horizonte último da sua vida?

A amizade de Jesus por nós, a sua fidelidade e a sua misericórdia são o dom inestimável que nos encoraja a continuar, com confiança, a segui-Lo, apesar das nossas quedas, dos nossos erros e também das nossas traições.

Todavia esta bondade do Senhor não nos isenta da vigilância frente ao tentador, ao pecado, ao mal e à traição que podem atravessar também a vida sacerdotal e religiosa. Todos nós estamos expostos ao pecado, ao mal, à traição. Sentimos a desproporção entre a grandeza da chamada de Jesus e a nossa pequenez, entre a sublimidade da missão e a nossa fragilidade humana. Mas o Senhor, na sua grande bondade e infinita misericórdia, sempre nos toma pela mão, para não nos afogarmos no mar do acabrunhamento. Ele está sempre ao nosso lado, nunca nos deixa sozinhos. Portanto, não nos deixemos vencer pelo medo e o desalento, mas, com coragem e confiança, sigamos em frente no nosso caminho e na nossa missão.

Vós, amados irmãos e irmãs, sois chamados a seguir o Senhor com alegria nesta Terra bendita! É um dom e também é uma responsabilidade. A vossa presença aqui é muito importante; toda a Igreja vos está agradecida e apoia com a oração. A partir deste lugar santo, desejo além disso dirigir uma saudação carinhosa a todos os cristãos de Jerusalém: quero assegurar que os recordo com afecto e que rezo por eles, bem ciente de quão difícil é a sua vida na cidade. Exorto-os a serem testemunhas corajosas da Paixão do Senhor, mas também da sua Ressurreição, com alegria e esperança.

Imitemos a Virgem Maria e São João, permanecendo junto das muitas cruzes onde Jesus ainda está crucificado. Esta é a estrada pela qual o nosso Redentor nos chama a segui-Lo: não há outra, é esta!

«Se alguém Me serve, que Me siga, e onde Eu estiver, aí estará também o meu servo» (Jo 12, 26).

26. maio 2014 · Comentários desativados em Encontro com as crianças do Campo dos Refugiados · Categories: Papa Francisco na Terra Santa · Tags: , , , ,

DE DHEISHEH, AIDA E BEIT JIBRIN

Phoenix Center do Campo de Refugiados de Dheisheh, Belém

Domingo, 25 de Maio de 2014

 

Papa:

Antes de mais nada, uma saudação para todos vós. Desejo-vos que estejais bem de saúde, que a família esteja bem e que vós estejais bem. Estou muito contente por visitar-vos e vejo que tendes muitas coisas no coração. Queira o bom Deus conceder-vos tudo o que desejais. Disseram-me que quereis cantar, é verdade?

 

Criança:

Querido Papa Francisco, somos os filhos da Palestina. Desde há 66 anos que os nossos pais sofrem a ocupação. Abrimos os nossos olhos sob esta ocupação e vimos a nakba nos olhos dos nossos avós, quando deixaram este mundo. Queremos dizer ao mundo: basta de sofrimentos e humilhações!

Papa:

Agradeço os cânticos, muito lindos! Cantais muito bem. E agradeço as palavras que tu me disseste em nome de todos. Agradeço o presente, é muito significativo! Eu li o que estava escrito ali nos cartazes: percebi os que estavam escritos em inglês e o Padre traduziu-me os que estavam em árabe. Compreendo o que me estais a dizer, a mensagem que me estais a dar. Nunca deixeis que o passado vos determine a vida. Olhai sempre para diante. Trabalhai e lutai para conseguir as coisas que vós quereis. Mas estai certos de uma coisa! A violência não se vence com a violência. A violência vence-se com a paz; com a paz, com o trabalho, com a dignidade de fazer progredir a pátria. Muito obrigado pela vossa recepção! Peço a Deus que vos abençoe! E, a vós, peço que rezeis por mim! Muito obrigado!