No início do tempo Pascal, meditemos sobre a presença da Rainha do Céu e dos Santos Anjos no mistério da redenção da humanidade.

A tradicional oração do “Angelus” é substituída, no tempo Pascal, pelo canto “Regina caeli” ou “Rainha do Céu”, que exprime a alegria da Santíssima Virgem Maria pela ressurreição do seu divino Filho Jesus Cristo. Deste modo, ela torna-se modelo da comunidade cristã que se “alegra” pela Páscoa do seu Senhor, fonte de autêntica alegria para todos nós que cremos. O Ressuscitado é a fonte e a razão última desta alegria espiritual.

No início do tempo Pascal, meditemos sobre a presença da Rainha do Céu e dos Santos Anjos no mistério da redenção da humanidade.

Nossa Senhora Rainha dos Anjos

A liturgia da Oitava de Páscoa repete constantemente: “Cristo ressuscitou como havia prometido”. Proclamamos também esta verdade da fé católica no “Regina caeli”, oração tão apreciada pela piedade popular.

A partir de hoje, Segunda-feira de Páscoa ou Segunda-feira do Anjo, no Vaticano se inicia o canto “Regina caeli” e esta é uma oportunidade de refletirmos sobre a participação destes seres angélicos no mistério da Redenção da humanidade. Além disso, nesta Segunda-feira do Anjo, prolongamento do dia da Páscoa, somos chamados a nos deter junto ao sepulcro vazio para meditar sobre a presença da Virgem Maria neste grande e prodigioso mistério que é a ressurreição de Jesus Cristo.

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A presença dos anjos no mistério da Redenção

A Segunda-feira de Páscoa é tradicionalmente chamada a Segunda-feira do Anjo porque, no evento extraordinário da Ressurreição de Cristo, os anjos aparecem, ao lado das mulheres e dos Apóstolos, como protagonistas significativos. É precisamente um anjo que, do sepulcro vazio, dirige o primeiro anúncio da ressurreição às mulheres que ali estavam para completar o sepultamento do corpo de Jesus, conforme as tradições judaicas. Primeiramente, o anjo diz a elas: “Não vos assusteis!”, e acrescenta: “Buscais Jesus de Nazaré, que foi crucificado. Ele ressuscitou, já não está aqui” (Mc 16, 6).

Além da Ressurreição, os anjos estão presentes em todos os momentos mais importantes da vida do Filho de Deus humanado: os anjos anunciam o mistério do Seu nascimento (cf. Mt 1, 20; Lc 1, 26; 2, 9); guiam a fuga de Jesus, Maria e José para o Egito e o retorno da Sagrada Família à Nazaré (cf. Mt 2, 13.19); servem de conforto ao Senhor no final das tentações no deserto (cf. Mt 4, 11) e na hora da paixão (cf. Lc 22, 43); e, no fim dos tempos, estarão ao lado do Redentor no momento do juízo final de toda a humanidade (cf. Mt 13, 41).

Ouça o canto gregoriano Regina Caeli:

A presença dos anjos no mistério de Cristo em nossas vidas

Os anjos estão ao serviço dos desígnios de Deus nos momentos fundamentais da história da salvação do gênero humano. Como enviados de Deus, eles são mensageiros da Sua vontade redentora. A presença dos anjos é vista nas Sagradas Escrituras e pela incessante fé da Igreja Católica como sinal de uma intervenção especial da Providência divina e como anúncio de realidades novas, que trazem consigo redenção e salvação para a humanidade.

A festa da Segunda-feira do Anjo prolonga a intensa alegria da Páscoa. Neste dia, a Liturgia repete: “Este é o dia feito pelo Senhor: alegremo-nos e exultemos!” (cf. Sl 117, 24). O anúncio pascal, que o mensageiro de Deus dirigiu às mulheres, é repetido a cada um de nós pelo nosso anjo da guarda: “Não temas! Abre o coração a Cristo ressuscitado”[1].

O Senhor coloca ao nosso lado o Seu anjo para acompanhar cada momento da nossa existência, com o Seu amor e com a Sua proteção, para que travemos o bom combate da fé (cf. 1 Tm 6, 12) e testemunhemos, sem temor nem hesitação, a nossa adesão total a Jesus Cristo, morto e ressuscitado para a nossa salvação.

Assista ou ouça programa do Padre Paulo Ricardo com o tema: “A Virgem Maria é onipresente? E os anjos? E os santos?”:

A presença da Virgem Maria na ressurreição de Cristo

“Consciente deste evento salvífico que mudou o curso da história, a Igreja se associa [a Nossa Senhora] Àquela que viveu de perto a paixão, a morte e a ressurreição de Jesus. E a Ela pede de sustentar a própria fé: ‘Ora pro nobis Deum – Intercede a Deus por nós’”[2].

Diante de sua participação em tão grandes e sublimes mistérios, invoquemos hoje e sempre a Rainha dos anjos e dos santos para que, sustentados pelo nosso anjo da guarda, saibamos ser autênticas testemunhas da Páscoa do Senhor Jesus Cristo.

A Virgem Maria, silenciosa testemunha deste mistério salvífico confirme-nos na adesão pessoal a Jesus Cristo, que morreu e ressuscitou para a salvação de cada um de nós em particular. Que a Mãe do Ressuscitado seja para nós mestra e guia na fé. Que ela seja para nós sustento nos momentos de dúvidas e de tentações. Por fim, que ela obtenha-nos aquela serenidade interior que nenhum medo pode abater, porque está enraizada na certeza de que Cristo ressuscitou verdadeiramente!

Regina caeli em português:

V/. Rainha do Céu, alegrai-Vos, aleluia.

R/. Porque quem merecestes trazer em vosso seio, aleluia.

V/. Ressuscitou como disse, aleluia.

R/. Rogai a Deus por nós, aleluia.

V/. Exultai e alegrai-vos, ó Virgem Maria, aleluia.

R/. Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente, aleluia.

Oremos. Ó Deus, que Vos dignastes alegrar o mundo com a Ressurreição do Vosso Filho Jesus Cristo, Senhor Nosso, concedei- -nos, Vos suplicamos, que por sua Mãe, a Virgem Maria, alcancemos as alegrias da vida eterna. Por Cristo, Senhor Nosso. Amém.

Regina caeli em latim:

R/ Regína Cæli, lætáre, alleluia;

V/ Quia quem meruísti portáre, alleluia;

R/ Resurréxit, sicut dixit, alleluia;

V/ Ora pro nóbis Deum, alleluia.

V/ Gaude et lætáre, Virgo Maria, alleluia.

R/ Quia surréxit Dóminus vere, alleluia.

Oremus. Deus, qui per resurrectiónem Filii tui Dómini nostri Jesu Christi mundum lætificáre dignátus es: præsta, quæsumus; ut, per eius Genitrícem Vírginem Mariam, perpétuæ capiámus gáudia vitæ. Per eumdem Christum, Dóminum nostrum. Amém.

Links relacionados:

PADRE PAULO RICARDO. Na presença dos anjos!

TODO DE MARIA. A história de Nossa Senhora dos Anjos.

TODO DE MARIA. Maria, Rainha dos santos anjos.

Referências:


[1]  PAPA SÃO JOÃO PAULO II. Regina Caeli, 31 de Março de 1997.


Natalino Ueda é brasileiro, católico, formado em Filosofia e Teologia. Na consagração a Virgem Maria, segundo o método de São Luís Maria Grignion de Montfort, explicado no seu livro “Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem”, descobriu o caminho fácil, rápido, perfeito e seguro para chegar a Jesus Cristo. Desde então, ensina e escreve sobre esta devoção, o caminho “a Jesus por Maria”, que é hoje o seu maior apostolado.

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