Peregrinação 12 e 13 de Julho – 2009

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A Peregrinação do dia 12 e 13 conta com a  Presença  de D.  Rino Passigato, Núncio Apostólico em Portugal.

Em continuidade com o tema anual proposto pelo Santuário de Fátima aos seus peregrinos – Os puros de coração verão a Deus – o sub-tema para esta peregrinação internacional de Julho será: “Do interior do homem é que saem as más inclinações” (Mc 7,21).

Leia a Homilia:

12 de Julho, domingo
Missa do domingo XV do tempo comum

Caríssimos irmãos e irmãs em Cristo

1.   Nesta vigília de oração e adoração ao Senhor nosso Deus imploramos da Mãe do Céu que nos acompanhe, com o seu desvelo e carinho, como o fez com os Apóstolos reunidos no Cenáculo.
Também o Santo Padre o Papa Bento XVI está aqui presente, espiritualmente, nestas celebrações da Peregrinação Internacional Aniversária. Como seu Representante, é para mim uma alegria imensa presidir a esta solene celebração.

Os textos da liturgia da Palavra deste Domingo têm como tema o anúncio de Deus e o envio dos seus mensageiros. Estamos, pois, perante o tema da evangelização. De facto, na primeira leitura encontramos o profeta Amós a responder ao sacerdote de Betel: «Foi o Senhor que me tirou da guarda do rebanho e me disse: Vai profetizar ao meu Povo de Israel» (Amós 7, 15). E no Evangelho Marcos diz que «Jesus chamou os doze  Apóstolos e começou a enviá–los dois a dois» (Mc 6, 10), e «Os Apóstolos partiram e pregaram o arrependimento, expulsaram muitos demónios, ungiram com óleo muitos doentes e curaram-nos» (Mc 6, 10-13).

2. Amós é um profeta extraordinário. Os seus temas são candentes: os crimes de guerra, cometidos quer pelos inimigos, quer pelos próprios judeus; a imensa injustiça social, resultante de um progresso que enriqueceu mais os ricos, mas aumentou a miséria dos pobres; a religião de fachada, expressa em cerimónias faustosas custeadas pelos ricos, mas vazias de fidelidade e de amor. Por isso o profeta não poupa críticas ao próprio rei. Isto suscita a indignação de Amasias, sacerdote de Betel: «Vai-te daqui, vidente, (…) aqui é o santuário real, o templo do reino» (cf. Amós 7, 12-15).

Caríssimos irmãos e irmãs,
Quantas vezes o anúncio da Palavra de Deus incomoda. Ontem como hoje. Mas nem por isso podemos resignar-nos ao silêncio cómodo de quem prefere não anunciar. O mandato do Senhor é claramente de envio e de anúncio.

3. Na Sua última aparição depois da Ressurreição, antes de subir ao Céu, Jesus disse aos Onze: «Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura» (Mc 16, 15).

Como baptizados, não podemos deixar de anunciar aos homens, explicitamente, com a nossa palavra e, sobretudo, com a nossa vida e o nosso exemplo, as verdades e os valores eternos que o Senhor Jesus proclamou durante a sua vida pública: as verdades sobre Deus, Que é único e só a Ele devemos adorar; e as verdades sobre o homem, criado à imagem e semelhança de Deus, varão e mulher, com igual dignidade, complementares, filhos de Deus no Filho Unigénito, Jesus Cristo, herdeiros de um destino eterno de felicidade.

O mandato do Senhor: «Ide e fazei discípulos de todas as nações», é o dinamismo missionário mais profundo que manifesta a força do Espírito na Igreja. O Senhor deseja ardentemente atrair todos os homens a Si: «Quando for elevado da terra, atrairei todos a mim». (Jo 12, 32).

E o caminho eclesial desta atracção é a força do anúncio e do testemunho dos que acreditam e da novidade da vida da graça, vivida em comunidade. A disponibilidade para a missão será sempre uma das principais manifestações da vitalidade da Igreja.

É urgente que os membros das comunidades paroquiais, dos movimentos, das famílias religiosas e dos institutos seculares se disponham a partir, para a cidade dos homens, participando na evangelização com a convicção de que a missão da Igreja tem de ser obra de todos os cristãos.

Mas, sem excluir a generosidade do envio para a missão «ad gentes», para as terras longínquas, de todos aqueles e aquelas que desejam partir para servirem temporária ou definitivamente outras Igrejas, precisamos todos de nos mobilizar permanentemente para a missão junto de nós: nas famílias, no trabalho, na praça pública, enfim, em todos os lugares por onde passa a nossa vida quotidiana.

4. Irmãs e irmãos,

O extraordinário “prólogo” da carta aos Efésios, proclamado na segunda leitura (Ef 1,3-14), com sentido de surpresa e maravilha nos revela o projecto de salvação que desde sempre Deus tem perante Si e manda prosseguir na história «para se realizar na plenitude dos tempos: instaurar todas as coisas em Cristo, tudo o que há nos Céus e na terra» (v. 10), isto é, toda a realidade criada, nela incluído o mundo dos anjos (cf. 4,10).
Em Cristo, Palavra e Sabedoria eterna do Pai, feito Homem por obra do Espírito Santo no seio virginal de Maria de Nazaré, morto na cruz e ressuscitado ao terceiro dia, sentado à direita de Deus Pai, o Vivente, o Alfa e o Ómega, o Primeiro e o Último, o Principio e o Fim (cf. Ap 22, 13), tudo se reorganiza em unidade e toda a criação deve tornar a reconhecer, n’Ele, o senhorio de Deus Criador, Senhor único do universo.
Mas este grandioso desígnio de salvação efectua-se mediante a indispensável colabora-ção dos homens, chamados à fé em Cristo pela força do Espírito, que guia, estimula e ilumina a Igreja, para que alcance, ainda que fatigada-mente, percorrendo com Cristo o caminho da cruz, as metas queridas por Deus: «Foi n’Ele que vós também, depois de ouvirdes a Palavra da verdade, o Evangelho da vossa salvação, abraçastes a fé e fostes marcados pelo Espírito Santo. E o Espírito Santo prometido é o penhor da nossa herança, para a redenção do povo que Deus adquiriu para louvor da Sua glória» (Ef 1, 13-14).

5. Concluo: a presença particularmente forte e sentida de Nossa Senhora neste Santuário é para nós, fiéis discípulos do Senhor, garantia de que não estamos sós: connosco vai Maria. E Maria conduz-nos a Jesus, o Salvador único de todos os homens, o rosto humano de Deus, Criador Omnipotente e Pai Misericordioso.

Percorramos, caríssimos irmãos, os caminhos da nossa vida, anunciando, sem desfalecer, a misericórdia e o amor de Deus.
Confiemos à Senhora do Rosário de Fátima, a Seu Imaculado Coração, o esforço do anúncio e a vitória da fé.
Ela o tem prometido: «Por fim o meu Imaculado coração triunfará».
Ámen.

D. António Vitalino Dantas, Bispo de Beja e presidente da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana.

Homilia da Eucaristia de 13.07.2009,

Missa votiva do Imaculado Coração de Maria

1. Caríssimos irmãos e irmãs em Cristo,
Reunidos neste magnífico santuário mariano de Fátima para celebrar mais um aniversário das Aparições de Nossa Senhora aos três pastorinhos, a todos dirijo a saudação de São Paulo aos cristãos de Corinto: “Graça e paz de Deus nosso Pai e de Nosso Senhor Jesus Cristo” (2 Cor 1, 2)!

É para mim, como Representante do Santo Padre o Papa Bento XVI, uma enorme alegria poder peregrinar até à Cova da Iria e, convosco, rezar e venerar a Virgem Maria, Rainha do Santo Rosário e honrar o Seu Imaculado Coração. De facto estamos a celebrar a Missa votiva do Imaculado Coração de Maria.

Venerar o “Coração da Virgem” significa venerar a própria pessoa da Virgem Santa Maria, o Seu “ser” íntimo e único, o centro e a fonte da Sua vida interior: inteligência e memória, vontade e amor; a Sua atitude indivisível com que amou Deus e os irmãos e Se dedicou intensamente à obra de salvação do Seu Filho.

[Assim como na Missa do Coração de Jesus se celebra o amor misericordioso de Deus pela Igreja e pela humanidade, assim também na liturgia do Coração de Maria se contempla a solicitude maternal da Santíssima Virgem e é apontado o modelo de “coração novo”, dom e sinal da Nova Aliança.]

Na Oração Colecta, o Coração da Virgem Santíssima que, livre de mancha de pecado, cheio de fé e de amor, recebeu o Verbo de Deus, é chamado em primeiro lugar “morada” do Verbo e “santuário do Espírito Santo”, porque nele habitou sempre o Espírito divino.

E no Prefácio o Coração da Bem-aventurada Virgem Maria é celebrado como:
“sábio e dócil”, porque, a Santíssima Virgem, comparando as profecias com os factos, conservava nele a memória das palavras e das realidades relacionadas com o mistério da salvação, conformando-Se totalmente com a vontade divina;
“novo e humilde”, porque, revestida da novidade da graça merecida por Cristo, Maria foi a primeira discípula d’Aquele que é «manso e humilde de coração» (Mt 11,29);
“simples e puro”, isto é, livre de toda a duplicidade e totalmente impregnado do Espírito da verdade; pelo qual, segundo a Bem-aventurança do Senhor, Maria é capaz de ver a Deus (Mt 5,8) e digna de contemplá-l’O no Céu;
“firme e vigilante” para suportar corajosamente a espada da dor quando se desencadeou a perseguição contra o Seu Filho (Mt 2,3) e quando chegou o momento da Sua morte (Jo 19,25), esperando confiante a Sua ressurreição enquanto Ele dormia no sepulcro.

É este o Coração Imaculado de Maria que, segundo a Sua promessa, feita aqui em Fátima, triunfará.
E é neste Coração que nós vimos depositar as nossas orações e as nossas esperanças, por nós mesmos, por todos aqueles que trazemos no coração, pela Igreja, pelo mundo inteiro.
Também a nós, como à Lúcia, Maria nos repete hoje: «O Meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá a Deus».

2.  Meus irmãos e minhas irmãs,
Eu vim aqui, de modo particular, para confiar à Mãe de Deus, em cujo ventre o Verbo Se fez carne, as famílias do mundo inteiro. Contemplando em Maria Aquela que acolheu em Si o Verbo de Deus e O entregou ao mundo, rezemos, nesta Santa Missa, por todos quantos constituíram família, no sacramento do matrimónio, a fim de que nos seus corações permaneça sempre a fidelidade que juraram mutuamente, e deles não saiam pensamentos perturbadores capazes de romper os compromissos assumidos.
Diz Jesus no Seu Evangelho: «É do coração que provêm pensamentos malévolos, assassínios, adultérios e maus pensamentos» (Mat 15, 19). E ainda: «Do interior do homem é que saem as más inclinações» (Mc 7, 21).


Em Janeiro deste ano realizou-se, na cidade do México, o VI Encontro Mundial das Famílias. No encerramento, o Santo Padre Bento XVI dirigiu-Se aos milhares de congressistas nestes termos: «A família é o fundamento indispensável para a sociedade e os povos, assim como um bem insubstituível para os filhos, dignos de virem à vida como fruto do amor, da doação total e generosa dos pais. Assim como Jesus o manifestou, honrando Nossa Senhora e São José, a família ocupa um lugar primário na educação da pessoa. É uma verdadeira escola de humanidade e de valores perenes». [...] «A família, fundada no matrimónio indissolúvel entre um homem e uma mulher, expressa a dimensão relacional, filial e comunitária, e é o âmbito no qual o homem pode nascer com dignidade, crescer e se desenvolver de modo integral».

3.  O Concílio Vaticano II chama à família “Igreja Doméstica” porque é, de facto, no seio da família que os pais são para os filhos, pela palavra e pelo exemplo, as primeiras testemunhas da fé.
É na família que se exerce de modo privilegiado o sacerdócio baptismal do pai de família, da mãe, dos filhos, de todos os seus membros, «na recepção dos sacramentos, na oração e acção de graças, no testemunho de uma vida santa, na abnegação e na caridade activa» (LG  10).

O lar é assim a primeira escola de vida cristã e, «uma escola de enriquecimento humano» (LG 52). É aí que se aprende a fadiga e a alegria do trabalho, o amor fraterno, o perdão generoso e, sobretudo, o culto divino pela oração e oferenda da sua vida.

A família nasce, pois, desta vocação relacional e dialogal do homem e por isso ela está vocacionada para ser o lugar onde o homem encontra o sentido e a harmonia das diversas dimensões da sua existência. A experiência mostra que, quando a integração familiar falha, todos os outros aspectos da vida sofrem ou entram em conflito.

Este é o desígnio de Deus para o homem e para a mulher: juntos, em família, “crescer”, “multiplicar”, “encher a terra” e “submetê-la”.

E o Catecismo da Igreja Católica lembra-nos que a família é «vestígio e imagem da comunhão do Pai, do Filho e do Espírito Santo. A sua actividade procriadora e educadora é o reflexo da obra criadora do Pai [eterno]» (CIC § 2205).

Toda esta reflexão nos leva a concluir que cada homem e cada mulher que deixam pai e mãe para se unirem em matrimónio e constituírem uma nova família, não o podem fazer de ânimo leve, mas sim por um autêntico amor, que não é uma entrega passageira, mas uma doação definitiva, absoluta, total, madura, responsável, fiel até à morte.

4.  Irmãos caríssimos,

Não permitais que do interior do vosso coração nasçam as más inclinações que afectam sempre e inexoravelmente as vossas relações humanas e matrimoniais. Dai espaço à experiência do amor verdadeiro, por detrás do qual está sempre o mistério da Santíssima Trindade. É por isso que o casamento dos cristãos tem uma referência necessária e inevitável a Jesus Cristo e, por Ele, à Trindade divina. Ele é o Outro com Quem cada um dos esposos já se relaciona na fé; só Ele pode dar à união amorosa da família cristã a autêntica dimensão do amor, pois só Ele redime o coração do homem.

5.  Antes de concluir é-me agradável recordar as palavras com que o Santo Padre Bento XVI encerrou, recentemente no Vaticano, o mês de Maio:

«O coração de Maria, em perfeita consonância com o seu Filho divino, é templo do Espírito da Verdade, onde cada palavra e acontecimento são conservados na fé, na esperança e na caridade (cf. Lc 2,19.51).
Assim, podemos estar certos de que o santíssimo Coração de Jesus em todo o arco da vida escondida em Nazaré sempre encontrou no Coração imaculado da Mãe uma ‘chama’ ardente de oração e de atenção constante à voz do Espírito.
O que aconteceu durante as bodas de Caná é testemunho desta singular sintonia entre mãe e Filho na busca da vontade de Deus. Numa situação cheia de símbolos da aliança, como é o banquete nupcial, a Virgem Maria intercede e provoca, por assim dizer, um sinal de graça superabundante: o ‘vinho bom’ que remete para o mistério do Sangue de Cristo.

Isto conduz-nos directamente ao Calvário, onde Maria se encontra aos pés da cruz juntamente com as outras mulheres e com o apóstolo João. A Mãe e o discípulo recolhem espiritualmente o testamento de Jesus: as suas últimas palavras e o seu último suspiro, no qual Ele começa a efundir o Espírito; e recolhem o brado silencioso do seu Sangue, inteiramente derramado por nós (cf. Jo 19, 25-34). Maria sabia de onde provinha aquele sangue: tinha-se formado nela por obra do Espírito Santo, e sabia que aquele mesmo ‘poder’ criador teria ressuscitado Jesus, como Ele tinha prometido.  [...]
Queridos amigos, na escola de Maria, aprendamos também nós a reconhecer a presença do Espírito Santo na nossa vida, a escutar as suas inspirações e a segui-las docilmente. Ele faz-nos crescer segundo a plenitude de Cristo, de acordo com aqueles bons frutos que o apóstolo Paulo enumera na Carta aos Gálatas: “Amor, alegria, paz longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, autodomínio” (5, 22)» (Bento XVI, 31 de Maio de 2009 na conclusão do mês mariano no Vaticano).

6.  Minhas irmãs e meus irmãos:

Com o Santo Padre «desejo-vos que estejais sempre repletos destes dons e que caminheis com Maria segundo o Espírito».
E convido-vos a confiar a Nossa Senhora de Fátima todos os casais aqui presentes e todas as famílias de Portugal e do mundo.
Maria foi a divina Mãe de Jesus no lar de Nazaré. Com São José, Seu esposo, deu à Sua família o ambiente de harmonia, simplicidade e amor de Deus que só Ela, a «cheia de graça» era capaz de realizar. Por isso é que o Seu Filho Jesus crescia em «estatura e graça».

Como Maria, deixemo-nos amar por Deus!
Acolhamos docilmente a acção do Espírito em nossos corações para que do seu íntimo nasçam pensamentos e acções que consolidem cada vez mais todas as famílias, fundadas no matrimónio entre um homem e uma mulher, comunhão de amor humano no tempo que realiza um projecto eterno do amor divino, “sacramento grande”, sinal da união de Deus com o Seu Povo e de Cristo com a Igreja, Sua Esposa. Ámen.

D. Rino Passigato

Núncio Apostólico em Portugal

+ Rino Passigato
Núncio Apostólico

Senhora de 101 anos testemunha : ” Eu vi o Milagre do Sol ”

Filed under: Peregrinação Aniversária 2009 — tvpt at 9:55 am on segunda-feira, julho 13, 2009

Com 101 Anos, Dona Romana de Souza Marques esteve presente na cova da Iria em Fátima no dia 13 de outubro de 1917, onde nossa Senhora Apareceu aos Pastorinhos .
Neste dia uma multidão cercava os pastorinhos a espera de um Milagre. Chovia torrencialmente quando Nossa Senhora apareceu e realizou o Milagre do Sol, onde este, se aproximou da terra, parando a chuva e secando todas as roupas e a própia terra.
Dona Romana Tinha 9 anos , a mesma idade da Vidente Lúcia.

Assista o relato na primeira pessoa :

 

Dona Romana foi encontrada pela nossa equipa durante uma gravação realizada num Lar da Terceira Idade em Leiria , Cidade Próxima a Fátima.

 

 

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