Flagrantes!!

Arquivado em: Sem categoria — vanessalacquaneti at 5:46 pm on quarta-feira, dezembro 10, 2008

Irmãos amados, fui flagrada com a camisa do meu time! Não, não da Inter de Milão, mas do meu time do Brasil, Palmeiras! E também com uma espinha bem na testa, chiquérrima… risos. Recebi muitas caras feias, especialmente dos Corintianos da Obra de Maria, né Junior? A Elisângela nem quis me abraçar!

As fotos são do grande amigo, Fábio Soares!

Os dois amigos…

Arquivado em: Sem categoria — vanessalacquaneti at 10:23 am on quarta-feira, dezembro 10, 2008

Esta história, tradução de uma lenda judaica, recebi do meu amigo querido, Pe. Geraldo, da Arquidiocese de Palmas-TO. Pe. Geraldo era meu professor de teologia, quando morei em Cachoeira Paulista-SP, no ano de 2003. Pe. Geraldo e eu partilhamos muitas experiências de missão quando nos encontramos.

Atualmente, ele é pároco em Gurupi-TO. Até hoje, não foi possível visitar as aldeias indígenas desta região do Tocantis, mas sei que Deus vai me presentear com este sonho! Enquanto isso, vou lendo as páginas que retratam a vida de Dom Alano Maria Du Noday, o missionário do Tocantis, um homem contemporâneo do seu século, uma vida discreta e eficaz, um alento de solidariedade para os povos tocantinenses.

Este livro ganhei do Pe. Geraldo, em setembro deste ano, quando visitei Palmas por ocasião da morte do papai. Pe. Geraldo, minha alegria e o meu carinho de tê-lo como meu pai espiritual e amigo fiel.

Beijos no coração!

Os dois amigos

Dois amigos cultivavam o mesmo campo de trigo, trabalhando arduamente a terra com amor e dedicação, numa luta estafante, às vezes inglória, à espera de um resultado compensador.

Passam-se anos de pouco ou nenhum retorno. Até que um dia, chegou a grande colheita. Perfeita, abundante, magnífica, satisfazendo os dois agricultores que a repartiram igualmente, eufóricos.

Cada um seguiu o seu rumo.

À noite, já no leito, cansado da brava lida daqueles últimos dias, um deles pensou:

Eu sou casado, tenho filhos fortes e bons, uma companheira fiel e cúmplice. Eles me ajudarão no fim da minha vida. O meu amigo é sozinho, não se casou, nunca terá um braço forte a apoiá-lo. Com certeza, vai precisar muito mais do dinheiro da colheita, mais do que eu.

Levantou-se silencioso para não acordar ninguém, colocou metade dos sacos de trigo recolhidos na carroça e saiu.

Ao mesmo tempo, em sua casa, o outro não conciliava o sono, questionando:

Para que preciso de tanto dinheiro se não tenho ninguém para sustentar, já estou idoso para ter filhos e não penso mais em me casar. As minhas necessidades são muito menores do que as do meu sócio, com uma família numerosa para manter.

Não teve dúvidas, pulou da cama, encheu a sua carroça com a metade do produto da boa terra e saiu pela madrugada fria, dirigindo-se à casa do outro.

O entusiasmo era tanto que não dava para esperar o amanhecer.

Na estrada escura e nebulosa daquela noite de inverno, os dois amigos encontraram- se frente a frente.

Olharam-se espantados.

Mas não foram necessárias as palavras para que entendessem a mútua intenção. Amigo é aquele que no seu silêncio escuta o silêncio do outro!

Renova-te!

Arquivado em: Sem categoria — vanessalacquaneti at 8:14 am on quarta-feira, dezembro 10, 2008

Estes poemas tenho recebido de um amigo de São Paulo, professor e psicólogo Gilberto Campos. Abraços Gilberto, e saudades de suas poesias! Como amo poesia!

CÂNTICO XIII (Cecília Meireles)

Renova-te.
Renasce em ti mesmo.
Multiplica os teus olhos, para verem mais.
Multiplica os teus braços para semeares tudo.
Destrói os olhos que tiverem visto.
Cria outros, para as visões novas.
Destrói os braços que tiverem semeado,
Para se esquecerem de colher.
Sê sempre o mesmo.
Sempre outro. Mas sempre alto.
Sempre longe.
E dentro de tudo.

Os Poemas (Mário Quintana)

Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti…

Um gari nas ruas de São Paulo

Arquivado em: Sem categoria — vanessalacquaneti at 7:54 am on quarta-feira, dezembro 10, 2008

Como é bom ter amigos! Tenho recebido inúmeros e-mails por esses dias, de mensagens, histórias, poesias e palavras de amor. As minhas próximas postagens serão uma partilha destas histórias!

Este e-mail recebi de Renato Tarallo, meu irmão da comunidade de aliança da Canção Nova de São Paulo. Minha cara! Um beijo, Renato e Neusa, e meninas lindaaas, italianinhas!

Responsabilidade Social

O Psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo.

Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são ’seres invisíveis, sem nome’. Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da ‘invisibilidade pública’, ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.

Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida:

- ‘Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência’, explica o pesquisador.

O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano. ‘Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão’, diz.

Apesar do castigo do sol forte, do trabalho pesado e das humilhações diárias, segundo o psicólogo, os garis são acolhedores com quem os enxerga. E encontram no silêncio a defesa contra quem os ignora.

A função daquele trabalho de mestrado era compreender e analisar a condição de trabalho dos garis, e a maneira como eles estão inseridos na cena pública. Ou seja, estudar a condição moral e psicológica à qual eles estão sujeitos dentro da sociedade.

“Eu vesti um uniforme que era todo vermelho, boné, camisa e tal. Eu tinha a expectativa de me apresentar como novo funcionário, recém-contratado pela USP pra varrer rua com eles. Mas os garis sacaram logo, entretanto nada me disseram. Existe uma coisa típica dos garis: são pessoas vindas do Nordeste, negros ou mulatos em geral. Eu sou branquelo, mas isso talvez não seja o diferencial, porque muitos garis ali são brancos também. Você tem uma série de fatores que são ainda mais determinantes, como a maneira de falarmos, o modo de a gente olhar ou de posicionar o nosso corpo, a maneira como gesticulamos.

Os garis conseguem definir essas diferenças com algumas frases que são simplesmente formidáveis. Um exemplo: Nós estávamos varrendo e, em determinado momento, comecei a papear com um dos garis. De repente, ele viu um sujeito de 35 ou 40 anos de idade, subindo a rua a pé, muito bem arrumado com uma pastinha de couro na mão. O sujeito passou pela gente e não nos cumprimentou, o que é comum nessas situações. O gari, sem se referir claramente ao homem que acabara de passar, virou-se pra mim e começou a falar: ‘É Fernando, quando o sujeito vem andando, você logo sabe se o cabra é do dinheiro ou não. Porque peão anda macio, quase não faz barulho. Já o pessoal da outra classe você só ouve o toc-toc dos passos. E quando a gente está esperando o trem logo percebe também: o peão fica todo encolhidinho olhando pra baixo. Eles não. Ficam com olhar só por cima de toda a peãozada, segurando a pastinha na mão’”.

“No primeiro dia de trabalho os garis já deixaram muito claro que eles sabiam que eu não era um gari. Fui tratado de uma forma completamente diferente. Os garis são carregados na caçamba da caminhonete junto com as ferramentas. É como se eles fossem ferramentas também. Eles não deixaram eu viajar na caçamba, quiseram que eu fosse na cabine. Tive de insistir muito para poder viajar com eles na caçamba. Chegando ao lugar de trabalho, continuaram me tratando diferente. As vassouras eram todas muito velhas. A única vassoura nova já estava reservada para mim. Não me deixaram usar a pá e a enxada, porque era um serviço mais pesado. Eles fizeram questão de que eu trabalhasse só com a vassoura e, mesmo assim, num lugar mais limpinho, e isso tudo foi dando a dimensão de que os garis sabiam que eu não tinha a mesma origem socioeconômica deles.”

“No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca apreciei o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada, parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse: ‘E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?’ E eu bebi. Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar comigo, a contar piada, brincar.”

O que você sentiu na pele, trabalhando como gari? “Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei em frente à lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensação muito ruim. O meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angústia, e a tampa da cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar, não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.”

E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou?Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se aproximando - professor meu - até parava de varrer, porque ele ia passar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se estivesse passando por um poste, uma árvore, um orelhão.”

E quando você volta para casa, para seu mundo real? “Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador. Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe. Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo nome. São tratados como se fossem uma ‘COISA’. ” Ser IGNORADO é uma das piores sensações que existem na vida!

Leia mais sobre a experiência do psicólogo Fernando Braga ! www.responsabilidadesocial.com

Comentário:

Alguns comentam sobre a minha forma de denunciar as injustiças sociais, como se não coubesse à nós, carismáticos, falar em nome da verdade sobre temas que envolvem a vida destes nossos amados irmãos, vítimas de tantos preconceitos em nossa sociedade. Mas tenho claro em mim que o nosso Deus, Aquele que inspirou a Moisés os dez mandamentos, o Deus da Sagrada Escritura, não chama o seu povo a uma luta simplesmente política e econômica. Estamos em uma luta contra todas as forças da morte, onde quer que elas se manifestem, e uma luta pela vida em seu sentido mais amplo. Senão, não haveria todos os anos, na Igreja do Brasil, motivos para se criar uma campanha, as tão faladas “Campanhas da Fraternidade”. Enquanto houver pessoas sofrendo na América Latina, especialmente no Brasil, haverão campanhas, haverão profetas, haverão “gritos” de todas as partes, que não podem se calar em meio as injustiças que assolam nosso povo, principalmente pela imensa desigualdade social.

Certa vez li algumas palavras de Pe. Gustavo Gutiérrez, da arquidiocese de Lima, que diz que as forças de morte estão presentes na América Latina não apenas no aspecto físico, mas também psicológico e cultural, e fizeram dos nossos pobres “estranhos em suas próprias terras”. Eles estão tolhidos por hostilidade, medo e manipulação, vítimas de uma estrutura perversa e mesquinha.

O Deus que reverenciamos não é um Deus que deseja a pobreza, o preconceito e a anulação de ninguém. Contemplo os nossos irmãos índios na luta pelas terras na Reserva Raposa Serra do Sol. É a lei do mais forte contra o fraco. O que querem fazer? As áreas para os nossos índios se desenvolverem são insuficientes para reproduzir seu modo de vida. O destino desses índios é a pressão urbana, e por experiência, no Brasil, eles vivem em grande penúria nas zonas urbanizadas. A desnutrição e a mortalidade infantil são altíssimas.

Muitos são os exemplos de preconceitos que atingem o nosso país, os quais “ofuscam” o verdadeiro rosto de Cristo nos nossos irmãos. E nós não podemos nos calar. Aliás, sou contra aqueles que dizem: “os católicos carismáticos são alienados”. Não, não somos. E vamos lutar até o fim para ver os nossos povos contemplando a vida, vida em abundância, não nos esquecendo que o nosso Jesus é um pobre servo, sofredor, e veio em uma manjedoura simples por amor de todos nós, sem distinção de classes e etnias!

Vanessa Lacquaneti

“Uma muralha de silêncio oculta a violência sexual”

Arquivado em: Sem categoria — vanessalacquaneti at 12:49 pm on quinta-feira, dezembro 4, 2008

(Nicole Kidman)

Uma em cada três mulheres pode sofrer abusos e violência em sua vida. Esta é uma espantosa e permanente violação dos direitos humanos que lamentavelmente continua sendo uma das invisíveis pandemias de nosso tempo. A realidade é que, pelo simples fato de ser mulher ou menina, corre-se perigo. Igualmente triste é que muita gente - desde cidadãos comuns até governantes - pensa que a violência contra as mulheres é inevitável. Precisamos mudar essa mentalidade.

É crucial que a violência contra as mulheres seja reconhecida como uma violação dos direitos humanos e se atue legalmente contra ela. Sejam maus-tratos domésticos ou em situações de guerra, sejam práticas como a mutilação genital feminina ou o casamento forçado de crianças, a violência contra as mulheres é um crime que, ocorra onde ocorrer, deve ser enfrentado com a força da lei.

Fui designada embaixadora da Boa Vontade do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem) para amplificar as vozes das mulheres e meninas submetidas a violência ou abusos. Em muitos países as mulheres estão organizadas e exigindo responsabilidade e ação por parte das autoridades. Terminar com a violência contra as mulheres é uma questão de todos.

Por isso, no dia 25 de novembro de 2007, por ocasião do Dia Internacional para Eliminar a Violência contra as Mulheres, o Unifem lançou pela internet a campanha “Diga NÃO à Violência contra as Mulheres”, para pedir a adesão a um movimento de defesa dos direitos femininos cada vez mais importante. Agora, um ano depois, centenas de milhares de pessoas de todo o mundo somaram-se à campanha. Mais de 200 organizações também se uniram e presidentes e ministros representando mais de 50 países se comprometeram publicamente a fazer cumprir o lema do NÃO à violência contra as mulheres.

Durante recente viagem a Nova York, eu me reuni com duas heroínas: Nujood Ali, de 10 anos de idade, natural do Iêmen, que escapou de um casamento forçado, e sua advogada, Shada Nasser. Depois de apanhar e sofrer violações repetidamente, Nujood que foi obrigada a se casar aos 9 anos, fugiu e apresentou-se com sua advogada num tribunal. Ao contrário de dezenas de milhares de crianças que sofrem em silêncio com a prática do casamento infantil forçado, a coragem de Nujood uniu-se à valentia de Shada. Seu caso fez história em abril passado, quando a menina conseguiu não apenas o divórcio, mas também uma vitória a favor dos direitos das mulheres e meninas do mundo. Agora ela freqüenta a escola e, quando perguntada sobre seus planos, diz: “Quero ser advogada”.

Em outra oportunidade, em Kosovo, eu a ouvi contar seus sofrimentos a muitas mulheres que, presas em meio ao conflito na região, haviam sofrido brutais violências sexuais por parte de soldados. Narrativas similares às suas poderiam muito bem constar hoje em dia das manchetes dos jornais. A violência sexual é uma arma de guerra, um instrumento do terror que deixa em pedaços as vidas de mulheres e homens, fratura as comunidades e força as mulheres a fugir de suas casas. Entretanto, desde sempre a violência em tempos de guerra é objeto de um dos maiores silêncios da história.

No dia 20 de junho deste ano, porém, o Conselho de Segurança da ONU reagiu diante do silêncio longamente acumulado e por unanimidade adotou a Resolução 1820, que explicitamente reconhece que não pode haver paz nem segurança enquanto as comunidades viverem sobe a ameaça do terror sexual. A resolução exorta todos os implicados em conflitos a proteger mulheres e meninas dos ataques dirigidos especificamente contra elas. Agora é claro que pôr fim à violência contra as mulheres está realmente ganhando uma alta prioridade para governos e instituições da importância das Nações Unidas.

Sabemos que o fortalecimento da vontade política e o aumento dos recursos são essenciais para combater a pandemia da violência contra as mulheres. O Unifem, junto com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, reclama o mais amplo apoio ao Fundo Fiduciário das Nações Unidas para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, que proporciona recursos a organizações locais de países em desenvolvimento. Os membros do fundo trabalharam para prevenir o tráfico de mulheres na Ucrânia, ajudaram sobreviventes de violência doméstica no Haiti e colaboraram para a aprovação de uma nova lei sobre as violações na Libéria, país afetado pela guerra.

Esses exemplos provam que, se houver recursos, é possível obter resultados: pode-se implementar políticas específicas, fornecer assistência e treinar as forças policiais e o pessoal judiciário. Por isso, por ocasião do Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, comemorado ontem, exortamos os governos a cumprir seus compromissos e todos os cidadãos a redobrar seus esforços para se oporem à violência contra as mulheres em suas comunidades, já que toda mulher tem direito a uma vida livre de violência.

* A atriz Nicole Kidman é embaixadora da Boa Vontade do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem).

Organizando o armário…

Arquivado em: Nossa Família — vanessalacquaneti at 10:25 am on quinta-feira, novembro 27, 2008

Ontem, organizando o armário e mexendo em meu arquivo de cartas e lembranças que guardava na casa dos meus pais, em Palmas-TO, e que trouxe comigo após a morte do papai, encontrei muitas preciosidades, entre elas, um antigo bilhete da minha amiga e irmã de comunidade, Lucilene:

“Vavá, que saudades… Gostaria de te reencontrar em breve. Te ouço todos os dias no CD dos Salmos… Suas participações ficaram ‘fabulosas’. Parabéns! Um abraço, Lucilene”.

A perseverança de nossa amizade revela a verdade de nossas partilhas…

Também encontrei uma cartinha do meu querido papai, que dizia:

“Van, Te amo. Ontem, (26/05), falei de você ao vivo no Programa “Estou No Meio de Vós”. Você viu? Não, não viu. Porque foi de 01h às 03h da matina. Pe. Edimilson foi o apresentador. Filha, obrigado pela sua perseverança, pelo seu amor. Por nós, pela missão. Te amo. Beijos, Papi. P.S.: Não se esqueça do níver da Grá, tá? 28/05. Lacqua, 27/05/04″.

Comentava ontem, durante o dia, com um amigo e irmão da missão de São Paulo, que a perda do pai foi um motivo para romper com antigos processos, e dar vida à outros que estão surgindo neste tempo. Foi como o movimento que fiz no dia anterior, de tirar tudo do guarda-roupa e recolocar outra vez. Descartar o que era velho, reencontrar coisas antigas e atualizá-las para o tempo de hoje. Reencontrar-me comigo mesma. Dar vasão a experiências novas em minha vida de missão, de comunidade, em minha vocação.

Se olhar para o meu coração hoje, verei que existiam coisas guardadas de tanto valor para a minha vida; outras, porém, que já não existe mais espaço para elas. Quantas riquezas escondidas! Escrevia para os irmãos da missão sobre o valor do amor de cada um e dos gestos concretos de amizade, que me impulsionam para uma experiência de abandono na vontade de Deus.

Sempre é tempo de organizar a casa do nosso coração. Pode chegar alguém de surpresa, convidando-nos a abrir a porta e, como será o nosso acolhimento? Hoje farei isso mais uma vez. Uma boa confissão, um retiro da boa morte, uma conversa, pequenos ou grandes gestos.

Termino com a frase do meu irmão de comunidade, Valdeir Bento, para mim nesse dia: “A dor não tem o poder de arrancar as riquezas das experiências que tivemos com aqueles que amamos!”.

Ele também perdeu a sua amada mãezinha há um ano. Estamos vivendo juntos esta linda experiência de colher a alegria de mais uma das visitas de Deus em nossas vidas!

Vanessa Rossi Lacquaneti

Edith Stein e a relação professor-aluno

Arquivado em: Pensamento — vanessalacquaneti at 8:27 am on quarta-feira, novembro 26, 2008

(Fonte: Editora Cidade Nova)

Em tempos de um “pragmatismo” que reduz a escola à mera preparação para o vestibular e para o sucesso profissional, vale a pena indicar verdadeiros mestres. Nesse sentido o pensamento de Edith Stein (1891-1942) sobre educação é uma fonte de grande valor.

“Edith Stein pode sugerir hoje uma profunda reflexão sobre a educação e, principalmente, sobre a relação educacional, que é uma relação complexa, uma relação extremamente articulada”, diz Anna Maria Pezzella, diretora do Centro de Estudos Edith Stein, de Lanciano, na Itália.

Anna Maria refere-se ao autêntico relacionamento entre professor e aluno, diferente do que ocorre muitas vezes hoje em dia: uma relação meramente comercial, de negligência de ambas as partes, quando não de conflito.

“Realmente é necessário pensar muito a educação hoje; isto é, pensar o elo especial que une o aluno ao docente, o docente ao seu aluno, e do qual devemos redescobrir não somente a vivência relacional, mas também a fecundidade recíproca”, afirma Daniela Iannotta, professora de Filosofia da Linguagem da Universidade Roma Tre.

Daniela e Anna Maria participaram recentemente de uma mesa-redonda realizada na Pontificia Universidade Lateranense, em Roma, por ocasião do lançamento de três livros sobre o pensamento de Edith Stein.

Filósofa e santa alemã, de família judia, Edith Stein nasceu na cidade de Breslau - que hoje se chama Wrocslau e está em território polonês. Após ter se destacado como discípula do filósofo alemão Edmund Husserl (1859 - 1938), converteu-se ao cristianismo, entrou para a Ordem das Carmelitas Descalças e morreu mártir num campo de concentração em Auschwitz.

Foi canonizada no ano de 1998 em cerimônia presidida por João Paulo II.

Tome Nota!

Leia as notícias Cidade Nova! www.cidadenova.org.br

Convivência na casa da Cris

Arquivado em: Nossa Família — vanessalacquaneti at 12:35 pm on segunda-feira, novembro 24, 2008

Cris, “o seu carinho invade nossos corações”!
Obrigada pela acolhida nesta pequena “Bethânia”! E bem na Paulista!

dsc03492-1.JPG

Te amamos!

Mais de um século de discriminação

Arquivado em: Atualidade — vanessalacquaneti at 4:41 pm on quarta-feira, novembro 19, 2008

Amanhã, 20 de novembro, é dia da Consciência Negra em São Paulo. Dia de refletir sobre a desigualdade racial, no país que caminha para ser uma nação de maioria negra até 2010.

120 anos depois da assinatura da Lei Áurea, ainda vivemos sob todas as espécies de discriminação racial. Aqui recordo as palavras do ministro da Igualdade Racial, Edson Santos, à imprensa, no dia 13 de maio de 2008, data em que recordamos o centenário da Abolição da Escravatura no Brasil:

“O negro deixou a senzala para morar na favela”

Apesar da porcentagem de negros poder superar a de brancos, a parcela de negros da população é a que tem as piores condições de vida. O negro vive menos, morre mais por causas violentas, estuda menos, tem mais dificuldade de ingressar e se manter no mercado de trabalho, trabalha nas ocupações menos valorizadas, ganha salários baixos e constitui a maioria da parte mais carente da população.

Ações afirmativas como a política de reserva de cotas para negros nas universidades provocam muita polêmica no país. O governo brasileiro, ao longo dos anos, após a abolição da escravatura, não se preocupou em oferecer escola e terras aos escravos libertados. Hoje o que vemos é um círculo vicioso: o negro é discriminado porque é pobre e, ao mesmo tempo, é pobre porque é negro.

Que o dia da consciência negra possa despertar em cada um de nós, o papel que temos a cumprir em nossa sociedade, favorecendo, assim, aos nossos irmãos negros, dignidade e igualdade de direitos. Precisamos dar atenção às realidades que cercam estes nossos irmãos e lutar para que um mundo melhor possa existir a partir de nós, pra todos aqueles que, como nós, merecem respeito e vida plena.

Vanessa Lacquaneti 

400 anos do Padre Antônio Vieira

Arquivado em: Cultura, De Olho na História — vanessalacquaneti at 4:12 pm on quarta-feira, novembro 19, 2008

Há 400 anos, em 6 de fevereiro de 1608, nasce em Lisboa aquele que se tornaria um dos primeiros expoentes da prosa barroca do século XVII e da oratória religiosa, o padre Antônio Vieira. Aqui vai um trecho de suas homilias:

“Para um homem ver a si mesmo são necessárias três coisas: olhos, espelho e luz. Se tem espelho e é cego, não se pode ver por falta de olhos; se tem espelho e olhos, e é de noite, não se pode ver por falta de luz. Logo há mister luz, há mister espelho, e há mister olhos. Que coisa é a conversão de uma alma senão entrar um homem dentro em si, e ver-se a si mesmo? Para esta vista são necessários olhos, é necessária luz, e é necessário espelho. O pregador concorre com o espelho, que é a doutrina; Deus concorre com a luz, que é a graça; o homem concorre com os olhos, que é o conhecimento”.

(Sermão da Sexagésima, de 1655)

Ofereço estas palavras ao meu irmão de comunidade, Cadu, que tem sempre diante dele o “espelho” da doutrina de nossa fé. Parabéns, Cadu!

Próxima Página »