Ministério de Música em Grupo de Oração

Filed under: Artigos - Músicos — vidanova at 11:58 am on quinta-feira, novembro 29, 2007

Dentre os diversos serviços que podemos prestar à Igreja com o nosso Ministério de Música, está um que precisamos ter especial cuidado, porque lida quase que pessoalmente com os filhos amados do Pai.
   
Sabemos que os grupos de oração são os locais por eleição onde Deus tem a grande oportunidade de visitar o coração de cada pessoa e ali operar as curas, libertações e milagres. Até aí não há novidade nenhuma, mais a maioria das pessoas vem ao grupo de oração e trazem consigo as sua frustrações, seus problemas familiares, financeiros, afetivos e tudo mais que aflige o homem. Como Deus pode operar e um coração que está cheio de tanta tralha? Como este filho tão amado do Pai vai perceber ou mesmo se abrir à ação do Espírito se pesa sobre si tantos fardos?
   
É exatamente neste momento que a música ungida, ministrada com o poder de Deus, vai ser o canal de acesso que levará ou favorecerá a ação salvífica do Rei dos reis. Nós temos esse grande papel. Temos o direito e o dever de levarmos os filhos de Deus a saírem de seus problemas, limitações ou dificuldades e voltarem-se com confiança e abertura para a ação do Santo Espírito.
   
O Ministério de Música deve ser aberto às moções de Deus, ao desejo do coração do Senhor e isso só poderá ocorrer se os seus membros forem pessoas de vida de oração, habituadas a escutar a voz do Senhor e dóceis a cumprir a sua vontade. Se não for assim, correremos o risco de fazermos a nossa vontade e tentarmos levar o grupo de oração com expressões e técnicas aprendidas em congresso ou copiadas de outros ministros de música.

Além deste aspecto que merece a nossa reflexão e especial atenção, nos deparamos também com o aspecto da autoridade e submissão ao coordenador do grupo de oração. O Ministério de Música deve ter a liberdade, para segundo a unção do Espírito, preparar o povo para a noite de oração, porém nunca devemos esquecer que há um dirigente ou coordenador da noite de oração e que cabe a ele discernir os caminhos pelos quais Deus que fazer aquele povo trilhar. Somos ministros de música e não coordenadores de grupo de oração. Cabe a nós a preparação inicial e a cooperação com a condução da oração, seguindo o Rhema dado pelo Senhor e nos alegrando com a obra do Espírito nos irmãos e em nós, porque afinal de contas também somos filhos.

Nos diversos cursos para ministério de música que nós, da Comunidade Recado, pregamos nos mais diferentes lugares do Brasil, temos, com uma certa constância, nos deparado com problemas entre o coordenador dos grupos de oração e o ministério de música. Não é raro encontrarmos ministros de música que apenas cumprem um ritual de abrir a noite de oração com música já selecionada e sem a menor liberdade do Espírito ou então, ministros de música que roubam a cena, fazem o papel do coordenador da noite de oração e não se submetem as autoridades constituídas naquele momento.

Nos dois casos, ao nosso modo de ver, há erros. A música no grupo de oração não é apenas um tapa buraco, um aviso prévio de que dentro de poucos instantes o Espírito Santo irá agir com todo o poder. Não! Definitivamente não! A partir do momento que nós, do Ministério de Música, começamos a ministrar a música com a unção de Deus, porque fomos escolhidos por Ele, porque somos chamados a exercer esse serviço com autoridade de Cristo Ressuscitado cheio de alegria e inabalável confiança, a partir desse momento a graça de Deus já esta acontecendo.

Da mesma forma que temos nosso momento de estarmos na frente, precisamos aprender que também temos os nossos momentos de recuarmos e seguirmos as orientações que Deus esta dando através da unção do coordenador ou do dirigente do grupo de oração e neste momento nosso serviço não perde a importância, apenas muda de posição. Passamos a cooperar com Deus seguindo o Rhema da oração, cooperando e favorecendo com todo o clima da reunião, com música que falem do mesmo tema e que coloque em evidência o assunto abordado.

Pra desempenharmos bem o nosso papel, precisamos ter um vasto repertório ensaiado, com músicas que falem de Maria, Espírito Santo, Salvação, Reconciliação, Amor de Deus, Louvor, Amor a Deus, etc. Não gosto de ter músicas já pré-estabelecidas e cronologicamente organizadas. Acho que isso pode ser feito para nos auxiliar a discernir o momento de usá-las e não tirar nossa liberdade espiritual de sermos guiados pelo sopro do Espírito, que não deixa aprisionar e sopra onde quer e como quer.

Não acho que seja obrigatório usar cinco ou seis músicas a cada início do grupo. Quantas vezes já vi a manifestação do poder de Deus na primeira música do grupo e a condução de toda noite de oração ser feita somente com aquele mesmo Rhema. Às vezes nós mesmos criamos certas normas para nos prender à lei e nos esquecemos de que a lei sem o Espírito mata.
   
Outro ponto que é de grande importância da condução da música em grupo de oração é o correto uso do livro de cântico. Veja, o livro de cântico está ali para nos auxiliar e não para roubar a atenção das pessoas. Usamos o livro para facilitar o aprendizado dos cânticos novos e mesmo assim, depois de cantá–los algumas vezes, é necessário fazermos o povo mergulhar na letra daquele canto e rezar com ele e não apenas repetir palavras com uma certa melodia. Já vi vários irmãos que usam o livro de cânticos como se estivessem em um ensaio de músicas novas no dia da reunião do ministério e não se trata disso.

Precisamos levar nossos irmãos à oração, ao contato íntimo e verdadeiro com Deus através dos cânticos, sejam eles novos ou velhos. Por isso se faz necessário, em um determinado momento da oração, deixarmos o livro de cânticos de lado e levarmos o povo a cantar com os olhos fechados, com extrema piedade e assim provarem da abertura dos olhos da alma que certamente levam a uma experiência com o magnífico poder e amor de Deus.

Teríamos ainda muitas coisas para comentar sobre este assunto. Quem dera pudéssemos um dia nos encontrar em algum retiro de Ministério de Música e partilharmos nossa experiência nestes 22 anos da Comunidade Recado. Deixemos que a providencia de Deus nos surpreenda com este dia.

Que a alegria do Cristo Ressuscitado esteja em seu coração e transborde em cada momento de sua vida.

 

Luiz Carvalho – luizcarvalho@recado.org.br
Coordenador Nacional do Ministério das Artes – RCC

Comunidade Recado – www.recado.org.br

A Obediência e o Ministério de Música

Filed under: Artigos - Músicos — vidanova at 11:50 am on quinta-feira, novembro 29, 2007

Sendo Ele de condição divina, não prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo. E sendo reconhecido exteriormente como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz”. (Filip 2, 6-8)

Frei Raniero Catalamessa foi particularmente feliz e inspirado quando em seu livro sobre “Obediência”, diz que a “obediência cristã não está fundamentada em uma idéia, mas em um ato de obediência”.

Quando o assunto é obediência, logo ligamos nosso “sistema automático de defesa, desculpas e justificativas”, pois sabemos que esse é um dos nossos mais constantes e difíceis pecados que temos.

Na origem de toda obediência está uma, a de Cristo. Na origem de toda desobediência está a de Adão. O mal consistiu em desobedecer a Deus, e o bem em obedecer. Se levarmos em conta a nossa dificuldade em nos submetermos aos outros como algo totalmente pessoal e quase exclusivo, estaremos em muito dificultando nossa libertação desse mal. Precisamos compreender que a desobediência tem raízes profundas que remontam do pecado original, que vem como herança de nossos primeiros pais, adão e Eva. Porém essa consciência não deve nos levar à acomodação porque se é verdadeiro afirmar que Adão pecou na desobediência ao Senhor, muito maior é a verdade que Jesus Cristo, o novo Adão, no qual fomos regenerados e recriados na justiça, este foi completamente obediente e submisso à vontade do Pai.

Se a obediência de Adão gerou em nós uma inclinação ao Pecado da desobediência, a obediência perfeitíssima de Cristo Jesus capacitou-nos à sua imitação e convida-nos a superarmos nossa inclinação ao mal e abraçarmos a vivência do bem.

Jesus é o novo Adão, que foi fiel lá onde o primeiro sucumbiu à tentação. Se somos em Cristo novas criaturas, precisamos acreditar que o caminho que Ele trilhou é o mesmo que devemos trilhar, pois não somos mais que seguidores seus. Acredito que o primeiro passo para abraçarmos a obediência é desejarmos de todo coração nos assemelharmos a Jesus. O desejo de santidade certamente nos faz renunciar a direitos e por amor submeter nossa vontade à autoridade de outros. A obediência nasce de uma verdadeira conversão. Em toda história do povo de Deus tivemos homens eleitos que vão à frente, conduzindo para a vontade do Senhor. Nos nossos ministérios não pode ser diferente. Precisamos ter pessoas que sejam imparciais, atentas e dispostas a ouvir e cumprir a vontade divina.

A maioria dos problemas que temos visto no ministério de música, em relação à autoridade e submissão, decorre de uma falta de formação sobre o verdadeiro sentido da autoridade e também da virtude da obediência. Porém na grande maioria dos casos vemos pessoas que não estão dispostas a ceder, renunciar seus direitos ou comodidades por causa do bem comum e da igreja. Isso é totalmente inverso ao exemplo que Cristo nos deixou. “A obediência de Cristo, no cotidiano da vida escondida, inaugura já a obra de restabelecimento daquilo que a obediência de Adão havia destruído”.

Assim como lutamos contra vícios e pecados da língua, do orgulho, da impureza, precisamos lutar contra vícios do pecado da desobediência. Quando obedecemos, fazemos um bem às autoridades, à igreja e um grande bem a nós mesmos pois estamos nos assemelhando mais e mais a nosso Senhor Jesus Cristo. Obediência e humildade andam juntas, da mesma forma que orgulho e desobediência andam de mãos dadas. A escolha da desobediência e do mal é um abuso de liberdade à escravidão do pecado.

Através da oração diária, o Espírito Santo pode fazer esta obra de restabelecimento do desejo e da inclinação a uma vivência da obediência cristã. Mas veja, essa é uma obra do Espírito, se não for assim, perderemos a liberdade. Se obedecermos por medo de castigo, estamos escravizados. Se obedecemos para obtermos elogios das autoridades, já recebemos nossa recompensa. Porém, se obedecemos por amor a Jesus e à sua igreja, Ele mesmo nos dará a recompensa. Antes de ser um dever, a obediência é uma graça, liberta-nos de nós mesmos, faz-nos semelhantes Àquele que amamos e a quem servimos.

“Como os peixes nascidos na água não podem sobreviver senão na água,
   assim os cristãos nascidos pela obediência
   não podem viver espiritualmente senão pela obediência”.

 

Luiz Carvalho – luizcarvalho@recado.org.br
Coordenador Nacional do Ministério das Artes – RCC

Comunidade Recado – www.recado.org.br

Obediência na Vocação

Filed under: Novas Comunidades — vidanova at 7:21 am on quinta-feira, novembro 29, 2007

Cada irmão da Comunidade de Vida consagrou-se livremente ao Senhor, com o intuito de buscar em tudo fazer a sua Vontade. O Senhor nos concede o grande dom da obediência como trilha para conhecermos melhor e nos unirmos perfeitamente à santa Vontade de Deus”.

“Cada irmão da Comunidade de Aliança consagra-se livremente ao Senhor com o intuito de fazer somente à vontade de Deus. De sua parte, o Senhor concede-lhe o dom da obediência, para que em tudo procure conhecer e fazer esta vontade que, para nós, se manifesta através da Palavra de Deus, da Igreja, dos Estatutos da Comunidade e das autoridades constituídas”.Como aos outros conselhos evangélicos, somos chamados pelo Senhor a viver o dom da Obediência. Temos nela um seguro caminho de santidade, de escuta e cumprimento da Vontade de Deus, tanto para a Comunidade de Vida como para a Comunidade de Aliança. Na nossa vocação comunitária, vivemos esse dom e por ele nos deixamos santificar através do Magistério da Igreja, das Sagradas Escrituras, da nossa vida expressa nos nossos Estatutos e Regras, das nossas autoridades e da nossa própria vivência comunitária cotidiana.“Para nós, a Vontade de Deus se manifesta de maneira concreta através da sua Palavra, da Igreja, das Regras, dos Estatutos e das autoridades constituídas na Comunidade”. Deus se revela na sua Palavra e a Palavra de Deus deve ser para cada irmão a suprema regra a ser vivida. Abracemos e nos submetamos a esta Palavra que nos é transmitida e interpretada corretamente segundo o Magistério da Igreja. Por isso, toda a Comunidade ame e se submeta à Igreja, grande Sacramento de Cristo, manifestando esta submissão de uma maneira particular através do Amor e submissão filiais ao Santo Padre e aos senhores Bispos ““.A Palavra de Deus é presença ativa da voz do Senhor para a Comunidade; através dela conhecemos, vivemos e amamos o desígnio Divino para nós. A obediência, no amor e submissão ao Magistério da Igreja, é caminho de salvação para a humanidade e, como não poderia deixar de ser, também o é para nossa vocação.
“A obediência deve ser vivida como uma grande fonte de bênçãos. Ela é o eficaz instrumento que o Senhor utiliza para purificar a nossa vontade, libertando-nos de nós mesmos e de possíveis enganos próprios para podermos fazer em tudo a Vontade de Deus e sermos livres para o nosso seguimento do Senhor Jesus”.O mundo de hoje vive mergulhado em muitas mentalidades que não se originam nos ensinamentos de Cristo. Grande parte das pessoas busca uma “independência” de qualquer instrumento que não esteja de acordo com sua vontade imediata. Vivendo a obediência na nossa Comunidade, vemos a mão do Senhor que nos purifica, nos molda segundo a sua Vontade e nos mostra verdadeiramente quem somos nós e que Deus é Ele. Se por meio da Pobreza nos despojamos das coisas e na Castidade nos despojamos dos relacionamentos desordenados com as pessoas, vivendo a Obediência encontramos a verdadeira “liberdade de nós mesmos”, tornamo-nos livres para a santidade que Deus preparou para cada um de nós. “A obediência também gera em nós um coração pequeno e humilde, indispensável para vivermos toda a perspectiva sobrenatural do Reino de Deus. Por isso, cada irmão deve cultivar uma obediência confiante e humilde para com as autoridades da Comunidade, sabendo que o exercício desta graça exige que vejamos em nossas autoridades a pessoa de Jesus Cristo, fonte e fim da nossa obediência”.O próprio Jesus, estando entre nós, quis se submeter. O Filho de Deus submeteu-se, na sua Encarnação, ao tempo humano (“chronos”). Ele, o Eterno, o Senhor de todas as coisas, submeteu-se a uma mera condição humana diante da sua infinita perfeição de Deus; Ele é o nosso perfeitíssimo modelo de pronta e disposta obediência à Vontade do Pai. Ele, que renunciou a tudo, inclusive a si mesmo, mostra-nos a felicidade na sua morte e Ressurreição. É a este Cristo, pobre, casto e obediente, que somos chamados a ver e obedecer em nossas autoridades na vida comunitária. “Tenhamos sempre diante de nós que a obediência é um autêntico caminho de perfeição (Santa Teresa de Jesus) e por isso ela é geradora de santidade pessoal e comunitária. Abraçando-a de bom coração, chegamos à plenitude da pobreza e do abandono nas mãos do Senhor. Ela é, ainda, porta para humildade, desapego, simplicidade e alegria”.

Fonte: www.comunidadeshalom.org.br

José Eduardo Arêas Caetano

Comunidade Vida Nova 

Teologia e espiritualidade do Advento

Filed under: Liturgia — vidanova at 11:30 am on terça-feira, novembro 27, 2007

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Um convite a viver a expectativa vigilante e alegre do Senhor que vem

Na sua riqueza teológica, o Advento considera todo o mistério da vinda do Senhor na história até o seu desfecho total. Esses eventos estão interligados mutuamente por diversos mistérios.

O Advento faz memória da dimensão histórica da salvação: celebra o Deus que age na história, Deus da aliança que age nos acontecimentos para salvar. O Advento é o tempo, torna-se sacramento do agir de Deus. Advento é o tempo litúrgico que recorda a história como lugar de atuação de salvação de Deus.

Nele também se evidencia a dimensão escatológica do mistério cristão no qual Deus está sempre presente para salvar. Ele ultrapassa a visão individualista e estática dos novíssimos para uma visão escatológica dinâmica na qual a história é o lugar do agir de Deus, lugar das promessas, direcionando para o “dia do Senhor”. Fomos reservados para a salvação, mas esta herança se revelará somente nos fins dos tempos.

Este tempo também recorda uma verdade essencial: a conotação missionária. A Igreja atualiza a missão de Cristo ajudando os homens a perceber o Reino e a interiozá-lo no seu coração. De modo que nele [Advento] se aprofunda o significado autêntico da missão.

Por fim, o Advento apresenta o Deus da libertação que entra nos corações dos homens, o protetor da causa dos pobres e oprimidos. A missão, à luz do advento, suscita esperança dos fracos e humildes e não apóia os poderosos deste mundo. Ele nos faz compreender o mistério salvífico e ajuda-nos a empenhar-nos no anúncio e testemunho do Reino de Deus. Na sua dimensão espiritual, a liturgia do Advento é um convite ao cristão a viver a expectativa vigilante e alegre do Senhor que vem, a esperança, a conversão e a pobreza. Portanto, é uma espiritualidade que remete para aquilo que é essencial na vivência cristã.

O olhar dos cristãos, no tempo do Advento, se fixa na esperança segura do cumprimento final, a vinda gloriosa do Senhor: “Maranatha: vem, Senhor Jesus”. Toda a Igreja anseia por isso e todo o nosso peregrinar nesta terra visa este encontro glorioso com o Senhor. É um a expectativa vigilante acompanhada do convite à alegria, porque aquilo que esperamos certamente acontecerá. Deus é fiel!

No Advento, a Igreja reconhece que o Deus de Jesus Cristo é o Deus da esperança. Este tempo nos educa para a esperança, libertando-nos das impaciências e do frenesi do futuro programado pelo homem. A Igreja vive na esperança a sua existência como graça de Cristo e por isso torna-se sinal concreto de libertação integral do homem, que é ao mesmo tempo, dom e tarefa.

O tempo do Advento suscita a luta contra o torpor e a negligência, requer prontidão, por isso conversão. O comportamento vigilante do Senhor que vem, suscita mudança de vida frente aos prazeres e bens terrenos, exige sobriedade e renúncia aos excessos e a tudo aquilo que desvia o cristão da vinda do Senhor.

Por fim, a espiritualidade do Advento se caracteriza pela espiritualidade do pobre que confia em Deus e se apóia n’Ele. Espiritualidade daqueles que vivem a pobreza do coração, exigindo uma pobreza efetiva e a renúncia em colocar a confiança nos bens terrenos.

Foto Vera Lúcia Reis
Verinha é missionária celibatária da Comunidade Canção Nova. Trabalha na formação dos membros da comunidade.

Consagração

Filed under: Novas Comunidades — vidanova at 12:55 pm on segunda-feira, novembro 26, 2007

Na Comunidade entendemos que consagrado é aquele que assume as suas origens no plano divino:

“Antes de formar-te no seio de sua mãe, eu já te conhecia, antes de saíres do ventre eu já te consagrei e te fiz profeta para as nações.” (Jer. 1,5)

Para se consagrar à comunidade, o vocacionado deve viver sua consagração apoiada em dois pontos:

1. ASSUMIR-SE DE DEUS E ASSUMIR A COMUNIDADE.

2. ADERIR, SEM RESTRIÇÕES AO PLANO DE DEUS PARA A COMUNIDADE EM COMUNHÃO COM O CARISMA FUNDACIONAL.

Consagrar-se é ser inerente a Cristo e como nos lembra São Paulo, separado para a missão do Evangelho (Rm.1,1ss).

Ser consagrado a Deus na comunidade é fazer parte da natureza “Cristo-misericordioso”, ser misericordioso e ali se construir como homem novo, robustecido pelo Espírito.

Consagrar-se é experimentar o divino de Cristo para viver profundamente o humano do Senhor. A experiência do divino de Cristo, na Comunidade, dá-se pela experiência do batismo no Espírito Santo.

A vivência da virgindade, da pobreza e da obediência de Jesus constituem as três dimensões mais profundas de uma santa humanidade.A consagração vivida nas comunidades se consuma nos votos de pobreza, castidade e obediência.

A consagração pelos conselhos evangélicos funciona como uma perfuratriz no solo de nosso coração e que, aos poucos, vai cavoucando tanto que encontra a boa e limpa água do Amor em nós.

O coração do Cristo-misericordioso foi furado, transpassado e derramado para que dele jorrasse a chance da humanidade ser fiel e misericordioso como Ele foi.

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