Fundador e Co-Fundador

Filed under: Novas Comunidades — vidanova at 12:34 pm on segunda-feira, novembro 26, 2007

FUNDADOR 

É o receptor do carisma, da vontade de Deus para a comunidade e para a Igreja em seu tempo. Por isso podemos caracterizá-lo como um “profeta da história”. Através de seu “sim”, muitas mudanças ocorrem na vida e na história de outras pessoas e na própria Igreja.

Ele é um “leitor dos sinais dos tempos” e interpreta “a seu modo” (de acordo com o carisma que lhe foi dado) um texto específico da Palavra de Deus e transmite com a força de seu carisma. Fundadores são homens que anunciam, com suas vidas, uma vontade de Deus e, trazem em si a força e o fôlego do Espírito para tal missão.

O chamado de Deus lhe é superior. Ele não o compreende mas não resiste pois, fundadores são pessoas que “gostam de ficar com Deus e fazer Sua vontade”. O fundador é uma pessoa experimentada por Deus e é esta visitação pessoal que o domina e o arrasta irresistivelmente a cumprir seu múnus.

Ao fundador compete a tarefa de transmitir, comunicar a graça recebida de Deus. O que faz com facilidade e sedução.

CO-FUNDADORES

São homens de características um pouco distintas dos demais. Duas se sobressaem:

1. CORAÇÃO ORACIONAL, isto é, intenção de se tornar uma pessoa orante mesmo que isso ainda lhe seja imperfeito ou incapaz.

2. DOCIL ACEITAÇÃO NA RECEPÇÃO DO CARISMA FUNDACIONAL POR PARTE DO FUNDADOR.

“O fundador é para a obra. O co-fundador é para a obra e para o fundador”. Ele ou eles foram moldados desde o incio para serem fiéis ao carisma fundante e ao fundador.

Ao ser atingido pelo carisma fundacional através do fundador, o co-fundador sente que deve se render incondicionalmente e se doar com docilidade.

Um co-fundador não pode ter reservas nem resistências. Se as tiver, O Senhor consegue, através do dom da co-fundação, curar-lhe as feridas e quebrar-lhe as resistências. É dado ao co-fundador o dom da lealdade ao fundador e a fidelidade à obra, pois ele sabe que também é “através de suas mãos e força” que o carisma será amplamente transmitido.

O co-fundador não foi visitado por Deus com o carisma fundacional como ocorre ao fundador. Mas, ele é o primeiro a receber e vivenciá-lo, mesmo que ainda seja algo novo e “estranho” ao seu quotidiano.

Se o fundador é um homem de profecia que mexe na história, os co-fundadores são os primeiros a agarrar a profecia e a mexer o carisma em si e nos outros, na comunidade e no mundo.

Carisma

Filed under: Novas Comunidades — vidanova at 12:28 pm on segunda-feira, novembro 26, 2007

Um carisma é uma graça oferecida por Deus aos homens. São Paulo nos recorda a todo o momento que há diversidade de graças (cf, por exemplo, I Coríntios 12,4) em um só Senhor.

Também uma comunidade deve trazer em si um carisma original. E cada comunidade tem o seu. Também aqui há diversidade de carismas.Chamamos essa graça de “carisma de fundação”. Um carisma de fundação é “um novo” para a Igreja daquele tempo em que o carisma começou a se desenvolver na vida do fundador, dos co-fundadores e da comunidade toda.

É uma novidade para a Igreja. É inédito. Nunca acontecera tal fato antes deste carisma aparecer.

Chiara Lubick, fundadora do movimento FOCOLARE, definiu assim: “um carisma só aparece na Igreja porque o Corpo místico de Cristo estava doente naquela área”. Esta frase nos abre um horizonte interessante e necessário para a compreensão de um carisma. Assim, além de inédito, um verdadeiro carisma é para toda a Igreja, para servi-la e “enfeitá-la”. Como medalhas cunhadas para ornamentação, assim são os carismas embelezando a Igreja. E mais: são necessários para que determinada parte da Igreja, sofrendo de algum mal, soerga-se novamente em santidade.

É o carisma quem dá identidade à comunidade e aos seus membros. É como a impressão digital, porém transmissível como um código genético. O carisma de fundação só o fundador recebe numa experiência pessoal e única (a impressão digital). Contudo, o fundador consegue transmitir esse carisma liberando assim a mesma graça aos que vierem depois (código genético).

Mesmo que a estrutura da comunidade ou do instituto lembre outras comunidade e institutos, é o carisma de fundação que dá originalidade àquele grupo de pessoas definindo assim sua maneira de evangelizar.

Um exemplo de carisma original é o de Francisco de Assis.
- Carisma: pobreza.
- Mística e originalidade do carisma: o anúncio e a vivência da pobreza total; o encontro com Deus através de um Cristo-pobre.

É fácil entender. Antes de Francisco, a pobreza do franciscanismo não existia. Portanto é original. Ele trouxe para a Igreja de seu tempo uma novidade. Francisco trouxe para o mundo um cristo que se encontra no pobre.

Fonte: www.comunidadebeatitudes.com

Sexo no casamento

Filed under: Artigos — vidanova at 9:38 am on segunda-feira, novembro 26, 2007

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A relação sexual, embora seja marcada pelo prazer, não é só prazer

Algum tempo atrás, seguindo uma moção do Espírito Santo, em um momento de oração, senti que seria bom – para a Evangelização pela Internet – abrir um canal de “diálogo” com os internautas. Sendo assim, escrevi um artigo: “Pergunte para o Padre”. Confesso que fiquei impressionado com o número de comentários e perguntas. Cerca de 100 perguntas em menos de um dia. Acredito que é a confirmação de uma inspiração. Bendito e louvado seja Deus!

Dentre as perguntas que chegaram, muitas são a respeito da vida afetiva sexual. E sobretudo de pessoas casadas, que pedem uma orientação a respeito do que pode e do que não pode na vida sexual dentro do casamento. Não sei precisar exatamente quantas mensagens chegaram com essa preocupação. Mas, posso dizer que foram mais de vinte. Penso que muitas pessoas e muitos casais têm dúvida nesta matéria.

Tentarei ser breve, objetivo e claro. O sexo é uma bênção de Deus. Mas, ele precisa estar no seu devido lugar, ou seja, dentro de uma ordem e de um projeto. Podemos afirmar com toda ênfase que o sexo é uma bênção de Deus na vida e na relação matrimonial, pois, no matrimônio, ele tem a força de unir os cônjuges e de gerar vida. Deus conta com os casais para o aumento da família d’Ele mesmo. Os filhos são uma bênção! E são como que presentes de Deus para os casais. Eles vêm de Deus por meio do sexo santo e respeito dentro do casamento.

Às vezes, somos tentados a ter o seguinte pensamento: “Já que estou casado posso fazer de tudo com a minha esposa, com o meu marido”. Ou ainda: “Dentro de quatro paredes, tudo é permitido ao casal”. Contudo, à luz da fé, da Palavra de Deus e da Doutrina Católica, precisamos corrigir esse pensamento. Pois, o sexo não é simplesmente uma opção de lazer; não é para que o casal se “divirta” às custas da relação sexual. O sexo é tão sagrado como o próprio casamento! A relação sexual, embora seja marcada pelo prazer, não é só prazer. É também, e sobretudo, encontro, doação e meio de santificação.

Por conta de uma vasta fábrica da pornografia, trazida através de vários meios, hoje mais do que nunca precisamos estar vigilantes, para não sermos enganados pelas astutas ciladas do inimigo de Deus. Tenta-se difundir a idéia do “tudo é permitido em busca do prazer e da realização”. Há uma verdadeira pressão para levar as pessoas a pensarem que é normal tudo o que dá prazer; alguns exemplos: sexo anal, sexo oral, troca de casais e tantas outras coisas. Quem se entrega a esta “força do mal” se ilude e tem uma pseuda felicidade, uma falsa realização. Pois, isso tudo só pode levar as pessoas e os casais ao vazio, à frustração e ao desencanto com a vida afetiva.

Por isso, estejamos todos atentos e vigilantes na oração para que a nossa opção de vida não seja causa de pecado, mas, meio de santificação. Encerro com as palavras de São Paulo: “Esta é a vontade de Deus: vivei na santidade, afastai-vos da impureza; cada um saiba tratar o seu parceiro conjugal com santidade e respeito, sem se deixar levar pelas paixões, como fazem os pagãos que não conhecem a Deus. Deus não nos chamou à impureza, mas à santidade” (1Tes 4,3-5.7).

Viver o sexo no matrimônio – de modo puro e santo – pode ser difícil e até parecer impossível; mas, não o é. Com a graça de Deus e com o esforço pessoal é possível se aproximar da santidade no dia-a-dia da nossa vida.

Que Deus nos ajude a buscar a santidade para que o mundo creia!

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Padre Silvio Andrei
Sacerdote Palotino há quase 10 anos. Atualmente é Pároco da Paróquia Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos, que pertence à Região Episcopal Sé da Arquidiocese de São Paulo. É membro da Comissão Arquidiocesana de Comunicação de São Paulo e Assessor de Comunicação da Região Episcopal Sé. Faz um trabalho de evangelização através do Programa de rádio “Diálogo com Deus”, transmitido diariamente de 17h às 18h pela Rádio América.

“Toda a Igreja esta a serviço do senhorio de Cristo”

Filed under: Santa Sé — vidanova at 9:23 am on segunda-feira, novembro 26, 2007

Neste domingo, onde a Igreja celebrou a solenidade de Cristo, Rei do Universo, o Papa Bento XVI destacou que, “na figura de Cristo, o único Senhor, diante do qual somos todos irmãos. Toda hierarquia da Igreja, todos os carismas e ministérios, tudo e todos estamos a serviço de seu senhorio”, apontou o Santo Padre na homilia, antes da entrega do anel cardinalício aos 23 novos cardeais.

Partindo do Evangelho, Bento XVI sublinhou que é a Cruz “o acontecimento central, no qual Cristo manifesta a sua realeza singular”.

“Em Jesus crucificado tem lugar a máxima revelação possível de Deus neste mundo, porque Deus é amor, e a morte de Jesus na Cruz é o maior ato de amor de toda a história. Pois bem, no anel cardinalício, que daqui a pouco entregarei aos novos membros do sacro Colégio, está representada precisamente a crucifixão. Isto, caros Irmãos neo-Cardeais, será sempre para vós um convite a recordar de que Rei sois servidores, qual o trono sobre o qual ele foi elevado, e como foi fiel até ao fim, para vencer o pecado e a morte com a força da misericórdia divina. A mãe Igreja, esposa de Cristo, dá-vos esta insígnia como memória do seu Esposo, que a amou e se entregou a si mesmo por ela. Assim, usando o anel cardinalício, sois constantemente chamados a dar a vida pela Igreja”.

Comentando depois o hino cristológico da Carta aos Colossenses, o Papa observou que “este texto do Apóstolo exprime uma tão vigorosa síntese de verdade e de fé que não podemos deixar de ficar profundamente admirados”:

“A Igreja é depositária do mistério de Cristo: o é com toda a humildade e sem sombra de orgulho e arrogância, porque se trata do maior dos dons que recebeu sem qualquer mérito, como horizonte de significado de salvação. Não é uma filosofia, não é uma gnose, embora compreenda também a sapiência e o conhecimento. É o mistério de Cristo; é o próprio Cristo, Logos encarnado, morto e ressuscitado, constituído Rei do universo”.

“Como não experimentar um ímpeto de entusiasmo pleno de gratidão por termos sido admitidos a contemplar o esplendor desta revelação? Como não sentir ao mesmo tempo a alegria e a responsabilidade de servir este Rei, de testemunhar com a vida e com a palavra seu senhorio?”

“É este, de modo particular, venerados confrades cardeais, a vossa tarefa: anunciar ao mundo a verdade de Cristo, esperança para todos os homens e para toda a família humana. Na esteira do Concílio Ecumênico Vaticano II, os meus venerados Predecessores, os Servos de Deus Paulo VI, João Paulo I e João Paulo II, foram autênticos arautos da realeza de Cristo no mundo contemporâneo. É para mim motivo de consolação poder contar sempre convosco, tanto colegialmente como pessoalmente, para levar também esta tarefa fundamental do ministério petrino”.

Ao concluir, o Santo Padre quis confiar à oração dos novos cardeais “um aspecto intimamente unido a esta missão”: “a paz entre todos os discípulos de Cristo, como sinal da paz que Jesus veio instaurar no mundo”. Aprouve a Deus “re-pacificar” o universo mediante a cruz de Cristo. “A Igreja é aquela porção de humanidade em que se manifesta já a realeza de Cristo, que tem como manifestação privilegiada a paz. É a nova Jerusalém…” (na qual) “reconhecemos a figura da Igreja, sacramento de Cristo e do seu Reino”.

O medo dos compromissos

Filed under: Artigos — vidanova at 8:42 am on sexta-feira, novembro 23, 2007

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Muitos se sentem sufocados em ter que ser fiéis

Para se comprometer com as pessoas é preciso ter algum grau de maturidade humana. Hoje, percebemos um fenômeno no meio de nossos jovens que é o retardamento da adolescência. Ou seja, a maturidade que deveria existir aos 18 anos demora mais para chegar. A prova é a indecisão da maioria ao ter que escolher o curso superior na hora do vestibular. Não são poucos os que mudam de curso depois de dois anos. Outros concluem o curso (quase forçados pelos pais), mas nunca exercem a profissão. Por quê? Estão indecisos e têm medo de se comprometer. Pior é a situação no casamento. Para alguns de nossos jovens esse assunto é uma verdadeira tortura. Aquela jovem chega aos trinta anos de idade e ainda não está muito segura se quer ou não casar. Outros preferem a fórmula popular do “ficar”. A paquera seria até normal, dentro de alguns limites, aos 14 anos. Mas convenhamos que um “jovem” de 35 anos, que passa os finais de semana nas “baladas” ficando… alguma coisa não está certa. No fundo é o medo do compromisso. Alguns são até sinceros e dizem logo no início do namoro: “Já vou avisando: não estou preparado para um namoro sério!”

O mesmo se dá na vida dos seminaristas. Estamos assustados com o número de padres que deixam o ministério logo nos primeiros anos. É o receio de ficar preso… de se comprometer. Outros pulam de galho em galho. Ou seja, tornam-se padres, depois fazem um curso de psicologia e abrem consultório e, mais tarde, mudam para a vida política; tornam-se advogados; e o povo perdeu mais um sacerdote. No fundo desse problema também está o medo de se comprometer, cuja raiz é a imaturidade afetiva.

Os políticos do país deveriam ser mestres do compromisso com o povo. Mas é isso que acontece? Os recentes escândalos no País mostram que o povo não é a maior preocupação de alguns deles. Um desses políticos, com fama de popular e operário, teve coragem de gastar R$ 15.000,00 (quinze mil reais) em uma garrafa de vinho num jantar de negócios. Nossa cozinheira do convento fez as contas rapidinho e concluiu que levaria mais de ano para comprar uma dessas garrafas com seu salário (que não é baixo). Conclusão: falta compromisso!

Vemos padres, cantores, artistas, advogados e todo tipo de profissionais desmarcando compromissos de sua agenda. Muitos se sentem sufocados em ter que ser fiéis a alguns horários. Expediente? Nem pensar! Da mesma forma, isso é medo dos compromissos.

Precisamos mudar esta situação. Nosso Deus é um Deus que faz Aliança com seu povo, ou seja, é comprometido conosco. Mas precisamos embarcar nessa Aliança e nos comprometer também com Deus e com os irmãos. É bonito ver uma pessoa que se compromete. Quem encontrou um amigo assim… encontrou um tesouro.

Foto Padre Joãozinho, SCJ
Padre do Sagrado Coração de Jesus (dehoniano), doutor em teologia, diretor da Faculdade Dehoniana em Taubaté (SP) e autor de vários livros e canções.

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