O que a Igreja espera dos leigos para 2008

Filed under: Artigos — vidanova at 12:59 pm on segunda-feira, dezembro 31, 2007

Homens e mulheres, sejam mais ousados no anúncio do Evangelho

A Igreja sempre contou com a participação dos leigos(as) em sua caminhada pastoral. Sem dúvida, esta presença faz história. O espírito laical se mostrou mais ativo e reconhecido no meio eclesial, pós-Vaticano II. Esta conquista pode ser observada desde as pequenas comunidades, onde hoje, leigos(as) estão cada vez mais engajados, demonstrando um verdadeiro gosto pelas coisas de Deus e buscando, inclusive, formação e aperfeiçoamento nos estudos bíblicos e teológicos.

Esta conquista, que aos poucos vai se solidificando, é bastante favorável para os nossos dias. Mais do que parecer uma afronta ou competição com o próprio clero, como alguns ainda podem pensar, a unidade entre clero e leigos no serviço pastoral, como nos orienta a Lumem Gentium, proporciona benefícios para toda a Igreja. Principalmente agora, inspirados pelo documento de Aparecida (V Conferência Geral dos Bispos da América Latina e do Caribe, em maio último) em que somos chamados a ser missionários e missionárias de Jesus.

Olhando a realidade com os olhos de Deus Pai, impulsionada pela oferta redentora de Cristo Salvador e aberta à ação do Espírito Santo, a Igreja de Cristo retomou as páginas da história que ela escreve neste continente. Páginas escritas com grande sabedoria e santidade, experimentando luzes e sombras, sofrendo tempos difíceis, com torturas e perseguições, também com as debilidades e compromissos mundanos e incoerências dos seus filhos e filhas. Claro é o reconhecimento de que a maior riqueza é a fé dos seus povos no Deus amor e a tradição católica na vida e na cultura.

Aparecida, então, é sempre mais uma convocação: “A Igreja é chamada a repensar profundamente e a relançar com fidelidade e audácia sua missão nas novas circunstâncias latino-americanas e mundiais. Trata-se de confirmar, renovar e revitalizar a novidade do Evangelho arraigada em nossa história, a partir de um encontro pessoal e comunitário com o Jesus Cristo, que desperte discípulos missionários. Isto não depende tanto de grandes programas e estruturas, mas de homens e mulheres novos” (DA 11).

Nós, Igreja da América Latina somos convidados a vivenciar em gestos e palavras, testemunhando como autênticos missionários, o sentido primeiro da nossa própria fé. É neste momento que o papel dos leigos(as) torna-se especial para o rosto da Igreja. É preciso que os fiéis leigos, homens e mulheres, sejam mais ousados e criativos em sua ação de anunciar o Evangelho e viver o sublime Amor de Deus em seu cotidiano.

O protagonismo dos leigos(as), deve ser assumido com entusiasmo e garra, pois não resta dúvida que será preciso “arregaçar as mangas” e encarar, com fé e coragem, os desafios que a modernidade nos apresenta. Porém, o devido apoio em suas iniciativas será um importante instrumento para a ação evangelizadora em nosso continente. É isso que esperamos para nossa eclesiologia: uma Igreja com rosto missionário, que aponte para homens e mulheres cada vez mais conscientes de seu papel; criativos e entusiasmados em sua vida como cristãos(as).

Dom Walmor Oliveira de Azevedo

Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte

Não olhe para trás

Filed under: Artigos — vidanova at 11:59 am on sexta-feira, dezembro 28, 2007

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“Deus, por que ainda não consigo ser feliz, ser esse homem livre que eu quero ser?”

É impressionante que Deus só pôde realizar seu plano na vida das pessoas que tiveram a coragem de acreditar no novo d’Ele. Abraão, no capítulo doze de Gêneses, é um velhinho que esperava a morte em Ur da Caldéia, um homem que já estava com noventa anos de idade. Sabemos que os velhos gostam do lugar deles. Aliás, nós vamos descobrindo que estamos ficando velhos quando começamos a nos acostumar: sentamos no mesmo lugar da sala, temos um lugar fixo à mesa, não conseguimos dormir fora do colchão, para viajar tem que levar o travesseiro, vamos nos acomodando, enfim, isso é ser velho. Além de ser velho, ainda fica pensando: “no meu tempo é que era bom”.

Abraão era velhinho, e Deus lhe disse: “Sai da tua terra e vai para onde eu te mostrarei”. Ele acreditou e saiu. Quando Deus viu que ele acreditou, disse: “Você vai ser pai”. Sara começou a rir e disse: “Eu já estou com noventa anos, quarenta e seis na menopausa”.

(…) O que o “encardido” mais sabe e gosta de ver é o ser humano ficar preso ao passado. Por isso, as pessoas que se deixam conduzir por ele vivem olhando para trás, sempre com saudade do que já foi, e – o pior – não conseguem esquecer o passado. Elas têm uma memória impressionante, e aquele dom de ficar remoendo o passado. Gostam de tratar o passado com carinho, e chegam a ensaiar discurso para falar a uma pessoa que as magoou. A esposa questiona quando o marido chega atrasado em casa. Ela pergunta o porquê do atraso, mas não o escuta, pois já fica pensando no que dizer em seguida, e marca tudo no calendário.

(…) São Jerônimo, o homem que traduziu a Bíblia, viveu vinte e sete anos na gruta de Santa Catarina, embaixo da gruta de Belém onde Jesus nasceu. Jerônimo era um homem rico, bonito, deixou tudo por Deus. Era muito inteligente, de uma cultura fabulosa. Todos os dias, ele rezava, porque queria ser feliz, mas não conseguia, não tinha paz interior. Perguntou, então, para Deus: “Deus, por que ainda não consigo ser feliz, ser esse homem livre que eu quero ser?” Deus disse: “Jerônimo, você precisa me entregar a coisa que você mais ama”. Jerônimo ficava pensando: “Minhas roupas eu não amo mais, eu uso este hábito simples, minha inteligência eu também não amo mais, tanto que eu não leio mais nenhum livro, só livros que me ajudem em minha missão de evangelizar. Eu já entreguei meu corpo, procuro viver no jejum, consagrei-me inteiro na sexualidade, na castidade. O que eu preciso entregar para Deus?” Vinte e sete anos depois ele descobriu, quando o Espírito Santo falou ao coração dele: “Jerônimo, entrega-me os teus pecados”.

Você já observou como é absurdo o que o “encardido” faz conosco? Ele é tão terrível que nos faz amar o pecado como a coisa mais importante do mundo. Tanto que você protege mais o pecado do que a sua vida. Há pessoas que guardam seus pecados por anos, elas têm um cofre no coração e arrumam serviço de segurança e monitores para ficarem os vigiando, fazendo de tudo para que eles não fujam. Pessoas com quarenta, sessenta anos de idade e que ainda estão guardando algum pecado da infância, os quais, muitas vezes, nem pecado era, mas acabou se tornando um, pois se tornou um vício.

Amamos nossos pecados, amamos o vício. Como os dois compadres que combinaram uma pescaria. Decidiram não beber, por causa da reclamação de suas esposas. Quando se encontraram de manhã, um estava com dois pacotes. O outro falou:

- O que você traz aí?

- Cachaça.

- Mas combinamos que não beberíamos.

- Mas não é para beber mesmo. Se aparecer uma cobra e nos morder, já temos a cachaça para desinfetar.

- E o outro pacote?

- Estou levando a cobra, vai que não aparece nenhuma…

Fazemos assim com o pecado: “Quero parar de fumar, mas compro o cigarro”. Tentar diminuir é pior, porque sabemos qual mato é ruim: quanto mais você o corta, mais forte ele vem. Será que não amamos demais o pecado? Não olhe para trás. Quer salvar sua vida? Não olhe para trás.

(…) Não adianta só dizer adeus Ano Velho e feliz Ano Novo e levantar com a cara amarrotada, azeda, estátua de sal, desanimada e reclamando. Levanta e a primeira coisa que faz é abrir a página do diário e ficar relembrando tudo de ruim que aconteceu. Nós atualizamos todos os dias nosso coração com o passado e o pecado. Não olhe para trás.

Para que tenhamos certeza absoluta de que é possível viver o novo de Deus, Jesus se fez gente em nosso meio. Que maravilha a leitura tirada do profeta Isaías: “Aqueles que andavam nas trevas viram uma grande luz; sobre aqueles que habitavam uma região tenebrosa resplandeceu a luz” (Isaías 9,1). Todos nós já andamos nas trevas, pelo pecado que cometemos, ou um erro. Porém, aqueles que habitam as trevas são os que vivem no escuro do pecado. Perceba que o lugar do pecado é escuro: aquela rua escura onde se vende droga, onde as pessoas se prostituem.

Jesus veio inaugurar uma era nova, não essa era de que o povo tanto fala. A única era que começa é Jesus: aquele que era e que sempre será. Em João, capítulo um, versículo quatorze: “O Verbo de Deus se fez carne e habitou entre nós”.

.: Trecho do livro: Buscai as coisas do alto, de Padre Léo

Padre Léo
Comunidade Bethânia

Acontecimentos que marcaram a vida de Bento XVI em 2007

Filed under: Santa Sé — vidanova at 6:56 am on sexta-feira, dezembro 28, 2007

Rádio Vaticano

O ano de 2007, para Bento XVI, foi marcado pela esperança evangélica: nos últimos doze meses, o Papa ofereceu aos fiéis, sua segunda encíclica “Spe salvi” e o livro sobre Jesus de Nazaré. Foi o ano das viagens apostólicas ao Brasil e à Áustria, da carta aos católicos chineses, da exortação “Sacramentum Caritatis“, e de um renovado diálogo ecumênico e com o mundo muçulmano. Vamos recordar alguns momentos fortes deste 2007, na vida do “Papa da esperança”.

Spe salvi (Salvos pela esperança): a encíclica sobre a esperança foi publicada quase no final de 2007, mas Bento XVI consagrou todo o ano que está para findar, à esperança. Todo gesto de seu magistério é um convite a esperar no Senhor, no seu amor.

Primeiro semestre

No dia 8 de janeiro, encontrou o corpo diplomático acreditado junto à Santa Sé, para os tradicionais votos de início de ano. O Papa pediu, antes de tudo, que o mundo não esquecesse a África. Ressaltou as dificuldades, por vezes dramáticas, com que se depara a humanidade: dos conflitos à fome.

O Santo Padre convidou a comunidade internacional a “promover e consolidar tudo o que existe de positivo no mundo e a superar, com boa vontade, sabedoria e tenacidade, tudo o que fere, degrada e mata o homem”.

Bento XVI testemunhou a esperança de Cristo aos últimos: foi tocante sua visita ao presídio romano para menores “Casal del Marmo”, no dia 18 de março. Nesse mesmo dia, por ocasião da oração mariana do Ângelus, falou de sua exortação pós-sinodal Sacramentum Caritatis, publicada no dia 22 de fevereiro, e explicou a ligação entre a Eucaristia e o amor cristão, tema de sua primeira encíclica.

“Eis o motivo porque escolhi como título Sacramentum caritatis, retomando uma bela definição da Eucaristia, de Santo Tomás de Aquino: “Sacramento da caridade”. Sim, na Eucaristia, Cristo quis dar-nos o seu amor, que o levou a oferecer a vida, na cruz, por nós.”

O dia 13 de abril foi a data da apresentação do livro do teólogo Joseph Ratzinger: “Jesus de Nazaré”. Trata-se, como ressalta o autor na introdução, do fruto de “um longo caminho interior”. A obra torna-se, em poucos dias, um best-seller em todo o mundo. Apesar da proximidade do dia do seu aniversário, foi ele quem nos deu um presente. No dia 16 de abril, de fato, Bento XVI festejou seus 80 anos de vida. Na véspera, na missa na Praça São Pedro, ele agradeceu aos fiéis que, com amor filial, o acompanham no seu ministério.

“Repetidamente, vejo com grata alegria, o quanto é grande o número daqueles que me amparam com sua oração; que, com a sua fé e com o seu amor, me ajudam a exercer meu ministério; que são indulgentes com a minha fraqueza, reconhecendo também na sombra de Pedro, a luz benéfica de Jesus Cristo.”

Na semana sucessiva, no dia 21 de abril, ele se encontrava em Vigevano e Pavia, para uma visita pastoral, nas pegadas de Santo Agostinho, um modelo sempre atual para o povo de Deus. Um santo que nos exorta a esperar no amor de Jesus. “Na escola de Santo Agostinho, repito esta verdade para vós, como bispo de Roma, enquanto com alegria sempre nova, a acolho convosco, como cristão. Servir a Cristo é, antes de tudo, questão de amor.”

O mês de maio foi caracterizado pela sexta viagem apostólica internacional de Bento XVI que, pela primeira vez, partiu para a América Latina: o Continente da Esperança. O papa visitou o Brasil de 9 a 14 de maio de 2007, por ocasião da V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, em Aparecida, SP, de 13 a 31 de maio.

A visita do pontífice imprimiu novo impulso missionário à Igreja no continente. Em terras brasileiras, o papa viveu um dos momentos mais intensos, na Fazenda da Esperança, uma comunidade onde jovens toxicômanos renascem para a vida, graças à força da esperança evangélica.

“Ali, na Fazenda da Esperança, os confins do mundo são verdadeiramente superados; abre-se o olhar para Deus, para a amplidão da nossa vida e assim acontece uma cura.”

No dia 17 de junho, ele foi a Assis, por ocasião do VIII Centenário da Conversão de São Francisco. O período do verão no hemisfério norte caracteriza-se pela publicação de documentos pontifícios de grande relevância: em 22 de junho, o Motu Proprio com o qual se estabelece que será sempre necessária uma maioria de dois terços para eleger o Sucessor de Pedro. No dia 30 do mesmo mês, um evento de alcance histórico: a publicação da carta do papa aos católicos chineses. Falando à Cúria Romana, em 21 de dezembro, Bento XVI manifestou a esperança de que essa carta abra uma nova fase nas relações entre Roma e Pequim.

“A carta foi acolhida com alegria e gratidão pelos católicos na China. Faço votos de que, com a ajuda de Deus, ela possa produzir os frutos esperados.”

Segundo semestreO mês de julho começou com a publicação do Motu Proprio Summorum Pontificum, sobre o uso da “Liturgia romana anterior à reforma de 1970″. Na carta enviada a todos os bispos do mundo, o papa ressalta que a razão positiva do documento é a reconciliação, referindo-se às divisões que, no passado, dilaceraram o Corpo de Cristo.

No dia 20 de julho foi publicada a mensagem para o XXIII Dia Mundial da Juventude, de Sydney, sobre o tema “Ides receber uma força, a do Espírito Santo, que descerá sobre vós e sereis minhas testemunhas”. Bento XVI lançou ainda uma mensagem forte à juventude, em Loreto, no dia 2 de setembro, por ocasião da Ágora dos jovens italianos.

“Caminhem contracorrente: não escutem as vozes interessadas e persuasivas que hoje, de muitas partes, divulgam modelos de vida marcados pela arrogância e pela violência, pela prepotência e pelo sucesso a todo o custo, pelo aparecer e pelo ter, em detrimento do ser.”

De 7 a 9 de setembro, Bento XVI esteve na Áustria, para a sua sétima viagem apostólica internacional. Uma visita que teve seu ponto alto na peregrinação ao santuário mariano de Mariazell. “Guiados e encorajados por Maria _ foi a exortação do pontífice _ queremos apurar o nosso olhar cristão.” No signo da esperança, embora não ignorando as dificuldades, foram os pronunciamentos do papa sobre os temas-chave do ecumenismo e das relações com o mundo muçulmano.

A carta à Assembléia Ecumênica de Sibiu e a resposta aos 138 sábios muçulmanos reiteram a preocupação do Santo Padre em promover um diálogo fundamentado na verdade e na caridade. No dia 21 de outubro, em Nápoles, no encontro inter-religioso promovido pela comunidade romana de Santo Egídio, Bento XVI reiterou que as religiões “devem oferecer recursos preciosos para construir uma humanidade pacífica”.

“Diante de um mundo dilacerado por conflitos onde, por vezes, se justifica a violência em nome de Deus, é importante reiterar que jamais as religiões podem tornar-se veículos de ódio; jamais, invocando o nome de Deus, se pode chegar a justificar o mal e a violência.”

No dia 24 de novembro, se realizou o segundo consistório de Bento XVI, para a criação de 23 novos cardeais, entre eles 18 eleitores. A proveniência geográfica dos novos cardeais (um deles foi o arcebispo de São Paulo, Odilo Pedro Sherer) é expressão da universalidade da Igreja.

Em 2007, além da criação dos novos cardeais, foram muitas as nomeações significativas na Cúria Romana e nas arquidioceses e dioceses. Destacamos a do Prof. Gian Maria Vian, para a direção do “L’Osservatore Romano”, e do biblista Dom Gianfranco Ravasi, para chefiar o Pontifício Conselho para a Cultura.

As últimas semanas do ano são iluminadas pela publicação da Spe salvi _ um presente do papa aos cristãos e a todos os homens de boa vontade, por ocasião do Natal. A segunda encíclica de Bento XVI, publicada no dia 30 de novembro, é também coroada de êxito editorial, como o fora a Deus caritas est. Na oração mariana do Angelus de 2 de dezembro _ primeiro domingo do Advento _ o pontífice explicava a unicidade da esperança cristã.

“O homem é redimido pelo amor, que torna boa e bela e vida pessoal e social. Por isso, a grande esperança, aquela esperança plena e definitiva, é garantida por Deus, que em Jesus nos visitou e nos deu a vida, e n’Ele voltará no fim dos tempos. É em Cristo que esperamos, é Ele que esperamos!”

Uma esperança salvífica, que todos têm o direito de conhecer. É este o significado profundo da “Nota doutrinal sobre alguns aspectos da evangelização”, publicada no dia 14 do corrente. O documento _ advertiu o papa _ lembra a todo fiel, que nada nos pode eximir do compromisso fascinante de anunciar a Boa Nova.

O papa se dirige ao coração do homem que espera pela paz, em sua mensagem para o 41º Dia Mundial da Paz, publicada no dia 11 deste mês. Bento XVI lembra a centralidade da família _ verdadeira “agência de paz”. Todo homem e toda mulher _ é o convite do Santo Padre no texto _ se torne consciente da “pertença comum à única família humana” e se comprometa na “instauração de uma paz verdadeira e duradoura”.

Mensagem do Papa Bento XVI para a celebração do Dia Mundial da Paz – 2008

Filed under: Santa Sé — vidanova at 10:02 am on quarta-feira, dezembro 26, 2007

Por Papa Bento XVI

Fonte: Vaticano

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE
BENTO XVI
PARA A CELEBRAÇÃO DO
DIA MUNDIAL DA PAZ

1o DE JANEIRO DE 2008

FAMÍLIA HUMANA, COMUNIDADE DE PAZ

1. NO INÍCIO DE UM ANO NOVO, desejo fazer chegar meus ardentes votos de paz, acompanhados duma calorosa mensagem de esperança, aos homens e mulheres do mundo inteiro; faço-o, propondo à reflexão comum o tema com que abri esta mensagem e que me está particularmente a peito: Família humana, comunidade de paz. Com efeito, a primeira forma de comunhão entre pessoas é a que o amor suscita entre um homem e uma mulher decididos a unir-se estavelmente para construírem juntos uma nova família. Entretanto, os povos da terra também são chamados a instaurar entre si relações de solidariedade e colaboração, como convém em membros da única família humana: « Os homens – sentenciou o Concílio Vaticano II – constituem todos uma só comunidade; todos têm a mesma origem, pois foi Deus quem fez habitar em toda a terra o inteiro género humano (Act 17, 26); têm também todos um só fim último, Deus ».(

Família, sociedade e paz

2. A família natural, enquanto comunhão íntima de vida e de amor fundada sobre o matrimônio entre um homem e uma mulher, constitui « o lugar primário da ‘‘humanização” da pessoa e da sociedade », o « berço da vida e do amor ». Por isso, a família é justamente designada como a primeira sociedade natural, « uma instituição divina colocada como fundamento da vida das pessoas, como protótipo de todo o ordenamento social ».

3. Com efeito, numa vida familiar « sã » experimentam-se algumas componentes fundamentais da paz: a justiça e o amor entre irmãos e irmãs, a função da autoridade manifestada pelos pais, o serviço carinhoso aos membros mais débeis porque pequenos, doentes ou idosos, a mútua ajuda nas necessidades da vida, a disponibilidade para acolher o outro e, se necessário, perdoar-lhe. Por isso, a família é a primeira e insubstituível educadora para a paz. Não admira, pois, que a violência, quando perpetrada em família, seja sentida como particularmente intolerável. Deste modo, quando se diz que a família é « a primeira célula vital da sociedade », afirma-se algo de essencial. A família é fundamento da sociedade inclusivamente porque permite fazer decisivas experiências de paz. Devido a isso, a comunidade humana não pode prescindir do serviço que a família realiza. Onde poderá o ser humano em formação aprender melhor a apreciar o « sabor » genuíno da paz do que no « ninho » primordial que a natureza lhe prepara? A linguagem familiar usa um léxico de paz; aqui é necessário recorrer sempre para não perder o uso do vocabulário da paz. Na inflação das linguagens, a sociedade não pode perder a referência àquela « gramática » que cada criança aprende dos gestos e olhares da mãe e do pai, antes mesmo das suas palavras.

4. Uma vez que a família tem o dever de educar os seus membros, a mesma é titular de direitos específicos. A própria Declaração Universal dos Direitos Humanos, que constitui uma aquisição de civilização jurídica de valor verdadeiramente universal, afirma que « a família é o núcleo natural e fundamental da sociedade e tem direito a ser protegida pela sociedade e pelo Estado ». Por seu lado, a Santa Sé quis reconhecer uma especial dignidade jurídica à família, publicando a Carta dos Direitos da Família. Lê-se no Preâmbulo: « Os direitos da pessoa, ainda que expressos como direitos do indivíduo, têm uma dimensão social fundamental, que encontra na família a sua expressão originária e vital ». Os direitos enunciados na Carta são expressão e explicitação da lei natural, inscrita no coração do ser humano e que lhe é manifestada pela razão. A negação ou mesmo a restrição dos direitos da família, obscurecendo a verdade sobre o homem, ameaça os próprios alicerces da paz.

5. Deste modo quem, mesmo inconscientemente, combate o instituto familiar, debilita a paz na comunidade inteira, nacional e internacional, porque enfraquece aquela que é efectivamente a principal « agência » de paz. Este é um ponto que merece especial reflexão: tudo o que contribui para debilitar a família fundada sobre o matrimônio de um homem e uma mulher, aquilo que directa ou indirectamente refreia a sua abertura ao acolhimento responsável de uma nova vida, o que dificulta o seu direito de ser a primeira responsável pela educação dos filhos, constitui um impedimento objectivo no caminho da paz. A família tem necessidade da casa, do emprego ou do justo reconhecimento da actividade doméstica dos pais, da escola para os filhos, de assistência sanitária básica para todos. Quando a sociedade e a política não se empenham a ajudar a família nestes campos, privam-se de um recurso essencial ao serviço da paz. De forma particular os meios de comunicação social, pelas potencialidades educativas de que dispõem, têm uma responsabilidade especial de promover o respeito pela família, de ilustrar as suas expectativas e os seus direitos, de pôr em evidência a sua beleza.

A humanidade é uma grande família

6. A própria comunidade social, para viver em paz, é chamada a inspirar-se nos valores por que se rege a comunidade familiar. Isto vale tanto para as comunidades locais como nacionais; mais, vale para a própria comunidade dos povos, para a família humana que vive nesta casa comum que é a terra. Numa tal perspectiva, porém, não se pode esquecer que a família nasce do « sim » responsável e definitivo de um homem e de uma mulher e vive do « sim » consciente dos filhos que pouco a pouco entram a fazer parte dela. Para prosperar, a comunidade familiar tem necessidade do consenso generoso de todos os seus membros. É preciso que esta consciência se torne convicção partilhada também por quantos são chamados a formar a família humana comum. É necessário saber dizer o « sim » pessoal a esta vocação que Deus inscreveu na nossa própria natureza. Não vivemos uns ao lado dos outros por acaso; estamos percorrendo todos um mesmo caminho como homens e por isso como irmãos e irmãs. Desta forma, é essencial que cada um se empenhe por viver a própria vida em atitude de responsabilidade diante de Deus, reconhecendo n’Ele a fonte originária da existência própria e alheia. É subindo até este Princípio supremo que se pode perceber o valor incondicional de todo o ser humano, colocando as premissas para a edificação duma humanidade pacificada. Sem este Fundamento transcendente, a sociedade é apenas uma agregação de vizinhos, e não uma comunidade de irmãs e irmãos chamados a formar uma grande família.

Família, comunidade humana e ambiente

7. A família precisa duma casa, dum ambiente à sua medida onde tecer as próprias relações. No caso da família humana, esta casa é a terra, o ambiente que Deus criador nos deu para que o habitássemos com criatividade e responsabilidade. Devemos cuidar do ambiente: este foi confiado ao homem, para que o guarde e cultive com liberdade responsável, tendo sempre como critério orientador o bem de todos. Obviamente, o ser humano tem um primado de valor sobre toda a criação. Respeitar o ambiente não significa considerar a natureza material ou animal mais importante do que o homem; quer dizer antes não a considerar egoisticamente à completa disposição dos próprios interesses, porque as gerações futuras também têm o direito de beneficiar da criação, exprimindo nela a mesma liberdade responsável que reivindicamos para nós. Nem se hão-de esquecer os pobres, em muitos casos excluídos do destino universal dos bens da criação. Actualmente a humanidade teme pelo futuro equilíbrio ecológico. Será bom que as avaliações a este respeito se façam com prudência, no diálogo entre peritos e cientistas, sem acelerações ideológicas para conclusões apressadas e sobretudo pondo-se conjuntamente de acordo sobre um modelo de progresso sustentável, que garanta o bem-estar de todos no respeito dos equilíbrios ecológicos. Se a tutela do ambiente comporta os seus custos, estes devem ser distribuídos com justiça tendo em conta a disparidade de desenvolvimento dos vários países e a solidariedade com as futuras gerações. Prudência não significa deixar de assumir as próprias responsabilidades e adiar as decisões; significa antes assumir o empenho de decidir juntos depois de ter ponderado responsavelmente qual a estrada a percorrer, com o objectivo de reforçar aquela aliança entre ser humano e ambiente que deve ser espelho do amor criador de Deus, de Quem provimos e para Quem estamos a caminho.

8. A tal propósito, é fundamental « sentir » a terra como « nossa casa comum » e escolher, para uma gestão da mesma ao serviço de todos, a estrada do diálogo em vez de decisões unilaterais. Podem-se aumentar, se for necessário, os lugares institucionais a nível internacional, para se enfrentar conjuntamente o governo desta nossa « casa »; mas, o que mais conta é fazer maturar nas consciências a convicção da necessidade de colaborar responsavelmente. Os problemas que se desenham no horizonte são complexos e o tempo escasseia. Para fazer frente de maneira eficaz à situação, é preciso agir de comum acordo. Um âmbito onde seria particularmente necessário intensificar o diálogo entre as nações é o da gestão dos recursos energéticos do planeta. A tal respeito, uma dupla urgência preme sobre os países tecnologicamente avançados: é preciso, por um lado, rever os elevados níveis de consumo devido ao modelo actual de progresso e, por outro, providenciar adequados investimentos para a diferenciação das fontes de energia e o melhoramento da sua utilização. Os países emergentes sentem carência de energia, mas às vezes esta carência é remediada prejudicando os países pobres, que, pela insuficiência das suas infra-estruturas nomeadamente tecnológicas, se vêem obrigados a vender ao desbarato os recursos energéticos em seu poder. Às vezes a sua própria liberdade política é posta em discussão por formas de protectorado ou, em todo o caso, de condicionamento que resultam claramente humilhantes.

Família, comunidade humana e economia

9. Condição essencial para a paz nas famílias é que estas assentem sobre o alicerce firme de valores espirituais e éticos compartilhados. No entanto, é preciso acrescentar que a família experimenta autenticamente a paz quando a ninguém falta o necessário, e o património familiar – fruto do trabalho de alguns, da poupança de outros e da colaboração activa de todos – é bem gerido na solidariedade, sem excessos nem desperdício. Para a paz familiar, portanto, é necessária a abertura a um património transcendente de valores, mas, simultaneamente, há que não menosprezar a sapiente gestão quer dos bens materiais quer das relações entre as pessoas. O falimento desta componente tem como consequência a quebra da confiança recíproca devido às perspectivas incertas que passam a gravar sobre o futuro do núcleo familiar.

10. O mesmo se diga daquela grande família que é a humanidade no seu todo. De facto a família humana, que hoje aparece ainda mais interligada pelo fenómeno da globalização, além de um alicerce de valores compartilhados tem necessidade também de uma economia que corresponda verdadeiramente às exigências de um bem comum com dimensões planetárias. A referência à família natural revela-se, sob este ponto de vista também, singularmente sugestiva. Entre os indivíduos humanos e entre os povos, é preciso promover relações correctas e sinceras, que permitam a todos colaborarem num plano de paridade e justiça. Ao mesmo tempo, tem-se de trabalhar por uma sábia utilização dos recursos e uma equitativa distribuição da riqueza. De forma particular, as ajudas concedidas aos países pobres devem obedecer a critérios duma lógica económica sã, evitando desperdícios que no fim de contas resultam sobretudo do funcionamento de custosos aparelhos burocráticos. É preciso ter em devida conta também a exigência moral de fazer com que a organização económica não obedeça somente às duras leis do lucro imediato, que se podem revelar desumanas.

Família, comunidade humana e lei moral

11. Uma família vive em paz, se todos os seus componentes se sujeitam a uma norma comum: é esta que impede o individualismo egoísta e que mantém unidos os indivíduos, favorecendo a sua coexistência harmoniosa e laboriosidade para o fim comum. Tal critério, em si óbvio, vale também para as comunidades mais amplas: desde as locais passando pelas nacionais, até à própria comunidade internacional. Para se gozar de paz, há necessidade duma lei comum que ajude a liberdade a ser verdadeiramente tal, e não um arbítrio cego, e que proteja o fraco da prepotência do mais forte. Na família dos povos, verificam-se muitos comportamentos arbitrários, seja dentro dos diversos Estados seja nas relações destes entre si. Além disso, não faltam situações em que o fraco tem de inclinar a cabeça não frente às exigências da justiça mas à força nua e crua de quem possui mais meios do que ele. É preciso repeti-lo: a força há-de ser sempre disciplinada pela lei, e isto mesmo deve acontecer também nas relações entre Estados soberanos.

12. Sobre a natureza e a função da lei, já muitas vezes se pronunciou a Igreja: a norma jurídica que regula as relações das pessoas entre si, disciplinando os comportamentos externos e prevendo também sanções para os transgressores, tem como critério a norma moral assente na natureza das coisas. A razão humana, por sua vez, é capaz de discerni-la, pelo menos nas suas exigências fundamentais, subindo assim até à Razão criadora de Deus que está na origem de todas as coisas. Esta norma moral deve regular as opções das consciências e guiar todos os comportamentos dos seres humanos. Existirão normas jurídicas para as relações entre as nações que formam a família humana? E, se existem, serão operativas? Eis a resposta: sim, as normas existem, mas para fazer com que sejam verdadeiramente operativas é preciso subir até à norma moral natural como base da norma jurídica; de contrário, esta fica à mercê de frágeis e provisórios consensos.

13. O conhecimento da norma moral natural não está vedado ao homem que entre em si mesmo e, tendo diante dos olhos o próprio destino, se interrogue sobre a lógica interna das mais profundas inclinações presentes no seu ser. Embora com perplexidades e incertezas, ele pode chegar a descobrir, pelo menos nas suas linhas essenciais, esta lei moral comum que, independentemente das diferenças culturais, permite aos seres humanos entenderem-se entre si quanto aos aspectos mais importantes do bem e do mal, do justo e do injusto. É imprescindível subir até esta lei fundamental, empenhando nesta pesquisa as nossas melhores energias intelectuais sem deixar-se desanimar por equívocos nem confusões. Com efeito, valores radicados na lei natural estão presentes, ainda que de forma fragmentária e nem sempre coerente, nos acordos internacionais, nas formas de autoridade universalmente reconhecidas, nos princípios do direito humanitário recebido nas legislações dos diversos Estados ou nos estatutos dos organismos internacionais. A humanidade não está « sem lei ». É urgente, porém, prosseguir o diálogo sobre estes temas, favorecendo a convergência das próprias legislações dos diversos Estados sobre o reconhecimento dos direitos humanos fundamentais. O crescimento da cultura jurídica no mundo depende, para além do mais, do esforço de tornar as normas internacionais sempre substanciosas de conteúdo profundamente humano, para evitar a sua redução a procedimentos facilmente contornáveis por motivos egoístas ou ideológicos.

Superação dos conflitos e desarmamento

14. A humanidade vive hoje, infelizmente, grandes divisões e fortes conflitos que lançam densas sombras sobre o seu futuro. Temos vastas áreas do planeta envolvidas em tensões crescentes, enquanto o perigo de se multiplicarem os países detentores de armas nucleares cria motivadas apreensões em toda a pessoa responsável. Há ainda muitas guerras civis no continente africano, embora também se tenham registado em vários dos seus países progressos na liberdade e na democracia. O Médio Oriente continua a ser teatro de conflitos e atentados, que não deixam de influenciar nações e regiões limítrofes com o risco de arrastá-las na espiral da violência. A nível mais geral, há que registar, com tristeza, um número maior de Estados envolvidos na corrida aos armamentos: temos até nações em vias de desenvolvimento que destinam uma quota importante do seu magro produto interno para a compra de armas. Neste funesto comércio, são muitas as responsabilidades: há os países do mundo industrialmente desenvolvido que arrecadam avultados lucros da venda de armas e temos as oligarquias reinantes em muitos países pobres que pretendem reforçar a sua posição com a aquisição de armas cada vez mais sofisticadas. Em tempos tão difíceis, é verdadeiramente necessária a mobilização de todas as pessoas de boa vontade para se encontrar acordos concretos que visem uma eficaz desmilitarização, sobretudo no campo das armas nucleares. Nesta fase em que o processo de não proliferação nuclear marca passo, sinto-me no dever de exortar as Autoridades a retomarem, com mais firme determinação, as conversações em ordem ao desmantelamento progressivo e concordado das armas nucleares existentes. Ao renovar este apelo, sei que dou voz a um desejo compartilhado por quantos têm a peito o futuro da humanidade.

15. Há sessenta anos, a Organização das Nações Unidas tornava pública, de maneira solene, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948-2008). Com tal documento, a família humana reagia aos horrores da II Guerra Mundial, reconhecendo a sua própria unidade assente na igual dignidade de todos os homens e pondo, no centro da convivência humana, o respeito pelos direitos fundamentais dos indivíduos e dos povos: tratou-se de um passo decisivo no árduo e empenhativo caminho da concórdia e da paz. Merece também menção especial a passagem do 25º aniversário da adopção pela Santa Sé da Carta dos Direitos da Família (1983-2008), bem como o 40º aniversário da celebração do primeiro Dia Mundial da Paz (1968-2008). Fruto duma providencial intuição do Papa Paulo VI, retomada com grande convicção pelo meu amado e venerado predecessor, Papa João Paulo II, a celebração deste Dia proporcionou ao longo dos anos a possibilidade de a Igreja desenvolver, através das Mensagens publicadas para tal circunstância, uma doutrina elucidativa em defesa deste bem humano fundamental. É precisamente à luz de tais significativas comemorações que convido todo o homem e toda a mulher a tomarem consciência mais lúcida da sua pertença comum à única família humana e a empenharem-se por que a convivência sobre a terra espelhe cada vez mais esta convicção da qual depende a instauração de uma paz verdadeira e duradoura. Em seguida, convido os crentes a implorarem de Deus, sem se cansar, o grande dom da paz. Os cristãos, por seu lado, sabem que podem confiar-se à intercessão d’Aquela que, sendo Mãe do Filho de Deus encarnado para a salvação da humanidade inteira, é Mãe comum.

A todos desejo um Ano Novo feliz!

Vaticano, 8 de Dezembro de 2007.

BENEDICTUS PP. XVI

A experiência diária com Espírito Santo

Filed under: Artigos — vidanova at 6:41 am on sábado, dezembro 22, 2007

 Clame ao Espírito de Deus, é de graça, você não paga nada por Ele

Muitas vezes, falamos conhecer Jesus, mas, ficamos somente nas palavras.

Você não é Deus, então, naturalmente tem limites. Deus nos propõe, todos os dias, uma maior intimidade com Ele e esse custo é zero.

A experiência com Deus acontece todos os dias. Só Deus é capaz de agir e transformar a nós mesmos e as pessoas que tanto amamos.

Muitas vezes, oramos pedindo somente que Deus mude a outra pessoa e, na verdade, a primeira mudança de que precisamos pedir é a nossa própria.

Peça isso ao Espírito Santo de Deus se você não consegue fazer isso sozinho. Você não paga nada por isso!

Nossa mudança de vida acontece somente quando somos banhados dia a dia pelo Espírito Santo de Deus.

Peça que Ele modifique primeiro a você e depois ao seu irmão.

Há alguém que você tem dificuldade de amar? Se você tiver, então, coloque o joelho no chão e reze por ele, não fique o julgando ou o condenando.

Clame ao Espírito de Deus, é de graça, você não paga nada por Ele.

“Dai-nos, Senhor, a graça de perdoar, amar quem é mais difícil para nós. Eu necessito, Senhor, porque é da Sua vontade e da minha também”.

Oração:

“Jesus, eu quero ter a experiência de Te conhecer profundamente, quero Te assumir como o Senhor da minha vida, de minha história. O Senhor Jesus é o Senhor da minha vida e de minha família”.

Padre Cleidimar Moreira

Fonte: www.cancaonova.com

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