Sexualidade e Matrimônio

Filed under: Afetividade e Sexualidade — vidanova at 8:41 am on terça-feira, junho 30, 2009

Vamos abrir o livro do Gênesis e observar que em toda a sua criação, Deus cria em virtude sua palavra: Faça-se! (Gn 1,3 ; Gn 1,6). Porém é significativo que esta palavra de Deus, no caso da criação do homem seja completada pôr: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança”(Gn 1,26). O Criador como que reentra em si mesmo para procurar o modelo e a inspiração no mistério do seu ser, que já aqui se manifesta como o “Nós” divino (Pai, Filho e Espírito Santo).

Este Nós divino constitui o modelo eterno do nós humano. O ser humano é criado desde o princípio como homem e mulher, e suas vidas estão marcadas por esta dualidade primordial. Dela derivam a masculinidade e a feminilidade. “Ele os criou homem e mulher”, esta é também a primeira afirmação da igualdade do homem e da mulher, seu caráter de comunhão e complementariedade.

A sexualidade é antes de tudo um grande dom de Deus, dado ao homem para sua alegria. O homem é um ser totalmente sexuado, é metade, incompleto, seccionado. A sexualidade é como que um dinamismo difuso e operante em todo o ser do humano, impregna todas as faculdades e atividades pessoais e caracteriza o eu como indivíduo singular.

Só em Deus, como o supremo outro, se aquieta a dinâmica da nossa sexualidade. Deus sendo total e único em suas três pessoas, chama o homem a abertura e doação de si mesmo. A Santíssima Trindade é o perfeito modelo de abertura.

Numa deturpação e inversão do significado da sexualidade, mistura-se com o termo genitalismo. O genitalismo é a doença pela qual a sexualidade é reduzida ao exercício dos órgãos genitais. Para o genitalista, sexo é uma dimensão apenas carnal, restrita ao órgãos genitais, ele não pratica sexo, apenas usa os órgãos genitais.

Explicando Melhor:

Órgãos genitais – servem a procriação, são exócrinos: pênis, testículos, ovários, útero, mamas.

Órgãos sexuais – são glândulas de secreção interna (endócrina): hipófise, pituitária, hipotálamo, tireóide, etc. servem para a produção de hormônios que regem a sexualidade.

Este tipo de desvio leva o homem a problemas graves, gerando feridas que afetam a sua afetividade, dignidade e relação com Deus.

Causas do genitalismo:

1. Puritanismo – A pessoa passa a ver tudo como errado, não compreende e não percebe a beleza do seu corpo e de como usá-lo para a glória de Deus.

2. Tabus – Os órgãos genitais tornam-se partes misteriosas, secretas, pecaminosas e proibidas. O tabu excita a curiosidade e castiga os curiosos.

3. Mentes sujas – Daí surgem a pornografia e a prostituição, os raptos e os estupros, as orgias, abortos criminosos e fornicações sem fim.

4. Má educação – Gera o machismo, a desvalorização da mulher; o desconhecimento do que seja sexo e genitália ou o falso conhecimento dele.

5. Secularismo – É um sistema ético que respeita toda forma de fé e devoção religiosas e aceita como diretrizes apenas fatos e influências derivados da vida presente.

Com o genitalismo se comete pecados graves contra:

 O PRIMEIRO MANDAMENTO – “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”- São Paulo “vê no desconhecimento de Deus o princípio e a explicação de todos os desvios morais”.Cat.,2087. “A idolatria é uma tentação constante a fé, existe quando o homem presta honra e veneração a uma criatura em lugar do Criador, quer se trate de deuses, poder, prazer…”Cat.,2113.

 A CASTIDADE - “A castidade supõe o respeito pelos direitos da pessoa, particularmente o de receber uma informação e uma educação que respeitem as dimensões morais e espirituais da vida humana”.Cat.,2344. “A castidade não proíbe a expressão física do amor. Pelo contrário, defende a honra em que esta expressão, de tão pura e tão harmoniosa força, torna-se motivo de êxtase interno para o homem e glória para Deus”.

Ofensas contra a castidade:

 LUXÚRIA – “É um desejo desordenado ou um gozo desregrado do prazer venéreo. O prazer sexual é moralmente desordenado quando é buscado pôr si mesmo, isolado das finalidades de procriação e união.” (Cat.2351)

 MASTURBAÇÃO – “… se deve entender a excitação voluntária dos órgãos genitais, a fim de conseguir um prazer venéreo, um ato gravemente desordenado”. ( Cat. 2352 ) Para que haja um desenvolvimento equilibrado de toda a personalidade e para que a vivência da sexualidade não se feche num uso inadequado da genitália, mas se abra para a vivência verdadeira do amor e da fraternidade, é necessário que haja uma abstenção de práticas masturbatórias, não pôr medo, mas pôr convicção, na certeza de que essas práticas levam o indivíduo a um fechamento em si, ao amor e ao Dom de si ao outro.

 FORNICAÇÃO – “É a união carnal fora do casamento entre um homem e uma mulher livres. É gravemente contrária a dignidade das pessoas e da sexualidade humana, naturalmente ordenada para o bem dos esposos, bem como para a geração e a educação dos filhos.” (Cat. 2353 )

 PORNOGRAFIA – “Consiste em retirar dos atos sexuais, reais ou simulados, da intimidade dos parceiros para exibi-los a terceiros de maneira deliberada. Ela ofende a castidade porque desfigura o ato conjugal, doação íntima dos esposos entre si. Atenta gravemente contra a dignidade daqueles que a praticam ( atores, comerciantes, público ), porque cada um se torna para o outro objeto de um prazer rudimentar e de um proveito ilícito, mergulha uns e outros na ilusão de um mundo artificial. É uma falta grave. As autoridades civis devem impedir a produção e distribuição de materiais pornográficos.”(Cat. 2354)

 PROSTITUIÇÃO – “Vai contra a dignidade da pessoa que se prostitui, reduzida assim ao prazer venéreo que dela se obtém. Aquele que paga peca gravemente contra si mesmo, viola a castidade à qual se comprometeu no seu batismo e mancha seu corpo, templo do Espírito Santo. A prostituição é um flagelo social.”(Cat. 2355)

 ESTUPRO – “Designa a penetração à força, com violência, na intimidade sexual de uma pessoa. Fere a justiça e a caridade. O estupro lesa profundamente o direito de cada um ao respeito, à liberdade, à integridade física e moral…” (Cat. 2356)

 HOMOSEXUALISMO – “A homossexualidade designa as relações entre homens e mulheres que sentem atração sexual, exclusiva ou predominante pôr pessoas do mesmo sexo… A sua gênese psíquica continua amplamente inesplicada. …a tradição sempre declarou que “os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados.” São contrários à lei natural, fecham o ato sexual ao Dom da vida.”… “As pessoas homossexuais são chamadas à castidade pelas virtudes do autodomínio, educadoras da liberdade interior, as vezes pelo apoio de uma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem se aproximar, gradual e resolutamente da perfeição cristã”.

 

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por
Escola de Formação Shalom

Papa encerra Ano Paulino em São Paulo Fora dos Muros

Filed under: Noticias,Santa Sé — vidanova at 9:38 am on segunda-feira, junho 29, 2009

ROMA, domingo, 28 de junho de 2009 (ZENIT.org).- Ainda que o Ano Paulino conclua, há coisas que sempre formarão parte da vida cristã como “estar em caminho junto com Paulo, com ele e graças a ele conhecer Jesus, e como ele ser iluminados e transformados pelo Evangelho”.

Foi o que assinalou o Papa Bento XVI em sua homilia durante as vésperas solenes que presidiu neste domingo na basílica de São Paulo Fora dos Muros, com motivo do encerramento do Ano Paulino.

Orar ante os desafios de São Paulo

Às seis da tarde de Roma, o pontífice entrou na basílica, onde foi recebido em primeiro lugar pelo arcipreste, o cardeal Andrea Cordero Lanza, assim como pelo vigário da diocese de Roma, o cardeal Agostino Vallini.

Todos os cardeais e bispos da Cúria Romana, assim como uma delegação do patriarcado ecumênico de Constantinopla, participaram também da cerimônia.

Centenas de peregrinos que não conseguiram entrar na basílica saudavam do exterior com vivas ao Papa.

Antes de iniciar as Vésperas, o Santo Padre desceu para orar alguns minutos ante o sarcófago onde, segundo a tradição, estão os restos do apóstolo. A tumba de São Paulo esteve fechada ao público durante vários séculos.

Com motivo da celebração do Ano Paulino, os restos foram submetidos a uma rigorosa análise de Carbono 14, que concluiu que existe uma alta probabilidade de que efetivamente os restos pertençam ao apóstolo.

“Não vos conformeis com este mundo, mas transformai -vos pela renovação do vosso espírito” (Rm 12, 1 –2) foi a leitura que os fieis puderam meditar durante estas Vésperas.

“Que nos diz São Paulo nesta passagem?”, perguntou o Papa, e prosseguiu: “em primeiro lugar, afirma, como algo fundamental, que com Cristo se iniciou um novo modo de venerar a Deus, um novo culto”.

“Consiste em que o homem vivente se converte em adoração, ‘sacrifício’ do próprio corpo”, afirmou.

“Já não existem as coisas oferecidas a Deus; é nossa existência a que deve converter-se em um louvor a Deus”, acrescentou.

Peregrinos agradecidos com São Paulo

Desde o início da tarde, centenas de pessoas cercavam a basílica de São Paulo Fora dos Muros.

Alguns se abanavam para refrescar do calor típico do verão romano, outros por tavam câmaras fotográficas e muitos, o convite para entrar na basílica.

Um dos peregrinos era pe. Luca, que havia viajado a Roma com uma peregrinação de jovens da diocese de Bologna.

“Para mim como sacerdote foi um ano muito importante; São Paulo é modelo de homem dedicado totalmente ao Evangelho até os confins da terra; sua maior riqueza foi ter encontrado em Cristo a beleza de ser salvo do pecado”, comentou.

Por sua parte, irmã Silvia, pertencente à comunidade das irmãs salesianas, assegurou que este ano “foi vivido como um projeto de renovação espiritual e missionária”.

ZENIT também falou com a voluntária da Associação Nacional São Paulo na Itália, Luisa Aspi, que, durante o Ano Paulino, auxiliou os peregrinos na basílica, explicando-lhes o significado da chama Paulina.

“Este ano cresceu muito o número de peregrinos –destacou. Vê-se muita fé, muitas pessoas deixam uma pequena vela com lágrimas nos olhos.”

“Por aqui passaram pessoas de todo mundo: japoneses, chineses, coreanos, latino-americanos, africanos…”, testemunhou.

“Para mim, São Paulo é um personagem importantíssimo, porque representa uma pessoa que, apesar de não ter visto o que os apóstolos viram, conseguiu transmitir um espírito grandíssimo do cristianismo”, disse.

Uma vez finalizadas as Vésperas, o Papa atravessou a Porta Paulina, a qual permanecerá aberta, igualmente ao acesso ao túmulo do apóstolo.

Fonte: Zenit

Casamentos arruinados

Filed under: Matrimonio,Noticias,Santa Sé — vidanova at 9:36 am on segunda-feira, junho 29, 2009

Estudo detalha os altos custos econômicos do divórcio
Por Padre John Flynn, LC

ROMA, domingo, 28 de junho de 2009

A separação familiar está causando anarquia social, de acordo com o discurso feito por um juiz inglês, Paul Coleridge, juiz sênior da Divisão de Família para Inglaterra e País de Gales.

Coleridge acusou pais e mães de falharem no compromisso mútuo da união num jogo de “descartar o parceiro”, o que tem deixado milhões de crianças “marcadas por toda a vida”, de acordo com um relatório do jornal Daily Mail do dia 17 de junho.

Em um discurso de incentivo ao casamento, Coleridge apelou para uma mudança nas atitudes, de mo do a barrar a destruição da vida familiar.

“O que é uma questão de interesse privado em pequena escala torna-se uma questão de interesse público, quando atinge proporções epidêmicas”, afirmou.

A dimensão pública da quebra do casamento foi o tema de um relatório recente do Instituto de Casamento e Família do Canadá. Intitulado “Escolhas Privadas, Custos Públicos: Quanto uma família desestruturada custa a todos nós”, o Instituto detalhou o impacto econômico do matrimônio fracassado.

O estudo fez uma estimativa do custo da ruptura familiar em relação à despesa pública para o ano fiscal 2005-06. O impacto sobre o orçamento de ajuda às famílias com dificuldades financeiras equivale a aproximadamente 7 bilhões de dólares Canadenses (US$6,1 bilhões) po r ano.

O relatório também destacou como a separação no casamento tem um impacto econômico particularmente prejudicial para as mulheres, levando ao que ele definiu como “feminização da pobreza”.

Embora o estudo tenha se concentrado sobre os custos econômicos da união familiar fracassada, pode-se reconhecer também o mesmo impacto sobre as crianças. O divórcio não é somente ligado à pobreza, mas um grande campo de investigação mostra que as crianças são melhor criadas com a presença dos seus pais, o instituto salientou. 

Impacto social

“Quando famílias fracassam, como tantas vezes hoje, cabe a nós, através de agências governamentais e instituições, pagar por esses fracassos”, comentou o relatório.

A desagregação familiar é muito mais do que o divórcio, o estudo apontou. Inclui casais que coabitam, mães solteiras que nunca se casaram ou viveram com os pais de seus bebês.

Alguns afirmam que a estrutura familiar não importa –apontou o relatório. A vida familiar, no entanto, não é apenas uma questão de escolha de quem irá vivê-la. Diante dos dados do impacto econômico de tais decisões, é perfeitamente legal que os governos estejam preocupados com o futuro da vida familiar. Estas escolhas são mais do que apenas um acordo privado, são vitais para parte da sociedade, afirmou o estudo.

Embora programas do governo possam oferecer algum tipo apoio, eles são um fraco substitutivo para uma vida familiar estável. O instituto citou o relatório de 2005 que analisou a situação das pessoas sob o ponto de vista sócio-assistencial, na prov&iacut e;ncia de Nova Brunswick.

No estudo, pessoas comentaram sobre a grande perda da auto-estima e o sentimento de desamparo de estarem dependentes da ajuda social. O instituto acrescentou que a ruptura familiar leva ao que tem sido descrito como: dissolução, disfunção e ausência paterna.

O relatório canadense se refere a um estudo publicado em 2007 no Reino Unido, que analisou o problema da pobreza. Em larga escala –assinala o estudo britânico– as tentativas do governo para aliviar a pobreza falharam, a pobreza das pessoas que vivem nas margens da sociedade está, em vez disso, se tornando cada vez maior.

O estudo constatou que a desunião da estrutura familiar tem desempenhado um papel significativo no problema da pobreza no Reino Unido, levando à conclusão de que os casais, em matrimônio, obtêm melhores resultados tanto para as crianças, quanto para os adultos.

O estudo canadense reconhece que famílias intactas também exigem do estado ajuda, através de assistência social. Mas a proporção de pessoas que necessitam dessa assistência é, no entanto, muito inferior a de famílias de pais solteiros.

Impacto sobre as crianças

O Instituto comentou que, quando as leis do divórcio foram liberadas no Canadá, achou-se que o que fosse bom para os pais seria bom para as crianças. Posteriormente, a investigação empírica mostrou que este não foi o caso.

“O fato dos pais serem casados ou não incide nas crianças em muitas escalas sociais, mesmo quando fatores econômicos estão excluídos”, afirma o relatório.

Dados sociais, tais como o consumo de droga, resultados acadêmicos, saúde e felicidade são afetados pela estrutura familiar. Tanto as crianças como os adultos se sentem muito melhor com uma situação estável no casamento.

“O ponto do debate não deveria ser se a falta de pais casados importa para as crianças, e sim o que fazer com a realidade que isto causa”, o relatório comentou.

Infelizmente –prossegue o estudo–, a proporção de famílias com pais casados indiscutivelmente diminuiu, assim como o número de famílias de união amigável e de pais solteiros aumentou. Esta tendência é também prejudicial para a estabilidade econômica, visto que adultos casados tendem a participar mais plenamente na economia e gerar aumento das receitas fiscais.

Responsabilidade econômica

O relatório constatou que as opiniões divergem quanto aos benefícios econômicos do casamento. Mas muitos reconhecem que o matrimônio p romove uma maior responsabilidade em ambos os cônjuges. Também melhora a capacidade dos dois parceiros se especializarem em dividir as tarefas e cuidar da família.

Certamente há um impacto econômico. O instituto se referiu a uma série de estudos internacionais sobre o custo da ruptura familiar. Um relatório de fevereiro de 2009 da Fundação Britânica de Relacionamentos, descrita como não-partidária, dedicada a reforçar e melhorar as relações de uma sociedade mais forte, assinalou o custo da ruptura familiar em 37,03 bilhões de libras esterlinas ($ 61,07 bilhões) anualmente.

Outro relatório, do Centro Social da Justiça de Londres, colocou o custo da ruptura familiar, no Reino Unido, a uma taxa anual de 20 bilhões de libras esterlinas ($ 32 bilhões).

Voltando ao Canadá, o Instituto calculou que, se as rupturas familiare s pudessem ser cortadas pela metade, os custos diretos do contribuinte para a redução da pobreza destinados a casais separados e pai solteiros seriam reduzidos a aproximadamente 2 bilhões de dólares canadenses ($ 1,76 bilhão de dólares americanos) anualmente.

Dados canadenses censitários revelaram que as famílias com pais unidos são as menos dependentes de ajuda governamental; as famílias com pais solteiros são mais dependentes; e as famílias com mães solteiras são ainda mais dependentes.

Mais felizes e mais saudáveis

Além disso, tal redução também reduziria grandemente o sofrimento e o trauma da ruptura familiar. “Os membros de famílias que permanecem intactas seriam mais felizes, saudáveis e prósperos, mas também há benefícios que vão além destas famílias”, assinala o relatório.

A sociedade precisa famílias saudáveis, a fim de prosperar. “Locais em que homens adultos são maus modelos contribuem para uma cultura de machismo, violência e irresponsabilidade para os jovens, o que prejudica até mesmo as crianças que vivem com ambos os pais”, alegou.

O Instituto concluiu o relatório com uma lista de recomendações. Elas se estenderam da educação para o casamento em escolas secundárias a tornar disponíveis informações para o público sobre os benefícios do casamento, e os custos do divórcio.

O relatório também apelou para o governo para publicar dados mais claros de quanto é gasto no apoio à coabitação e pais solteiros. Também recomendou a reforma do sistema fiscal para aliviar a despesa dos casais.

Os g overnos precisam entender a diferença entre o casamento e a coabitação, e eles deveriam promover o casamento por todos os benefícios que ele oferece a mais do que a coabitação –pede o estudo com urgência. Pontos válidos, fundamentados em forte evidência empírica.

Fonte: Zenit

Um ano em que a Igreja redescobriu a mensagem de São Paulo

Filed under: Liturgia,Noticias,Santa Sé — vidanova at 9:32 am on segunda-feira, junho 29, 2009

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 26 de junho de 2009

O Ano Paulino não só bateu recordes de visitas de peregrinos ao túmulo de São Paulo, em Roma, mas serviu também para a Igreja universal redescobrir a importância e a mensagem do apóstolo, explica o cardeal Andrea Cordero Lanza di Montezemolo.

O purpurado italiano, arcipreste da Basílica de São Paulo Fora dos Muros, fez nesta sexta-feira um balanço sintético para Zenit desses 12 meses, à margem do encontro que manteve com os jornalistas na Sala de Imprensa da Santa Sé.

Segundo explicou o cardeal, que propôs ao Papa a convocação deste ano para tod a a Igreja, o grande fruto recolhido foi “dar a conhecer melhor e meditar a riquíssima mensagem do apóstolo em seus escritos que, frequentemente, são difíceis e pouco conhecidos ou mal interpretados”.

“O que Paulo apresenta é a Palavra de Deus como norma para nossa vida de cada dia”, sintetiza o purpurado.

De acordo com o cardeal, nascido há 83 anos em Turim, este fruto pôde-se percorrer em parte e sobretudo graças ao magistério que durante esses 12 meses o Papa ofereceu sobre a figura de Saulo de Tarso.

Em particular, o cardeal lembrou com satisfação do momento em que o Papa lhe anunciou que dedicaria as catequeses de quarta-feira à mensagem de Paulo.

“O Papa, grande teólogo, tem uma capacidade extraordinária para tornar fáceis as coisas difíceis.”

Por este motivo, reconhece, um grande fruto desse ano for am as catequeses do Papa, pronunciadas entre 2 de julho de 2008 e 4 de fevereiro de 2009, e que agora a Livraria Editora Vaticana apresenta em um volume.

Entre os eventos eclesiais deste ano, o cardeal sublinha “a abertura do Sínodo dos Bispos sobre a Palavra de Deus, que o Papa realizou no mês de outubro passado na basílica de São Paulo”.

De fato, nessa reunião mundial de bispos, São Paulo, depois de Cristo, foi o mais citado.

Impacto ecumênico

Este fruto do Ano Paulino –acrescentou–, não apenas pôde-se constatar na Igreja católica, mas também se estendeu a “todos os cristãos”, alcançando assim um real impacto ecumênico.

Como exemplo, cita a “Sinaxis”, o encontro dos patriarcas das Igrejas ortodoxas em Constantinopla, celebrado em outubro, em que se propôs um congresso sobre São Paulo.

O outro fruto ecumênico desse ano –explica– foram as visitas dos patriarcas com amplas delegações de Igrejas orientais, católicas e não católicas, à Basílica de São Paulo, em Roma.

Foram numerosas também as peregrinações a São Paulo Fora dos Muros promovidas pelas Igrejas surgidas da Reforma.

Porta Paulina segue aberta

“O Ano Paulino conclui –reconhece o cardeal–, mas os benefícios espirituais que suscitou em todo mundo devem continuar.”

A Porta Paulina da Basílica seguirá aberta, e a chama que Bento XVI acendeu no início desse ano seguirá brilhando.

Nesse sentido, o cardeal crê que este novo Ano Sacerdotal é uma oportunidade para aprofundar nas riquezas do Ano Paulino.

Com esta iniciativa –assinala–, o Papa apresenta aos sacerdotes a figura de Paulo como mod elo para suas vidas e de relação com Deus.

Solenidade de São Pedro e São Paulo, dia do Papa

Filed under: Liturgia — vidanova at 8:22 am on sexta-feira, junho 26, 2009

Dom Eurico dos Santos Veloso


A Solenidade de São Pedro e São Paulo, celebrada desde tempos remotíssimos, ensina-nos que a Igreja, na qual cremos, está alicerçada sobre o fundamento dos apóstolos, consoante as palavras do próprio Cristo: “Quem vos ouve, a mim ouve”. Sim, a fé que hoje professamos, depois de dois mil anos, é a mesma professada pelos apóstolos escolhidos e enviados por Cristo. O Espírito atua na Igreja de modo a torná-la, sob a proteção dos mesmos apóstolos colocados à sua frente e conduzida pelos seus legítimos sucessores, depositária e fiel mensageira do Evangelho da Vida.

Pedro e Paulo, cada qual a seu modo, contribuíram eficazmente para edificar a Casa de Deus neste mundo como sinal da Morada Eterna que nos é prometida em Cristo. Pedro, escolhido por Jesus para ser o chefe dos apóstolos e de toda a Igreja, soube apascentar as ovelhas e os cordeiros que lhe foram confiados, confirmando-lhes a fé com o derramamento do próprio sangue. Paulo, agraciado com o dom da verdadeira conversão ao Evangelho, tornou-se, por disposição mesma do Senhor, o grande apóstolo dos gentios e o incomparável defensor da gratuidade da salvação, vindo, à semelhança de Pedro, a derramar o seu sangue como supremo testemunho da fé que tão zelosamente anunciava com muitas renúncias e provações.

Ao celebrarmos os dois insignes apóstolos, lembramo-nos naturalmente do Papa, a quem cabe, em primeiro lugar, guardar, defender, anunciar e testemunhar a fé que herdamos de Pedro e Paulo. Bento XVI é hoje o grande apóstolo do Evangelho que nos dá a Vida verdadeira. Como sucessor de Pedro e herdeiro de seu carisma-ministério, preside hoje à caridade, apascentando com zelo os fiéis que lhe são confiados. Mas é também chamado, a exemplo de Paulo, a desgastar-se de todos os modos, a fim de que a Palavra de Deus atinja os corações e, assim, o mundo se renove na esperança que vem da firmeza de Deus. Bento XVI tem desempenhado muito bem seu ofício de propagador da fé e da beleza da salvação. Notáveis são suas palavras e ensinamentos, carregados de profundo significado e sabedoria, dirigidos para um mundo aparentemente mais distante de Cristo e da sua Igreja. Os ensinamentos do Papa são capazes de interpelar as consciências e fazê-las pensar, e a Igreja, sem dúvida, tem sido levada, com Bento XVI, a aprofundar-se no conhecimento de suas raízes.

Que São Pedro e São Paulo intercedam sempre pela Igreja que lhes custou o sangue, proteja o Santo Padre Bento XVI e alcancem para todos nós a graça de sermos discípulos missionários de Jesus Cristo na aurora do século XXI!

 

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por
CNBB
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