Neste Domingo, 28 de Outubro de 2008, a Liturgia da Igreja nos chama a reflexão celebrando a Sagrada Família: Jesus, Maria e José.
Constatamos no Evangelho a atitude de Maria e José com Jesus, conforme a Lei do Senhor, o filho primogênito do sexo masculino era levado ao templo e consagrado a Deus.
Nós, famílias cristãs, precisamos em nossos dias de hoje, onde presenciamos tanta destruição, tantas guerras, tanta violências, entre outros pecados em nossa sociedade, se faz urgente consagrar os nosso filhos, a nossa casa, toda a nossa família a Deus.
A pergunta que não quer calar em nosso interior, a frente de nossos olhos, é como ser um família consagrada a Deus? Como educar os nossos filhos conforme a vontade de Deus? Como viver neste mundo sem deixar-se influenciar pelas coisas que não contribuem para a nossa salvação?
A resposta esta justamente no sentido, na compreensão do significado da palavra consagrado. Consagrado, significa separado, com o sagrado. Nunca foi tao necessário para a família cristã ter um posição, um testemunho de família consagrada a Deus. Uma família separada, uma família que não deixa o tempo desgastar os valores cristãos.
Os meios de comunicação que o homem comtemporâneo percebe a sua utilidade como de grande importância a sociedade, ao desenvolvimento do ser humano, a geração de novos empregos trazendo para muitos países uma baixa na pobreza, o aumento da qualidade de vida, é também o que mais contribui para deturpação dos verdadeiros valores cristãos trazendo informações que não trazem e nem resgatam os valores que geram em nós um verdadeira felicidade, que amadurece o ser humano em todos as areas: bio-psico-social-espiritual.
A atitude uma família e de seus membros que se consagram a Deus, é justamente se colocar diante das “n” opções que temos dentro de nossa própria casa, de nosso ambiente de trabalho, de nossas amizades e de nosso ambiente escolar é saber optar por aquilo que Jesus escolheria se estivesse no nosso lugar, é separar mesmo, “isso é cristão, isso aqui não é”!
Irmãos e irmãs, precisamos resgatar a nossa autenticidade cristã. Vivemos em um tempo que tudo é clonado, tudo que é lançado no mercado como novidade pelas empresas, vem alguém e faz uma versão “pirata”, é parecido, muitas vezes nos enganamos, mas não é autêntico, não é original. Quando vamos levando nossa vida mais ou menos, vivendo alguma coisinha que a palavra diz, que não mexe muito com meu comodismo, com minha vontade, com meu querer, nós temos uma grande facilidade de aderir.
Nós, estamos buscando um “cristo” que não mexe na nossa vida, que não mexe na nossa vontade, que não mexe nos nossos planos, nos nossos projetos, um “cristo” que eu moldo conforme minha vontade. Esse “cristo é pirata”, não é autentico, não é original. O cristo autentico é aquele que fala: “Quem quiser me seguir peque a sua cruz e siga-me”. Viver o cristianismo autentico custa o nosso suor, as nossas lágrimas, o nosso sangue.
A família cristã deve buscar este Cristo Verdadeiro que mexe na nossa vida e traz a verdadeira felicidade, a verdadeira alegria e que nos deixa confiante quando toma as rédeas de nossa vida, pois sabemos que nos guiará no caminho da plenitude, no caminho do céu.
Somos convidados amados irmãs e irmãs, a consagrar a nossa vida e a nossa família ao nosso Deus, pois somente desta forma é que atingiremos o ápice da felicidade plena que é Deus.
Que a Família de Nazaré nos inspire nesse dia a uma verdadeira família de Deus que anseia e que espera e confia sempre no Senhor se mantendo sempre na fidelidade aos propósitos cristãos.
Deus abençoe as nossas famílias !
José Eduardo Areas Caetano
Comunidade Vida Nova