Os grandes desafios da vida consagrada

Filed under: Artigos,Espiritualidade — vidanova at 1:02 pm on segunda-feira, agosto 17, 2009

A missão profética da vida consagrada vê-se provocada por três desafios principais, lançados à própria Igreja e esses desafios tocam diretamente os conselhos evangélicos de castidade, pobreza e obediência, estimulando a Igreja, e de modo particular as pessoas consagradas, a pôr em evidência e testemunhar o seu significado antropológico profundo. Na verdade, a opção por esses conselhos, longe de constituir um empobrecimento de valores autenticamente humanas, revela-se antes como uma transfiguração dos mesmos. Os conselhos evangélicos não devem ser considerados como uma negação dos valores inerentes à sexualidade, ao legítimo desejo de usufruir de bens materiais, e de decidir autonomamente sobre si próprio. Essas inclinações, enquanto fundadas na natureza, são boas em si mesmas, mas a criatura humana, enfraquecida como está pelo pecado original, corre o risco da as exercitar de modo transgressivo. A profissão de castidade, pobreza e obediência, torna-se uma admoestação a que não se subestimem as feridas causadas pelo pecado original, e, embora afirmando o valor dos bens criados, relativiza-os pelo simples fato de apontar Deus como o bem absoluto.

A Castidade:

Prometer viver a castidade, significa imediatamente amar ao Pai e a todos os homens com o mesmo amor total, divino e humano de Cristo, que cria uma fraternidade universal com um tipo de relaçao interpessoal que continuará sendo válidas na outra vida, a fim de transcender toda mediação fundada nos sentidos (prazer pelo prazer).

A castidade vem de encontro a concupiscência do prazer, vem dar ao prazer o seu verdadeiro significado.

Celibatário (virgindade consagrada) – vive essa dimensão acrescida da renúncia ao matrimônio e ao exercício da sexualidade como conseqüência lógica desse amor imediato, total para viver inteiramente para o Reino. Evitando toda polarização e toda imediação no amor.

A castidade esponsal da Igreja na vida consagrada

A igreja por si é realmente virgem como Cristo, porque é esposa de Cristo: “Desposei-vos a um único Esposo para vos apresentar a Cristo como virgem pura. (2 Cor. 11,2s)

Quando Jesus comunica seu Espírito à Igreja, comunica-lhe a sua virgindade. Virgindade cristã não significa, então, renúncia ao matrimônio, mas acolhida total do Espírito de Cristo; a renúncia ao matrimônio pode ser um modo significativo de manifestar esta acolhida do Espírito.

Santo Agostinho diz: “Criou a Igreja virgem e por isso é virgem. Na carne há somente virgens consagradas; na fé todos devem ser virgens, homens e mulheres… Virgem é, pois, a Igreja: é virgem, seja virgem!”

Portanto, precisamos cada vez mais entregar nossos sentidos a Deus: o nosso olhar, o nosso gosto, o nosso cheiro, o nosso ouvir, o nosso falar, o nosso tocar, o nosso sentir.

A pobreza: O Pai é a nossa única riqueza

A pobreza de Cristo foi, em face ao Pai, confiança absoluta, que ele expressou numa renúncia explícita a todo outro apoio, para afirmar decididamente que se apoiava somente nele, e proclamar a relatividade de todo o criado diante do valor absoluto do Reino.

Em face aos homens foi disponibilidade de tudo o que era e de tudo o que tinha. Em face a si mesmo, a pobreza foi parte integrante de seu ministério de aniquilamento. Em face dos bens desse mundo liberdade soberana.

Prometer viver na pobreza (fraternidade, unidade), pobreza quer dizer, empenhar-se em confiar infinitamente em Deus, apoiando-se unicamente nele, viver decididamente, para os outros, compartilhando tudo o que se é e tudo o que se tem com os irmãos, não pertencer-se para pertencer a todos, e manter diante de todas as coisas plena liberdade e independência ativa. É portanto, um meio de se vencer a concupiscência do possuir, que atinge uma dimensão muito maior do que somente ajuntar tesouros na terra.

A Obediência: O desafio da liberdade na obediência

A obediência em Cristo foi submissão filial plena e amorosa ao querer do Pai. Foi estado e atitude de perfeita docilidade, ativa e responsável à vontade do Pai. Foi saber-se centro do plano salvífico de Deus, aceitá-lo incondicionalmente com todas as suas consequências.

Fazer voto de obediência significa comprometer-se diante de Deus e diante dos irmãos a viver em atitude de total docilidade à vontade amorosa do Pai e a acolhê-la filialmente como critério único de vida, sejam quais forem as mediações humanas ou sinais que manifestam essa vontade.

Se estivermos atentos a vontade de Deus não esperaremos que as nossas autoridades a revele para nós e nem resistiremos aos absurdos ou mesmo aquilo que para nós é muito difícil. Nós mesmos exporemos a vontade de Deus para elas e as ajudaremos a descobrir conosco o que Deus tem para nós. Contribuiremos positivamente no caminho de Deus para as nossas vidas.

Para vivermos a obediência não podemos assumir uma atitude passiva ou muito menos uma atitude de nos esconder da vontade de Deus e nos colocarmos indispostos, resistentes, a ela, mas uma atitude de descoberta, uma disposição interior, uma determinação de descoberta para vivê-la. Como nós não queremos vivê-la nem queremos descobrí-la. O conhecimento da vontade de Deus nos leva a responsabilidade e não temos como nos abster de cumprí-la.

O coração do padre

Filed under: Artigos — vidanova at 8:25 am on terça-feira, agosto 4, 2009

Dom Aloísio Sinésio Bohn

Aconteceu neste inverno: um jovem foi de madrugada visitar a namorada. Como o termômetro marcava seis (6) graus negativos; observei: jovem, você estraga sua saúde, pois é frio demais para ir de moto às montanhas. E o jovem: “Esta frio aí fora, mas aqui dentro (batendo no peito) está calor”!

Lembrei-me da reação dos discípulos de Emaús, com os quais Jesus ressuscitado caminhou e partiu o pão: “Não se abrasava nosso coração enquanto nos falava pelo caminho e nos explicava a Escritura”? (Lc 24,32).

Acompanhei muitos jovens no discernimento vocacional. Entre dúvidas e preces, de repente chega a opção: “Aqui estou, Senhor”. E tranqüilamente se prostra diante do altar, disponível para o ministério, participando do sacerdócio de Cristo. Será que é isto que o Cura d’Ars queria dizer quando afirmou: “O sacerdócio é o amor do coração de Jesus”?

O salmista exprime a mesma realidade interior assim: “O Senhor é a porção da minha herança… minha herança é magnífica” (Sl 16, 5-6).

O Apóstolo Paulo lembra ao jovem Timóteo que não basta optar, mas é preciso estar vigilante: “Não descuides teu carisma pessoal, que te foi concedido por indicação profética, quando os anciãos te impunham as mãos”. E continua: “Vigia tua pessoa e teu ensinamento e sê constante” (1Tim 4,14-16).

O padre está a serviço do povo, a exemplo de Cristo, pastor do rebanho. Certo dia vi a cena seguinte: Uma jovem senhora visitava com freqüência um seminarista inteligente e cheio de saúde. Ela insistiu que um homem precisa de esposa e filhos. O moço escancarou a janela do quarto, apontou para as vilas pobres perto do seminário e disse: “Eis minha esposa e meus filhos”.

Quando o coração se abrasa de amor por Deus e pelo povo, o padre perde o medo e joga sua vida pela causa. De fora pode parecer imprudência. Mas é ardor destemido, fruto do amor. Conheci esta intrepidez no jovem Padre Josimo, abatido covardemente na região do Tocantins, porque apoiava o direito dos despossuídos à terra. Assim também vejo o heróico Padre Gisley, empenhado em denunciar o assassinato de milhares de jovens. Foi emboscado e morto na periferia de Brasília. Bem disse Paulo a Timóteo: “O espírito que Deus nos deu não é de covardia, mas de força, amor e sobriedade” (2Tim 1,7).

Escutei um padre falar às lideranças: “Hoje um padre não sustenta sua vida de consagrado sem a amizade dos paroquianos”. Portanto, haja apoio humano e oração pelos padres. Parabéns aos padres pelo Dia do Padre.
 

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por
CNBB

 

Chamou os que quis

Filed under: Artigos — vidanova at 8:23 am on terça-feira, julho 21, 2009

 

Dom Caetano Ferrari, OFM

Não há Igreja de Cristo sem a Palavra de Deus e a Eucaristia. E não há celebração da Eucaristia e pregação da Palavra sem o chamado e o envio dos discípulos-missionários por Jesus Cristo. Jesus chamou os que quis para ficarem com Ele e os enviar à missão (cf. Mc 3, 13-14). Na linha da sucessão apostólica, hoje, os Padres, chamados também de Sacerdotes ou Presbíteros, são os discípulos-missionários de Jesus, o Bom Pastor que devotava misericórdia preferencialmente para com os doentes, pobres e pecadores.

 

Igualmente os Padres de nossa Diocese, à imagem do Bom Pastor, empenham-se para ter esse jeito de ser de Jesus, vivendo próximos do povo e servindo a todos com zelo pastoral, como homens de misericórdia e compaixão. É por isso que o nosso povo tem grande estima para com os nossos Padres. Enquanto estiveram em retiro espiritual, na semana passada, nossas comunidades de fé os acompanharam com suas orações. Isso explica porque o retiro foi muito proveitoso e frutuoso.

Como os Apóstolos foram importantes e insubstituíveis para o projeto de Jesus, também os nossos Padres o são hoje, A vocação sacerdotal é uma graça de Deus para quem é chamado; e o ministério sacerdotal, um dom de Deus para a Igreja.

Durante o Ano Sacerdotal, somos convidados a orar por mais e santas vocações, e pela santificação dos nossos Padres. Que eles possam, com a ajuda do Espírito Santo, deixar se configurar com o coração do Bom Pastor, e permanecer fiéis à vocação e missão de trabalhar pelo Reinado de Deus, em favor da vida humana, da vida em Cristo e da vida eterna.

 

 

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por
Diocese de Bauru/SP

 

Uniões homo-afetivas,esclare Dom Aldo Pagotto

Filed under: Afetividade e Sexualidade,Artigos,Respostas Católicas — vidanova at 8:34 am on segunda-feira, julho 20, 2009

Tomei conhecimento, através de repórteres, que me questionaram sobre a realização de uma união homo-afetiva (o imaginário popular chama de “casamento gay”) no auditório do Curso de Direito da UFPB.

A provocação dos jornalistas obriga-me, oportunamente, esclarecer a posição da Igreja Católica a respeito de tal expediente:

1. A Constituição Federal [Cap. VII; Art. 226 § 3º.] reconhece a proteção do Estado à união estável entre homem e mulher como entidade familiar. A Lei deve facilitar sua conversão em casamento. O § 5º. reza: os direitos e deveres referentes à sociedade conjugal são exercidos igualmente pelo homem e mulher.

2. O Código Civil [Livro IV; Art. 1511] reza: o casamento estabelece comunhão plena de vida com base na igualdade de direitos e deveres dos cônjuges. O Art. 1514 reza que o casamento realiza-se no momento em que o homem e a mulher manifestam a sua vontade de estabelecer vínculo conjugal, perante o juiz, que os declara casados.

3. O Direito da Igreja Católica estabelece pelo Código de Direito Canônico [Cânon 1055 § 1] que o pacto matrimonial, pelo qual o homem e a mulher constituem entre si o consórcio de toda a vida, por sua índole natural, é ordenado ao bem dos cônjuges e à geração e educação da prole, entre batizados — foi por Cristo Senhor elevado à dignidade de sacramento.

4. Sobre as uniões homo-afetivas, tanto o Estado quanto a Igreja, não reconhecem sua validade e legitimidade, equiparável à formação de uma Família, porquanto claudicam as condições essenciais para a sua finalidade, ou seja, a união fecunda do homem e da mulher, tal que sejam gerados filhos, seguidamente educados e adequadamente formados em ambiente familiar.

5. A respeito de pessoas de condições homo-afetivas, a Igreja entende a complexidade da fenomenologia, que se reveste de inúmeras formas ao longo dos séculos e das civilizações, em contextos culturais variáveis. Apoiando-se nas Sagradas Escrituras, pela Tradição, a Igreja sempre declarou que atos de homossexualismo são intrinsecamente desordenados, porquanto contrariam a lei e a ordem da natureza, pelo fato de fechar o ato afetivo-sexual à transmissão da vida. Não procedem, pois, à complementaridade efetiva e sexual verdadeira, e por isso em caso algum podem ser aprovados.

6. Um número não negligenciável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais inatas, pois não são eles que escolhem essa condição. Para a maioria essa condição constitui-se uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza, evitando-se para com eles todo sinal de discriminação injusta. (Cf. Catecismo da Igreja Católica, NN. 2357 e 2358).

7. Doutrinadores missionários da causa homossexual projetam seu próprio medo e suas ambigüidades na bandeira da homofobia. O mecanismo habitual da fobia é usado como bandeira homossexual, projetando sobre os heterossexuais e sobre toda a sociedade a angústia de suas pulsões interiores não resolvidas. Ao absorver o desapontamento ou desaprovação do mundo exterior contrário ao comportamento homossexual, vive-se uma contradição interior angustiante.

8. Dessa forma, a diversidade sexual mobiliza-se, através de siglas, abrigando grupos de pressão, visualizando o fantasma de seus perseguidores por todo canto. Comparam-se às minorias excluídas da sociedade, tais como vítimas do racismo e dos preconceitos. Sua mobilização defende uma bandeira política, criando o delito da homofobia como crime de repressão que deva ser penalizada.

9. A bandeira “gay” ganha foro de direitos em várias instâncias jurídicas de alguns países e se constitui com reivindicações jurídicas, elevando sua causa à proteção legal e à promoção ostensiva do homossexualismo com todos os direitos civis garantidos. Já não se trata dos direitos que toda pessoa possui e sim a causa do homossexualismo. Ora, não obstante as condições heterossexuais ou homossexuais, todos, como cidadãos e cidadãs, somos possuidores de direitos e também de deveres perante o Estado.

10. Pela Constituição Federal, quaisquer pessoas, independentemente de sua vida particular referente às questões afetivas e sexuais, possuem direitos de estabelecer os meios para sua sobrevivência digna, em particular ou em parceria. O que está em jogo na causa de gênero e da diversidade sexual é a imposição da união homo-afetiva equiparável à estabilidade da instituição da Família.

11. Segue-se daí a estratégia das uniões homo-afetivas, corroborando para a relativização da instituição familiar. A Igreja considera isso como suicídio da lei natural e dos vínculos sociais que a família estabelece como célula-mãe da sociedade.

12. Grupos de pressão privilegiam o subjetivismo de sua opção sexual escudando-a na égide dos direitos humanos, impondo-se à sociedade e ao Estado, exigindo o que é irreformável, a lei natural e positiva, estabelecida pelo Criador.

13. A vocação para o matrimônio está inscrita na própria natureza do homem e da mulher, conforme saíram das mãos do Criador.

 “Um homem deixa seu pai e sua mãe, une-se à sua mulher e eles se tornam uma só carne” [Cf. Gen. 2,24], de modo que já não são dois, mas, uma só carne (Mt. 19,6).

João Pessoa (PB), 19 de setembro de 2008.
+ Aldo di Cillo Pagotto, sss
Arcebispo Metropolitano da Paraíba

Michael Jackson,um outro lado do “Astro”.

Filed under: Artigos,Conheça Mais,Noticias — vidanova at 4:40 pm on terça-feira, julho 7, 2009

Michael Jackson e a “Cultura da Morte” que se volta contra o Ser Humano

Por Prof. Hermes Rodrigues Nery

O astro superpop Michael Jackson se tornou prisioneiro do sucesso e foi vítima do sistema que o produziu. Emblematiza agudamente a crueldade e a desumanidade da cultura pós-moderna.

Em Moonwalker, a personagem autobiográfica ainda criança, com um bando de garotos cantavam agressivos: “eu sou cruel”. Há também um Michael Jackson em fuga, primeiro dos fãs, depois de fantasmas e perseguidores, tendo que vestir uma máscara de burro para se disfarçar e, depois, projetando o burro para fora de si, animando-o e dançando com ele, depois de viajar numa espécie de nave espacial cantando ser um “demônio veloz”. Um clipe terrível, evidenciando a mente conturbada, aterrorizada por ratos e aranhas, e outros seres das trevas, numa confusão de cores e medos, sustos e violências, em meio a canções melancólicas, depressivas, e cheias de desespero, além de um vazio de sentido de vida, que torna tudo assustador a sua volta.

O menino prodígio que se destacou por uma voz magnífica, deixou-se enredar na teia da indústria cultural e pela tentação do híper-individualismo, que o fez sentir-se capaz de reconstruir o seu próprio corpo, buscando ser o que não era, perdendo o rumo de si num afã megalÿnomo de poder, que acabou corroído por excentricidades e patologias.

Certamente a sua tragédia existencial assumiu uma proporção tão avultada, mais grave, em tantos aspectos, de outros tristes casos da história recente, especialmente da música pop. Para ser (e se manter) o número um (o sucesso pelo sucesso, tudo pelo pódio), Michael Jackson espoliou a sua própria alma e o seu corpo, viveu uma síndrome de Frankestein, tornando-se um andróide dançante, robotizado, despersonalizado, aberrant e, e de estilo de vida suicida.

É impressionante a desfiguração sofrida, como anulou sua identidade, não conseguindo mais controle sobre o próprio rosto, em que tudo ia ficando artificial, como um homem-bolha, apartado de todos.

Acometido também pela síndrome de Peter Pan, recusou-se a crescer, a se amadurecer, a envelhecer, preferindo se instalar na “terra do nunca”, cujo infantilismo e exotismo o levaram a transgredir mais ainda, endividando-se cada vez mais para se livrar de escândalos sexuais com garotos, não dando conta de manter suas fantasias milionárias.

Notícias foram veiculadas dizendo que dormia em uma câmara hiperbárica, para protelar o envelhecimento, pois tinha obsessão pela juventude.

Uma pergunta intrigante: por que Thriller foi o álbum mais vendido da história, com conteúdo tão aterrorizante? Por que uma música com uma letra tão ocultista impactou tanto? Uma letra que fala de “algo maligno a espreitar no escuro”, em que é preciso gritar, e que “o terror toma o som antes de você fazê-lo”, um terror (thriller) que congela e paralisa. Uma música com uma estrofe terrível como esta: “porque isso é o terror, noite de terror / e ninguém vai te salvar / da besta pronta para te atacar (…) numa noite assassina de terror.” Pois esta música, com uma letra tão medonha ficou para a história como a música de maior sucesso, a obter um recorde sem precedentes, certificado pelo Guinnes World Records e fazer de Michael Jackson o homem mais conhecido do planeta.

O seu fenômeno é um sintoma de um tempo convulsivo, assombrado por uma “cultura da morte”, que se volta contra o ser humano. A sua morte precoce e a reação e histeria dos fãs em todas as partes do globo, comprovam que o mundo está mesmo dominado por ideologias do mal, sustentadas por uma mídia conivente com estas forças, situação esta que requer um contraponto (e mesmo resistência), para que tais ameaç as não comprometam de vez a própria civilização.

Prof. Hermes Rodrigues Nery é Coordenador da Comissão Diocesana em Defesa da Vida e Movimento Legislação e Vida, da Diocese de Taubaté,São Paulo.

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Quem assistiu a repetição de uma reportagem de Michael Jackson na TV sobre sua vida e seus valores,sua conturbada relação com o pai e sua imaturidade humana,compreende o porquê da presença de situações tão curiosas em sua vida privada,para não dizer,bizarras.

Não nos cabe julgá-lo.Não se nega sua contribuição musical para o mundo.Pena que essa contribuição tenha vindo misturada com tantos “contra-valores” e polêmicas.

Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/1566-michael-jacksonum-outro-lado-do-astro

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