Um ano em que a Igreja redescobriu a mensagem de São Paulo

Filed under: Liturgia,Noticias,Santa Sé — vidanova at 9:32 am on segunda-feira, junho 29, 2009

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 26 de junho de 2009

O Ano Paulino não só bateu recordes de visitas de peregrinos ao túmulo de São Paulo, em Roma, mas serviu também para a Igreja universal redescobrir a importância e a mensagem do apóstolo, explica o cardeal Andrea Cordero Lanza di Montezemolo.

O purpurado italiano, arcipreste da Basílica de São Paulo Fora dos Muros, fez nesta sexta-feira um balanço sintético para Zenit desses 12 meses, à margem do encontro que manteve com os jornalistas na Sala de Imprensa da Santa Sé.

Segundo explicou o cardeal, que propôs ao Papa a convocação deste ano para tod a a Igreja, o grande fruto recolhido foi “dar a conhecer melhor e meditar a riquíssima mensagem do apóstolo em seus escritos que, frequentemente, são difíceis e pouco conhecidos ou mal interpretados”.

“O que Paulo apresenta é a Palavra de Deus como norma para nossa vida de cada dia”, sintetiza o purpurado.

De acordo com o cardeal, nascido há 83 anos em Turim, este fruto pôde-se percorrer em parte e sobretudo graças ao magistério que durante esses 12 meses o Papa ofereceu sobre a figura de Saulo de Tarso.

Em particular, o cardeal lembrou com satisfação do momento em que o Papa lhe anunciou que dedicaria as catequeses de quarta-feira à mensagem de Paulo.

“O Papa, grande teólogo, tem uma capacidade extraordinária para tornar fáceis as coisas difíceis.”

Por este motivo, reconhece, um grande fruto desse ano for am as catequeses do Papa, pronunciadas entre 2 de julho de 2008 e 4 de fevereiro de 2009, e que agora a Livraria Editora Vaticana apresenta em um volume.

Entre os eventos eclesiais deste ano, o cardeal sublinha “a abertura do Sínodo dos Bispos sobre a Palavra de Deus, que o Papa realizou no mês de outubro passado na basílica de São Paulo”.

De fato, nessa reunião mundial de bispos, São Paulo, depois de Cristo, foi o mais citado.

Impacto ecumênico

Este fruto do Ano Paulino –acrescentou–, não apenas pôde-se constatar na Igreja católica, mas também se estendeu a “todos os cristãos”, alcançando assim um real impacto ecumênico.

Como exemplo, cita a “Sinaxis”, o encontro dos patriarcas das Igrejas ortodoxas em Constantinopla, celebrado em outubro, em que se propôs um congresso sobre São Paulo.

O outro fruto ecumênico desse ano –explica– foram as visitas dos patriarcas com amplas delegações de Igrejas orientais, católicas e não católicas, à Basílica de São Paulo, em Roma.

Foram numerosas também as peregrinações a São Paulo Fora dos Muros promovidas pelas Igrejas surgidas da Reforma.

Porta Paulina segue aberta

“O Ano Paulino conclui –reconhece o cardeal–, mas os benefícios espirituais que suscitou em todo mundo devem continuar.”

A Porta Paulina da Basílica seguirá aberta, e a chama que Bento XVI acendeu no início desse ano seguirá brilhando.

Nesse sentido, o cardeal crê que este novo Ano Sacerdotal é uma oportunidade para aprofundar nas riquezas do Ano Paulino.

Com esta iniciativa –assinala–, o Papa apresenta aos sacerdotes a figura de Paulo como mod elo para suas vidas e de relação com Deus.

Solenidade de São Pedro e São Paulo, dia do Papa

Filed under: Liturgia — vidanova at 8:22 am on sexta-feira, junho 26, 2009

Dom Eurico dos Santos Veloso


A Solenidade de São Pedro e São Paulo, celebrada desde tempos remotíssimos, ensina-nos que a Igreja, na qual cremos, está alicerçada sobre o fundamento dos apóstolos, consoante as palavras do próprio Cristo: “Quem vos ouve, a mim ouve”. Sim, a fé que hoje professamos, depois de dois mil anos, é a mesma professada pelos apóstolos escolhidos e enviados por Cristo. O Espírito atua na Igreja de modo a torná-la, sob a proteção dos mesmos apóstolos colocados à sua frente e conduzida pelos seus legítimos sucessores, depositária e fiel mensageira do Evangelho da Vida.

Pedro e Paulo, cada qual a seu modo, contribuíram eficazmente para edificar a Casa de Deus neste mundo como sinal da Morada Eterna que nos é prometida em Cristo. Pedro, escolhido por Jesus para ser o chefe dos apóstolos e de toda a Igreja, soube apascentar as ovelhas e os cordeiros que lhe foram confiados, confirmando-lhes a fé com o derramamento do próprio sangue. Paulo, agraciado com o dom da verdadeira conversão ao Evangelho, tornou-se, por disposição mesma do Senhor, o grande apóstolo dos gentios e o incomparável defensor da gratuidade da salvação, vindo, à semelhança de Pedro, a derramar o seu sangue como supremo testemunho da fé que tão zelosamente anunciava com muitas renúncias e provações.

Ao celebrarmos os dois insignes apóstolos, lembramo-nos naturalmente do Papa, a quem cabe, em primeiro lugar, guardar, defender, anunciar e testemunhar a fé que herdamos de Pedro e Paulo. Bento XVI é hoje o grande apóstolo do Evangelho que nos dá a Vida verdadeira. Como sucessor de Pedro e herdeiro de seu carisma-ministério, preside hoje à caridade, apascentando com zelo os fiéis que lhe são confiados. Mas é também chamado, a exemplo de Paulo, a desgastar-se de todos os modos, a fim de que a Palavra de Deus atinja os corações e, assim, o mundo se renove na esperança que vem da firmeza de Deus. Bento XVI tem desempenhado muito bem seu ofício de propagador da fé e da beleza da salvação. Notáveis são suas palavras e ensinamentos, carregados de profundo significado e sabedoria, dirigidos para um mundo aparentemente mais distante de Cristo e da sua Igreja. Os ensinamentos do Papa são capazes de interpelar as consciências e fazê-las pensar, e a Igreja, sem dúvida, tem sido levada, com Bento XVI, a aprofundar-se no conhecimento de suas raízes.

Que São Pedro e São Paulo intercedam sempre pela Igreja que lhes custou o sangue, proteja o Santo Padre Bento XVI e alcancem para todos nós a graça de sermos discípulos missionários de Jesus Cristo na aurora do século XXI!

 

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por
CNBB

Papa convida sacerdotes a crescerem na intimidade com Jesus

Filed under: Liturgia,Noticias,Santa Sé — vidanova at 4:26 pm on sexta-feira, junho 19, 2009

Padres rezam durante a Celebração de abertura do Ano Sacerdotal conduzida pelo Papa Bento XVI

Nesta sexta-feira, 19, solenidade do Sagrado Coração de Jesus e Dia de Santificação dos Sacerdotes, o Papa Bento XVI presidiu às segundas Vésperas, na Basílica de São Pedro. Com essa Celebração, o Santo Padre abriu o Ano Sacerdotal por ele convocado, por ocasião dos 150 anos de morte do Santo Cura D’Ars – São João Maria Vianney – patrono dos párocos, que ele proclamará patrono de todos os sacerdotes.

A Celebração foi precedida, por um discurso do secretário da Congregação para o Clero, Dom Mauro Piacenza. Em seguida, teve lugar a procissão com a Relíquia do Santo Cura D’Ars – o seu coração – saindo da Capela da Piedade até o altar da Confissão e a Capela do Coro.

A procissão foi conduzida pelo arcipreste da Basílica Vaticana, Cardeal Angelo Comastri; pelo prefeito da Congregação para o Clero, Cardeal Claudio Hummes; e pelo Bispo de Belley-Ars, Dom Guy Bagnard.

Ao chegar à Basílica Vaticana, o Papa foi até a Capela do Coro, onde venerou a Relíquia de São João Maria Vanney. Após a celebração das segundas Vésperas teve lugar a Adoração Eucarística.

Coração amoroso de Deus

O Santo Padre desenvolveu a sua homilia partindo da festa que hoje celebramos – Solenidade do Sagrado Coração de Jesus – contextualizando-a na liturgia do dia. Bento XVI afirmou que no Antigo Testamento se fala 26 vezes do coração de Deus, considerado como o órgão de sua vontade.

Em seguida, o Papa evocou uma passagem na qual o tema do coração de Deus se encontra expresso de modo absolutamente claro: o capítulo 11 do livro do profeta Oséias, no qual os primeiros versículos descrevem a dimensão do amor com o qual o Senhor se dirigiu a Israel no alvorecer de sua história: “Quando Israel era um menino, eu o amei e do Egito chamei meu filho” (v 1).

Na realidade – observou o Papa – Israel responde com indiferença e até mesmo com ingratidão à incansável predileção divina. “Mas quanto mais eu os chamava, tanto mais eles se afastavam de mim (v 2). Todavia – prosseguiu o Pontífice – o Senhor jamais abandona Israel nas mãos dos inimigos, porque o “meu coração se contorce dentro de mim, minhas entranhas comovem-se”, diz o Senhor (v 8).

Na solenidade do Sagrado Coração, enfatizou o Papa, “a Igreja oferece este mistério à nossa contemplação, o mistério do coração de um Deus que se comove e derrama o seu amor sobre a humanidade”.

Bento XVI agradeceu a todos aqueles que, respondendo a seu convite, se fizeram presentes na Basílica de São Pedro para a Celebração com a qual foi aberto o Ano Sacerdotal.

O Santo Padre dirigiu uma saudação particular aos cardeais e bispos presentes, entre os quais, ao prefeito e ao secretário da Congregação para o Clero, respectivamente, Cardeal Claudio Hummes, e Dom Mauro Piacenza.

Amor que salva e faz viver

No Coração de Jesus encontra-se o núcleo essencial do Cristianismo, disse Bento XVI, acrescentando que em Cristo nos foi revelada e oferecida toda a novidade revolucionária do Evangelho: “o Amor que nos salva e nos faz viver desde já na eternidade de Deus”.

Referindo-se ao solene início do Ano Sacerdotal por ele convocado por ocasião dos 150 anos da morte do Santo Cura D’Ars, o Papa citou a carta enviada aos sacerdotes para este especial ano jubilar.

O Pontífice fez votos de que esta sua missiva seja uma ajuda e encorajamento a fazer deste ano uma ocasião propícia para crescer na intimidade com Jesus, “que conta conosco, seus ministros, ressaltou, para difundir e consolidar o seu Reino”.

Em seguida, Bento XVI referiu-se ao Apóstolo dos Gentios, a quem foi dirigia a atenção durante o Ano Paulino que está para se concluir. “Deixar-se conquistar plenamente por Cristo”: esta foi a finalidade de toda a vida de São Paulo, recordou o Papa, ressaltando que essa foi também a meta de todo o mistério do Santo Cura D’Ars. “Que este seja também o objetivo principal de cada um de nós”, foi a exortação do Pontífice.

Promessas sacerdotais

Em seguida, Bento XVI recordou as “promessas sacerdotais” feitas no dia da ordenação presbiteral e que são renovadas todos os anos, na Quinta-feira Santa, na Missa do Crisma.

“Até mesmo as nossas carências, os nossos limites e fraquezas devem reconduzir-nos ao Coração de Jesus”, disse o Papa, ressaltando que nada faz a Igreja sofrer tanto quanto os pecados de seus pastores, sobretudo daqueles que se transformam em “ladrões das ovelhas” (Jo 10, 1ss) ou porque as desviam com as suas doutrinas privadas, ou porque as abordam com laços de pecado ou de morte.

“Também para nós, caros sacerdotes, foi a exortação do Pontífice, vale o chamado à conversão e ao recurso à Divina Misericórdia, e igualmente devemos dirigir com humildade ao Coração de Jesus o premente pedido de que nos preserve do risco terrível de prejudicar aqueles a quem devemos salvar”.

Por fim, Bento XVI recordou que “a Igreja precisa de sacerdotes santos; de ministros que ajudem os fiéis a experimentar o amor misericordioso do Senhor e sejam testemunhas convictas desse amor.

O Papa concluiu a homilia da Celebração das segundas Vésperas dirigindo-se a Nossa Senhora:

“Que a Virgem Santa, nossa Mãe, nos acompanhe no Ano Sacerdotal que hoje iniciamos, para que possamos ser guias firmes e iluminados para os fiéis que o Senhor confia aos nossos cuidados pastorais”.

A festa do Coração de Jesus

Filed under: Liturgia — vidanova at 11:47 am on sexta-feira, junho 19, 2009

A Igreja celebra a Festa do Sagrado Coração de Jesus na sexta feira da semana seguinte à Festa de Corpus Christi. O coração é mostrado na Escritura como símbolo do amor de Deus. No Calvário o soldado abriu o lado de Cristo com a lança (Jo 19,34). Diz a Liturgia que “aberto o seu Coração divino, foi derramado sobre nós torrentes de graças e de misericórdia”. Jesus é a Encarnação viva do Amor de Deus, e seu Coração é o símbolo desse Amor. Por isso, encerrando uma conjunto de grandes Festas (Páscoa, Ascensão, Pentecostes, Santíssima Trindade, Corpus Christi), a liturgia nos leva a contemplar o Coração de Jesus. [Consagre-se ao Coração de Jesus]

 

Este sagrado Coração é a imagem do amor de Jesus por cada um de nós. É a expressão daquilo que São Paulo disse: ”Eu vivi na fé do Filho de Deus, que me amou e se entregou a si mesmo por mim (Gl 2,20). É o convite a que cada um de nós retribua a Jesus este amor, vivendo segundo a Sua vontade e trabalhando com a Igreja pela salvação das almas.

 

Muitos Santos veneraram o Coração de Jesus. Santo Agostinho disse: “Vosso Coração, Jesus, foi ferido, para que na ferida visível contemplássemos a ferida invisível de vosso grande amor”. São João Eudes, grande propagador desta devoção no século XVII, escreveu o primeiro ofício litúrgico em honra do Coração de Jesus, cuja festa se celebrou pela primeira vez na França, em 20 de outubro de 1672.

 

Jesus revelou o desejo da Festa ao seu Sagrado Coração à religiosa Santa Margarida Maria Alacoque, na França, mostrando-lhe o “Coração que tanto amou os homens e é por parte de muitos desprezado”. S. Margarida teve como diretor espiritual o padre jesuíta S. Cláudio de la Colombière, canonizado por João Paulo II, e que se incumbiu de progagar a grande Festa.

 

O Papa Pio XII afirmou que tudo o que S. Margarida declarou “estava de acordo com a nossa fé católica”. Este foi um grande sinal a mais da misericórdia e da graça para as necessidades da Igreja, especialmente num tempo em que grassava a heresia do jansenismo (do bispo francês Jansen) que ensinava uma religião triste e ameaçadora.

O Papa Clemente XIII aprovou a Missa em honra do Coração de Jesus e Pio X, dia 23 de agosto de 1856, estendeu a Festa para toda a Igreja a ser celebrada na sexta-feira da semana subseqüente à festa de Corpus Christi. O papa Leão XIII consagrou o mundo ao Sagrado Coração de Jesus. Paulo VI disse certa vez que ela é garantia de crescimento na vida cristã e garantia da salvação eterna.

Entre as Promessas que Jesus fez à Santa Margarida está a das Nove Primeiras Sextas Feiras do mês: aos fiéis que fizerem a Comunhão em nove primeiras sextas-feiras de cada mês, seguidas e sem interrupção, prometeu o Coração de Jesus a graça da perseverança final, o que significa que a pessoa nunca deixará a fé católica e buscará a sua santificação. São as chamadas Comunhões reparadoras a Jesus pela ofensa que tantas vezes seu Sagrado Coração é tão ofendido pelos homens.

 

Pio XII disse: “Nada proíbe que adoremos o Coração Sacratíssimo de Jesus Cristo, enquanto é participante e símbolo natural e sumamente expressivo daquele amor inexaurível em que, ainda hoje, o Divino Redentor arde para com os homens”.

 

Essas são as Promessas que Jesus fez:

 

“No extremo da misericórdia do meu Coração onipotente, concederei a todos aqueles que comungarem nas primeiras sextas feiras de cada mês, durante nove meses consecutivos a graça do arrependimento final. Eles não morrerão sem a minha graça e sem receber os SS. sacramentos. O meu coração naquela hora extrema ser-lhe-á seguro abrigo”.

 

As outras promessas do Coração de Jesus a Santa Margarida Maria Alacoque:

 

1 – Conceder-lhe-ei todas as graças necessárias ao seu estado.

2 – Porei a paz em suas famílias.

3 – Consolá-los-ei nas suas aflições.

4 – Serei seu refúgio na vida e especialmente na hora da morte.

5 – Derramarei copiosas bênçãos sobre suas empresas.

6 – Os pecadores encontrarão no meu Coração a fonte, oceano infinito de misericórdia.

7 – Os tíbios se tornarão fervorosos.

8 – Os fervorosos alcançarão rapidamente grande perfeição.

9 – Abençoarei os lugares onde estiver exposta e venerada a imagem do meu Coração.

10 – Darei aos sacerdotes a força de comover os corações mais endurecidos.

11 – O nome daqueles que propagarem esta devoção ficará escrito no meu Coração e de lá nunca será apagado.

 

 

Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino, casado, 5 fihos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de Aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: “Escola da Fé” e “Trocando Idéias”. Conheça mais em Blog do Professor Felipe
Site do autor: www.cleofas.com.br

Cristo nos tira do túmulo

Filed under: Liturgia — vidanova at 1:16 pm on terça-feira, abril 14, 2009

Um senhor me contou que foi numa festa, onde havia bastante jovens. Para colaborar no ambiente de alegria, convidou uma jovem para dançar. A menina fez um gesto de repúdio, dizendo: “seu velho, volte para seu túmulo”!

Na semana santa, Deus faz o contrário. Envia seu Filho Jesus Cristo até nós, porque nos ama. Cristo assume nossas dores e misérias, sobe o Calvário com a cruz, deixa-se crucificar e morre por nós. E mais: desce aos abismos profundos, toma o velho Adão pela mão e o devolve à luz, à vida e à esperança. Em Adão, Cristo traz de volta toda a humanidade.

A Páscoa é isto: Cristo ressuscita, vence o mal e a morte. Esta vitória é a nossa vitória.

Conseqüência? Na Páscoa somos convidados a renovar nossa esperança, pois somos amados por Deus. É lançar-se nas mãos de Deus e aceitar-se qual sopro e perfume de Deus. Além disso, temos a tarefa de fazer o que Jesus fez: tomar pela mão os fracassados e sofredores para devolver-lhes a alegria de viver. E qual Maria Madalena levar um pote de bálsamo aos marcados pela solidão, pela carência afetiva, pela doença incurável, pela velhice. É o que hoje se diz “Igreja samaritana”.

No mundo de mentira, de ódio, de maledicência, de violência e de guerra, ser presença de amor e de perdão. Como Jesus no Calvário: “Pai, perdoai-lhes porque não sabem o que fazem” (Lc 23, 34).

Jesus ficava triste com os fariseus “por causa da dureza de coração”. Na Sexta-feira Santa, em meditação junto ao túmulo de Jesus, é bom examinar-se: como vai minha compaixão pelos sofredores? Também eu posso estar afetado da “dureza de coração”.

Finalmente, Páscoa é alegria. Com sua ressurreição, Cristo nos abre o túmulo e nos agracia com a vida eterna. Apesar de tudo. Isto ele faz por graça, por amor a nós. Então clamamos: “Aleluia”!


Feliz Páscoa!

 

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por
CNBB

 

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