Uniões homo-afetivas,esclare Dom Aldo Pagotto

Filed under: Afetividade e Sexualidade,Artigos,Respostas Católicas — vidanova at 8:34 am on segunda-feira, julho 20, 2009

Tomei conhecimento, através de repórteres, que me questionaram sobre a realização de uma união homo-afetiva (o imaginário popular chama de “casamento gay”) no auditório do Curso de Direito da UFPB.

A provocação dos jornalistas obriga-me, oportunamente, esclarecer a posição da Igreja Católica a respeito de tal expediente:

1. A Constituição Federal [Cap. VII; Art. 226 § 3º.] reconhece a proteção do Estado à união estável entre homem e mulher como entidade familiar. A Lei deve facilitar sua conversão em casamento. O § 5º. reza: os direitos e deveres referentes à sociedade conjugal são exercidos igualmente pelo homem e mulher.

2. O Código Civil [Livro IV; Art. 1511] reza: o casamento estabelece comunhão plena de vida com base na igualdade de direitos e deveres dos cônjuges. O Art. 1514 reza que o casamento realiza-se no momento em que o homem e a mulher manifestam a sua vontade de estabelecer vínculo conjugal, perante o juiz, que os declara casados.

3. O Direito da Igreja Católica estabelece pelo Código de Direito Canônico [Cânon 1055 § 1] que o pacto matrimonial, pelo qual o homem e a mulher constituem entre si o consórcio de toda a vida, por sua índole natural, é ordenado ao bem dos cônjuges e à geração e educação da prole, entre batizados — foi por Cristo Senhor elevado à dignidade de sacramento.

4. Sobre as uniões homo-afetivas, tanto o Estado quanto a Igreja, não reconhecem sua validade e legitimidade, equiparável à formação de uma Família, porquanto claudicam as condições essenciais para a sua finalidade, ou seja, a união fecunda do homem e da mulher, tal que sejam gerados filhos, seguidamente educados e adequadamente formados em ambiente familiar.

5. A respeito de pessoas de condições homo-afetivas, a Igreja entende a complexidade da fenomenologia, que se reveste de inúmeras formas ao longo dos séculos e das civilizações, em contextos culturais variáveis. Apoiando-se nas Sagradas Escrituras, pela Tradição, a Igreja sempre declarou que atos de homossexualismo são intrinsecamente desordenados, porquanto contrariam a lei e a ordem da natureza, pelo fato de fechar o ato afetivo-sexual à transmissão da vida. Não procedem, pois, à complementaridade efetiva e sexual verdadeira, e por isso em caso algum podem ser aprovados.

6. Um número não negligenciável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais inatas, pois não são eles que escolhem essa condição. Para a maioria essa condição constitui-se uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza, evitando-se para com eles todo sinal de discriminação injusta. (Cf. Catecismo da Igreja Católica, NN. 2357 e 2358).

7. Doutrinadores missionários da causa homossexual projetam seu próprio medo e suas ambigüidades na bandeira da homofobia. O mecanismo habitual da fobia é usado como bandeira homossexual, projetando sobre os heterossexuais e sobre toda a sociedade a angústia de suas pulsões interiores não resolvidas. Ao absorver o desapontamento ou desaprovação do mundo exterior contrário ao comportamento homossexual, vive-se uma contradição interior angustiante.

8. Dessa forma, a diversidade sexual mobiliza-se, através de siglas, abrigando grupos de pressão, visualizando o fantasma de seus perseguidores por todo canto. Comparam-se às minorias excluídas da sociedade, tais como vítimas do racismo e dos preconceitos. Sua mobilização defende uma bandeira política, criando o delito da homofobia como crime de repressão que deva ser penalizada.

9. A bandeira “gay” ganha foro de direitos em várias instâncias jurídicas de alguns países e se constitui com reivindicações jurídicas, elevando sua causa à proteção legal e à promoção ostensiva do homossexualismo com todos os direitos civis garantidos. Já não se trata dos direitos que toda pessoa possui e sim a causa do homossexualismo. Ora, não obstante as condições heterossexuais ou homossexuais, todos, como cidadãos e cidadãs, somos possuidores de direitos e também de deveres perante o Estado.

10. Pela Constituição Federal, quaisquer pessoas, independentemente de sua vida particular referente às questões afetivas e sexuais, possuem direitos de estabelecer os meios para sua sobrevivência digna, em particular ou em parceria. O que está em jogo na causa de gênero e da diversidade sexual é a imposição da união homo-afetiva equiparável à estabilidade da instituição da Família.

11. Segue-se daí a estratégia das uniões homo-afetivas, corroborando para a relativização da instituição familiar. A Igreja considera isso como suicídio da lei natural e dos vínculos sociais que a família estabelece como célula-mãe da sociedade.

12. Grupos de pressão privilegiam o subjetivismo de sua opção sexual escudando-a na égide dos direitos humanos, impondo-se à sociedade e ao Estado, exigindo o que é irreformável, a lei natural e positiva, estabelecida pelo Criador.

13. A vocação para o matrimônio está inscrita na própria natureza do homem e da mulher, conforme saíram das mãos do Criador.

 “Um homem deixa seu pai e sua mãe, une-se à sua mulher e eles se tornam uma só carne” [Cf. Gen. 2,24], de modo que já não são dois, mas, uma só carne (Mt. 19,6).

João Pessoa (PB), 19 de setembro de 2008.
+ Aldo di Cillo Pagotto, sss
Arcebispo Metropolitano da Paraíba

Maus exemplos não invalidam o valor do celibato sacerdotal, esclarece Bispo argentino

Filed under: Noticias,Respostas Católicas — vidanova at 7:54 am on quinta-feira, maio 7, 2009

O Bispo de Posadas, Dom Juan Rubén Martínez, explicou que não se pode reduzir o celibato a uma “mera imposição da Igreja” e precisou que “os maus exemplos e até nossas próprias limitações não invalidam o aporte de tantos que antes e atualmente dão sua vida por outros”.

Dom Martínez precisou que “desde uma visão materialista que ‘só’ compreende o homem desde o fisiológico e instintivamente, dificilmente é possível entender estes valores como um ‘dom de Deus’, como um presente e instrumento de serviço à humanidade e ao bem comum”; e reconheceu que “partindo de uma antropologia materialista é obvio que o matrimônio monogâmico e o celibato serão considerados como algo anti-natural”.

Entretanto, advertiu que “reduzir o celibato a uma mera imposição da Igreja é de fato uma falta de respeito à inteligência e ao mesmo Cristo ‘supremo e eterno sacerdote’, ‘celibatário’, que deu sua vida por todos nós e que Ele mesmo recomendou; aos textos bíblicos que têm uma profunda valorização do celibato e da castidade pelo Reino dos céus; e aos Padres  da Igreja, doutores e pastores do início apostólico e até o presente”.

O Prelado indicou que “o unir o celibato e o sacerdócio ministerial é uma opção por uma maior radicalidade evangélica feita pela Igreja desde sua potestade e respaldada pela Palavra de Deus e o testemunho dos Santos e tantos homens e mulheres que ao longo da história desde este dom, e mesmo desde suas fragilidades trataram e tratam de doá-lo tudo em exclusividade a Deus e a seu povo. Os maus exemplos e até nossas próprias limitações não invalidam o aporte de tantos que antes e atualmente dão sua vida por outros”.

É necessário “ter uma experiência de encontro com Cristo Ressuscitado para poder captar que nossa vida está repleta de sentido. Possivelmente esta expressão nos sirva para entender que somente desde a fé podemos ter uma compreensão profunda de temas como a vida, a família e o matrimônio, a Igreja e sua missão, o sacerdócio e o celibato”, assinalou.

Também recordou que o Papa Bento XVI em sua mensagem para a Jornada Mundial de Oração pelas Vocações, diz que “uma vez mais, Jesus é o modelo exemplar de adesão total e confiada à vontade do Pai, a quem toda pessoa consagrada deve olhar. Atraído por Ele, desde os primeiros séculos do cristianismo, muitos homens e mulheres abandonaram família, posses, riquezas materiais e tudo o que é humanamente desejável, para seguir generosamente a Cristo e viver sem ataduras seu Evangelho, que se converteu para eles em escola de santidade radical”.

“Se humanizarmos a sexualidade e a consideramos como capacidade de espiritualidade no homem e a mulher, assim como a inteligência, a vontade, a liberdade, e sua capacidade de transcendência, poder-se-á entender que a sexualidade e a fecundidade é maravilhosa e muito mais plena, porque está ligada ao amor humano, e não só a uma sexualidade liberada dos instintos que sempre deixam a pessoa inundada em uma profunda insatisfação”, afirmou.

O Bispo sustentou que “desde uma compreensão correta da pessoa humana, também se pode entender que a sexualidade é um veículo que não só realiza a generosidade, mas também é capaz de instrumentar a doação da própria vida no amor aos demais. Em definitiva, é porque a pessoa está feita para o amor que ela se plenifica doando-se a si mesma”.

Por último, Dom Martínez animou a rezar pelas vocações sacerdotais e religiosas, com “a confiança na iniciativa de Deus e na resposta humana”, e agradeceu a Deus porque “Ele segue realizando o chamado e a resposta de muitos jovens a consagrar-se a Deus e a seus irmãos. Eles respondem ao chamado porque acreditam no amor”.

Fonte: ACI Digital

Tatuagem.Cristão pode?

Filed under: Artigos,Conheça Mais,Respostas Católicas — vidanova at 8:02 am on terça-feira, maio 5, 2009

Andei fazendo uma pesquisa sobre o assunto.Partilho o que descobri.

De onde veio a palavra tatuagem?

A palavra tatuagem tem origem da palavra tattoo utilizada por primeira vez por James Cook, explorador inglês do pacifico e “descobridor” da Austrália, que escreveu em seu diário a palavra tattow, em referência ao som feito durante a execução da mesma pelos nativos entre sí.

Qual a origem da tatuagem?

Tatuagem surgiu originalmente como expressão de uma religião e tem sua força motriz na crença. E isso se deu especialmente entre os povos egípcios, nas tribos indígenas, grupos sociais originários africanos e asiáticos, como expressão de sua fé e vivência religiosa-social, por cujo grafismo corporal, simbolismo, procuravam guardar e perpetuar suas tradições nos cultos, festas, trabalhos e batalhas.

Pode-se entender a tatuagem como arte?

Tatuar-se hoje é moda, mas o fato de ser moda não a perfila como obra de arte ou efetiva expressão da mesma, pois não convém confundir a obra de arte com qualquer modismo que se utilize de técnica artística.

A arte tem a vocação de revelar um aspecto do ser e de causar comumente no expectador que a contemple, a felicidade pela descoberta da revelação da verdade do ser sob o prisma do belo.

Não é difícil encontrar corpos tatuados que causam o contrário… Inclusive mal estar em quem os vê… uma sensação de desordem por não sabermos o que significa e de não saber onde começa e onde termina tal mensagem. Outras, no entanto,que exprimem certa beleza.

Portanto, não é qualquer técnica ou expressão artística que define a arte enquanto expressão do belo.

Mas o valor afetivo que as tatuagens possuem para quem se tatua, não tem importância?

Não se duvida do valor sentimental, do sentido e do significado que algumas tatuagens guardam para a pessoa que as possui… Seja ele bom ou mal, pois há quem tatue no corpo o número de homicídios cometidos, crimes praticados ou o número de vidas salvas, do filho amado… Não há dúvidas que é o sentimento o norteador de tal atitude.

O homem do século XXI, apesar de toda fama de tecnocêntrico e racional revela-se sentimental, dado com facilidade às paixões, levado, muitas vezes, para onde leva e aponta o vento dos sentimentos e das vaidades…

As paixões não são boas nem más em si mesmas, mas o seu uso e a intenção que as movem podem torná-las boas ou más. Embora as paixões sejam expressões da alma, é o corpo que as manifestam. Por isso, nos últimos anos o corpo tem sido a sede e o lugar comum de uma crescente afirmação da subjetividade sentimental e do relativismo da expressão corporal, seja por um sentimento de revolta, de prazer ou de crise de identidade.

É possível se tatuar na busca de uma afirmação de identidade?

Alguns se tatuam na expectativa de alguma mudança para melhorar a vida,por moda,necessidade de aceitação pelo grupo ou por motivo de fuga, na medida em que isso lhes possa proporcionar algum benefício, promessa de conquistas, sentimentos, diferenciação, domínio, sofrimento, depressão, estresse, poder, fama, afirmação… subjacente a tudo, está muitas vezes a necessidade de afirmar a própria identidade.

O filme, “Amnésia”, por exemplo, conta a história de um homem que por padecer de amnésia após sofrer um acidente, vale-se da tatuagem como memória e identidade, por cuja razão, na trama, o personagem tatua todo o seu corpo para não se esquecer dos últimos fatos que aconteciam em sua vida.

A ilusão é a aparência, não é a realidade. As ilusões passam, mas a realidade não. Se a realidade é um pesadelo, pior é iludir-se com doces sonhos, pois estes passam e ao despertar encontra uma realidade amarga.

Então o que fazer? Se a realidade é um pesadelo procure-se conhecer as razões e os motivos que a torne menos pesada e descobrindo-os já terás dado um passo muito importante para torná-la mais branda. Mas lembre-se: é inatingível uma realidade de puro e doce sonho.

Uma questão fundamental: a tatuagem é um mal?

Embora a tatuagem não seja em si mesma nem um bem nem um mal, pode ser sinal ou expressar a perda de um bem.

Neste caso não a tatuagem, mas o que leva à tatuagem pode ser a expressão de um bem ou de um mal. E nisso há valor moral: por exemplo, há intenção moral má quando se tatua com cruzes na medida em que estas sinalizam o número de mortes que já se cometeu; quando se tatua com os nomes de mulheres enquanto sinalizam a posse sexual das mesmas.

Mas há também intenção moral boa: quando se tatua o nome de um ente querido em sinal de memória; de um sinal religioso em sinal de fé; o nome da esposa em sinal de fidelidade. Mas a tatuagem, nestes últimos casos, não é amuleto e não dá garantia nenhuma da memória do ente querido, da fidelidade conjugal, da proteção pela fé; por isso, embora a tatuagem neste caso não se revista de valor imoral, ela mesma não revela senão um sentimento acerca de pessoas, coisas e fatos sem sentido algum se não responde à intenção original; e com a possibilidade do arrependimento de se haver tatuado.

Não raro também uma tatuagem segue ou expressa um modelo de comportamento, mesmo quando feita como provocação do próprio comportamento. Em geral quando se reverte em comportamento é porque a tatuagem representa uma filosofia de vida, ou uma conseqüência de viver um determinado tipo de vida: por que alguém tatuaria uma arma no braço? Uma caveira? Uma mulher nua? Um demônio?

É evidente que a tatuagem, de um modo geral, revela uma situação, conduta e intenção de vida que se traduz em comportamento. Isso não significa que não existam exceções a regra.

Se analisada pelo binômio custo-benefício a tatuagem não traz nenhuma vantagem, pois além de trazer riscos para a saúde psico-somática, gera perda de tempo, dinheiro, além de deixar registrado no corpo o sinal de uma paixão, de um sentimento que, como toda paixão, em sua efemeridade, tem tempo certo para terminar,

Portanto, pode passar com o tempo e tornar-se vencida ou mal querida na maturidade ou na superação da paixão; e isso ocorre muito freqüentemente, quando, chegando na maturidade, se procura desfazer-se da tatuagem que um dia foi expressão de um sentimento e da moda do seu tempo.

Mas o sentimento e a moda passam e, ainda que não para sempre, o corpo fica e com ele a pessoa que se é. Da idéia da vantagem de ser diferente e de ser original seguem-se as desvantagens: dor risco de infecções, custo para tatuar e do alto custo para tirar, arrependimento… e muitos outros!

E quando os pais já são tatuados ou sofrem pressão dos filhos para permitirem se tatuarem?

Não raro se vêem os pais com vergonha ou medo de dizerem não ou ensinar a verdade aos filhos, uma vez que o exemplo partiu do próprio pai; mas os pais não podem amedrontarem-se para ensinar a verdade aos filhos: que a tatuagem dói, representa risco e muitas outras desvantagens.

Há tatuagens que depõem claramente não só contra a fé, mas também contra a dignidade da própria pessoa.

E o que dizer àqueles cristãos que pensam na tatuagem como forma de exprimir sua fé?

As tatuagens em nossa cultura servem mais para contrariar a fé do que para manifestá-la. Embora sejam comuns, não serão as tatuagens de cruzes, de Cristo ou de santos que darão conta da fé que se tem, mas a coerência da vida!

A tatuagem e vida profissional. O que dizer?

Muitas empresas não vêem com bons olhos as tatuagens. E isso não só em função da aparência que pode contrariar a imagem ou o produto que represente a empresa, mas também do risco à saúde. Não raro funcionários tatuados escondem-nas dos patrões, pois conhecem bem o risco se revelá-las, exceto o caso de empresas que delas se valham para vender o produto.

Ter algo que dificulte a vida profissional ou social é algo que deve ser pensado na hora de tatuar-se.

Será isso preconceito? Neste caso, claro que não, preconceito é opinião favorável ou desfavorável concebido sem exame crítico ou sem conhecimento, coisa que não ocorre quando uma empresa avalia alguém para ocupar um cargo em seus departamentos.

Além do mais não adianta dar tom natural ao que efetivamente não o é, pois assim é a tatuagem, queira ou não na atualidade, pois se é moda, não é natural, já que natural diz-se do que não passa. E se fosse natural não haveria quem não a tivesse… E porque há uma maioria que não a possuiu não é correto sustentar que é uma minoria preconceituosa, pois como já dissemos não se trata de preconceito.

Conclusão

Embora as raízes históricas e religiosas da tatuagem não representam em nossos dias o que na antiguidade representou, no entanto, hoje, a tatuagem revela uma moda, sinal de um tempo em que as pessoas estão em crise e em conflito consigo mesmas e com os demais.

Esta crise é de ordem moral, avança no campo emocional e abala os alicerces da identidade pessoal. É moral porque atinge plenamente o eixo da livre ação humana: a liberdade. É emocional em razão do descontrole em que se vive numa vida de paixões, sem limites, seja por razão de fuga do real ou por hábito na busca de prazer, reconhecimento…

Existe hoje em muitas pessoas certo medo de “ser comum”, corriqueiro e igual, quando na verdade nada há de corriqueiro, comum e igual entre uma pessoa e outra, pois cada qual na semelhança que apresenta é original e única. E nisso reside a descoberta da identidade: tornar-se o que se é. Uma tatuagem não me torna essencialmente diferente dos outros, talvez apenas excêntrico.

O cultivo constante do conhecimento de si, o que cada um é em si, deve ser ideal de vida; e é isso que dá sentido à vida. Isso supõe necessariamente o cultivo de virtudes morais como a temperança e a fortaleza e de virtudes intelectuais, como o estudo e a prudência, que nos capacitam para o discernimento e análise do que pode parecer-nos bom e eterno, do que é ruim e efêmero.

Carmadélio

Com. Shalom

“PRECONCEITO” COM RELAÇÃO AO PROTESTANTISMO?

Filed under: Respostas Católicas,Seitas e Religiões — vidanova at 8:47 am on quarta-feira, abril 15, 2009

Pergunta de um Leitor do site Veritatis Splendor: “Caro amigo, gosto de consultar esse site, porém vejo que vocês generalizam no que tange à fé reformada. Não seria isso preconceito religioso? Comparar os neopentecostais com os históricos, isso é tendencioso ou falta de conhecimento histórico e teológico, ainda mais quando vocês denominam protestantes os mórmons e as Testemunhas de Jeová”…

Resposta  Por Marcos Monteiro Grillo :

Prezado Amigo,

A paz de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Agradecemos pelo contato e ficamos felizes em saber que você nos consulta com freqüência. Pedimos a Deus para que a leitura dos nossos artigos contribua para que você compreenda cada vez melhor a fé católica.

Quanto à sua mensagem, de fato, entre as inúmeras denominações protestantes, umas são mais sérias e mais dignas de respeito do que outras. Não obstante, todos os grupos cristãos não-católicos têm algo em comum: baseiam-se, todos eles, em uma interpretação particular da Escritura Sagrada. Os luteranos, como o próprio nome já diz, seguem as diretrizes de Martinho Lutero; os calvinistas, as de João Calvino; os presbiterianos, as de Calvino e de John Knox; os adventistas do sétimo dia, as de Ellen White; as testemunhas de Jeová, as de Charles T. Russell; e assim sucessivamente. Todos esses grupos, em maior ou menor grau, rejeitam a autoridade e a tradição católicas, preferindo seguir seus fundadores (e eventuais sucessores).

Você provavelmente retrucará: mas o que, afinal, faz a interpretação católica ser mais verdadeira — ou melhor, a única verdadeira — em comparação com as demais? De onde vem essa “pretensão” da Igreja Católica? Ora, historicamente, essa “pretensão” remonta a Cristo e aos Apóstolos. Trata-se, aqui, de um fato histórico, contra o qual não há o que objetar. Mas não é só do ponto de vista histórico que a Igreja Católica tem preeminência sobre as demais denominações cristãs. E nesse momento peço que acompanhe com atenção o raciocínio a seguir.

De um modo geral, o protestantismo baseia-se na idéia de que qualquer indivíduo, em sã consciência, é capaz de apreender a verdade cristã mediante a leitura direta (isto é, sem nenhuma mediação) da Bíblia, com o auxílio do Espírito Santo. Em outras palavras, de acordo com o protestantismo, todo cristão não só pode como deve estudar, ele mesmo, a Escritura Sagrada, a fim de que, com o auxílio do Espírito Santo, compreenda tudo aquilo que é necessário para a salvação de sua alma. E ressalte-se que, para essa compreensão, a textos extra-bíblicos (como, por exemplo, os escritos patrísticos, resoluções dos primeiros Concílios Ecumênicos e textos dos próceres da Reforma, como Lutero e Calvino) podem até ajudar, mas são absolutamente dispensáveis. Tudo está na Bíblia, eis o que preceitua o fundamental princípio protestante do Sola Scriptura.

Agora, eu lhe pergunto: como pode ser verdadeira essa norma eminentemente protestante, se essa mesma norma deu origem a dezenas ou centenas de denominações ou “igrejas” cristãs? Em outras palavras, como é possível que a leitura da mesma Bíblia, sob o auxílio do mesmo Espírito Santo, tenha dado origem a interpretações tão variadas?

Pode-se replicar esse questionamento argumentando-se que, embora haja muitas divergências entre as muitas confissões cristãs, existe um núcleo que é comum a todas as denominações. Desse núcleo fariam parte, por exemplo, a natureza trinitária de Deus e a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo (embora as Testemunhas de Jeová, que se consideram cristãs e que também seguem a Bíblia — como uma tradução diferente da usual, a bem da verdade — rejeitem esses dois dogmas). Todavia, há que se perguntar: como podemos saber se esse núcleo, essa espécie de “mínimo denominador comum” doutrinário, representa tudo que os cristãos necessitam saber e seguir a fim de alcançar a salvação? Será que, ao nos limitarmos a esse substrato comum a todas as confissões cristãs (se é que podemos saber, com um mínimo de precisão, em que consiste tal substrato), não corremos o sério risco de deixarmos de lado elementos da revelação cristã fundamentais para o nosso destino eterno? Será que, assim fazendo, não estaríamos desprezando tesouros nos quais a Igreja sempre creu e que foram confiados por Nosso Senhor Jesus Cristo aos Apóstolos e aos primeiros cristãos?

E mais: a quem caberia, no fim das contas, determinar esse “mínimo denominador comum”? A que igreja(s)? A que “organismo ecumênico”? Ou tal tarefa ficaria a cargo de cada cristão individualmente? Mas já vimos que esse primado da individualidade, tipicamente protestante, necessariamente conduz a interpretações as mais díspares e variáveis!

Pelo exposto, uma conclusão se impõe: sem a existência de uma instância objetiva, ou seja, sem uma instância que esteja acima e além dos indivíduos e das interpretações individuais, torna-se literalmente impossível conhecermos a verdade cristã tal como ela foi revelada por Nosso Senhor Jesus Cristo e tal como Ele quis que a conhecêssemos e seguíssemos, para além das nossas opiniões e interpretações individuais. E aqui já podemos vislumbrar a singularidade da fé católica face às demais confissões cristãs, especialmente no que diz respeito à veracidade doutrinária. Com efeito, foi precisamente para que a verdade acerca de Revelação cristã não ficasse à mercê dos gostos, das opiniões e das interpretações individuais (ou subjetivas) que Nosso Senhor Jesus Cristo escolheu doze Apóstolos, aos quais incumbiu da insigne missão de guiar a Igreja, e isso sob a chefia do Apóstolo S. Pedro. Como os Doze não poderiam estar para sempre entre nós, e para que a Igreja não ficasse acéfala (isto é, sem uma chefia visível), fez-se necessária a legítima sucessão apostólica, constituindo-se assim o Magistério da Igreja, o qual garante a ortodoxia cristã, sob a infalível assistência do Espírito Santo.

Em suma: somente na Igreja Católica Apostólica Romana, com sua diversidade de ritos e de movimentos e ordens religiosas (cada qual com ênfases e carismas específicos), pode-se encontrar unidade e objetividade doutrinárias, as quais é impossível encontrar entre os protestantes, por mais sérios e piedosos que sejam.

Na esperança de que você possa compreender a radical diferença entre a Igreja Católica e as demais confissões cristãs, despeço-me desejando-lhe graça e paz da parte de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Marcos M. Grillo

Só a família fundada no matrimônio entre homem e mulher pode adotar

Filed under: Afetividade e Sexualidade,Matrimonio,Respostas Católicas — vidanova at 7:07 am on quarta-feira, fevereiro 11, 2009

O Secretário Geral da Conferência Episcopal da Colômbia (CEC), Dom Fabián Marulanda, assinalou que “somente uma família constituída por homem e mulher pode reclamar para si o direito de adotar filhos”, ao comentar uma recente sentencia da Corte Constitucional que reconhece direitos sociais e econômicos aos casais homossexuais.

Em uma recente entrevista concedida ao jornal colombiano El Nuevo Siglo (O Novo Século), o também Bispo Emérito de Florência precisou, antes que nada, que “a Igreja é contrária a toda discriminação que se dê entre as pessoas de uma sociedade. Nessa linha sempre manifestamos uma inconformidade no que se refere a discriminar as pessoas quanto ao gozo dos direitos consagrados na Constituição”.

“Em segundo lugar, a Corte estendeu uma série de direitos aos casais homossexuais. Penso que desde que esses direitos sejam consagrados para todo cidadão, não vejo nenhum problema. Onde já se começa a duvidar é quando pelo fato da condição sexual se outorgam direitos que não se outorgam aos demais casais”, alertou.

Seguidamente o Secretário Geral da CEC explicou que esta sentença da Corte Constitucional “deixou muito claro que não se estabelece com isto um direito a estabelecer família e muito menos, o direito a adotar crianças por parte desses casais. Esse foi um ponto que a Igreja sempre manteve”.

Ao precisar as razões desta afirmação, o Bispo assinalou que basicamente estas três: “em primeiro lugar, o matrimônio foi estabelecido para a relação homem- mulher; em segundo lugar, o casal homem-mulher foi sempre o fundamento da família; em terceiro lugar, só uma família constituída pelo homem e mulher pode reclamar para si o direito de adotar filhos”.

Perante as tentativas de ir contra a família, Dom Marulanda assinalou que “a Igreja sempre está aí como uma espécie de consciência crítica para examinar a consciência dos fiéis e oxalá também dos legisladores para que obrem de acordo com esses sãs princípios que regeram sempre a instituição familiar na Colômbia”, concluiu.

Fonte: ACI Digital

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