O Segredo: “O livro que não revela nenhum segredo”.

Filed under: Seitas e Religiões — vidanova at 8:59 am on quarta-feira, maio 6, 2009

Dom Edson de Castro Homem
Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro

É sucesso de venda a tradução do livro The Secret, O Segredo, autoria de Rhonda Byrne. Motivos não faltam para tanto. Trata-se do gênero de auto-ajuda, que visa à estima de si, tipo de literatura muito apreciada. O texto é simples, claro, direto, envolvente. A leitura é agradável.

A motivação é a cobiça: “Você passará a saber como pode ter, ser ou fazer o que quiser. Passará a saber quem realmente é. Passará a saber a verdadeira grandeza que está à sua espera na vida” (Prefácio).

No entanto, nem tudo que reluz é ouro. Por isso, esclarecemos aos fiéis católicos, de modo sucinto, quanto à falta de consistência da obra e em que discorda do ensinamento evangélico. 

Inconsistência

Citando frases de efeito e de autores, sem a devida referência bibliográfica, e fora do contexto, a obra afirma sem matizes: “O Segredo lhe dá tudo o que você quiser: felicidade, saúde, riqueza. Você pode ter, fazer ou ser o que quiser. Nós podemos ter qualquer coisa que escolhermos. Não me importo com o tamanho do desafio”.

Trata-se de convicção voluntarista, aquela que apregoa: querer é poder. Entretanto, a realidade da vida é bem outra. Sabemos que, embora a vontade seja imprescindível, não é suficiente se não houver capacitação e oportunidades. Há poderes externos que influenciam e até limitam a vontade. Ela própria precisa ser formada, educada e até purificada para o bem de si e do outro, para a liberdade, a responsabilidade e a beleza, a convivência em geral, a harmonia e o respeito pelo meio ambiente. Ninguém consegue tudo sozinho, apenas com sua forte vontade. Daí, a importância socializadora da família, da escola, da religião.

A obra pergunta: O que é o Segredo? Responde: É a lei de atração que age como ímã. Tal lei é um absoluto, é toda-poderosa. É “poder infinito”. Em que consiste? “Tudo o que entra em sua vida é você quem atrai, por meio das imagens que mantém em sua mente”. Eis a chave da questão: “O que você vê na sua mente é o que vai ter na mão”. Trata-se de crença na força do pensamento. Coincide com o poder da vontade e do sentimento. A solução é simplista e fácil: “Imagine-se vivendo bem, e você atrairá isso. Sempre dá certo, com qualquer pessoa”.

É evidente a ilusão do poder absoluto da mente individual. Não leva em conta a objetividade das dificuldades externas e conjeturais: estruturas culturais, sociais, políticas, econômicas. 

A obra aplica o Segredo para a obtenção da saúde. Há pérolas medicinais. Fiquemos com o testemunho de Norman. “Norman recebeu o diagnóstico de uma doença “incurável”. Os médicos disseram que ele tinha poucos meses de vida. Norman decidiu se curar. Durante três meses tudo o que ele fez foi assistir a comédias e rir sem parar. A doença deixou seu corpo naqueles três meses, e os médicos disseram que sua recuperação era um milagre”.

A cura de Norman, para os médicos, seria um milagre. Portanto, intervenção divina. Para Norman foi uma decisão pessoal, fruto do poder da sua mente. É correto estabelecer tal receituário como universalmente válido e eficiente? Sabemos que, embora haja doenças psicossomáticas que, no entanto, necessitam da atuação de especialistas para serem curadas, as enfermidades existem também por fatores congênitos ou externos: micróbios, contágio e falta de prevenção e de higiene.

Um dos resumos do Segredo é o seguinte: “Como o gênio de Aladim, a lei da atração atende a todos os nossos pedidos”. De fato, à semelhança do gênio, a lei atende apenas na fantasia da mente iludida ou que seja desvairada. Não passa de mágica fantasiosa o recurso ao Segredo, que nada revela de científico e nada possui de comprobatório. Limita-se ao campo da crença infantil e imatura.

Outro dentre os resumos do Segredo é o seguinte: “O efeito placebo é um exemplo da lei da atração em ação. Quando um paciente acredita de fato que o comprimido é uma cura, recebe aquilo em que acredita e acaba curado”.

Bem se vê que a obra, sem se aperceber, ela própria é um placebo ao prescrever falso remédio a produzir uma equivocada sensação de cura. Infelizmente, muitos se julgarão curados pela lei da atração e iluminados pelo conhecimento do Segredo. O pior é que a doença fará seu estrago, até fatal, com a cessação dos sintomas, antes que o médico seja procurado a tempo.

A mentalidade difundida pela Nova Era (New Age), da qual faz parte a obra The Secret, tem a pretensão de atribuir à gnose (o pensamento humano desligado da Revelação) o valor de ciência e sabedoria milenar. Não é ciência, pois não tem comprovação. Não é sabedoria, pois não passa de falácia e de interesse. É apenas crença no poder mental.

O único segredo, não tão secreto assim, que o livro oferece é como ganhar dinheiro e fazer fortuna, à custa de pessoas ingênuas e necessitadas de orientação. Aliás, a própria autora confessa: “O Segredo tem sido usado para atrair todos os tipos de coisas – de um estado de espírito específico a 10 milhões de dólares”.

Discordância

O livro diz: “Confie no Universo. Confie, creia, tenha fé.” Porém, não se trata da fé em um Deus pessoal. Não é a fé em Deus Pai, vivo e verdadeiro, que expressa sua Inteligência, Vontade e Amor, na História da Salvação, máxime em Jesus e no Espírito Santo.

A oração e a gratidão propostas são dirigidas ao próprio eu, enquanto ser individual que pensa, sente e age. Portanto, pode tudo. Trata-se de ateísmo prático para ser praticado e difundido através da atitude de egolatria, confiança na força do próprio desejo.

A oração cristã, ao contrário, evidencia o poder de Deus, em Cristo. Tudo nós podemos de bom, em nome de Jesus, que nos fortalece e sustenta. Também quando somos fracos e frágeis, é Deus, em Cristo, quem nos faz fortes na fé para superarmos os obstáculos.

 

Deus nos liberta para o amor. Ele purifica nossa vontade e nossos desejos. Ele nos ilumina em nossas opções e decisões. Se for necessário, Ele nos cura para sermos santos e saudáveis no corpo e na alma, e realizarmos nossa vocação e missão no mundo, no amor, na verdade e na justiça.

Deus é a causa ou a fonte de nossa alegria e de nossos sucessos. Ele nos consola e pode nos erguer em nossos insucessos. Por isso, somos sempre agradecidos e repetimos com freqüência: Graças a Deus! 

O livro menospreza a experiência do pecado, conforme a frase atribuída a Jack Canfield: “Levei muitos anos para chegar a este ponto, porque fui criado com a noção de que havia algo que eu deveria fazer e, se eu não fizesse, Deus não ficaria satisfeito comigo”. Portanto, não considera que tudo o que a mente deseja e julga conseguir, para ser feliz, deva seguir a via da ética ou da moral ou do simples bom senso. Pior: rejeita a vontade e o plano de amor de Deus a nosso respeito, cuja desobediência expressa nossa pecaminosidade.

Sabemos que a vontade humana, segundo o ensinamento de Jesus, deve se conformar à vontade divina, para buscar e encontrar a felicidade verdadeira, aqui, e para a eternidade. Jesus é nosso Mestre e Modelo em tudo que desejamos e procuramos. Nós somos seus discípulos e seguidores. Entretanto, devido à força do pecado e de outras limitações, necessitamos não só do exemplo de Cristo, mas da sua graça. Ela brota do seu sacrifício na cruz e nos atingiu desde o Batismo. Ela nos elevou a condição de filhos de Deus muito amados. Todos os demais Sacramentos são canais da graça a qual nos santifica e nos prepara para viver bem e felizes.

Necessitamos do pleno conhecimento, dado pela fé, através da Revelação. Ele já nos foi dado para sempre. Por isso, melhor que o termo segredo, São Paulo utiliza o termo mistério, quando se refere ao plano divino da nossa salvação, que conhecemos.

O mistério, antes oculto em Deus, foi revelado, em Cristo Jesus, mediante a ação do Espírito Santo. Por isso, nós que somos cristãos preferimos conhecer Jesus, acima de todo e qualquer conhecimento humano. Aprofundamos o mistério de Cristo e nos conformamos a Ele, livre e conscientemente. Eis o sentido e o segredo revelador de nossa alegria e de nossa paz. Por isso, nada antepomos ao conhecimento e ao amor de Cristo.

A necessidade de sempre abrirmos os Evangelhos e os demais escritos do Novo Testamento, especialmente as Cartas de Paulo, é para sedimentarmos nosso conhecimento sobre o amor de Cristo, diante das falsas gnoses, que pretendem oferecer melhor explicação do sentido da vida e da existência.

Conclusão

Há males que vêm para o bem. The Secret possibilita que recoloquemos o conhecimento de Cristo na sua centralidade para nossa fé e nossa existência cristã.

Leva-nos a aprofundar o sentido prático dos dons e dos frutos do Espírito Santo, sempre tão necessários. Instiga aos pastoralistas e escritores católicos a escreverem sobre temas referentes à auto-ajuda e à auto-estima, para a purificação e o fortalecimento da vontade e a reta expressão dos desejos, que sempre incluem o favor necessário da graça divina e a imitação de Cristo Senhor.

Estimula a difusão do apostolado da Boa Imprensa. Os responsáveis pelas Editoras e Livrarias Católicas não podem perder de vista o interesse do público, inclusive dos fiéis católicos, por tais assuntos, a fim de oferecer-lhes publicações que saciem sua sede e fome de Deus, no itinerário da vida, sedenta de sentido, desejosa de felicidade, necessitada de saúde e de prosperidade. 

Enfim, um alerta. A gnose da prosperidade, fruto do neopaganismo, e certos procedimentos, baseados na Teologia da Prosperidade, em alguns ambientes cristãos, parecem ter a mesma fonte: o pecado da cobiça.

“PRECONCEITO” COM RELAÇÃO AO PROTESTANTISMO?

Filed under: Respostas Católicas,Seitas e Religiões — vidanova at 8:47 am on quarta-feira, abril 15, 2009

Pergunta de um Leitor do site Veritatis Splendor: “Caro amigo, gosto de consultar esse site, porém vejo que vocês generalizam no que tange à fé reformada. Não seria isso preconceito religioso? Comparar os neopentecostais com os históricos, isso é tendencioso ou falta de conhecimento histórico e teológico, ainda mais quando vocês denominam protestantes os mórmons e as Testemunhas de Jeová”…

Resposta  Por Marcos Monteiro Grillo :

Prezado Amigo,

A paz de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Agradecemos pelo contato e ficamos felizes em saber que você nos consulta com freqüência. Pedimos a Deus para que a leitura dos nossos artigos contribua para que você compreenda cada vez melhor a fé católica.

Quanto à sua mensagem, de fato, entre as inúmeras denominações protestantes, umas são mais sérias e mais dignas de respeito do que outras. Não obstante, todos os grupos cristãos não-católicos têm algo em comum: baseiam-se, todos eles, em uma interpretação particular da Escritura Sagrada. Os luteranos, como o próprio nome já diz, seguem as diretrizes de Martinho Lutero; os calvinistas, as de João Calvino; os presbiterianos, as de Calvino e de John Knox; os adventistas do sétimo dia, as de Ellen White; as testemunhas de Jeová, as de Charles T. Russell; e assim sucessivamente. Todos esses grupos, em maior ou menor grau, rejeitam a autoridade e a tradição católicas, preferindo seguir seus fundadores (e eventuais sucessores).

Você provavelmente retrucará: mas o que, afinal, faz a interpretação católica ser mais verdadeira — ou melhor, a única verdadeira — em comparação com as demais? De onde vem essa “pretensão” da Igreja Católica? Ora, historicamente, essa “pretensão” remonta a Cristo e aos Apóstolos. Trata-se, aqui, de um fato histórico, contra o qual não há o que objetar. Mas não é só do ponto de vista histórico que a Igreja Católica tem preeminência sobre as demais denominações cristãs. E nesse momento peço que acompanhe com atenção o raciocínio a seguir.

De um modo geral, o protestantismo baseia-se na idéia de que qualquer indivíduo, em sã consciência, é capaz de apreender a verdade cristã mediante a leitura direta (isto é, sem nenhuma mediação) da Bíblia, com o auxílio do Espírito Santo. Em outras palavras, de acordo com o protestantismo, todo cristão não só pode como deve estudar, ele mesmo, a Escritura Sagrada, a fim de que, com o auxílio do Espírito Santo, compreenda tudo aquilo que é necessário para a salvação de sua alma. E ressalte-se que, para essa compreensão, a textos extra-bíblicos (como, por exemplo, os escritos patrísticos, resoluções dos primeiros Concílios Ecumênicos e textos dos próceres da Reforma, como Lutero e Calvino) podem até ajudar, mas são absolutamente dispensáveis. Tudo está na Bíblia, eis o que preceitua o fundamental princípio protestante do Sola Scriptura.

Agora, eu lhe pergunto: como pode ser verdadeira essa norma eminentemente protestante, se essa mesma norma deu origem a dezenas ou centenas de denominações ou “igrejas” cristãs? Em outras palavras, como é possível que a leitura da mesma Bíblia, sob o auxílio do mesmo Espírito Santo, tenha dado origem a interpretações tão variadas?

Pode-se replicar esse questionamento argumentando-se que, embora haja muitas divergências entre as muitas confissões cristãs, existe um núcleo que é comum a todas as denominações. Desse núcleo fariam parte, por exemplo, a natureza trinitária de Deus e a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo (embora as Testemunhas de Jeová, que se consideram cristãs e que também seguem a Bíblia — como uma tradução diferente da usual, a bem da verdade — rejeitem esses dois dogmas). Todavia, há que se perguntar: como podemos saber se esse núcleo, essa espécie de “mínimo denominador comum” doutrinário, representa tudo que os cristãos necessitam saber e seguir a fim de alcançar a salvação? Será que, ao nos limitarmos a esse substrato comum a todas as confissões cristãs (se é que podemos saber, com um mínimo de precisão, em que consiste tal substrato), não corremos o sério risco de deixarmos de lado elementos da revelação cristã fundamentais para o nosso destino eterno? Será que, assim fazendo, não estaríamos desprezando tesouros nos quais a Igreja sempre creu e que foram confiados por Nosso Senhor Jesus Cristo aos Apóstolos e aos primeiros cristãos?

E mais: a quem caberia, no fim das contas, determinar esse “mínimo denominador comum”? A que igreja(s)? A que “organismo ecumênico”? Ou tal tarefa ficaria a cargo de cada cristão individualmente? Mas já vimos que esse primado da individualidade, tipicamente protestante, necessariamente conduz a interpretações as mais díspares e variáveis!

Pelo exposto, uma conclusão se impõe: sem a existência de uma instância objetiva, ou seja, sem uma instância que esteja acima e além dos indivíduos e das interpretações individuais, torna-se literalmente impossível conhecermos a verdade cristã tal como ela foi revelada por Nosso Senhor Jesus Cristo e tal como Ele quis que a conhecêssemos e seguíssemos, para além das nossas opiniões e interpretações individuais. E aqui já podemos vislumbrar a singularidade da fé católica face às demais confissões cristãs, especialmente no que diz respeito à veracidade doutrinária. Com efeito, foi precisamente para que a verdade acerca de Revelação cristã não ficasse à mercê dos gostos, das opiniões e das interpretações individuais (ou subjetivas) que Nosso Senhor Jesus Cristo escolheu doze Apóstolos, aos quais incumbiu da insigne missão de guiar a Igreja, e isso sob a chefia do Apóstolo S. Pedro. Como os Doze não poderiam estar para sempre entre nós, e para que a Igreja não ficasse acéfala (isto é, sem uma chefia visível), fez-se necessária a legítima sucessão apostólica, constituindo-se assim o Magistério da Igreja, o qual garante a ortodoxia cristã, sob a infalível assistência do Espírito Santo.

Em suma: somente na Igreja Católica Apostólica Romana, com sua diversidade de ritos e de movimentos e ordens religiosas (cada qual com ênfases e carismas específicos), pode-se encontrar unidade e objetividade doutrinárias, as quais é impossível encontrar entre os protestantes, por mais sérios e piedosos que sejam.

Na esperança de que você possa compreender a radical diferença entre a Igreja Católica e as demais confissões cristãs, despeço-me desejando-lhe graça e paz da parte de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Marcos M. Grillo

Seitas: Uma grande mentira

Filed under: Seitas e Religiões — vidanova at 8:47 am on quarta-feira, março 4, 2009

Não bastassem o colapso do sistema imobiliário, o naufrágio da indústria automobilística e o mergulho na recessão, os americanos estão agora às voltas com uma vigarice monumental. Bernard Madoff, um figurão de Wall Strett, sumiu com 50 bilhões de dólares de seus clientes. Na delegacia para onde foi levado na semana passada e da qual saiu sob fiança, ele admitiu ter montado um gigantesco esquema tipo pirâmide – o mais manjado dos golpes financeiros. Consiste em remunerar os clientes mais antigos com o dinheiro dos novos investidores, sem produzir rendimentos reais. Madoff, que foi presidente da Nasdaq, a bolsa das empresas de tecnologia, oferecia retornos estáveis de 10% e 12% ao ano para o capital investido, independentemente dos altos e baixos do mercado. Nem mesmo a crise econômica havia batido às suas portas: seus investimentos cresceram 5,6% até novembro, enquanto o valor de mercado das empresas nas quais ele supostamente investia tinha encolhido 37,7%.
O esquema veio abaixo, como um castelo de cartas, quando clientes, de caixa baixa devido à crise, quiseram retirar 7 bilhões de dólares no começo deste mês. O próprio Madoff avisou os filhos de que tudo não passava de “uma grande mentira”. (1).
O grande intelectual inglês, autor da obra clássica Ortodoxia G. K. Chesterton (1874-1936), escreveu: “Acreditar absolutamente em si mesmo é uma crença tão histérica e supersticiosa como acreditar em Joanna Southcote (1750-1814). Ela se dizia virgem e grávida do novo Messias, e chegou a ter muitos seguidores”.
O fundador da Suprema Ordem Universal da Santíssima Trindade (Soust), Inri Cristo que garante ser nada menos que a reencarnação de Jesus e prega sua mensagem conforme o figurino bíblico: túnica branca, manto vermelho, sandálias de couro e coroa de espinhos.
A quem pensa que tudo não passa de um grande teatro escreve o jornalista Bernardo Mello Franco, mas segundo o teólogo Edson Martins, que defendeu tese de doutorado sobre os seguidores de Inri na Universidade Metodista de São Paulo, garante que a devoção é real e afirma: “O movimento dele pode parecer bizarro, mas a fé dos seguidores não difere muito das outras religiões. Eles acreditam mesmo”. (2)
A grande mentira pregada por muitas seitas é a salvação das pessoas no profetismo do líder e de seus ensinos. Fora da sua seita não há salvação e nem felicidade.
Autoritarismo, exclusivismo e detentor de ‘toda verdade’ são características fundamentais das seitas.
NINGUÉM VOS ENGANE

     No discurso escatológico de nosso Senhor Jesus Cristo, os discípulos perguntam: “Qual o sinal da tua vinda e da consumação dos tempos? Jesus respondeu: “Atenção para que ninguém vos engane”. “Pois muitos virão em meu nome, dizendo: o Cristo sou eu, e ENGANARÃO A MUITOS”. “Pois hão de surgir falsos Cristos e falsos profetas, que apresentarão grandes sinais e prodígios de modo a enganar, se possíveis, até mesmo os eleitos”. Eis que eu vo-lo predisse” (Mt 24,1-24).
A arte de enganar vem desde o princípio da humanidade, tendo como autor o diabo, o pai da mentira (Gn 3,13; Jo 8,44).
A mentira como fundamento para toda arte do inimigo, só encontra valia na conexão com a ganância, ambição, idolatria e todo tipo de poder pecaminoso.
Três terríveis pecados pretendem dominar completamente o ser humano: a ganância de possuir muito dinheiro, o prazer desenfreado da luxúria e o desejo ardente de ser adorado como um deus.
Tudo isso pode conseguir criando uma seita. É muito fácil enganar o povo em nome de Deus. Uma seita ‘pode’ esconder todo tipo de crimes. Os líderes sectários sabem que não existe da parte do governo: municipal, estadual e federal uma fiscalização a rigor e permanente de suas atividades.
São sabedores dos fins obscuros das seitas poucos intelectuais, estudiosos da matéria e algumas autoridades competentes.
A nossa missão é esclarecer o povo sobre o perigo de certas seitas e conclamar as autoridades para uma maior atenção e averiguação dessas facções religiosas.
Diante de tantas seitas, não podemos ser ingênuos! Muita gente é usada e abusada de sua fé por seitas que vêem as pessoas como mercadorias.
São Paulo Apóstolo sabia e nos alerta sobre esses movimentos religiosos e suas táticas proselitistas: “Sabe, porém, o seguinte: nos últimos dias sobrevirão momentos difíceis. Os homens serão egoístas, gananciosos, jactanciosos, soberbos, blasfemos, rebeldes com os pais, sem afeto, mentirosos, incontinentes, cruéis, traidores, mais amigos dos prazeres do que de Deus; guardarão as aparências de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Afasta-te também destes”.
“Entre estes se encontram os que se introduzem nas casas e conseguem cativar mulherzinhas carregadas de pecados, possuídas de toda sorte de desejos, sempre aprendendo, mas sem jamais poder atingir o conhecimento da verdade. Do mesmo modo como Janes e Jambres se opuseram á Moises, assim também estas se opõem à verdade; são homens de espírito corrupto, de fé inconsistente. Mas eles não irão muito adiante, pois a sua loucura será manifesta á todos, como o foi daqueles” (2 Tm 3,1-9).
CONCLUSÃO

     Há um grande favorecimento para o crescimento da mentira sectária. A propaganda é violenta pela televisão, rádio, cinema, internet, revistas, livros, jornais, lojas, templos suntuosos e partido político. Tudo isso facilita chegar ao povo o engano da falsa doutrina cristã, a falsa prosperidade, promessas de curas, milagres, exorcismos, solução para todos os problemas e o céu mediante os dízimos e ofertas.
Cresce junto com o avanço da ciência e da tecnologia todo tipo de crises e a tamanha ignorância das pessoas.
Vivemos o mundo dos paradoxos e da estupidez.
As seitas não só trabalham pela via da lavagem cerebral como também pela mente esturricada.
Cabe aos profissionais sérios e de boa vontade ajudar as pessoas em seu momento de crises – principalmente afetiva – encontrarem caminhos, ferramentas, alívio, consolo, equilíbrio e segurança na sua potencialidade em Jesus Cristo e na medicina.
É nosso dever mostrar o Cristo verdadeiro, o Cristo Filho de Deus, de Maria, o crucificado e ressuscitado, amigo dos apóstolos, amigo de Maria Madalena, da família de Lázaro, companheiros das nossas dores e curas, das nossas tristezas e alegrias, daqueles que ganham e dos que perdem, dos que vão e dos que ficam.
Infelizmente, o povo conhece o Cristo da propaganda, sectário e da auto-ajuda.
Por incrível que pareça ainda hoje muita gente precisa conhecer e ter um encontro definitivo com o Cristo dos Santos Evangelhos.
Pe. Inácio José do vale
Professor de História da Igreja
Faculdade de teologia de Volta Redonda

NOTAS E BIBLIOGRAFIA

(1) Veja, 24/12/2008, p.74.
(2) Revista O Globo, 30/11/2008, p.32.
VARELA, Cláudio. O Livro de Ouro da Sabedoria, São Paulo: Sapienza Editora, 2005.
CHESTERTON, G. K. Ortodoxia, São Paulo: Mundo Cristão, 2008.

 

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Site Católicos na Rede

APRECIANDO AS OBJEÇÕES CONTRÁRIAS AO CELIBATO SACERDOTAL

Filed under: Conheça Mais,Seitas e Religiões — vidanova at 7:22 am on terça-feira, janeiro 6, 2009

Por José Miguel Arráiz

Tradução: Carlos Martins Nabeto

Fonte: http://www.apologeticacatolica.org

O celibato sacerdotal para o rito latino da Igreja Católica é uma das disciplinas mais comumentes questionadas hoje em dia; inclusive, é possível encontrar católicos advogando a idéia de que os sacerdotes devem se casar. Quero hoje propor um resumo do tema, para dissipar as dúvidas que podem existir acerca do mesmo.

PONTO 1 – O CELIBATO NÃO É UMA DOUTRINA, MAS SIM UMA DISCIPLINA

Devemos começar por aqui, já que o povo comum costuma confundir aquilo que é disciplina eclesiástica com aquilo que é, de fato, dogmático e doutrinário. É importante compreendermos isto, já que os dogmas de fé não mudam (embora possam aumentar em entendimento e compreensão através da História), enquanto que aquilo que é disciplina eclesiástica pode mudar conforme o contexto histórico da situação e o juízo da Igreja. Isto quer dizer que o celibato sacerdotal pode vir a ser, no futuro, uma opção para os sacerdotes de rito latino, da mesma forma como o foi em tempos passados.

PONTO 2 – RAZÕES DO CELIBATO

O sacerdote era muito valorizado por Cristo e pelos Apóstolos, como a expressão máxima de desprendimento daquele que quer se dedicar plenamente ao serviço do Senhor. Um episódio interessante que cruzou com o tema do celibato aconteceu, curiosamente, quando Jesus falava sobre o matrimônio:

“E aconteceu que, concluindo Jesus estes discursos, saiu da Galiléia, e dirigiu-se aos confins da Judéia, além do Jordão. E seguiram-no grandes multidões, e curou-as ali. Então se aproximaram os fariseus, tentando-o, e dizendo-lhe: ‘É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo?’ Ele, porém, respondendo, disse-lhes: ‘Não tendes lido que Aquele que os fez no princípio, homem e mulher os fez, e disse: ‘Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne’? Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu o homem não separe’. Disseram-lhe eles: ‘Então, por que Moisés mandou dar-lhe carta de divórcio, e repudiá-la?’ Disse-lhes ele: ‘Moisés, por causa da dureza de vossos corações, vos permitiu repudiar vossas esposas, mas ao princípio não foi assim. Eu vos digo, porém: qualquer que repudiar sua esposa, não sendo por causa de fornicação ["pornéia"], e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério’. Disseram-lhe seus discípulos: ‘Se assim é a condição do homem relativamente à mulher, não convém casar’. Ele, porém, lhes disse: ‘Nem todos podem receber esta palavra, mas só aqueles a quem foi concedido, porque há eunucos que assim nasceram do ventre da mãe; e há eunucos que foram castrados pelos homens; e há eunucos que se castraram a si mesmos, por causa do reino dos céus. Quem puder entender isto, entenda-o’” (Mateus 19,1-12).

Jesus fala aqui daqueles que “nasceram eunucos do ventre da mãe” e daqueles que “tornaram eunucos por si mesmos”. Diferencia assim aquele que por condição própria do nascimento está incapacitado para o matrimônio daquele que, não estando [incapacitado], opta por “tornar-se eunuco” (ou “célibe”) por amor ao reino dos céus.

Mas porque alguém teria que “se fazer eunuco pelo reino dos céus”? A razão é clara: é o estado perfeito para se dedicar plenamente ao serviço de Deus.

São Paulo também oferece a mesma recomendação: optar pelo celibato para servir a Deus “sem divisão”. Quem não puder se conter, que se case; porém, quem não se casa faz melhor. A este respeito, recomendo ler todo o Capítulo 7 da 1ª Carta aos Coríntios. Eis alguns extratos importantes:

- “Ora, quanto às coisas que me escrevestes, bom seria que o homem não tocasse em mulher; mas, por causa da impureza, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido” (1Coríntios 7,1-2).


- “Digo, porém, aos solteiros e às viúvas, que lhes é bom se ficarem como eu. Mas se não podem conter-se, casem-se. Porque é melhor casar do que abrasar-se” (1Coríntios 7,8-9).


- “Ora, quanto às virgens, não tenho mandamento do Senhor; dou, porém, o meu parecer, como quem tem alcançado misericórdia do Senhor para ser fiel. Tenho, pois, por bom, por causa da instante necessidade, que é bom para o homem o estar assim. Estás ligado à mulher? Não busques separar-te. Estás livre de mulher? Não busques mulher. Mas, se te casares, não pecas; e, se a virgem se casar, não peca. Todavia os tais terão tribulações na carne, e eu quereria poupar-vos” (1Coríntios 7,25-28).     

Mas o texto mais claro e que dá a razão pela qual o celibato é a melhor opção, indubitavelmente é este:

- “E bem quisera eu que estivésseis sem cuidado. O solteiro cuida das coisas do Senhor, em como há de agradar ao Senhor; mas o que é casado cuida das coisas do mundo, em como há de agradar à mulher. Há diferença entre a mulher casada e a virgem. A solteira cuida das coisas do Senhor para ser santa, tanto no corpo como no espírito; porém, a casada cuida das coisas do mundo, em como há de agradar ao marido. E digo isto para proveito vosso; não para vos enlaçar, mas para o que é decente e conveniente, para vos unirdes ao Senhor sem distração alguma” (1Coríntios 7,32-35).

E conclui assim:

“De sorte que, o que a dá em casamento faz bem; mas o que não a dá em casamento faz melhor” (1Coríntios 7,38).

É lógico que considerando estes conselhos, a Igreja Católica optou pelo celibato como disciplina para o sacerdócio de rito latino. Graças a isto, o sacerdote pode estar livre e dedicado 100% para a obra de Deus, não precisando se dividir para cuidar das coisas de sua esposa e filhos.

PONTO 3 – ALGUMAS OBJEÇÕES CONTRA O CELIBATO

3.1 – A Bíblia diz que o Bispo deve ser casado

- “Por esta causa te deixei em Creta, para que pusesses em boa ordem as coisas que ainda restam, e de cidade em cidade estabelecesses presbíteros, como já te mandei: aquele que for irrepreensível, marido de uma mulher, que tenha filhos fiéis, que não possam ser acusados de dissolução nem são desobedientes” (Tito 1,5-6).

Este argumento é bem fraco. Uma simples leitura do mesmo permite constatar que não diz que o Bispo DEVE ser casado, mas que, caso seja, deve sê-lo UMA SÓ VEZ (e não mais que uma). Hoje em dia talvez isto nos pareça óbvio, visto que todos (ou quase todos) aqueles que são casados atualmente, possuem uma só esposa; contudo, naquela época em que a Igreja cristã recebia recém-convertidos do Paganismo e Judaísmo, era possível encontrar alguns que eram polígamos e outros divorciados e novamente casados; logo, era normal colocar estes tipos de limitações.

Este esclarecimento, inclusive, seria desnecessário, bastando analisar a Bíblia em sua totalidade. Seria absurdo ver Paulo dizer “quem não casa, faz melhor”, “é bom ficarem como eu” etc. etc., e, de outro lado, dizer que “deveriam ser casados”. Além disto, tanto ele quanto os outros Apóstolos [cf. Mateus 19,27.29] – sem contar o próprio Jesus – eram célibes.      

3.2 – O sacerdote deve ser casado para dar exemplo

Eis um argumento que é usado freqüentemente por pastores protestantes; porém, ainda que pareça soar bem, falta-lhe total fundamentação bíblica. E visto que [tais pastores] afirmam se guiar apenas pela Bíblia (=”Sola Scriptura”), tal argumento está em absoluta contradição com o que pregam.

Como vimos anteriormente, nem Paulo nem Jesus mencionaram que deviam se casar para dar exemplo. Ora, se assim fosse, eles mesmos, conscientes de serem exemplo e modelo para o cristão, teriam se casado; mas não o fizeram. O próprio Paulo ordena que sejamos “seus imitadores” (Efésios 5,1); e não apenas Jesus e ele foram célibes, como também outros Apóstolos e profetas como João Evangelista, João Batista etc. (no Antigo Testamento, inclusive, vemos Moisés despedindo sua esposa para se dedicar plenamente à sua missão).

3.3 – O sacerdote célibe é mais propenso a cometer imoralidades, como pedofilia e homossexualidade.

Aí um grande mito sobre o celibato, sobre o qual muito já se escreveu. Basta dizer que não há tempo de abstinência, por mais prolongado que seja, que faça uma pessoa normal vir a desejar crianças ou pessoas do mesmo sexo. Quem comete estes tipos de abusos possui desvios de outra índole, que não dependem de se estar casado ou não, e tampouco vai importar se se casa ou não. Na verdade, os mesmos casos ocorrem entre pastores protestantes que NÃO SÃO célibes. Um caso bastante ventilado se deu com o pastor protestante Ted Haggard (presidente da Associação Nacional de Evangélicos dos Estados Unidos): apesar de casado, mantinha relações homossexuais com um prostituto gay; e como este, existem muitos outros casos.

3.4 – O celibato é uma doutrina de demônios, conforme diz a Bíblia

- “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; pela hipocrisia dos homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência; proibindo o casamento e ordenando a abstinência dos alimentos que Deus criou para os fiéis, e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças” (1Timóteo 4,1-3).

      
Este é outro argumento bastante frágil, pois omite a diferença entre o celibato (um voto de castidade voluntário feito por aqueles que querem ser sacerdotes do rito latino, mas que podem declinar) e a afirmação de que o matrimônio em si é um ato ilícito e pecaminoso, conforme aponta Paulo. Isto ocorria com as heresias oriundas do Gnosticismo, que chegavam ao ponto de proibir o matrimônio, por considerá-lo intrinsecamente pecaminoso.

Entretanto, aqueles que fazem uso desse argumento acabam por adotar uma interpretação contraditória e desconexa do pensamento de Paulo. Isto porque, na mesma carta, Paulo fala sobre uma ordem de viúvas que faziam votos de castidade:

“Nunca seja inscrita viúva com menos de 60 anos; e só a que tenha sido mulher de um só marido, tendo testemunho de boas obras: se criou os filhos, se exercitou hospitalidade, se lavou os pés aos santos, se socorreu os aflitos, se praticou toda boa obra. Mas não admitas as viúvas mais novas porque, quando se tornam leviana contra Cristo, querem casar-se, tendo já a sua condenação por haverem aniquilado o compromisso anterior. E, além disto, aprendem também a andar ociosas de casa em casa; e não só ociosas, mas também curiosas e intrometidas, falando o que não convém. Quero, pois, que as que são moças se casem, gerem filhos, governem a casa e não dêem ocasião ao adversário de maldizer” (1Timóteo 5,9-14).

      
Lendo cuidadosamente o texto acima, podemos concluir:

1. Existia naquele tempo uma ordem de viúvas que faziam voto de castidade e celibato (Paulo faz referência a ela através do termo “inscrita” [no catálogo de viúvas]).

 
2. Manda que, para tal ordem, se descartem as viúvas jovens.
 

3. O motivo é que logo “querem casar-se” e têm “já a sua condenação por haverem aniquilado o compromisso anterior”. Deduz-se que seu compromisso anterior seja contrário ao seu posterior desejo de se casar (voto de castidade). Pode-se deduzir também que a razão desta ordem é que já ocorrera precedentes de mulheres jovens que ingressaram nesta ordem, fazendo seu voto e, depois, aniquilaram seu voto ao quererem se casar.

Pois bem. Paulo pregava doutrinas de demônios ou distinguia entre a proibição do matrimônio e o voto voluntário do celibato como compromisso diante de Deus? Esta é uma pergunta que nenhum protestante fundamentalista até agora conseguiu ter a capacidade de responder de forma coerente…

Fonte: www.veritatis.com.br

POR QUE OS CATÓLICOS HONRAM MARIA – UMA RESPOSTAS ÀS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ

Filed under: Mariologia,Respostas Católicas,Seitas e Religiões — vidanova at 6:54 am on terça-feira, dezembro 30, 2008

Por Claude Kenneson

Tradução: Edigar Limeira

Fonte: http://www.catholicxjw.com/honormary.html

 

Da idade de 14 até os 21 anos, eu pertencia a um grupo religioso chamado Testemunhas de Jeová. Outrora, em 1965, minha irmã que havia permanecido na fé Católica, fez uma novena a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro para meu retorno a Igreja. Suas orações foram respondidas. 

As Testemunhas de Jeová acusam os católicos de adorar a Maria,o que segundo eles é condenado em Exodo 20:3: “Não terás outros deuses diante de minha face”. A Igreja em resposta nega a alegação. O ensino oficial Católico sempre foi que a adoração pertence somente a Deus. Nenhuma criatura (incluindo Maria) merece adoração. O Credo de Nicéia ensina que “Cremos em um só Deus”. A doutrina do politeísmo é repudiada. Maria não é uma deusa. Qualquer católico que coloca Maria no mesmo nível que Deus é culpado de violar o Primeiro Mandamento e de pecar.

 

A próxima acusação levantada pelas Testemunhas é de que os católicos violam Êxodo 20.4: “Não farás para ti ídolo, nem figura alguma do que está em cima, nos céus, ou embaixo, sobre a terra, ou nas águas, debaixo da terra.”

 

Novamente as Testemunhas não entendem a visão da Igreja Católica que categoricamente rejeita a adoração de estátuas ou imagens de Maria, dos santos ou mesmo Cristo como idolatria e superstição. Esses objetos não têm poder nem divindade intrínseca a si próprios. 

 

Obviamente, as Testemunhas não seguem esse mandamento literalmente. A sua literatura está cheia de desenhos ou imagens de Cristo, figuras bíblicas, etc.

Auxílios visuais em devoção ou entendimento bíblico não servem a outro propósito que não o de chamar a mente os personagens que são lembrados. Qualquer um que atribui divindade a estas imagens ou estátuas é culpado do pecado da idolatria.

 

Então o que os católicos realmente dizem sobre Maria? Isto. Maria deve ser venerada da mesma maneira que Deus a honrou. Lembre-se que o próprio Deus enviou o anjo Gabriel para anunciar que o Senhor estava com ela e que ela havia sido grandemente abençoada e que Deus havia sido benevolente com ela. (Veja Lucas 1:28, 30)

 

Deus a escolheu para ser a mãe de Seu Filho. As Testemunhas de Jeová deveriam entender que Deus não criou Jesus como humano independentemente e o enviou diretamente a terra. Não, Jesus nasceu da mulher Maria.

 

Nenhuma mulher antes ou desde então, foi tão privilegiada de carregar o Filho de Deus. (Veja Gálatas 4.45) Maria não é uma simples mulher como as Testemunhas admitem.  Carregar o Filho de Deus a colocou totalmente em outra categoria.

 

Os católicos também são ensinados a respeitar e estimar Maria por causa de sua fé e obediência. Maria, no verdadeiro sentido da palavra, foi a primeira crente, a primeira Cristã. Em Lucas 1.38 ela respondeu ao anjo que “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra.” Maria disse “sim” a Deus por começar a carregar a Cristo para o mundo. Se Maria não acreditava no Pai, no Filho e no Espírito Santo, quem acreditaria? (Veja Lucas 1.31-33, 35).

 

Na mensagem do anjo, ela recebeu a Palavra de Deus em seu coração e em seu útero, e deu a Vida (Jesus), para o mundo através do Espírito Santo. Lucas 2.19 e 51 indicam que Maria fielmente ouviu a palavra de Deus e a manteve em seu coração. 

Contraste sua resposta as do incrédulo Zacarias em Lucas 1.20. 

           

O próprio Jesus declarou abençoados aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a guardam. (Marcos 3.35; Lucas 11.27-28). Jesus certamente não estava rebaixando sua mãe nesta passagem, como as Testemunhas de Jeová certa vez sugeriram para mim.

Maria fez o que Deus queria que ela fizesse; ela ouviu a Palavra de Deus, a entesourou em seu coração e a obedeceu. (Ver Lucas 1.45) Jesus está realmente dizendo a seus ouvintes para imitar a sua mãe porque ela guardou a Palavra de Deus. Jesus também ensinou a necessidade de desprendimento da família pelo amor de Deus. Mas, por colocar a Deus acima de sua família não pretende ser um sinal de desrespeito. O mesmo Jesus também disse: “Honra a teu pai e a tua mãe.” (Veja Mateus 15.4)

 

Através da intercessão de Maria, Jesus realizou o seu primeiro milagre em Caná (João 2.1-11). As palavras de Maria aos servos aplicam-se a nós até hoje: “Fazei o que Ele (Jesus) vos disser”. Aliás, ao abordar Sua mãe como “mulher, isto compete a nós?” não significa “isto não é da sua conta”, como asTestemunhas disseram-me, mas “não se preocupe, tudo vai dar certo”. Isto é o que certamente significava para Jesus para que ele imediatamente fizesse o milagre da transformação de água em vinho a pedido de sua Mãe!

A utilização da palavra “mulher” na antiguidade num grau mais baixo não implicava em qualquer desrespeito – equivale hoje em dia ao termo “Senhora”, muito distante do que as Testemunhas de Jeová gostariam que acreditássemos que a expressão significa.

 

Em vez de sempre tentar desvirtuar o papel de Maria e o devido respeito dela, as Testemunhas de Jeová fariam bem em seguir o exemplo da Igreja Católica, que ao longo de séculos tem cumprido as palavras da própria Maria nas Escrituras: “Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações”. “(Veja Lucas 1.48)

É por isso que nós lhe chamamos de Virgem Maria Abençoada (ver também Lucas 1.30, 35).

Uma vez que Deus foi a primeiro a honrar Maria, por que seria errado para os cristãos a fazer o mesmo?

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