O coração do padre

Filed under: Artigos — vidanova at 8:25 am on terça-feira, agosto 4, 2009

Dom Aloísio Sinésio Bohn

Aconteceu neste inverno: um jovem foi de madrugada visitar a namorada. Como o termômetro marcava seis (6) graus negativos; observei: jovem, você estraga sua saúde, pois é frio demais para ir de moto às montanhas. E o jovem: “Esta frio aí fora, mas aqui dentro (batendo no peito) está calor”!

Lembrei-me da reação dos discípulos de Emaús, com os quais Jesus ressuscitado caminhou e partiu o pão: “Não se abrasava nosso coração enquanto nos falava pelo caminho e nos explicava a Escritura”? (Lc 24,32).

Acompanhei muitos jovens no discernimento vocacional. Entre dúvidas e preces, de repente chega a opção: “Aqui estou, Senhor”. E tranqüilamente se prostra diante do altar, disponível para o ministério, participando do sacerdócio de Cristo. Será que é isto que o Cura d’Ars queria dizer quando afirmou: “O sacerdócio é o amor do coração de Jesus”?

O salmista exprime a mesma realidade interior assim: “O Senhor é a porção da minha herança… minha herança é magnífica” (Sl 16, 5-6).

O Apóstolo Paulo lembra ao jovem Timóteo que não basta optar, mas é preciso estar vigilante: “Não descuides teu carisma pessoal, que te foi concedido por indicação profética, quando os anciãos te impunham as mãos”. E continua: “Vigia tua pessoa e teu ensinamento e sê constante” (1Tim 4,14-16).

O padre está a serviço do povo, a exemplo de Cristo, pastor do rebanho. Certo dia vi a cena seguinte: Uma jovem senhora visitava com freqüência um seminarista inteligente e cheio de saúde. Ela insistiu que um homem precisa de esposa e filhos. O moço escancarou a janela do quarto, apontou para as vilas pobres perto do seminário e disse: “Eis minha esposa e meus filhos”.

Quando o coração se abrasa de amor por Deus e pelo povo, o padre perde o medo e joga sua vida pela causa. De fora pode parecer imprudência. Mas é ardor destemido, fruto do amor. Conheci esta intrepidez no jovem Padre Josimo, abatido covardemente na região do Tocantins, porque apoiava o direito dos despossuídos à terra. Assim também vejo o heróico Padre Gisley, empenhado em denunciar o assassinato de milhares de jovens. Foi emboscado e morto na periferia de Brasília. Bem disse Paulo a Timóteo: “O espírito que Deus nos deu não é de covardia, mas de força, amor e sobriedade” (2Tim 1,7).

Escutei um padre falar às lideranças: “Hoje um padre não sustenta sua vida de consagrado sem a amizade dos paroquianos”. Portanto, haja apoio humano e oração pelos padres. Parabéns aos padres pelo Dia do Padre.
 

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por
CNBB

 

Namoro Sexualizado é maduro?

Filed under: Afetividade e Sexualidade — vidanova at 1:58 pm on segunda-feira, agosto 3, 2009


Alguns adolescentes são como um vulcão. Os sentimentos fluem no adolescente com uma força e uma variabilidade extraordinárias. A adolescência é a idade dos grandes ânimos e dos grandes desânimos, dos grandes ideais e dos grandes ceticismos.

A felicidade não está em fazer o que a pessoa quer, mas em querer o que a pessoa deve fazer.

Apesar de que a virgindade não está precisamente de moda, é preciso valorizá-la em toda sua grandeza: um adolescente de 17 anos disse que não gostaria de ter em sua mente encontros sexuais do passado, na noite de núpcias. Isto o ajudava a se abster das relações sexuais antes do casamento.

Em uma pesquisa, perguntaram a dois mil adolescentes: Foi feita, em sua casa, a proposta da virgindade? Deram razões para uma pessoa chegar virgem ao matrimônio? Falaram com vocês sobre os benefícios da abstinência sexual e lhes explicaram a escada da paixão? Este último conceito consiste em saber o que acontece em um casal com a intimidade física e, se o rapaz ou a moça aceitaram a meta da virgindade, em que fase devem perdê-la?

O resultado foi: a meta da virgindade foi proposta a 80% das mulheres, em seus lares; também a 80% delas foram explicadas as razões para chegar virgens ao matrimônio. No caso dos homens, somente a 50% deles foi feita a proposta de atingir a meta de ser virgens.

Os adolescentes devem ter sua meta clara (abstenção de ter relações sexuais), porque se não for assim, se não conhecerem os benefícios e os riscos de uma intimidade prematura, serão alvos fáceis de cair em uma sucessão interminável de encontros sexuais que os deixará vazios emocionalmente e espiritualmente.

López Quintás afirma que, se um jovem pensa que ama uma jovem, mas o que ama na verdade são somente as qualidades dessa moça que ele achar agradáveis (sobretudo as do tipo sexual), é provável que tenha mais amor a ele mesmo do que outra coisa, e que ame – acima de tudo – os afagos e a atração que estas qualidades produzem. Quando passar o interesse, devido ao tempo ou qualquer outro motivo, ou deixar de ser uma experiência prazenteira pela saturação provocada pela repetição de estímulos, ele pensará que seu amor acabou, embora seria mais correto dizer que esse amor praticamente não chegou a existir, porque – desde o princípio – estava impregnado de egoísmo.

Quem desejar outra pessoa, sobretudo para saciar sua avidez sexual, não estabelecerá apenas vínculos pessoais com ela, mas a utilizará. Em troca, quem ama dá o que tem, doa seu próprio ser. São atitudes bem diferentes: uma delas, parte do egoísmo, enquanto que a outra, da generosidade.

Quanto mais um namoro for sexualizado, mais riscos existem de que derive em uma união de dois egoísmos. Nesses casos, o prazer substitui o carinho com mais facilidade do que parece, e entram em uma atmosfera hedonista que escurece o horizonte do amor, além de provocar frustração e tristeza.

A dependência ao sexo tende sempre a pedir mais, porque a sensibilidade sofre um desgaste e reclama estímulos cada vez mais intensos.

O prazer possessivo é interesseiro, não procura o outro ou a outra, não respeita a dignidade da pessoa e abre um espaço para a infidelidade e a desgraça. A mulher deve fomentar uma atração pessoal, mas não à custa de perder parcelas de sua intimidade.

Alguns dirão que não ter relações com a pessoa amada é repressão, mas não é; é preferir outra coisa. Reprimir-se é prescindir de algo atraente para ficar vazio, mas quando, por exemplo, uma mãe se priva de alguma coisa por amor a seu filho, não se diz que esteja sendo reprimida, mas que ela está se sacrificando para obter algo melhor para o filho. Quando um namorado ou uma namorada guardam seu corpo para entregá-lo limpo no casamento, não estão sendo reprimidos, estão apostando por algo superior.

Em certa oportunidade, explicava a um rapaz de dezenove anos: «Talvez, em determinado momento, guardar-se para o casamento pode lhe custar, porém, olhando a vida desde uma perspectiva mais ampla, você perceberá logo que, ao esperar, estará conservando um tesouro muito valioso e não vai querer jogá-lo fora. Quando algumas pessoas o desprezarem por isso, pense que você poderia fazer o mesmo que eles, sem nenhum esforço, no entanto, me parece que custaria muito trabalho para eles perder a dependência de todo o excesso de sexo que vivem. Eu decidi esperar até o casamento e o fato de que minha namorada também seja capaz de esperar uns anos por mim, me parece uma boa demonstração do que ela vale e de quanto me quer».

A posse não é – como às vezes se pretende – uma “prova” de amor, mas quase sempre seu atestado de óbito.

Para ajudar os jovens, escreveu Romano Guardini, o fator mais eficaz é como o educador é; em segundo lugar, o que faz; e, em terceiro, o que ele diz.

Adolescente usada para promover eutanásia, mudou de opinião e recebeu coração

Filed under: Bioética,Testemunhos — vidanova at 1:49 pm on segunda-feira, agosto 3, 2009

Em novembro do ano passado, o drama da adolescente britânica Hannah Jones foi usado como bandeira para promover a eutanásia. Com o apoio de seus pais, Hannah, de 13 anos, negava-se a receber um transplante de coração defendendo seu suposto direito a morrer. Meses depois, mudou de opinião e optou por salvar sua vida.

Vários anos atrás Hannah foi diagnosticada com um tipo estranho de leucemia. Quando os especialistas obtiveram a remissão do câncer descobriram uma cardiomiopatia; seu coração tinha uma cavidade e era necessário removê-lo para que Hannah seguisse com vida.

Ao conhecer os riscos da operação e a eventual necessidade de um novo transplante depois de dez anos, a menor disse aos seus pais e às autoridades de saúde que não queria mais tratamentos e que voltaria para casa embora isso implicasse sua morte.

Ante a sua negativa, a direção do hospital que a atendia, o Herefordshire Primary Care Trust de Hereford (Reino Unido), decidiu ir aos tribunais para retirar temporalmente a custódia a seus pais e “obrigar” a adolescente a submeter-se à cirurgia; entretanto, depois de vários procedimentos legais e o relatório de um funcionário do gabinete do defensor do menor, o hospital decidiu retirar a demanda.

Seu caso foi usado como bandeira por vários grupos anti-vida para promover a legalização da eutanásia e o suicídio assistido.

Segundo o jornal Telegraph, Hannah mudou de opinião após sofrer uma falha parcial no rim no dia 7 de julho, cinco dias antes de fazer 14 anos.

A adolescente não pôde receber uma diálise devido ao seu coração que era muito fraco para o tratamento. Hannah devia voltar para a lista de receptores de coração doado ou sofreria uma falha renal grave e uma morte segura.

“Sei que tinha decidido que não queria isto de nenhuma maneira, mas todo mundo tem direito a mudar de opinião”, indicou Hannah depois de submeter-se ao bem-sucedido transplante e expressou sua alegria porque “agora estou tomando 27 remédios, mas logo terei que tomarapenas 12″.

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Querer viver é um impulso natural em todos nós.Embora saibamos que vamos morrer um dia, o anseio pela vida sempre bate mais forte!

A vida é um dom de Deus e não nos pertence manipulá-la como se fosse propriedade nossa.Somos administradores dos dons de Deus e devemos usá-los para sua glória e louvor!

A vida eterna é nossa esperança de viver para sempre na presença de Deus e de nossos queridos.Fomos criados para isso e nisso repousa nossa alegria e esperança!!

29 mortas pela pílula do dia seguinte

Filed under: Noticias — vidanova at 5:35 pm on sábado, agosto 1, 2009

Revelações do Ministério da Saúde italiano

ROMA, quinta-feira, 30 de julho de 2009

Vinte e nove mulheres morreram no mundo pelo consumo da pílula Ru486, mais conhecida como a “pílula do dia seguinte”.

Assim assegurou a subsecretária do Ministério da Saúde, Eugenia Roccella, no momento em que a Agência Italiana de Fármacos (AIFA) pretende comercializar esta pílula.

As declarações foram publicadas na edição desta quinta-feira deL’Osservatore Romano. Roncella explicou que as mortes foram causadas pelos efeitos colaterais do fármaco, confirmando um dado que começou a circular há várias semanas, ainda que originalmente foi classificado pelo respeito à intimidade. 

O dado está contido na relação que a fábrica produtora da pílula, Exelgyn, enviou ao Ministério, o qual, por sua vez, o remeteu ao comitê técnico-científico da AIFA.

Este último se expressou favoravelmente sobre a comercialização da RU486.

Amanhã deverão chegar à decisão definitiva da agência, ainda que, segundo disse o subsecretário, “o intercâmbio de opiniões” entre o ministério e AIFA seguirá adiante, independentemente da decisão.

Cardeal Cipriani: Imediatismo, o maior inimigo do desenvolvimento

Filed under: Santa Sé — vidanova at 9:30 am on quinta-feira, julho 30, 2009

Na santa missa e “Te Deum” pelo 188º Aniversário da Independência nacional do Peru
LIMA, terça-feira, 28 de julho de 2009

“A globalização pode nos fazer mais próximos, mas não por isso nos faz mais irmãos”, afirmou o cardeal Juan Luis Cipriani Thorne na santa missa e “Te Deum” pelo 188º aniversário pátrio.

A arquidiocese de Lima assegurou nesta terça-feira que “o desafio de fraternidade é o que dará alma a este grande país. Não somente a partilha de material, mas essa dimensão mais profunda de amor ao próximo, de amor àquele pequeno, àquele ancião que não é um fator de produção, mas um ser humano”.

Durante sua homilia, o arcebispo de Lima e primaz do Peru, recordou a importância de promover uma perspectiva de vida eterna, propondo uma caridade universal que exigem os tempos atuais. “Nesta urgência está em jogo um ideal maravilhoso, a necessidade de alcançar uma autêntica fraternidade”.

“Não haverá reconciliação em corações cheios de ódio e de mentira”

“Como é perigoso que a memória de um país possa ficar envenenada pelo ódio, pela vingança, pela desilusão, pelas falsas esperanças, por mentiras arraigadas! É necessária uma renovação e uma purificação de nossa memória. A capacidade de futuro do homem e da sociedade dependem das raízes que têm, de como conseguiram acolher em si mesmo o passado e, a partir deste, elaborar critérios de ação e de juízo. Não haverá reconciliação nos corações cheios de ódio e de mentira. Há que se ter a grandeza e a coragem de não deixar-se aprisionar por propostas ideológicaspoliticamente corretas, que se espalham neste mundo relativista sem princípios éticos firmes”, assinalou. 

O arcebispo de Lima animou os peruanos a “serem agradecidos aos que ofereceram generosamente suas vidas para devolver-nos a liberdade (do terrorismo)”. 

O Cardeal Cipriani recordou que no país deve-se procurar um clima de “confiança social” baseada na ordem e na disciplina, porque para procurar uma “pátria grande e justa” é fundamental a confiança na sociedade.

“Os cidadãos podem e devem expressar livremente suas ideias dentro da lei; desta maneira, as normais discrepâncias geram um tecido vigoroso de vida social, e as forças democráticas facilmente superam qualquer dificuldade, por maior que seja”, exortou.

Agentes políticos e econômicos responsáveis 

“Se na economia de mercado não se incorpora de maneira séria e normatizada a dimensão ética, não há tal economia e o que resta é um abuso do mais forte sobre o mais fraco. A economia é de índole social, por isso tem a grande oportunidade de recobrar seu rosto profundamente humano”. 

Finalmente, o Pastor de Lima recordou que para conseguir esta meta é necessário mobilizar-se com o coração, com vontade, otimismo, firmeza e amor à pátria, a fim de promover uma mudança nos processos econômicos e sociais atuais, para alcançar as metas plenamente humanas.

Na cerimônia estavam presentes o Presidente da República, Alan García Pérez, acompanhado por sua esposa; o presidente do Congresso, Luis Alva Castro; o presidente do Poder Judiciário, Javier Villa Stein; todos os integrantes do gabinete ministerial; assim como o corpo diplomático e representantes de organismos internacionais acreditados no Peru. 

Fonte: Zenit

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