Corrente/PI por Rosana de Pádua

Missão em Corrente no PI

Soube que há pelo  menos 2 anos alguns irmãos desta cidade tentavam trazer o Vida Reluz para se apresentar. Não foi muito fácil, as dificuldades aparecem e o tempo é mesmo de Deus! E foi assim que neste final de semana a gente se organizou para sairmos na sexta a noite para o show no sábado.

Afinal, o que encontramos em Corrente no Piauí?

Estávamos realmente cansados depois de um dia de trabalho, pegar um avião tarde da noite em São Paulo e descer em Brasília, meio acordado e meio dormindo… E qual não foi à surpresa quando saímos no desembarque e lá estava um grupo de pessoas de Corrente, mas que vive em Brasília, nos esperando com cartazes, cantando nossas músicas, e o melhor, de braços abertos que nos apertavam conforme a gente passava entre eles. O cansaço foi embora na hora rs. A gente chegou a pensar que não era pra nós.

Enfim, as surpresas começaram ali. Aquele grupo foi conosco de ônibus fretado até Corrente, durante 11 horas de viagem. Uma família grande. Família Amaral. Gente maravilhosa, de oração, amáveis, alegres, entusiasmados e humildes.

Quando chegamos na entrada de Corrente, fomos recebidos com queima de fogos, morremos de vergonha rs, pois era demais pra nós. Fomos de passeata até o centro da cidade e em seguida nos levaram para a casa dos familiares da família Amaral.

Ao sairmos do ônibus havia o pessoal da organização, mais os outros familiares deles, mais amigos, e uma turma toda que ama o VR, além de uma banda de forró tocando músicas típicas da cidade. Era ma festa só! Ficamos tão emocionados que não tinha como conter as lágrimas, já sabido que alguns de nós somos como “manteiga derretida” rs.

Nos dividiram dois a dois, pois algumas famílias fizeram questão de nos receber e oferecer um almoço pra nós. Alguns da banda chegaram a almoçar na casa de uma família e depois na casa de outra família. Pode? rs  A gente até tenta emagrecer, mas…

Mais tarde já no local do evento houve um bom momento de oração antes de entrarmos no palco e Deus mais uma vez nos deu a certeza que a obra é sua e que maravilhas Ele iria realizar através das nossas canções. E foi exatamente o que aconteceu. Muitos jovens católicos e evangélicos rezaram conosco, famílias, crianças.  E num certo momento houve um estouro no som, onde tudo apagou, ficamos uns instantes sem luz, e em seguida tudo voltou ao normal, ninguém entendeu nada, nem mesmo o pessoal do som, mas até nisso Deus nos falou, pois mesmo quando nossa vida passa por instantes de “escuridão”, temos a certeza que Deus está lá para nos consolar e fortalecer. Nos encantou também a presença do Frei Inácio que subiu no palco para ministrar conosco a canção tema do evento “Deus é Capaz”. Ele arrasou, leva o maior jeito para cantar. No entanto também não poderíamos deixar de mencionar o Frei Chiquinho que a apenas 6 meses assumiu a Paróquia da cidade no lugar do Frei Inácio. Um padre ainda muito jovem, mas profundo, simples, entregue, meigo… Com muitas qualidades.

Retornamos para a casa em que chegamos, lanchamos e depois nos despedimos. E na volta chegamos à casa do Guilherme em Brasília que também havia ido conosco pra Corrente para tocar guitarra. Os pais do Gui haviam preparado um banquete pra gente, dureza… rs Ficamos lá até dar a nossa hora de voltar pra SP. Foi um momento também muito rico de descontração, partilha e amizade.

Agradecemos imensamente a todos que prepararam tudo isso pra gente: ao Frei Chiquinho, Frei Inácio, Guilherme, Família Amaral, equipe toda da organização, famílias que nos ofereceram o almoço, particularmente citar dona Nésse e sua filha, além das lindas famílias que receberam os demais, e ao povo de Corrente.

Saímos em missão, mas recebemos muito mais de Deus!

Por: Rosana de Pádua

Twitter:  @RosanaPadua_VR

Amanheceu

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Ano passado, em 2009, a Missão IDE passou por um fim de semana muito diferente. Fomos convidados por um padre a visitar todas as casas do bairro onde era a sua paróquia, que ficava em uma das regiões mais carentes de Taubaté/SP, convidando o povo para participar de uma missa especial, cheia de música e orações avivadas naquela mesma noite. Nossa missão quando fôssemos visitar as famílias era verificar se todos eram batizados, se participavam de alguma igreja, orar pela casa e seus moradores e por fim fazer o convite para a missa logo mais à noite. Como o bairro era grande, visitamos metade das casas no sábado e a outra metade no domingo, sempre convidando para a celebração da noite.

Éramos cerca de vinte pessoas enviadas dois a dois para a missão naquele bairro. Ao final de cada período, quando voltávamos para almoçar ou para um café antes da missa ao final do dia, fazíamos uma partilha geral sobre o que encontramos. Visitamos muitas pessoas pobres, eu diria até miseráveis, que não possuiam nem comida em casa. Lembro da situação de uma senhora muito simples com seus três filhos pequenos e outro um pouco maior que a ajudava. Entramos na casa dela e não havia higiene alguma. Sua história era sofrida, falou muito de como foi injustiçada porque possuia uma casa própria que foi tomada assim que o marido morreu e agora ela estava naquele cortiço com seus quatro filhos esperando a justiça determinar a retomada da casa.

Me recordo de uma outra senhora de semblante muito triste, que ao saber que éramos católicos disse que era evangélica e agradecia nossa disposição mas não queria receber nossa oração. Ela fechou o portão e nós fomos em direção a próxima casa, mas enquanto andávamos decidimos voltar e insistimos em orar por aquela mulher triste. Imediatamente ela abriu o portão chorando e sentou-se no quintal da sua casa. Oramos pelo filho dela que há dias não aparecia em casa porque era viciado em cocaína e agora estava envolvido com o tráfico. A casa já não tinha mais TV, rádio, porta-retratos… A droga levou essas e outras coisas em troca do sustento do vício. A casa já não tinha mais paz, amor ou sonhos. A droga levou tudo.

Oramos por uma senhora em fase terminal de câncer que morava sozinha em uma casa de madeirite e lona. Rezamos por uma família marcada pelo adultério, em que o pai da família havia saído de casa para morar com outra mulher, a esposa abondonada estava imersa numa depressão profunda, a filha desse casal era mãe solteira e não suportando toda a pressão abandonou sua filha de sete anos com a avó e há tempos não dava notícia. A depressão daquela senhora a afastou do seu trabalho e o INSS ainda não havia aprovado o afastamento remunerado e todas as contas estavam atrasadas. A menina de sete anos chegou enquanto conversámos e viu a avó chorando. Ela se sentou ao lado da avó e chorou junto…

Houve quem visitou bares com pessoas bêbadas logo nas primeiras horas da manhã. Houve quem orou por prostitutas e travestis de um prostíbulo que havia na região. Naqueles dias todo aquele bairro foi visitado e a Missão IDE foi visitada por um Jesus que sofre, um Jesus que espera uma sentença justa do tribunal, um Cristo viciado e se afundando cada vez mais no vício, um Jesus desfigurado pela venda do seu corpo todas as noites em troca de algum dinheiro, Jesus doente, injustiçado, abandonado e sofrido.

Faltavam várias coisas na vida daquelas muitas pessoas que visitamos, mas uma coisa faltava de maneira generalizada em quase todas: a esperança. Sem a esperança, muitos dos moradores daquele bairro não conseguiam imaginar nenhuma possibilidade de mudança da situação, por mais remota que fosse. Tudo que possuiam era o seu abatimento e muitas vezes uma certeza de que aquela dor os acompanharia pra sempre. Tudo era noite.

A palavra de Deus diz quem pode com um espírito abatido? (Provérbios 18, 14) Sem esperança o futuro não possui horizonte. Mas ao contrário de tudo isso, a Bíblia também diz que a esperança não engana (Romanos 5, 5), e mais, um grito de esperança vem do Salmo 124, 4-6: Mudai, Senhor, a nossa sorte, como as torrentes nos desertos do sul. Os que semeiam entre lágrimas, recolherão com alegria. Na ida, caminham chorando, os que levam a semente a espargir. Na volta, virão com alegria, quando trouxerem os seus feixes.

Algumas obras sociais daquela cidade tentam atender aquele povo em suas necessidades de dignidade. Nossa missão naquele lugar, especificamente naquele fim de semana, foi reacender a luz do fim do túnel e mostrar que os sofrimentos da presente vida não se comparam à glória que virá. Que todo sofrimento permitido por Deus quer nos ensinar a viver melhor e na medida em que aprendermos, a esperança que cultivamos vai se tornando verdade e todo pranto é transformado em dança (Salmo 29, 12).

Depois daquele fim de semana minha visão mudou muito a respeito do Reino de Deus para os esquecidos da sociedade. O avivamento que tanto falamos aqui na Missão IDE só tem sentido se o Reino de Cristo for implantado em nossa geração, a começar pelos que mais sofrem, que são os prediletos de Deus. Com esse sentimento no coração e com toda essa visão, Deus me inspirou uma canção de esperança. Escrevi uma música que se chama Amanheceu e dá nome ao meu primeiro CD que será lançado no Aviva Brasil de 2011, no sábado do dia 15 de janeiro às 20h00. Maiores informações no site www.missaoide.com.br . Deixo aqui o meu convite para o lançamento do CD e a letra da canção que o Senhor quer colocar no coração dos aflitos desse mundo.

Amanheceu

No caminho de quem sofre sempre existe alguma dor

Só quem luta tem na alma alguma marca que ficou

Quando a estrada dessa vida está difícil de passar

E o horizonte bem distante já não dá pra enxergar

É preciso levantar os olhos para entender

Quando a noite esconde a luz, logo vai amanhecer

Pode o choro durar uma noite, mas a alegria vem com o sol da manhã

Todo aquele que já semeou com as lágrimas

Sorrindo colherá o bem que esperou

E o mundo então verá toda a virtude do Senhor

Que é capaz de dar ao homem sofredor, vitória

Sei que podes afastar esse cálice de mim

Retirando toda a dor que existe em meu viver

Eu espero em ti, Senhor, a noite escura vai passar

Seja feito o teu querer enquanto eu existir


Peço desculpas pela longa ausência daqui do blog, pra esse CD "Amanhecer" levou muito tempo e dedicação. Em breve mais novidades vão acompanhar esse CD.

Paz e fogo!

Um abraço,

Gil Monteiro

A MÚSICA QUE CHAMA

Música é como rosa. Bonita, mas tem espinhos. Pode encantar e pode ferir. Mas o mundo a usa desde tempos imemoriais. De sons desarticulados, mas diferenciados, acabou em harmonia, som após som, justaposição de notas e virou mensagem pensada. Salmistas, sacerdotes e reis sabiam do poder da canção. Davi tocava harpa e, mais tarde, como rei, achou lugar de destaque para a música no seu governo. Tanto que chegava a escalar pessoalmente os cantores do templo, tamanha a importância que dava aos que viviam da música. (1 Cro 9, 33; 15, 27).

Afirma-se que Nero a usava. Os detratores acrescentam: muito mal! Hitler a usou abertamente para o mal. As cortes e os exércitos a usavam e usam. Bandas, orquestras, quartetos, corais, concertos, canto litúrgico, tudo é para divulgar, organizar, motivar e chamar. A música pode ferir, ensurdecer e desestruturar. Pode harmonizar, aclamar e até contribuir para a cura. A músico-terapia é experiência mais séria do que se imagina ou se admite.

Usam da canção as religiões; investem pesadamente nela os católicos, os evangélicos, os mais diversos credos religiosos. Algumas igrejas pentecostais gastam hoje milhões de dólares ou reais na preparação dos seus cantores. Monges, autoridades e povo cantam desde tempos imemoriais. Entre os católicos a música forjou toda uma geração de religiosos. Levantavam e ainda levantam-se de madrugada e vão dormir ao som de louvores cantados. Cantores tocam, cantam e dançam nas salas de concerto, nos templos, nas ruas. Música bem tocada chama o povo. Abre espaço para a mensagem que vem depois. E há uma canção mais agressiva que às vezes vem acompanhada de tóxicos; quem pensou em rock pensou errado. Há muita música que se executa regada de bebida e de tóxicos porque cria e serve a determinado ambientes, no mínimo suspeitos.

Cantam os católicos da Teologia da Libertação, os da Renovação Carismática, os marianos, os arautos do Evangelho, os monges do Tibet, os Pentecostais, os conservadores, os progressistas, os moderados, os ecumênicos, os proselitistas. Sua música traduz o seu modo de ver a terra e o céu. Entra lá a canção que afina com seu projeto. Só ela! Raramente cantam o canto do outro. Nem sequer expõem nas suas lojas as canções do outro movimento ou da outra igreja. Ciumentamente divulgam apenas os seus cantores. É que dentro da canção vai a fé ou a ideologia. Precisam dela porque além de evangelizar, a canção pode ajudar suas obras! Cantam os seus e esperam que o outro os ouça. Eles preferem não ouvir quem não ora como eles.

A música une ou separa. Chama para o amor e para a guerra, para o bem e para o mal. Feita por vozes e instrumentos, ela é também instrumento e porta-voz, de Hitler, Stalin ou de uma simples e humilde escola para cegos. Feliz é quem a usa de maneira ética! Feliz de quem não se deixa dominar ou enganar por ela! Instrumento de diálogo, não deveria cair nas mãos nem dos violentos, nem de pessoas incapazes de dialogar. Não pode ser transformada em arma, nem veículo de mentira ou de fanatismo. É nobre demais para isso!


Pe. Zezinho, scj (pezscj@uol.com.br)
www.padrezezinhoscj.com – Taubaté-SP

News!

Fotos da Gravação do DVD Paulinas Comep 50 anos

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Dia de Ensaio para o DVD Paulinas/Comep 50 anos

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Ontem dia 05/10 tivemos ensaio na gravadora Paulinas Comep para nossa participação no DVD que celebra 50 anos da gravadora Paulinas Comep, cantaremos uma música inédita juntamente com o MAV (ministério Adoração e Vida).

Confira algumas fotos do dia de ensaio, oração e partilha.

Hallel Brasilia

Um dia abençoado na presença de Deus.

Hallel Brasilia 2010.

Fotos de Mogi Guaçu/SP

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Fotos: Cristian de sá

Gente de Vida que Reluz

Gente de Vida que Reluz

Ir. M. Nilza P. da Silva

Mais fotos

Você pode dar uma ajuda na romaria da juventude? Essa pergunta, Ir. M. Gislaine me fez no sábado a tarde! Claro – Foi minha resposta – O que você precisa? – Você pode acolher a Banda Vida Reluz? – Quando ouvi esse nome, a memória fez uma veloz retrospectiva: há 25 anos, quando começava minha caminhada na vida religiosa, já ouvia esse nome… Sim, explica-me ela: a banda existe há muitos anos! Que bom que perseveram – pensei comigo. O que será que eles cantam? Nas tantas tarefas missionárias de minha vida consagrada, nem tenho tempo de acompanhar o surgir e desaparecer de bandas…

Estrelas e filhos pequenos da Mãe e Rainha

Domingo, os milhares de jovens eufóricos desde cedo me fizeram perguntar: como darei conta de minha tarefa? Mas, não dava mais tempo para pensar, pois recebi o aviso que eles já estão aqui. Vamos ao encontro dessas estrelas…

No entanto, os encontro já descendo seus instrumentos do carro, me cumprimentam com toda simplicidade e apresento o programa: enquanto os jovens estão ocupados na Tenda, vamos para o santuário, em seguida ao almoço e descemos para preparar o show, quando os jovens estiverem fora da tenda. Tudo aceito e começamos a subir…

Até agora, não sei quem é quem nesse grupo… Mas, percebo que os jovens que encontramos pelo caminho sabem muito bem! São fotos, recados, e cada um é atendido com atenção pelo Vida Reluz. Enquanto andamos vou explicando sobre o santuário e as perguntas muito interessadas me fazem perceber que não se trata de um grupo de artistas teatrais… São católicos de verdade! Quando pergunto quem recebe a Mãe e Rainha em casa, não observei se um deles não levantou a mão. E cada um sabia o seu dia. Não me lembro de todos, mas a família do Luiz Felipe recebe no dia 25 de cada mês.

A Mãe os recebe com presentes

Explico sobre a espiritualidade de Schoenstatt e as graças especiais do santuário. Rosana quer saber como observamos que as pessoas recebem a graça da transformação e explico que, uma das formas de perceber isso, é que muitas pessoas chegam ao santuário e sentem necessidade de se confessar. O olhar dela se encontra com o olhar do Felipe e ambos ficam marejados. Felipe explica: “Quando nós descemos do carro, eu senti algo e disse para a Rosana: preciso me confessar neste lugar. Ela responde eu também quero a mesma coisa!”

Com a alegria de ter recebido presentes da Mãe e Rainha, o grupo entra emocionado no Santuário. Aquela que vai tantas vezes em seus lares, os acolhe hoje em sua casa. Após um momento de oração silenciosa, outro de oração espontânea sugiro: “Cantem para a Mãe de Deus um canto que vocês fizeram para ela!” Então, eles começam: “Se um dia um anjo te declarou, que tu eras cheia de Deus… te coroamos, ó Mãe! Te coroamos…”

Hoje os autores da melodia te coroam…

Equanto eles cantam emocionados, vendo-os ali, como filhos singelos, no Santuário, diante da Rainha, passa pela minha cabeça um filme com muitas e muitas coroações da Mãe e Rainha: em suas milhares de Imagens Peregrinas, em seus Santuários, nos santuários lares, nas milhares de vezes que sob esse canto a Mãe e Rainha de Schoenstatt foi coroada sob muitos títulos.

Vejo os bispos e cardeais com a coroa nas mãos, esperando o momento: “Te coroamos, ó Mãe…” Vejo as crianças nervosas, com as vestes brancas, esperando: “Te coroamos, ó Mãe…” Vejo as igrejas, catedrais e estádios lotados esperando o momento: “Te coroamos, ó Mãe…” Vejo os corações suplicantes em momentos de grandes necessidades: “Te coroamos, ó Mãe…” Vejo olhos cheios de lágrimas, esperando o momento: “Te coroamos, ó Mãe…”

E hoje, na simplicidade desse momento, a Rainha ouve mais uma vez esse hino, que lhe traz tantas alegrias, dos lábios de seus autores. De forma muito singela, pois os intrumentos estão ainda no carro… Mas, é para eles que o Espírito Santo deu a inspiração para essa melodia tão especial. Consigo captar só um pouco de tudo o que esse momento significa e agradeço que posso vivenciá-lo! Peço à Mãe que renove todas as graças de coroação, todas as vivências felizes nos milhares de corações, que já entoaram para ela esse canto, entregando-lhe o próprio coração, a vida toda, no símbolo da coroa.

Talentos gratuitamente a serviço do evangelho

Após a foto diante do santuário, para marcar a visita, vamos para o almoço. Quanto mais explico sobre Schoenstatt, tanto mais eles se encantam e tanto mais eu admiro o coração filial, mariano e católico desse grupo. Prontamente, Pe. Anderson atende as confissões e é hora de preparar o show. Os músicos preparam os instrumentos e os jovens já começam a se aglomerar junto da banda. Quando começa o musical, a gente simplesmente se cala… Meu Deus, quanto talento! As vozes não cantam, elas declamam poemas em melodias. Os meninos dos instrumentos parece que brincam com os dedos, simplesmente bordam melodias e deslizam nas teclas e cordas… Não tem como não agradecer a Deus! E as letras? Dou-me conta de quantas músicas conheço e canto sem saber que estou usando um fruto do talento deles, ou seja, quantas riqueza esse grupo oferece para a Igreja, para nossos encontros e liturgias. Nossa Igreja canta Vida Reluz e tenho certeza que muitos não sabem disso. Veja aqui a lista de composições deles e me diga se vc também não se admira. Com as letras e melodias do Vida Reluz a Igreja reza melhor.

Ao final, com toda simplicidade, o grupo atende os jovens: tira fotos, dá autógrafos… Alguns jovens querem ver de perto os instrumentos, saber como se toca esse e aquele, e todos são atendidos com muita simpatia, enquanto o grupo vai os guardando e ajeitando as coisas. “Como eles são simpáticos né?” Exclama uma jovem! “O que mais admiro neles é que são conhecidos no Brasil inteiro mas não deixam a fama dominar,” completa outro.

Enfim, termina o dia, os jovens já retornaram para casa. O Vida Reluz também se prepara para ir embora, com a mesma simplicidade alegre com que chegou. Muita alegria e gratidão, muitas expressões sinceras de fé e vontade de ficar mais um pouco na casa da Mãe. Eles se vão, mas também ficam em cada parte desse país pelas suas músicas, pelos talentos compartilhados, pelo encontro mensal com a Mãe e Rainha: “Que bom, Senhor, ir ao teu encontro, poder chegar e adentrar à tua casa
Sentar-me contigo e partilhar da mesma mesa… meu Deus, como és lindo!”

Fotos do Show Comemorativo

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Credito das Fotos: cancaonova.com

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