jul 30th

Kairos Vocacional

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jul 13th

Veni Creator Spiritus

jul 10th

Novos diáconos para a Igreja

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Seminaristas da Comunidade Canção Nova receberão o ministério diaconal pelas mãos de Dom Alberto Taveira Correia, Arcebispo de Palmas (TO), na sede da comunidade fundada pelo monsenhor Jonas Abib, em Cachoeira Paulista (SP), no dia 12 de julho, às 15h30, durante o Kairos ‘Preciosíssimo Sangue de Jesus’.

Veja seus depoimentos:

“Sou Ademir Pereira da Costa, natural de São Bento do Sapucaí (SP), membro da Comunidade Canção Nova há seis anos. Minha família é muito católica, mas meu compromisso real com a Igreja aconteceu, no ano de 1996, a partir dos encontros da Renovação Carismática Católica (RCC).

Após um intenso apostolado na minha cidade, senti o chamado para o sacerdócio. Tudo começou com uma penitência quaresmal. Disse a Jesus que nos 40 dias de Quaresma não pensaria em casamento e dedicaria todo o meu tempo a Ele. Passados os 40 dias, achei pouco [dedicado ao Senhor] e continuei até o final do ano. Ainda descontente estendi esse tempo por mais um ano. Dentro desse período, senti o Espírito me fazendo uma pergunta: “Por que não ser padre?”. Resisti bastante ao chamado, mas numa vigília em Taubaté (SP) dei minha resposta: disse meu ’sim’ a Deus ao sacerdócio para o serviço da Igreja e do carisma Canção Nova.

Meu lema diaconal é: “Eu sou tua parte e tua herança” (Números 18, 24). Ele nasceu de um estudo bíblico, que produziu em mim um desejo intenso de pertencer inteiramente a Deus. Defino esse lema como uma profunda declaração de amor de Deus por mim. Eu pensava que eu O tinha escolhido, que eu havia optado pelo sacerdócio, e na verdade era o contrário, pois Ele me escolheu, Ele se decidiu por mim e se fez minha herança neste mundo. O que faço na ordenação é dar uma resposta de amor Àquele que sempre me amou e me dá hoje como herança o serviço à Sua Igreja”.

“Sou Donizete Heleno Ferreira, tenho 28 anos, sou natural de Rio Pomba (MG) e estou há sete anos na Comunidade Canção Nova. Meu encontro com Deus se deu através da Renovação Carismática Católica (RCC) e do grupo de jovens do Encontro de Jovens com Cristo na minha paróquia em Rio Pomba (MG) no ano de 1998. Eu nunca quis ser padre. Em uma Santa Missa, no dia do Sagrado Coração de Jesus, diante da imagem do Sagrado Coração, vivi a experiência de Deus me chamando a doar minha vida pelo Reino.

Tentei fugir de todas as formas, mas a vontade de Deus prevaleceu. Conheci a Canção Nova no ano de 2000 e através de uma palestra do monsenhor Jonas Abib, sobre vocação, senti um forte apelo para me consagrar a Deus na Canção Nova. Eu queria ser padre daquele jeito do monsenhor: radicalidade e amor a Jesus.

Meu lema diaconal: “Sede misericordiosos como o Vosso Pai é misericordioso” (Lucas 6,36). Escolhi esse lema para minha ordenação porque minha vocação é fruto de uma imensa misericórdia com que fui amado e eu não poderia ser nada mais nada menos do que a expressão da misericórdia do Pai para o mundo.

Vale a pena responder a um chamado porque só Deus dá sentido à nossa existência. O Senhor quer contar conosco para anunciar Seu amor para todos. É muito bom ser companheiro de Deus na edificação do mundo”.

“Eu sou Ivan Rodrigues da Paixão, tenho 36 anos, sou paulista e hoje depois de seis anos como membro da Comunidade Canção Nova e no seminário serei ordenado diácono no dia 12 de julho e, no final do ano, no dia 20 de dezembro serei ordenado padre pela Canção Nova.

Quero falar um pouco da minha história, da minha conversão e o porquê do meu lema. Minha história se dá com um nascimento conturbado, no qual quase morri, mas, Deus, através de um médico, manifestou Sua graça.

Após minha primeira comunhão afastei-me da Igreja, e com 14 anos, passei a ser rebelde dentro de casa, muitas discussões e aí fui viver o mundo com bebidas, mulheres, capoeira, ocultismo, samba, pára-quedismo. Isso até meus 25 anos, quando Deus, com certeza, enviou uma senhora de 72 anos, que me falou sobre Jesus Cristo e que eu seria padre; e lógico: na vida que eu levava, jamais queria ser padre e discuti com ela.

Daí em diante minha vida mudou, passei a frequentar a Igreja e o grupo de oração. Mais tarde conheci a Comunidade Canção Nova e fiz o caminho vocacional. Deus foi me dando muitos sinais do chamado para o sacerdócio, e eu cada vez mais me lançava em uma vida de entrega, de oração, com momentos de cura interior, reconciliação com minha história e com a família. Tudo isso foi preparando o ambiente, no qual Deus foi me conquistando a ponto de me ver impulsionado a dar o passo de fazer a experiência no seminário pela Canção Nova. E hoje posso dizer que sou muito feliz, pois, serei ordenado diácono.

O meu lema diaconal é: “O meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e cumprir a sua obra” (João 4,34). Meu lema é fruto da experiência de 11 anos que fui fazendo, pois, minha oração sempre foi “Senhor, em Ti me encontrei, o que eu quero é fazer sempre Tua vontade, por isso, sempre quero alimentar-me de Ti, quero estar Contigo, não permita, Senhor Jesus, que eu me afaste de Ti”. Amados, aqui está um pouco do meu testemunho”.

“Sou Márcio José do Prado, tenho 29 anos, natural de São José dos Campos (SP). Meus pais sempre me educaram na fé católica. Quando jovem estive um pouco distante da Igreja, fui crismado, mas ainda não estava inserido na Igreja. Sempre sonhei em ter uma família grande e na comunidade paroquial encontrei muitos irmãos.

Dentro do grupo de Ooação no serviço à comunidade senti que podia dar mais a Deus através do sacerdócio. Conheci a Canção Nova, fiz o discernimento vocacional e ingressei nela em 2003. Estudei filosofia no instituto Canção Nova e teologia no seminário de Palmas (TO).

Meu lema diaconal: “Como é grande ó Pai, a vossa misericórdia”. Quando pensei no lema só pensei em agradecer a Deus por tão grande amor, pois percebo que sou fruto da bondade de Deus e só posso dizer “Como é grande, ó Pai, a vossa misericórdia” (Oração Eucarística VII)”.

“Meu nome é Marco Roberto Pereira, tenho 37 anos, nasci em Nova Esperança (PR), sou de uma família de três filhos e sempre participei da Igreja devido à formação católica que tive, graças a Deus. Nunca pensei em ser padre, porém, Deus me chamou e eu dei meu ’sim’.

Conheci a Canção Nova através de uma pregação do monsenhor Jonas pela rádio Canção Nova e me tornei sócio e nunca mais deixei de ouvi-la. Eu trabalhava como produtor de rosas, e Deus me colheu. No começo relutei um pouco, pois não queria deixar as coisas que possuía, no entanto, o chamado foi mais forte do que eu.

Hoje sou muito feliz, e estou a caminho de um grande passo com a ordenação diaconal. Tenho comigo a responsabilidade que é esse compromisso, mas estou disposto a dar tudo de mim por amor ao Reino e às almas.

Meu lema diaconal: “Não sou eu que vivo; é Cristo que vive em mim”. Eu o escolhi porque é um desejo do meu coração viver como Cristo e servir com total dedicação ao meu ministério por amor à Igreja e ao povo de Deus”.

“Um padre ou diácono não são pessoas que abafam o seu coração e a sua capacidade de amar. São homens que dilatam o coração na medida do coração de Jesus” (Dom Alberto Taveira).

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jul 10th

Liberte-se de toda cegueira

O cego Bartimeu questiona os que tendo olhos não veem, pois, muitos são os que rejeitam a Jesus! Esse cego apresenta-se para nós como modelo de fé firme e viva: “Filho de Davi, tem piedade de mim, tende compaixão!” (Marcos, 10, 47; Lucas 18, 39). Modelo de verdadeiro discípulo que, curado, toma o caminho do seguimento, segue a Cristo. Pois, o milagre resume a experiência de quem muda radicalmente, manifestação de uma disposição autêntica de seguir verdadeiramente ao Senhor.

Ao invocar a Jesus, o cego experimenta a repreensão dos presentes que o querem calado, mas este sabe o que quer, assim como, tem a percepção de que o Mestre e Senhor, o Filho de Davi, passa por ali. É preciso ter essa liberdade diante do Senhor, nenhuma voz, comodidade, repreensão, enfim, nada pode nos calar ou nos impedir de viver esse encontro pessoal com profundidade. Talvez hoje muitas vozes o estejam repreendendo, oprimindo e o forçando a se calar diante de Cristo. Por isso, deixe de lado as vozes que o confundem, que produzem dúvidas, desânimo e derrotismo em seu interior e volte-se para a voz do Senhor.

Que a voz do Senhor, o Bom Pastor, possa fazer arder o seu coração e iluminar sua alma, sua vida, libertando-o de toda cegueira. Que a luz de Cristo brilhe em você. Eu devo estar convencido da necessidade de que tenho de contemplar a vida, de que preciso de Jesus e de que diante d’Ele devo expor minhas mais urgentes necessidades, sem medo d’Aquele que me ama incondicionalmente.

Devo seguir o exemplo de Bartimeu, ou seja, pedir e rezar como esse homem de fé, indo além de todas as barreiras que me são impostas pelas circunstâncias e até por pessoas. A atitude dele nos forma como discípulos, pois, Jesus mandou chamá-lo, e diante dessa graça do chamado, disseram-lhe: “Coragem! Levanta-te, Ele te chama” (Marcos 10, 49). O versículo 50 nos diz que aquele homem, deitando fora a capa, levantou-se de um salto e foi ter com Jesus. Joga a capa para ir livre encontrar-se com o Messias, pois, não precisaria mais estar no caminho a mendigar nem voltaria cego. Vai até Jesus Cristo para se tornar um seguidor e um discípulo d’Ele.

O encontro com o Senhor exige essa atitude de lançar fora tudo aquilo que produz escravidão e que nos faz viver à margem da vida cristã. Faz-nos deixar de lado tudo o que nos paralisa no caminho e nos impede de estar a caminho como seguidores de Jesus. É preciso assumir a dignidade de filho. Não posso viver como um mendigo cego e sem direção, parado no caminho, estático perante a vida. Estar de prontidão é uma necessidade de vida, pois, sem prontidão e insistência diante do importante e fundamental, o Salvador passa por nós e permanecemos na mesma condição. Pois, no comodismo não acontece transformação de vida e muito menos dinamismo na graça do Espírito Santo, que tudo renova.

O discípulo verdadeiro de Cristo não deve estar na cegueira, precisa ver e contemplar o mistério, para que através do seguimento torne-se verdadeiro e profundo anunciador da Pessoa de Jesus. É preciso ser ativo, saber o que quer, pois, o sentido da busca define nossa salvação. Já que tudo aquilo que eu celebro na vida define minha história e determina o que eu sou, sejamos daqueles que sempre escolhem a melhor parte: celebrar a vida e não a morte! Filhos da Ressurreição, servos do Eterno Amor, chamados à Eternidade!

Tenha hoje em sua vida a atitude de Bartimeu, que não se acostumou com a mendicância, já que, parar nos restos, significa justamente deixar de viver e parar no espírito de morte. O Autor da Vida sempre está próximo a nós para transmitir vida em abundância; não se cale nem desista da vida! Grite como Bartimeu: “Filho de Davi, tende piedade, tende compaixão de mim!”. Já que esse grito é de fé e de amor! Amém!

Padre Eliano Luiz Gonçalves, SJS
Fraternidade Jesus Salvador

jul 9th

A arte da oração

Rezar é um ato natural, um capítulo da antropologia, exatamente porque o ser humano tem uma abertura congênita para o transcendente, o divino. Rezar é também um ato de justiça para com nossa alma, pois a oração é expressão do espírito, da alma, do coração. É também um ato de justiça em relação a Deus. “Nele somos, vivemos e existimos” (Atos dos Apóstolos 17, 28).

A oração é antes de tudo terapêutica porque pacifica, unifica, ordena a vida, os pensamentos e os afetos. “Os efeitos da oração em nossa pessoa são mais visíveis que os das glândulas de secreção interna”, diz o prêmio Nobel de Medicina (1922), Dr. Alexis Carrel, ateu convertido.

A arte da oração consiste em que o orante se comunica com Deus, com os outros e com ele mesmo e assim faz grandes descobertas, encontra soluções, recebe iluminações e muita força interior. K Jung e V. Frankl são psicólogos que exaltam a importância e a eficácia da oração, sem a qual, as pessoas não se curam de suas neuroses. Eles sabem muito bem que a pessoa orante entra no nível alfa, frequência profunda do cérebro humano.

Quem não reza está numa situação muito desconfortável e até incômoda, porque irá buscar alívio e sedativo no álcool, nas farras, nas drogas e sempre permanecerá vítima do vazio existencial e da solidão. Sempre justificará seus erros e fugas, tendo necessidade espontânea de ridicularizar quem reza, como se a oração fosse o “catecismo dos fracos e perdedores”. De fato, só os humildes e autênticos rezam.

É preciso orar com fé. Acreditar no poder da oração. Rezar é estar com Deus e com os outros. Normalmente a oração verdadeira e profunda leva à compaixão, ao perdão, à solidariedade. O amor é fruto da oração. Rezar é um ato de amor e o amor é consequência da oração. Os santos e os místicos são sempre pessoas de paz, de fraternidade e de ação em favor dos pobres e pecadores. A oração é amor de amizade com Deus que nos leva ao amor-serviço para com os outros.

A oração é uma “alavanca que move o mundo” (Santa Terezinha). De fato, quantas pessoas são vitoriosas frente a doenças, mágoas, decepções, injúrias. A oração as salvou. Quem reza se salva.

A oração é uma ponte. A pessoa orante é fabricadora de pontes, é pontífice. Abatem-se os muros e constroem-se pontes com a sabedoria da prece. Essa ponte vai da terra ao céu e do coração do orante aos irmãos. A escalada da oração é exigente, requer perseverança. É um combate.

A oração é muralha, é escudo, é proteção, é abrigo, é segurança. Quem reza está imunizado contra muitos males. A oração nos protege das tentações. Sem ela caímos na murmuração e abraçamos a tentação.

A oração é escola . O Mestre interior é o Espírito Santo. Na escola da oração aprendemos a prática do bem, a beleza do perdão, a alegria da convivência, a esperança nas decepções. A oração nos faz discípulos, iluminados, sábios, humanos e verdadeiros. Moisés tinha o rosto iluminado após a oração. Irradiava o fulgor de Deus.

A oração enche o orante de audácia e coragem, de força e tenacidade, de luz e compaixão. Jesus não somente reza, mas, ensina a rezar, principalmente a perseverança na oração. Os primeiros cristãos eram “assíduos na oração” (cf. Atos dos Apóstolos 2, 42). De fato, a oração é inspiração de cada momento, recolhimento do coração, recordação das maravilhas de Deus, é força para a luta cotidiana. Eis a arte da oração.

A oração é uma rendição diante de nossa insuficiência e da paternidade de Deus. A oração é a fala entre filhos(as) e Pai. Portanto, oração é questão de amizade, é encontro de duas consciências, duas intimidades, duas existências. Na oração acontece uma troca de olhares, de confidências, de interioridades. Rezar é um ato de amor, um ato afetivo que inflama o orante de amor a Deus e ao próximo.

Dom Orlando Brandes
Arcebispo de Londrina - PR

jul 8th

A intimidade com Deus

Quero partilhar, com você, algo sobre a intimidade com Deus e sobre a importância de poder ter um amigo, alguém íntimo, com o qual não precisamos usar máscaras, podemos contar as nossas fraquezas e, mesmo nos conhecendo bem, não nos abandona. Mas, por mais que tenhamos algum amigo com o qual conversamos e o consideramos nosso melhor amigo, haverá um momento em que ele não estará; nessa hora fica de pé aquele que está em Deus.
Intimidade quer dizer: colocar algo para dentro. Ter intimidade com alguém é colocar alguém dentro do coração; da mesma forma, intimidade com Deus é deixá-Lo nos colocar no coração d’Ele e colocá-Lo dentro do nosso coração.
Eu quero ter intimidade com o Senhor: que Ele me atraia e me guarde no coração d’Ele. Para que no momento em que eu não tiver nenhum nome para chamar aqui na terra, eu possa clamar “Pai” e Ele estará ali para me colocar no colo.
Contudo, a intimidade com o Senhor requer um preço. Só existe uma escola na qual se aprende a ter essa graça [intimidade] com o Pai e esse lugar é a cruz. Cada dia que se passa, o caminho vai se estreitando até que só caiba você, e ali você vai deparar com a cruz. E nesse momento você vai passar a ser amigo de Deus. Não dá para ter intimidade com o Altíssimo sendo apenas um espectador da cruz, isso só ocorre quando subimos nela; é nessa hora que aprendemos a ser amigos do Senhor. Existem caminhos e passos que nos ensinam a estar grudados no coração d’Ele.
Sempre que o Messias tinha de tomar uma decisão ou passar por um momento difícil, Ele se retirava para um lugar reservado a fim de orar (cf. Lucas 22, 39-45). E como sabia que estava chegando o momento da cruz Ele ia em busca de força. E a Palavra diz que Cristo começou a entrar em agonia; isso quer dizer que dentro d’Ele havia uma luta interior. Naquela hora a humanidade do Filho de Deus começa a tremer, estava com medo, mas queria fazer a vontade do Pai. Naquele momento o Senhor faz essa linda oração “Pai, se é do teu agrado, afasta de mim este cálice! Não se faça, todavia, a minha vontade, mas sim a tua” (Lucas 22, 42). A oração de Jesus era aquilo que estava em Seu coração, por isso bebeu aquele cálice até o fim.
Se você quer ter intimidade com Deus busque a vontade d’Ele na sua vida. Talvez o Pai queira que você busque aquela pessoa para pedir perdão. Talvez você esteja numa situação em que queira jogar tudo para o alto, mas o Todo-poderoso lhe pede: aguente firme! Ou talvez o Senhor lhe tenha pedido que aguente firme sua enfermidade, aceitando-a e confiando n’Ele.
Eu não sei qual é o “cálice” que Deus pede que você beba no dia de hoje, mas, aceite-o, pois o seu coração se tornará cheio do Senhor. Esse é o primeiro passo: “Senhor, eu não queria que fosse dessa maneira, mas se o Seu coração se alegra, eu bebo esse cálice”.
Todo dia, o Senhor nos oferece um “cálice” para que o bebamos. Há dias em que este é doce e até o bebemos com gosto; mas há dias em que o Pai oferece um “cálice” amargo. Mas se ele vem das mãos d’Ele, beba-o, aceite-o, pois não é veneno. O Todo-poderoso não quer o nosso mal, quer apenas nos curar. “Cálice” doce é motivo de gratidão, mas o amargo é cura. Ainda que o [cálice] amargo venha das mãos do Pai, aceite-o, deixe Deus ser Deus em sua vida!
Se hoje você está recebendo um cálice doce, beba-o e agradeça-o. Mas se o seu cálice está sendo difícil, ore a Deus, fale o que está no seu coração e aceite-o também. Porque o próprio Jesus disse: “Se alguém me quer seguir, renuncie-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Marcos 8,34b).
No entanto, se você não aceita a vontade de Deus na sua vida, você pode levantar muito as suas mãos, dar muitas glórias a Deus, mas você não conhecerá o coração do Senhor.

Padre Antônio José

jul 7th

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jul 7th

Desejar o que é bom

O meu destino como homem está escondido inteiro no destino de Cristo. Somos filhos de Adão, mas nosso destino não é Adão. Somos convidados para ser o Cristo. Ele é a terra prometida, aquilo que nós precisamos almejar. Quanto mais eu saio da minha condição de Adão, tanto mais leve vou ficando e alcançando minha condição Crística. Eu não espero Cristo de braços cruzados, eu luto para o que futuro seja antecipado agora em minha vida, o que Cristo viveu.

Eu sou convidado para viver, agora, o que me deixa mais puro, mais santo, com isso fico mais leve. São Paulo faz a distinção das obras da carne e das obras do espírito, o que ele faz é a dimensão “adâmica”e “Crística”. Pegue aquilo que é humano e revista de luz em você. Deus nos dá a graça de iluminarmos nossa vida.

Quantas vezes reduzimos o nosso Cristianismo a uma experiência pequena. A pior coisa da religião é quando nós a transformamos numa coisa mundana, quando nos esquecemos da transcendência que ela precisa sugerir. O Cristianismo me convida para o equilíbrio de ser um homem na terra, mas ter a cabeça no céu; é para o alto que preciso viver.

Será que estou mais próximo de Deus ou de Adão? Eu caminho olhando para Deus ou olhando para Adão, ou seja, para aquilo que é medo na minha vida? Vivam para promover as coisas do alto, as transformações de que o mundo precisa, a começar pela mudança de mentalidade; dessa forma, nós começamos a ser mais elevados, não vemos as coisas de maneira tão simplória, tão rasteira, tão reduzida, mas o nosso olhar se amplia para ver o todo.

A Igreja carrega a missão de antecipar o que é eterno, por isso nós não anunciamos o pecado de Adão, mas a ressurreição de Jesus. Olhar para o pecado de Adão, sem olhar a Ressurreição de Jesus, é viver em desespero.

O que você anda escolhendo para sua vida? Em termos de amizade, de relacionamentos, de cultura, isso o eleva ou o puxa para baixo? Existem pessoas que sofrem horrores, porque namoram com quem as puxa para baixo ou que têm amigos que são causa de queda o tempo todo.

A prova que você dará da Ressurreição de Jesus é voltando mais humano para casa, amando mais do que já ama. Se não somos capazes de elevarmos o nosso amigo, em vão é nosso trabalho. Precisamos nos decidir a ser hoje mais elevados, a pensar mais alto.

Ser cristão é não estar preso no Adão, mas estar disposto a estar sempre sendo elevado, até que Jesus volte. E não esqueça que Ele volta toda vez que você decide ser bom e que tem disposição a ser melhor. É para cima que precisamos ir, para o céu, para o alto!

Pode ser que você preste atenção demais no Adão. Não! Seu destino é outro! Adão já foi superado. Eu carrego ele dentro de mim, você dentro de você, agora dê um jeito de amarrar essa criatura e se configurar a Cristo tornando-se mais leve e livrando-se daquilo que não presta.

Para que ficar perdendo tempo com infidelidades, se você pode ser fiel? Por que perder tempo com vícios, se você pode ter uma vida saudável? O destino de Cristo é o destino de todos nós: nosso destino é ascensão.

Se aquele programa está lhe fazendo mal, corte! Muitas vezes o programa que a gente vê, vai nos jogando para baixo, vai nos lembrando que somos Eva e o pior: vai nos fazendo ser Eva. Não! Somos Cristos! Não permita isso! Corte na raiz! Hoje, você está sendo convidado para se elevar. Ser cristão é isso: é ser Jesus novamente. “Somos, Senhor, Tua Igreja, que aguarda e apressa Tua vinda gloriosa”.

Hoje, eu quero neutralizar tudo o que em mim possa me deprimir, tudo que me puxa para baixo, eu quero apressar a vinda de Jesus.

O rosto com que você acorda, o formato que você resolve dar a ele, se é sorriso que acolhe ou a cara que você quer jogar fora, isso apressa ou não a vinda de Cristo? Jesus passa pelo nosso rosto, pelo nosso abraço, passa pelo nosso corpo. Onde existe um o corpo preguiçoso, nele o diabo descansa, mas se o diabo descansa num corpo preguiçoso, Deus trabalha no corpo que trabalha e sorri no seu sorriso.

Se você lutar por aquilo que é bom, você nunca estará no erro. Deus é bom, nós não somos ainda, mas podemos ser. Antecipe a vinda do Senhor, Ele voltará no momento em que nós decidirmos que Ele seja vivo em nós. Precisamos deixar que Ele volte hoje em nós. É para o alto que precisamos ir, olhar para o alto. Não tenha olhar de galinha, tenha olhar de águia! É para cima que o cristão tem de olhar.

Pe. Fábio de Melo

jul 1st

Oração em honra do Preciosíssimo Sangue de Jesus

Pai Eterno! Misericórdia pelo sangue de Jesus!

Marcai-nos com o sangue do Cordeiro Imaculado, Jesus Cristo, como outrora fizestes marcar as portas do vosso povo de Israel, afim de o livrar da morte. Ó Maria, mãe de misericórdia, aplacai a ira de Deus, rogai por nós, e obtende-nos a graça que pedimos. Glória ao Pai…

Pai Eterno! Misericórdia, pelo sangue de Jesus!

Salvai-nos do naufrágio deste mundo, como salvastes Noé do dilúvio universal. E vós, Maria. Arca da salvação, aplacai a ira de Deus, rogai por nós, e obtendenos a graça que pedimos. Glória ao Pai…

Pai Eterno! Misericórdia pelo sangue de Jesus!

Salvai-nos do naufrágio que temos merecido, como livrastes Lót do incêndio de Sodôma. E vós, Maria, rogai por nós e obtende-nos a graça que pedimos…

Glória ao Pai…

Pai Eterno! Misericórdia pelo sangue de Jesus!

Consolai-nos em nossas necessidades e tribulações presentes, como consolates Job, Ana e Tobias nas suas aflições. E vós, Maria, consolatora dos aflitos, aplacai a ira de Deus, rogai por nós, e obtende-nos a graça que pedimos. Glória ao Pai…

Pai Eterno! Miseicórdia pelo sangue de Jesus!

Vós não quereis a morte do pecador, mas sim que se converta e viva. Concedei-nos, pela vossa misericórdia infinita o tempo necessário para fazer penitência, afim de que, contritos e arrependidos dos nossos pecados,que são a origem dos nossos males, vivamos na fé, esperança e caridade, em paz com Nosso Senhor Jesus Cristo. E vós, Maria, refúgio dos pecadores, aplacai a ira de Deus, rogai por nós, e obtende-nos a graça que pedimos.

Glória ao Pai…

Ó sangue Preciosíssimo de Jesus, nosso amor! Implorai a vosso divino Pai perdão, misericórdia, graça e paz para nós, para N.,e para todos os vossos filhos. Glória ao Pai…

Ó Maria! Mãe e esperança nossa!

Rogai a Jesus por nós, por N., e por todos os vossos servos e alcançai-nos pelo sangue do Vosso Filho, a graça que pedimos. Glória ao Pai…

Virgem Imaculada! Mãe de Deus, rogai por nós!

Jesus, Maria, misericórdia!

São Miguel Arcanjo, São José, São Pedro e São Paulo, protetores de todos os fiéis da Igreja de Deus e vós todos os fiéis e anjos da corte celeste, solicitai graça e misericórdia para nós, para N. e para todos, pelos merecimentos infinitos do sangue do Divino Redentor.

Amém!