Todo homem que foi chamado a ser pai traz em si o dom da paternidade

Arquivado em: Palavra do Fundador — anacapucho at 2:27 pm on Segunda-feira, Julho 14, 2008

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Pela graça de Deus eu tive um verdadeiro pai. Ponho aqui toda a força da palavra “verdadeiro”. Meu pai não era um homem sem falhas, fragilidades e erros. Não. Mas foi sempre um verdadeiro pai.

Se você conhece e já leu o livro “Eu Acredito em Milagres”, que Gabriel Chalita escreveu sobre a minha vida, você já entendeu perfeitamente o que estou dizendo.

Papai era pedreiro, viveu desde menino uma vida muito dura. Fomos sempre pobres. Passamos por muitas dificuldades, não só financeiras. Mas eu, que sou o mais velho, meu irmão José Carlos e minhas quatro irmãs tivemos um verdadeiro pai.
Muito do que sou e faço, e até mesmo o meu jeito de ser, eu o devo a meu pai.
Sei que muitíssimas pessoas podem dizer a mesma coisa que eu. Tiveram um verdadeiro pai. Certamente você é uma dessas pessoas. Então podemos dizer juntos: ter pai é bom demais!

Preciso, porém, ser realista e admitir que nem todos tiveram a mesma experiência. Muitos sofreram duramente com o próprio pai. Muitos carregam graves feridas no coração por causa dos próprios genitores. Outros nem mesmo conheceram seu pai. Tudo isso é muito sofrido e atinge algo essencial em nossa vida: a necessidade de ter pai. Um verdadeiro pai. Nenhum pai é perfeito e não podemos nutrir essa ilusão.

Todo pai é humano e por isso é falho, frágil e comete erros, como o meu. Alguns cometem grandes erros. Mas é inegável: todos precisamos ter um verdadeiro pai. Por que nem todos têm essa feliz experiência com o próprio pai?
De olhos abertos para a realidade, sou obrigado a dizer que o mundo atual, que hoje tem sido regido por aquele que Jesus chamou de “o príncipe deste mundo” [maligno], tem roubado de muitos homens o maravilhoso dom da paternidade.

Todo homem que foi chamado a ser pai traz em si o dom da paternidade e esse dom vem diretamente de Deus, que Pai. O Pai por excelência.

O príncipe deste mundo, porém, manipulando as realidades daquilo que Jesus chamou também de “o mundo”, agride violentamente o dom da paternidade do qual todo pai é portador. Ou ele o sufoca e não o deixa vir à tona ou o arranca com violência e o rouba. Essa é a infeliz realidade com que nos defrontamos hoje. Daí tantas vítimas e todas as conseqüências que disso decorrem.

Preciso, porém, lhe dizer: esses pais acabaram sendo mais vítimas do que culpados. Eles precisam da misericórdia de Deus. Eles necessitam também da nossa misericórdia e do nosso perdão. Sei que não é fácil, especialmente para quem foi muito machucado por seu pai e talvez continue ainda sofrendo com ele. Mas não podemos negar: esse é o remédio. Dolorido, mas o único e grande remédio, pois todos nós queremos a transformação de nosso pai e, acima de tudo, a sua salvação eterna.

Na medida em que você precisa, QUEIRA perdoar e envolver de misericórdia seu pai. A chave está no QUERER, porque o Senhor é o primeiro interessado em lhe dar esta graça. O grande beneficiado será você mesmo. Portanto: não se fixe nos seus sentimentos. Queira e deixe o Senhor agir. Veja bem: não é sentir, é querer… e o Senhor agirá!

Essa é a grande chance para você nesse tempo: receber a graça de um coração novo e celebrar de maneira totalmente diferente o Dia dos Pais no próximo mês.

Ter pai é bom demais!

Deus abençoe você.
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

Aos vocacionados, aguardo seu Comentário!

Ritinha

Um ano inteiro dedicado ao Apóstolo Paulo

Arquivado em: Palavra do Fundador — anacapucho at 3:47 pm on Segunda-feira, Julho 7, 2008

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Ainda no ano passado, no dia 28 de junho de 2007, o Papa Bento XVI convocou um ano jubilar dedicado ao Apóstolo Paulo. O início será no dia 28 deste mês e se encerrará no dia 28 de junho de 2009. O Santo Padre o convocou porque é neste tempo que celebramos os 2.000 anos do nascimento do grande apóstolo.

Todos nós sabemos o quanto Saulo de Tarso – em coerência com sua fé na doutrina de Moisés e com sua formação na escola do grande mestre Gamaliel – perseguia tenazmente os cristãos. Mas Jesus o esperava no caminho de Damasco, porque queria fazer do perseguidor o Apóstolo das Nações.
Jesus, que apareceu para ele no caminho, poderia fazer tudo que tencionava. Mas não. Ele lhe dá uma ordem para que entre em Damasco, porque é lá que lhe deve ser dito o que deve fazer. Ao mesmo tempo, Cristo aparece a Ananias, um homem simples daquela cidade, cristão recentemente convertido, e o envia com ordens precisas para que vá a casa onde está Saulo, porque “este homem” – disse-lhe Jesus – “vai ser para mim um instrumento escolhido que levará o meu nome diante das nações, dos reis e dos filhos de Israel”. E acrescenta: “Eu lhe mostrarei tudo o que terá de padecer pelo meu nome”.

Ananias obedece. Vai até Saulo, impõe-lhe as mãos e este é curado da cegueira e fica cheio do Espírito Santo. Só depois disso é que ele [Saulo] é batizado, e no impulso e no poder do Espírito, que o possui, começa imediatamente a proclamar nas sinagogas que Jesus é o Filho de Deus.
O que o antigo perseguidor recebe do Senhor, através da imposição das mãos e da oração de Ananias, é o que ele vai fazer agora em favor de todos aqueles a quem o Senhor o enviar.

A partir de Antioquia, para onde ele é convocado a ir por Barnabé, Paulo vai ser o grande apóstolo da efusão do Espírito e do uso dos carismas. Ele impõe as mãos sobre os pagãos e eles ficam cheios do Espírito Santo, convertem-se, são batizados e começam uma vida nova em Cristo.
Paulo se deixa usar pelos carismas do Espírito e, então, prodígios, sinais, curas, milagres se realizam diante dos novos convertidos. O apóstolo lhes demonstra que essa graça é também para eles. Assim, ele os exorta a impor as mãos e a pedir que muitos outros recebam o batismo no Espírito. Ele os impulsiona a se deixarem usar pelos carismas do Espírito Santo e igualmente maravilhas acontecem por meio deles.

Foi em Antioquia que o próprio Espírito Santo separa Paulo e Barnabé e os envia em missão. Foram três grandes viagens apostólicas que aconteceram e assim as principais cidades do mundo então conhecido são atingidas por essa explosão do poder do Espírito. Sempre guiado pelo Espírito, Paulo vai chegar a Roma, onde, apesar de estar em prisão domiciliar, exerce corajosamente um amplo trabalho missionário. É aí que no ano 67 ele culmina com o martírio a sua maravilhosa missão. Paulo foi realmente o Apóstolo das Nações.
Muitas celebrações acontecerão neste ano jubilar, especialmente o Sínodo, que vai ser realizado em Roma no mês de outubro, com o tema que é tão importante para nós: “A Palavra de Deus na vida e na Missão da Igreja”. Nossa família Canção Nova quer participar o máximo possível desses lindos acontecimentos. A melhor maneira, porém, de viver este ano dedicado a São Paulo será realizar com ardor o que ele viveu e realizou: sermos apóstolos da efusão do Espírito e do uso dos carismas, levando esta graça ao maior número de pessoas. O Senhor nos confia esta missão.
Cremos que este é o meio maravilhoso que o Senhor dá à sua Igreja, nos tempos de hoje, para levar Jesus Cristo e a sua salvação ao nosso mundo paganizado.
A nossa família quer dar à Igreja a sua parte de contribuição para que isso aconteça.
Juntos somos mais. Conto com você nessa urgente tarefa.

Seu irmão,

Monsenhor Jonas Abib

Nós apostamos na família e na vida

Arquivado em: Palavra do Fundador — anacapucho at 10:50 pm on Quarta-feira, Junho 4, 2008

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Realmente, você que nos acompanha de perto e é nossa família, comprova o quanto nós apostamos a família e na vida. Digo mais: apostamos na sua família e por isso somos a favor da vida, sempre lutamos em prol da vida que começa já no momento da fecundação. Ali há uma vida, embora ainda em embrião, que está sendo gerada no ventre da sua mãe, como aconteceu com cada um de nós.Dizer que apostamos na família e na vida equivale a dizer que apostamos no amor, porque só o amor constrói, e é certo que o amor vencerá. Sempre vencerá. Mesmo que custe, mesmo que demore, porque as situações e problemas são difíceis , mas o amor por fim vencerá. É nisso que acreditamos e, por isso, lutamos contínua e incansavelmente.

Você conhece muito bem o que Jesus nos disse: “Este é o meu mandamento: (veja bem: o meu mandamento) amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. Este amai-vos uns aos outros é o amor que devemos viver em família, porque não é simplesmente amar, mas amar-se uns aos outros. É dar e receber amor. É isso que constrói a família.
É fácil? Não. É uma luta contínua. É uma conquista. Um verdadeiro desafio. Mas nós acreditamos no amor e nutrimos esta certeza: o amor vencerá.

Os nossos sentimentos podem estar machucados, muito machucados, e você sabe, não somos donos dos nossos sentimentos. Muitas vezes eles nos traem. Mas amor não é só sentimento. O amor é principalmente atitude. É ser bondoso, paciente (e quanta paciência precisamos ter tantas vezes…), é perdoar 70 X 7 como diz Jesus, uma atitude contínua de perdão e disposição em reconciliar-se. Amar é confiar contra toda esperança, ser generoso, é suportar (e como custa suportar, especialmente em situações que se delongam e a gente não vê mudança). Amar é agir com mansidão, com lealdade, sem guardar rancor, nem decepções e ressentimentos. E tudo isso que fomos nomeando, não são sentimentos, são atitudes, comportamento, modo de agir.

Tudo isso se traduz em gestos muito concretos. Por isso cada um de nós pode decidir-se a amar. Escolher amar. Por isso, fica claro que amar é um ato de vontade e não simplesmente um sentimento. Eu posso, apesar dos meus sentimentos e emoções, optar por um gesto de amor. Eu posso decidir-me pelo amor. Eu posso optar pelo amor. E aí está o grande segredo.

Em geral, nós nos deixamos levar pelos sentimentos e emoções e acabamos estragando tudo. Prejudicamos aos outros, e muitas vezes os mais próximos, e prejudicamos também a nós mesmos. Acabamos criando situações que parecem irreversíveis. Criamos barreiras.
É por isso que nós decidimos e afirmamos: nós cremos no amor. Tenho certeza que você também proclama: eu creio no amor e por isso eu aposto no amor. Sei que você crê e espera que o amor vencerá. Sempre vencerá. Sei que você também proclama: eu aposto na minha família e é por isso que eu luto e vou continuar lutando incansavelmente, pela minha família.

Obrigado porque podemos proclamar juntos, e juntos somos mais: nós apostamos na família e na vida porque nós cremos no amor!

Deus abençoe você e sua família.

“O amor é principalmente atitude”

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

Jovem cada dia mais jovem

Arquivado em: Palavra do Fundador — anacapucho at 1:25 pm on Terça-feira, Abril 1, 2008

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É um acontecimento que me é impossível não lembrar. Aquele dia, nos inícios de 1976, foi um momento totalmente especial: foi a hora da graça. Dom Antônio Afonso de Miranda, que naquele tempo era o nosso bispo, me chamou em seu escritório e com a Exortação Apostólica Evangelii Nunciandi (que fala da necessidade urgente de se evangelizar), recém-publicada pelo Papa Paulo VI, em mãos, me falou com muita responsabilidade sobre a necessidade de colocar aquele documento em prática. Veja: estávamos em 1976. E ele me deu uma razão que me convenceu plenamente: “Porque os batizados não são evangelizados”. Aquilo me tocou profundamente e me descortinou um horizonte imenso. Era realmente necessário e urgente evangelizar.

Ele logo acrescentou: -“Como o senhor trabalha com os jovens, comece com eles, porque com os jovens é mais fácil”. Isso me atingiu mais ainda e senti que a confiança que Dom Antônio colocava nos jovens, com quem eu trabalhava, nos colocava num rumo novo. Era a palavra de ordem do nosso bispo. Era o mandato da Igreja.

Vi que, naquelas palavras de Dom Antonio, havia uma verdadeira inspiração e era também um envio. Entrei em ação. Fizemos um trabalho intenso com aqueles jovens durante dois anos. Eles foram profundamente evangelizados e preparados para serem evangelizadores.

No início de fevereiro, 12 deles deixavam tudo, para começarmos a viver em comunidade. Foi uma verdadeira aventura em Deus. Um forte desafio.

As palavras de Dom Antonio foram se mostrando cada vez mais verdadeiras. A disponibilidade, a coragem, o dinamismo e, principalmente, a entrega daqueles jovens deu a tônica da Canção Nova: somos uma comunidade jovem.

É claro que o tempo passou e aqueles jovens dos primeiros anos hoje têm 30, 25, 20 anos a mais. O lindo, porém, é que todos conservam a jovialidade que Deus nos concedeu como dom do Espírito. É só ver os nossos programas de rádio, de televisão, o nosso trabalho na Internet, os nossos acampamentos de oração, nossos Kairós semanais, nossos shows de evangelização, enfim, toda as nossas atividades.

Tudo o que somos e fazemos tem a característica da jovialidade.
Sei que, graças a Deus, conseguimos transmitir isso a muitos. A Igreja e a humanidade precisam readquirir a jovialidade própria do Evangelho. Ele é “Boa Nova” e esse “novo precisa penetrar no mais profundo das pessoas e renová-las. Fazê-las jovens, seja qual for a sua idade. Jovens! Cada dia mais jovens! Porque o Nosso Senhor é “o Deus que alegra a minha juventude”.

Você percebe que em todos os nossos eventos é grande a presença e a participação de jovens. Mas o espírito deste mundo fez com que muitos jovens se tornassem envelhecidos. Um verdadeiro envelhecimento precoce, com todas as suas conseqüências negativas.

É por isso que Deus deu à nossa grande família Canção Nova a graça de juntos darmos à Igreja e ao mundo essa contribuição: um Evangelho Encarnado que leve às pessoas o milagre do rejuvenecimento. É possível, e Deus quer, que formemos, pela novidade da evangelização, homens e mulheres novos. É isso que nos trará a maravilha de um mundo verdadeiramente novo.
Mãos à obra!

Com a bênção daquele que é eternamente jovem.

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova