fev 1st

Eu decidi…

… fazer os outros felizes

Você já deve ter encontrado pessoas que lhe deixaram emocionado, não pela beleza exterior que possuem, mas por aquilo que são. Com Madre Teresa de Calcutá era assim.
Eu mesma vivi essa experiência ao vê-la num Congresso em Roma. Também com Dom Ascona, Bispo da Ilha de Marajó, fiquei emocionada, ao vê-lo pregar para a Renovação Carismática. Não é o que essas pessoas falam, porque qualquer um poderia falar como elas, mas é a graça que elas despertam com a sua presença.
Jesus disse:
“Quem crê em mim, do seu interior manarão rios de água viva” (Jo 8,38).
É a presença do Espírito Santo que faz a diferença! Essas pessoas deixam-se transformar do homem velho marcado pelo pecado, rebelde, orgulhoso, vaidoso, egoísta; para o homem novo, cheio de santidade.
E nós, o que estamos fazendo para ser melhores?
As pessoas saem mais felizes após nos verem?
Quanto mais trabalhados e curados pelo Espírito Santo, mais felizes seremos, fazendo felizes os que vivem conosco.
Eu decidi fazer os outros felizes. Vinde, Espírito Santo! Vinde me curar. Vinde, Espírito Santo, iluminai meu interior e dai-me a graça de me deixar transformar!
Jesus, eu confio em vós!

Luzia Santiago!

out 15th

Nossa resposta ao amor

O Espírito Santo me conduziu, à releitura da Exortação Apostólica do Santo Padre, sobre “Os fiéis Leigos”; sua Vocação e Missão na Igreja e no mundo. Ao ler, eu agradeci a Deus por me chamar a contribuir com a implantação do Seu Reino.

O Santo Padre nos traz a imagem dos trabalhadores da vinha, de que fala São Mateus: “O Reino dos céus é semelhante a um proprietário, que saiu muito cedo, a contratar trabalhadores para a sua vinha. Ajustou com eles um denário por dia e mandou-os para a vinha.”(Mt 20,1-2)

A vinha, nos diz Jesus, é o mundo inteiro, que deve ser transformado, segundo o plano de Deus, em ordem ao advento definitivo do Seu Reino. “Ao sair pelas nove horas da manhã, viu outros que estavam ociosos, e disse-lhes: Ide, vós também, à minha vinha”(Mt 20,3-4). Este convite, ide, vós também, à minha vinha, dirige-se a todo homem que vem a este mundo.

O Divino “proprietário” chama os trabalhadores para a sua vinha, nas várias horas do dia: alguns ao amanhecer; outros, às nove da manhã; outros ainda, por volta do meio dia e das três da tarde; os últimos, cerca das cinco. Os trabalhadores são chamados para a vinha em horas diferentes, como a querer significar que à santidade de vida, um é chamado durante a infância, outro na juventude, outro como adulto e outro até na velhice.

Nos nossos dias, o Pai suscita na Igreja uma renovada efusão do Espírito de Pentecostes, que nos leva a ouvirmos a voz do Senhor:: “Ide vós também”; A chamada não se refere apenas aos pastores, aos sacerdotes, aos religiosos e religiosas, mas estende-se a todos os fiéis leigos.

Recordando como se deu em minha vida o chamado… Quando criança, a minha relação com Deus vinha, especialmente por parte de meus pais, nas orações realizadas em família. Lembro-me que, quando íamos visitar minhas irmãs no internato, das Irmãs da Providência, eu ficava encantada com as freiras; ao entrarmos na Igreja, sentia uma atração pelo altar.

Na adolescência, no tempo da Quaresma, especialmente durante as celebrações de Semana Santa, eu sentia o meu coração como uma brasa viva de amor por Jesus. Mas, somente na juventude é que se deu o meu encontro pessoal com o Senhor.

No desejo de fazer da minha vida um instrumento útil aos mais carentes, doentes e abandonados, como assistente social, eu não imaginava que Deus ia me chamar como trabalhadora para a sua vinha e enviar-me a trabalhar, no anúncio do Evangelho que salva, através dos meios de Comunicação Social.

Como nos diz no livro: “Nossa resposta ao amor” (Ed. Loyola): “A vocação é um sim irrepetível de Deus e um sim irrepetível de quem é chamado”. Dei o meu SIM, cheia de desejo de fazer somente o que Deus quer na minha realidade de mulher: “Já que em nossos dias, as mulheres tomam cada vez mais parte ativa em toda vida da sociedade, reveste-se de grande importância uma mais larga participação sua nos vários campos do apostolado da Igreja” (Vaticano II)

Desta forma assumo e rezo: ‘Maria, Virgem corajosa, inspira-nos força de ânimo e confiança em Deus, para que saibamos vencer todos os obstáculos que encontramos no cumprimento da nossa missão. Ensina-nos a tratar as realidades do mundo com vivo sentido de responsabilidade cristã e na alegre esperança da vinda do Reino de Deus, dos novos céus e da nova terra. Amém!”

Luzia Santiago - Comunidade Canção Nova

set 1st

Primavera, tempo de ouvir o coração

Neste mês de setembro entramos na Primavera, estação do ano que marca, na história da Canção Nova, um tempo de graças especiais. No dia quatorze comemoramos o dia da Exaltação da Santa Cruz.

Veio-me à lembrança algumas palavras do Frei Raniero Cantalamessa, pregador do Papa, quando, ao falar da vida de Jesus, faz referência de forma especial às mulheres: “Junto da cruz de Jesus estavam sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas e Maria de Magdala” (Jo 19,25).

Desta vez, não falemos de Maria, a mãe de Jesus, pois sua presença no Calvário não requer explicações. Era “mãe d’Ele” e isto explica tudo; as mães não abandonam um filho, embora tenha sido condenado à morte. Mas por que estavam ali as outras mulheres? Quem e quantas eram?

Os Evangelhos fazem referência ao nome de algumas delas: Maria de Magdala, Maria mãe de Tiago o menor e de José, Salomé, mãe dos filhos de Zebedeu, uma certa Joana e uma tal Susana (Lc 8,3). Elas seguiram Jesus desde a Galiléia; ficaram ao seu lado, chorando, durante a viagem ao Calvário (Lc 23,27-28), no Gólgota ficaram a observar “de longe”, à distância mínima permitida e, depois, o acompanharam, tristemente, ao sepulcro com José de Arimateia (Lc 23,55).

Vamos chamá-las de “as piedosas mulheres”, mas elas são muito mais do que “piedosas mulheres”, são “Mães-Coragem!” Desafiaram o perigo que existia em mostrar-se tão abertamente em favor de um condenado à morte. Estas mulheres são as únicas que não se escandalizaram por Ele na cruz.

Devemos nos perguntar o porquê deste fato: por que as mulheres resistiram ao escândalo da cruz?Por que permaneceram próximas quando tudo parecia acabado e também os seus discípulos mais íntimos o tinham abandonado e já estavam organizando o regresso à casa? Jesus deu antecipadamente esta resposta, quando, ao responder a Simão, disse sobre a pecadora que lhe tinha lavado e beijado os pés: “Muito amou!” (Lc 7,47).

As mulheres seguiram Jesus por Ele mesmo, por gratidão ao bem que d’Ele receberam. Seguiam-no, está escrito “para o servir” (Lc 8,3; Mt 27,55); eram as únicas, depois de Maria, a Mãe, a ter assimilado o espírito do Evangelho. Tinham seguido as razões do coração e estas não as tinham enganado.

Neste ponto, a sua presença ao lado do Crucificado e do Ressuscitado possui um ensinamento vital para nós hoje. A nossa civilização, dominada pela técnica, precisa de um coração para que o homem possa sobreviver nela, sem se desumanizar inteiramente. Devemos dar mais espaço às “razões do coração”, se quisermos evitar que, enquanto se superaquece fisicamente, o nosso planeta recaia espiritualmente numa era glacial. A grande crise de fé no mundo de hoje deve-se ao fato de que não se ouvem as razões do coração, mas somente aquelas contorcidas da mente.

Não é difícil entender porque somos tão ansiosos para aumentar os nossos conhecimentos e tão pouco para aumentar a nossa capacidade de amar: o conhecimento traduz-se automaticamente em poder, o amor em serviço.

Uma das modernas idolatrias é a do “QI”, “coeficiente de inteligência”. Foram aperfeiçoados numerosos métodos para a sua medição. Mas quem se preocupa em medir também o “coeficiente de coração”? Hoje, é preciso finalmente abrir-se para a humanidade, uma era da mulher: uma era do coração, da compaixão.

A experiência quotidiana demonstra que a mulher pode “elevar-nos”, mas pode também fazer-nos precipitar. Ela precisa ser salva por Cristo, mas certamente, uma vez redimida por Ele e “libertada”, no plano humano, de antigas submissões, ela contribui para salvar a nossa sociedade de males arraigados que a ameaçam: violência, vontade de poder, aridez espiritual, desprezo da vida… Como devemos ser gratos às “mulheres piedosas”! Ao longo da viagem ao Calvário, o seu soluçar foi o único som amigo que alcançou os ouvidos do Salvador; enquanto ele estava na cruz, os seus “olhares” foram os únicos a pousar sobre Ele com amor e compaixão. À primeira “piedosa mulher” e modelo incomparável, à mãe de Jesus, repitamos uma antiga oração da Igreja: “Santa Maria, socorrei os pobres, sustentai os débeis, confortai os fracos: rogai pelo povo, intercedei pelo clero e por todas as mulheres”.

Juntamente com todas as mulheres de boa vontade, vós sois a esperança de um mundo mais humano.

Luzia Santiago

fev 27th

Só no Senhor encontramos repouso

Todos nós temos necessidade de ter alguém que se comprometa conosco, que abrace a nossa causa, defendendo-nos, ajudando-nos e cuidando de nós. Temos necessidade de ser amados e acolhidos, principalmente nos momentos de dificuldade.

Precisamos tomar consciência de que não estamos sozinhos, porque o próprio Senhor nos prometeu que estará conosco todos os dias da nossa vida, e está sempre ao nosso lado.

É a Ele que devemos recorrer sempre, porque está sempre a nos chamar: “Vinde a mim vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei. Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas. Porque meu jugo é suave e meu peso é leve” (Mateus 11, 28-30).

Descansemos em Jesus e deixemo-nos cuidar por Ele. Façamos um ato de entrega de todas as nossas preocupações e inquietações, porque o Senhor sabe como fazer e resolver todas as coisas.

Com confiança, aproximemo-nos do Senhor e oremos incessantemente ao longo deste dia:

Jesus, eu confio em Vós!

Luzia Santiago

fev 13th

Nossa resposta ao amor

Luzia Santiago

O Espírito Santo me conduziu, em preparação a este mês, à releitura da Exortação Apostólica do Santo Padre, sobre “Os fiéis Leigos”; sua Vocação e Missão na Igreja e no mundo. Ao ler, eu agradeci a Deus por me chamar a contribuir com a implantação do Seu Reino.

O Santo Padre nos traz a imagem dos trabalhadores da vinha, de que fala São Mateus: “O Reino dos céus é semelhante a um proprietário, que saiu muito cedo, a contratar trabalhadores para a sua vinha. Ajustou com eles um denário por dia e mandou-os para a vinha.”(Mt 20,1-2)

A vinha, nos diz Jesus, é o mundo inteiro, que deve ser transformado, segundo o plano de Deus, em ordem ao advento definitivo do Seu Reino. “Ao sair pelas nove horas da manhã, viu outros que estavam ociosos, e disse-lhes: Ide, vós também, à minha vinha”(Mt 20,3-4). Este convite, ide, vós também, à minha vinha, dirige-se a todo homem que vem a este mundo.

O Divino “proprietário” chama os trabalhadores para a sua vinha, nas várias horas do dia: alguns ao amanhecer; outros, às nove da manhã; outros ainda, por volta do meio dia e das três da tarde; os últimos, cerca das cinco. Os trabalhadores são chamados para a vinha em horas diferentes, como a querer significar que à santidade de vida, um é chamado durante a infância, outro na juventude, outro como adulto e outro até na velhice.

Nos nossos dias, o Pai suscita na Igreja uma renovada efusão do Espírito de Pentecostes, que nos leva a ouvirmos a voz do Senhor:: “Ide vós também”; A chamada não se refere apenas aos pastores, aos sacerdotes, aos religiosos e religiosas, mas estende-se a todos os fiéis leigos.

Recordando como se deu em minha vida o chamado… Quando criança, a minha relação com Deus vinha, especialmente por parte de meus pais, nas orações realizadas em família. Lembro-me que, quando íamos visitar minhas irmãs no internato, das Irmãs da Providência, eu ficava encantada com as freiras; ao entrarmos na Igreja, sentia uma atração pelo altar.

Na adolescência, no tempo da Quaresma, especialmente durante as celebrações de Semana Santa, eu sentia o meu coração como uma brasa viva de amor por Jesus. Mas, somente na juventude é que se deu o meu encontro pessoal com o Senhor.

No desejo de fazer da minha vida um instrumento útil aos mais carentes, doentes e abandonados, como assistente social, eu não imaginava que Deus ia me chamar como trabalhadora para a sua vinha e enviar-me a trabalhar, no anúncio do Evangelho que salva, através dos meios de Comunicação Social.

Como nos diz no livro: “Nossa resposta ao amor” (Ed. Loyola): “A vocação é um sim irrepetível de Deus e um sim irrepetível de quem é chamado”. Dei o meu SIM, cheia de desejo de fazer somente o que Deus quer na minha realidade de mulher: “Já que em nossos dias, as mulheres tomam cada vez mais parte ativa em toda vida da sociedade, reveste-se de grande importância uma mais larga participação sua nos vários campos do apostolado da Igreja” (Vaticano II)

Desta forma assumo e rezo: ‘Maria, Virgem corajosa, inspira-nos força de ânimo e confiança em Deus, para que saibamos vencer todos os obstáculos que encontramos no cumprimento da nossa missão. Ensina-nos a tratar as realidades do mundo com vivo sentido de responsabilidade cristã e na alegre esperança da vinda do Reino de Deus, dos novos céus e da nova terra. Amém!”

Luzia Santiago - Comunidade Canção Nova

Deixe seu comentário!

jul 14th

FAZER O BEM: O mais belo projeto de vida

luri.jpg

Jesus de Nazaré passou por esta vida fazendo o bem, porque Deus estava com Ele. Este foi o seu projeto de vida: fazer o bem a todos. 

Ele nos deu um maravilhoso exemplo a ser seguido. É vivendo desta forma que  se experimenta a alegria da vida nova  que Jesus veio nos trazer. Quanto mais optamos pelo bem, mais livres nos tornamos. O nosso coração vai sendo purificado, transformado num coração semelhante ao de Jesus. Este projeto de vida assumido e vivido nos faz homens e mulheres novos para um mundo novo; capazes de viver o “Amai-vos uns aos outros” em qualquer circunstância.

Aprendamos com Jesus a nos colocarmos sempre e em todo o momento a serviço do bem, mesmo quando necessário desprogramarmos os nossos planos, a nossa agenda.

É claro que devemos fazer planos, possuir agendas, respeitar os horários, e tantas outras coisas, mas nada disso pode nos impedir de sermos agentes do bem, e de implantarmos esta cultura do céu aqui na terra.

Há gente que pensa que fazer sempre a opção pelo bem é uma realidade difícil demais de ser vivida, principalmente quando as situações não nos favorecem, e despertam em nós o desejo de vingança porque sentimo-nos injustiçados, não compreendidos, caluniados, discriminados e maltratados. 

Não podemos esquecer jamais que temos a graça de Deus em nosso favor, e que devemos contar sempre com ela. Quando tomamos a firme decisão de fazer sempre o bem, Deus abençoa-nos imediatamente e derrama sobre nós o Espírito Santo, que é o mesmo Espírito que conduziu Jesus durante a sua caminhada terrena. “Vós sabeis como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder, como Ele andou fazendo o bem e curando todos os oprimidos do demônio, porque Deus estava com Ele” (At 10,38).

Na Canção Nova temos um princípio de vida: Deixarmo-nos guiar pelo Espírito Santo e pela fé que atua pelo amor. Isto nos capacita a sermos instrumentos de comunhão uns com os outros, de chorar com os que choram e alegrar-nos com os que se alegram. Vivemos continuamente o desafio de orar pelos que nos injuriam, de falar bem dos que nos maldizem e nos perseguem, de fazer o bem sem olharmos a quem. Para nossa própria restauração pessoal nos propomos:

- Pensar bem de todos;

- Falar bem de todos;

- Querer bem a todos.

Esta é uma palavra de ordem e o nosso projeto de vida!

Este estilo de vida fará de nós as pessoas mais felizes da face da terra, e a civilização do amor pouco a pouco será instaurada no meio de nós.

Luzia Santiago

Aos vocacionados, aguardo seu comentário,

Ritinha