Responder a uma vocação? Isso é válido hoje ainda?

Filed under: Nosso chamado — anacapucho at 7:45 pm on Monday, March 24, 2008

 

Claro que sim! Claro que é válido! “Está aqui o sentido da vocação à vida consagrada: uma iniciativa total do Pai, que requer daqueles que escolhe uma resposta de dedicação plena e exclusiva. A experiência deste amor gratuito de Deus é tão íntima e forte que a pessoa sente que deve responder com dedicação incondicional da sua vida, consagrando tudo, presente e futuro nas suas mãos. Por isso mesmo, como ensina S. Tomás, pode-se compreender a identidade da pessoa consagrada a partir da totalidade da sua oferta, comparável a um autêntico holocausto”. Você não se sente chamado(a)? Seja você parte da família Canção Nova.

Verinha - Comunidade Canção Nova

E-mail: vocacao@cancaonova.com

Santificar a vida:minha vocação

Filed under: Nosso chamado — anacapucho at 1:56 pm on Tuesday, February 26, 2008

“O chamado de Deus não é somente para aqueles que receberam bem uma vocação especial: Vocação sacerdotal, religiosa ou para uma vida em comunidade. Todos nós somos chamados. Para esta ou aquela missão; para este ou aquele trabalho específico; todos nós somos chamados ao apostolado, à evangelização”.

(Monsenhor Jonas Abib)

Na escuta da Palavra de Deus

Filed under: Nosso chamado — anacapucho at 8:23 pm on Friday, February 22, 2008

 

“Não há dúvida que este primado da santidade e da oração só é concebível a partir duma  renovada escuta da palavra de Deus. Desde o Concílio Vaticano II, que assinalou o papel  proeminente da palavra divina na vida da Igreja, muito se avançou certamente na escuta assídua e  na leitura atenta da Sagrada Escritura. Foi-lhe garantido o lugar de honra que merece na oração  pública da Igreja. A ela recorrem já em larga medida os indivíduos e as comunidades, e há muitos  entre os próprios fiéis leigos que dela se ocupam, habilitados com a ajuda preciosa de estudos  teológicos e bíblicos. E sobretudo há a obra da evangelização e da catequese que se tem  revitalizado precisamente pela atenção à palavra de Deus. É preciso, amados irmãos e irmãs,  consolidar e aprofundar esta linha, inclusive com a difusão do livro da Bíblia nas famílias. De modo  particular é necessário que a escuta da Palavra se torne um encontro vital, segundo a antiga e  sempre válida tradição da lectio divina: esta permite ler o texto bíblico como palavra viva que  interpela, orienta, plasma a existência.” (Papa João Paulo II)

Assumindo a própria vocação

Filed under: Vocacão, Nosso chamado — anacapucho at 10:06 pm on Friday, February 15, 2008

 

“Meu irmão, pai e mãe de família, jovem, adolescente até mesmo você criança, seja você quem for, tenha vivido o que você viveu, seja qual for seu estado de vida e saúde, assuma sua vocação. Assuma a missão que Deus já lhe confiou desde toda a eternidade. Sabe por que o mundo não está melhor? Porque muitos não acolheram a disposição de Deus a respeito da sua própria vida. Deus quando criou você tinha um propósito definido. Cada um tem um lugar exato diante de Deus.

Precisamos ser aquilo que somos e não aquilo que o mundo nos atrai a ser, para que assim realizemos o propósito de Deus na nossa vida. Não podemos querer realizar o próprio plano pessoal, na profissão, na vida, no casamento… Quanta gente errou porque agiu pela emoção, pela paixão, e acabou sendo a pessoa errada para aquela pessoa com quem se casou, porque não foi feito com capacidade para agüentar aquela pessoa; isso por ter insistido nos seus propósitos. Mas Deus tem um “projeto-estepe” para sua vida, tudo tem conserto se você voltar atrás. Quanta gente infeliz porque não realizou os propósitos de Deus em sua vida.

Que maravilha quando a pessoa ocupa o lugar que Deus lhe deu. Como a gente é feliz ao fazê-lo! Mesmo neste “vale de lágrimas”, diante de todas as coisas que acontecem ao nosso redor, em meio a tantas tribulações é possível ser feliz. Uma mãe, que passa por tantas tribulações com seu marido e filhos, Deus lhe dá forças para ficar com aquela família, pois o Senhor precisa dela ali para agüentar tudo isso, e mesmo no meio de tantas tribulações aquela mulher é feliz; isso parece contraditório, mas não o é.

Deus não quer você infeliz; ao contrário, no plano primeiro de Deus você precisa ser feliz com aquela felicidade que Ele reservou para você. Obediência e felicidade são sinônimas. Obedecer a Deus e àqueles que Ele colocou na nossa vida é graça. Quantos não foram obedientes a seus pais e deram com a “cara no chão”. Deus o fez e o quis assim, é por isso que você tem esse DNA. Ele quis que você nascesse daquele pai e daquela mãe. O Senhor sabia muito bem que somente aquele homem e aquela mulher poderiam ter aquele DNA, o qual passaria para você essas capacidades.

Jesus anda ainda hoje de lugar a lugar e ao olhar as nossas casas se compadece porque os filhos de seu Pai estão cansados e abatidos como ovelhas sem pastor. Por isso, Ele pede: “Envia operários para sua messe”. Jesus não fala somente das vocações sacerdotais, comunidades, não! Ela fala da sua própria vocação.

Também com os erros de seus pais você foi formado. Não maldiga isso! Que hoje seja um dia de grande perdão a seus pais e educadores, pois eles formaram você para que fosse a “pedrinha” de Deus e chegasse no lugar certo. Eu não vou nomear vocações porque hoje há muitas profissões necessárias para o mundo. Você precisa fazer tudo o que faz com Deus e para Deus. Até mesmo o seu passatempo e sua diversão precisam ser com Deus e para Deus.

Meus irmãos, o Senhor promete que virá e transformará todas as coisas, mas Ele olha o agora e precisa de alguém que faça tudo com Ele e para Ele. Na profissão que você estiver precisa fazer o melhor, tudo precisa ser carregado de amor.

Hoje é dia de dar uma grande guinada, você tem um propósito de Deus desde toda a eternidade, você precisa ir à frente e realizar tudo da maneira que o Senhor quer.

O Senhor nos manda para os perdidos, e quantos perdidos por aí… Perdidos de si próprios, perdidos no casamento, no dinheiro… Diante das “ovelhas” perdidas são necessários padres, religiosos, membros de comunidades e pessoas de todas as profissões para salvá-las. Às vezes, nem é um padre que “fisga” a pessoa para Deus, mas o Senhor escolheu você para isso. Quantos pais “fisgando” filhos, e filhos “fisgando” pais!

Deus deixa você “munido”, por isso não deixe de lado os dons do Espírito Santo. Os “lobos” estão aí e, muitas vezes, com “peles de ovelha”, estão atraindo a muitos, então, se não for pelo poder do Espírito Santo você não conseguirá. Seja aquele filho de Deus que Ele escolheu a dedo e “fisgue” todos aqueles que Ele quiser”.

Monsenhor Jonas Abib

A Canção Nova vive para a Igreja

Filed under: Nosso chamado — anacapucho at 2:35 pm on Thursday, December 13, 2007

O fundador da Comunidade Canção Nova, monsenhor Jonas Abib, expressa sua alegria pela ordenação sacerdotal de seis jovens missionários da comunidade.

A ordenação sacerdotal vai ser presidida pelo arcebispo de Palmas (TO), Dom Alberto Taveira, no dia 16 de dezembro, às 16h, no Rincão do Meu Senhor, localizado na sede da comunidade, em Cachoeira Paulista (SP).

Venha participar deste grande momento da Igreja de Cristo!

“Quero dar a vida por minhas ovelhas”

Filed under: Testemunhos, Nosso chamado — anacapucho at 12:56 am on Thursday, December 6, 2007

“Pela força de Tua Palavra lançarei as redes” (Lc 5,5) Eu sou o diácono Xavier, meu nome completo é Antonio Xavier Batista. No próximo dia 16 de dezembro, vou ser ordenado sacerdote para o serviço do povo de Deus, juntamente com mais 5 diáconos da Canção Nova. É uma data muito esperada por nós todos. Lembro-me bem de todos os anos de preparação para este dia, que é o ponto de chegada e de partida, alegria e responsabilidade. E, além disso, o dia em que a vontade de Deus realizar-se-á em minha vida. Quero partilhar com você um pouco da minha história e alegria.

Sou mineiro, filho de mineiros, nasci em Corinto (MG), em 09 de abril de 1978. E, pela providência de Deus, mudei-me para Cubatão (SP) com 3 anos de idade e lá fui criado. Meus pais sempre foram católicos e, por isso, desde cedo, me levaram a participar da Igreja nas Santas Missas dominicais. Iniciei a catequese com 6 anos e fiz minha primeira comunhão com 8. Por isso, nem sei dizer quando aconteceu a experiência do batismo no Espírito Santo comigo.

Nesse tempo, meu grupo de catequese tornou-se um grupo de oração e lá tive minhas primeiras experiências mais fortes com Deus - durante as orações e vigílias realizadas nas casas nas quais nos pediam visitas. Aos meus 12 anos, eu me afastei um pouco de tudo por desatenção, e retornei somente com 17 para iniciar a catequese para a Crisma. Dediquei-me então a estudar o que podia, porque minha família sempre foi humilde e simples. Comecei a trabalhar com 15 anos, sempre fui muito dedicado e me esforcei bastante para aproveitar bem as oportunidades porque meu pai sempre me lembrava que eu poderia não ter muitas delas. Rezava sempre também pedindo que Deus não me deixasse cometer erros que pudessem comprometer toda minha vida. Nesse tempo, entrei para o grupo de jovens da paróquia e dessa vez nunca mais saí. O grupo de jovens era maravilhoso, eu pensava o tempo todo nele.

O que eu experimentava lá alimentava toda minha vida, em minha casa, no trabalho, na faculdade, em minhas amizades. Sempre me recordo dos momentos em que, ao sair da faculdade, me deslocava para a igreja para participar de adorações, ou de quando trocava o lanche - antes da faculdade, já que eu ia para esta direto do trabalho - pela Santa Missa durante a semana. A minha experiência com Deus foi crescendo à medida que fui assumindo meu lugar dentro do grupo de jovens, especialmente a oração pessoal. A primeira vez em que ouvi falar de rezar o terço todos os dias, achei aquilo desnecessário, mas dias depois sentia a necessidade de rezá-lo e o terço acabou tornando-se minha oração cotidiana. E assim fui crescendo.

Meu grupo de jovens tinha sempre um ardor pela evangelização, e por isso, tínhamos missão nas casas todas as semanas, formação semanal. E, assim, a cada dia aqueles jovens, sempre dedicados, iam fazendo com que minha timidez fosse desaparecendo pela convicção que tinham. Não medíamos esforços para evangelizar e aquilo me cativava. Até que, um dia, não me lembro da data, durante o grupo de oração, eu tive uma forte experiência com a presença de Deus, que abalou todas as minhas convicções e o medo que eu ainda tinha. Diante disso, tomei minha Bíblia e ao abri-la deparei com a Palavra: “Tudo posso naquele que me fortalece” (Filipenses 4,13).

Senti que deveria fazer um compromisso com Deus de nunca responder “não” ao que Ele, concretamente, me pedisse; e assim o fiz. Esse é o início de minha história vocacional. Desse dia em diante, comecei a ser chamado para pregar e, mesmo com medo, eu aceitava e ia. Rezava por todas as pessoas que trabalhavam comigo. Em pouco tempo, fui promovido e comecei a trabalhar com sistemas de comunicação, elaboração de softwares para computadores e coisas semelhantes. Percebi nisso o auxílio de Deus e sentia que tudo era a vontade d’Ele para mim: Ser um bom profissional, ou como dizia Dom Bosco: “Bom cristão e honesto cidadão”. Pela formação que tive não encontrei grandes dificuldades na minha sexualidade, tanto que sou virgem e nem mesmo cheguei à experiência de masturbação.

Em 1999, conheci o livro “A Bíblia no meu dia-a-dia” do monsenhor Jonas Abib, e pelo estudo da Palavra de Deus encontrei a forma de conhecer mais intimamente a vontade de Deus. Em novembro do mesmo ano, senti pela primeira vez o chamado à vocação sacerdotal. Achei absurdo sentir algo assim, porque via Deus agindo no meu profissional. Mas me abri a esse chamado e pedi que Deus me confirmasse isso.

Por meio de fatos concretos, o Senhor me mostrou que era isso mesmo. No começo, senti medo, depois minha limitação, e então, confiança que Ele saberia dispor melhor de mim que eu mesmo. Então, surgiu o desejo de me consagrar a Deus inteiramente para uma vida missionária, e o centro desse desejo era o sacerdócio - que em mim já era e nunca deixou de ser - uma convicção da vontade de Deus.

Em julho de 2000, iniciei o caminho vocacional na Comunidade Canção Nova, e, em 28 de dezembro do mesmo ano, ingressei nela. Minha maior dificuldade - no momento da resposta final - era encontrar o sentido que minha vocação poderia ter, porque eu ganhava bem na época, faltava um ano para terminar a faculdade e percebia que meu progresso só podia ser pela vontade de Deus. Mas segui o que Ele me inspirava e dei o passo, deixei que as pontes caíssem.

Em minha casa, fui bem compreendido, bem melhor do que eu esperava; em meu trabalho, não acreditaram e pensaram que eu estava mudando de emprego; alguns amigos aceitaram, outros, não. E eu fiz o que só eu poderia fazer: confiei minha vida a Deus e dei o passo. Nestes sete anos de Canção Nova, passei por diversas fases de amadurecimento. Cresci como homem; tive fases de dificuldades, como todos temos; mas nunca se esfriou em mim a convicção do chamado ao sacerdócio e de que Deus é capaz de realizar tudo o que quiser. Sou muito feliz e esta felicidade não cessa.

É muito bom fazer a vontade de Deus, sabendo que é isso que Ele deseja! Meu lema de ordenação é “Pela força da Tua Palavra lançarei as redes” (Lc 5,5). Esta frase de São Pedro resume minha vida e minha resposta a Nosso Senhor. Quero ser um padre bom, bom de coração e bom de ministério. Quero que minha consagração a Deus me leve a ser presença d’Ele em meio ao seu povo. Quero dedicar-me ao serviço de suas ovelhas, dar a vida por cada uma delas. E o que me leva adiante é a força da Palavra d’Aquele que me chamou e o amor que Ele imprimiu em mim pelo seu povo. Repito como o profeta Jeremias “Seduziste-me Senhor, e eu me deixei seduzir” (Jr 20,7).

Quero terminar convidando você a fazer-se presente neste dia 16 de dezembro às 16h, quando eu serei ordenado padre, juntamente com mais 5 diáconos. Este dia será um dia de testemunho para muitos jovens, que, hoje, não percebem que Deus continua chamando pessoas a consagrarem suas vidas a Ele. Testemunho de que Jesus está vivo e presente e fala conosco. E, por fim, a ordenação dos 6 é sinal de que Deus está investindo em sua Igreja e que se importa com a humanidade porque a ama. Responder a Deus é sempre um desafio que exige paixão e doação. Muito mais que renunciar é fazer a escolha mais certa. “A graça de Deus nos leva amar a Deus e tudo aquilo que Ele ama” (Santo Agostinho). Conto com suas orações!

Diácono Xavier

Comunidade Canção Nova

Ele me chamou para deixar tudo e seguí-lo como minha única segurança!

Filed under: Testemunhos, Nosso chamado — anacapucho at 3:08 pm on Monday, December 3, 2007

 

Eu sou o diácono Clovis da Comunidade Canção Nova. Tenho a grande alegria de convidar você para a minha ordenação sacerdotal, que será no dia 16 de dezembro deste ano, em Cachoeira Paulista (SP). Neste dia, eu e mais 5 diáconos da Comunidade Canção Nova nos tornaremos sacerdotes para a glória de Deus e para servir à Igreja no ministério ordenado. Vou contar um pouco de minha história vocacional para que você me conheça um pouco melhor. Bem, nasci na cidade de Itajubá (MG) no dia 16 de maio de 1978. Sou de uma família de cinco irmãos. Quando eu tinha sete anos de idade fomos morar na cidade de São José dos Campos (SP). 

Desde muito pequeno fui crescendo num ambiente de Igreja, sendo levado às Santas Missas por meus pais. Quando completei 12 anos comecei a participar de um grupo de jovens e de reuniões dos vicentinos, pois gostava muito das orações e do trabalho social desenvolvido por eles. Nosso grupo de jovens estava nos seus inícios, e os ministérios de pregação, intercessão e acolhida estavam sendo formados. Eu comecei a servir no ministério de música, ali aprendi a tocar bateria, porque este foi o instrumento com o qual mais me identifiquei. 

No grupo de oração e no ministério de música os laços foram se estreitando, e acabamos por nos tornar uma grande família. Nós tínhamos um grande ardor missionário e nos empenhávamos bastante na evangelização. Não medíamos esforços para isso. Lembro-me que nós íamos a alguns lugares evangelizar e levávamos dentro do ônibus urbano as caixas de som, instrumentos, até a bateria era levada. Para nós, não tinha tempo ruim, o importante era levar a Palavra de Deus. Isso tudo foi gerando em mim um amor cada vez maior pelo Reino de Deus e um grande desejo de me entregar totalmente a Ele. 

Somando-se a isso tudo, chegou às minhas mãos um livro sobre a vida de São Francisco de Assis, cujo título é “O Pobre de Deus”, escrito por Nikos Kazantzákis. Quando comecei a ler essa obra, fui me identificando muito com a vida de São Francisco por seu amor a Jesus e à Igreja. Creio que este livro contribuiu bastante no meu discernimento vocacional. 

Fui percebendo nos fatos, nos acontecimentos e também nas minhas atitudes que Deus estava me chamando. Cada vez mais eu passava mais tempo na Igreja, com as coisas de Deus. Nós realizávamos muitos retiros, encontros de conversão e de aprofundamento nos fins de semana. Eu comecei a notar que - quando estava na Igreja, nesses encontros, - me sentia pleno, feliz, completo, mas quando o retiro acabava e eu voltava para a casa, sentia certa solidão, meus pais e meus irmãos estavam ali, eu os amava, gostava de estar com eles, mas ainda assim sentia aquele vazio. Creio que nisso também havia um sinal de Deus me chamando a segui-Lo. Com o tempo, identifiquei aí um chamado à vida comunitária. 

Os anos foram se passando e o desejo de me consagrar ao Senhor não morreu; pelo contrário, foi crescendo ainda mais. Quando completei 18 anos, eu me alistei no Exército e fui servir à Pátria numa unidade do Tiro de Guerra em São José dos Campos. Foi um tempo bom, amadureci bastante como cidadão e aprendi a disciplina. Completado o ano de alistamento fui fazer uma experiência na Comunidade Magnificat em minha cidade. Ali fiquei por volta de um ano e meio. Foi um tempo bom, mas sentia que ainda não era o meu lugar. Foi então que, num acampamento de férias em Cachoeira Paulista, por meio de uma pregação do padre Roberto Lettieri, senti o Senhor me chamando à Comunidade Canção Nova. Durante a pregação, ele insistia muito em que o Senhor estava chamando a muitos. Eu me lembro de cada palavra, ele dizia assim: “Você que se sente inseguro em renunciar tudo e seguir Jesus, é você mesmo que Ele está chamando. Porque quem é muito seguro de si não precisa de Deus e não é capaz de contar com Deus. Mas a você, que é inseguro, Deus chama hoje, e Ele será a sua única segurança”. Essas palavras calaram em meu coração e decidi dizer “sim” a Deus. Na Santa Missa de encerramento do acampamento, por intermédio da homilia do monsenhor Jonas Abib - o meu chamado ao carisma Canção Nova foi confirmado. Percebi ali Deus me chamado a me consagrar nesse carisma e decidi dizer “sim”. 

Então, iniciei contato com a equipe vocacional da Canção Nova e fiz os encontros. No dia 28 de dezembro de 2000 estava ingressando na comunidade. Neste ano completam sete anos que estou aqui. Posso dizer que estou feliz e realizado na vontade de Deus. E por falar em vontade, escolhi como lema de ordenação diaconal e sacerdotal um versículo da Carta aos Hebreus: “Eis que venho, oh Deus, para fazer a tua vontade” (Hb 10, 7). Decidi escolher esse lema porque ele fala de Jesus. O único motivo, a única razão de toda a vida de Jesus é fazer a vontade do Pai. Cada segundo de vida de Jesus, cada ato foi movido por essa vontade. Quero, por toda a vida, me identificar com Jesus, seguir os passos d’Ele, confirmar em minha vida esta vontade do Pai, que é salvar a cada filho d’Ele. E só há um jeito de salvar: dando a vida. Por isso, por meio do meu sacerdócio, quero dar a vida por cada filho de Deus, por cada ovelha, seguindo o exemplo do Bom Pastor. 

Quero concluir reforçando o meu convite a você: venha estar conosco aqui, na sede da comunidade Canção Nova, no dia 16 de dezembro, às 16 horas. Será muito bom ter a sua presença aqui nesse dia tão importante para mim e para a Comunidade Canção Nova. Deus abençoe você e sua família! Um grande abraço, 

Diácono Clovis

Comunidade Canção Nova

“Minha primeira experiência do amor de Deus foi por meio de Maria”

Filed under: Testemunhos, Nosso chamado — anacapucho at 3:14 pm on Tuesday, November 27, 2007

 

Em dezembro agora, dia 28, faz 7 anos que ingressei na Comunidade Canção Nova. Já entrei como estudante de Filosofia.

Desde pequeno eu participo das coisas da Igreja. Fui coroinha por muitos anos. Ia com o padre ajudar nas regiões de roça, de fazendas. Mas não tinha em meu coração o desejo de ser padre, de seguir a vida religiosa. Na verdade, eu nem sabia o que queria ser quando crescesse. Fiz o 2º grau normal, servi o Exército Brasileiro por 8 meses e 18 dias, queria até ficar por lá para fazer carreira. Mas Deus tinha outro propósito para mim que nem eu mesmo entendia. Foi lá que tive minha primeira experiência do amor de Deus por meio de Maria. Aconteceu assim: Era mês de outubro, em 1995, tinha tomado uma punição por ter trocado um dos documentos militares, que se chama “corte de cabelo”. Eu acabei trocando esse documento e quando tinha que apresentar o meu apresentei outro. Então como punição eu teria que dormir no quartel por 30 dias. Como eu morava longe da casa de meus pais, fiquei esses 30 dias sem ver minha família. Na mesma época, pedi a minha mãe que me mandasse uma Bíblia para eu ler, pois tive muita vontade de ler as Sagradas Escrituras como nunca eu tinha tido antes. Foi no dia 12 de  utubro que eu recebi “uma visita de Nossa Senhora” se assim eu posso dizer. Eram 6 horas da manhã e o povo da cidade começou a soltar fogos de artifício por ser Dia da Padroeira do Brasil. A cidade era Pouso Alegre (MG). E eu acordei de repente. Abri a janela do alojamento, que ficava perto do meu beliche. Caí de joelhos no chão e comecei a chorar compulsivamente, mas não entendia o que estava acontecendo comigo naquela hora. Eu só chorava. Saí pelo alojamento chorando e pensando: “E se alguém me vir aqui desse jeito? O que vão pensar?”

Depois, com o passar do tempo, eu fui me recordando daquele momento e fui percebendo aquela experiência que eu tinha passado ao ver a imagem de Nossa Senhora Aparecida bem pequenina perto da minha cama e eu a chamava pelo nome de minha mãe e que não era minha mãe daqui da terra, mãe biológica. Constatei, então, que eu a chamava por Mãe do Céu, por Maria. Fui entendendo e crendo no meu coração que Maria tinha me visitado com visitou Isabel levando a presença do Menino Deus em seu ventre. E Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Percebi que o choro que tive era um choro de libertação e de “visita de Deus”. Deus me visitou naquele dia por meio de Maria. Não tenho dúvidas disso!

Depois, saí do quartel e comecei a participar do grupo de oração. Fiz experiência de oração, pois estava com uma grande sede de Deus dentro de mim que nem eu sabia de onde vinha. Foi um despertar da fé dentro de mim.

Escolhi meu lema sacerdotal como “E tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo” (Lucas 1, 76). Meu nome significa “pequeno”. E, para mim, soou como: “E tu, pequeno, serás…” Por ser tão pequeno diante da grandeza do chamado e da missão que está sendo a mim confiada. Sinto, ao mesmo tempo, o Senhor me chamando a preparar um povo para Ele, com as qualidades que Ele mesmo tem fecundado no meu coração e me levado a viver como Canção Nova, como Igreja.

Sinto e percebo que em mim existe uma profecia a ser proclamada, a ser vivida por mim e que os outros também precisam fazer essa experiência de sair das trevas e vir para a luz. Um forte abraço! Deus te abençoe!

Diácono Paulinho
Comunidade Canção Nova

De candidato a vereador ao sacerdócio.

Filed under: Testemunhos, Nosso chamado — anacapucho at 7:09 pm on Monday, November 26, 2007

 

Sou natural de João Pessoa - Paraíba. Tenho 29 anos e minha história de conversão foi assim. Aos 15 anos de idade pedi um presente ao meu avô paterno (in memoriam). Ele era dono de um colégio de 1º e 2º graus no interior da Paraíba, numa cidade chamada Mamanguape. O presente que pedi a este meu avô foi um trabalho neste colégio, pois queria ganhar meu dinheiro. Com isso, comecei a trabalhar no Instituto Moderno como professor de Informática. Naquele tempo, os computadores eram um grande fenômeno na cidade. Trabalhei no colégio um bom tempo. Fui crescendo na cidade e fazendo muitas amizades. Morava na capital mesmo e todos os dias ia para o Instituto trabalhar.

Em 1996 comecei a me envolver na política local. Sempre gostei de estar no meio do povo e falando pelo povo. A coisa foi ficando cada vez mais forte dentro de mim. Em 1997, ingressei na faculdade de Administração de Empresas, onde além de fazer o curso que sempre gostei também comecei a fazer parte do movimento estudantil na universidade. Fui do Diretório Acadêmico da Administração e do Diretório Central dos Estudantes por mais de 3 anos.

Em Mamanguape, cidade onde eu trabalhava, não foi diferente. Em 1998 fui procurado por um deputado federal para coordenar sua campanha na cidade e aí minha entrada na política se intensificou. De início não tive muito apoio dos meus familiares, mas logo quase toda família estava envolvida comigo. Com isso, foi lançada minha candidatura a vereador para o ano de 2000. Durante todo o ano de 1999, muitas coisas foram acontecendo comigo. O “Bruno Costa 2000” era muito forte dentro de mim. Tinha uma certeza de vitória muito grande, pois além do meu avô ser muito querido na cidade, eu era o candidato mais novo, a esperança da juventude: “Bruno Costa 2000 – Juventude  e Responsabilidade”.

Mas também outras coisas foram acontecendo. Minha família sempre foi uma família católica com princípios religiosos. Com minha ida para Mamanguape, minha vida mudou bastante, pois, eu só pensava na política. Fui morar sozinho, muita farra, dinheiro no bolso, bebidas, festas, mulheres, etc. Com tudo isso, fui me afastando de DEUS. No entanto, durante todo o ano de 1999 uma amiga da faculdade chamada Marcella começou a me falar de grupos de oração da Renovação Carismática Católica, e eu sempre a ouvindo. Até que um dia fui procurar por esses grupos e então conheci a Beta, hoje, minha irmã de comunidade. Ela coordenava um grupo de oração, o Sagrado Coração de JESUS. Fiquei participando durante todo o ano de 1999 deste grupo, mas o “Bruno Costa 2000” não saía da minha cabeça.

Chegou então o grande ano da minha vida: 2000. Realmente foi um grande ano, pois foi a vontade de DEUS que prevaleceu na minha história. Em março de 2000, Marcella (amiga) me convidou para participar de um retiro de Semana Santa na chácara de sua avó
em Campina Grande. Neste retiro estavam muitas pessoas que hoje são mais que importantes na minha história de vocação: Rosinha, Marcella, Alberto, Ângela, Ricardo, Raoni, Beta, João Paulo, Adriana, Millena e muitas outras. Deste retiro saíram outros. Mas o “Bruno Costa 2000” não largava de mim.

Bem, estava chegando o mês de maio e Marcella me fez mais uma vez um convite para passar um dia de louvor na cidade de Gravatá, no dia 1º de maio. Na mesma hora falei a ela que não dava, pois estava bem perto da campanha e eu precisava estar com meu povo, afinal de contas, 1º de maio é Dia do Trabalhador. Marcella foi de fundamental importância naquele momento, pois ela me colocou na parede e disse que eu precisava ir e que não aceitava um “NÃO” como resposta. Fui então para Gravatá. Este foi o grande dia da minha vida. Dia 1º de maio, Dia de São José Operário. Foi nesse dia, no meio de mais ou menos umas 18 mil pessoas, que recebi meu chamado. Quem estava pregando neste dia era o monsenhor JONAS ABIB. Nunca o tinha visto. Confesso que palavras não conseguem expressar tudo o que senti naquele momento. Quem estava perto de mim pode falar tudo o que vivi. Foram muitos choros, senti algo me impulsionando a largar tudo para servir a DEUS. Rosinha, Ângela e Alberto estavam comigo no momento. Ainda hoje quando nos encontramos tentamos compreender tudo o que sentimos, mas não conseguimos explicações.

Em um determinado momento, monsenhor Jonas disse que um jovem estava mudando totalmente de vida e que DEUS o chamava a ser SERVO dos SERVOS: Sacerdote segundo a Lei de Melquisedec. Não tive dúvida: Levantei-me e logo assumi diante de todos aquele chamado. Chorei, chorei muito, não de tristeza, mas de muita alegria, pois compreendi que o “BRUNO COSTA 2000” tinha acontecido, pois fui eleito não para a terra, mas sim, para o CÉU.

Foi assim que tudo começou. O ano de 2000 foi o ano da vitória para minha vida. Tenho muitas coisas mais a falar. Quer saber?  É só me escrever. Estarei o esperando com muita alegria.

Quero dizer que sou um homem feliz e realizado. Tenho certeza do meu chamado e do grande carinho que DEUS tem para com todos nós.Quero ser padre para cada um de vocês. Como tenho falado, o sacerdote é o administrador fiel no qual DEUS confiou seus bens. Nunca esqueça que o maior bem a mim confiado é você. Deus os abençoe!

Diácono Bruno

Comunidade Canção Nova

A Canção Nova está em festa: 6 novos padres

Filed under: Testemunhos, Nosso chamado — anacapucho at 7:34 pm on Friday, November 23, 2007

 

Estamos em festa, pois serão ordenados 6 novos sacerdotes para a Igreja no Carisma Canção Nova. A ordenação dos novos padres presidida pelo arcebispo de Palmas (TO), Dom Alberto Taveira, vai acontecer no dia 16 de dezembro, às 16h no Rincão do Meu Senhor, localizado na sede da comunidade em Cachoeira Paulista (SP).  

Entramos na contagem regressiva para a ordenação dos nossos irmãos de comunidade. Os futuros sacerdotes Anderson, Arlon, Bruno, Clóvis, Paulinho e Xavier são jovens que chamados por Deus para viver a nova primavera da Igreja - que são as novas comunidades - consagraram a sua vida no Carisma Canção Nova.

Eles serão padres do Carisma para a missão de evangelizar.

“Para a Canção Nova a ordenação de seis padres é muito importante. Nos tempos de hoje ordenar seis padres, de uma só vez, é uma graça. São seis padres novos, formados no Carisma Canção Nova.Quando eles rezarem sobre o pão e o vinho na Santa Eucaristia, o pão não será mais pão, e o vinho não será mais vinho, serão o Corpo e o Sangue de Cristo. Quando eles tiverem na sua frente no sacramento da penitência, um pecador condenado ao inferno por seus erros, e ele for absolvido após ter confessado o seu pecado, aquele que era um pecador se levantará como um homem salvo, com  direito ao céu. É uma graça muito grande para nós e não podemos correr o risco de nos acostumarmos com a graça de Deus.

É muito importante para a Canção Nova, por isso a gente agradece a você sócio que contribui não somente com coisas materiais como estúdios e antenas , você contribui para a formação de sacerdotes para o serviço da Igreja. Deus lhe pague!” – comentou o diácono Nesinho Correa, formador geral da comunidade que comporta em si não somente o sacerdócio, mas todos os estados de vida.

Só amamos aquilo que conhecemos, por isso queremos que você conheça a historia de vida, conversão e do chamado de cada um deles à vida sacerdotal. Acompanhe aqui tudo sobre a ordenação dos seis novos padres da Canção Nova!

Equipe vocacional

E-mail: vocacao@cancaonova.com

Next Page »