jul 9th

A arte da oração

Rezar é um ato natural, um capítulo da antropologia, exatamente porque o ser humano tem uma abertura congênita para o transcendente, o divino. Rezar é também um ato de justiça para com nossa alma, pois a oração é expressão do espírito, da alma, do coração. É também um ato de justiça em relação a Deus. “Nele somos, vivemos e existimos” (Atos dos Apóstolos 17, 28).

A oração é antes de tudo terapêutica porque pacifica, unifica, ordena a vida, os pensamentos e os afetos. “Os efeitos da oração em nossa pessoa são mais visíveis que os das glândulas de secreção interna”, diz o prêmio Nobel de Medicina (1922), Dr. Alexis Carrel, ateu convertido.

A arte da oração consiste em que o orante se comunica com Deus, com os outros e com ele mesmo e assim faz grandes descobertas, encontra soluções, recebe iluminações e muita força interior. K Jung e V. Frankl são psicólogos que exaltam a importância e a eficácia da oração, sem a qual, as pessoas não se curam de suas neuroses. Eles sabem muito bem que a pessoa orante entra no nível alfa, frequência profunda do cérebro humano.

Quem não reza está numa situação muito desconfortável e até incômoda, porque irá buscar alívio e sedativo no álcool, nas farras, nas drogas e sempre permanecerá vítima do vazio existencial e da solidão. Sempre justificará seus erros e fugas, tendo necessidade espontânea de ridicularizar quem reza, como se a oração fosse o “catecismo dos fracos e perdedores”. De fato, só os humildes e autênticos rezam.

É preciso orar com fé. Acreditar no poder da oração. Rezar é estar com Deus e com os outros. Normalmente a oração verdadeira e profunda leva à compaixão, ao perdão, à solidariedade. O amor é fruto da oração. Rezar é um ato de amor e o amor é consequência da oração. Os santos e os místicos são sempre pessoas de paz, de fraternidade e de ação em favor dos pobres e pecadores. A oração é amor de amizade com Deus que nos leva ao amor-serviço para com os outros.

A oração é uma “alavanca que move o mundo” (Santa Terezinha). De fato, quantas pessoas são vitoriosas frente a doenças, mágoas, decepções, injúrias. A oração as salvou. Quem reza se salva.

A oração é uma ponte. A pessoa orante é fabricadora de pontes, é pontífice. Abatem-se os muros e constroem-se pontes com a sabedoria da prece. Essa ponte vai da terra ao céu e do coração do orante aos irmãos. A escalada da oração é exigente, requer perseverança. É um combate.

A oração é muralha, é escudo, é proteção, é abrigo, é segurança. Quem reza está imunizado contra muitos males. A oração nos protege das tentações. Sem ela caímos na murmuração e abraçamos a tentação.

A oração é escola . O Mestre interior é o Espírito Santo. Na escola da oração aprendemos a prática do bem, a beleza do perdão, a alegria da convivência, a esperança nas decepções. A oração nos faz discípulos, iluminados, sábios, humanos e verdadeiros. Moisés tinha o rosto iluminado após a oração. Irradiava o fulgor de Deus.

A oração enche o orante de audácia e coragem, de força e tenacidade, de luz e compaixão. Jesus não somente reza, mas, ensina a rezar, principalmente a perseverança na oração. Os primeiros cristãos eram “assíduos na oração” (cf. Atos dos Apóstolos 2, 42). De fato, a oração é inspiração de cada momento, recolhimento do coração, recordação das maravilhas de Deus, é força para a luta cotidiana. Eis a arte da oração.

A oração é uma rendição diante de nossa insuficiência e da paternidade de Deus. A oração é a fala entre filhos(as) e Pai. Portanto, oração é questão de amizade, é encontro de duas consciências, duas intimidades, duas existências. Na oração acontece uma troca de olhares, de confidências, de interioridades. Rezar é um ato de amor, um ato afetivo que inflama o orante de amor a Deus e ao próximo.

Dom Orlando Brandes
Arcebispo de Londrina - PR

jul 7th

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jul 7th

Desejar o que é bom

O meu destino como homem está escondido inteiro no destino de Cristo. Somos filhos de Adão, mas nosso destino não é Adão. Somos convidados para ser o Cristo. Ele é a terra prometida, aquilo que nós precisamos almejar. Quanto mais eu saio da minha condição de Adão, tanto mais leve vou ficando e alcançando minha condição Crística. Eu não espero Cristo de braços cruzados, eu luto para o que futuro seja antecipado agora em minha vida, o que Cristo viveu.

Eu sou convidado para viver, agora, o que me deixa mais puro, mais santo, com isso fico mais leve. São Paulo faz a distinção das obras da carne e das obras do espírito, o que ele faz é a dimensão “adâmica”e “Crística”. Pegue aquilo que é humano e revista de luz em você. Deus nos dá a graça de iluminarmos nossa vida.

Quantas vezes reduzimos o nosso Cristianismo a uma experiência pequena. A pior coisa da religião é quando nós a transformamos numa coisa mundana, quando nos esquecemos da transcendência que ela precisa sugerir. O Cristianismo me convida para o equilíbrio de ser um homem na terra, mas ter a cabeça no céu; é para o alto que preciso viver.

Será que estou mais próximo de Deus ou de Adão? Eu caminho olhando para Deus ou olhando para Adão, ou seja, para aquilo que é medo na minha vida? Vivam para promover as coisas do alto, as transformações de que o mundo precisa, a começar pela mudança de mentalidade; dessa forma, nós começamos a ser mais elevados, não vemos as coisas de maneira tão simplória, tão rasteira, tão reduzida, mas o nosso olhar se amplia para ver o todo.

A Igreja carrega a missão de antecipar o que é eterno, por isso nós não anunciamos o pecado de Adão, mas a ressurreição de Jesus. Olhar para o pecado de Adão, sem olhar a Ressurreição de Jesus, é viver em desespero.

O que você anda escolhendo para sua vida? Em termos de amizade, de relacionamentos, de cultura, isso o eleva ou o puxa para baixo? Existem pessoas que sofrem horrores, porque namoram com quem as puxa para baixo ou que têm amigos que são causa de queda o tempo todo.

A prova que você dará da Ressurreição de Jesus é voltando mais humano para casa, amando mais do que já ama. Se não somos capazes de elevarmos o nosso amigo, em vão é nosso trabalho. Precisamos nos decidir a ser hoje mais elevados, a pensar mais alto.

Ser cristão é não estar preso no Adão, mas estar disposto a estar sempre sendo elevado, até que Jesus volte. E não esqueça que Ele volta toda vez que você decide ser bom e que tem disposição a ser melhor. É para cima que precisamos ir, para o céu, para o alto!

Pode ser que você preste atenção demais no Adão. Não! Seu destino é outro! Adão já foi superado. Eu carrego ele dentro de mim, você dentro de você, agora dê um jeito de amarrar essa criatura e se configurar a Cristo tornando-se mais leve e livrando-se daquilo que não presta.

Para que ficar perdendo tempo com infidelidades, se você pode ser fiel? Por que perder tempo com vícios, se você pode ter uma vida saudável? O destino de Cristo é o destino de todos nós: nosso destino é ascensão.

Se aquele programa está lhe fazendo mal, corte! Muitas vezes o programa que a gente vê, vai nos jogando para baixo, vai nos lembrando que somos Eva e o pior: vai nos fazendo ser Eva. Não! Somos Cristos! Não permita isso! Corte na raiz! Hoje, você está sendo convidado para se elevar. Ser cristão é isso: é ser Jesus novamente. “Somos, Senhor, Tua Igreja, que aguarda e apressa Tua vinda gloriosa”.

Hoje, eu quero neutralizar tudo o que em mim possa me deprimir, tudo que me puxa para baixo, eu quero apressar a vinda de Jesus.

O rosto com que você acorda, o formato que você resolve dar a ele, se é sorriso que acolhe ou a cara que você quer jogar fora, isso apressa ou não a vinda de Cristo? Jesus passa pelo nosso rosto, pelo nosso abraço, passa pelo nosso corpo. Onde existe um o corpo preguiçoso, nele o diabo descansa, mas se o diabo descansa num corpo preguiçoso, Deus trabalha no corpo que trabalha e sorri no seu sorriso.

Se você lutar por aquilo que é bom, você nunca estará no erro. Deus é bom, nós não somos ainda, mas podemos ser. Antecipe a vinda do Senhor, Ele voltará no momento em que nós decidirmos que Ele seja vivo em nós. Precisamos deixar que Ele volte hoje em nós. É para o alto que precisamos ir, olhar para o alto. Não tenha olhar de galinha, tenha olhar de águia! É para cima que o cristão tem de olhar.

Pe. Fábio de Melo

jul 1st

Oração em honra do Preciosíssimo Sangue de Jesus

Pai Eterno! Misericórdia pelo sangue de Jesus!

Marcai-nos com o sangue do Cordeiro Imaculado, Jesus Cristo, como outrora fizestes marcar as portas do vosso povo de Israel, afim de o livrar da morte. Ó Maria, mãe de misericórdia, aplacai a ira de Deus, rogai por nós, e obtende-nos a graça que pedimos. Glória ao Pai…

Pai Eterno! Misericórdia, pelo sangue de Jesus!

Salvai-nos do naufrágio deste mundo, como salvastes Noé do dilúvio universal. E vós, Maria. Arca da salvação, aplacai a ira de Deus, rogai por nós, e obtendenos a graça que pedimos. Glória ao Pai…

Pai Eterno! Misericórdia pelo sangue de Jesus!

Salvai-nos do naufrágio que temos merecido, como livrastes Lót do incêndio de Sodôma. E vós, Maria, rogai por nós e obtende-nos a graça que pedimos…

Glória ao Pai…

Pai Eterno! Misericórdia pelo sangue de Jesus!

Consolai-nos em nossas necessidades e tribulações presentes, como consolates Job, Ana e Tobias nas suas aflições. E vós, Maria, consolatora dos aflitos, aplacai a ira de Deus, rogai por nós, e obtende-nos a graça que pedimos. Glória ao Pai…

Pai Eterno! Miseicórdia pelo sangue de Jesus!

Vós não quereis a morte do pecador, mas sim que se converta e viva. Concedei-nos, pela vossa misericórdia infinita o tempo necessário para fazer penitência, afim de que, contritos e arrependidos dos nossos pecados,que são a origem dos nossos males, vivamos na fé, esperança e caridade, em paz com Nosso Senhor Jesus Cristo. E vós, Maria, refúgio dos pecadores, aplacai a ira de Deus, rogai por nós, e obtende-nos a graça que pedimos.

Glória ao Pai…

Ó sangue Preciosíssimo de Jesus, nosso amor! Implorai a vosso divino Pai perdão, misericórdia, graça e paz para nós, para N.,e para todos os vossos filhos. Glória ao Pai…

Ó Maria! Mãe e esperança nossa!

Rogai a Jesus por nós, por N., e por todos os vossos servos e alcançai-nos pelo sangue do Vosso Filho, a graça que pedimos. Glória ao Pai…

Virgem Imaculada! Mãe de Deus, rogai por nós!

Jesus, Maria, misericórdia!

São Miguel Arcanjo, São José, São Pedro e São Paulo, protetores de todos os fiéis da Igreja de Deus e vós todos os fiéis e anjos da corte celeste, solicitai graça e misericórdia para nós, para N. e para todos, pelos merecimentos infinitos do sangue do Divino Redentor.

Amém!

jun 22nd

Carta para a proclamação de um Ano Sacerdotal

Amados irmãos no sacerdócio,

Na próxima solenidade do Sacratíssimo Coração de Jesus, sexta-feira 19 de Junho de 2009 - dia dedicado tradicionalmente à oração pela santificação do clero - tenho em mente proclamar oficialmente um «Ano Sacerdotal» por ocasião do 150.º aniversário do «dies natalis» de João Maria Vianney, o Santo Patrono de todos os párocos do mundo.[1] Tal ano, que pretende contribuir para fomentar o empenho de renovação interior de todos os sacerdotes para um seu testemunho evangélico mais vigoroso e incisivo, terminará na mesma solenidade de 2010. «O sacerdócio é o amor do Coração de Jesus»: costumava dizer o Santo Cura d’Ars

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mai 27th

Novena do Espírito Santo - 6º Dia

Rezemos com confiança!

1- Vinde, Espírito de Sabedoria! Instruí o meu coração para que eu saiba estimar e amar os bens celestes e antepô-lo a todos os bens da terra. (Glória ao Pai…)

2- Vinde, Espírito de Inteligência! Iluminai a minha mente para que entenda e abrace todos os mistérios e mereça alcançar um pleno conhecimento Vosso, do Pai e do Filho. (Glória ao Pai…)

3- Vinde, Espírito de Conselho! Assisti-me em todos os assuntos desta vida instável, tornai-me dócil às Vossas inspirações e guiai-me sempre pelo direito caminho dos divinos mandamentos. (Glória ao Pai…)

4- Vinde, Espírito de Fortaleza! Fortalecei o meu coração em todas as perturbações e adversidades e dai à minha alma o vigor necessário para resistir a todos os meus inimigos. (Glória ao Pai…)

5- Vinde, Espírito de Ciência! Fazei-me ver a vaidade de todos os bens caducos deste mundo, para que não use deles senão para Vossa maior glória e salvação da minha alma. (Glória ao Pai…)

6- Vinde, Espírito de Piedade! Vinde morar no meu coração e inclinai-o para a verdadeira piedade e santo amor de Deus. (Glória ao Pai…)

7- Vinde, Espírito de Temor de Deus! Repassai a minha carne com o Vosso santo temor, de modo que tenha sempre Deus presente e evite tudo o que possa desagradar aos olhos de Sua divina majestade. (Glória ao Pai…)

Divino Espírito Santo, eu vos ofereço todas as preces da santíssima Virgem e dos apóstolos reunidos no cenáculo, e a estas uno todas as minhas orações, suplicando-Vos que Vos apresseis em vir renovar a face da terra. - Enviai o Vosso Espírito e tudo será criado. - E renovareis a face da terra.

Oremos: Ó Deus, que instruístes os corações dos fiéis com a luz do Espírito Santo, dai-nos pelo mesmo Espírito o conhecimento e o amor da justiça e que gozemos sempre da Sua consolação. Amém.

(Rezar três Ave-Marias a Nossa Senhora de Pentecostes com a invocação:

“Rainha dos Apóstolos, rogai por nós!”

Deus abençoe seu dia,

Ritinha

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mai 27th

Curso sobre Paulo e suas Cartas

Paulo, o missionário itinerante: dos 41 aos 53 anos

Paulo: escolhido para anunciar o Evangelho:
j Separado por Deus desde o ventre materno e por sua graça chamado, recebeu a revelação de seu Filho para evangelizar os gentios (cf. Gl 1,15-16);
k “Anunciar o Evangelho não é título de glória para mim; é, antes, necessidade que se me impõe: ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho!” (1Cor 9,16).
Ler At 13,2-3. Já em At 13,9 mostra-se que Saulo/Paulo é o chefe da missão.

a) As viagens de Paulo.
At mostra três ou quatro grandes viagens: a primeira começou em 46 e a terceira terminou em 58 (a quarta, em 60). Mas Paulo deve ter feito outras viagens e outros missionários fizeram-nas muitas. Apresentando três ou quatro viagens do grande Paulo, Lucas tem um escopo preciso de mostrar o modelo de missionário e, através dessas viagens, oferecer um esquema que abranja a totalidade da missão.
2Cor 11,25-26.
Viajava-se: por terra (a pé, no lombo de animal, de carroça); por mar (barcos à vela ou remo).
Paulo chegou, assim, às grandes cidades do Império: Antioquia, Atenas, Corinto, Éfeso,… Roma. Ele viajava em companhia de outros missionários: Barnabé e João Marcos, na primeira viagem (At 13,3-5); Silas e Timóteo (At 15,1-3), Lucas (At 16,11), Priscila e Áquila (At 18,18), entre outros, na segunda viagem; Muita gente (At 19,22; 20,4-5;21,16) na terceira e quarta viagens.
Paulo falava hebraico (de família e por estudar em Jerusalém), Grego (Tarso), Aramaico (língua do povo, após o cativeiro) e, provavelmente, Latim (língua do Império). Mas confrontou-se com uma variedade notável de outras línguas e dialetos. Mas a língua não basta: Gl 3,1; At 14,11-18.
Para tantas viagens e em situações tais, Paulo devia dispor de boa saúde. A doença, porém, não o impedia de anunciar o Evangelho (Gl 4,13). Sem grandes recursos nem patrocinadores, Paulo garantia os fundos para si e sua comitiva com o próprio trabalho (At 20,33-34).
Paulo começa as comunidades e vai adiante. A partir da Segunda viagem escreve cartas que deviam ser lidas nas comunidades (1Ts 5,27) e trocadas entre as comunidades (Cl 4,16). Escreveu muitas cartas, mas nem todas foram conservadas e outras foram ajuntadas numa só.

b) Visão geral das três viagens: Paulo aprende e aprimora a evangelização.

Primeira Missão (At 13,1 - 14,28): “semeadura”

Permanece na Ásia, organiza as comunidades e segue adiante. É a “semeadura”.
* Partida de Antioquia da Síria, com Barnabé e João Marcos;
* Conflito com o mago Elimas;
* Desistência de João Marcos;
* Discurso aos judeus;
* Pregação aos gentios e reação violenta dos judeus;
* Retorno para Antioquia.

Intervalo: Concílio de Jerusalém, adesão de gentios ao Evangelho (At 15,3-22).

Segunda Missão (At 15,40 - 18,22): “cultivo”
Entra na Europa, demora-se mais nas comunidades. Trata-se de continuação da “semeadura” e já “cultivo”.
* Partida de Antioquia, com Barnabé e Silas (mais tarde, Timóteo, Lucas e outros);
* Faz-se acompanhar por Silas, Timóteo (Lucas?);
* Hospedagem em casa de Lídia;
* Discurso aos pagãos (fracasso no Areópago de Atenas);
* Estadia de 18 meses em Corinto, passagem por Éfeso e Jerusalém;
* Retorno à Antioquia.

Terceira Missão (At 18,23 - 21,26): “colheita”
Vai direto a Éfeso, donde evangeliza outros lugares. Consolida pólos de irradiação e já começa uma certa “colheita”.
* Partida de Antioquia; * Passagem pelas comunidades para confirmá-las; * Estadia de três anos em Éfeso; * Conflito com os ourives; * Discurso para as lideranças cristãs, em Mileto;
* Viagem a Jerusalém, onde é preso.

Quarta Missão (At 21,27 - 28,31): “armazenamento”
Testemunho: Jerusalém, viagem, Roma…

c) Paulo e o trabalho manual.
Na época distinguiam-se dois tipos de trabalho: para os cidadãos livres, o liberal (cabeça) e para os escravos, o servil (manual). Com a conversão Paulo deixou o tipo de vida que lhe permitiria dedicar-se ao trabalho intelectual (dirigir a fábrica ou ser professor) para ocupar-se com a missão para cujo sustento necessitava do trabalho manual (1Cor 4,12).
Paulo reconhecia a si e aos missionários o direito de obter o sustento da comunidade (1Cor 9,4-14), mas fazia questão de anunciar o Evangelho gratuitamente, sem onerar a comunidade (1Cor 9,18; 2Cor 11,9.17). Isso era seu título de glória (1Cor 9,5).
Paulo, embora dispusesse de meios para a vida “mansa”, insere-se no ambiente das grandes massas humanas que não tinham outra alternativa que não a de trabalhar servilmente. Nesses meios surgiu a maioria das comunidades cristãs. Rompe com a ideologia dominante e opta pela fraternidade. Adota o estilo de vida dos pobres. Enquanto trabalha em Corinto, escreve sobre isso: 1Ts 4,11-12.
Na verdade, Paulo é um trabalhador que anuncia o Evangelho.

d) O Evangelho aos gentios.
Ao início, o Evangelho era só anunciado aos judeus, na Palestina. Curiosamente, a perseguição protagonizada por Paulo é que levou os discípulos a pregar aos não judeus, como aconteceu em Antioquia, terceira cidade do Império (depois de Roma e Alexandria). Para ali, onde os discípulos receberam o nome de cristãos, é que Barnabé levou o próprio Paulo (At 11,22-26).
Era normal que, na cabeça dos cristãos provenientes do judaísmo, quem quisesse entrar na comunidade deveria passar pelas exigências judaicas. Pedro fizera uma verdadeira conversão nesse sentido (At 10,11-18). Mas será Barnabé, e mais ainda Paulo que fará o grande passo: Rm 3,21-24. O gentio poderia ser cristão sem renunciar à sua identidade e cultura.

e) Os conflitos com o Império.
A atitude de Paulo, em relação ao trabalho, com o preparo que tinha, já era uma contestação à ideologia imperial. Um cidadão romano apresentar-se como exemplo, justamente ao assumir um trabalho servil, significava um sério protesto.
Mesmo que Lucas procure mostrar Paulo de bem com o Império, na prática ele sofreu muitas perseguições, tendo as instituições imperiais mobilizadas contra si. Por fim é o Império que o assassina por causa da sua fé em Jesus Cristo.
Em Damasco, as portas da cidade são vigiadas para matá-lo; em Jerusalém os helenistas querem tirar-lhe a vida; em Chipre, o mago Elimas procura afastar dele o cônsul; em Antioquia da Pisídia, mulheres da alta

sociedade e os chefes da cidade são instigados contra ele; em Listra , os judeus mobilizam a multidão contra Paulo; em Filipos é torturado; em Éfeso os ourives colocam a cidade contra ele; em Jerusalém a multidão amotinada quer matá-lo. Leia-se 2Cor 11,25.
Na sociedade greco-romana só conta a elite privilegiada. Paulo propõe uma sociedade alternativa: Gl 3,28; Cl 3,11.

f) Paulo e as mulheres.
Como toda pessoa, também Paulo é vítima de múltiplos condicionamentos. Ele é um homem do seu tempo, numa sociedade patriarcal, onde a mulher é relegada a um plano inferior. Isso, porém, não justifica a leitura forçadamente antifeminista que tem sido feita de Paulo:
1Cor 11,12-26; 1Cor 14,34-35; Ef 5,21-24; 1Tm 2,9-15. Mas é preciso ver também: Rm 16,1-17;
Cl 4,15; At 16,13-15 (Fl 4,10-18); 1Cor 9,5.
Paulo usa imagens femininas e maternas para descrever seu apostolado: 1Ts 2,7; Gl 4,19;
1Cor 3,2; Fl 1,8; Rm 8,22-23.

mai 25th

Novena do Espírito Santo - 4º Dia

Rezemos com confiança!

1- Vinde, Espírito de Sabedoria! Instruí o meu coração para que eu saiba estimar e amar os bens celestes e antepô-lo a todos os bens da terra. (Glória ao Pai…)

2- Vinde, Espírito de Inteligência! Iluminai a minha mente para que entenda e abrace todos os mistérios e mereça alcançar um pleno conhecimento Vosso, do Pai e do Filho. (Glória ao Pai…)

3- Vinde, Espírito de Conselho! Assisti-me em todos os assuntos desta vida instável, tornai-me dócil às Vossas inspirações e guiai-me sempre pelo direito caminho dos divinos mandamentos. (Glória ao Pai…)

4- Vinde, Espírito de Fortaleza! Fortalecei o meu coração em todas as perturbações e adversidades e dai à minha alma o vigor necessário para resistir a todos os meus inimigos. (Glória ao Pai…)

5- Vinde, Espírito de Ciência! Fazei-me ver a vaidade de todos os bens caducos deste mundo, para que não use deles senão para Vossa maior glória e salvação da minha alma. (Glória ao Pai…)

6- Vinde, Espírito de Piedade! Vinde morar no meu coração e inclinai-o para a verdadeira piedade e santo amor de Deus. (Glória ao Pai…)

7- Vinde, Espírito de Temor de Deus! Repassai a minha carne com o Vosso santo temor, de modo que tenha sempre Deus presente e evite tudo o que possa desagradar aos olhos de Sua divina majestade. (Glória ao Pai…)

Divino Espírito Santo, eu vos ofereço todas as preces da santíssima Virgem e dos apóstolos reunidos no cenáculo, e a estas uno todas as minhas orações, suplicando-Vos que Vos apresseis em vir renovar a face da terra. - Enviai o Vosso Espírito e tudo será criado. - E renovareis a face da terra.

Oremos: Ó Deus, que instruístes os corações dos fiéis com a luz do Espírito Santo, dai-nos pelo mesmo Espírito o conhecimento e o amor da justiça e que gozemos sempre da Sua consolação. Amém.

(Rezar três Ave-Marias a Nossa Senhora de Pentecostes com a invocação:

“Rainha dos Apóstolos, rogai por nós!”

Deus abençoe seu dia,

Ritinha

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mai 24th

Série-Dons Carismáticos

Palavra de Ciência

Quando a palavra de profecia surge espontaneamente nos nossos grupos, especialmente depois da oração, do canto em línguas e do silêncio, esse é um momento muito oportuno para Deus nos dar a palavra de ciência.

A palavra de ciência é chamada também palavra de conhecimento.

É como um diagnóstico. Deus nos dá um conhecimento que não poderíamos alcançar por nosso próprio esforço. Essa palavra de ciência vem de nós. Chama-se palavra porque nos é dada através de uma expressão, de uma frase, ou de uma imagem. Sua função é indicar algo que Deus que fazer.

Às vezes você está orando por alguém, e lhe sobrevém uma palavra, uma imagem. E, no momento em que você apresenta essa imagem, ela funciona como uma chave de interpretação.

A palavra de ciência vem a nós, ressoa no nosso interior, como imagem que vem à nossa mente. Deus envia a palavra de ciência necessária, a palavra de conhecimento de que uma pessoa precisa, para podermos agir juntos à pessoa e ajudá-la a sair do problema.

Não duvide da palavra de ciência. Use-a na sua oração, ou fale com a pessoa pela qual você está orando, perguntando-lhe o que aquela palavra diz a ela, à vida dela. Use-a para levar a cura aos seus irmãos, para levar-lhes a libertação do reino de Deus, para revelar o mundo sobrenatural, o trono da graça do Rei. Obrigado, Senhor, pelo precioso dom de ciência

! Dá-me a palavra de ciência e usa-me, Senhor, o quanto quiseres, para agir na vida dos meus irmãos!

Eis-me aqui, meu Senhor e meu Deus. Estou pedindo, Senhor, que manifestes teu poder, manifestes tua glória nesses meus irmãos e irmãs, através da palavra de ciência. Sabes que teu povo está doente, oprimido, amarrado, Senhor!

E queres levar-lhe a verdadeira cura, a verdadeira libertação!

Usa-nos, Senhor, no dom da palavra de ciência.

Amém!

Pe. Jonas Abib

Fundador da Comunidade Canção No

mai 14th

Atenção!!!