Hora da Misericórdia na América

A Rádio América seguindo o apelo de Jesus a Santa Faustina deseja levar você a uma experiência profunda com a Misericórdia do Senhor através do Programa Encontro com a Misericórdia: “Às três horas da tarde implora à Minha Misericórdia, especialmente pelos pecadores, e, ao menos por um breve tempo, reflete sobre a Minha Paixão, especialmente sobre o abandono em que Me encontrei no momento da agonia. Esta é a hora de grande Misericórdia para o mundo inteiro. Permitirei que penetres na Minha tristeza mortal. Nessa hora nada negarei à alma que Me pedir em nome da Minha Paixão.” (Diário no. 1320)

Encontro com a Misericordia

Você confere o programa de terça a sexta-feira às três horas da tarde com a missionária da Comunidade Canção Nova, Ingrid Karinne e participações especiais de Padres. Reflexão com Diário de Santa Faustina, Oração do Terço da Misericórdia e súplica pelas nossas intenções. Ligue e reze ao vivo pelo telefone o Terço da Misericórdia ou mande suas intenções pelas nossas redes sociais.

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A Igreja celebra a Festa de Corpus Christi solenemente a instituição do Santíssimo Sacramento da Eucaristia

Podemos encontrar vários testemunhos da crença da real presença de Jesus no Pão e no Vinho consagrados na Santa Missa desde os primórdios da Igreja.

CORPUS CHRISTI

Mas, certa vez, no século VIII, na freguesia de Lanciano (Itália), um dos monges de São Basílio foi tomado de grande descrença e duvidou da presença de Cristo na Eucaristia. Para seu espanto, e para benefício de toda a humanidade, na mesma hora a Hóstia consagrada transformou-se em Carne e o Vinho consagrado transformou-se em Sangue. Esse milagre tornou-se objeto de muitas pesquisas e estudos nos séculos seguintes, mas o estudo mais sério foi feito em nossa era, entre 1970/71, e revelou ao mundo resultados impressionantes:

A Carne e o Sangue continuam frescos e incorruptos, como se tivessem sido recolhidos no presente dia, apesar dos doze séculos transcorridos. O Sangue encontra-se coagulado externamente em cinco partes; internamente ele continua líquido. Cada porção coagulada de sangue possui tamanhos diferentes, mas todas possuem exatamente o mesmo peso, não importando se pesadas juntas, combinadas ou separadas. São Carne e Sangue humanos, ambos do grupo sanguíneo AB, raro na população do mundo, mas característico de 95% dos judeus. Todas as células e glóbulos continuam vivos. A Carne pertence ao miocárdio, que se encontra no coração (e este órgão sempre foi símbolo de amor!).

Mesmo com esse milagre, entre os séculos IX e XIII surgiram grandes controvérsias sobre a presença real de Cristo na Eucaristia. Alguns afirmavam que a ceia se tratava apenas de um memorial que simbolizava a presença de Cristo. Foi somente em junho de 1246 que a festa de Corpus Christi foi instituída, após vários apelos de Santa Juliana, cujas visões solicitavam a instituição de uma festa em honra ao Santíssimo Sacramento. Em outubro de 1264 o Papa Urbano IV estendeu a solenidade para toda a Igreja. Nessa celebração religiosa, o maior dos sacramentos deixados à Igreja mostra a sua realidade: a Redenção.

[Saiba +] participe do Corpus Christi na Canção Nova. Mais informações clique AQUI!

A Eucaristia é o memorial sempre novo e sempre vivo dos sofrimentos de Nosso Senhor Jesus Cristo por nós. Mesmo separando Seu Corpo e Seu Sangue, Jesus se conserva por inteiro em cada uma das espécies. É pela Eucaristia, especialmente pelo Pão, sinal do alimento que fortifica a alma, que tomamos parte na vida divina, nos unindo a Cristo e, por Ele, ao Pai, no amor do Espírito Santo. Essa antecipação da vida divina aqui, na Terra, mostra-nos claramente a vida que receberemos no Céu, quando nos for apresentado, sem véus, o banquete da eternidade.

O centro da Celebração Eucarística será sempre a Eucaristia e, por ela, o melhor e o mais eficaz meio de participação no divino ofício. Aumentando a nossa devoção ao Corpo e Sangue de Jesus, como Ele próprio estabeleceu, alcançaremos mais facilmente os frutos da Redenção!

Professor Felipe Aquino

Fonte: formacao.cancaonova.com

Conexão Canção Nova é um programa musical e interativo, destacando os principais fatos que acontecem na Canção Nova e na Igreja com participações especiais. Você participa com seu pedido musical, escolhendo a “Melhor de Três”, vivendo momentos de oração e concorrendo a sorteio de prêmios.

PGM Conexao CN

Todas as segundas, terças, quartas e sextas-feiras, das 13h às 15h, o Programa Conexão Canção Nova é apresentado pela missionária da Comunidade Canção Nova, Dijanira Silva. Acompanhe pela Rádio América AM 1410 de São Paulo, pelo america.cancaonova.com ou pelo nosso aplicativo Rádio América para Iphone e Android.

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Comunicadores de Jesus!

Com 86 anos de fundação, a Rádio América faz parte da história da cidade de São Paulo. Ao longo desse tempo, a emissora sempre foi uma das principais na transmissão de eventos e programas esportivos e de auditório, além da prestação de serviços à sociedade paulistana. Há 11 anos, a Rádio América integra a Rede Canção Nova de Rádio, e leva a você, diariamente, informação, oração e formação humana e espiritual. Tudo isso porque nosso desejo é ser: uma Canção Nova em sua vida!

Conheça a equipe da Rádio América:

Amanda Martins – Produtora

André Araujo – Técnico de gravação

Hosana Maria – Telefonista

Ingrid Karinne – Locutora

Lucas Vinicius – Jornalista

Dijanira Silva – Locutora e diretora da Rádio

Maycon Viana – Operador de áudio

Natanna Lima – Locutora

Paulo Cesar – Administrador

Rafael Romano – Operador de áudio

Ramona Gonzales – Recepcionista

Roseneide Rodrigues – Serviços Gerais

Sérgio Ricardo – Programador

Vera Lúcia – Telefonista

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Cada parte da oração da Ave-Maria tem um significado baseado nas Sagradas Escrituras e na Tradição

Ave, cheia de graça”

Na Anunciação, o Anjo a saudou: “Ave, cheia de graça”. Maria foi a única que achou graça diante de Deus, porque foi a única “concebida sem o pecado original”. Nas aparições a Santa Catarina Labouré, na França, em 1830, ela pediu que fosse cunhada o que ficou sendo chamada de “Medalha milagrosa”. Em letras de ouro, Catarina viu escrita a bela frase: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!”.

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O Senhor é convosco

O Senhor é convosco”, disse-lhe o Arcanjo Gabriel. Maria tem uma intimidade profunda com Deus. Diz o nosso Catecismo que “desde toda eternidade, Deus escolheu, para ser a Mãe de Seu Filho, uma filha de Israel, uma jovem judia de Nazaré na Galileia, ‘uma virgem desposada com um varão chamado José, da casa de Davi, e o nome da virgem era Maria’ (Lc 1,26-27)”. Ela é Filha do Pai, é a Mãe do Filho, e é a Esposa do Espírito Santo. Está em plena unidade com a Santíssima Trindade. Numa única mulher Deus tem Mãe, Filha e Esposa.

Bendita entre todas as mulheres

Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre” (Lc 1,42). Foi assim que Santa Isabel saudou a Virgem, “em alta voz” e “cheia do Espírito Santo”. E o menino João Batista estremeceu em seu seio. Isabel deixou claro por que Maria é “bendita entre todas as mulheres”: “Donde me vem a honra de vir a mim a Mãe do meu Senhor?” (v.43). E Isabel completa: “Bem-aventurada és tu que creste…” (v.44).

O bendito fruto do seu ventre é o próprio Deus, Filho de Deus, encarnado em seu seio virginal: Jesus. Ela é a Mãe de Deus. Quando o herege Nestório, patriarca de Constantinopla, quis negar essa verdade, o povo se revoltou, e o Concílio de Niceia, em 431, confirmou a maternidade divina de Maria: (Theotókos). “Todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (Lc 1,48), por isso a piedade da Igreja para com a Santíssima Virgem é intrínseca ao culto cristão.

Depois de saudar a Virgem Maria, Mãe de Deus, com essas palavras que desceram do céu, a oração da Ave-Maria nos leva a implorar as graças do Senhor pela intercessão daquela a quem Deus nada pode negar.

Santa Maria, Mãe de Deus

O que não consegue a Mãe do Altíssimo? O que não pode conseguir, diante do trono da graça, aquela que é Sua Mãe, Esposa e Filha? O milagre das Bodas de Caná (João 2) diz tudo, mostra o grande poder intercessor da Mãe diante do Filho. Por isso, a Igreja sempre nos ensinou: “Peça à Mãe que o Filho atende!”. O bom filho nada nega à sua mãe, por isso São Bernardo de Claraval, doutor da Igreja, a chamava de “Onipotência suplicante”. Consegue tudo, por graça, o que Deus pode por natureza.

Rogai por nós pecadores agora e na hora de nossa morte

E nós pecadores lhe imploramos: “Rogai por nós pecadores agora e na hora de nossa morte”. Consegue do Rei os grandes benefícios aqueles que estão perto d’Ele, aqueles que têm intimidade com Ele. Quem mais do que Maria tem intimidade com Deus? Quantas pessoas me pedem para mediar um pedido junto ao fundador da Canção Nova, monsenhor Jonas Abib, porque sabem que tenho intimidade com ele! O mesmo acontece com Deus. Esse é o poder da intercessão.

A nossa Mãe roga por nós a cada momento, mesmo que não tenhamos consciência disso; especialmente protege aqueles que lhe são consagrados fervorosamente. De modo especial, defende-nos na hora da morte. Quantas almas a Virgem Maria salva na hora da morte! Especialmente aqueles que lhe são consagrados. São Bernardo dizia que não é possível que se perca um bom filho de Maria. Por isso, pedimos insistentemente que ela rogue por nós, sobretudo na hora decisiva de nossa morte. Quando rezamos o Santo Rosário, a ela oferecemos rosas espirituais, que ela leva a Deus por nós. Ela não as retém para si, pois o rosário é a meditação de toda a vida de Jesus Cristo, nosso Senhor.

Prof. Felipe Aquino

Fonte: formacao.cancaonova.com

Estamos no mês de maio especialmente dedicado a Nossa Sra. E por vezes nos deparamos com os vários títulos ou nomes referidos a Ela. Vamos conhecer a origem de tudo isso.

A devoção a Nossa Senhora se manifesta, na Igreja Católica, sob os mais diversos títulos. É praticamente incontável o número de títulos atribuídos a Santíssima Virgem Maria. Em cada país, ela é invocada das mais diversas formas, com nomes diferentes, conforme a fé e a devoção do povo. Em muitos países, houve aparições de Nossa Senhora e, a partir destas, surgiram muitos outros títulos marianos. Para completar a lista, há também os títulos que derivam de um dos dogmas relativos a Virgem Maria.

Titulos de Nossa Senhora

A grande maioria dos títulos atribuídos a Virgem Maria tem sua origem na devoção popular. Na maioria das vezes, a devoção surge a partir de uma imagem de Nossa Senhora. A veneração de ícones de Maria remonta a era apostólica. Alguns ícones da Virgem são até mesmo atribuídos a São Lucas, considerado o pintor de Nossa Senhora. Dentre eles, alguns são muito conhecidos, como “Nossa Senhora do Perpétuo Socorro”, a “Theotokos de Vladimir” e “Nossa Senhora de Czenstochowa”. Cada um desses ícones ressalta uma particularidade da Santíssima Virgem, que nos ajuda a conhecer melhor a sua presença materna na Igreja e em nossas vidas.

Para exemplificar como nasce a devoção popular, trazemos um caso mais recente: a devoção a Nossa Senhora Desatadora dos Nós. Essa devoção surgiu, em 1700, na cidade de Ausburgo, na Alemanha. Um artista desconhecido pintou uma imagem da Virgem Maria, inspirado na célebre frase de Santo Irineu de Lião: “O nó da desobediência de Eva foi desatado pela obediência de Maria; e aquilo que a virgem Eva atou, com a sua incredulidade, desatou-o a Virgem Maria com a sua fé”. Esse quadro foi então exposto para veneração na pequena Igreja de Saint Peter am Perlach, em Ausburgo. Nessa Igreja começou a devoção a Nossa Senhora Desatadora dos Nós, que se espalhou pelo mundo todo, por causa de devoção popular.

Há muitos títulos que nasceram de aparições ou manifestações da Santíssima Virgem. Como exemplo, Nossa Senhora de Fátima e Nossa Senhora Aparecida.

E ainda há quatro títulos de Nossa Senhora, que tem sua origem nos dogmas marianos: Mãe de Deus,  Virgem Maria, Imaculada Conceição e Assunção de Maria.

Mais do que em outros tempos, precisamos invocar a Santíssima Virgem, sob seus mais diversos títulos, para que a nossa fé não desfaleça. Sobre a importância da devoção a Nossa Senhora, o então Cardeal Joseph Ratzinger já dizia: “Hoje, neste confuso período, em que todo tipo de desvio herético parece se amontoar às portas da fé católica, compreendo que não se trata de exageros de almas devotas, mas de uma verdade hoje mais forte do que nunca”.

Nossa Senhora, vencedora de todas as heresias, rogai por nós!

Natalino Ueda

Fonte: formacao.cancaonova.com

Vida de mãe com muitos filhos é sempre cheia de surpresas

Cada dia é único! Entre risadas, barulho de criança correndo pela casa, bebê chorando, um “manhê, limpa meu bumbum” ou ainda um “manhê, fulano mostrou a língua pra mim” há sempre a alegria e o coração realizado por ter filhos crescendo e aprendendo os valores que passamos a eles a todo momento.

Por sermos uma família com vários filhos, chamamos à atenção por onde passamos. Já escutei de tudo: “Nossa, são todos seus? Você é corajosa! Vai parar por aí, né?”. Bom, prefiro acreditar que somos um sinal de bênção para um mundo tão individualista. Papa Francisco, com muita ternura, enfatizou em uma audiência geral semanal: “As pessoas não deveriam ter medo de ter filhos, já que eles são a alegria dos pais e das famílias, geram harmonia entre as gerações e ajudam a alimentar a esperança”.

Mae de varios filhos

Fazer opção por ter uma família é viver uma constante espera da ação de Deus e ser surpreendido, todos os dias, por esse amor que só transborda quando, de fato, colocamos Jesus no centro. Essa é a forma mais eficaz de combatermos o consumismo, o egoísmo e a falta de amor. Esse amor que nos faz entender, no dia a dia, que o mais importante são as pessoas e não as “coisas”, e que o mundo pode estar acabando lá fora, mas dentro da nossa casa estamos firmes, porque temos uns aos outros.

Realmente, ser mãe de vários filhos é exigente; porém, tudo depende da forma como levamos a vida. Muitas pessoas nos perguntam como conseguimos criar quatro filhos. Nós mesmos ficamos surpresos, no dia a dia, com esse ritmo frenético que vivemos, essa crise financeira e de valores que nossa sociedade vive. Assim, a única constatação que podemos chegar é que só pode ser resultado de nosso esforço e, principalmente, da graça de Deus. Ao longo desses anos, fomos aprendendo com a experiência dentro de casa (errando muitas vezes) que algumas atitudes são determinantes.

Tenho a certeza de que, sem o mínimo de organização, nossa casa seria um verdadeiro caos; e quanto mais nos disciplinamos e dividimos as tarefas (inclusive com as crianças), mais vamos adquirindo harmonia e a vida fica mais fácil. É possível contar com a ajuda de todos.

Algo muito eficaz é os filhos perceberem, primeiro, o companheirismo entre os pais. Isso faz com que eles assumam a casa e queiram fazer parte desse relacionamento de amor mútuo e concreto. Eles se motivam a contribuírem também com seus esforços. Graças a Deus, tenho um marido muito presente e ativo. Acredito que os meninos têm uma linda referência e, quando tiverem suas casas, repetirão com suas esposas o que o pai faz comigo.

O Filipe, de 2 anos, ajuda-me a arrumar a mesa do café, organiza a dispensa (do jeito dele) e guarda os brinquedos. Susana e Isabela (de 7 e 6 anos) me ajudam na cozinha, na limpeza da casa e na organização de suas coisas pessoais.

Outro ponto importante são os horários. A família precisa ter horários pré-estabelecidos. Como nos ensina o ditado popular, “o combinado não sai caro”. Por exemplo, ensinamos as crianças, desde cedo, a dormirem às oito e meia da noite. Após esse horário, o papai e a mamãe administram os afazeres da casa, a oração pessoal ou ainda lazer e momento a sós.

As crianças se sentem mais seguras quando há disciplina, a começar pelos pais. Claro que não podemos fazer de nossa casa um regime militar, porém, vale a pena fazer quadrinhos, conversar, dar recompensas pelo bom comportamento.

Em nossa família o trabalho é de equipe. Quando conseguimos deixar a casa limpa, tudo organizado e com a colaboração de todos, todo mundo ganha. Temos uma regra: não sair de casa com as coisas fora do lugar. Há dias que funciona, outros não; mas temos conseguido manter a casa com a ajuda de todos. Afinal, o trabalho é de equipe. E a casa é de todos.

O Papa Francisco, em uma de suas audiências, frisou ainda que “as crianças não são um problema de biologia reprodutiva, nem um dos tantos modos de se realizar. Tão pouco uma posse dos pais. Não! Os filhos são um dom, são um presente”. Não tenha medo de ter a casa cheia. Ter filhos é uma maravilhosa aventura que nossa sociedade tem esquecido. Sejamos sinal de amor e generosidade a partir de nossas famílias e da abertura à vida. É possível! Não é fardo! É dom e alegria!

Elzirene Pereira
Jornalista e Missionária da Comunidade Canção Nova 

Fonte: formacao.cancaonova.com

A Quaresma foi inspirada numa grande catequese que a Igreja primitiva realizava

Dentre todas as solenidades cristãs, o primeiro lugar é ocupado pelo mistério pascal, porque devemos nos preparar para vivê-lo convenientemente. Por isso, foi instituída a Quaresma, um tempo de quarenta dias para chegarmos dignamente à celebração do Tríduo Pascal.

A origem da quaresma

A Quaresma, como prática obrigatória, foi instituída no século IV, mas, desde sempre, os cristãos se preparavam para a Páscoa com oração intensa, jejum e penitência. O número de quarenta dias tem um significado simbólico-bíblico: quarenta são os dias do dilúvio, da permanência de Moisés no Monte Sinai, das tentações de Jesus. Guiados por esse tempo e pelas práticas – como que guiados por uma bússola –, buscamos os tesouros da fé para crescer no seguimento de Nosso Senhor Jesus Cristo.

“Agora, diz o Senhor, voltai para mim com todo o vosso coração, com jejuns, lágrimas e gemidos; rasgai o coração e não as vestes; e voltai para o Senhor, vosso Deus; ele é benigno e compassivo, paciente e cheio de misericórdia, inclinado a perdoar o castigo” (Cf. Joel 12, 12-13).

Esse tempo de quarenta dias foi inspirado numa grande catequese que a Igreja primitiva realizava. Ela durava quarenta dias, tempo em que os pagãos (catecúmenos) se preparavam para receber o batismo no Sábado Santo, dentro da Solenidade da Vigília Pascal. Acompanhavam também os irmãos que tinham cometido pecados graves para retornarem à fé. Esse tempo era marcado pela penitência e oração, pelo jejum e escuta da Palavra de Deus. Eles eram os “penitentes”, os quais renovavam a fé e recebiam o batismo ou eram reintegrados à comunidade no Sábado Santo.

Tempo profundo na Igreja

Na Quarta-feira de Cinzas, iniciamos o tempo mais rico e profundo da liturgia. Na verdade, esse tempo, que abrange a Quaresma, Semana Santa e Páscoa até Pentecostes, é um grande retiro, centro do Mistério de Cristo e da nossa fé e salvação. Tempo privilegiado de conversão e combate espiritual, de jejum medicinal e caritativo. A Quaresma ainda é, sobretudo, tempo de escuta da Palavra de Deus, de uma catequese mais profunda, que recorda aos cristãos os grandes temas batismais em preparação para a Páscoa.

Toda a nossa vida se torna um sacrifício espiritual, que apresentamos continuamente ao Pai em união com o sacrifício de Jesus sofredor e pobre, a fim de que, por Ele, com Ele e n’Ele, seja o Pai em tudo louvado e glorificado. Por isso, a Quaresma é um caminho bíblico, pastoral, litúrgico e existencial para cada cristão pessoalmente e para a comunidade cristã em geral, que começa com as cinzas e termina com a noite da luz e do fogo, a noite santa da Páscoa da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Vamos refletir sobre os rumos de nossa espiritualidade até a Páscoa de Nosso Senhor Jesus, ou seja, a vida nova que o Ele tem para nós, os exercícios quaresmais de conversão. A liturgia da Quarta-feira de Cinzas manda proclamar o Evangelho em que Nosso Senhor fala sobre esmola, oração e jejum, conforme Mateus 6,1-8.16-18.

Padre Luizinho / Canção Nova

 

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O Papa Francisco apela na sua mensagem para a Quaresma de 2017, à defesa da vida “frágil” e alerta para as consequências negativas de uma vida centrada no “dinheiro”. “Cada vida que vem ao nosso encontro é um dom e merece acolhimento, respeito, amor. A Palavra de Deus ajuda-nos a abrir os olhos para acolher a vida e amá-la, sobretudo quando é frágil”, escreve, em sua mensagem que tem como tema: ‘A Palavra é um dom. O outro é um dom’. O Papa Francisco questiona em particular a utilização do dinheiro, contestando a “lógica egoísta” que não deixa espaço para o amor e dificulta a paz. “Em vez de ser um instrumento ao nosso dispor para fazer o bem e exercer a solidariedade com os outros, o dinheiro pode subjugar-nos, a nós e ao mundo inteiro, numa lógica egoísta”, alerta.

Segundo o Papa, o “homem corrompido pelo amor das riquezas” não vê nada além de si próprio.

“Assim, o fruto do apego ao dinheiro é uma espécie de cegueira: o rico não vê o pobre esfomeado, chagado e prostrado na sua humilhação”, precisa.

A mensagem parte de uma passagem do Evangelho, sobre um homem rico e um pobre, chamado Lázaro, que lhe pede ajuda mas é ignorado.

“Lázaro ensina-nos que o outro é um dom. A justa relação com as pessoas consiste em reconhecer com gratidão o seu valor. O próprio pobre à porta do rico não é um empecilho importuno, mas um apelo a converter-se e a mudar de vida”, afirma Francisco.

O Papa deixa votos de que a Quaresma represente “um novo começo” e recomenda as práticas tradicionalmente ligadas a este tempo de preparação para a Páscoa, “o jejum, a oração e a esmola”, como forma de combater a “corrupção do pecado”.

A mensagem destaca a importância da “Palavra de Deus” como força de “suscitar a conversão” no coração de todos.

“Fechar o coração ao dom de Deus que fala tem como consequência fechar o coração ao dom do irmão”, observa Francisco.

O Papa pede que as comunidades católicas que promovam a sua “renovação espiritual”, participando também nas Campanhas de Quaresma que muitos organismos da igreja promovem neste tempo.

“A Quaresma é um tempo propício para abrir a porta a cada necessitado e nele reconhecer o rosto de Cristo. Cada um de nós encontra-o no próprio caminho”, recorda.

A Quaresma, que teve início na Quarta-feira de Cinzas, é um período de 40 dias marcado por apelos ao jejum, partilha e penitência, que serve de preparação para a Páscoa, a principal festa do calendário cristão. A programação da Rádio América oferece a você a oportunidade de viver bem a Quaresma, através da oração e reflexão de temas relacionados a este tempo de graças.

Fonte: ecclesia

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Dando continuidade ao ciclo de catequeses sobre a esperança, o Papa Francisco refletiu nesta Quarta-feira de Cinzas,  sobre a Quaresma, caminho de esperança”. Francisco lembrou que, nestes quarenta dias, Deus chama os homens a sair das trevas e caminhar para Ele, que é a Luz. Quaresma é período de penitência com a finalidade de se renovar em Cristo, renascer ‘do alto’, do amor de Deus. E é por isso que a Quaresma é, por natureza, tempo de esperança.

Neste sentido, disse o Papa, é preciso olhar para a experiência do Êxodo do povo de Israel, que Deus libertou da escravidão do Egito por meio de Moisés, e guiou durante quarenta anos no deserto até entrar na Terra da liberdade. Foi um período longo e conturbado, cheio de obstáculos.

Simbolicamente dura 40 anos, ou seja, o tempo de vida de uma geração. Muitas vezes, o povo, diante das provações do caminho, sente a tentação de voltar ao Egito. Mas o Senhor permanece fiel e guiado por Moisés, chega à Terra prometida: venceu a esperança. É precisamente um ‘êxodo’, uma saída da escravidão para a liberdade. Cada passo, cada fadiga, cada provação, cada queda e cada reinício… tudo tem sentido no âmbito do desígnio de salvação de Deus, que quer para seu povo a vida e não a morte; a alegria e não a dor”.

A Páscoa de Jesus é também um êxodo, sublinhou Francisco, explicando que Deus abriu o caminho e para fazê-lo, teve que se humilhar, despojar-se de sua glória, fazendo-se obediente até a morte na Cruz, libertando o homem, assim, da escravidão do pecado. “Mas isto não quer dizer que Ele fez tudo e nós não precisamos fazer nada; que Ele passou através da cruz e nós vamos ‘ao paraíso de carroça’… não”.

Jesus indica o caminho da peregrinação pelo deserto da vida, um caminho exigente, mas cheio de esperança. “O êxodo quaresmal é o caminho no qual a própria esperança se forma. É um caminho dificultoso, como é justo que seja, mas um caminho pleno de esperança. Como o percorrido por Maria, que em meio às trevas da Paixão e Morte de seu Filho, continuou a crer em sua ressurreição, na vitória do amor de Deus”.

Como já é tradição, Francisco escreveu uma mensagem para a Quaresma deste ano, com o tema “A Palavra é um dom. O outro é um dom”. O texto foi publicado em fevereiro passado.

Fonte: http://noticias.cancaonova.com

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