Influenza x COVID-19: entenda as diferenças

Com os surtos de gripes durante a pandemia da COVID-19, os sintomas das doenças presentes em nosso cotidiano acabam se confundindo, de forma que estão prejudicando a identificação do tratamento médico.

Desse modo, vale ressaltar a importância de diferenciar os efeitos de cada doença, e destacar o modo de prevenção e os tratamentos devidos.

Influenza × COVID-19

Qual é a diferença dos sintomas?

A Gripe “comum” ou mais conhecida como Influenza, possui geralmente tosse seca, febre súbita superior a 38°C, dores de cabeça, dores no corpo e nas articulações, mal-estar, dor de garganta e coriza.

Os sintomas da Gripe são mais intensos nas primeiras 48h, e podem incluir falta de ar.

Já na COVID-19, os sintomas não variam tanto, com tosse persistente, coriza, febre superior a 37,5°C, espirros, dor de cabeça, dor de garganta, perda de paladar ou olfato (pode ocorrer em alguns casos) e dificuldade para respirar.

As diferenças mais relevantes estão nos períodos de manifestação da doença, os sintomas da COVID-19 ficam mais intensos a partir do 5° ou 6° dia de infecção.

Como prevenir?

A forma de prevenção da Covid-19 e da Influenza são praticamente as mesmas: usar máscaras, lavar as mãos, manter distância segura, vacinação, isolamento e álcool gel. Porém, a prevenção começa quando os sinais aparecem; então, assim que apresentar sintomas gripais, o paciente já pode iniciar um aumento diário da ingestão de água, repouso, isolamento, uso de sintomáticos (dipirona ou paracetamol), se necessário, e procurar uma avaliação médica.

Assim que iniciarem os sintomas gripais, o paciente precisa se isolar até a realização do teste para a COVID-19, Influenza ou painel viral.

Flurona

Por questões de sintomas parecidos da gripe com a COVID-19, surgiram casos da junção de ambas as doenças: a “Flurona”.

“Flurona é o termo popular para descrever a infecção concomitante de COVID-19 e Influenza. Os sintomas são semelhantes à infecção individual: Febre, tosse, respiração curta, falta de ar, dor muscular, congestão nasal, cefaleia e dor na garganta”, explica o Doutor Raphael Moreira.

As prevenções compreendem manter o distanciamento, o uso de máscara em locais fechados, aumentar a higiene das mãos e, se o caso se agravar, sempre procurar uma avaliação médica.