{"id":3254,"date":"2014-12-30T13:45:22","date_gmt":"2014-12-30T15:45:22","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/cleberrodrigues\/?p=3254"},"modified":"2015-02-20T15:52:35","modified_gmt":"2015-02-20T17:52:35","slug":"amor-e-sexo-sao-a-mesma-coisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/cleberrodrigues\/amor-e-sexo-sao-a-mesma-coisa\/","title":{"rendered":"Amor e sexo s\u00e3o a mesma coisa?"},"content":{"rendered":"<p><strong>O amor e a sexualidade humana: forte express\u00e3o do amor de Deus<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3255\" src=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/cleberrodrigues\/files\/2014\/12\/amor-e-sexo-sao-a-mesma-coisa.jpg\" alt=\"amor-e-sexo-sao-a-mesma-coisa\" width=\"1000\" height=\"563\" srcset=\"https:\/\/blog.cancaonova.com\/cleberrodrigues\/files\/2014\/12\/amor-e-sexo-sao-a-mesma-coisa.jpg 1000w, https:\/\/blog.cancaonova.com\/cleberrodrigues\/files\/2014\/12\/amor-e-sexo-sao-a-mesma-coisa-300x168.jpg 300w, https:\/\/blog.cancaonova.com\/cleberrodrigues\/files\/2014\/12\/amor-e-sexo-sao-a-mesma-coisa-900x506.jpg 900w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/p>\n<p>O ser humano \u00e9 chamado ao amor e ao dom de si na sua <span style=\"text-decoration: underline\">unidade<\/span> corp\u00f3rea-espiritual. <strong>Feminilidade<\/strong> e <strong>masculinidade<\/strong> s\u00e3o dons <span style=\"text-decoration: underline\">complementares<\/span>, pois\u00a0a sexualidade humana \u00e9 parte integrante da capacidade concreta de amor que Deus inscreveu no homem e na mulher. <strong>A sexualidade \u00e9 uma componente fundamental da personalidade, um modo de ser, de se manifestar, de comunicar com os outros, de sentir, de expressar e de viver o amor humano.<\/strong><!--moreContinue lendo...--><\/p>\n<h2><strong>O amor e a sexualidade humana<\/strong><\/h2>\n<p>Esta capacidade de <strong>amor como dom de si<\/strong> tem\u00a0sua &#8220;encarna\u00e7\u00e3o&#8221; no <strong><em>car\u00e1ter esponsal do corpo<\/em><\/strong>, no qual se inscreve a <strong>masculinidade<\/strong> e a <strong>feminilidade<\/strong> da pessoa. O corpo humano, com o seu sexo, e a sua masculinidade e feminilidade, visto no pr\u00f3prio mist\u00e9rio da cria\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 somente fonte de fecundidade e de procria\u00e7\u00e3o, como em toda a ordem natural, mas encerra desde &#8220;o princ\u00edpio&#8221; o atributo &#8220;esponsal&#8221;, isto \u00e9, a capacidade de exprimir o amor precisamente pelo qual o homem-pessoa se torna dom e \u2014 mediante este dom \u2014 atuar o pr\u00f3prio sentido do seu ser e existir&#8221;. <strong>Qualquer forma de amor ser\u00e1 sempre marcada por esta caracteriza\u00e7\u00e3o masculina e feminina.<\/strong><\/p>\n<p><em>A sexualidade humana \u00e9, portanto, um Bem:<\/em> parte daquele dom criado que Deus viu ser <em>&#8220;muito bom&#8221;<\/em> quando criou a pessoa humana \u00e0 sua imagem e semelhan\u00e7a e <em>&#8220;homem e mulher os criou&#8221;<\/em> (Gn 1, 27). Enquanto modalidade de se relacionar e se abrir aos outros, a sexualidade tem como fim intr\u00ednseco o amor, mais precisamente o amor como doa\u00e7\u00e3o e acolhimento, como dar e receber. A rela\u00e7\u00e3o entre um homem e uma mulher \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o de amor: <em>&#8220;A sexualidade deve ser orientada, elevada e integrada pelo amor, que \u00e9 o \u00fanico meio de torn\u00e1-la verdadeiramente humana&#8221;<\/em>. <span style=\"text-decoration: underline\">Quando tal amor se realiza no matrim\u00f4nio<\/span>, o dom de si exprime, por interm\u00e9dio do corpo, a complementaridade e a totalidade do dom; o amor conjugal torna-se, ent\u00e3o, for\u00e7a que enriquece e faz crescer as pessoas e, ao mesmo tempo, contribui para alimentar a civiliza\u00e7\u00e3o do amor; <span style=\"text-decoration: underline\">quando pelo contr\u00e1rio<\/span> falta o sentido e o significado do dom na sexualidade, acontece &#8220;uma civiliza\u00e7\u00e3o das &#8220;coisas&#8221; e n\u00e3o das &#8220;pessoas&#8221;; uma civiliza\u00e7\u00e3o onde as pessoas se usam como se usam as coisas. No contexto da civiliza\u00e7\u00e3o do desfrutamento, a mulher pode tornar-se para o homem um objeto, os filhos um obst\u00e1culo para os pais&#8221;.<\/p>\n<p>Ao centro da consci\u00eancia crist\u00e3 dos pais e dos filhos coloca-se esta grande verdade e este fato fundamental: o dom de Deus. Trata-se do dom que Deus fez chamando-nos \u00e0 vida e a existir como <strong>homem ou mulher<\/strong> numa exist\u00eancia <span style=\"text-decoration: underline\">irrepet\u00edvel<\/span> e carregada possibilidades inesgot\u00e1veis de desenvolvimento espiritual e moral: <em>&#8220;A vida humana \u00e9 um dom recebido a fim de, por sua vez, ser dado&#8221;<\/em>. &#8220;O dom revela, por assim dizer, uma caracter\u00edstica particular da exist\u00eancia pessoal, ou antes, da pr\u00f3pria ess\u00eancia da pessoa. Quando Deus diz que <em>&#8220;n\u00e3o \u00e9 bom que o homem esteja s\u00f3&#8221;<\/em> (Gn 2,18), afirma que &#8220;sozinho&#8221; o homem n\u00e3o realiza totalmente esta ess\u00eancia. Realiza-a somente existindo &#8220;com algu\u00e9m&#8221; \u2014 e ainda mais profundamente e mais completamente: existindo &#8220;para algu\u00e9m&#8221;&#8221;.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 na <span style=\"text-decoration: underline\">abertura ao outro<\/span> e no <span style=\"text-decoration: underline\">dom de si<\/span> que se realiza o amor conjugal sob a forma de <span style=\"text-decoration: underline\">doa\u00e7\u00e3o total<\/span> que \u00e9 pr\u00f3pria deste estado.<\/strong> E \u00e9 sempre no dom de si, apoiado por uma gra\u00e7a especial, que toma significado a voca\u00e7\u00e3o \u00e0 vida consagrada, &#8220;forma eminente de se entregar mais facilmente a Deus s\u00f3, com um cora\u00e7\u00e3o indiviso&#8221; para o servir mais plenamente na Igreja. <strong>Em todas as condi\u00e7\u00f5es e estados de vida, todavia, este dom torna-se ainda mais admir\u00e1vel pela gra\u00e7a redentora, pela qual nos tornamos &#8220;participantes da natureza divina&#8221; (2 Pd 1,4) e somos chamados a viver juntos a comunh\u00e3o sobrenatural de caridade com Deus e com os irm\u00e3os.<\/strong> Os pais crist\u00e3os, at\u00e9 nas situa\u00e7\u00f5es mais delicadas, n\u00e3o podem esquecer que como <span style=\"text-decoration: underline\">fundamento de toda a hist\u00f3ria<\/span> pessoal e dom\u00e9stica est\u00e1 o dom de Deus.<\/p>\n<p>&#8220;Enquanto esp\u00edrito encarnado, isto \u00e9, alma que se exprime no corpo informado por um esp\u00edrito imortal, o homem \u00e9 chamado ao amor nesta sua totalidade unificada. O amor abra\u00e7a tamb\u00e9m o corpo humano e o corpo torna-se participante do amor espiritual&#8221;. \u00c0 luz da Revela\u00e7\u00e3o crist\u00e3 l\u00ea-se o significado inter-pessoal da pr\u00f3pria sexualidade: <strong>&#8220;A sexualidade caracteriza o homem e a mulher n\u00e3o somente no plano f\u00edsico, como tamb\u00e9m no psicol\u00f3gico e espiritual, marcando toda a sua express\u00e3o. Esta diversidade, que tem como fim a complementaridade dos dois sexos, permite responder plenamente ao des\u00edgnio de Deus conforme a voca\u00e7\u00e3o \u00e0 qual cada um \u00e9 chamado&#8221;.<\/strong><\/p>\n<h2><strong>Mas para\u00a0que a Igreja recomenda &#8220;sexo&#8221; s\u00f3 depois do\u00a0matrim\u00f4nio?<\/strong><\/h2>\n<p><span style=\"text-decoration: underline\">Quando o amor \u00e9 vivido no matrim\u00f4nio, ele compreende e ultrapassa a amizade e realiza-se entre um homem e uma mulher<\/span> que se d\u00e3o na totalidade, <span style=\"text-decoration: underline\">respectivamente<\/span> segundo a pr\u00f3pria <strong>masculinidade e<\/strong> <strong>feminilidade<\/strong>, fundando com o pacto conjugal aquela comunh\u00e3o de pessoas na qual Deus quis que fosse concebida, nascesse e se desenvolvesse a vida humana.<strong> A este amor conjugal, e somente a este, pertence a doa\u00e7\u00e3o sexual, que se &#8220;realiza de maneira verdadeiramente humana, somente se \u00e9 parte integral do amor com o qual homem e mulher se empenham totalmente um para com o outro at\u00e9 \u00e0 morte&#8221;<\/strong>. O Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica recorda: &#8220;No matrim\u00f4nio a intimidade corporal dos esposos torna-se sinal e penhor de comunh\u00e3o espiritual. Entre os batizados, os la\u00e7os do matrim\u00f4nio s\u00e3o santificados pelo sacramento&#8221;.<\/p>\n<h2><strong>Ent\u00e3o&#8230; depois do matrim\u00f4nio, os filhos? <\/strong><\/h2>\n<p><strong>Sim. O amor\u00a0do casal precisa estar\u00a0aberto \u00e0 vida.\u00a0<\/strong>Sinal revelador da autenticidade do amor conjugal \u00e9 a abertura \u00e0 vida:<strong> &#8220;Na sua realidade mais profunda, <span style=\"text-decoration: underline\">o amor \u00e9 essencialmente dom<\/span> e o amor conjugal<\/strong> &#8211; enquanto conduz os esposos ao &#8220;conhecimento&#8221; rec\u00edproco\u00a0&#8211; <strong>n\u00e3o se esgota no interior do pr\u00f3prio casal, j\u00e1 que os habilita para a m\u00e1xima doa\u00e7\u00e3o poss\u00edvel, pela qual se tornam cooperadores com Deus no dom da vida a uma nova pessoa humana.\u00a0<\/strong>Deste modo os c\u00f4njuges, enquanto se doam entre si, <span style=\"text-decoration: underline\">doam para al\u00e9m de si mesmos a realidade do filho<\/span>.\u00a0O(s) filho(s) s\u00e3o portanto: 1) reflexo vivo do amor de Deus, 2) sinal permanente da unidade conjugal e 3) s\u00edntese viva e insepar\u00e1vel do ser pai e m\u00e3e. <strong>\u00c9 a partir desta <span style=\"text-decoration: underline\">comunh\u00e3o de amor e de vida<\/span> que os\u00a0c\u00f4njuges\u00a0atingem aquela <span style=\"text-decoration: underline\">riqueza humana e espiritual<\/span> e aquele <span style=\"text-decoration: underline\">clima positivo<\/span> que lhes permite <em>oferecer<\/em> aos filhos o apoio da <span style=\"text-decoration: underline\">educa\u00e7\u00e3o para o amor<\/span> e a <span style=\"text-decoration: underline\">castidade<\/span>.<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #808080\">Refer\u00eancia:\u00a0<a style=\"color: #808080\" href=\"http:\/\/www.vatican.va\/roman_curia\/pontifical_councils\/family\/documents\/rc_pc_family_doc_08121995_human-sexuality_po.html\" target=\"_blank\">&#8220;Sexualidade Humana&#8221; (p.10-15), Pontif\u00edcio Conselho para as Fam\u00edlias, Vaticano<\/a><\/span><\/p>\n<p><strong>Cleber Rodrigues<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O amor e a sexualidade humana: forte express\u00e3o do amor de Deus O ser humano \u00e9 chamado ao amor e ao dom de si na sua unidade corp\u00f3rea-espiritual. 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