{"id":3683,"date":"2015-05-22T17:00:12","date_gmt":"2015-05-22T20:00:12","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/cleberrodrigues\/?p=3683"},"modified":"2015-06-05T14:16:21","modified_gmt":"2015-06-05T17:16:21","slug":"liturgia-instrucao-geral-do-missal-romano-2002","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/cleberrodrigues\/liturgia-instrucao-geral-do-missal-romano-2002\/","title":{"rendered":"Liturgia: Instru\u00e7\u00e3o Geral do Missal Romano (2002)"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3691\" src=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/cleberrodrigues\/files\/2015\/04\/instrucao-geral-do-missal-romano.jpg\" alt=\"instrucao-geral-do-missal-romano\" width=\"740\" height=\"340\" srcset=\"https:\/\/blog.cancaonova.com\/cleberrodrigues\/files\/2015\/04\/instrucao-geral-do-missal-romano.jpg 740w, https:\/\/blog.cancaonova.com\/cleberrodrigues\/files\/2015\/04\/instrucao-geral-do-missal-romano-300x138.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><\/p>\n<p><strong>PRO\u00caMIO<\/strong><\/p>\n<p><strong>1.<\/strong> Quando Cristo Senhor estava para celebrar com os disc\u00edpulos a ceia pascal, na qual instituiu o sacrif\u00edcio do seu Corpo e Sangue, mandou preparar uma grande sala mobiliada (<em>Lc<\/em> 22, 12). A Igreja sempre entendeu que esta ordem lhe dizia respeito e, por isso, foi estabelecendo normas para a celebra\u00e7\u00e3o da sant\u00edssima Eucaristia, no que se refere \u00e0s disposi\u00e7\u00f5es da alma, aos lugares, aos ritos, aos textos.<!--moreContinue lendo...--><\/p>\n<p>As presentes normas, promulgadas por vontade expressa do II Conc\u00edlio do Vaticano, e o novo Missal que, de futuro, vai ser usado no rito romano para a celebra\u00e7\u00e3o da Missa, constituem mais uma prova desta solicitude da Igreja, da sua f\u00e9 e do seu amor inalterado para com o sublime mist\u00e9rio eucar\u00edstico, e da sua tradi\u00e7\u00e3o cont\u00ednua e coerente, n\u00e3o obstante a introdu\u00e7\u00e3o de algumas inova\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong><em>Testemunho de f\u00e9 inalter\u00e1vel<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>2.<\/strong> A natureza sacrificial da Missa, solenemente afirmada pelo Conc\u00edlio de Trento [1], de acordo com toda a tradi\u00e7\u00e3o da Igreja, foi mais uma vez formulada pelo II Conc\u00edlio do Vaticano, quando, a respeito da Missa, proferiu estas significativas palavras: <em>\u201cO nosso Salvador, na \u00faltima Ceia, instituiu o sacrif\u00edcio eucar\u00edstico do seu Corpo e Sangue, com o fim de perpetuar atrav\u00e9s dos s\u00e9culos, at\u00e9 \u00e0 sua vinda, o sacrif\u00edcio da cruz e, deste modo, confiar \u00e0 Igreja, sua amada Esposa, o memorial da sua Morte e Ressurrei\u00e7\u00e3o\u201d<\/em> [2].<\/p>\n<p>Esta doutrina do Conc\u00edlio, encontramo-la expressamente enunciada, de modo constante, nos pr\u00f3prios textos da Missa. Assim, o que j\u00e1 no antigo Sacrament\u00e1rio, vulgarmente chamado Leoniano, se exprimia de modo inequ\u00edvoco nesta frase: <em>\u201ctodas as vezes que celebramos o memorial deste sacrif\u00edcio, realiza-se a obra da nossa reden\u00e7\u00e3o\u201d<\/em> [3], aparece-nos desenvolvido com toda a clareza e propriedade nas Ora\u00e7\u00f5es Eucar\u00edsticas. Com efeito, no momento em que o sacerdote faz a anamnese, dirigindo-se a Deus, em nome de todo o povo, d\u00e1-Lhe gra\u00e7as e oferece-Lhe o sacrif\u00edcio vivo e santo, isto \u00e9, a obla\u00e7\u00e3o apresentada pela Igreja e a V\u00edtima, por cuja imola\u00e7\u00e3o quis o mesmo Deus ser aplacado [4]; e pede que o Corpo e Sangue de Cristo sejam sacrif\u00edcio agrad\u00e1vel a Deus Pai e salva\u00e7\u00e3o para todo o mundo [5].<\/p>\n<p>Deste modo, no novo Missal, a norma da ora\u00e7\u00e3o (<em>lex orandi<\/em>) da Igreja est\u00e1 em conson\u00e2ncia perfeita com a perene norma de f\u00e9 (<em>lex credendi<\/em>). Esta ensina-nos que, excepto o modo de oferecer, que \u00e9 diverso, existe perfeita identidade entre o sacrif\u00edcio da cruz e a sua renova\u00e7\u00e3o sacramental na Missa por Cristo Senhor institu\u00edda na \u00faltima Ceia, ao mandar aos Ap\u00f3stolos que a celebrassem em mem\u00f3ria d\u2019Ele. Consequentemente, a Missa \u00e9 ao mesmo tempo sacrif\u00edcio de louvor, de a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as, de propicia\u00e7\u00e3o e de satisfa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>3.<\/strong> O mist\u00e9rio admir\u00e1vel da presen\u00e7a real do Senhor sob as esp\u00e9cies eucar\u00edsticas, reafirmado pelo II Conc\u00edlio do Vaticano [6] e outros documentos do Magist\u00e9rio da Igreja [7], no mesmo sentido e com a mesma doutrina com que o Conc\u00edlio de Trento o tinha proposto \u00e0 nossa f\u00e9 [8], \u00e9 tamb\u00e9m claramente expresso na celebra\u00e7\u00e3o da Missa, n\u00e3o s\u00f3 pelas pr\u00f3prias palavras da consagra\u00e7\u00e3o, em virtude das quais Cristo se torna presente por transubstancia\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m pela forma como, ao longo de toda a liturgia eucar\u00edstica, se exprimem os sentimentos de suma rever\u00eancia e adora\u00e7\u00e3o. <span style=\"color: #ff0000\">\u00c9 este o motivo que leva o povo crist\u00e3o a prestar culto peculiar de adora\u00e7\u00e3o a t\u00e3o admir\u00e1vel Sacramento, na Quinta-Feira da Ceia do Senhor e na solenidade do Sant\u00edssimo Corpo e Sangue de Cristo.<\/span><\/p>\n<p><strong>4.<\/strong> Quanto \u00e0 natureza do sacerd\u00f3cio ministerial pr\u00f3prio do presb\u00edtero, que em nome de Cristo oferece o sacrif\u00edcio e preside \u00e0 assembleia do povo santo, ela \u00e9 posta claramente em relevo pela pr\u00f3pria estrutura dos ritos, lugar de preemin\u00eancia e fun\u00e7\u00e3o mesma do sacerdote. Os atributos desta fun\u00e7\u00e3o ministerial s\u00e3o enunciados expl\u00edcita e desenvolvidamente no pref\u00e1cio da Missa crismal, em Quinta-Feira da Semana Santa, precisamente no dia em que se comemora a institui\u00e7\u00e3o do sacerd\u00f3cio. Nesta a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as \u00e9 claramente afirmada a transmiss\u00e3o do poder sacerdotal mediante a imposi\u00e7\u00e3o das m\u00e3os; e \u00e9 descrito este poder, enumerando as suas diversas fun\u00e7\u00f5es, como continua\u00e7\u00e3o do poder do pr\u00f3prio Cristo, Sumo Pont\u00edfice da Nova Alian\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>5.<\/strong> Mas esta natureza do sacerd\u00f3cio ministerial vem tamb\u00e9m colocar na sua verdadeira luz outra realidade de suma import\u00e2ncia, que \u00e9 o sacerd\u00f3cio real dos fi\u00e9is, cujo sacrif\u00edcio espiritual \u00e9 consumado pelo minist\u00e9rio dos sacerdotes em uni\u00e3o com o sacrif\u00edcio de Cristo, \u00fanico Mediador [9]. Com efeito, a celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia \u00e9 a\u00e7\u00e3o de toda a Igreja; nesta a\u00e7\u00e3o, cada um interv\u00e9m fazendo s\u00f3 e tudo o que lhe compete, conforme a sua posi\u00e7\u00e3o dentro do povo de Deus. E foi precisamente isto o que levou a prestar maior aten\u00e7\u00e3o a certos aspectos da celebra\u00e7\u00e3o lit\u00fargica insuficientemente valorizados no decurso dos s\u00e9culos. Este povo \u00e9 o povo de Deus, adquirido pelo Sangue de Cristo, congregado pelo Senhor, alimentado com a sua palavra; povo chamado para fazer subir at\u00e9 Deus as preces de toda a fam\u00edlia humana; povo que em Cristo d\u00e1 gra\u00e7as pelo mist\u00e9rio da salva\u00e7\u00e3o, oferecendo o seu Sacrif\u00edcio; povo, finalmente, que, pela comunh\u00e3o do Corpo e Sangue de Cristo, se consolida na unidade. E este povo, embora seja santo pela sua origem, vai continuamente crescendo em santidade, atrav\u00e9s da participa\u00e7\u00e3o consciente, ativa e frutuosa no mist\u00e9rio eucar\u00edstico [10].<\/p>\n<p><strong><em>Uma tradi\u00e7\u00e3o ininterrupta<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>6.<\/strong> Ao enunciar os princ\u00edpios que deveriam presidir \u00e0 revis\u00e3o do <em>Ordo Missae<\/em>, o II Conc\u00edlio do Vaticano, servindo-se dos mesmos termos usados por S. Pio V na Bula <em>Quo primum,<\/em> que promulgava o Missal Tridentino de 1570, determina, entre outras coisas, que certos ritos sejam restaurados \u201cem conformidade com a antiga norma dos Santos Padres\u201d [11]. Na pr\u00f3pria concord\u00e2ncia de termos, pode j\u00e1 verificar-se como, n\u00e3o obstante o espa\u00e7o de quatro s\u00e9culos que medeia entre eles, ambos os Missais Romanos seguem a mesma tradi\u00e7\u00e3o. E, se examinarmos atentamente os elementos mais profundos desta tradi\u00e7\u00e3o, veremos tamb\u00e9m como, de uma forma muito feliz, o segundo Missal vem aperfei\u00e7oar o primeiro.<\/p>\n<p><strong>7.<\/strong> Numa \u00e9poca particularmente dif\u00edcil como aquela, em que estava em perigo a f\u00e9 cat\u00f3lica sobre o car\u00e1cter sacrificial da Missa, sobre o sacerd\u00f3cio ministerial, sobre a presen\u00e7a real e permanente de Cristo sob as esp\u00e9cies eucar\u00edsticas, o que mais preocupava S. Pio V era <strong>salvaguardar uma tradi\u00e7\u00e3o<\/strong>, algo recente, \u00e9 certo, mas injustamente atacada, e, consequentemente, introduzir o m\u00ednimo de altera\u00e7\u00f5es nos ritos sagrados. De fato, este Missal de 1570 pouco difere do primeiro impresso em 1474, o qual, por sua vez, reproduz fielmente o Missal do tempo de Inoc\u00eancio III. Al\u00e9m disso, se bem que os c\u00f3dices da Biblioteca Vaticana tenham ajudado a corrigir algumas express\u00f5es, n\u00e3o permitiram, naquela diligente investiga\u00e7\u00e3o dos \u201cantigos e mais fidedignos autores\u201d ir al\u00e9m dos coment\u00e1rios lit\u00fargicos da Idade M\u00e9dia.<\/p>\n<p><strong>8.<\/strong> Pelo contr\u00e1rio, hoje em dia, aquela \u201cnorma dos Santos Padres\u201d, que os correctores do Missal de S. Pio V se propunham seguir, encontra-se enriquecida com numerosos estudos de eruditos. Com efeito, ap\u00f3s a primeira edi\u00e7\u00e3o do chamado Sacrament\u00e1rio Gregoriano, publicado em 1571, os antigos Sacrament\u00e1rios Romanos e Ambrosianos, bem como os antigos livros lit\u00fargicos Hisp\u00e2nicos e Galicanos, t\u00eam sido objecto de v\u00e1rias edi\u00e7\u00f5es cr\u00edticas, que deram a conhecer numeros\u00edssimas ora\u00e7\u00f5es de grande valor espiritual, at\u00e9 ent\u00e3o desconhecidas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, ap\u00f3s a descoberta de numerosos documentos lit\u00fargicos, tamb\u00e9m se conhecem melhor as tradi\u00e7\u00f5es dos primeiros s\u00e9culos, anteriores \u00e0 forma\u00e7\u00e3o dos ritos do Oriente e do Ocidente.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda a acrescentar o progresso dos estudos patr\u00edsticos, que veio projectar nova luz sobre a teologia do mist\u00e9rio eucar\u00edstico, ilustrando-a com a doutrina dos mais eminentes Padres da antiguidade crist\u00e3, tais como S. Ireneu, S. Ambr\u00f3sio, S. Cirilo de Jerusal\u00e9m, S. Jo\u00e3o Cris\u00f3stomo.<\/p>\n<p><strong>9.<\/strong> Por isso, a \u201cnorma dos Santos Padres\u201d n\u00e3o reclama somente a conserva\u00e7\u00e3o daquelas tradi\u00e7\u00f5es que nos legaram os nossos antepassados imediatos; exige tamb\u00e9m que se abranja e examine mais profundamente todo o passado da Igreja e todos esses diversos modos pelos quais se exprimiu a \u00fanica e mesma f\u00e9, atrav\u00e9s das mais variadas formas de cultura e civiliza\u00e7\u00e3o, como as que correspondem \u00e0s regi\u00f5es semitas, gregas e latinas. Esta mais ampla perspectiva permite-nos descobrir como o Esp\u00edrito Santo inspira ao povo de Deus uma admir\u00e1vel fidelidade na guarda imut\u00e1vel do dep\u00f3sito da f\u00e9, por mais variadas que se apresentem as formas da ora\u00e7\u00e3o e dos ritos sagrados.<\/p>\n<p><strong><em>Adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s novas circunst\u00e2ncias<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>10.<\/strong> O novo Missal, se por um lado testemunha a norma da ora\u00e7\u00e3o (<em>lex orandi<\/em>) da Igreja Romana e salvaguarda o dep\u00f3sito da f\u00e9 tal como nos foi transmitido pelos Conc\u00edlios mais recentes, por outro lado significa tamb\u00e9m um passo de grande import\u00e2ncia na tradi\u00e7\u00e3o lit\u00fargica.<\/p>\n<p>Embora os Padres do II Conc\u00edlio do Vaticano tenham reiterado as afirma\u00e7\u00f5es dogm\u00e1ticas do Conc\u00edlio de Trento, falavam contudo numa \u00e9poca da vida do mundo muito distante daquela, o que os levou a apresentar, no campo pastoral, resolu\u00e7\u00f5es e orienta\u00e7\u00f5es impens\u00e1veis quatro s\u00e9culos atr\u00e1s.<\/p>\n<p><strong>11.<\/strong> O Conc\u00edlio de Trento j\u00e1 tinha reconhecido o grande valor catequ\u00e9tico que encerra a celebra\u00e7\u00e3o da Missa; n\u00e3o estava, todavia, em condi\u00e7\u00f5es de poder extrair da\u00ed todas as consequ\u00eancias de ordem pr\u00e1tica. Muitos solicitavam que fosse autorizado o uso da l\u00edngua vern\u00e1cula na celebra\u00e7\u00e3o do sacrif\u00edcio eucar\u00edstico. Atentas, por\u00e9m, as circunst\u00e2ncias particulares de ent\u00e3o, face a um pedido desta natureza, o Conc\u00edlio entendeu que devia reafirmar a doutrina tradicional da Igreja, segundo a qual o sacrif\u00edcio eucar\u00edstico \u00e9, antes e acima de tudo, a\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio Cristo e, portanto, a efic\u00e1cia que lhe \u00e9 pr\u00f3pria n\u00e3o pode ser afectada pelo modo como nele participam os fi\u00e9is. E assim, de modo firme e moderado, exprimiu-se nestes termos: \u201cEmbora a Missa contenha uma grande riqueza doutrinal para o povo fiel, todavia os Padres n\u00e3o julgaram oportuno que ela fosse habitualmente celebrada em l\u00edngua vulgar\u201d. [12] E condenou quem sustentasse \u201cser de rejeitar o uso da Igreja Romana, de recitar em voz baixa o C\u00e2none com as palavras da consagra\u00e7\u00e3o; ou que se deve celebrar a Missa somente em l\u00edngua vulgar\u201d [13]. No entanto, se por um lado o Conc\u00edlio proibia o uso da l\u00edngua vern\u00e1cula na Missa, por outro impunha aos pastores de almas a obriga\u00e7\u00e3o de suprir esta defici\u00eancia com uma catequese adequada: \u201cPara que as ovelhas de Cristo n\u00e3o passem fome\u2026, ordena o sagrado S\u00ednodo aos pastores e a todos os que t\u00eam cura de almas que, no decurso da celebra\u00e7\u00e3o da Missa, fa\u00e7am com frequ\u00eancia, por si ou por outrem, uma explica\u00e7\u00e3o dos textos lidos na Missa e, entre outras coisas, exponham algum mist\u00e9rio deste sant\u00edssimo sacrif\u00edcio, especialmente aos domingos e dias festivos\u201d [14].<\/p>\n<p><strong>12.<\/strong> Reunido o II Conc\u00edlio do Vaticano, precisamente com a finalidade de adaptar a Igreja \u00e0s exig\u00eancias do seu m\u00fanus apost\u00f3lico em nossos dias, prestou fundamental aten\u00e7\u00e3o, como j\u00e1 o fizera o de Trento, \u00e0 \u00edndole did\u00e1ctica e pastoral da sagrada Liturgia [15]. E porque ningu\u00e9m, entre os cat\u00f3licos, negava a legitimidade e efic\u00e1cia do rito sagrado celebrado em latim, o Conc\u00edlio n\u00e3o teve dificuldade em admitir que \u201cn\u00e3o raro pode ser de grande utilidade para o povo o uso da l\u00edngua vern\u00e1cula na Liturgia\u201d e autorizou o seu uso [16]. O entusiasmo com que por toda a parte foi recebida esta decis\u00e3o conciliar teve como resultado que, sob a \u00e9gide dos Bispos e da pr\u00f3pria S\u00e9 Apost\u00f3lica, se passou a autorizar a l\u00edngua vulgar em todas as celebra\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas com participa\u00e7\u00e3o do povo, a fim de permitir uma compreens\u00e3o mais plena do mist\u00e9rio celebrado.<\/p>\n<p><strong>13.<\/strong> Dado que o uso da l\u00edngua vern\u00e1cula na Liturgia \u00e9 um instrumento de grande import\u00e2ncia para exprimir mais claramente a catequese do mist\u00e9rio contida na celebra\u00e7\u00e3o, o II Conc\u00edlio do Vaticano entendeu dever relembrar a necessidade de p\u00f4r em pr\u00e1tica algumas prescri\u00e7\u00f5es do Conc\u00edlio de Trento que n\u00e3o tinham sido respeitadas em toda a parte, como a obriga\u00e7\u00e3o da homilia aos domingos e dias festivos [17] e a possibilidade de inserir admoni\u00e7\u00f5es dentro dos pr\u00f3prios ritos sagrados [18].<\/p>\n<p>Mas, sobretudo, ao aconselhar \u201ca participa\u00e7\u00e3o mais perfeita na Missa, pela qual os fi\u00e9is, depois da comunh\u00e3o do sacerdote, recebem do mesmo sacrif\u00edcio o Corpo do Senhor\u201d [19], <strong>o II Conc\u00edlio do Vaticano exorta a p\u00f4r em pr\u00e1tica outra recomenda\u00e7\u00e3o dos Padres Tridentinos: que, para participarem mais plenamente na sagrada Eucaristia, \u201cos fi\u00e9is presentes comunguem em <span style=\"text-decoration: underline\">cada Missa<\/span>, n\u00e3o apenas pelo desejo espiritual, mas tamb\u00e9m pela recep\u00e7\u00e3o sacramental da Eucaristia\u201d<\/strong> [20].<\/p>\n<p><strong>14.<\/strong> Este mesmo esp\u00edrito e zelo pastoral levou o II Conc\u00edlio do Vaticano a reexaminar as decis\u00f5es do Conc\u00edlio de Trento referentes \u00e0 comunh\u00e3o sob as duas esp\u00e9cies. Uma vez que, hoje em dia, ningu\u00e9m p\u00f5e em d\u00favida os princ\u00edpios doutrinais relativos ao pleno valor da comunh\u00e3o eucar\u00edstica recebida apenas sob a esp\u00e9cie do p\u00e3o, o Conc\u00edlio autorizou para certos casos a comunh\u00e3o sob as duas esp\u00e9cies, com a qual, gra\u00e7as a uma apresenta\u00e7\u00e3o mais clara do sinal sacramental, se d\u00e1 aos fi\u00e9is ocasi\u00e3o oportuna para compreender mais profundamente o mist\u00e9rio em que participam [21].<\/p>\n<p><strong>15.<\/strong> Assim a Igreja, mantendo-se fiel \u00e0 sua miss\u00e3o de mestra da verdade, conservando o que \u00e9 \u201cantigo\u201d, isto \u00e9, o dep\u00f3sito da tradi\u00e7\u00e3o, cumpre tamb\u00e9m o dever de considerar e adotar o que \u00e9 \u201cnovo\u201d (cf. Mt 13, 52).<\/p>\n<p>Por isso, uma parte do novo Missal apresenta ora\u00e7\u00f5es da Igreja mais directamente orientadas para as necessidades dos nossos tempos. Isto aplica-se de modo particular \u00e0s Missas rituais e \u201cpara v\u00e1rias circunst\u00e2ncias\u201d, nas quais se encontram oportunamente combinadas a tradi\u00e7\u00e3o e a inova\u00e7\u00e3o. Assim, enquanto se mant\u00eam intactas in\u00fameras express\u00f5es herdadas da mais antiga tradi\u00e7\u00e3o da Igreja, transmitidas pelo pr\u00f3prio Missal nas suas m\u00faltiplas edi\u00e7\u00f5es, muitas outras foram adaptadas \u00e0s necessidades e circunst\u00e2ncias actuais; outras ainda \u2013 como as ora\u00e7\u00f5es pela Igreja, pelos leigos, pela santifica\u00e7\u00e3o do trabalho humano, pela comunidade das na\u00e7\u00f5es, por algumas necessidades peculiares do nosso tempo \u2013 tiveram de ser compostas integralmente, utilizando as ideias, muitas vezes at\u00e9 as express\u00f5es, dos recentes documentos conciliares.<\/p>\n<p>Ao utilizar os textos da mais antiga tradi\u00e7\u00e3o, tendo em conta a situa\u00e7\u00e3o do mundo contempor\u00e2neo, entendeu-se que se podiam modificar certas frases ou express\u00f5es sem atentar em nada contra t\u00e3o vener\u00e1vel tesouro, com o fim de adaptar melhor o seu estilo \u00e0 linguagem teol\u00f3gica hodierna e refletir mais perfeitamente a presente disciplina da Igreja; por exemplo: algumas express\u00f5es relativas ao apre\u00e7o e uso dos bens terrenos e outras que se referem a formas de penit\u00eancia exterior pr\u00f3prias de outros tempos.<\/p>\n<p>Deste modo, as normas lit\u00fargicas do Conc\u00edlio de Trento foram em grande parte completadas e aperfei\u00e7oadas pelas do II Conc\u00edlio do Vaticano, que p\u00f4de levar a termo os esfor\u00e7os no sentido de aproximar mais os fi\u00e9is da sagrada Liturgia, esfor\u00e7os estes desenvolvidos ao longo dos \u00faltimos quatro s\u00e9culos, sobretudo nos tempos mais recentes, gra\u00e7as especialmente ao zelo lit\u00fargico de S. Pio X e seus Sucessores.<\/p>\n<h2>CAP\u00cdTULO I<\/h2>\n<h3><strong>IMPORT\u00c2NCIA E DIGNIDADE\u00a0<\/strong><strong>DA CELEBRA\u00c7\u00c3O EUCAR\u00cdSTICA<\/strong><\/h3>\n<p><strong>16.<\/strong> A celebra\u00e7\u00e3o da Missa, como a\u00e7\u00e3o de Cristo e do povo de Deus hierarquicamente ordenado, \u00e9 o centro de toda a vida crist\u00e3, tanto para a Igreja, quer universal quer local, como para cada um dos fi\u00e9is [22]. Nela culmina toda a a\u00e7\u00e3o pela qual Deus, em Cristo, santifica o mundo, bem como todo o culto pelo qual os homens, por meio de Cristo, Filho de Deus, no Esp\u00edrito Santo, prestam adora\u00e7\u00e3o ao Pai [23]. Nela se comemoram tamb\u00e9m, ao longo do ano, os mist\u00e9rios da Reden\u00e7\u00e3o, de tal forma que eles se tornam, de algum modo, presentes [24]. Todas as outras ac\u00e7\u00f5es sagradas e todas as obras da vida crist\u00e3 com ela est\u00e3o relacionadas, dela derivam e a ela se ordenam [25].<\/p>\n<p><strong>17.<\/strong> Por isso, \u00e9 da m\u00e1xima import\u00e2ncia que a celebra\u00e7\u00e3o da Missa ou Ceia do Senhor de tal modo se ordene que ministros sagrados e fi\u00e9is, participando nela cada qual segundo a sua condi\u00e7\u00e3o, dela colham os mais abundantes frutos [26]. Foi para isso que Cristo instituiu o sacrif\u00edcio eucar\u00edstico do seu Corpo e Sangue e o confiou \u00e0 Igreja, sua amada esposa, como memorial da sua paix\u00e3o e ressurrei\u00e7\u00e3o [27].<\/p>\n<p><strong>18.<\/strong> Tal finalidade s\u00f3 pode ser atingida se, atentas a natureza e as circunst\u00e2ncias peculiares de cada assembleia lit\u00fargica, se ordenar toda a celebra\u00e7\u00e3o de forma a conduzir os fi\u00e9is \u00e0quela participa\u00e7\u00e3o consciente, ativa e plena, de corpo e esp\u00edrito, ardente de f\u00e9, esperan\u00e7a e caridade, que a Igreja deseja e a pr\u00f3pria natureza da celebra\u00e7\u00e3o reclama, e que, por for\u00e7a do Baptismo, constitui direito e dever do povo crist\u00e3o [28].<\/p>\n<p><strong>19.<\/strong> Embora nem sempre se consiga uma presen\u00e7a e uma participa\u00e7\u00e3o ativa dos fi\u00e9is que manifestem com toda a clareza a natureza eclesial da celebra\u00e7\u00e3o [29], a celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica tem sempre assegurada a sua efic\u00e1cia e dignidade, por ser a\u00e7\u00e3o de Cristo e da Igreja, em que o sacerdote realiza a sua principal fun\u00e7\u00e3o e actua sempre para a salva\u00e7\u00e3o do povo.<\/p>\n<p><strong>Recomenda-se aos sacerdotes que, sempre que poss\u00edvel, celebrem o sacrif\u00edcio eucar\u00edstico diariamente [30]<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>20.<\/strong> A celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica, como toda a Liturgia, realiza-se por meio de sinais sens\u00edveis, pelos quais se alimenta, fortalece e exprime a f\u00e9 [31]. Para isso, deve haver o m\u00e1ximo cuidado em escolher e ordenar as formas e os elementos propostos pela Igreja que, atendendo \u00e0s circunst\u00e2ncias de pessoas e lugares, mais intensamente favore\u00e7am a participa\u00e7\u00e3o ativa e plena e mais eficazmente contribuam para o bem espiritual dos fi\u00e9is.<\/p>\n<p><strong>21.<\/strong> O objectivo desta Instru\u00e7\u00e3o \u00e9 tra\u00e7ar as linhas gerais por que se h\u00e1-de regular toda a celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica e expor as normas a que dever\u00e1 obedecer cada uma das formas de celebra\u00e7\u00e3o [32].<\/p>\n<p><strong>22.<\/strong> A celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia \u00e9 da maior import\u00e2ncia para a Igreja particular.<\/p>\n<p>O bispo diocesano, como primeiro dispensador dos mist\u00e9rios de Deus na Igreja particular que lhe est\u00e1 confiada, \u00e9 o moderador, o promotor e o guardi\u00e3o de toda a vida lit\u00fargica [33]. Nas celebra\u00e7\u00f5es por ele presididas, principalmente na celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica com a participa\u00e7\u00e3o do presbit\u00e9rio, dos di\u00e1conos e do povo, manifesta-se o mist\u00e9rio da Igreja. Esta celebra\u00e7\u00e3o da missa deve, pois, ser exemplar para toda a diocese.<\/p>\n<p>Por isso, ele deve procurar que os presb\u00edteros, di\u00e1conos e fi\u00e9is leigos compreendam sempre profundamente o genu\u00edno sentido dos ritos e textos lit\u00fargicos, e desse modo sejam levados \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o ativa e frutuosa da Eucaristia. Neste mesmo sentido deve procurar que cres\u00e7a a dignidade das mesmas celebra\u00e7\u00f5es, para a promo\u00e7\u00e3o da qual muito contribui a beleza dos lugares sagrados, da m\u00fasica e da arte.<\/p>\n<p><strong>23.<\/strong> Para que a celebra\u00e7\u00e3o esteja mais plenamente de acordo com a letra e o esp\u00edrito da sagrada Liturgia, e para que possa aumentar a sua efic\u00e1cia pastoral, exp\u00f5em-se, nesta Instru\u00e7\u00e3o geral e no <em>Ordin\u00e1rio da Missa<\/em> alguns ajustamentos e adapta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>24.<\/strong> Tais adapta\u00e7\u00f5es consistem, muitas vezes, na escolha de certos ritos e textos, como s\u00e3o os cantos, as leituras, as ora\u00e7\u00f5es, as admoni\u00e7\u00f5es e os gestos, de forma a corresponderem melhor \u00e0s necessidades, \u00e0 prepara\u00e7\u00e3o e \u00e0 capacidade dos participantes; elas s\u00e3o da responsabilidade do sacerdote celebrante. Lembre-se contudo o sacerdote que ele pr\u00f3prio \u00e9 servidor da sagrada Liturgia, e que n\u00e3o lhe \u00e9 permitido, por sua livre iniciativa, acrescentar, suprimir ou mudar seja o que for na celebra\u00e7\u00e3o da Missa [34].<\/p>\n<p><strong>25.<\/strong> Al\u00e9m disso, no lugar respectivo do Missal v\u00e3o indicadas algumas adapta\u00e7\u00f5es que, segundo a Constitui\u00e7\u00e3o da sagrada Liturgia, competem respectivamente ao Bispo diocesano ou \u00e0 Confer\u00eancia Episcopal [35] (cf. <em>adiante<\/em>, nn. 387, 391-395).<\/p>\n<p><strong><em>26.<\/em><\/strong> No que se refere a varia\u00e7\u00f5es e adapta\u00e7\u00f5es mais profundas, relativas \u00e0s tradi\u00e7\u00f5es e \u00e0 \u00edndole dos povos e das regi\u00f5es, quando for necess\u00e1rio introduzi-las, de acordo com o art. 40 da Constitui\u00e7\u00e3o sobre a sagrada Liturgia, observe-se o que se exp\u00f5e na Instru\u00e7\u00e3o \u00abA liturgia romana e a incultura\u00e7\u00e3o\u00bb [36], e mais adiante (nn. 395-399).<\/p>\n<h2>CAPITULO II<\/h2>\n<h3><strong>ESTRUTURA DA MISSA,\u00a0<\/strong><strong>SEUS ELEMENTOS E SUAS PARTES<\/strong><\/h3>\n<h4><strong>I. Estrutura geral da Missa<\/strong><\/h4>\n<p><strong>27. <\/strong>Na Missa ou Ceia do Senhor, o povo de Deus \u00e9 convocado e reunido, sob a presid\u00eancia do sacerdote que faz as vezes de Cristo, para celebrar o memorial do Senhor ou sacrif\u00edcio eucar\u00edstico [37]. A esta assembleia local da santa Igreja se aplica eminentemente a promessa de Cristo: \u201cOnde estiverem dois ou tr\u00eas reunidos em meu nome, a\u00ed estou Eu no meio deles\u201d (Mt 18, 20). Com efeito, na celebra\u00e7\u00e3o da Missa, em que se perpetua o sacrif\u00edcio da cruz [38], Cristo est\u00e1 realmente presente: na pr\u00f3pria assembleia congregada em seu nome, na pessoa do ministro, na sua palavra e, ainda, de uma forma substancial e permanente, sob as esp\u00e9cies eucar\u00edsticas [39].<\/p>\n<p><strong>28. <\/strong>A Missa consta, por assim dizer, de duas partes: a liturgia da palavra e a liturgia eucar\u00edstica. Estas duas partes, por\u00e9m, est\u00e3o entre si t\u00e3o estreitamente ligadas que constituem um \u00fanico ato de culto [40]. De fato, na Missa \u00e9 posta a mesa, tanto da palavra de Deus como do Corpo de Cristo, mesa em que os fi\u00e9is recebem instru\u00e7\u00e3o e alimento [41]. H\u00e1 ainda determinados ritos, a abrir e a concluir a celebra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4><strong>II. Os diversos elementos da Missa<\/strong><\/h4>\n<p><strong><em>Leitura da palavra de Deus e sua explana\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>29. <\/strong> Quando na Igreja se l\u00ea a Sagrada Escritura, \u00e9 o pr\u00f3prio Deus quem fala ao seu povo, \u00e9 Cristo, presente na sua palavra, quem anuncia o Evangelho.<\/p>\n<p>Por isso as leituras da palavra de Deus, que oferecem \u00e0 Liturgia um elemento da maior import\u00e2ncia, devem ser escutadas por todos com venera\u00e7\u00e3o. E embora a palavra divina, contida nas leituras da Sagrada Escritura, seja dirigida a todos os homens de todos os tempos e seja para eles intelig\u00edvel, no entanto a sua mais plena compreens\u00e3o e a sua efic\u00e1cia s\u00e3o favorecidas por um coment\u00e1rio vivo, isto \u00e9, a homilia, que faz parte da a\u00e7\u00e3o lit\u00fargica [42].<\/p>\n<p><strong><em>Ora\u00e7\u00f5es e outros elementos que pertencem \u00e0 fun\u00e7\u00e3o do sacerdote<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>30. <\/strong>Entre as partes da Missa que pertencem ao sacerdote, est\u00e1 em primeiro lugar a Ora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica, ponto culminante de toda a celebra\u00e7\u00e3o. V\u00eam a seguir as ora\u00e7\u00f5es: a ora\u00e7\u00e3o coleta, a ora\u00e7\u00e3o sobre as oferendas e a ora\u00e7\u00e3o depois da comunh\u00e3o. O sacerdote, que preside \u00e0 assembl\u00e9ia fazendo as vezes de Cristo, dirige estas ora\u00e7\u00f5es a Deus em nome de todo o povo santo e de todos os presentes [43]. Por isso se chamam \u201cora\u00e7\u00f5es presidenciais\u201d.<\/p>\n<p><strong>31. <\/strong>Compete igualmente ao sacerdote, enquanto presidente da assembl\u00e9ia reunida, fazer certas admoesta\u00e7\u00f5es previstas no pr\u00f3prio rito. Onde as rubricas o prevejam, o celebrante pode adapt\u00e1-las de modo a corresponderem melhor \u00e0 capacidade dos participantes; no entanto, o sacerdote deve procurar que o sentido da admoesta\u00e7\u00e3o proposta no livro lit\u00fargico seja sempre mantido e expresso em poucas palavras. Pertence ainda ao sacerdote presidente anunciar a palavra de Deus e dar a b\u00ean\u00e7\u00e3o final. Pode ainda introduzir os fi\u00e9is, com brev\u00edssimas palavras: na Missa do dia, ap\u00f3s a sauda\u00e7\u00e3o inicial e antes do rito penitencial; na liturgia da palavra, antes das leituras; na Ora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica, antes do Pref\u00e1cio, mas nunca dentro da pr\u00f3pria Ora\u00e7\u00e3o; finalmente, antes da despedida, ao terminar toda a a\u00e7\u00e3o sagrada.<\/p>\n<p><strong>32. <\/strong>O car\u00e1cter \u00abpresidencial\u00bb destas interven\u00e7\u00f5es exige que elas sejam proferidas em voz alta e clara e <strong>escutadas por todos com aten\u00e7\u00e3o<\/strong> [44]. <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Por isso, enquanto o sacerdote as profere, n\u00e3o se h\u00e3o-de ouvir nenhumas outras ora\u00e7\u00f5es ou c\u00e2nticos, nem o toque do \u00f3rg\u00e3o ou de outros instrumentos musicais.<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>33<\/strong>. Como presidente, o sacerdote pronuncia as ora\u00e7\u00f5es em nome da Igreja e da comunidade reunida, mas, por vezes, tamb\u00e9m o faz em nome pessoal, para despertar maior aten\u00e7\u00e3o e piedade no exerc\u00edcio do seu minist\u00e9rio. Estas ora\u00e7\u00f5es, propostas para antes da leitura do Evangelho, na prepara\u00e7\u00e3o dos dons, e antes e depois da comunh\u00e3o do sacerdote, s\u00e3o ditas em sil\u00eancio (\u201csecreto\u201d).<\/p>\n<p><strong><em>Outras f\u00f3rmulas utilizadas na celebra\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>34. <\/strong>A celebra\u00e7\u00e3o da Missa \u00e9, por sua natureza, \u201ccomunit\u00e1ria\u201d [45]. Por isso t\u00eam grande import\u00e2ncia os di\u00e1logos entre o celebrante e os fi\u00e9is reunidos, bem como as aclama\u00e7\u00f5es [46]. Tais elementos n\u00e3o s\u00e3o apenas sinais externos de celebra\u00e7\u00e3o colectiva, mas favorecem e realizam a estreita comunh\u00e3o entre o sacerdote e o povo.<\/p>\n<p><strong>35. <\/strong>As aclama\u00e7\u00f5es e as respostas dos fi\u00e9is \u00e0s sauda\u00e7\u00f5es do sacerdote e \u00e0s ora\u00e7\u00f5es constituem aquele grau de participa\u00e7\u00e3o ativa por parte da assembleia dos fi\u00e9is, que se exige em todas as formas de celebra\u00e7\u00e3o da Missa, para que se exprima claramente e se estimule a a\u00e7\u00e3o de toda a comunidade [47].<\/p>\n<p><strong>36. <\/strong>H\u00e1 ainda outras partes da celebra\u00e7\u00e3o, que pertencem igualmente a toda a assembleia convocada e muito contribuem para manifestar e favorecer a participa\u00e7\u00e3o ativa dos fi\u00e9is: s\u00e3o principalmente o <strong>ato penitencial<\/strong>, a <strong>profiss\u00e3o de f\u00e9<\/strong>, a <strong>ora\u00e7\u00e3o universal<\/strong> e a <strong>ora\u00e7\u00e3o dominical<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>37. <\/strong>Finalmente, entre as restantes f\u00f3rmulas:<\/p>\n<p><em>a)<\/em> umas constituem um rito ou ato por si mesmas, como o hino Gl\u00f3ria, o salmo responsorial, o Aleluia e o vers\u00edculo antes do Evangelho, o Santo, a aclama\u00e7\u00e3o da anamnese e o c\u00e2ntico depois da Comunh\u00e3o;<\/p>\n<p><em>b)<\/em> outras destinam-se a acompanhar um rito, como o c\u00e2ntico de entrada, do ofert\u00f3rio, da fra\u00e7\u00e3o (Cordeiro de Deus) e da Comunh\u00e3o.<\/p>\n<p><strong><em>Modos de proferir os v\u00e1rios textos<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>38. Nos textos que devem ser proferidos claramente e em voz alta<\/strong>, quer pelo sacerdote ou pelo di\u00e1cono, quer pelo leitor ou por todos, <strong>a voz deve corresponder ao g\u00eanero do pr\u00f3prio texto<\/strong>, conforme se trata de leitura, ora\u00e7\u00e3o, admoni\u00e7\u00e3o, aclama\u00e7\u00e3o ou c\u00e2ntico. Igualmente se h\u00e1-de acomodar \u00e0 forma de celebra\u00e7\u00e3o e \u00e0 solenidade da assembleia. Tenha-se em conta, al\u00e9m disso, a \u00edndole peculiar de cada l\u00edngua e a mentalidade dos povos.<\/p>\n<p>Nas rubricas e normas que se seguem, as palavras \u201cdizer\u201d ou \u201cproferir\u201d devem ser entendidas como referentes quer ao canto quer \u00e0 simples recita\u00e7\u00e3o, segundo os princ\u00edpios atr\u00e1s enunciados.<\/p>\n<p><strong><em>Import\u00e2ncia do canto<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>39. <\/strong>O Ap\u00f3stolo exorta os fi\u00e9is, que se re\u00fanem \u00e0 espera da vinda do Senhor, a que unam as suas vozes para cantar salmos, hinos e c\u00e2nticos espirituais (cf. Col 3, 16). O canto \u00e9 sinal de alegria do cora\u00e7\u00e3o (cf. atos 2, 46). Bem dizia Santo Agostinho: \u201cCantar \u00e9 pr\u00f3prio de quem ama\u201d [48]. E vem j\u00e1 de tempos antigos o prov\u00e9rbio: \u201cQuem bem canta, duas vezes reza\u201d.<\/p>\n<p><strong>40. <\/strong>Deve ter-se, pois, em grande apre\u00e7o o canto na celebra\u00e7\u00e3o da Missa, de acordo com a \u00edndole dos povos e as possibilidades de cada assembleia lit\u00fargica. Embora n\u00e3o seja necess\u00e1rio cantar sempre, por exemplo nas Missas feriais, todos os textos que, por si mesmos, se destinam a ser cantados, deve no entanto procurar-se com todo o cuidado que n\u00e3o falte o canto dos ministros e do povo nas celebra\u00e7\u00f5es que se realizam nos domingos e festas de preceito.<\/p>\n<p>Na escolha das partes que efetivamente se cantam, d\u00ea-se prefer\u00eancia \u00e0s mais importantes, sobretudo \u00e0s que devem ser cantadas pelo sacerdote ou pelo di\u00e1cono ou pelo leitor, com resposta do povo, bem como \u00e0s que pertence ao sacerdote e ao povo proferir conjuntamente [49].<\/p>\n<p><strong>41<\/strong>. Em igualdade de circunst\u00e2ncias, <strong>d\u00ea-se a primazia ao <span style=\"text-decoration: underline\">canto gregoriano<\/span><\/strong>,<strong> como canto pr\u00f3prio da Liturgia romana<\/strong>. De modo nenhum se devem excluir outros g\u00eaneros de m\u00fasica sacra, principalmente a polifonia, desde correspondam ao esp\u00edrito da a\u00e7\u00e3o lit\u00fargica e favore\u00e7am a participa\u00e7\u00e3o de todos os fi\u00e9is [50].<\/p>\n<p>Dado que hoje \u00e9 cada vez mais frequente o encontro de fi\u00e9is de diferentes nacionalidades,<strong> conv\u00e9m que eles saibam cantar <span style=\"text-decoration: underline\">em latim<\/span> pelo menos algumas partes do Ordin\u00e1rio da Missa<\/strong>, sobretudo o s\u00edmbolo da f\u00e9 e a ora\u00e7\u00e3o dominical, nas suas melodias mais f\u00e1ceis [51].<\/p>\n<p>Os gestos e atitudes corporais<\/p>\n<p><strong><em>42<\/em><\/strong><em>. Os gestos e atitudes corporais, tanto do sacerdote, do di\u00e1cono e dos ministros, como do povo, visam conseguir que toda a celebra\u00e7\u00e3o brilhe pela beleza e nobre simplicidade, que se compreenda a significa\u00e7\u00e3o verdadeira e plena das suas diversas partes e que se facilite a participa\u00e7\u00e3o de todos<\/em><em> [52]<\/em><em>. Para isso deve atender-se ao que est\u00e1 definido pelas leis lit\u00fargicas e pela tradi\u00e7\u00e3o do Rito Romano, e ao que concorre para o bem comum espiritual do povo de Deus, mais do que \u00e0 inclina\u00e7\u00e3o e arb\u00edtrio de cada um.<\/em><\/p>\n<p>A atitude comum do corpo, que todos os participantes na celebra\u00e7\u00e3o devem observar, \u00e9 sinal de unidade dos membros da comunidade crist\u00e3 reunidos para a sagrada Liturgia: exprime e favorece os sentimentos e a atitude interior dos presentes [53].<\/p>\n<p><strong>43. <\/strong>Os<strong> fi\u00e9is<\/strong> est\u00e3o de p\u00e9: desde o in\u00edcio do c\u00e2ntico de entrada, ou enquanto o sacerdote se encaminha para o altar, at\u00e9 \u00e0 ora\u00e7\u00e3o colecta, inclusive; durante o c\u00e2ntico do Aleluia que precede o Evangelho; durante a proclama\u00e7\u00e3o do Evangelho; durante a profiss\u00e3o de f\u00e9 e a ora\u00e7\u00e3o universal; e desde o invitat\u00f3rio \u201cOrai, irm\u00e3os\u201d, antes da ora\u00e7\u00e3o sobre as oblatas, at\u00e9 ao fim da Missa, excepto nos momentos adiante indicados.<\/p>\n<p>Est\u00e3o sentados: durante as leituras que precedem o Evangelho e durante o salmo responsorial; durante a homilia e durante a prepara\u00e7\u00e3o dos dons ao ofert\u00f3rio; e, se for oportuno, durante o sil\u00eancio sagrado depois da Comunh\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Est\u00e3o de joelhos durante a consagra\u00e7\u00e3o, excepto se raz\u00f5es de sa\u00fade, a estreiteza do lugar, o grande n\u00famero dos presentes ou outros motivos razo\u00e1veis a isso obstarem<\/strong>. Aqueles, por\u00e9m, que n\u00e3o est\u00e3o de joelhos durante a consagra\u00e7\u00e3o, fazem uma inclina\u00e7\u00e3o profunda enquanto o sacerdote genuflecte ap\u00f3s a consagra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Compete, todavia, \u00e0s Confer\u00eancias Episcopais, segundo as normas do direito, adaptar \u00e0 mentalidade e tradi\u00e7\u00f5es razo\u00e1veis dos povos os gestos e atitudes indicados no Ordin\u00e1rio da Missa [54]. Atenda-se, por\u00e9m, a que estejam de acordo com o sentido e o car\u00e1cter de cada uma das partes da celebra\u00e7\u00e3o. Onde for costume que o povo permane\u00e7a de joelhos desde o fim da aclama\u00e7\u00e3o do <em>Sanctus<\/em> at\u00e9 ao fim da Ora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica, <strong>\u00e9 bom que este se mantenha<\/strong>.<\/p>\n<p>Para se conseguir a uniformidade nos gestos e atitudes do corpo na celebra\u00e7\u00e3o, os fi\u00e9is devem obedecer \u00e0s indica\u00e7\u00f5es que, no decurso da mesma, lhes forem dadas pelo di\u00e1cono, por um ministro leigo ou pelo sacerdote, <strong>de acordo com o que est\u00e1 <span style=\"text-decoration: underline\">estabelecido<\/span> nos livros lit\u00fargico<\/strong>s.<\/p>\n<p><strong>44. <\/strong>Entre os gestos contam-se tamb\u00e9m: as a\u00e7\u00f5es e as prociss\u00f5es do sacerdote ao dirigir-se para o altar com o di\u00e1cono e os ministros; do di\u00e1cono, antes da proclama\u00e7\u00e3o do Evangelho, ao levar o Evangeli\u00e1rio ou Livro dos evangelhos para o amb\u00e3o; dos fi\u00e9is ao levarem os dons e ao aproximarem-se para a Comunh\u00e3o. Conv\u00e9m que estas ac\u00e7\u00f5es e prociss\u00f5es se realizem com decoro, enquanto se executam os c\u00e2nticos respectivos, segundo as normas estabelecidas para cada caso.<\/p>\n<h3><strong>O sil\u00eancio<\/strong><\/h3>\n<p><strong>45. Tamb\u00e9m se deve guardar, nos momentos pr\u00f3prios, o sil\u00eancio sagrado, como parte da celebra\u00e7\u00e3o <\/strong>[55]. A natureza deste sil\u00eancio depende do momento em que ele \u00e9 observado no decurso da celebra\u00e7\u00e3o. Assim, no <strong>ato penitencial<\/strong> e a seguir ao convite \u00e0 ora\u00e7\u00e3o, o sil\u00eancio destina-se ao recolhimento interior; <strong>a seguir \u00e0s leituras ou \u00e0 homilia<\/strong>, \u00e9 para uma breve medita\u00e7\u00e3o sobre o que se ouviu; <strong>depois da Comunh\u00e3o<\/strong>, favorece a ora\u00e7\u00e3o interior de louvor e a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as.<\/p>\n<p>Antes da pr\u00f3pria celebra\u00e7\u00e3o \u00e9 louv\u00e1vel observar o sil\u00eancio na igreja, na sacristia e nos lugares que lhes ficam mais pr\u00f3ximos, para que todos se preparem para celebrar devota e dignamente os ritos sagrados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>III. As v\u00e1rias partes da Missa<\/strong><\/p>\n<p>A) Ritos iniciais<\/p>\n<p><strong>46<\/strong>. Os ritos que precedem a liturgia da palavra \u2013 entrada, sauda\u00e7\u00e3o, ato penitencial,<em> K\u00fdrie<\/em> (Senhor, tende piedade de n\u00f3s), Gl\u00f3ria e ora\u00e7\u00e3o coleta \u2013 t\u00eam o car\u00e1cter de ex\u00f3rdio, introdu\u00e7\u00e3o e prepara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 sua finalidade estabelecer a comunh\u00e3o entre os fi\u00e9is reunidos e disp\u00f4-los para ouvirem devidamente a palavra de Deus e celebrarem dignamente a Eucaristia.<\/p>\n<p>Em algumas celebra\u00e7\u00f5es que, segundo as normas dos livros lit\u00fargicos, se ligam \u00e0 Missa, os ritos iniciais omitem-se ou realizam-se de modo espec\u00edfico.<\/p>\n<p>Entrada<\/p>\n<p><strong>47. <\/strong>Reunido o povo, enquanto entra o sacerdote com o di\u00e1cono e os ministros, inicia-se o c\u00e2ntico de entrada. A finalidade deste c\u00e2ntico \u00e9 dar in\u00edcio \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o, favorecer a uni\u00e3o dos fi\u00e9is reunidos e introduzi-los no mist\u00e9rio do tempo lit\u00fargico ou da festa, e ao mesmo tempo acompanhar a prociss\u00e3o de entrada do sacerdote e dos ministros.<\/p>\n<p><strong>48. <\/strong>O c\u00e2ntico de entrada \u00e9 executado alternadamente pela <em>schola<\/em> e pelo povo, ou por um cantor alternando com o povo, ou por toda a assembleia em conjunto, ou somente pela <em>schola<\/em>. Pode utilizar-se ou a ant\u00edfona com o respectivo salmo que vem no Gradual Romano ou no Gradual simples, ou outro c\u00e2ntico apropriado \u00e0 a\u00e7\u00e3o sagrada ou ao car\u00e1cter do dia ou do tempo, cujo texto tenha a aprova\u00e7\u00e3o da Confer\u00eancia Episcopal [56].<\/p>\n<p>Se n\u00e3o h\u00e1 c\u00e2ntico de entrada, recita-se a ant\u00edfona que vem no Missal, ou por todos os fi\u00e9is, ou por alguns deles, ou por um leitor; ou ent\u00e3o pelo pr\u00f3prio sacerdote, que tamb\u00e9m pode adapt\u00e1-la \u00e0 maneira de admoni\u00e7\u00e3o inicial (cf. n. 31).<\/p>\n<p>Sauda\u00e7\u00e3o do altar e da assembleia<\/p>\n<p><strong>49. <\/strong>Chegados ao presbit\u00e9rio, o sacerdote, o di\u00e1cono e os ministros sa\u00fadam o altar com inclina\u00e7\u00e3o profunda.<\/p>\n<p>Em sinal de venera\u00e7\u00e3o, o sacerdote e o di\u00e1cono beijam ent\u00e3o o altar; e, se for oportuno, o sacerdote incensa a cruz e o altar.<\/p>\n<p><strong>50. <\/strong>Terminado o c\u00e2ntico de entrada, o sacerdote, de p\u00e9 junto da cadeira, e toda a assembleia fazem sobre si pr\u00f3prios o sinal da cruz; em seguida, pela sauda\u00e7\u00e3o, faz sentir \u00e0 comunidade reunida a presen\u00e7a do Senhor. Com esta sauda\u00e7\u00e3o e a resposta do povo manifesta-se o mist\u00e9rio da Igreja reunida.<\/p>\n<p>Depois da sauda\u00e7\u00e3o do povo, o sacerdote, ou o di\u00e1cono, ou outro ministro, pode, com palavras muito breves, introduzir os fi\u00e9is na Missa do dia.<\/p>\n<p>ato penitencial<\/p>\n<p><strong>51. <\/strong>Em seguida, o sacerdote convida ao ato penitencial, o qual, ap\u00f3s uma breve pausa de sil\u00eancio, \u00e9 feito por toda a comunidade com uma f\u00f3rmula de confiss\u00e3o geral e termina com a absolvi\u00e7\u00e3o do sacerdote; esta absolvi\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, carece da efic\u00e1cia do sacramento da penit\u00eancia.<\/p>\n<p>Ao domingo, principalmente no tempo pascal, em vez do costumado ato penitencial pode fazer-se, por vezes, a b\u00ean\u00e7\u00e3o e a aspers\u00e3o da \u00e1gua em mem\u00f3ria do baptismo [57].<\/p>\n<p><strong><em>K\u00fdrie, eleison<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>52. <\/strong>Depois do ato penitencial, diz-se sempre o <em>Senhor, tende piedade de n\u00f3s<\/em> (K\u00fdrie, el\u00e9ison), a n\u00e3o ser que j\u00e1 tenha sido inclu\u00eddo no ato penitencial. Dado tratar-se de um canto em que os fi\u00e9is aclamam o Senhor e imploram a sua miseric\u00f3rdia, \u00e9 normalmente executado por todos, em forma alternada entre o povo e a <em>schola<\/em> ou um cantor.<\/p>\n<p>Cada uma das aclama\u00e7\u00f5es diz-se normalmente duas vezes, o que n\u00e3o exclui, por\u00e9m, um maior n\u00famero, de acordo com a \u00edndole de cada l\u00edngua, da arte musical ou das circunst\u00e2ncias. Quando o <em>K\u00fdrie<\/em> \u00e9 cantado como parte do ato penitencial, cada aclama\u00e7\u00e3o \u00e9 precedida de um \u00abtropo\u00bb.<\/p>\n<p><strong><em>Gl\u00f3ria in excelsis<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>53. <\/strong>O Gl\u00f3ria \u00e9 um antiqu\u00edssimo e vener\u00e1vel hino com que a Igreja, congregada no Esp\u00edrito Santo, glorifica e suplica a Deus e ao Cordeiro. N\u00e3o \u00e9 permitido substituir o texto deste hino por outro. \u00c9 come\u00e7ado pelo sacerdote ou, se for oportuno, por um cantor, ou pela <em>schola<\/em>, e \u00e9 cantado ou por todos em conjunto, ou pelo povo alternando com a <em>schola<\/em>, ou s\u00f3 pela <em>schola<\/em>. Se n\u00e3o \u00e9 cantado, \u00e9 recitado ou por todos em conjunto ou por dois coros alternadamente.<\/p>\n<p>Canta-se ou recita-se nos domingos fora do Advento e da Quaresma, bem como nas solenidades e festas, e em particulares celebra\u00e7\u00f5es mais solenes.<\/p>\n<p><strong><em>Ora\u00e7\u00e3o coleta<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>54. <\/strong>Em seguida, o sacerdote convida o povo \u00e0 ora\u00e7\u00e3o; e todos, juntamente com ele, se recolhem uns momentos em sil\u00eancio, a fim de tomarem consci\u00eancia de que se encontram na presen\u00e7a de Deus e poderem formular interiormente as suas inten\u00e7\u00f5es. Ent\u00e3o o sacerdote diz a ora\u00e7\u00e3o que se chama \u00abcolecta\u00bb, pela qual se exprime o car\u00e1cter da celebra\u00e7\u00e3o. Segundo a tradi\u00e7\u00e3o antiga da Igreja, a ora\u00e7\u00e3o dirige-se habitualmente a Deus Pai, por Cristo, no Esp\u00edrito Santo [58], e termina com a conclus\u00e3o trinit\u00e1ria, isto \u00e9, a mais longa, deste modo:<\/p>\n<p>\u2013 se \u00e9 dirigida ao Pai: <em>Per D\u00f3minum nostrum Iesum Christum F\u00edlium tuum, qui tecum vivit et regnat in unit\u00e1te Sp\u00edritus Sancti, Deus, per \u00f3mnia s\u00e1ecula saecul\u00f3rum<\/em>;<\/p>\n<p>\u2013 se \u00e9 dirigido ao Pai, mas no fim \u00e9 mencionado o Filho: <em>Qui tecum vivit et regnat in unitate Sp\u00edritus Sancti, Deus, per omnia s\u00e1ecula saecul\u00f3rum<\/em>;<\/p>\n<p>\u2013 se \u00e9 dirigido ao Filho: <em>Qui vivis et regnas cum Deo Patre in unitate Sp\u00edritus Sancti, Deus, per omnia s\u00e1ecula saecul\u00f3rum<\/em>.<\/p>\n<p>O povo associa-se a esta s\u00faplica e faz sua a ora\u00e7\u00e3o pela aclama\u00e7\u00e3o <em>Amen<\/em>.<\/p>\n<p>Na Missa diz-se sempre uma s\u00f3 ora\u00e7\u00e3o colecta.<\/p>\n<p>* Com a aprova\u00e7\u00e3o da S\u00e9 Apost\u00f3lica, nos pa\u00edses de l\u00edngua portuguesa as ora\u00e7\u00f5es concluem todas do mesmo modo:<\/p>\n<p>\u2013 se \u00e9 dirigida ao Pai: <em>Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que \u00e9 Deus convosco na unidade do Esp\u00edrito Santo<\/em>;<\/p>\n<p>\u2013 se \u00e9 dirigido ao Pai, mas no fim \u00e9 mencionado o Filho: <em>Ele que \u00e9 Deus convosco na unidade do Esp\u00edrito Santo<\/em>;<\/p>\n<p>\u2013 se \u00e9 dirigido ao Filho: <em>V\u00f3s que sois Deus com o Pai na unidade do Esp\u00edrito Santo<\/em>.<\/p>\n<p><strong><em>B) Liturgia da palavra<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>55. <\/strong>A parte principal da liturgia da palavra \u00e9 constitu\u00edda pelas leituras da Sagrada Escritura com os c\u00e2nticos intercalares. S\u00e3o seu desenvolvimento e conclus\u00e3o a homilia, a profiss\u00e3o de f\u00e9 e a ora\u00e7\u00e3o universal ou ora\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is. Nas leituras, comentadas pela homilia, Deus fala ao seu povo [59], revela-lhe o mist\u00e9rio da reden\u00e7\u00e3o e salva\u00e7\u00e3o e oferece-lhe o alimento espiritual. Pela sua palavra, o pr\u00f3prio Cristo est\u00e1 presente no meio dos fi\u00e9is [60]. O povo faz sua esta palavra divina com o sil\u00eancio e com os c\u00e2nticos e a ela adere com a profiss\u00e3o de f\u00e9. Assim alimentado, eleva a Deus as suas preces na ora\u00e7\u00e3o universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salva\u00e7\u00e3o do mundo inteiro.<\/p>\n<p><em><strong>Sil\u00eancio<\/strong><\/em><\/p>\n<p><strong>56<\/strong>. A liturgia da palavra deve ser celebrada de modo a favorecer a medita\u00e7\u00e3o. Deve, por isso, evitar-se completamente qualquer forma de pressa que impe\u00e7a o recolhimento. Haja nela tamb\u00e9m breves momentos de sil\u00eancio, adaptados \u00e0 assembleia reunida, nos quais, com a ajuda do Esp\u00edrito Santo, a Palavra de Deus possa ser interiorizada e se prepare a resposta pela ora\u00e7\u00e3o. Pode ser oportuno observar estes momentos de sil\u00eancio depois da primeira e da segunda leitura e, por fim, ap\u00f3s a homilia.<\/p>\n<p><strong><em>Leituras b\u00edblicas<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>57. <\/strong>Nas leituras p\u00f5e-se aos fi\u00e9is a mesa da palavra de Deus e abrem-se-lhes os tesouros da B\u00edblia [61]. Conv\u00e9m, por isso, observar uma disposi\u00e7\u00e3o das leituras b\u00edblicas que ilustre a unidade de ambos os Testamentos e da hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o; n\u00e3o \u00e9 l\u00edcito substituir as leituras e o salmo responsorial, que cont\u00eam a palavra de Deus, por outros textos n\u00e3o b\u00edblicos [62].<\/p>\n<p><strong>58.<\/strong> Na celebra\u00e7\u00e3o da Missa com o povo, as leituras proclamam-se sempre do amb\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>59. <\/strong>Segundo a tradi\u00e7\u00e3o, a fun\u00e7\u00e3o de proferir as leituras n\u00e3o \u00e9 presidencial, mas sim ministerial. Por isso as leituras s\u00e3o proclamadas por um leitor, mas o Evangelho \u00e9 anunciado pelo di\u00e1cono ou por outro sacerdote. Se, por\u00e9m, n\u00e3o estiver presente o di\u00e1cono nem outro sacerdote, leia o Evangelho o pr\u00f3prio sacerdote celebrante; e se tamb\u00e9m faltar outro leitor id\u00f3neo o sacerdote celebrante proclame igualmente as outras leituras.<\/p>\n<p>Depois de cada leitura, aquele que a l\u00ea profere a aclama\u00e7\u00e3o; ao responder-lhe, o povo reunido presta homenagem \u00e0 palavra de Deus, recebida com f\u00e9 e esp\u00edrito agradecido.<\/p>\n<p><strong>60. <\/strong>A leitura do Evangelho constitui o ponto culminante da liturgia da palavra. Deve ser-lhe atribu\u00edda a maior venera\u00e7\u00e3o. Assim o mostra a pr\u00f3pria Liturgia, distinguindo esta leitura das outras com honras especiais, quer por parte do ministro encarregado de a anunciar e pela b\u00ean\u00e7\u00e3o e ora\u00e7\u00e3o com que se prepara para o fazer, quer por parte dos fi\u00e9is que, com as suas aclama\u00e7\u00f5es, reconhecem e confessam que \u00e9 Cristo presente no meio deles quem lhes fala, e, por isso, escutam a leitura de p\u00e9; quer ainda pelos sinais de venera\u00e7\u00e3o ao pr\u00f3prio Evangeli\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong><em>Salmo responsorial<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>61. <\/strong>A primeira leitura \u00e9 seguida do salmo responsorial, que \u00e9 parte integrante da liturgia da palavra e tem, por si mesmo, grande import\u00e2ncia lit\u00fargica e pastoral, pois favorece a medita\u00e7\u00e3o da Palavra de Deus.<\/p>\n<p>O salmo responsorial corresponde a cada leitura e habitualmente toma-se do Leccion\u00e1rio.<\/p>\n<p>Conv\u00e9m que o salmo responsorial seja cantado, pelo menos no que se refere \u00e0 resposta do povo. O salmista ou cantor do salmo, do amb\u00e3o ou de outro s\u00edtio conveniente, recita os vers\u00edculos do salmo; toda a assembleia escuta sentada, ou, de prefer\u00eancia, nele participa do modo costumado com o refr\u00e3o, a n\u00e3o ser que o salmo seja recitado todo seguido, sem refr\u00e3o. Todavia, para facilitar ao povo a resposta salm\u00f3dica (refr\u00e3o), fez-se, para os diferentes tempos e as v\u00e1rias categorias de Santos, uma sele\u00e7\u00e3o de respons\u00f3rios e salmos, que podem ser utilizados, em vez do texto correspondente \u00e0 leitura, quando o salmo \u00e9 cantado. Se o salmo n\u00e3o puder ser cantado, recita-se do modo mais indicado para favorecer a medita\u00e7\u00e3o da palavra de Deus.<\/p>\n<p>Em vez do salmo que vem indicado no Lecion\u00e1rio, tamb\u00e9m se pode cantar ou o respons\u00f3rio gradual tirado do Gradual Romano ou um salmo responsorial ou alelui\u00e1tico do Gradual simples, na forma indicada nestes livros.<\/p>\n<p>Aclama\u00e7\u00e3o antes da leitura do Evangelho<\/p>\n<p><strong>62. <\/strong>Depois da leitura, que precede imediatamente o Evangelho, canta-se o Aleluia ou outro c\u00e2ntico, indicado pelas rubricas, conforme o tempo lit\u00fargico. Deste modo a aclama\u00e7\u00e3o constitui um rito ou um ato com valor por si pr\u00f3prio, pelo qual a assembleia dos fi\u00e9is acolhe e sa\u00fada o Senhor, que lhe vai falar no Evangelho, e professa a sua f\u00e9 por meio do canto. \u00c9 cantada por todos de p\u00e9, iniciada pela <em>schola<\/em> ou por um cantor, e pode-se repetir, se for conveniente; mas o vers\u00edculo \u00e9 cantado pela <em>schola<\/em> ou pelo cantor.<\/p>\n<p><em>a)<\/em> O Aleluia canta-se em todos os tempos fora da Quaresma. Os vers\u00edculos tomam-se do Leccion\u00e1rio ou do Gradual;<\/p>\n<p><em>b)<\/em> Na Quaresma, em vez do Aleluia canta-se o vers\u00edculo antes do Evangelho que vem no Leccion\u00e1rio. Tamb\u00e9m se pode cantar outro salmo ou trato, como se indica no Gradual.<\/p>\n<p><strong>63<\/strong>. No caso de haver uma s\u00f3 leitura antes do Evangelho:<\/p>\n<p><em>a)<\/em> nos tempos em que se diz Aleluia, pode escolher-se ou o salmo alelui\u00e1tico, ou o salmo e o Aleluia com o seu vers\u00edculo;<\/p>\n<p><em>b)<\/em> no tempo em que n\u00e3o se diz Aleluia, pode escolher-se ou o salmo e o vers\u00edculo antes do Evangelho ou apenas o salmo.<\/p>\n<p><em>c)<\/em> O Aleluia ou o vers\u00edculo antes do Evangelho, se n\u00e3o s\u00e3o cantados, podem omitir-se.<\/p>\n<p><strong>64. <\/strong>A sequ\u00eancia, que excepto nos dias da P\u00e1scoa e do Pentecostes \u00e9 facultativa, canta-se depois do Aleluia.<\/p>\n<p><strong><em>Homilia<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>65. <\/strong>A homilia \u00e9 parte da liturgia e muito recomendada [63]: \u00e9 um elemento necess\u00e1rio para alimentar a vida crist\u00e3. Deve ser a explana\u00e7\u00e3o de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de algum texto do Ordin\u00e1rio ou do Pr\u00f3prio da Missa do dia, tendo sempre em conta o mist\u00e9rio que se celebra, bem como as necessidades peculiares dos ouvintes [64].<\/p>\n<p><strong><em>66. <\/em><\/strong>Habitualmente a homilia deve ser feita pelo sacerdote celebrante ou por um sacerdote concelebrante, por ele encarregado, ou algumas vezes, se for oportuno, tamb\u00e9m por um di\u00e1cono, mas nunca por um leigo [65]. Em casos especiais e por justa causa, a homilia tamb\u00e9m pode ser feita, por um Bispo ou presb\u00edtero que se encontra na celebra\u00e7\u00e3o mas sem poder concelebrar.<\/p>\n<p>Nos domingos e festas de preceito, deve haver homilia em todas as Missas celebradas com participa\u00e7\u00e3o do povo, e n\u00e3o pode omitir-se sen\u00e3o por causa grave. Al\u00e9m disso, \u00e9 recomendada, particularmente nos dias feriais do Advento, Quaresma e Tempo Pascal, e tamb\u00e9m noutras festas e ocasi\u00f5es em que \u00e9 maior a aflu\u00eancia do povo \u00e0 Igreja [66].<\/p>\n<p>Depois da homilia, observe-se oportunamente um breve espa\u00e7o de sil\u00eancio.<\/p>\n<p><strong><em>Profiss\u00e3o de f\u00e9<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>67. <\/strong>O s\u00edmbolo, ou profiss\u00e3o de f\u00e9, tem como finalidade permitir que todo o povo reunido, responda \u00e0 palavra de Deus anunciada nas leituras da sagrada Escritura e exposta na homilia, e que, proclamando a regra da f\u00e9, segundo a f\u00f3rmula aprovada para o uso lit\u00fargico, recorde e professe os grandes mist\u00e9rios da f\u00e9, antes de come\u00e7arem a ser celebrados na Eucaristia.<\/p>\n<p><strong>68. <\/strong>O s\u00edmbolo deve ser cantado ou recitado pelo sacerdote juntamente com o povo, nos domingos e nas solenidades. Pode tamb\u00e9m dizer-se em celebra\u00e7\u00f5es especiais mais solenes.<\/p>\n<p>Se \u00e9 cantado, \u00e9 come\u00e7ado pelo sacerdote ou, se for o caso, por um cantor, ou pela <em>schola<\/em>; cantam-no todos em conjunto ou o povo alternando com a <em>schola<\/em>.<\/p>\n<p>Se n\u00e3o \u00e9 cantado, deve ser recitado conjuntamente por todos ou por dois coros alternadamente.<\/p>\n<p><strong><em>Ora\u00e7\u00e3o universal<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>69. <\/strong>Na ora\u00e7\u00e3o universal ou ora\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is, o povo responde, de algum modo \u00e0 palavra de Deus recebida na f\u00e9 e, exercendo a fun\u00e7\u00e3o do seu sacerd\u00f3cio baptismal, apresenta preces a Deus pela salva\u00e7\u00e3o de todos. Conv\u00e9m que em todas as Missas com participa\u00e7\u00e3o do povo se fa\u00e7a esta ora\u00e7\u00e3o, na qual se pede pela santa Igreja, pelos governantes, pelos que se encontram em necessidade, por todos os homens em geral e pela salva\u00e7\u00e3o do mundo inteiro [67].<\/p>\n<p><strong>70. <\/strong>Normalmente a ordem das inten\u00e7\u00f5es \u00e9 a seguinte:<\/p>\n<p><em>a)<\/em> pelas necessidades da Igreja;<\/p>\n<p><em>b)<\/em> pelas autoridades civis e pela salva\u00e7\u00e3o do mundo;<\/p>\n<p><em>c)<\/em> por aqueles que sofrem dificuldades;<\/p>\n<p><em>d)<\/em> pela comunidade local.<\/p>\n<p>Em celebra\u00e7\u00f5es especiais \u2013 por exemplo, Confirma\u00e7\u00e3o, Matrim\u00f3nio, Ex\u00e9quias \u2013 a ordem das inten\u00e7\u00f5es pode acomodar-se \u00e0s circunst\u00e2ncias.<\/p>\n<p><strong>71. <\/strong>Compete ao sacerdote celebrante dirigir da sede esta prece. Ele pr\u00f3prio a introduz com uma breve admoni\u00e7\u00e3o, na qual convida os fi\u00e9is a orar, e a conclui com uma ora\u00e7\u00e3o. As inten\u00e7\u00f5es que se prop\u00f5em, formuladas de forma s\u00f3bria, com s\u00e1bia liberdade e em poucas palavras, devem exprimir a s\u00faplica de toda a comunidade.<\/p>\n<p>Habitualmente s\u00e3o enunciadas do amb\u00e3o ou de outro lugar conveniente, por um di\u00e1cono, por um cantor, por um leitor, ou por um fiel leigo [68].<\/p>\n<p>O povo, de p\u00e9, faz suas estas s\u00faplicas, ou com uma invoca\u00e7\u00e3o comum proferida depois de cada inten\u00e7\u00e3o, ou orando em sil\u00eancio.<\/p>\n<p><strong><em>C) Liturgia eucar\u00edstica<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>72. <\/strong>Na \u00faltima Ceia, Cristo instituiu o sacrif\u00edcio e banquete pascal, por meio do qual, todas as vezes que o sacerdote, representando a Cristo Senhor, faz o mesmo que o Senhor fez e mandou aos disc\u00edpulos que fizessem em sua mem\u00f3ria, se torna continuamente presente o sacrif\u00edcio da cruz [69].<\/p>\n<p>Cristo tomou o p\u00e3o e o c\u00e1lice, pronunciou a a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as, partiu o p\u00e3o e deu-o aos seus disc\u00edpulos, dizendo: \u00abTomai, comei, bebei: isto \u00e9 o meu Corpo; este \u00e9 o c\u00e1lice do meu Sangue. Fazei isto em mem\u00f3ria de Mim\u00bb. Foi a partir destas palavras e gestos de Cristo que a Igreja ordenou toda a celebra\u00e7\u00e3o da liturgia eucar\u00edstica. Efectivamente:<\/p>\n<p>1) Na prepara\u00e7\u00e3o dos dons, levam-se ao altar o p\u00e3o e o vinho com \u00e1gua, isto \u00e9, os mesmos elementos que Cristo tomou em suas m\u00e3os.<\/p>\n<p>2) Na Ora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica, d\u00e3o-se gra\u00e7as a Deus por toda a obra da salva\u00e7\u00e3o, e as oblatas convertem-se no Corpo e Sangue de Cristo.<\/p>\n<p>3) Pela fra\u00e7\u00e3o do p\u00e3o e pela Comunh\u00e3o, os fi\u00e9is, embora muitos, recebem, de um s\u00f3 p\u00e3o, o Corpo e Sangue do Senhor, do mesmo modo que os Ap\u00f3stolos o receberam das m\u00e3os do pr\u00f3prio Cristo.<\/p>\n<p>Prepara\u00e7\u00e3o dos dons<\/p>\n<p><strong>73. <\/strong>A iniciar a liturgia eucar\u00edstica, levam-se para o altar os dons, que se v\u00e3o converter no Corpo e Sangue de Cristo.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar prepara-se o altar ou mesa do Senhor, que \u00e9 o centro de toda a liturgia eucar\u00edstica [70]; nele se disp\u00f5em o corporal, o purificador (ou sanguinho), o Missal e o c\u00e1lice, salvo se este for preparado na cred\u00eancia.<\/p>\n<p>Em seguida s\u00e3o trazidas as oferendas. \u00c9 de louvar que o p\u00e3o e o vinho sejam apresentados pelos fi\u00e9is. Recebidos pelo sacerdote ou pelo di\u00e1cono em lugar conveniente, s\u00e3o depois levados para o altar. Embora, hoje em dia, os fi\u00e9is j\u00e1 n\u00e3o tragam do seu pr\u00f3prio p\u00e3o e vinho, como se fazia noutros tempos, no entanto o rito desta apresenta\u00e7\u00e3o conserva ainda valor e significado espiritual.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do p\u00e3o e do vinho, s\u00e3o permitidas ofertas em dinheiro e outros dons, destinados aos pobres ou \u00e0 Igreja, e tanto podem ser trazidos pelos fi\u00e9is como recolhidos dentro da Igreja. Estes dons ser\u00e3o dispostos em lugar conveniente, fora da mesa eucar\u00edstica.<\/p>\n<p><strong>74. <\/strong>A prociss\u00e3o em que se levam os dons \u00e9 acompanhada do c\u00e2ntico do ofert\u00f3rio (cf. n. 37, b), que se prolonga pelo menos at\u00e9 que os dons tenham sido depostos sobre o altar. As normas para a execu\u00e7\u00e3o deste c\u00e2ntico s\u00e3o id\u00eanticas \u00e0s que foram dadas para o c\u00e2ntico de entrada (cf. n. 48). O rito do ofert\u00f3rio pode ser sempre acompanhado de canto.<\/p>\n<p><strong>75. <\/strong>O p\u00e3o e o vinho s\u00e3o depostos sobre o altar pelo sacerdote, acompanhados das f\u00f3rmulas prescritas. O sacerdote pode incensar os dons colocados sobre o altar, depois a cruz e o pr\u00f3prio altar. Deste modo se pretende significar que a obla\u00e7\u00e3o e ora\u00e7\u00e3o da Igreja se elevam, como fumo de incenso, \u00e0 presen\u00e7a de Deus. Depois o sacerdote, por causa do sagrado minist\u00e9rio, e o povo, em raz\u00e3o da dignidade baptismal, podem ser incensados pelo di\u00e1cono ou por outro ministro.<\/p>\n<p><strong>76. <\/strong>A seguir, o sacerdote lava as m\u00e3os, ao lado do altar: com este rito se exprime o desejo de uma purifica\u00e7\u00e3o interior.<\/p>\n<p><strong>Ora\u00e7\u00e3o sobre as oblatas<\/strong><\/p>\n<p><strong>77. <\/strong>Depostas as oblatas sobre o altar e realizados os ritos concomitantes, o sacerdote convida os fi\u00e9is a orar juntamente consigo e recita a ora\u00e7\u00e3o sobre as oblatas. Assim termina a prepara\u00e7\u00e3o dos dons e tudo est\u00e1 preparado para a Ora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica.<\/p>\n<p>Na Missa diz-se uma s\u00f3 ora\u00e7\u00e3o sobre as oblatas, que termina com a conclus\u00e3o breve, isto \u00e9: <em>Per Christum D\u00f3minum nostrum; <\/em>se no fim da ora\u00e7\u00e3o se menciona o Filho, diz-se:<em> Qui vivit et regnat in s\u00e1ecula saecul\u00f3rum.<\/em> (<em>V.<\/em> <em>nota no final do<\/em> n. 54).<\/p>\n<p><strong><em>Ora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>78. <\/strong>Inicia-se ent\u00e3o o momento central e culminante de toda a celebra\u00e7\u00e3o, a Ora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica, que \u00e9 uma ora\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as e de consagra\u00e7\u00e3o. O sacerdote convida o povo a elevar os cora\u00e7\u00f5es para o Senhor, na ora\u00e7\u00e3o e na a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as, e associa-o a si na ora\u00e7\u00e3o que ele, em nome de toda a comunidade, dirige a Deus Pai por Jesus Cristo no Esp\u00edrito Santo. O sentido desta ora\u00e7\u00e3o \u00e9 que toda a assembleia dos fi\u00e9is se una a Cristo na proclama\u00e7\u00e3o das maravilhas de Deus e na obla\u00e7\u00e3o do sacrif\u00edcio.<\/p>\n<p><strong>79. <\/strong>Como elementos principais da Ora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica podem enumerar-se os seguintes:<\/p>\n<p><em>a)<\/em> a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as (expressa de modo particular no Pref\u00e1cio): em nome de todo o povo santo, o sacerdote glorifica a Deus Pai e d\u00e1-Lhe gra\u00e7as por toda a obra da salva\u00e7\u00e3o ou por algum dos seus aspectos particulares, conforme o dia, a festa ou o tempo lit\u00fargico.<\/p>\n<p><em>b)<\/em> Aclama\u00e7\u00e3o: toda a assembleia, em uni\u00e3o com os coros celestes, canta o Sanctus (Santo). Esta aclama\u00e7\u00e3o, que faz parte da Ora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica, \u00e9 proferida por todo o povo juntamente com o sacerdote.<\/p>\n<p><em>c)<\/em> Epiclese: consta de invoca\u00e7\u00f5es especiais, pelas quais a Igreja implora o poder do Esp\u00edrito Santo, para que os dons oferecidos pelos homens sejam consagrados, isto \u00e9, se convertam no Corpo e Sangue de Cristo; e para que a h\u00f3stia imaculada, que vai ser recebida na Comunh\u00e3o, opere a salva\u00e7\u00e3o daqueles que dela v\u00e3o participar.<\/p>\n<p><em>d)<\/em> Narra\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o e consagra\u00e7\u00e3o: mediante as palavras e gestos de Cristo, realiza-se o sacrif\u00edcio que o pr\u00f3prio Cristo instituiu na \u00faltima Ceia, quando ofereceu o seu Corpo e Sangue sob as esp\u00e9cies do p\u00e3o e do vinho e os deu a comer e a beber aos Ap\u00f3stolos, ao mesmo tempo que lhes confiou o mandato de perpetuar este mist\u00e9rio.<\/p>\n<p><em>e)<\/em> Anamnese: em obedi\u00eancia a este mandato, recebido de Cristo Senhor atrav\u00e9s dos Ap\u00f3stolos, a Igreja celebra a mem\u00f3ria do mesmo Cristo, recordando de modo particular a sua bem-aventurada paix\u00e3o, gloriosa ressurrei\u00e7\u00e3o e ascens\u00e3o aos C\u00e9us.<\/p>\n<p><em>f)<\/em> Obla\u00e7\u00e3o: neste memorial, a Igreja, de modo especial aquela que nesse momento e nesse lugar est\u00e1 reunida, oferece a Deus Pai, no Esp\u00edrito Santo, a h\u00f3stia imaculada. A Igreja deseja que os fi\u00e9is n\u00e3o somente ofere\u00e7am a h\u00f3stia imaculada, mas aprendam a oferecer-se tamb\u00e9m a si mesmos [71] e, por Cristo mediador, se esforcem por realizar de dia para dia a unidade perfeita com Deus e entre si, at\u00e9 que finalmente Deus seja tudo em todos [72].<\/p>\n<p><em>g)<\/em> Intercess\u00f5es: por elas se exprime que a Eucaristia \u00e9 celebrada em comunh\u00e3o com toda a Igreja, tanto do C\u00e9u como da terra, e que a obla\u00e7\u00e3o \u00e9 feita em proveito dela e de todos os seus membros, vivos e defuntos, chamados todos a tomar parte na reden\u00e7\u00e3o e salva\u00e7\u00e3o adquirida pelo Corpo e Sangue de Cristo.<\/p>\n<p><em>h)<\/em> Doxologia final: exprime a glorifica\u00e7\u00e3o de Deus e \u00e9 ratificada e conclu\u00edda pela aclama\u00e7\u00e3o <em>Amen<\/em> do povo.<\/p>\n<p><strong><em>Rito da Comunh\u00e3o<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>80. <\/strong>A celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica \u00e9 um banquete pascal. Conv\u00e9m, por isso, que os fi\u00e9is, devidamente preparados, nela recebam, segundo o mandato do Senhor, o seu Corpo e Sangue como alimento espiritual. \u00c9 esta a finalidade da fra\u00e7\u00e3o e dos outros ritos preparat\u00f3rios, que disp\u00f5em os fi\u00e9is, de forma mais imediata, para a Comunh\u00e3o.<\/p>\n<p><strong><em>Ora\u00e7\u00e3o dominical<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>81. <\/strong>Na Ora\u00e7\u00e3o dominical pede-se o p\u00e3o de cada dia, que para os crist\u00e3os evoca principalmente o p\u00e3o eucar\u00edstico; igualmente se pede a purifica\u00e7\u00e3o dos pecados, de modo que efectivamente \u201cas coisas santas sejam dadas aos santos\u201d. O sacerdote formula o convite \u00e0 ora\u00e7\u00e3o, que todos os fi\u00e9is recitam juntamente com ele. Ent\u00e3o o sacerdote diz sozinho o embolismo, que o povo conclui com uma doxologia. O embolismo \u00e9 o desenvolvimento da \u00faltima peti\u00e7\u00e3o da ora\u00e7\u00e3o dominical; nele se pede para toda a comunidade dos fi\u00e9is a liberta\u00e7\u00e3o do poder do mal.<\/p>\n<p>O convite, a ora\u00e7\u00e3o, o embolismo e a doxologia conclusiva dita pelo povo, devem ser cantados ou recitados em voz alta.<\/p>\n<p>Rito da paz<\/p>\n<p><strong>82. <\/strong>Segue-se o rito da paz, no qual a Igreja implora a paz e a unidade para si pr\u00f3pria e para toda a fam\u00edlia humana, e os f\u00e9is exprimem uns aos outros a comunh\u00e3o eclesial e a caridade m\u00fatua, antes de comungarem no Sacramento.<\/p>\n<p>Quanto ao pr\u00f3prio sinal com que se d\u00e1 a paz, as Confer\u00eancias Episcopais determinar\u00e3o como se h\u00e1-de fazer, tendo em conta a mentalidade e os costumes dos povos. <span style=\"color: #ff0000\">Mas \u00e9 conveniente que cada um d\u00ea a paz com <strong>sobriedade<\/strong> apenas aos que est\u00e3o mais perto de si.<\/span><\/p>\n<p>Fra\u00e7\u00e3o do p\u00e3o<\/p>\n<p><strong>83<\/strong>. O sacerdote parte o p\u00e3o eucar\u00edstico. O gesto da fra\u00e7\u00e3o, praticado por Cristo na \u00faltima Ceia, e que serviu para designar, nos tempos apost\u00f3licos, toda a a\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica, significa que os fi\u00e9is, apesar de muitos, se tornam um s\u00f3 Corpo, pela Comunh\u00e3o do mesmo p\u00e3o da vida que \u00e9 Cristo, morto e ressuscitado pela salva\u00e7\u00e3o do mundo (1 Cor 10, 17). A fra\u00e7\u00e3o come\u00e7a depois de se dar a paz e realiza-se com a devida rever\u00eancia, mas n\u00e3o se deve prolongar desnecessariamente nem se lhe deve atribuir uma import\u00e2ncia excessiva. Este rito \u00e9 reservado ao sacerdote e ao di\u00e1cono.<\/p>\n<p>Enquanto o sacerdote parte o p\u00e3o e deita uma parte da h\u00f3stia no c\u00e1lice, a <em>schola<\/em> ou um cantor canta ou pelo menos recita em voz alta a invoca\u00e7\u00e3o Cordeiro de Deus, a que todo o povo responde. A invoca\u00e7\u00e3o acompanha a fra\u00e7\u00e3o do p\u00e3o, pelo que pode repetir-se o n\u00famero de vezes que for preciso, enquanto durar o rito. Na \u00faltima vez conclui-se com as palavras: <em>Dai-nos a paz<\/em>.<\/p>\n<p><strong><em>Comunh\u00e3o<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>84. <\/strong>O sacerdote prepara-se para receber frutuosamente o Corpo e Sangue de Cristo rezando uma ora\u00e7\u00e3o em sil\u00eancio. Os fi\u00e9is fazem o mesmo orando em sil\u00eancio.<\/p>\n<p>Depois o sacerdote mostra aos fi\u00e9is o p\u00e3o eucar\u00edstico sobre a patena ou sobre o c\u00e1lice e convida-os para o banquete de Cristo; e, juntamente com os fi\u00e9is, faz um ato de humildade, utilizando as palavras evang\u00e9licas prescritas.<\/p>\n<p><strong>85. <\/strong>\u00c9 muito para desejar que os fi\u00e9is, tal como o sacerdote \u00e9 obrigado a fazer, recebam o Corpo do Senhor com h\u00f3stias consagradas na pr\u00f3pria Missa e, nos casos previstos, participem do c\u00e1lice (cf. n. 283), para que a Comunh\u00e3o se manifeste, de forma mais clara, nos pr\u00f3prios sinais, como participa\u00e7\u00e3o no sacrif\u00edcio que est\u00e1 a ser celebrado [73].<\/p>\n<p><strong>86. <\/strong>Enquanto o sacerdote toma o Sacramento, d\u00e1-se in\u00edcio ao c\u00e2ntico da Comunh\u00e3o, que deve exprimir, com a unidade das vozes, a uni\u00e3o espiritual dos comungantes, manifestar a alegria do cora\u00e7\u00e3o e real\u00e7ar melhor o car\u00e1cter \u00abcomunit\u00e1rio\u00bb da prociss\u00e3o daqueles que v\u00e3o receber a Eucaristia. O c\u00e2ntico prolonga-se enquanto se ministra aos fi\u00e9is o Sacramento [74]. Se se canta um hino depois da Comunh\u00e3o, o c\u00e2ntico da Comunh\u00e3o deve terminar a tempo.<\/p>\n<p><strong>Procure-se que tamb\u00e9m os cantores possam comungar comodamente.<\/strong><\/p>\n<p><strong>87. <\/strong>Como c\u00e2ntico da Comunh\u00e3o pode utilizar-se ou a ant\u00edfona indicada no Gradual Romano, com ou sem o salmo correspondente, ou a ant\u00edfona do Gradual simples com o respectivo salmo, ou outro c\u00e2ntico apropriado aprovado pela Confer\u00eancia Episcopal. Pode ser cantado ou s\u00f3 pela <em>schola<\/em>, ou pela <em>schola<\/em> ou por um cantor juntamente com o povo.<\/p>\n<p>Se, por\u00e9m, n\u00e3o se canta, a ant\u00edfona que vem no Missal pode ser recitada ou pelos fi\u00e9is, ou por alguns deles, ou por um leitor, ou ent\u00e3o pelo pr\u00f3prio sacerdote depois de ter comungado e antes de dar a Comunh\u00e3o aos fi\u00e9is.<\/p>\n<p><strong>88. <\/strong>Terminada a distribui\u00e7\u00e3o da Comunh\u00e3o, o sacerdote e os fi\u00e9is, conforme a oportunidade, oram alguns momentos em sil\u00eancio. Se se quiser, tamb\u00e9m pode ser cantado por toda a assembleia um salmo ou outro c\u00e2ntico de louvor ou um hino.<\/p>\n<p><strong>89. <\/strong>Para completar a ora\u00e7\u00e3o do povo de Deus e concluir todo o rito da Comunh\u00e3o, o sacerdote diz a ora\u00e7\u00e3o depois da Comunh\u00e3o, na qual implora os frutos do mist\u00e9rio celebrado.<\/p>\n<p>Na Missa diz-se uma s\u00f3 ora\u00e7\u00e3o depois da Comunh\u00e3o, que termina com a conclus\u00e3o breve, isto \u00e9:<\/p>\n<p>\u2013 se a ora\u00e7\u00e3o se dirige ao Pai: <em>Per Christum D\u00f3minum nostrum<\/em>;<\/p>\n<p>\u2013 se se dirige ao Pai mas no fim da ora\u00e7\u00e3o se menciona o Filho: <em>Qui vivit et regnat in s\u00e1ecula saecul\u00f3rum<\/em>;<\/p>\n<p>\u2013 se se dirige ao Filho: <em>Qui vivis et regnas in saecula saecul\u00f3rum<\/em>.<\/p>\n<p>O povo faz sua esta ora\u00e7\u00e3o por meio da aclama\u00e7\u00e3o: <em>Amen<\/em>.<\/p>\n<p><em>(V. nota no final do n. 54).<\/em><\/p>\n<p>D) Rito de conclus\u00e3o<\/p>\n<p><strong>90. <\/strong>O rito de conclus\u00e3o consta de:<\/p>\n<p><em>a)<\/em> Not\u00edcias breves, se forem necess\u00e1rias;<\/p>\n<p><em>a)<\/em> Sauda\u00e7\u00e3o e b\u00ean\u00e7\u00e3o do sacerdote, a qual, em certos dias e em ocasi\u00f5es especiais, \u00e9 enriquecida e amplificada com uma ora\u00e7\u00e3o sobre o povo ou com outra f\u00f3rmula mais solene de b\u00ean\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><em>b)<\/em> Despedida da assembleia, feita pelo di\u00e1cono ou sacerdote;<\/p>\n<p><em>c)<\/em> Beijo no altar por parte do sacerdote e do di\u00e1cono e depois inclina\u00e7\u00e3o profunda ao altar por parte do sacerdote, do di\u00e1cono, e dos outros ministros.<\/p>\n<h2><strong>CAP\u00cdTULO III<\/strong><\/h2>\n<h3><strong>OF\u00cdCIOS E MINIST\u00c9RIOS NA MISSA<\/strong><\/h3>\n<p><strong>91. <\/strong>A celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica \u00e9 a\u00e7\u00e3o de Cristo e da Igreja, que \u00e9 \u00absacramento de unidade\u00bb, ou seja povo santo reunido e ordenado sob a orienta\u00e7\u00e3o do bispo. Por isso pertence a todo o Corpo da Igreja, manifesta-o e afecta-o; no entanto, envolve cada membro de modo diverso, segundo a diversidade das ordens, das fun\u00e7\u00f5es e da efectiva participa\u00e7\u00e3o [75]. Deste modo, o povo crist\u00e3o, \u00abgera\u00e7\u00e3o eleita, sacerd\u00f3cio real, na\u00e7\u00e3o santa, povo resgatado\u00bb manifesta o seu ordenamento coerente e hier\u00e1rquico [76]. Por conseguinte, todos, ministros ordenados ou fi\u00e9is crist\u00e3os leigos, ao desempenharem a sua fun\u00e7\u00e3o ou of\u00edcio, fa\u00e7am tudo e s\u00f3 o que lhes compete [77].<\/p>\n<p><strong>I. Of\u00edcios da Ordem sacra<\/strong><\/p>\n<p><strong>92. <\/strong>Toda a leg\u00edtima celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia \u00e9 dirigida pelo Bispo, quer pessoalmente, quer pelos presb\u00edteros, seus colaboradores [78].<\/p>\n<p>Sempre que o Bispo est\u00e1 presente na Missa com o povo reunido, conv\u00e9m sumamente que seja ele pr\u00f3prio a celebrar a Eucaristia, associando a si os presb\u00edteros, como concelebrantes, na a\u00e7\u00e3o sagrada. Isto faz-se, n\u00e3o para aumentar a solenidade externa, mas para significar de forma mais clara o mist\u00e9rio da Igreja, que \u00e9 sacramento de unidade [79].<\/p>\n<p>Se, por\u00e9m, o Bispo n\u00e3o celebrar a Eucaristia, mas confiar a outrem a celebra\u00e7\u00e3o, conv\u00e9m que seja ele, revestido de cruz peitoral, estola e pluvial sobre a alva, a presidir \u00e0 liturgia da palavra e a dar a b\u00ean\u00e7\u00e3o no fim da Missa [80].<\/p>\n<p><strong>93. <\/strong>O presb\u00edtero, que na Igreja, em virtude do poder sagrado da Ordem, est\u00e1 em condi\u00e7\u00f5es de oferecer o sacrif\u00edcio na pessoa de Cristo [81], preside tamb\u00e9m ele ao povo fiel reunido, dirige a sua ora\u00e7\u00e3o, anuncia-lhe a boa nova da salva\u00e7\u00e3o, associa a si o povo na obla\u00e7\u00e3o do sacrif\u00edcio a Deus Pai, por Cristo, no Esp\u00edrito Santo, distribui aos irm\u00e3os o p\u00e3o da vida eterna e com eles participa do mesmo p\u00e3o. Por isso, ao celebrar a Eucaristia, deve servir a Deus e ao povo com dignidade e humildade e, tanto no modo de se comportar como no de proferir as palavras divinas, procurar\u00e1 sugerir aos fi\u00e9is a presen\u00e7a viva de Cristo.<\/p>\n<p><strong>94. <\/strong>Depois do presb\u00edtero, por for\u00e7a da ordena\u00e7\u00e3o recebida, o di\u00e1cono ocupa o primeiro lugar entre aqueles que servem na celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica. Com efeito, a sagrada Ordem do diaconado foi tida sempre em especial considera\u00e7\u00e3o na Igreja desde os primeiros tempos dos Ap\u00f3stolos [82]. S\u00e3o fun\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias do di\u00e1cono, na Missa: proclamar o Evangelho e, eventualmente, pregar a palavra de Deus, enunciar as inten\u00e7\u00f5es na ora\u00e7\u00e3o universal, assistir ao sacerdote, preparar o altar e servir na celebra\u00e7\u00e3o do sacrif\u00edcio, distribuir a Eucaristia aos fi\u00e9is, particularmente sob a esp\u00e9cie do vinho e eventualmente indicar ao povo os gestos e atitudes corporais.<\/p>\n<h3><strong>II. Fun\u00e7\u00f5es do povo de Deus<\/strong><\/h3>\n<p><strong>95. <\/strong>Na celebra\u00e7\u00e3o da Missa, os fi\u00e9is constituem a na\u00e7\u00e3o santa, o povo resgatado, o sacerd\u00f3cio real, para dar gra\u00e7as a Deus e oferecer a h\u00f3stia imaculada, n\u00e3o s\u00f3 pelas m\u00e3os do sacerdote, mas tamb\u00e9m juntamente com ele, e para aprenderem a oferecer-se a si mesmos [83]. Procurem manifestar tudo isso com um profundo sentido religioso e com a caridade para com os irm\u00e3os que participam na mesma celebra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Evitem, portanto, tudo quanto signifique singularidade ou divis\u00e3o, tendo presente que s\u00e3o todos filhos do mesmo Pai que est\u00e1 nos C\u00e9us e, consequentemente, irm\u00e3os todos uns dos outros.<\/p>\n<p><strong>96. <\/strong>Portanto, formem todos um s\u00f3 corpo, quer ouvindo a palavra de Deus, quer participando nas ora\u00e7\u00f5es e no canto, quer sobretudo na comum obla\u00e7\u00e3o do sacrif\u00edcio e na comum participa\u00e7\u00e3o da mesa do Senhor. Esta unidade manifesta-se em beleza nos gestos e atitudes corporais que os fi\u00e9is observam todos juntamente.<\/p>\n<p><strong>97. <\/strong>Os fi\u00e9is n\u00e3o recusem servir com alegria o povo de Deus, sempre que forem solicitados para desempenhar qualquer especial minist\u00e9rio ou fun\u00e7\u00e3o na celebra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3><strong>III. Minist\u00e9rios especiais<\/strong><\/h3>\n<p>Minist\u00e9rio institu\u00eddos do ac\u00f3lito e do leitor<\/p>\n<p><strong>98<\/strong>. O ac\u00f3lito \u00e9 institu\u00eddo para o servi\u00e7o do altar e para ajudar o sacerdote e o di\u00e1cono. Compete-lhe, como fun\u00e7\u00e3o principal, preparar o altar e os vasos sagrados e, se for necess\u00e1rio, distribuir aos fi\u00e9is a Eucaristia, de que \u00e9 ministro extraordin\u00e1rio [84].<\/p>\n<p>No minist\u00e9rio do altar, o ac\u00f3lito tem fun\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias (cf. nn. 187-193), que ele mesmo deve exercer.<\/p>\n<p><strong>99. <\/strong>O leitor \u00e9 institu\u00eddo para fazer as leituras da Sagrada Escritura, com excep\u00e7\u00e3o do Evangelho. Pode tamb\u00e9m propor as inten\u00e7\u00f5es da ora\u00e7\u00e3o universal e ainda, na falta de salmista, recitar o salmo entre as leituras.<\/p>\n<p>Na celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica o leitor tem uma fun\u00e7\u00e3o que lhe \u00e9 pr\u00f3pria (cf. nn. 194-198) e que ele deve exercer por si mesmo, ainda que estejam presentes ministros ordenados.<\/p>\n<p>As outras fun\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p><strong>100. <\/strong>Na falta de ac\u00f3lito institu\u00eddo, podem ser destinados para o servi\u00e7o do altar e para ajudar o sacerdote e o di\u00e1cono ministros leigos que levam a cruz, os c\u00edrios, o tur\u00edbulo, o p\u00e3o, o vinho e a \u00e1gua; tamb\u00e9m podem ser designados ministros leigos para distribuir a sagrada Comunh\u00e3o como ministros extraordin\u00e1rios [85].<\/p>\n<p><strong>101. <\/strong>Na falta de leitor institu\u00eddo, podem ser designados outros leigos para proclamar as leituras da sagrada Escritura, desde que sejam realmente aptos para o desempenho desta fun\u00e7\u00e3o e se tenham cuidadosamente preparado, de tal modo que, pela escuta das leituras divinas, os fi\u00e9is desenvolvam no seu cora\u00e7\u00e3o um afecto vivo e suave pela sagrada Escritura [86].<\/p>\n<p><strong>102. <\/strong>Compete ao salmista proferir o salmo ou o c\u00e2ntico b\u00edblico que vem entre as leituras. Para desempenhar bem a sua fun\u00e7\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio que o salmista seja competente na arte de salmodiar e dotado de pron\u00fancia correcta e dic\u00e7\u00e3o perfeita.<\/p>\n<p><strong>103. <\/strong>Entre os fi\u00e9is exerce um pr\u00f3prio of\u00edcio lit\u00fargico a <em>schola<\/em> <em>cantorum<\/em> ou grupo coral, a quem compete executar devidamente, segundo os diversos g\u00e9neros de c\u00e2nticos, as partes musicais que lhe est\u00e3o reservadas e animar a participa\u00e7\u00e3o ativa dos fi\u00e9is no canto [87]. O que se diz da <em>schola<\/em> <em>cantorum<\/em> aplica-se tamb\u00e9m, nas devidas propor\u00e7\u00f5es, aos restantes m\u00fasicos e de modo particular ao organista.<\/p>\n<p><strong>104. <\/strong>\u00c9 conveniente que haja um cantor ou mestre de coro encarregado de dirigir e sustentar o canto do povo. Na falta da <em>schola<\/em>, compete-lhe dirigir os diversos c\u00e2nticos, fazendo o povo participar na parte que lhe corresponde [88].<\/p>\n<p><strong>105. <\/strong>Tamb\u00e9m exercem uma fun\u00e7\u00e3o lit\u00fargica:<\/p>\n<p><em>a)<\/em> O sacrist\u00e3o, que prepara com dilig\u00eancia os livros lit\u00fargicos, os paramentos e tudo o que \u00e9 preciso para a celebra\u00e7\u00e3o da Missa.<\/p>\n<p><em>b)<\/em> O comentador, incumbido de fazer aos fi\u00e9is, se for oportuno, breves explica\u00e7\u00f5es e admoni\u00e7\u00f5es, a fim de os introduzir na celebra\u00e7\u00e3o e os dispor a compreend\u00ea-la melhor. As admoni\u00e7\u00f5es do comentador devem ser cuidadosamente preparadas e muito s\u00f3brias. No desempenho da sua fun\u00e7\u00e3o, o comentador deve colocar-se em lugar adequado, \u00e0 frente dos fi\u00e9is, mas n\u00e3o no amb\u00e3o.<\/p>\n<p><em>c)<\/em> Os encarregados de fazer na igreja a recolha das ofertas.<\/p>\n<p><em>d)<\/em> Aqueles que, em certas regi\u00f5es, s\u00e3o encarregados de receber os fi\u00e9is \u00e0 porta da igreja, de os conduzir aos seus lugares e de ordenar as suas prociss\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>106. <\/strong>\u00c9 conveniente, pelo menos nas igrejas catedrais e nas de maior import\u00e2ncia, que haja um ministro competente ou mestre de cerim\u00f3nias, respons\u00e1vel pelo bom ordenamento das a\u00e7\u00f5es sagradas, ao qual pertence velar para que as mesmas sejam executadas pelos ministros sagrados e fi\u00e9is leigos com dignidade, ordem e piedade.<\/p>\n<p><strong>107. <\/strong>As fun\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas, que n\u00e3o s\u00e3o pr\u00f3prias do sacerdote ou do di\u00e1cono, e das quais se tratou acima (nn. 100-106), tamb\u00e9m podem ser confiadas a leigos id\u00f3neos, escolhidos pelo p\u00e1roco ou reitor da igreja, mediante uma b\u00ean\u00e7\u00e3o lit\u00fargica ou por nomea\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria. Quanto \u00e0 fun\u00e7\u00e3o de servir o sacerdote ao altar, observem-se as determina\u00e7\u00f5es dadas pelo Bispo para a sua diocese.<\/p>\n<p><strong>IV. A distribui\u00e7\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es e a prepara\u00e7\u00e3o da celebra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>108<\/strong>. Um s\u00f3 e o mesmo sacerdote deve exercer a fun\u00e7\u00e3o presidencial sempre e em todas as suas partes, com excep\u00e7\u00e3o das que s\u00e3o pr\u00f3prias do Bispo na Missa em que este estiver presente (cf. acima n. 92).<\/p>\n<p><strong>109. <\/strong>Se est\u00e3o presentes v\u00e1rias pessoas que podem exercer o mesmo minist\u00e9rio, nada obsta a que distribuam e desempenhem entre si as diversas partes desse minist\u00e9rio ou of\u00edcio. Por exemplo: pode um di\u00e1cono encarregar-se das partes cantadas e outro di\u00e1cono servir ao altar; quando h\u00e1 mais que uma leitura, \u00e9 prefer\u00edvel confi\u00e1-las a diversos leitores; e assim noutros casos. Mas n\u00e3o \u00e9 conveniente que v\u00e1rios ministros dividam entre si um \u00fanico elemento da celebra\u00e7\u00e3o: <em>p. ex.<\/em> a mesma leitura lida por dois, um ap\u00f3s o outro, a n\u00e3o ser que se trate da Paix\u00e3o do Senhor.<\/p>\n<p><strong>110. <\/strong>Quando na Missa com o povo h\u00e1 um s\u00f3 ministro, este desempenha as diversas fun\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>111. <\/strong>Sob a orienta\u00e7\u00e3o do reitor da igreja, deve fazer-se a prepara\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica de cada celebra\u00e7\u00e3o lit\u00fargica, segundo os livros lit\u00fargicos [89], com a diligente coopera\u00e7\u00e3o de todos os que nela s\u00e3o chamados a intervir, tanto no que se refere aos ritos como no aspecto pastoral e musical; devem ser ouvidos tamb\u00e9m os fi\u00e9is naquilo que lhes diz directamente respeito. Mas o sacerdote que preside \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o conserva sempre o direito de dispor de tudo aquilo que for da sua compet\u00eancia.<\/p>\n<h2><strong>CAP\u00cdTULO IV<\/strong><\/h2>\n<h3><strong>AS DIVERSAS FORMAS DE CELEBRA\u00c7\u00c3O DA MISSA<\/strong><\/h3>\n<p><strong>112. <\/strong>Na Igreja local d\u00ea-se o primeiro lugar, em raz\u00e3o do seu significado, \u00e0 Missa presidida pelo Bispo rodeado do seu presbit\u00e9rio, di\u00e1conos e ministros leigos [90], com participa\u00e7\u00e3o plena e ativa de todo o povo santo de Deus. \u00c9 nesta Missa que se realiza a principal manifesta\u00e7\u00e3o da Igreja.<\/p>\n<p>Na Missa celebrada pelo Bispo, ou na qual ele est\u00e1 presente sem celebrar a Eucaristia, observem-se as normas que se encontram no Cerimonial dos Bispos [91].<\/p>\n<p><strong>113. <\/strong>Tenha-se igualmente em grande apre\u00e7o a Missa celebrada com uma comunidade, sobretudo com a comunidade paroquial; esta, com efeito, principalmente na celebra\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria do domingo, representa a Igreja universal num determinado tempo e lugar [92].<\/p>\n<p><strong>114<\/strong><strong>.<\/strong> Entre as Missas celebradas por certas comunidades, ocupa lugar de relevo a Missa conventual que faz parte do Oficio quotidiano, a chamada Missa \u201cda Comunidade\u201d. Ainda que tais Missas n\u00e3o tenham forma especial de celebra\u00e7\u00e3o, \u00e9 todavia da m\u00e1xima conveni\u00eancia que se celebrem com canto e, sobretudo, com a plena participa\u00e7\u00e3o de todos os membros da comunidade, seja de religiosos seja de c\u00f3negos. Cada um deve exercer nestas Missas a fun\u00e7\u00e3o que lhe \u00e9 pr\u00f3pria, segundo a Ordem ou minist\u00e9rio em que est\u00e1 investido. Conv\u00e9m, por isso, que, na medida do poss\u00edvel, todos os presb\u00edteros n\u00e3o obrigados a celebrar individualmente para utilidade pastoral dos fi\u00e9is concelebrem nestas Missas. Mais ainda, todos os sacerdotes pertencentes \u00e0 comunidade que, por dever de of\u00edcio, tenham de celebrar individualmente para utilidade pastoral dos fi\u00e9is, podem concelebrar no mesmo dia na Missa conventual ou \u201cda Comunidade\u201d [93]. Conv\u00e9m, assim, que os presb\u00edteros presentes na celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica, a menos de justa causa, exer\u00e7am habitualmente a fun\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria da sua ordem e, portanto, participem como concelebrantes, revestidos das vestes sagradas.<\/p>\n<h3><strong>I. Missa com o povo<\/strong><\/h3>\n<p><strong>115. <\/strong>Entende-se por Missa com o povo a que \u00e9 celebrada com participa\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is. Na medida do poss\u00edvel, conv\u00e9m que esta Missa, especialmente nos domingos e festas de preceito, seja celebrada com canto e com n\u00famero adequado de ministros [94]. Pode, todavia, celebrar-se tamb\u00e9m sem canto e com um s\u00f3 ministro.<\/p>\n<p><strong>116. <\/strong>Em qualquer celebra\u00e7\u00e3o da Missa, estando presente um di\u00e1cono, este deve nela desempenhar o seu minist\u00e9rio. Conv\u00e9m ainda que o sacerdote celebrante seja assistido normalmente por um ac\u00f3lito, um leitor e um cantor. O rito adiante descrito prev\u00ea, no entanto, a possibilidade de maior n\u00famero de ministros.<\/p>\n<p>Coisas a preparar<\/p>\n<p><strong>117. <\/strong>O altar deve ser coberto pelo menos com uma toalha de cor branca. Sobre o altar ou perto dele, disp\u00f5em-se, em qualquer celebra\u00e7\u00e3o, pelo menos dois casti\u00e7ais com velas acesas, ou quatro ou seis, sobretudo no caso da Missa dominical ou festiva de preceito, e at\u00e9 sete, se for o Bispo diocesano a celebrar. Igualmente, <strong>sobre o altar ou perto dele, haja uma cruz, com a imagem de Cristo crucificado.<\/strong> Os casti\u00e7ais e a cruz ornada com a imagem de Cristo crucificado podem ser levados na prociss\u00e3o de entrada. Tamb\u00e9m se pode colocar sobre o altar o Evangeli\u00e1rio, distinto do livro das outras leituras, a n\u00e3o ser que ele seja levado na prociss\u00e3o de entrada.<\/p>\n<p><strong>118. <\/strong>Preparam-se tamb\u00e9m:<\/p>\n<p><em>a)<\/em> Junto \u00e0 cadeira do sacerdote: o Missal e, porventura, o livro de canto;<\/p>\n<p><em>b)<\/em> No amb\u00e3o: o lecion\u00e1rio;<\/p>\n<p><em>c)<\/em> Na cred\u00eancia: o c\u00e1lice, o corporal, o sanguinho e, sendo preciso, a pala; a patena e as p\u00edxides, se forem necess\u00e1rias; o p\u00e3o para a Comunh\u00e3o do sacerdote que preside, do di\u00e1cono, dos ministros e do povo; as galhetas com o vinho e a \u00e1gua, a n\u00e3o ser que todas estas coisas sejam trazidas pelos fi\u00e9is na altura da apresenta\u00e7\u00e3o dos dons; o vaso da \u00e1gua a benzer, se se fizer a aspers\u00e3o; a bandeja (ou patena) para a Comunh\u00e3o dos fi\u00e9is; e ainda o que for necess\u00e1rio para lavar as m\u00e3os.<\/p>\n<p>\u00c9 louv\u00e1vel cobrir o c\u00e1lice com um v\u00e9u, que pode ser ou da cor do dia ou de cor branca.<\/p>\n<p><strong>119<\/strong><strong>. <\/strong> Na sacristia preparam-se as vestes sagradas (cf. nn. 337-341) do sacerdote, do di\u00e1cono, e dos outros ministros, segundo as diferentes formas de celebra\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p><em>a)<\/em> para o sacerdote: alva, estola e casula ou planeta;<\/p>\n<p><em>b)<\/em> para o di\u00e1cono: alva, estola e dalm\u00e1tica; esta, por necessidade ou por motivo de menor solenidade, pode omitir-se;<\/p>\n<p><em>c)<\/em> para os outros ministros: alva ou outras vestes legitimamente aprovadas [95].<\/p>\n<p>Todos os que v\u00e3o revestidos de alva usam tamb\u00e9m o c\u00edngulo e o amito, salvo se n\u00e3o forem exigidos em virtude da forma da pr\u00f3pria alva.<\/p>\n<p>Quando a entrada se faz com prociss\u00e3o, prepara-se tamb\u00e9m: o Evangeli\u00e1rio; nos domingos e festas o tur\u00edbulo e a naveta com incenso, se se usa o incenso; a cruz a levar na prociss\u00e3o e os candelabros com c\u00edrios acesos.<\/p>\n<p><strong><em>A) A Missa sem di\u00e1cono<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Ritos iniciais<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>120. <\/strong>Reunido o povo, o sacerdote e os ministros, revestidos com as vestes sagradas, encaminham-se para o altar por esta ordem:<\/p>\n<p><em>a)<\/em> o turifer\u00e1rio com o tur\u00edbulo fumegante, se se usa o incenso;<\/p>\n<p><em>b)<\/em> os cerofer\u00e1rios com os c\u00edrios acesos, e entre eles um ac\u00f3lito ou outro ministro com a cruz;<\/p>\n<p><em>c)<\/em> os ac\u00f3litos e outros ministros;<\/p>\n<p><em>d)<\/em> o leitor, que pode levar o Evangeli\u00e1rio um pouco elevado, n\u00e3o, por\u00e9m, o Leccion\u00e1rio;<\/p>\n<p><em>e)<\/em> o sacerdote que vai celebrar a Missa.<\/p>\n<p>Se se usa o incenso, o sacerdote, antes de se iniciar a prociss\u00e3o de entrada, imp\u00f5e incenso no tur\u00edbulo e benze-o com o sinal da cruz, sem dizer nada.<\/p>\n<p><strong>121. <\/strong>Enquanto a prociss\u00e3o se dirige para o altar, canta-se o c\u00e2ntico de entrada (cf. nn. 47-48).<\/p>\n<p><strong>122. <\/strong>Ao chegarem ao altar, o sacerdote e os ministros fazem uma inclina\u00e7\u00e3o profunda.<\/p>\n<p>A cruz adornada com a imagem de Cristo crucificado e levada na prociss\u00e3o pode colocar-se junto do altar, para se tornar a cruz do altar, que deve ser apenas uma, ou ent\u00e3o seja guardada; os candelabros, por\u00e9m, colocam-se sobre o altar ou junto dele; o Evangeli\u00e1rio dep\u00f5e-se sobre o altar.<\/p>\n<p><strong>123. <\/strong>O sacerdote aproxima-se do altar e venera-o com um beijo. Logo a seguir, se parecer oportuno, incensa a cruz e o altar, andando em volta dele.<\/p>\n<p><strong>124. <\/strong>Feito isto, o sacerdote vai para a cadeira. Terminado o c\u00e2ntico de entrada, sacerdote e fi\u00e9is, todos de p\u00e9, benzem-se com o sinal da cruz. O sacerdote diz: <em>Em nome do Pai e do Filho e do Esp\u00edrito Santo<\/em> (In nomine Patris et Filii et Spiritus Sancti). O povo responde: <em>Amen<\/em>.<\/p>\n<p>Em seguida, o sacerdote, voltado para o povo e abrindo os bra\u00e7os, sa\u00fada-o, utilizando uma das f\u00f3rmulas propostas. Pode tamb\u00e9m o pr\u00f3prio sacerdote ou outro ministro fazer aos fi\u00e9is uma introdu\u00e7\u00e3o, com brev\u00edssimas palavras, na Missa desse dia.<\/p>\n<p><strong>125. <\/strong>Segue-se o ato penitencial. Depois canta-se ou diz-se o <em>Senhor, tende piedade de n\u00f3s<\/em> (K\u00fdrie), segundo as rubricas (cf. n. 52).<\/p>\n<p><strong>126. <\/strong>Quando estiver prescrito, canta-se ou diz-se o <em>Gl\u00f3ria<\/em> (cf. n. 53).<\/p>\n<p><strong>127. <\/strong>A seguir, o sacerdote convida o povo \u00e0 ora\u00e7\u00e3o, dizendo, de m\u00e3os juntas: <em>Oremos<\/em> (Oremus). E todos, juntamente com o sacerdote, oram em sil\u00eancio durante alguns momentos. Depois o sacerdote, de bra\u00e7os abertos, diz a ora\u00e7\u00e3o colecta; no fim, o povo aclama: <em>Amen<\/em>.<\/p>\n<p><strong><em>Liturgia da palavra<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>128. <\/strong>Terminada a ora\u00e7\u00e3o coleta, todos se sentam. O sacerdote pode, com brev\u00edssimas palavras, introduzir os fi\u00e9is na liturgia da palavra. <strong><span style=\"color: #ff0000\">Entretanto, o leitor vai ao amb\u00e3o e, a partir do lecion\u00e1rio a\u00ed colocado <span style=\"text-decoration: underline\">antes da Missa<\/span>, proclama a primeira leitura, que todos escutam<\/span><span style=\"color: #ff0000\">.<\/span><\/strong> No fim, o leitor profere a aclama\u00e7\u00e3o: <em>Palavra do Senhor<\/em> (Verbum Domini); e todos respondem: <em>Gra\u00e7as a Deus<\/em> (Deo Gratias)<strong>. <\/strong><\/p>\n<p>Pode ent\u00e3o observar-se, se for oportuno, um breve espa\u00e7o de sil\u00eancio, para que todos meditem brevemente no que ouviram.<\/p>\n<p><strong>129. <\/strong>Depois, o salmista ou o pr\u00f3prio leitor recita o vers\u00edculo do salmo, ao qual o povo responde habitualmente com o refr\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>130. <\/strong>Se h\u00e1 segunda leitura antes do Evangelho, o leitor proclama-a do amb\u00e3o. Todos escutam em sil\u00eancio e no fim respondem com a aclama\u00e7\u00e3o, como acima se disse (n. 128). A seguir, se for oportuno, pode observar-se um breve espa\u00e7o de sil\u00eancio.<\/p>\n<p><strong>131. <\/strong>Depois todos se levantam e canta-se o Aleluia ou outro c\u00e2ntico, conforme o tempo lit\u00fargico (cf. nn. 62-64).<\/p>\n<p><strong>132. <\/strong>Enquanto se canta o Aleluia ou o outro c\u00e2ntico, o sacerdote imp\u00f5e e benze o incenso, quando se usa. De seguida, profundamente inclinado diante do altar, de m\u00e3os juntas, diz em sil\u00eancio: <em>Purificai o meu cora\u00e7\u00e3o<\/em> (Munda cor meum).<\/p>\n<p><strong>133. <\/strong>Toma ent\u00e3o o Evangeli\u00e1rio, se est\u00e1 sobre o altar, e dirige-se para o amb\u00e3o, levando o Evangeli\u00e1rio um pouco elevado, precedido pelos ministros leigos, que podem levar o tur\u00edbulo e os c\u00edrios. <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Os presentes voltam-se para o amb\u00e3o, manifestando uma especial rever\u00eancia ao Evangelho de Cristo.<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>134. <\/strong>Tendo chegado ao amb\u00e3o, o sacerdote abre o livro e, de m\u00e3o juntas, diz: <em>O Senhor esteja convosco<\/em> (Dominus vobiscum); o povo responde: <em>Ele est\u00e1 no meio de n\u00f3s<\/em> (Et cum spiritu tuo), e a seguir <em>Evangelho de Nosso Senhor<\/em>\u2026 (Lectio sancti Evangelii\u2026), fazendo o sinal da cruz sobre o livro e sobre si mesmo na fronte, na boca e no peito, e todos fazem o mesmo. O povo aclama, dizendo: <em>Gl\u00f3ria a V\u00f3s, Senhor<\/em> (Gloria tibi, Domine). Depois, se se usa o incenso, o sacerdote incensa o livro (cf. nn. 276-277). A seguir proclama o Evangelho, e no fim diz a aclama\u00e7\u00e3o: <em>Palavra da salva\u00e7\u00e3o<\/em> (Verbum Domini). Todos respondem: <em>Gl\u00f3ria a V\u00f3s, Senhor<\/em> (Laus tibi, Christe). O sacerdote beija o livro, dizendo em sil\u00eancio: <em>Por este santo Evangelho<\/em> (Per evangelica dicta\u2026).<\/p>\n<p><strong>135. <\/strong>Se n\u00e3o h\u00e1 leitor, \u00e9 o pr\u00f3prio sacerdote que de p\u00e9 proclama, no amb\u00e3o, todas as leituras e o salmo. Ali tamb\u00e9m, se se usa o incenso, imp\u00f5e incenso e benze-o, e, profundamente inclinado, diz : <em>Purificai o meu cora\u00e7\u00e3o<\/em> (Munda cor meum).<\/p>\n<p><strong>136. <\/strong>O sacerdote, em p\u00e9, da cadeira ou do pr\u00f3prio amb\u00e3o, ou, se for oportuno, noutro lugar conveniente, faz a homilia. Terminada a homilia, pode observar-se, se for oportuno, um espa\u00e7o de sil\u00eancio.<\/p>\n<p><strong>137. <\/strong>O S\u00edmbolo \u00e9 cantado ou recitado pelo sacerdote juntamente com o povo (cf. n. 68), estando todos de p\u00e9. \u00c0s palavras <em>E encarnou<\/em>, etc. (Et incarnatus est, etc.), todos se inclinam profundamente; por\u00e9m, nas solenidades da Anuncia\u00e7\u00e3o e do Natal do Senhor, genuflectem.<\/p>\n<p><strong>138. <\/strong>Terminado o S\u00edmbolo, o sacerdote, de p\u00e9 junto da cadeira, de m\u00e3os juntas, convida os fi\u00e9is \u00e0 ora\u00e7\u00e3o universal com uma breve admoni\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o um di\u00e1cono ou um cantor, ou um leitor ou outro, no amb\u00e3o ou noutro lugar conveniente, voltado para o povo, prop\u00f5e as inten\u00e7\u00f5es, a que o povo responde suplicante com a sua parte. Por fim o sacerdote, de bra\u00e7os abertos, conclui as preces com uma ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong><em>Liturgia eucar\u00edstica<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>139. <\/strong>Terminada a ora\u00e7\u00e3o universal, todos se sentam, e come\u00e7a o c\u00e2ntico do ofert\u00f3rio (cf. n. 74), se h\u00e1 prociss\u00e3o dos dons.<\/p>\n<p>O ac\u00f3lito ou outro ministro leigo coloca sobre o altar o corporal, o sanguinho, o c\u00e1lice, a pala e o missal.<\/p>\n<p><strong>140. <\/strong>Conv\u00e9m que a participa\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is se manifeste pela oferta quer do p\u00e3o e do vinho destinados \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia, quer de outros dons destinados \u00e0s necessidades da Igreja e dos pobres.<\/p>\n<p>As ofertas dos fi\u00e9is s\u00e3o recebidas pelo sacerdote com a ajuda do ac\u00f3lito ou de outro ministro. O p\u00e3o e o vinho destinados \u00e0 Eucaristia s\u00e3o levados ao celebrante, que os dep\u00f5e sobre o altar; os outros dons s\u00e3o colocados noutro lugar conveniente (cf. n. 73).<\/p>\n<p><strong>141. <\/strong>O sacerdote, junto do altar, recebe a patena com o p\u00e3o; e, sustentando-a, com ambas as m\u00e3os, um pouco elevada sobre o altar, diz em sil\u00eancio (secreto): <em>Bendito sejais, Senhor<\/em>. Em seguida, dep\u00f5e a patena com o p\u00e3o sobre o corporal.<\/p>\n<p><strong>142. <\/strong>O sacerdote vai depois ao lado do altar, onde o ministro lhe apresenta as galhetas, e deita no c\u00e1lice o vinho e um pouco de \u00e1gua, dizendo em sil\u00eancio: Pelo mist\u00e9rio desta \u00e1gua e deste vinho. Volta ao meio do altar, toma o c\u00e1lice com ambas as m\u00e3os e, sustentando-o um pouco elevado sobre o altar, diz em voz baixa: <em>Bendito sejais, Senhor<\/em>. Dep\u00f5e, em seguida, o c\u00e1lice sobre o corporal e, se parecer oportuno, cobre-o com a pala.<\/p>\n<p>Se n\u00e3o h\u00e1 c\u00e2ntico do ofert\u00f3rio ou n\u00e3o se toca o \u00f3rg\u00e3o, o sacerdote pode, na apresenta\u00e7\u00e3o do p\u00e3o e do vinho, dizer em voz alta as f\u00f3rmulas de b\u00ean\u00e7\u00e3o, \u00e0s quais o povo aclama: <em>Bendito seja Deus para sempre<\/em>.<\/p>\n<p><strong>143. <\/strong>Colocado o c\u00e1lice no altar, o sacerdote inclina-se profundamente e diz em sil\u00eancio: <em>De cora\u00e7\u00e3o humilhado e contrito<\/em> (In spiritu humilitatis).<\/p>\n<p><strong>144. <\/strong>A seguir, se se usa o incenso, o sacerdote imp\u00f5e-o no tur\u00edbulo e incensa as oblatas, a cruz e o altar. Um ministro, de p\u00e9 ao lado do altar, incensa o sacerdote, e depois o povo.<\/p>\n<p><strong>145. <\/strong>Depois da ora\u00e7\u00e3o: <em>De cora\u00e7\u00e3o humilhado e contrito<\/em> (In spiritu humilitatis) ou depois da incensa\u00e7\u00e3o, o sacerdote vai ao lado do altar e lava as m\u00e3os, dizendo em sil\u00eancio: <em>Lavai-me, Senhor<\/em>, enquanto o ministro lhe serve a \u00e1gua.<\/p>\n<p><strong>146. <\/strong>O sacerdote vem ao meio do altar e, voltado para o povo, abrindo e juntando as m\u00e3os, convida-o \u00e0 ora\u00e7\u00e3o, dizendo: <em>Orai, irm\u00e3os<\/em>, etc\u2026 (Orate, fratres\u2026\u2013 Em Portugal pode o sacerdote dizer apenas <em>Oremos<\/em>, sem resposta do povo). O povo levanta-se e responde: <em>Receba o Senhor<\/em>. Depois o sacerdote, recita, de bra\u00e7os abertos, a ora\u00e7\u00e3o sobre as oblatas. No fim o povo aclama: <em>Amen<\/em>.<\/p>\n<p><strong>147. <\/strong>Ent\u00e3o o sacerdote come\u00e7a a Ora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica. Segundo as rubricas, escolhe uma das que se encontram no Missal Romano, ou que a Santa S\u00e9 tenha aprovado. Por sua natureza, a Ora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica exige que seja s\u00f3 o sacerdote, em virtude da ordena\u00e7\u00e3o, a diz\u00ea-la. O povo, por\u00e9m, associe-se ao sacerdote, na f\u00e9 e em sil\u00eancio, e tamb\u00e9m com as interven\u00e7\u00f5es previstas na Ora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica, isto \u00e9: as respostas ao di\u00e1logo do Pref\u00e1cio, o Sanctus, a aclama\u00e7\u00e3o depois da consagra\u00e7\u00e3o e a aclama\u00e7\u00e3o <em>Amen<\/em> depois da doxologia final, e ainda com outras aclama\u00e7\u00f5es aprovadas pela Confer\u00eancia Episcopal e confirmadas pela Santa S\u00e9.<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000\"><strong>\u00c9 muito conveniente que o sacerdote cante as partes musicadas da Ora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica.<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>148. <\/strong>Ao come\u00e7ar a Ora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica, o sacerdote, abrindo os bra\u00e7os, canta ou diz: <em>O Senhor esteja convosco<\/em> (Dominus vobiscum), e o povo responde: <em>Ele est\u00e1 no meio de n\u00f3s<\/em> (Et cum spiritu tuo). Em seguida continua, elevando as m\u00e3os: <em>Cora\u00e7\u00f5es ao alto<\/em> (Sursum corda). O povo responde: <em>O nosso cora\u00e7\u00e3o est\u00e1 em Deus<\/em> (Habemus ad Dominum). Ent\u00e3o o sacerdote, de bra\u00e7os abertos, acrescenta: <em>D\u00eamos gra\u00e7as ao Senhor nosso Deus<\/em> (Gratias agamus Domino Deo nostro). E o povo responde: <em>\u00c9 nosso dever, \u00e9 nossa salva\u00e7\u00e3o<\/em> (Dignum et iustum est). Depois o sacerdote, de m\u00e3os estendidas, continua o Pref\u00e1cio, no fim do qual junta as m\u00e3os e, juntamente com todos os presentes, canta ou recita em voz alta: <em>Santo<\/em>\u2026 (Sanctus) (cf. n. 79, b).<\/p>\n<p><strong>149. <\/strong>O sacerdote prossegue a Ora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica, segundo as rubricas apresentadas em cada uma das Ora\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Se o sacerdote celebrante \u00e9 um Bispo, nas Ora\u00e7\u00f5es, a seguir \u00e0s palavras <em>em comunh\u00e3o com o vosso servo o Papa N.<\/em> (Papa nostro N.), acrescenta: <em>e comigo, vosso indigno servo<\/em> (et me indigno servo tuo). Se o Bispo celebra fora da sua diocese, depois das palavras: <em>com o Papa N.<\/em> (Papa nostro N.), acrescenta: <em>e comigo, vosso indigno servo, e com o meu irm\u00e3o N, bispo desta Igreja de N.<\/em> (et me indigno famulo tuo, et fratre meo N., episcopo huius Ecclesiae N.), ou depois das palavras: <em>o Papa N.<\/em> (Papae nostri N.) acrescenta: <em>e de mim, vosso indigno servo, e do meu irm\u00e3o N., bispo desta Igreja de N.<\/em> (mei indigni famuli Tui, et fratris mei N., episcopi huius Ecclesiae N.). [* <em>Na vers\u00e3o portuguesa pode ignorar-se a variante com genitivo que \u00e9 exclusiva do original latino da Ora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica IV<\/em>]<\/p>\n<p>O Bispo diocesano, ou aquele que pelo direito lhe \u00e9 equiparado, deve ser mencionado com esta f\u00f3rmula: <em>em comunh\u00e3o com o vosso servo o Papa N., o nosso Bispo N.<\/em> (ou <em>Vig\u00e1rio, Prelado, Prefeito, Abade N.<\/em>) [una cum famulo tuo N. et Episcopo (vel Vicario, Praelato, Praefecto, Abbate) nostro N.].<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m se podem mencionar os Bispos Coadjutor e Auxiliares na Ora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica, mas n\u00e3o outros bispos eventualmente presentes. Quando se tiver que nomear v\u00e1rios, usa-se uma f\u00f3rmula geral: <em>o nosso Bispo N. e seus Bispos Auxiliares<\/em> (et Episcopo nostro N. eiusque Episcopis adiutoribus).<\/p>\n<p>Em cada uma das Ora\u00e7\u00f5es eucar\u00edsticas estas f\u00f3rmulas devem adaptar-se \u00e0s regras gramaticais.<\/p>\n<p><strong>150. Um pouco antes da consagra\u00e7\u00e3o, se parecer oportuno, o ministro pode chamar a aten\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is com um <span style=\"text-decoration: underline\">toque de campainha<\/span>,<\/strong> que pode tocar-se tamb\u00e9m a cada eleva\u00e7\u00e3o, segundo os costumes locais.<\/p>\n<p>Se se usa incenso, o ministro incensa a h\u00f3stia e o c\u00e1lice, ao serem mostrados ao povo depois da consagra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>151<\/strong>. A seguir \u00e0 consagra\u00e7\u00e3o, depois de o sacerdote dizer: <em>Mist\u00e9rio da f\u00e9<\/em> (Myst\u00e9rium fidei), o povo aclama, utilizando uma das f\u00f3rmulas prescritas.<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000\"><strong>No fim da Ora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica, o sacerdote toma a patena com a h\u00f3stia e o c\u00e1lice e, elevando-os ambos, diz <span style=\"text-decoration: underline\">sozinho<\/span> a doxologia:<\/strong><\/span> <em>Por Cristo<\/em> (Per ipsum). <strong>No <span style=\"text-decoration: underline\">fim<\/span> o povo aclama: <em>Amen<\/em>.<\/strong> A seguir o sacerdote dep\u00f5e a patena e o c\u00e1lice sobre o corporal.<\/p>\n<p><strong>152<\/strong>. Terminada a Ora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica, o sacerdote, de m\u00e3os juntas, diz a admoni\u00e7\u00e3o que antecede a ora\u00e7\u00e3o dominical; e a seguir recita, de bra\u00e7os abertos, esta ora\u00e7\u00e3o juntamente com o povo.<\/p>\n<p><strong>153. <\/strong>Terminada a ora\u00e7\u00e3o dominical, o sacerdote, de bra\u00e7os abertos, diz sozinho o embolismo <em>Livrai-nos de todo o mal, Senhor<\/em> (Libera nos\u2026). No fim o povo aclama: <em>Vosso \u00e9 o reino<\/em> (Quia tuum est regnum).<\/p>\n<p><strong>154. <\/strong>Em seguida, o sacerdote, de bra\u00e7os abertos, diz em voz alta a ora\u00e7\u00e3o <em>Senhor Jesus Cristo, que dissestes<\/em> (Domine Iesu Christe, qui dixisti); uma vez terminada, o sacerdote, abrindo e juntando as m\u00e3os, anuncia a paz, voltado para o povo, dizendo: <em>A paz do Senhor esteja sempre convosco<\/em> (Pax Domini sit semper vobiscum); e o povo responde: <em>O amor de Cristo nos uniu<\/em> (Et cum spiritu tuo). Logo a seguir, se parecer oportuno, acrescenta: <em>Saudai-vos na paz de Cristo<\/em> (Offerte vobis pacem).<\/p>\n<p><strong>O sacerdote pode dar a paz aos ministros, mas permanece sempre dentro do presbit\u00e9rio, a fim de n\u00e3o perturbar a celebra\u00e7\u00e3o.<\/strong> Procede do mesmo modo se, por motivos razo\u00e1veis, quiser dar a paz a alguns poucos fi\u00e9is. E todos, segundo as determina\u00e7\u00f5es da Confer\u00eancia Episcopal, se sa\u00fadam uns aos outros em sinal de m\u00fatua paz, comunh\u00e3o e caridade. Enquanto se d\u00e1 a paz, pode dizer-se: <em>A paz do Senhor esteja sempre contigo<\/em> (Pax Domini sit semper tecum), ao que se responde: <em>Amen<\/em>.<\/p>\n<p><strong>155. <\/strong>A seguir, o sacerdote toma a h\u00f3stia, parte-a sobre a patena e deita um fragmento no c\u00e1lice, dizendo em sil\u00eancio: <em>Esta uni\u00e3o<\/em> (Haec commixtio). Entretanto, o coro e o povo cantam ou recitam: <em>Cordeiro de Deus<\/em> (Agnus Dei) (cf. n. 83).<\/p>\n<p><strong>156. <\/strong>Ent\u00e3o o sacerdote, de m\u00e3os juntas, diz em sil\u00eancio a ora\u00e7\u00e3o antes da Comunh\u00e3o: <em>Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus vivo<\/em> (Domine Iesu Christe, Filii Dei vivi) ou <em>A comunh\u00e3o do vosso Corpo e Sangue<\/em> (Perceptio Corporis et Sanguinis).<\/p>\n<p><strong>157. <\/strong>Terminada esta ora\u00e7\u00e3o, o sacerdote genuflecte, toma a h\u00f3stia, levanta-a um pouco sobre a patena ou sobre o c\u00e1lice e, voltado para o povo, diz: <em>Felizes os convidados<\/em> (Ecce Agnus Dei); e, juntamente com o povo, acrescenta uma s\u00f3 vez: <em>Senhor, eu n\u00e3o sou digno<\/em> (Domine, non sum dignus).<\/p>\n<p><strong>158. <\/strong>Depois, voltado para o altar, o sacerdote diz em sil\u00eancio: <em>O Corpo de Cristo me guarde para a vida eterna<\/em> (Corpus Christi custodiat me in vitam aeternam); e comunga com rever\u00eancia o Corpo de Cristo. A seguir, toma o c\u00e1lice, dizendo em sil\u00eancio: <em>O Sangue de Cristo me guarde para a vida eterna<\/em> (Sanguis Christi custodiat me in vitam aeternam); e comunga com rever\u00eancia o Sangue de Cristo.<\/p>\n<p><strong>159<\/strong>. Enquanto o sacerdote recebe o Sacramento, come\u00e7a-se o canto da Comunh\u00e3o (cf. n. 86).<\/p>\n<p><strong>160. <\/strong>O sacerdote pega depois na patena ou na p\u00edxide e aproxima-se dos comungantes, que habitualmente se aproximam em prociss\u00e3o.<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000\"><strong><em><span style=\"text-decoration: underline\">N\u00e3o \u00e9 permitido que os pr\u00f3prios fi\u00e9is tomem, por si mesmos, o p\u00e3o consagrado nem o c\u00e1lice sagrado, e menos ainda que o passem entre si, de m\u00e3o em m\u00e3o.<\/span> Os fi\u00e9is comungam de joelhos ou de p\u00e9, segundo a determina\u00e7\u00e3o da Confer\u00eancia Episcopal. Quando comungam de p\u00e9, recomenda-se que, antes de receberem o Sacramento, fa\u00e7am a devida rever\u00eancia, estabelecida pelas mesmas normas.<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>161. <\/strong>Se a Comunh\u00e3o for distribu\u00edda unicamente sob a esp\u00e9cie do p\u00e3o, o sacerdote levanta um pouco a h\u00f3stia e, mostrando-a a cada um dos comungantes, diz: <em>O Corpo de Cristo<\/em> ou Corpus Christi. O comungante responde: <em>Amen<\/em>, e recebe o Sacramento na boca, ou, onde for permitido, na m\u00e3o, conforme preferir. O comungante recebe a h\u00f3stia e comunga-a imediatamente e na \u00edntegra.<\/p>\n<p>Quando a Comunh\u00e3o se faz sob as duas esp\u00e9cies, segue-se o rito descrito em seu lugar pr\u00f3prio (cf. nn. 284-287).<\/p>\n<p><strong>162.<\/strong> Na distribui\u00e7\u00e3o da Comunh\u00e3o, o sacerdote pode ser ajudado por outros presb\u00edteros eventualmente presentes. Se estes n\u00e3o estiverem dispon\u00edveis e o n\u00famero dos comungantes for demasiado grande, o sacerdote pode chamar em seu aux\u00edlio os ministros extraordin\u00e1rios, isto \u00e9, o ac\u00f3lito devidamente institu\u00eddo ou tamb\u00e9m outros fi\u00e9is, que tenham sido devidamente nomeados para isso [96]. Em caso de necessidade, o sacerdote pode designar, s\u00f3 para essa ocasi\u00e3o,<strong> alguns <span style=\"text-decoration: underline\">fi\u00e9is id\u00f3neos<\/span><\/strong> [97].<\/p>\n<p><strong>Estes ministros n\u00e3o devem aproximar-se do altar antes de o sacerdote ter tomado a Comunh\u00e3o; e recebem sempre da <span style=\"text-decoration: underline\">m\u00e3o do sacerdote celebrante<\/span> o vaso com as esp\u00e9cies da Sant\u00edssima Eucaristia a distribuir aos fi\u00e9is.<\/strong><\/p>\n<p><strong>163. <span style=\"color: #ff0000\">Terminada a distribui\u00e7\u00e3o da Comunh\u00e3o, o <span style=\"text-decoration: underline\">sacerdote<\/span>, no altar, consome imediatamente todo o vinho consagrado que porventura tiver sobrado; quanto \u00e0s h\u00f3stias consagradas que sobrarem, ou as consome no altar ou leva-as ao lugar destinado a guardar a Eucaristia.<\/span><\/strong><\/p>\n<p>O sacerdote, regressado ao altar, recolhe os fragmentos que porventura houver. Depois vai ao lado do altar ou \u00e0 cred\u00eancia e purifica a patena ou a p\u00edxide sobre o c\u00e1lice; a seguir, purifica o c\u00e1lice, enquanto diz em sil\u00eancio: <em>O que em nossa boca recebemos<\/em> (Quod ore sumpsimus); e limpa o c\u00e1lice com o sanguinho. Se os vasos s\u00e3o purificados no altar, o ministro leva-os para a cred\u00eancia. Os vasos a purificar, sobretudo se forem v\u00e1rios, tamb\u00e9m se podem deixar no altar ou na cred\u00eancia, sobre o corporal, devidamente cobertos, sendo purificados imediatamente depois da Missa, ap\u00f3s a despedida do povo.<\/p>\n<p><strong>164. <\/strong>Depois o sacerdote pode voltar para a cadeira. Entretanto, podem guardar-se uns momentos de sil\u00eancio sagrado, ou cantar ou recitar um salmo ou outro c\u00e2ntico de louvor ou um hino (cf. n. 88).<\/p>\n<p><strong>165. <\/strong>Depois o sacerdote, de p\u00e9 junto do altar ou da cadeira, diz de m\u00e3os juntas, voltado para o povo: <em>Oremos<\/em> (Oremus); e, de bra\u00e7os abertos, recita a ora\u00e7\u00e3o depois da Comunh\u00e3o, a qual pode ser precedida de um breve momento de sil\u00eancio, a n\u00e3o ser que o tenha havido logo a seguir \u00e0 Comunh\u00e3o. No fim da ora\u00e7\u00e3o o povo aclama: <em>Amen<\/em>.<\/p>\n<p>Ritos de conclus\u00e3o<\/p>\n<p><strong>166. <\/strong>Terminada a ora\u00e7\u00e3o depois da Comunh\u00e3o, <strong>se houver avisos a fazer, fa\u00e7am-se em <span style=\"text-decoration: underline\">forma breve<\/span><\/strong>.<\/p>\n<p><strong>167. <\/strong>A seguir, o sacerdote sa\u00fada o povo, abrindo os bra\u00e7os e dizendo: <em>O Senhor esteja convosco<\/em> (Dominus vobiscum), a que o povo responde: <em>Ele est\u00e1 no meio de n\u00f3s<\/em> (Et cum spiritu tuo). O sacerdote, junta de novo as m\u00e3os, e, logo a seguir, com a m\u00e3o esquerda no peito e elevando a m\u00e3o direita, acrescenta: <em>Aben\u00e7oe-vos Deus todo-poderoso<\/em> (Benedicat vos omnipotens Deus) e, fazendo o sinal da cruz sobre o povo, continua: <em>Pai e Filho e Esp\u00edrito Santo<\/em> (Pater et Filius et Spiritus Sanctus); e todos respondem: <em>Amen<\/em>.<\/p>\n<p>Em certos dias e em ocasi\u00f5es especiais, esta f\u00f3rmula de b\u00ean\u00e7\u00e3o \u00e9 precedida, segundo as rubricas, de outra mais solene ou da ora\u00e7\u00e3o sobre o povo.<\/p>\n<p>O Bispo aben\u00e7oa o povo com a f\u00f3rmula apropriada, fazendo por tr\u00eas vezes o sinal da cruz sobre o povo.<\/p>\n<p><strong>168. <\/strong>Logo a seguir \u00e0 b\u00ean\u00e7\u00e3o, o sacerdote, de m\u00e3os juntas, diz: <em>Ide em paz e o Senhor vos acompanhe<\/em> (Ite, missa est); e todos respondem: <em>Gra\u00e7as a Deus<\/em> (Deo gratias).<\/p>\n<p><strong>169. <\/strong>O sacerdote, habitualmente, beija ent\u00e3o o altar em sinal de venera\u00e7\u00e3o, faz-lhe, com os ministros leigos, uma inclina\u00e7\u00e3o profunda, e retira-se com eles.<\/p>\n<p><strong>170. <\/strong>Se a Missa \u00e9 seguida de outra a\u00e7\u00e3o lit\u00fargica, omitem-se os ritos de conclus\u00e3o, quer dizer, a sauda\u00e7\u00e3o, a b\u00ean\u00e7\u00e3o e a despedida.<\/p>\n<p><strong><em>B) A Missa com Di\u00e1cono<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>171. <\/strong>Quando est\u00e1 presente na celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica, o di\u00e1cono exerce o seu minist\u00e9rio revestido com as vestes sagradas. Com efeito, ele pr\u00f3prio:<\/p>\n<p><em>a)<\/em> assiste ao sacerdote e est\u00e1 sempre a seu lado;<\/p>\n<p><em>b)<\/em> ao altar, ministra ao c\u00e1lice e ao livro;<\/p>\n<p><em>c)<\/em> proclama o Evangelho e pode, por mandato do sacerdote celebrante, fazer a homilia (cf. n. 66);<\/p>\n<p><em>d)<\/em> orienta o povo fiel com oportunas admoni\u00e7\u00f5es e enuncia as inten\u00e7\u00f5es da ora\u00e7\u00e3o universal;<\/p>\n<p><em>e)<\/em> ajuda o sacerdote celebrante a distribuir a Comunh\u00e3o, e purifica e arruma os vasos sagrados;<\/p>\n<p><em>f)<\/em> ele pr\u00f3prio, segundo as necessidades, realiza os of\u00edcios dos outros ministros, se nenhum deles estiver presente.<\/p>\n<p><strong><em>Ritos iniciais<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>172. <\/strong>O di\u00e1cono, levando o Evangeli\u00e1rio um pouco elevado, vai \u00e0 frente do sacerdote a caminho do altar; caso contr\u00e1rio, vai ao lado dele.<\/p>\n<p><strong>173. <\/strong>Ao chegar ao altar, se levar o Evangeli\u00e1rio, omitida a rever\u00eancia, aproxima-se do altar. A seguir, dep\u00f5e o Evangeli\u00e1rio sobre o altar, e juntamente com o sacerdote, venera o altar com um beijo.<\/p>\n<p>Se n\u00e3o levar o Evangeli\u00e1rio, faz uma inclina\u00e7\u00e3o profunda ao altar juntamente com o sacerdote, do modo habitual, e venera o altar com um beijo juntamente com ele.<\/p>\n<p>Por fim, se se usa o incenso, assiste o sacerdote na imposi\u00e7\u00e3o do incenso e na incensa\u00e7\u00e3o da cruz e do altar.<\/p>\n<p><strong>174. <\/strong>Incensado o altar, vai para a cadeira juntamente com o sacerdote, ficando a\u00ed de p\u00e9 ao lado dele, servindo-o no que for preciso.<\/p>\n<p><strong><em>Liturgia da palavra<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>175. <\/strong>Enquanto se canta o Aleluia ou o outro c\u00e2ntico, assiste ao sacerdote na prepara\u00e7\u00e3o do tur\u00edbulo, se se usar incenso; em seguida, inclinando-se profundamente diante do sacerdote, pede-lhe a b\u00ean\u00e7\u00e3o, dizendo em voz baixa: <em>A vossa b\u00ean\u00e7\u00e3o<\/em> (Iube, domne, benedicere). O sacerdote aben\u00e7oa-o, dizendo: <em>O Senhor esteja no teu cora\u00e7<\/em>\u00e3o. (Dominus sit in corde tuo). O di\u00e1cono benze-se com o sinal da cruz e responde: <em>Amen<\/em>. Em seguida, depois de fazer a inclina\u00e7\u00e3o ao altar, toma o Evangeli\u00e1rio, que louvavelmente est\u00e1 sobre ele, levando-o um pouco elevado, dirige-se para o amb\u00e3o, precedido do turifer\u00e1rio com o tur\u00edbulo fumegante e dos ministros com c\u00edrios acesos. No amb\u00e3o sa\u00fada o povo, dizendo, de m\u00e3o juntas: <em>O Senhor esteja convosco<\/em> (Dominus vobiscum); depois, \u00e0s palavras <em>Leitura do santo Evangelho<\/em> (Lectio sancti Evangelii), faz com o polegar o sinal da cruz no livro e depois persigna-se a si pr\u00f3prio na fronte, na boca e no peito, incensa o livro e proclama o Evangelho. No fim aclama: <em>Palavra da salva\u00e7\u00e3o<\/em> (Verbum Domini), e todos respondem: <em>Gl\u00f3ria a V\u00f3s, Senhor<\/em> (Laus tibi, Christe). Depois beija o livro em sinal de venera\u00e7\u00e3o, dizendo em sil\u00eancio: <em>Por este santo Evangelho<\/em> (Per evang\u00e9lica dicta); e volta para junto do sacerdote.<\/p>\n<p>Quando o di\u00e1cono ministra ao Bispo, leva-lhe o livro para que ele o beije ou beija-o ele pr\u00f3prio, dizendo em sil\u00eancio: <em>Por este santo Evangelho<\/em> (Per evang\u00e9lica dicta). Nas celebra\u00e7\u00f5es mais solenes o Bispo, se for oportuno, d\u00e1 a b\u00ean\u00e7\u00e3o ao povo com o Evangeli\u00e1rio.<\/p>\n<p>Por fim, o Evangeli\u00e1rio pode ser levado para a cred\u00eancia ou para outro lugar adequado e digno.<\/p>\n<p><strong>176. <\/strong>Se n\u00e3o estiver presente outro leitor id\u00f3neo, o di\u00e1cono profere as outras leituras.<\/p>\n<p><strong>177. <\/strong>As inten\u00e7\u00f5es da ora\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is, ap\u00f3s a introdu\u00e7\u00e3o do sacerdote, \u00e9 o di\u00e1cono quem as profere, habitualmente do amb\u00e3o.<\/p>\n<p><strong><em>Liturgia eucar\u00edstica<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>178<\/strong>. Terminada a ora\u00e7\u00e3o universal, enquanto o sacerdote permanece sentado na cadeira, o di\u00e1cono prepara o altar, auxiliado pelo ac\u00f3lito. A ele compete cuidar dos vasos sagrados. Assiste tamb\u00e9m o sacerdote na recep\u00e7\u00e3o dos dons do povo. Entrega depois ao sacerdote a patena com o p\u00e3o que vai ser consagrado; deita no c\u00e1lice o vinho e um pouco de \u00e1gua, dizendo em sil\u00eancio: <em>Pelo mist\u00e9rio desta \u00e1gua e deste vinho<\/em> (Per huius aquae) e entrega o c\u00e1lice ao sacerdote. Esta prepara\u00e7\u00e3o do c\u00e1lice, pode ser feita na cred\u00eancia. Se se usa incenso, ministra ao sacerdote na incensa\u00e7\u00e3o das oblatas, da cruz e do altar e, em seguida, ele pr\u00f3prio ou o ac\u00f3lito incensa o sacerdote e o povo.<\/p>\n<p><strong>179. <\/strong>Durante a Ora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica, o di\u00e1cono permanece ao lado do sacerdote, um pouco atr\u00e1s, servindo-o, quando for preciso, ao c\u00e1lice e ao Missal.<\/p>\n<p>Desde a epiclese at\u00e9 \u00e0 ostens\u00e3o do c\u00e1lice, o di\u00e1cono permanece habitualmente de joelhos. Se estiverem presentes v\u00e1rios di\u00e1conos, um deles pode impor incenso no tur\u00edbulo para a consagra\u00e7\u00e3o e incensar a h\u00f3stia e o c\u00e1lice durante a ostens\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>180. <\/strong>Durante a doxologia final da Ora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica, o di\u00e1cono, ao lado do sacerdote, eleva o c\u00e1lice, enquanto o sacerdote eleva a patena com a h\u00f3stia, at\u00e9 que o povo tenha respondido com a aclama\u00e7\u00e3o: <em>Amen<\/em>.<\/p>\n<p><strong>181. <\/strong>Quando o sacerdote tiver conclu\u00eddo a ora\u00e7\u00e3o da paz e dito <em>A paz do Senhor esteja sempre convosco<\/em> (Pax Domini sit semper vobiscum), com a resposta do povo <em>O amor de Cristo nos uniu<\/em> (Et cum spiritu tuo), o di\u00e1cono, se for oportuno, de m\u00e3os juntas e voltado para o povo, faz o convite para a paz, dizendo: <em>Saudai-vos na paz de Cristo<\/em> (Offerte vobis pacem). Ele pr\u00f3prio recebe do sacerdote a paz e pode d\u00e1-la aos ministros que estiverem mais perto de si.<\/p>\n<p><strong>182. <\/strong>Depois da Comunh\u00e3o do sacerdote, o di\u00e1cono recebe do pr\u00f3prio sacerdote a Comunh\u00e3o sob as duas esp\u00e9cies e ajuda em seguida o sacerdote na distribui\u00e7\u00e3o da Comunh\u00e3o ao povo. No caso de a Comunh\u00e3o se fazer sob as duas esp\u00e9cies, ele pr\u00f3prio ministra o c\u00e1lice aos comungantes e, acabada a distribui\u00e7\u00e3o, consome imediatamente e com rever\u00eancia, no altar, todo o Sangue de Cristo que sobrou, ajudado, se necess\u00e1rio, por outros di\u00e1conos e presb\u00edteros.<\/p>\n<p><strong>183. <\/strong>Terminada a Comunh\u00e3o, o di\u00e1cono regressa com o sacerdote ao altar, recolhe os fragmentos que porventura houver, leva o c\u00e1lice e os outros vasos sagrados para a cred\u00eancia, onde os purifica e arranja na forma habitual, enquanto o sacerdote regressa \u00e0 cadeira. Os vasos a purificar podem tamb\u00e9m deixar-se na cred\u00eancia, sobre o corporal, devidamente cobertos, sendo purificados imediatamente depois da Missa, ap\u00f3s a despedida do povo.<\/p>\n<p><strong><em>Ritos de conclus\u00e3o<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>184. <\/strong>Terminada a ora\u00e7\u00e3o depois da Comunh\u00e3o, o di\u00e1cono faz ao povo eventuais breves avisos, a n\u00e3o ser que o sacerdote prefira faz\u00ea-los por si pr\u00f3prio.<\/p>\n<p><strong>185. <\/strong>Se se usa a f\u00f3rmula de b\u00ean\u00e7\u00e3o solene ou a ora\u00e7\u00e3o sobre o povo, o di\u00e1cono diz: <em>Inclinai-vos para receber a b\u00ean\u00e7\u00e3o<\/em> (Inclinate vos ad benedictionem). Depois da b\u00ean\u00e7\u00e3o dada pelo sacerdote, o di\u00e1cono despede o povo, dizendo, de m\u00e3os juntas, voltado para o povo: <em>Ide em paz e o Senhor vos acompanhe<\/em> (Ite, missa est).<\/p>\n<p><strong>186. <\/strong>Ent\u00e3o, juntamente com o sacerdote, beija o altar em sinal de venera\u00e7\u00e3o e, feita a inclina\u00e7\u00e3o profunda, retira-se pela mesma ordem da entrada.<\/p>\n<p><strong><em>C) Fun\u00e7\u00f5es do Ac\u00f3lito<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>187. <\/strong>S\u00e3o de v\u00e1rios g\u00eaneros as fun\u00e7\u00f5es que o ac\u00f3lito pode exercer, podendo algumas delas ocorrer simultaneamente. Conv\u00e9m, por isso, que sejam oportunamente distribu\u00eddas por v\u00e1rios. Se, contudo, s\u00f3 estiver presente um ac\u00f3lito, este desempenhar\u00e1 a fun\u00e7\u00e3o mais importante, e as outras distribuam-se por v\u00e1rios ministros.<\/p>\n<p><strong><em>Ritos iniciais<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>188. <\/strong>Na prociss\u00e3o de entrada, o ac\u00f3lito pode levar a cruz, ladeado por outros dois ministros com os c\u00edrios acesos. Chegando ao altar, dep\u00f5e a cruz junto dele, para se tornar a cruz do altar, ou ent\u00e3o coloca-a num lugar digno. Em seguida, ocupa o seu lugar no presbit\u00e9rio.<\/p>\n<p><strong>189<\/strong>. Durante toda a celebra\u00e7\u00e3o, sempre que seja necess\u00e1rio, o ac\u00f3lito aproxima-se do sacerdote ou do di\u00e1cono, para lhes apresentar o livro e ajud\u00e1-los no que for preciso. Conv\u00e9m, portanto, que, na medida do poss\u00edvel, ocupe um lugar donde lhe seja f\u00e1cil desempenhar o seu minist\u00e9rio, quer junto da cadeira presidencial quer junto do altar.<\/p>\n<p><strong><em>Liturgia eucar\u00edstica<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>190. <\/strong>Na aus\u00eancia do di\u00e1cono, o ac\u00f3lito, depois da ora\u00e7\u00e3o universal e enquanto o sacerdote permanece na sua cadeira, coloca sobre o altar o corporal, o sanguinho, o c\u00e1lice e o Missal. Seguidamente, se for preciso, ajuda o sacerdote a receber os dons do povo e, conforme as circunst\u00e2ncias, leva para o altar o p\u00e3o e o vinho e entrega-os ao sacerdote. Se se usa incenso, apresenta ao sacerdote o tur\u00edbulo e acompanha-o na incensa\u00e7\u00e3o das oblatas, da cruz e do altar. Depois incensa o sacerdote e o povo.<\/p>\n<p><strong>191. <\/strong>O ac\u00f3lito devidamente institu\u00eddo, se for preciso, pode ajudar o sacerdote a distribuir a Comunh\u00e3o ao povo, como ministro extraordin\u00e1rio [98]. Se, na aus\u00eancia do di\u00e1cono, se d\u00e1 a Comunh\u00e3o sob as duas esp\u00e9cies, ele pr\u00f3prio ministra o c\u00e1lice aos comungantes ou sustenta o c\u00e1lice quando a Comunh\u00e3o \u00e9 feita por intin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>192. <\/strong>Do mesmo modo o ac\u00f3lito devidamente institu\u00eddo, terminada a distribui\u00e7\u00e3o da Comunh\u00e3o, ajuda o sacerdote ou o di\u00e1cono na purifica\u00e7\u00e3o e arranjo dos vasos sagrados. Na aus\u00eancia do di\u00e1cono, o ac\u00f3lito leva os vasos sagrados para a cred\u00eancia e a\u00ed os purifica, limpa e arranja, do modo habitual.<\/p>\n<p><strong>193<\/strong>. Terminada a celebra\u00e7\u00e3o da Missa, o ac\u00f3lito e os outros ministros, juntamente com o di\u00e1cono e o sacerdote, voltam processionalmente \u00e0 sacristia, do mesmo modo e pela mesma ordem com que vieram.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>D) Fun\u00e7\u00f5es do Leitor<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Ritos iniciais<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>194. <\/strong>Na prociss\u00e3o de entrada, na aus\u00eancia do di\u00e1cono, o leitor, vestido com a veste aprovada, pode levar o Evangeli\u00e1rio um pouco elevado. Neste caso, vai \u00e0 frente do sacerdote; se n\u00e3o, vai junto com os outros ministros.<\/p>\n<p><strong>195. <\/strong>Chegando ao altar, faz com os outros uma inclina\u00e7\u00e3o profunda. Se leva o Evangeli\u00e1rio, sobe ao altar e sobre ele dep\u00f5e o Evangeli\u00e1rio. Depois ocupa o seu lugar no presbit\u00e9rio, junto com os outros ministros.<\/p>\n<p><strong><em>Liturgia da palavra<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>196. <\/strong>L\u00ea no amb\u00e3o as leituras que precedem o Evangelho. Na aus\u00eancia do salmista, pode proferir o salmo responsorial, depois da primeira leitura.<\/p>\n<p><strong>197. <\/strong>Na aus\u00eancia do di\u00e1cono, o leitor pode proferir as inten\u00e7\u00f5es da ora\u00e7\u00e3o universal, no amb\u00e3o, depois da introdu\u00e7\u00e3o feita pelo sacerdote.<\/p>\n<p><strong>198. <\/strong>Se n\u00e3o houver c\u00e2ntico de entrada nem da Comunh\u00e3o e os fi\u00e9is n\u00e3o recitarem as ant\u00edfonas que v\u00eam no Missal, pode proferir, no momento pr\u00f3prio, estas ant\u00edfonas (cf. nn. 48, 87).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>II. Missa concelebrada<\/strong><\/h3>\n<p><strong>199. <\/strong>A concelebra\u00e7\u00e3o, pela qual se manifesta oportunamente a unidade do sacerd\u00f3cio e do sacrif\u00edcio, bem como a de todo o povo de Deus, est\u00e1 prescrita pelo pr\u00f3prio rito: na ordena\u00e7\u00e3o do Bispo e dos presb\u00edteros, na b\u00ean\u00e7\u00e3o do abade e na Missa crismal.<\/p>\n<p>Recomenda-se, al\u00e9m disso, a n\u00e3o ser que a utilidade dos fi\u00e9is exija ou aconselhe de outro modo:<\/p>\n<p><em>a)<\/em> na Missa vespertina, na Quinta-feira da Ceia do Senhor;<\/p>\n<p><em>b)<\/em> na Missa celebrada nos Conc\u00edlios, nas reuni\u00f5es dos Bispos e nos S\u00ednodos;<\/p>\n<p><em>c)<\/em> na Missa conventual e na Missa principal celebrada nas igrejas e orat\u00f3rios;<\/p>\n<p><em>d)<\/em> nas Missas celebradas por ocasi\u00e3o de reuni\u00f5es de sacerdotes, tanto seculares como religiosos [99].<\/p>\n<p><strong>No entanto, \u00e9 l\u00edcito a cada sacerdote celebrar a Eucaristia de <span style=\"text-decoration: underline\">modo individual<\/span>, mas n\u00e3o ao mesmo tempo em que, na mesma igreja ou orat\u00f3rio, se realiza uma concelebra\u00e7\u00e3o.<\/strong> <span style=\"color: #ff0000\"><strong>Contudo, na <span style=\"text-decoration: underline\">Quinta-feira da Ceia do Senhor<\/span> e na <span style=\"text-decoration: underline\">Missa da Vig\u00edlia pascal<\/span>, n\u00e3o \u00e9 permitido celebrar os ritos sagrados de modo individual.<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>200<\/strong>. Aceitem-se de bom grado a concelebrar a Eucaristia os presb\u00edteros que estiverem de passagem, desde que <strong>se conhe\u00e7a a sua condi\u00e7\u00e3o sacerdotal<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>201. Nos casos em que o n\u00famero de sacerdotes seja muito grande, pode fazer-se mais que uma concelebra\u00e7\u00e3o no mesmo dia, onde a necessidade ou a utilidade pastoral o aconselhem; mas devem fazer-se a horas diferentes ou em lugares sagrados diversos<\/strong> [100].<\/p>\n<p><strong>202. <\/strong>Segundo as normas do direito, compete ao Bispo regulamentar a disciplina da concelebra\u00e7\u00e3o na sua diocese.<\/p>\n<p><strong>203. <\/strong>Deve ter-se em considera\u00e7\u00e3o especial a concelebra\u00e7\u00e3o dos presb\u00edteros da diocese com o seu Bispo, particularmente na Missa estacional nas grandes solenidades do ano lit\u00fargico, na Missa da ordena\u00e7\u00e3o do novo Bispo da diocese ou do seu coadjutor ou auxiliar, na Missa crismal, na Missa vespertina da Ceia do Senhor, nas celebra\u00e7\u00f5es do Santo Fundador da Igreja local ou do Padroeiro da diocese, nos anivers\u00e1rios do Bispo e finalmente por ocasi\u00e3o do S\u00ednodo ou da visita pastoral.<\/p>\n<p>Pelo mesmo motivo, recomenda-se a concelebra\u00e7\u00e3o todas as vezes que os presb\u00edteros se encontram reunidos com o seu Bispo, quer por ocasi\u00e3o de exerc\u00edcios espirituais quer de outras reuni\u00f5es. \u00c9 nestas ocasi\u00f5es que mais se evidencia aquele sinal da unidade do sacerd\u00f3cio e da Igreja, pr\u00f3prio de toda a concelebra\u00e7\u00e3o [101].<\/p>\n<p><strong>204. <\/strong>Por motivos especiais, quer pelo significado do rito quer pela festa, \u00e9 permitido celebrar ou concelebrar mais que uma vez no mesmo dia, nos casos seguintes:<\/p>\n<p><em>a)<\/em> quem tiver celebrado ou concelebrado a Missa crismal na Quinta-feira da Semana Santa, pode celebrar ou concelebrar tamb\u00e9m a Missa vespertina da Ceia do Senhor;<\/p>\n<p><em>b)<\/em> quem tiver celebrado ou concelebrado a Missa da Vig\u00edlia Pascal pode celebrar ou concelebrar a Missa do dia de P\u00e1scoa;<\/p>\n<p><em>c)<\/em> no Natal do Senhor, todos os sacerdotes podem celebrar ou concelebrar tr\u00eas Missas, contanto que sejam nas horas correspondentes;<\/p>\n<p><em>d)<\/em> no dia da Comemora\u00e7\u00e3o de todos os fi\u00e9is defuntos, desde que as celebra\u00e7\u00f5es se fa\u00e7am nos diversos tempos e observadas as determina\u00e7\u00f5es acerca da aplica\u00e7\u00e3o da segunda e da terceira Missa [102];<\/p>\n<p><em>e)<\/em> quem concelebrar com o Bispo ou seu delegado por ocasi\u00e3o do S\u00ednodo, da visita pastoral ou de reuni\u00f5es sacerdotais, pode tamb\u00e9m celebrar outra Missa para utilidade dos fi\u00e9is. O mesmo se diga, observadas as normas respectivas, das reuni\u00f5es dos religiosos.<\/p>\n<p><strong>205. <\/strong>A Missa concelebrada, seja qual for a forma de que se revista, segue as normas a observar comummente (cf. nn. 112-198), com as particularidades ou altera\u00e7\u00f5es que a seguir se exp\u00f5em:<\/p>\n<p><strong>206.<\/strong> <strong>Uma vez come\u00e7ada a Missa, <span style=\"text-decoration: underline\">ningu\u00e9m, em caso algum<\/span>, se junte ou seja admitido a concelebrar.<\/strong><\/p>\n<p><strong>207. <\/strong>No presbit\u00e9rio devem preparar-se:<\/p>\n<p>a) assentos e livros para os sacerdotes concelebrantes:<\/p>\n<p>b) na cred\u00eancia: um c\u00e1lice de tamanho suficiente, ou v\u00e1rios c\u00e1lices.<\/p>\n<p><strong>208. <\/strong>Se na Missa concelebrada n\u00e3o estiver presente o di\u00e1cono, as fun\u00e7\u00f5es que lhe s\u00e3o pr\u00f3prias ser\u00e3o realizadas por um ou outro dos concelebrantes.<\/p>\n<p>Se n\u00e3o estiverem presentes outros ministros, as partes que lhes pertencem podem ser entregues a outros fi\u00e9is id\u00f3neos; se assim n\u00e3o for, ser\u00e3o desempenhadas por alguns concelebrantes.<\/p>\n<p><strong>209. <\/strong>Os concelebrantes revestem-se, na sacristia ou noutro lugar apropriado, com as vestes sagradas que costumam usar quando celebram a Missa individualmente. Contudo, por justa causa, por exemplo, grande n\u00famero de concelebrantes e falta de paramentos para todos, podem os concelebrantes, com excep\u00e7\u00e3o sempre do celebrante principal, revestir apenas a estola por cima da alva, sem a casula ou planeta.<\/p>\n<p><strong><em>Ritos iniciais<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>210. <\/strong>Estando tudo devidamente preparado, organiza-se a prociss\u00e3o na forma do costume, atrav\u00e9s da igreja, em direc\u00e7\u00e3o ao altar. Os sacerdotes concelebrantes v\u00e3o \u00e0 frente do celebrante principal.<\/p>\n<p><strong>211. <\/strong>Chegando ao altar, os concelebrantes e o celebrante principal fazem uma inclina\u00e7\u00e3o profunda, beijam o altar em sinal de venera\u00e7\u00e3o e v\u00e3o ocupar os lugares que lhes est\u00e3o destinados. O celebrante principal incensa a cruz e o altar, se parecer oportuno, e vai depois para a cadeira.<\/p>\n<p><strong><em>Liturgia da palavra<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>212. <\/strong>Durante a liturgia da palavra, os concelebrantes est\u00e3o nos seus lugares, sentados ou de p\u00e9, conforme estiver o celebrante principal.<\/p>\n<p>Quando o Bispo preside, o presb\u00edtero que, na aus\u00eancia do di\u00e1cono, proclamar o Evangelho, pede-lhe e recebe a b\u00ean\u00e7\u00e3o. Isso n\u00e3o se faz na concelebra\u00e7\u00e3o a que preside um presb\u00edtero.<\/p>\n<p><strong>213. <\/strong>Normalmente, faz a homilia o celebrante principal, ou ent\u00e3o um dos concelebrantes.<\/p>\n<p><strong><em>Liturgia eucar\u00edstica<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>214. <\/strong>A prepara\u00e7\u00e3o dos dons (cf. nn. 139-145) \u00e9 feita pelo celebrante principal, enquanto os outros concelebrantes permanecem nos seus lugares.<\/p>\n<p><strong>215. <\/strong>Depois de o celebrante principal ter dito a ora\u00e7\u00e3o sobre as oblatas, os concelebrantes aproximam-se do altar e disp\u00f5em-se ao seu redor, de tal forma, por\u00e9m, que n\u00e3o dificultem o desenrolar dos ritos, a a\u00e7\u00e3o sagrada seja facilmente vista pelos fi\u00e9is e n\u00e3o dificultem ao di\u00e1cono o acesso ao altar para o desempenho do seu minist\u00e9rio.<\/p>\n<p>Se estiverem presentes sacerdotes concelebrantes, o di\u00e1cono realiza o seu minist\u00e9rio junto do altar, sempre que for preciso ministrar o c\u00e1lice e o Missal. Contudo, tanto quanto poss\u00edvel, colocar-se-\u00e1 um pouco atr\u00e1s deles.<\/p>\n<p><strong><em>Modo de proferir a Ora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>216. <\/strong>O Pref\u00e1cio \u00e9 cantado ou dito s\u00f3 pelo celebrante principal. O <em>Santo<\/em> (Sanctus) \u00e9 cantado ou recitado por todos os concelebrantes, juntamente com o povo e a <em>schola<\/em>.<\/p>\n<p><strong>217. <\/strong>Terminado o <em>Santo<\/em> (Sanctus), os sacerdotes concelebrantes continuam a Ora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica na forma que adiante se indica. Os gestos, salvo indica\u00e7\u00e3o em contr\u00e1rio, s\u00e3o feitos s\u00f3 pelo celebrante principal.<\/p>\n<p><strong>218. <\/strong>As partes proferidas simultaneamente por todos os concelebrantes, e principalmente as palavras da consagra\u00e7\u00e3o, que todos est\u00e3o obrigados a dizer, devem ser recitadas pelos concelebrantes em voz baixa, de modo a que se ou\u00e7a claramente a voz do celebrante principal. Deste modo, o povo pode perceber mais facilmente o texto.<\/p>\n<p>As f\u00f3rmulas a dizer simultaneamente por todos os concelebrantes, e que v\u00eam musicadas no Missal, \u00e9 de louvar que sejam proferidas com canto.<\/p>\n<p><strong><em>A) Ora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica I, ou C\u00e2none Romano<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>219. <\/strong>Na Ora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica I, ou C\u00e2none Romano, s\u00f3 o celebrante principal diz, de bra\u00e7os abertos, <em>Pai de infinita miseric\u00f3rdia<\/em> (Te \u00edgitur).<\/p>\n<p><strong>220. <\/strong>Conv\u00e9m confiar as partes <em>Lembrai-vos, Senhor<\/em> (Memento dos vivos) e <em>Em comunh\u00e3o com toda a Igreja<\/em> (Communicantes) a um ou outro dos sacerdotes concelebrantes, que dir\u00e1 sozinho estas preces, de bra\u00e7os abertos e em voz alta.<\/p>\n<p><strong>221. <\/strong>De novo, s\u00f3 o celebrante principal diz, de bra\u00e7os abertos, <em>Aceitai benignamente, Senhor<\/em> (Hanc \u00edgitur).<\/p>\n<p><strong>222. <\/strong>Desde <em>Santificai, Senhor<\/em> (Quam oblati\u00f3nem) at\u00e9 <em>Humildemente Vos suplicamos<\/em> (Supplices), o celebrante principal faz os gestos, e todos os concelebrantes dizem tudo ao mesmo tempo, deste modo:<\/p>\n<p><em>a)<\/em> <em>Santificai, Senhor<\/em> (Quam oblati\u00f3nem), com as m\u00e3os estendidas para as oblatas;<\/p>\n<p><em>b)<\/em> <em>Na v\u00e9spera da sua paix\u00e3o<\/em> (Qui pr\u00eddie) e <em>De igual modo<\/em> (S\u00edmili modo), de m\u00e3os juntas;<\/p>\n<p><em>c)<\/em> as palavras do Senhor, se parecer oportuno, com a m\u00e3o direita estendida para o p\u00e3o e para o c\u00e1lice; \u00e0 ostens\u00e3o, olham para a h\u00f3stia e para o c\u00e1lice e fazem em seguida inclina\u00e7\u00e3o profunda;<\/p>\n<p><em>d)<\/em> <em>Celebrando agora o memorial<\/em> (Unde et memores) e <em>Olhai com benevol\u00eancia<\/em> (Supra quae), de bra\u00e7os abertos;<\/p>\n<p><em>e)<\/em> <em>Humildemente Vos suplicamos<\/em> (Supplices), inclinados e de m\u00e3os juntas, at\u00e9 \u00e0s palavras: <em>participando deste altar<\/em> (ex hac alt\u00e1ris partipati\u00f3ne); erguem-se em seguida e benzem-se \u00e0s palavras: <em>alcancemos a plenitude das b\u00ean\u00e7\u00e3os do C\u00e9u<\/em> (omni benedicti\u00f3ne cael\u00e9sti et gr\u00e1tia reple\u00e1mur).<\/p>\n<p><strong>223. <\/strong>Conv\u00e9m confiar as partes <em>Lembrai-Vos, Senhor<\/em> (o Memento dos defuntos) e <em>E a n\u00f3s, pecadores<\/em> (Nobis quoque peccatoribus) a um ou outro dos concelebrantes, que as dir\u00e1 sozinho, de bra\u00e7os abertos e em voz alta.<\/p>\n<p><strong>224. <\/strong>\u00c0s palavras <em>E a n\u00f3s, pecadores<\/em> (Nobis quoque peccatoribus), todos os concelebrantes batem no peito.<\/p>\n<p><strong>225. <\/strong><em>Por Cristo, nosso Senhor<\/em> (per quem haec omnia) \u00e9 dito s\u00f3 pelo celebrante principal.<\/p>\n<p><strong><em>B) Ora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica II<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>226. <\/strong>Na Ora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica II, <em>V\u00f3s, Senhor, sois verdadeiramente Santo<\/em> (Vere Sanctus) \u00e9 dito s\u00f3 pelo celebrante principal, de bra\u00e7os abertos.<\/p>\n<p><strong>227. <\/strong>Desde <em>Santificai estes dons<\/em> (Haec ergo dona) at\u00e9 <em>Humildemente Vos suplicamos<\/em> (Et s\u00fapplices), todos os concelebrantes dizem tudo em simult\u00e2neo, deste modo:<\/p>\n<p><em>a)<\/em> <em>Santificai estes dons<\/em> (Haec ergo dona), com as m\u00e3os estendidas para as oblatas;<\/p>\n<p><em>b)<\/em> <em>Na hora em que Ele Se entregava<\/em> (Qui cum passi\u00f3ni) e <em>De igual modo<\/em> (S\u00edmili modo), de m\u00e3os juntas;<\/p>\n<p><em>c)<\/em> as palavras do Senhor, se parecer oportuno, com a m\u00e3o direita estendida para o p\u00e3o e para o c\u00e1lice; \u00e0 ostens\u00e3o, olham para a h\u00f3stia e para o c\u00e1lice e fazem em seguida inclina\u00e7\u00e3o profunda;<\/p>\n<p><em>d)<\/em> <em>Celebrando agora, Senhor o memorial<\/em> (M\u00e9mores \u00edgitur) e <em>Humildemente Vos suplicamos<\/em> (Et s\u00fapplices), de bra\u00e7os abertos.<\/p>\n<p><strong>228. <\/strong>As intercess\u00f5es pelos vivos: <em>Lembrai-Vos, Senhor<\/em> (Record\u00e1re, D\u00f3mine) e pelos defuntos: <em>Lembrai-Vos tamb\u00e9m dos nossos irm\u00e3os<\/em> (Mem\u00e9nto \u00e9tiam fratrum nostr\u00f3rum) conv\u00e9m confi\u00e1-las a um ou outro dos concelebrantes, que as dir\u00e1 sozinho, de bra\u00e7os abertos.<\/p>\n<p><strong><em>C) Ora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica III<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>229. <\/strong>Na Ora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica III, <em>V\u00f3s, Senhor, sois verdadeiramente Santo<\/em> (Vere Sanctus) \u00e9 dito s\u00f3 pelo celebrante principal, de bra\u00e7os abertos.<\/p>\n<p><strong>230. <\/strong>Desde <em>Humildemente Vos suplicamos, Senhor<\/em> (S\u00fapplices ergo te, D\u00f3mine) at\u00e9 <em>Olhai benignamente<\/em> (R\u00e9spice, qu\u00e1esumus), todos os concelebrantes dizem tudo em simult\u00e2neo, deste modo:<\/p>\n<p><em>a)<\/em> <em>Humildemente Vos suplicamos<\/em> (S\u00fapplices ergo te, D\u00f3mine), com as m\u00e3os estendidas para as oblatas;<\/p>\n<p><em>b)<\/em> <em>Na noite em que Ele ia ser entregue<\/em> (Ipse enim in qua nocte tradeb\u00e1tur) e <em>De igual modo<\/em> (S\u00edmili modo), de m\u00e3os juntas;<\/p>\n<p><em>c)<\/em> as palavras do Senhor, se parecer oportuno, com a m\u00e3o direita estendida para o p\u00e3o e para o c\u00e1lice; \u00e0 ostens\u00e3o, olham para a h\u00f3stia e para o c\u00e1lice e fazem em seguida inclina\u00e7\u00e3o profunda;<\/p>\n<p><em>d)<\/em> <em>Celebrando agora, Senhor, o memorial<\/em> (M\u00e9mores \u00edgitur) e <em>Olhai benignamente<\/em> (R\u00e9spice, qu\u00e1esumus), de bra\u00e7os abertos.<\/p>\n<p><strong>231. <\/strong>As intercess\u00f5es: <em>O Esp\u00edrito Santo fa\u00e7a de n\u00f3s<\/em> (Ipse nos) e <em>Por este sacrif\u00edcio de reconcilia\u00e7\u00e3o<\/em> (Haec hostia nostrae reconciliati\u00f3nis) conv\u00e9m confi\u00e1-las a um ou outro dos concelebrantes, que as dir\u00e1 sozinho, de bra\u00e7os abertos.<\/p>\n<p><strong><em>D) Ora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica IV<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>232. <\/strong>Na Ora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica IV, as palavras <em>N\u00f3s Vos glorificamos, Pai santo<\/em> (Confit\u00e9mur tibi, Pater sancte) at\u00e9 <em>e consumar toda a santifica\u00e7\u00e3o<\/em> (omnem sanctificationem compl\u00e9ret) s\u00e3o ditas s\u00f3 pelo celebrante principal, de bra\u00e7os abertos.<\/p>\n<p><strong>233. <\/strong>Desde <em>N\u00f3s Vos pedimos, Se<\/em>nhor (Qu\u00e1esumus \u00edgitur, D\u00f3mine) at\u00e9 <em>Olhai, Senhor, para esta obla\u00e7\u00e3o<\/em> (R\u00e9spice, D\u00f3mine) inclusive, todos os concelebrantes dizem tudo em simult\u00e2neo, deste modo:<\/p>\n<p><em>a)<\/em> <em>N\u00f3s Vos pedimos, Se<\/em>nhor (Qu\u00e1esumus \u00edgitur, D\u00f3mine), com as m\u00e3os estendidas para as oblatas;<\/p>\n<p><em>b)<\/em> <em>Quando chegou a hora<\/em> (Ipse enim, cum hora ven\u00edsset) e <em>De igual modo<\/em> (S\u00edmili modo), de m\u00e3os juntas;<\/p>\n<p><em>c)<\/em> as palavras do Senhor, se parecer oportuno, com a m\u00e3o direita estendida para o p\u00e3o e para o c\u00e1lice; \u00e0 ostens\u00e3o, olham para a h\u00f3stia e para o c\u00e1lice e fazem em seguida inclina\u00e7\u00e3o profunda;<\/p>\n<p><em>d)<\/em> <em>Celebrando agora, Senhor<\/em> (Unde et nos) e <em>Olhai, Senhor<\/em> (R\u00e9spice, D\u00f3mine), de bra\u00e7os abertos.<\/p>\n<p><strong>234. <\/strong>As intercess\u00f5es: <em>Lembrai-Vos agora, Senhor<\/em> (Nunc ergo, D\u00f3mine, \u00f3mnium record\u00e1re) conv\u00e9m confi\u00e1-las a um dos concelebrantes, que as dir\u00e1 sozinho, de bra\u00e7os abertos.<\/p>\n<p><strong>235<\/strong>. Quanto \u00e0s outras Ora\u00e7\u00f5es Eucar\u00edsticas aprovadas pela Santa S\u00e9, observem-se as normas estabelecidas para cada uma delas.<\/p>\n<p><strong>236. <\/strong>A doxologia final da Ora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica \u00e9 dita s\u00f3 pelo celebrante principal juntamente com todos os outros concelebrantes, mas n\u00e3o pelos fi\u00e9is.<\/p>\n<p><em>Ritos da Comunh\u00e3o<\/em><\/p>\n<p><strong>237. <\/strong>O celebrante principal, de m\u00e3os juntas, diz seguidamente a admoni\u00e7\u00e3o que antecede a ora\u00e7\u00e3o dominical e depois, de bra\u00e7os abertos, juntamente com os outros concelebrantes, que tamb\u00e9m abrem os bra\u00e7os, e com o povo, diz a ora\u00e7\u00e3o dominical.<\/p>\n<p><strong>238. <\/strong><em>Livrai-nos de todo o mal<\/em> (L\u00edbera nos, D\u00f3mine) \u00e9 dito s\u00f3 pelo celebrante principal, de bra\u00e7os abertos. Todos os concelebrantes, juntamente com o povo, dizem a aclama\u00e7\u00e3o: <em>Vosso \u00e9 o reino<\/em> (Quia tuum est regnum).<\/p>\n<p><strong>239. <\/strong>Ap\u00f3s a admoni\u00e7\u00e3o: <em>Saudai-vos na paz de Cristo<\/em> (Off\u00e9rte vobis pacem), feita pelo di\u00e1cono ou, na sua aus\u00eancia, por um dos concelebrantes, todos se d\u00e3o mutuamente a paz. Os que est\u00e3o mais pr\u00f3ximos do celebrante principal recebem dele a paz, antes do di\u00e1cono.<\/p>\n<p><strong>240. <\/strong>Enquanto se diz o <em>Cordeiro de Deus<\/em> (Agnus Dei), o di\u00e1cono ou alguns dos concelebrantes podem ajudar o celebrante principal a partir as h\u00f3stias para a Comunh\u00e3o, tanto dos concelebrantes como do povo.<\/p>\n<p><strong>241. <\/strong>Ap\u00f3s a immixtio, o celebrante principal diz sozinho, em sil\u00eancio, a ora\u00e7\u00e3o <em>Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus vivo<\/em> (D\u00f3mine Iesu Christe, Fili Dei vivi) ou <em>A comunh\u00e3o do vosso Corpo e Sangue<\/em> (Perc\u00e9ptio).<\/p>\n<p><strong>242. <\/strong>Terminada a ora\u00e7\u00e3o antes da Comunh\u00e3o, o celebrante principal genuflecte e afasta-se um pouco. Os concelebrantes, um ap\u00f3s outro, v\u00e3o ao meio do altar, genuflectem e tomam com rever\u00eancia o Corpo de Cristo com a m\u00e3o direita, pondo por baixo dela a esquerda, e voltam para os seus lugares. Podem tamb\u00e9m ficar todos nos seus lugares e tomar o Corpo de Cristo da patena que o celebrante principal (ou um ou mais concelebrantes) lhes apresenta; podem tamb\u00e9m passar a patena uns aos outros.<\/p>\n<p><strong>243. <\/strong>Depois o celebrante principal toma a h\u00f3stia consagrada nessa Missa, levanta-a um pouco sobre a patena ou sobre o c\u00e1lice e, voltado para o povo, diz<em>: Felizes os convidados\u2026 Eis o Cordeiro de Deus<\/em> (Ecce Agnus Dei\u2026 Be\u00e1ti qui ad cenam); em seguida, continua, juntamente com os concelebrantes e o povo: <em>Senhor, eu n\u00e3o sou digno<\/em> (D\u00f3mine, non sum dignus).<\/p>\n<p><strong>244. <\/strong>Depois o celebrante principal, voltado para o altar, diz em sil\u00eancio: <em>O Corpo de Cristo me guarde para a vida eterna<\/em> (Corpus Christi cust\u00f3diat me in vitam aet\u00e9rnam): e comunga com rever\u00eancia o Corpo de Cristo. O mesmo fazem os concelebrantes, que comungam por si mesmos. Depois deles, o di\u00e1cono recebe do celebrante principal o Corpo do Senhor.<\/p>\n<p><strong>245. <\/strong>O Sangue do Senhor pode comungar-se bebendo directamente do c\u00e1lice, ou por intin\u00e7\u00e3o, ou por meio de uma c\u00e2nula, ou por meio de uma colherinha.<\/p>\n<p><strong>246. <\/strong>Se a Comunh\u00e3o se faz bebendo directamente do c\u00e1lice, pode adoptar-se um dos seguintes modos:<\/p>\n<p><em>a)<\/em> O celebrante principal toma o c\u00e1lice e diz em sil\u00eancio: <em>O Sangue de Cristo me guarde para a vida eterna<\/em> (Sanguis Christi custodiat me in vitam aeternam); bebe um pouco de Sangue e entrega o c\u00e1lice ao di\u00e1cono ou a um dos concelebrantes. Em seguida, distribui a Comunh\u00e3o aos fi\u00e9is (cf. nn. 160-162).<\/p>\n<p>Os concelebrantes, um ap\u00f3s outro, ou dois a dois, se h\u00e1 dois c\u00e1lices, v\u00e3o ao altar, genuflectem, bebem o Sangue, limpam os bordos do c\u00e1lice e retiram-se para os seus lugares.<\/p>\n<p><em>b)<\/em> O celebrante principal comunga o Sangue do Senhor na forma habitual, ao meio do altar.<\/p>\n<p>Os concelebrantes, por\u00e9m, podem comungar o Sangue do Senhor nos seus lugares, bebendo do c\u00e1lice que lhes \u00e9 apresentado pelo di\u00e1cono ou por um dos concelebrantes; ou ent\u00e3o passam eles mesmos o c\u00e1lice uns aos outros. O c\u00e1lice \u00e9 limpo de cada vez, ou por quem dele bebe ou por quem lho apresenta; \u00e0 medida que v\u00e3o comungando, os concelebrantes regressam aos seus lugares.<\/p>\n<p><strong>247. <\/strong>O di\u00e1cono, ao altar, bebe reverentemente tudo o que resta do Sangue de Cristo, ajudado, se for preciso, por alguns concelebrantes; depois leva o c\u00e1lice para a cred\u00eancia e a\u00ed, ele ou um ac\u00f3lito institu\u00eddo, purifica-o como de costume, limpa-o e deixa-o devidamente arranjado (cf. n. 183).<\/p>\n<p><strong>248. <\/strong>A Comunh\u00e3o dos concelebrantes tamb\u00e9m pode ordenar-se de modo que se aproximem do altar um por um e a\u00ed comunguem o Corpo do Senhor e logo a seguir o Sangue.<\/p>\n<p>Neste caso, o celebrante principal comunga sob as duas esp\u00e9cies na forma habitual (cf. n. 158); mas comunga do c\u00e1lice segundo o modo que tiver sido escolhido, em cada caso, para os outros concelebrantes.<\/p>\n<p>Depois de o celebrante principal ter comungado, coloca-se o c\u00e1lice sobre outro corporal no lado do altar. Os concelebrantes, um por um, v\u00e3o ao meio do altar, genuflectem e comungam o Corpo do Senhor; passam depois para o lado do altar e ali comungam o Sangue do Senhor, segundo o modo escolhido para a Comunh\u00e3o do c\u00e1lice, como acima se disse.<\/p>\n<p>A Comunh\u00e3o do di\u00e1cono e a purifica\u00e7\u00e3o do c\u00e1lice fazem-se como acima ficou dito.<\/p>\n<p><strong>249. <\/strong>Quando a Comunh\u00e3o dos concelebrantes se faz por intin\u00e7\u00e3o, o celebrante principal toma o Corpo e o Sangue do Senhor na forma habitual; mas ter\u00e1 o cuidado de deixar no c\u00e1lice o suficiente para a Comunh\u00e3o dos concelebrantes. Em seguida o di\u00e1cono, ou um dos concelebrantes, p\u00f5e o c\u00e1lice sobre outro corporal, no meio do altar ou no lado, e junto do c\u00e1lice a patena com as h\u00f3stias.<\/p>\n<p>Os concelebrantes, um por um, v\u00e3o ao altar, genuflectem, tomam a h\u00f3stia, molham-na parcialmente no c\u00e1lice e comungam, pondo a patena por baixo da boca. A seguir, voltam para os lugares que ocupavam ao princ\u00edpio da Missa.<\/p>\n<p>O di\u00e1cono comunga tamb\u00e9m por intin\u00e7\u00e3o, da m\u00e3o de um concelebrante, que lhe diz: <em>O Corpo e o Sangue de Cristo<\/em> (Corpus et Sanguis Christi), ao que ele responde: <em>Amen<\/em>. Depois, ao altar, bebe todo o Sangue que resta, ajudado, se for preciso, por alguns concelebrantes, leva o c\u00e1lice para a cred\u00eancia e ali, ele ou um ac\u00f3lito institu\u00eddo, purifica o c\u00e1lice do modo habitual, limpa-o e deixa-o devidamente arranjado.<\/p>\n<p><strong><em>Ritos de conclus\u00e3o<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>250. <\/strong>Tudo o mais, at\u00e9 ao fim da Missa, \u00e9 feito pelo celebrante principal na forma habitual (cf. nn. 166-169), permanecendo os outros concelebrantes nos seus lugares.<\/p>\n<p><strong>251. <\/strong>Antes de se retirarem, fazem todos uma inclina\u00e7\u00e3o profunda ao altar. O celebrante principal beija o altar em sinal de venera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3><strong>III. Missa com a assist\u00eancia de um s\u00f3 ministro<\/strong><\/h3>\n<p><strong>252. <\/strong>Na Missa celebrada pelo sacerdote, com a assist\u00eancia de um s\u00f3 ministro que lhe responde, segue-se o rito da Missa com o povo (cf. nn. 120-169); o ministro profere, eventualmente, as partes que correspondem ao povo.<\/p>\n<p><strong>253<\/strong>. Se o ministro \u00e9 di\u00e1cono, ele pr\u00f3prio realiza as fun\u00e7\u00f5es que lhe competem (cf. nn. 171-186), e tamb\u00e9m as outras partes do povo.<\/p>\n<p><strong>254. <\/strong>N\u00e3o se celebre sem a assist\u00eancia de um ministro ou ao menos de algum fiel, a n\u00e3o ser por causa justa e razo\u00e1vel. Neste caso omitem-se as sauda\u00e7\u00f5es, as admoni\u00e7\u00f5es e a b\u00ean\u00e7\u00e3o do fim da Missa.<\/p>\n<p><strong>255. <\/strong>O c\u00e1lice prepara-se antes da Missa, colocando-o na cred\u00eancia ou sobre o altar, no lado direito. O Missal, pode colocar-se oportunamente no lado esquerdo do altar.<\/p>\n<p><strong><em>Ritos iniciais<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>256. <\/strong>Feita uma inclina\u00e7\u00e3o profunda ao altar, o sacerdote, de p\u00e9, diante do altar, benze-se, dizendo: <em>Em nome do Pai<\/em> (In n\u00f3mine Patris). Depois, voltando-se para o ministro, sa\u00fada-o, com uma das f\u00f3rmulas habituais; e faz o ato penitencial.<\/p>\n<p><strong>257. <\/strong>Aproxima-se ent\u00e3o do altar e beija-o em sinal de venera\u00e7\u00e3o, volta-se para o Missal, no lado esquerdo do altar, e a\u00ed permanece at\u00e9 ao fim da ora\u00e7\u00e3o universal.<\/p>\n<p><strong>258<\/strong>. Ent\u00e3o l\u00ea a ant\u00edfona de entrada e diz<em>: Senhor, tende piedade de n\u00f3s<\/em> (K\u00fdrie) e Gl\u00f3ria, conforme as rubricas.<\/p>\n<p><strong>259. <\/strong>Depois, de m\u00e3os juntas, diz: <em>Oremos<\/em> (Or\u00e9mus); e, ap\u00f3s uns momentos de sil\u00eancio, diz a ora\u00e7\u00e3o colecta, de bra\u00e7os abertos. No fim o ministro aclama: <em>Amen<\/em>.<\/p>\n<p><strong><em>Liturgia da palavra<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>260. <\/strong>As leituras, na medida do poss\u00edvel, proferem-se do amb\u00e3o ou do atril.<\/p>\n<p><strong>261. <\/strong>Terminada a ora\u00e7\u00e3o, o ministro l\u00ea a primeira leitura e o salmo, e, quando a houver, tamb\u00e9m a segunda leitura, com o verso do <em>Aleluia<\/em> ou o outro c\u00e2ntico.<\/p>\n<p><strong>262. <\/strong>Depois o sacerdote diz, inclinado: <em>Purificai o meu cora\u00e7\u00e3o<\/em> (Munda cor meum), e l\u00ea o Evangelho. No fim diz: <em>Palavra da salva\u00e7\u00e3o<\/em> (Verbum D\u00f3mini); ao que o ministro responde: <em>Gl\u00f3ria a V\u00f3s, Senhor<\/em> (Laus tibi, Christe). Ent\u00e3o o sacerdote beija o livro em sinal de venera\u00e7\u00e3o, dizendo em sil\u00eancio: <em>Por este santo Evangelho<\/em> (Per evang\u00e9lica dicta).<\/p>\n<p><strong>263. <\/strong>A seguir, o sacerdote, juntamente com o ministro, diz o S\u00edmbolo, conforme as rubricas.<\/p>\n<p><strong>264. <\/strong>Segue-se a ora\u00e7\u00e3o universal, que tamb\u00e9m nesta Missa se pode dizer. O sacerdote enuncia as inten\u00e7\u00f5es e o ministro responde.<\/p>\n<p><strong><em>Liturgia Eucar\u00edstica<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>265<\/strong>. Na liturgia eucar\u00edstica faz-se tudo como na Missa com o povo, com excep\u00e7\u00e3o do que se segue.<\/p>\n<p><strong>266. <\/strong>Ap\u00f3s a aclama\u00e7\u00e3o final do embolismo, que se segue \u00e0 Ora\u00e7\u00e3o dominical, o sacerdote diz a ora\u00e7\u00e3o: <em>Senhor Jesus Cristo, que dissestes<\/em> (D\u00f3mine Iesu Christe, qui dix\u00edsti); depois acrescenta: <em>A paz do Senhor esteja sempre convosco<\/em> (Pax D\u00f3mini sit semper vob\u00edscum); ao que o ministro responde: <em>O amor de Cristo nos uniu<\/em> (Et cum sp\u00edritu tuo). Se for oportuno, o sacerdote d\u00e1 a paz ao ministro.<\/p>\n<p><strong>267<\/strong>. Depois, enquanto diz com o ministro: <em>Cordeiro de Deus<\/em> (Agnus Dei), parte a h\u00f3stia sobre a patena. Terminado o <em>Cordeiro de Deus<\/em> (Agnus Dei), faz a immixtio, dizendo em sil\u00eancio: <em>Esta uni\u00e3o<\/em> (Haec comm\u00edxtio).<\/p>\n<p><strong>268<\/strong>. Depois da immixtio, o sacerdote diz em sil\u00eancio a ora\u00e7\u00e3o: <em>Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus vivo<\/em> (D\u00f3mine Iesu Christe, Fili Dei vivi) ou <em>A comunh\u00e3o<\/em> (Perc\u00e9ptio). A seguir genuflecte, toma a h\u00f3stia e, voltado para o ministro, se este comunga, diz, levantando um pouco a h\u00f3stia sobre o c\u00e1lice: <em>Felizes os convidados\u2026<\/em> <em>Eis o Cordeiro de Deus<\/em> (Ecce Agnus Dei\u2026 Be\u00e1ti qui ad cenam Agni); e, juntamente com o ministro, diz uma vez: <em>Senhor, eu n\u00e3o sou digno<\/em> (D\u00f3mine, non sum dignus). E, voltando-se para o altar, comunga o Corpo de Cristo. Se o ministro n\u00e3o recebe a Comunh\u00e3o, o sacerdote, depois de fazer a genuflex\u00e3o, toma a h\u00f3stia e diz, uma vez, em sil\u00eancio, voltado para o altar: <em>Senhor, eu n\u00e3o sou digno<\/em> (D\u00f3mine, non sum dignus), e o <em>Corpo de Cristo guarde<\/em> (Corpus Christi cust\u00f3diat) e comunga o Corpo de Cristo. Em seguida, toma o c\u00e1lice e diz em sil\u00eancio: <em>O sangue de Cristo me guarde para a vida eterna<\/em> (Sanguis Christi cust\u00f3diat me) e comunga o Sangue.<\/p>\n<p><strong>269. <\/strong>Antes de dar a Comunh\u00e3o ao ministro, o sacerdote recita a ant\u00edfona da Comunh\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>270. <\/strong>O sacerdote purifica o c\u00e1lice ao lado do altar ou na cred\u00eancia. Se o c\u00e1lice for purificado no altar, o ministro pode lev\u00e1-lo depois para a cred\u00eancia, ou pode rep\u00f4-lo no lado do altar.<\/p>\n<p><strong>271. <\/strong>Depois da purifica\u00e7\u00e3o do c\u00e1lice, \u00e9 conveniente que o sacerdote guarde uns momentos de sil\u00eancio. Em seguida, diz a ora\u00e7\u00e3o depois da Comunh\u00e3o.<\/p>\n<p><em>Ritos de conclus\u00e3o<\/em><\/p>\n<p><strong>272. <\/strong>Nos ritos de conclus\u00e3o procede-se como na Missa com participa\u00e7\u00e3o do povo, mas omite-se a despedida: <em>Ide em paz<\/em> (Ite, missa est). O sacerdote beija o altar em sinal de venera\u00e7\u00e3o, como \u00e9 costume, e, depois de fazer uma inclina\u00e7\u00e3o profunda com o ministro, retira-se.<\/p>\n<h3><strong>IV. Algumas normas gerais para todas as formas de celebra\u00e7\u00e3o da Missa<\/strong><\/h3>\n<p><strong><em>Venera\u00e7\u00e3o do altar e do Evangeli\u00e1rio<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>273. <\/strong>Segundo o costume tradicional, a venera\u00e7\u00e3o do altar e do Evangeli\u00e1rio \u00e9 significada pelo \u00f3sculo. Todavia, nos pa\u00edses em que este sinal de venera\u00e7\u00e3o destoa das tradi\u00e7\u00f5es e mentalidade dos povos, podem as Confer\u00eancias Episcopais substitu\u00ed-lo por outro sinal, com o consentimento da S\u00e9 Apost\u00f3lica.<\/p>\n<p><strong><em>Genuflex\u00e3o e inclina\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>274<\/strong><strong>. <span style=\"color: #ff0000\"><span style=\"text-decoration: underline\">A genuflex\u00e3o, que se faz dobrando o joelho direito at\u00e9 ao solo<\/span>, significa adora\u00e7\u00e3o; \u00e9 por isso reservada ao Sant\u00edssimo Sacramento e \u00e0 santa Cruz desde a solene adora\u00e7\u00e3o na a\u00e7\u00e3o lit\u00fargica da Sexta-Feira da Paix\u00e3o do Senhor, at\u00e9 ao in\u00edcio da Vig\u00edlia pascal.<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Na Missa, o sacerdote celebrante faz tr\u00eas genuflex\u00f5es: ap\u00f3s a ostens\u00e3o da h\u00f3stia, ap\u00f3s a ostens\u00e3o do c\u00e1lice e antes da Comunh\u00e3o. As peculiaridades a observar na Missa concelebrada indicam-se nos lugares respectivos (cf. nn. 210-251).<\/p>\n<p>Mas, se o sacr\u00e1rio com o Sant\u00edssimo Sacramento estiver no presbit\u00e9rio, o sacerdote, o di\u00e1cono e os outros ministros genuflectem, quando chegam ao altar, ou quando se afastam dele, n\u00e3o, por\u00e9m, durante a pr\u00f3pria celebra\u00e7\u00e3o da Missa.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, todos os que passam diante do Sant\u00edssimo Sacramento genuflectem, a n\u00e3o ser quando se vai em prociss\u00e3o.<\/p>\n<p>Os ministros que levam a cruz processional ou os c\u00edrios, em vez de genuflectirem fazem uma inclina\u00e7\u00e3o de cabe\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>275. <\/strong>A inclina\u00e7\u00e3o significa a rever\u00eancia e a honra que se presta \u00e0s pr\u00f3prias pessoas ou aos seus s\u00edmbolos. As inclina\u00e7\u00f5es s\u00e3o de duas esp\u00e9cies: inclina\u00e7\u00e3o de cabe\u00e7a e inclina\u00e7\u00e3o do corpo.<\/p>\n<p><em>a)<\/em> A inclina\u00e7\u00e3o de cabe\u00e7a faz-se ao nomear as tr\u00eas Pessoas divinas conjuntamente, ao nome de Jesus, da Virgem Santa Maria e do Santo em cuja honra \u00e9 celebrada a Missa.<\/p>\n<p><em>b)<\/em> A inclina\u00e7\u00e3o do corpo, ou inclina\u00e7\u00e3o profunda, faz-se: ao altar; \u00e0s ora\u00e7\u00f5es <em>Purificai o meu cora\u00e7\u00e3o<\/em> (Munda cor meum) e <em>De cora\u00e7\u00e3o humilhado<\/em> (In sp\u00edritu humilit\u00e1tis); no S\u00edmbolo \u00e0s palavras <em>E encarnou pelo Esp\u00edrito Santo<\/em> (Et incarn\u00e1tus est); no C\u00e2none Romano \u00e0s palavras <em>Humildemente Vos suplicamos<\/em> (Supplices te rogamus). Tamb\u00e9m o di\u00e1cono faz inclina\u00e7\u00e3o profunda ao pedir a b\u00ean\u00e7\u00e3o, antes da proclama\u00e7\u00e3o do Evangelho. Al\u00e9m disso, o sacerdote faz uma pequena inclina\u00e7\u00e3o enquanto diz as palavras do Senhor, na consagra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong><em>Incensa\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>276. <\/strong>O queimar incenso ou a incensa\u00e7\u00e3o exprime rever\u00eancia e ora\u00e7\u00e3o, como vem significado na Sagrada Escritura (cf. <em>Salmo<\/em> 140, 2; <em>Ap<\/em> 8,3)<strong>. <\/strong><\/p>\n<p>Pode usar-se o incenso em qualquer forma de celebra\u00e7\u00e3o da Missa:<\/p>\n<p><em>a)<\/em> durante a prociss\u00e3o de entrada;<\/p>\n<p><em>b)<\/em> no princ\u00edpio da Missa, para incensar a cruz e o altar;<\/p>\n<p><em>c)<\/em> na prociss\u00e3o e proclama\u00e7\u00e3o do Evangelho;<\/p>\n<p><em>d)<\/em> depois de colocados o p\u00e3o e o c\u00e1lice sobre o altar, para incensar as oblatas, a cruz, o altar, o sacerdote e o povo;<\/p>\n<p><em>e)<\/em> \u00e0 ostens\u00e3o da h\u00f3stia e do c\u00e1lice, depois da consagra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>277. <\/strong>O sacerdote, ao p\u00f4r o incenso no tur\u00edbulo, benze-o com um sinal da cruz, sem dizer nada.<\/p>\n<p>Antes e depois da incensa\u00e7\u00e3o, faz-se uma inclina\u00e7\u00e3o profunda para a pessoa ou coisa incensada, excepto ao altar e \u00e0s oblatas para o sacrif\u00edcio da Missa.<\/p>\n<p>Incensam-se com tr\u00eas ductos do tur\u00edbulo: o Sant\u00edssimo Sacramento, as rel\u00edquias da santa Cruz e as imagens do Senhor expostas \u00e0 venera\u00e7\u00e3o p\u00fablica, as oblatas para o sacrif\u00edcio da Missa, a cruz do altar, o Evangeli\u00e1rio, o c\u00edrio pascal, o sacerdote e o povo.<\/p>\n<p>Com dois ductos incensam-se as rel\u00edquias e imagens dos Santos expostas \u00e0 venera\u00e7\u00e3o p\u00fablica, e s\u00f3 no in\u00edcio da celebra\u00e7\u00e3o, quando se incensa o altar.<\/p>\n<p>A incensa\u00e7\u00e3o do altar faz-se com simples ictus do seguinte modo:<\/p>\n<p><em>a)<\/em> se o altar est\u00e1 separado da parede, o sacerdote incensa-o em toda a volta;<\/p>\n<p><em>b)<\/em> se o altar n\u00e3o est\u00e1 separado da parede, o sacerdote incensa-o primeiro do lado direito e depois do lado esquerdo.<\/p>\n<p>Se a cruz est\u00e1 sobre o altar ou junto dele, \u00e9 incensada antes da incensa\u00e7\u00e3o do altar; ali\u00e1s, \u00e9 incensada quando o sacerdote passa diante dela.<\/p>\n<p>O sacerdote incensa as oblatas com tr\u00eas ductos do tur\u00edbulo, antes de incensar a cruz e o altar, ou fazendo, com o tur\u00edbulo, o sinal da cruz sobre as oblatas.<\/p>\n<p><strong><em>Purifica\u00e7\u00f5es<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>278. <\/strong>Se algum fragmento da h\u00f3stia ficar aderente aos dedos, sobretudo depois da fra\u00e7\u00e3o ou depois da Comunh\u00e3o dos fi\u00e9is, o sacerdote limpa os dedos sobre a patena ou, se parecer necess\u00e1rio, lava-os. Recolhe tamb\u00e9m os que eventualmente tenham ficado fora da patena.<\/p>\n<p><strong>279. <\/strong>Os vasos sagrados s\u00e3o purificados pelo sacerdote ou pelo di\u00e1cono ou pelo ac\u00f3lito institu\u00eddo, depois da Comunh\u00e3o ou depois da Missa, quanto poss\u00edvel na cred\u00eancia. O c\u00e1lice \u00e9 purificado com \u00e1gua ou com vinho e \u00e1gua, que depois \u00e9 consumida por quem o purificar. A patena limpa-se normalmente com o sanguinho.<\/p>\n<p>Deve atender-se a que o Sangue de Cristo que eventualmente fique depois da distribui\u00e7\u00e3o da Comunh\u00e3o, seja todo imediatamente consumido no altar.<\/p>\n<p><strong>280. <\/strong>Se cair no ch\u00e3o alguma h\u00f3stia ou part\u00edcula, recolhe-se reverentemente. Se acaso se derramar o Sangue do Senhor, lava-se com \u00e1gua o s\u00edtio em que tenha ca\u00eddo e deita-se depois essa \u00e1gua no sumidoiro colocado na sacristia.<\/p>\n<p><strong><em>Comunh\u00e3o sob as duas esp\u00e9cies<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>281. <\/strong>A sagrada Comunh\u00e3o adquire a sua forma mais plena, enquanto sinal, quando \u00e9 feita sob as duas esp\u00e9cies. Nesta forma manifesta-se mais perfeitamente o sinal do banquete eucar\u00edstico, e exprime-se mais claramente a vontade de ratificar a nova e eterna alian\u00e7a selada pelo Sangue do Senhor, bem como a rela\u00e7\u00e3o entre o banquete eucar\u00edstico e o banquete escatol\u00f3gico no reino do Pai [103].<\/p>\n<p><strong>282. <\/strong>Empenhem-se os sagrados pastores em recordar, da maneira mais eficiente, aos fi\u00e9is que tomam parte no rito sagrado ou a ele assistem, a doutrina cat\u00f3lica acerca da forma da sagrada Comunh\u00e3o, segundo o Conc\u00edlio de Trento. Antes de mais devem advertir os fi\u00e9is de que a f\u00e9 cat\u00f3lica ensina que, mesmo sob uma \u00fanica esp\u00e9cie, \u00e9 Cristo todo e inteiro e o verdadeiro Sacramento que se recebe; consequentemente, quem receber uma s\u00f3 das duas esp\u00e9cies nem por isso fica privado de qualquer gra\u00e7a necess\u00e1ria \u00e0 salva\u00e7\u00e3o [104].<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, devem ensinar tamb\u00e9m que a Igreja, na administra\u00e7\u00e3o dos Sacramentos, salvaguardada a sua subst\u00e2ncia, tem o poder de estabelecer ou modificar aquilo que, atendendo \u00e0s circunst\u00e2ncias ou \u00e0 diversidade dos tempos e lugares, julgue mais apto para favorecer a venera\u00e7\u00e3o devida aos mesmos Sacramentos e seja de maior proveito para quem os recebe [105]. Ao mesmo tempo, n\u00e3o deixem de exortar os fi\u00e9is para que participem mais intensamente no rito sagrado por aquela forma em que se manifesta de modo mais pleno o sinal do banquete eucar\u00edstico.<\/p>\n<p><strong>283. <\/strong>A Comunh\u00e3o sob as duas esp\u00e9cies \u00e9 permitida, al\u00e9m dos casos expostos nos livros rituais:<\/p>\n<p><em>a)<\/em> aos sacerdotes que n\u00e3o podem celebrar ou concelebrar a Missa;<\/p>\n<p><em>b)<\/em> ao di\u00e1cono e \u00e0queles que desempenham algum of\u00edcio na Missa;<\/p>\n<p><em>c)<\/em> aos membros das comunidades, na Missa conventual ou naquela que \u00e9 chamada \u00abda comunidade\u00bb, aos alunos dos semin\u00e1rios e a todos os que fazem exerc\u00edcios espirituais ou participam numa reuni\u00e3o espiritual ou pastoral.<\/p>\n<p>O Bispo diocesano pode definir normas para a Comunh\u00e3o sob as duas esp\u00e9cies na sua diocese, a observar mesmo nas igrejas dos religiosos e nos pequenos grupos. Ao mesmo Bispo \u00e9 dada faculdade de permitir a Comunh\u00e3o sob as duas esp\u00e9cies, sempre que tal pare\u00e7a oportuno ao sacerdote celebrante, desde que os fi\u00e9is sejam bem instru\u00eddos e n\u00e3o haja perigo de profana\u00e7\u00e3o do Sant\u00edssimo ou que o rito n\u00e3o se torne mais dif\u00edcil em virtude da multid\u00e3o dos participantes ou por outra causa.<\/p>\n<p>Quanto ao modo de distribuir a sagrada Comunh\u00e3o sob as duas esp\u00e9cies aos fi\u00e9is e ao alargamento da autoriza\u00e7\u00e3o, as Confer\u00eancias Episcopais podem dar normas, confirmadas pela S\u00e9 Apost\u00f3lica.<\/p>\n<p><strong>284<\/strong>. Quando se distribui a Comunh\u00e3o sob as duas esp\u00e9cies:<\/p>\n<p><em>a)<\/em> habitualmente quem ministra ao c\u00e1lice \u00e9 o di\u00e1cono, ou, na sua aus\u00eancia, o presb\u00edtero; ou tamb\u00e9m o ac\u00f3lito devidamente institu\u00eddo ou outro ministro extraordin\u00e1rio da sagrada Comunh\u00e3o; ou o fiel a quem, em caso de necessidade, se chama para este of\u00edcio em cada caso;<\/p>\n<p><em>b)<\/em> o que eventualmente sobrar do Sangue \u00e9 consumido no altar pelo sacerdote, ou pelo di\u00e1cono, ou pelo ac\u00f3lito institu\u00eddo, que ministrou ao c\u00e1lice e purifica, enxuga e arruma os vasos sagrados do modo habitual;<\/p>\n<p>Aos fi\u00e9is que eventualmente queiram comungar s\u00f3 sob a esp\u00e9cie do p\u00e3o, d\u00ea-se a sagrada Comunh\u00e3o desta forma.<\/p>\n<p><strong>285. <\/strong>Para a Comunh\u00e3o sob as duas esp\u00e9cies deve preparar-se o seguinte:<\/p>\n<p><em>a)<\/em> se a Comunh\u00e3o do c\u00e1lice se faz bebendo directamente do c\u00e1lice, preveja-se ou um c\u00e1lice de tamanho suficiente ou v\u00e1rios c\u00e1lices, havendo sempre o cuidado de que n\u00e3o fique muito Sangue de Cristo para consumir no fim da celebra\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p><em>b)<\/em> se se faz por intin\u00e7\u00e3o, as h\u00f3stias n\u00e3o devem ser demasiado finas nem demasiado pequenas, mas um pouco mais espessas do que o costume, para tornar f\u00e1cil a sua distribui\u00e7\u00e3o depois de parcialmente embebidas no Sangue.<\/p>\n<p><strong>286. <\/strong>Se a Comunh\u00e3o do Sangue se faz bebendo do c\u00e1lice, o comungante, depois de receber o Corpo de Cristo, passa para o lado do ministro do c\u00e1lice e fica de p\u00e9 diante dele. O ministro diz: <em>O Sangue de Cristo<\/em> (Sanguis Christi); o comungante responde: <em>Amen<\/em>, e o ministro entrega-lhe o c\u00e1lice, que o pr\u00f3prio comungante leva \u00e0 boca por suas m\u00e3os. O comungante bebe um pouco do c\u00e1lice, entrega-o ao ministro e afasta-se; ent\u00e3o o ministro limpa com o sanguinho o bordo do c\u00e1lice.<\/p>\n<p><strong>287. <\/strong>Se a Comunh\u00e3o do c\u00e1lice se faz por intin\u00e7\u00e3o, o comungante, segurando a patena por baixo da boca, aproxima-se do sacerdote, que segura o c\u00e1lice, e ao lado do qual est\u00e1 o ministro que segura o vaso com as sagradas part\u00edculas. O sacerdote toma a h\u00f3stia, embebe-a parcialmente no c\u00e1lice e, mostrando-a, diz: <em>O Corpo e o Sangue de Cristo<\/em> (Corpus et Sanguis Christi); o comungante responde: <em>Amen<\/em>, recebe do sacerdote o Sacramento na boca, e retira-se.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>CAP\u00cdTULO V<\/strong><\/p>\n<p><strong>DISPOSI\u00c7\u00c3O E ADORNO DAS IGREJAS\u00a0<\/strong><strong>PARA A CELEBRA\u00c7\u00c3O DA EUCARISTIA<\/strong><\/p>\n<p><strong>I. Princ\u00edpios gerais<\/strong><\/p>\n<p><strong>288. <\/strong>Para a celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia, o povo de Deus re\u00fane-se normalmente na igreja ou, quando esta falta ou \u00e9 insuficiente, num lugar decente e que seja digno de t\u00e3o grande mist\u00e9rio. Por isso, as igrejas e os outros lugares devem ser aptos para a conveniente realiza\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o sagrada e para se conseguir a participa\u00e7\u00e3o ativa dos fi\u00e9is. Al\u00e9m disso, os edif\u00edcios sagrados e os objectos destinados ao culto divino devem ser dignos e belos como sinais e s\u00edmbolos das realidades celestes [106].<\/p>\n<p><strong>289. <\/strong>\u00c9 por isso que a Igreja recorre sempre \u00e0 nobre ajuda das artes, e admite as formas de express\u00e3o art\u00edstica pr\u00f3prias de cada povo ou regi\u00e3o [107]. Mais ainda, n\u00e3o s\u00f3 se empenha em conservar as obras de arte e os tesouros que nos legaram os s\u00e9culos passados [108] e, na medida do poss\u00edvel, as adapta \u00e0s novas necessidades, mas tamb\u00e9m se esfor\u00e7a por estimular a cria\u00e7\u00e3o de novas formas, de acordo com a maneira de ser de cada \u00e9poca [109].<\/p>\n<p>Por conseguinte, tanto na forma\u00e7\u00e3o dos artistas como na escolha das obras de arte a admitir na igreja, deve procurar-se o valor art\u00edstico aut\u00eantico, que alimente a f\u00e9 e a piedade e que, por outro lado, corresponda \u00e0 verdade do seu significado e aos fins a que se destina [110].<\/p>\n<p><strong>290. <\/strong>Todas as igrejas devem ser dedicadas ou ao menos benzidas. As igrejas catedrais e paroquiais, por\u00e9m, sejam solenemente dedicadas.<\/p>\n<p><strong>291. <\/strong>Todos os interessados na correcta constru\u00e7\u00e3o, repara\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o dos edif\u00edcios sagrados, devem consultar a Comiss\u00e3o diocesana da sagrada Liturgia e de Arte sacra. Quanto ao Bispo diocesano, recorrer\u00e1 ao conselho e ajuda da referida Comiss\u00e3o, sempre que tenha de estabelecer normas sobre a mat\u00e9ria, aprovar projectos de novas constru\u00e7\u00f5es ou decidir quest\u00f5es de certa import\u00e2ncia [111].<\/p>\n<p><strong>292. <\/strong>Na ornamenta\u00e7\u00e3o da igreja deve tender-se mais para a simplicidade do que para a ostenta\u00e7\u00e3o. Na escolha dos elementos decorativos, procure-se a verdade das coisas e o que contribua para a forma\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is e para a dignidade de todo o lugar sagrado.<\/p>\n<p><strong>293. <\/strong>Uma conveniente disposi\u00e7\u00e3o da igreja e seus anexos, capaz de satisfazer realmente \u00e0s exig\u00eancias do nosso tempo, requer que se atenda, n\u00e3o apenas \u00e0quilo que directamente se relaciona com a celebra\u00e7\u00e3o das ac\u00e7\u00f5es sagradas, mas tamb\u00e9m a tudo o que possa contribuir para a conveniente comodidade dos fi\u00e9is, como se faz habitualmente nos lugares onde o povo se re\u00fane.<\/p>\n<p><strong>294. <\/strong>O povo de Deus, que se re\u00fane para a Missa, tem uma estrutura org\u00e2nica e hier\u00e1rquica, que se exprime nos diversos minist\u00e9rios e diversas ac\u00e7\u00f5es que se realizam em cada uma das partes da celebra\u00e7\u00e3o. Portanto, o edif\u00edcio sagrado, na sua disposi\u00e7\u00e3o geral, deve reproduzir de algum modo a imagem da assembleia congregada, proporcionar a conveniente coordena\u00e7\u00e3o de todos os seus elementos e facilitar o perfeito desempenho da fun\u00e7\u00e3o de cada um.<\/p>\n<p>O lugar destinado aos fi\u00e9is e \u00e0 <em>schola<\/em> <em>cantorum<\/em> deve ser de modo a tornar mais f\u00e1cil a sua participa\u00e7\u00e3o ativa [112].<\/p>\n<p>O lugar do sacerdote celebrante, do di\u00e1cono e dos outros ministros \u00e9 o presbit\u00e9rio. A\u00ed se preparam os assentos dos concelebrantes; quando, por\u00e9m, o seu n\u00famero for grande, disponham-se os assentos noutra parte da igreja, mas perto do altar.<\/p>\n<p>Embora tudo isto deva exprimir a estrutura hier\u00e1rquica e a diversidade dos minist\u00e9rios, deve tamb\u00e9m formar uma unidade \u00edntima e org\u00e2nica que manifeste de modo mais claro a unidade de todo o povo santo. Por outro lado, a natureza e a beleza do lugar sagrado, bem como de todas as alfaias do culto, devem ser de tal modo que fomentem a piedade e exprimam a santidade dos mist\u00e9rios que se celebram.<\/p>\n<p><strong>II. Disposi\u00e7\u00e3o do presbit\u00e9rio para a celebra\u00e7\u00e3o lit\u00fargica<\/strong><\/p>\n<p><strong>295. <\/strong>O presbit\u00e9rio \u00e9 o lugar onde sobressai o altar, onde se proclama a palavra de Deus e onde o sacerdote, o di\u00e1cono e os outros ministros exercem as suas fun\u00e7\u00f5es. Deve distinguir-se oportunamente da nave da igreja, ou por uma certa eleva\u00e7\u00e3o, ou pela sua estrutura e ornamento especial. Deve ser suficientemente espa\u00e7oso para que a celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia se desenrole comodamente e possa ser vista [113].<\/p>\n<p><em><strong>O altar e o seu adorno<\/strong><\/em><\/p>\n<p><strong>296. <\/strong>O altar, em que se torna presente sob os sinais sacramentais o sacrif\u00edcio da cruz, \u00e9 tamb\u00e9m a mesa do Senhor, na qual o povo de Deus \u00e9 chamado a participar quando \u00e9 convocado para a Missa; o altar \u00e9 tamb\u00e9m o centro da a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as celebrada na Eucaristia.<\/p>\n<p><strong>297. <\/strong>A celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia em lugar sagrado faz-se sobre o altar; fora do lugar sagrado, tamb\u00e9m pode ser celebrada sobre uma mesa adequada, coberta sempre com uma toalha e o corporal, e com a cruz e os candelabros.<\/p>\n<p><strong>298. <\/strong>\u00c9 conveniente que em cada igreja haja um altar fixo, que significa mais clara e permanentemente Cristo Jesus, Pedra viva (<em>1 Ped<\/em> 2, 4; cf. <em>Ef<\/em> 2, 20); nos outros lugares destinados \u00e0s celebra\u00e7\u00f5es sagradas, o altar pode ser m\u00f3vel.<\/p>\n<p>Diz-se altar fixo aquele que \u00e9 constru\u00eddo sobre o pavimento e de tal modo unido a ele que n\u00e3o se pode remover. Diz-se altar m\u00f3vel aquele que se pode deslocar de um s\u00edtio para outro.<\/p>\n<p><strong>299. <\/strong>Onde for poss\u00edvel, o altar principal deve ser constru\u00eddo afastado da parede, de modo a permitir andar em volta dele e celebrar a Missa de frente para o povo. Pela sua localiza\u00e7\u00e3o, h\u00e1-de ser o centro de converg\u00eancia, para o qual espontaneamente se dirijam as aten\u00e7\u00f5es de toda a assembleia dos fi\u00e9is [114]. Normalmente deve ser fixo e dedicado.<\/p>\n<p><strong>300. <\/strong>O altar fixo ou m\u00f3vel \u00e9 dedicado segundo o rito descrito no Pontifical Romano; o altar m\u00f3vel, por\u00e9m, pode ser simplesmente benzido.<\/p>\n<p><strong>301. <\/strong>Segundo um costume e um simbolismo tradicional da Igreja, a mesa do altar fixo deve ser de pedra natural. Contudo, segundo o crit\u00e9rio da Confer\u00eancia Episcopal, \u00e9 permitida a utiliza\u00e7\u00e3o de outros materiais, contanto que sejam dignos, s\u00f3lidos e artisticamente trabalhados. O suporte ou base em que assenta a mesa pode ser de material diferente, contanto que seja digno e s\u00f3lido.<\/p>\n<p>O altar m\u00f3vel pode ser constru\u00eddo de qualquer material nobre e s\u00f3lido, adequado ao uso lit\u00fargico, segundo as tradi\u00e7\u00f5es e costumes de cada regi\u00e3o.<\/p>\n<p><strong><em>302. <\/em><\/strong>Mantenha-se oportunamente o uso de colocar sob o altar que vai ser dedicado rel\u00edquias de Santos, ainda que n\u00e3o sejam M\u00e1rtires. Mas tenha-se o cuidado de verificar a autenticidade dessas rel\u00edquias.<\/p>\n<p><strong>303. <\/strong>Na constru\u00e7\u00e3o de novas igrejas deve erigir-se um s\u00f3 altar, que significa na assembleia dos fi\u00e9is que h\u00e1 um s\u00f3 Cristo e que a Eucaristia da Igreja \u00e9 s\u00f3 uma.<\/p>\n<p>Nas igrejas j\u00e1 constru\u00eddas, quando nelas existir um altar antigo situado de tal modo que torne dif\u00edcil a participa\u00e7\u00e3o do povo, e que n\u00e3o se possa transferir sem detrimento dos valores art\u00edsticos, construa-se com arte outro altar fixo, devidamente dedicado, e realizem-se apenas nele as celebra\u00e7\u00f5es sagradas. Para n\u00e3o desviar a aten\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is do novo altar, n\u00e3o se adorne de modo especial o altar antigo.<\/p>\n<p><strong>304. <\/strong>Pela rever\u00eancia devida \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o do memorial do Senhor e ao banquete em que \u00e9 distribu\u00eddo o Corpo e o Sangue de Cristo, o altar sobre o qual se celebra deve ser coberto ao menos com uma toalha de cor branca, que, pela sua forma, tamanho e ornato, deve estar em harmonia com a estrutura do altar.<\/p>\n<p><strong>305<\/strong>. Haja modera\u00e7\u00e3o na ornamenta\u00e7\u00e3o do altar.<\/p>\n<p>No tempo do Advento ornamente-se o altar com flores com a modera\u00e7\u00e3o que conv\u00e9m \u00e0 \u00edndole deste tempo, de modo a n\u00e3o antecipar a plena alegria do Natal do Senhor. No tempo da Quaresma n\u00e3o \u00e9 permitido adornar o altar com flores. Exceptuam-se, por\u00e9m, o domingo <em>Laetare<\/em> (IV da Quaresma), as solenidades e as festas.<\/p>\n<p>A ornamenta\u00e7\u00e3o com flores deve ser sempre s\u00f3bria e, em vez de as p\u00f4r sobre a mesa do altar, disponham-se junto dele.<\/p>\n<p><strong>306<\/strong>. Sobre a mesa do altar, apenas se podem colocar as coisas necess\u00e1rias para a celebra\u00e7\u00e3o da Missa, ou seja, o Evangeli\u00e1rio desde o in\u00edcio da celebra\u00e7\u00e3o at\u00e9 \u00e0 proclama\u00e7\u00e3o do Evangelho; e desde a apresenta\u00e7\u00e3o dos dons at\u00e9 \u00e0 purifica\u00e7\u00e3o dos vasos, o c\u00e1lice com a patena, a p\u00edxide, se for precisa, e ainda o corporal, o sanguinho e o Missal.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, devem dispor-se discretamente os instrumentos porventura necess\u00e1rios para amplificar a voz do sacerdote.<\/p>\n<p><strong>307. <\/strong>Os casti\u00e7ais prescritos para cada a\u00e7\u00e3o lit\u00fargica, em sinal de venera\u00e7\u00e3o e de celebra\u00e7\u00e3o festiva (cf. n. 117), disp\u00f5em-se em cima do pr\u00f3prio altar ou em volta dele, como for mais conveniente, de acordo com a estrutura quer do altar quer do presbit\u00e9rio, de modo a formar um todo harm\u00f3nico e a n\u00e3o impedir os fi\u00e9is de verem facilmente o que no altar se realiza ou o que nele se coloca.<\/p>\n<p><strong>308. <\/strong>Sobre o altar ou junto dele coloca-se tamb\u00e9m uma cruz, com a imagem de Cristo crucificado, que a assembleia possa ver bem. Conv\u00e9m que, mesmo fora das ac\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas, permane\u00e7a junto do altar uma tal cruz, para recordar aos fi\u00e9is a paix\u00e3o salvadora do Senhor.<\/p>\n<p><strong><em>O amb\u00e3o<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>309. <\/strong>A dignidade da palavra de Deus requer que haja na igreja um lugar adequado para a sua proclama\u00e7\u00e3o e para o qual, durante a liturgia da palavra, convirja espontaneamente a aten\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is [115].<\/p>\n<p>Em princ\u00edpio, este lugar deve ser um amb\u00e3o est\u00e1vel e n\u00e3o uma simples estante m\u00f3vel. Tanto quanto a arquitectura da igreja o permita, o amb\u00e3o disp\u00f5e-se de modo que os ministros ordenados e os leitores possam facilmente ser vistos e ouvidos pelos fi\u00e9is.<\/p>\n<p>Do amb\u00e3o s\u00e3o proferidas unicamente as leituras, o salmo responsorial e o prec\u00f3nio pascal. Podem tamb\u00e9m fazer-se do amb\u00e3o a homilia e proporem-se as inten\u00e7\u00f5es da ora\u00e7\u00e3o universal ou ora\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is. A dignidade do amb\u00e3o exige que s\u00f3 o ministro da palavra suba at\u00e9 ele.<\/p>\n<p>Conv\u00e9m que um novo amb\u00e3o, antes de ser destinado ao uso lit\u00fargico, seja benzido segundo o rito que vem no Ritual Romano [116].<\/p>\n<p><em>A cadeira para o sacerdote celebrante e outros assentos<\/em><\/p>\n<p><strong>310. <\/strong>A cadeira do sacerdote celebrante deve significar a sua fun\u00e7\u00e3o de presidente da assembleia e guia da ora\u00e7\u00e3o. Por isso, o lugar mais indicado \u00e9 ao fundo do presbit\u00e9rio, de frente para o povo, a n\u00e3o ser que a arquitectura da igreja ou outras circunst\u00e2ncias o n\u00e3o permitam: por exemplo, se devido a uma dist\u00e2ncia excessiva se tornar dif\u00edcil a comunica\u00e7\u00e3o entre o sacerdote e a assembleia reunida, ou se o sacr\u00e1rio estiver situado ao centro, atr\u00e1s do altar. Deve, por\u00e9m, evitar-se todo o aspecto de trono [117]. \u00c9 conveniente que a cadeira, antes de ser destinada ao uso lit\u00fargico, seja benzida segundo o rito que vem no Ritual Romano [118].<\/p>\n<p>No presbit\u00e9rio, disp\u00f5em-se tamb\u00e9m assentos para os sacerdotes concelebrantes ou para os presb\u00edteros que, vestidos com a veste coral, est\u00e3o na celebra\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o concelebram.<\/p>\n<p>Coloque-se o assento do di\u00e1cono junto da cadeira do celebrante. Para os outros ministros disponham-se os assentos de modo a distinguirem-se claramente dos do clero, e donde possam desempenhar facilmente as fun\u00e7\u00f5es que lhes est\u00e3o atribu\u00eddas [119].<\/p>\n<p><strong>III. A disposi\u00e7\u00e3o da igreja<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>O lugar dos fi\u00e9is<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>311. <\/strong>O lugar destinado aos fi\u00e9is deve ser objecto de particular cuidado, dispondo-o de modo a permitir-lhes participar devidamente nas celebra\u00e7\u00f5es sagradas com a vista e com o esp\u00edrito. Normalmente deve haver para eles bancos ou cadeiras. Reprova-se, por\u00e9m, o costume de reservar lugares especiais para pessoas privadas [120]. Estes bancos ou cadeiras, principalmente nas igrejas constru\u00eddas de novo, estejam dispostos de tal modo, que os fi\u00e9is possam facilmente adoptar as atitudes do corpo requeridas para as diferentes partes da celebra\u00e7\u00e3o e aproximar-se sem dificuldade da sagrada Comunh\u00e3o.<\/p>\n<p>Atenda-se a que os fi\u00e9is n\u00e3o somente possam ver quer o sacerdote quer o di\u00e1cono e os leitores, mas tamb\u00e9m consigam ouvi-los comodamente, recorrendo aos meios da t\u00e9cnica moderna.<\/p>\n<p><strong><em>O lugar da schola cantorum e dos instrumentos musicais<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>312. <\/strong>Tanto quanto a estrutura da igreja o permita, \u00e0 <em>schola<\/em> <em>cantorum<\/em> deve destinar-se um lugar que manifeste claramente a sua natureza, como parte da assembleia dos fi\u00e9is, e a fun\u00e7\u00e3o peculiar que lhe est\u00e1 reservada; que facilite o desempenho dessa sua fun\u00e7\u00e3o, e que permita comodamente a todos os seus componentes uma participa\u00e7\u00e3o plena na Missa, isto \u00e9, a participa\u00e7\u00e3o sacramental [121].<\/p>\n<p><strong>313. <\/strong>O \u00f3rg\u00e3o e os outros instrumentos musicais legitimamente aprovados sejam colocados num lugar apropriado, de modo a poderem apoiar o canto, quer da <em>schola<\/em> quer do povo, e a serem bem ouvidos por todos, quando interv\u00eam sozinhos. \u00c9 conveniente que o \u00f3rg\u00e3o, antes de ser destinado ao uso lit\u00fargico, seja benzido segundo o rito que vem no Ritual Romano [122].<\/p>\n<p>No tempo do Advento usem-se o \u00f3rg\u00e3o e outros instrumentos musicais com a modera\u00e7\u00e3o que conv\u00e9m \u00e0 \u00edndole deste tempo, de modo a n\u00e3o antecipar a plena alegria do Natal do Senhor.<\/p>\n<p>No tempo da Quaresma s\u00f3 \u00e9 permitido o toque do \u00f3rg\u00e3o e dos outros instrumentos musicais para sustentar o canto. Exceptuam-se, por\u00e9m, o domingo <em>Laetare<\/em> (IV da Quaresma), as solenidades e as festas.<\/p>\n<p><strong><em>O lugar da reserva da sant\u00edssima Eucaristia<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>314. <\/strong>Conforme a arquitectura de cada igreja e de acordo com os leg\u00edtimos costumes locais, guarde-se o Sant\u00edssimo Sacramento no sacr\u00e1rio, num lugar de honra da igreja, insigne, vis\u00edvel, devidamente ornamentado e adequado \u00e0 ora\u00e7\u00e3o [123].<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000\"><strong>Habitualmente, o tabern\u00e1culo deve ser \u00fanico, inamov\u00edvel, feito de material s\u00f3lido e inviol\u00e1vel, n\u00e3o transparente, e fechado de tal modo que evite o mais poss\u00edvel todo o perigo de profana\u00e7\u00e3o<\/strong><\/span> [124]. Conv\u00e9m, al\u00e9m disso, que antes de se destinar ao uso lit\u00fargico, seja benzido segundo o rito que vem no Ritual Romano [125].<\/p>\n<p><strong>315<\/strong>. Est\u00e1 mais de harmonia com a natureza do sinal que no altar em que se celebra a Missa n\u00e3o esteja o sacr\u00e1rio onde se guarda a Sant\u00edssima Eucaristia [126].<\/p>\n<p>A ju\u00edzo do Bispo diocesano o sacr\u00e1rio pode colocar-se:<\/p>\n<p><em>a)<\/em> ou no presbit\u00e9rio, fora do altar da celebra\u00e7\u00e3o, com a forma e a localiza\u00e7\u00e3o mais convenientes, sem excluir algum altar antigo que j\u00e1 n\u00e3o se utilize para celebrar (n. 303);<\/p>\n<p><em>b)<\/em> ou tamb\u00e9m nalguma capela adequada \u00e0 adora\u00e7\u00e3o e ora\u00e7\u00e3o privada dos fi\u00e9is [127], que esteja organicamente unida \u00e0 igreja e vis\u00edvel aos fi\u00e9is crist\u00e3os.<\/p>\n<p><strong>316<\/strong><strong>.<\/strong> Segundo o costume tradicional, junto do sacr\u00e1rio deve estar continuamente acesa uma l\u00e2mpada especial, alimentada com azeite ou cera, com que se indique e honre a presen\u00e7a de Cristo [128].<\/p>\n<p><strong>317<\/strong>. N\u00e3o se esque\u00e7a tamb\u00e9m, de modo nenhum, tudo o mais que o direito prescreve acerca da conserva\u00e7\u00e3o da Sant\u00edssima Eucaristia [129].<\/p>\n<p><strong><em>As imagens sagradas<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>318. <\/strong>Pela liturgia da terra a Igreja participa, saboreando-a j\u00e1, na liturgia celeste celebrada na cidade santa de Jerusal\u00e9m, para a qual como peregrina se dirige, onde Cristo est\u00e1 sentado \u00e0 direita de Deus e onde espera ter parte e comunh\u00e3o com os Santos, cuja mem\u00f3ria venera [130].<\/p>\n<p>Por isso, de acordo com a antiqu\u00edssima tradi\u00e7\u00e3o da Igreja, exp\u00f5em-se \u00e0 venera\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is, nos edif\u00edcios sagrados, imagens do Senhor, da bem-aventurada Virgem Maria e dos Santos [131], as quais devem estar dispostas de tal modo no lugar sagrado, que os fi\u00e9is sejam levados aos mist\u00e9rios da f\u00e9 que a\u00ed se celebram. Tenha-se, por isso, o cuidado de n\u00e3o aumentar exageradamente o seu n\u00famero e que a sua disposi\u00e7\u00e3o se fa\u00e7a na ordem devida, de tal modo que n\u00e3o distraiam os fi\u00e9is da celebra\u00e7\u00e3o [132]. Normalmente, n\u00e3o haja na mesma igreja mais do que uma imagem do mesmo Santo. Em geral, no ornamento e disposi\u00e7\u00e3o da igreja, no que se refere \u00e0s imagens, procure atender-se \u00e0 piedade de toda a comunidade e \u00e0 beleza e dignidade das imagens.<\/p>\n<h2><strong>CAP\u00cdTULO VI<\/strong><\/h2>\n<h3><strong>AS COISAS NECESS\u00c1RIAS PARA A CELEBRA\u00c7\u00c3O DA MISSA<\/strong><\/h3>\n<p><strong>I. O p\u00e3o e o vinho para celebrar a Eucaristia<\/strong><\/p>\n<p><strong>319. <\/strong>Seguindo o exemplo de Cristo, a Igreja utilizou sempre o p\u00e3o e o vinho com \u00e1gua para celebrar a Ceia do Senhor.<\/p>\n<p><strong>320. <\/strong>O p\u00e3o para celebrar a Eucaristia deve ser s\u00f3 de trigo, confeccionado recentemente e, segundo a antiga tradi\u00e7\u00e3o da Igreja latina, p\u00e3o \u00e1zimo.<\/p>\n<p><strong>321. <\/strong>A natureza de sinal exige que a mat\u00e9ria da Eucaristia tenha o aspecto de aut\u00eantico alimento. Conv\u00e9m, portanto, que o p\u00e3o eucar\u00edstico, embora \u00e1zimo e apresentando a forma tradicional, seja confeccionado de modo que o sacerdote, na Missa com participa\u00e7\u00e3o do povo, possa realmente partir a h\u00f3stia em v\u00e1rias partes e distribu\u00ed-las pelo menos a alguns dos fi\u00e9is. Todavia, de modo algum se excluem as h\u00f3stias pequenas, quando assim o exija o n\u00famero dos comungantes ou outras raz\u00f5es de ordem pastoral. No entanto, o gesto da \u201cfra\u00e7\u00e3o do p\u00e3o\u201d \u2013 assim era designada a Eucaristia na \u00e9poca apost\u00f3lica \u2013 manifesta de modo mais expressivo a for\u00e7a e o valor de sinal da unidade de todos em um s\u00f3 p\u00e3o e de sinal da caridade, pelo fato de um s\u00f3 p\u00e3o ser repartido entre os irm\u00e3os.<\/p>\n<p><strong>322. <\/strong>O vinho para celebrar a Eucaristia deve ser de uvas, fruto da videira (cf. <em>Lc<\/em> 22, 18), natural e puro, quer dizer, sem qualquer mistura de subst\u00e2ncias estranhas.<\/p>\n<p><strong>323. <\/strong>Tenha-se grande cuidado em que o p\u00e3o e o vinho destinados \u00e0 Eucaristia se conservem em perfeito estado, isto \u00e9, que nem o vinho se azede nem o p\u00e3o se estrague ou endure\u00e7a tanto que se torne dif\u00edcil parti-lo.<\/p>\n<p><strong>324. <\/strong>Se depois da consagra\u00e7\u00e3o ou no momento da Comunh\u00e3o o sacerdote advertir que, no c\u00e1lice, em vez de vinho estava \u00e1gua, deite esta num recipiente, ponha vinho e \u00e1gua no c\u00e1lice e consagre-o, proferindo s\u00f3 as palavras da narra\u00e7\u00e3o referentes \u00e0 consagra\u00e7\u00e3o do c\u00e1lice, sem ter de consagrar novamente o p\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>II. Alfaias sagradas em geral<\/strong><\/p>\n<p><strong>325. <\/strong>Tal como para a constru\u00e7\u00e3o das igrejas, tamb\u00e9m, no que se refere a todas as alfaias sagradas, a Igreja admite as formas de express\u00e3o art\u00edstica pr\u00f3prias de cada regi\u00e3o e aceita as adapta\u00e7\u00f5es que melhor se harmonizem com a mentalidade e as tradi\u00e7\u00f5es dos diversos povos, contanto que correspondam adequadamente ao uso a que as mesmas alfaias sagradas se destinam [133].<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m neste sector se deve buscar com todo o empenho aquela nobre simplicidade que t\u00e3o bem condiz com a arte verdadeira.<\/p>\n<p><strong>326. <\/strong>Nas alfaias sagradas, al\u00e9m dos materiais tradicionalmente usados, podem utilizar-se outros que, de acordo com a mentalidade da nossa \u00e9poca, se consideram nobres, resistentes e adaptados ao uso sagrado. Nesta mat\u00e9ria, \u00e9 \u00e0 Confer\u00eancia Episcopal que compete julgar para cada regi\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>III. Os vasos sagrados<\/strong><\/p>\n<p><strong>327. <\/strong>Entre os objectos requeridos para a celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia, merecem respeito particular os vasos sagrados e, entre eles, o c\u00e1lice e a patena, que servem para oferecer, consagrar e comungar o p\u00e3o e o vinho.<\/p>\n<p><strong>328. <\/strong>Os vasos sagrados devem ser fabricados de metal nobre. Se forem fabricados de metal oxid\u00e1vel, ou menos nobre que o ouro, normalmente devem ser dourados por dentro.<\/p>\n<p><strong>329.<\/strong> A ju\u00edzo das Confer\u00eancias Episcopais, e com a confirma\u00e7\u00e3o da S\u00e9 Apost\u00f3lica, os vasos sagrados tamb\u00e9m podem ser fabricados com outros materiais s\u00f3lidos e que sejam, segundo o modo de sentir de cada regi\u00e3o, mais nobres, por exemplo, o marfim ou certas madeiras muito duras, contanto que sejam adequadas para o uso sagrado. Neste caso, d\u00ea-se prefer\u00eancia aos materiais que n\u00e3o se quebrem nem deteriorem facilmente. Isto vale para todos os vasos destinados a receber as h\u00f3stias, como a patena, a p\u00edxide, a caixa-cib\u00f3rio, a cust\u00f3dia e semelhantes.<\/p>\n<p><strong>330. <\/strong>Quanto aos c\u00e1lices e outros vasos, destinados a receber o Sangue do Senhor, a copa deve ser de material que n\u00e3o absorva os l\u00edquidos. O p\u00e9 do c\u00e1lice pode ser de outra mat\u00e9ria s\u00f3lida e digna.<\/p>\n<p><strong>331. <\/strong>Para a consagra\u00e7\u00e3o das h\u00f3stias, pode usar-se convenientemente uma patena maior, na qual se p\u00f5e o p\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 para o sacerdote e o di\u00e1cono, mas tamb\u00e9m para os outros ministros e fi\u00e9is.<\/p>\n<p><strong>332. <\/strong>Quanto \u00e0 forma dos vasos sagrados, compete ao artista fabric\u00e1-los do modo que melhor se coadune com os costumes de cada regi\u00e3o, contanto que sejam adequados ao uso lit\u00fargico a que se destinam, e se distingam claramente daqueles que se destinam ao uso quotidiano.<\/p>\n<p><strong>333. <\/strong>Para a b\u00ean\u00e7\u00e3o dos vasos sagrados, sigam-se os ritos prescritos nos livros lit\u00fargicos [134].<\/p>\n<p><strong>334.<\/strong> Mantenha-se o costume de construir na sacristia um sumidoiro, no qual se lance a \u00e1gua da ablu\u00e7\u00e3o dos vasos sagrados e dos corporais e sangu\u00edneos (cf. n. 280).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>IV. As vestes sagradas<\/strong><\/p>\n<p><strong>335. <\/strong>Na Igreja, Corpo de Cristo, nem todos os membros desempenham as mesmas fun\u00e7\u00f5es. Esta diversidade de fun\u00e7\u00f5es na celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia \u00e9 significada externamente pela diversidade das vestes sagradas, as quais, por isso, s\u00e3o sinal distintivo da fun\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria de cada ministro. Conv\u00e9m, entretanto, que tais vestes contribuam tamb\u00e9m para o decoro da a\u00e7\u00e3o sagrada. As vestes usadas pelos sacerdotes e di\u00e1conos assim como pelos ministros leigos sejam oportunamente benzidas [135].<\/p>\n<p><strong>336. <\/strong>A veste sagrada comum a todos os ministros ordenados e institu\u00eddos, seja qual for o seu grau, \u00e9 a alva, que ser\u00e1 cingida \u00e0 cintura por um c\u00edngulo, a n\u00e3o ser que, pelo seu feitio, ela se ajuste ao corpo sem necessidade de c\u00edngulo. Se a alva n\u00e3o cobrir perfeitamente o traje comum em volta do pesco\u00e7o, p\u00f4r-se-\u00e1 o amito antes de a vestir. A alva n\u00e3o pode ser substitu\u00edda pela sobrepeliz, nem sequer quando esta se envergar sobre a veste talar, quando se deve vestir a casula ou a dalm\u00e1tica, nem quando, segundo as normas, se usa apenas a estola sem casula ou dalm\u00e1tica.<\/p>\n<p><strong>337. <\/strong>A veste pr\u00f3pria do sacerdote celebrante, para a Missa e outras ac\u00e7\u00f5es sagradas directamente ligadas com a Missa, salvo indica\u00e7\u00e3o em contr\u00e1rio, \u00e9 a casula ou planeta, que se veste sobre a alva e a estola.<\/p>\n<p><strong>338. <\/strong>A veste pr\u00f3pria do di\u00e1cono \u00e9 a dalm\u00e1tica, que se veste sobre a alva e a estola; contudo, por necessidade ou por menor grau da solenidade, a dalm\u00e1tica pode omitir-se.<\/p>\n<p><strong>339. <\/strong>Os ac\u00f3litos, leitores e outros ministros leigos podem vestir a alva ou outra veste legitimamente aprovada pela Confer\u00eancia Episcopal em cada regi\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>340. <\/strong>O sacerdote p\u00f5e a estola em volta do pesco\u00e7o, deixando-a cair diante do peito. O di\u00e1cono p\u00f5e a estola a tiracolo, deixando-a cair do ombro esquerdo, sobre o peito, e prendendo-a do lado direito do corpo.<\/p>\n<p><strong>341. <\/strong>O pluvial, ou capa de asperges, \u00e9 usado pelo sacerdote nas prociss\u00f5es e outras fun\u00e7\u00f5es sagradas, segundo as rubricas pr\u00f3prias de cada rito.<\/p>\n<p><strong>342. <\/strong>Quanto \u00e0 forma das vestes sagradas, as Confer\u00eancias Episcopais podem definir e propor \u00e0 S\u00e9 Apost\u00f3lica as adapta\u00e7\u00f5es que entendam corresponder melhor \u00e0s necessidades e costumes de cada regi\u00e3o [136].<\/p>\n<p><strong>343. <\/strong>Na confec\u00e7\u00e3o das vestes sagradas, al\u00e9m dos materiais tradicionalmente usados, \u00e9 permitido o uso de fibras naturais pr\u00f3prias de cada regi\u00e3o, bem como de fibras artificiais, contanto que estejam de harmonia com a dignidade da a\u00e7\u00e3o sagrada e da pessoa. Nesta mat\u00e9ria, o ju\u00edzo compete \u00e0 Confer\u00eancia Episcopal [137].<\/p>\n<p><strong>344. <\/strong>A beleza e nobreza da veste sagrada devem buscar-se e p\u00f4r-se em relevo mais pela forma e pelo mat\u00e9rial de que \u00e9 feita do que pela abund\u00e2ncia dos acrescentos ornamentais. Os ornamentos podem apresentar figuras, imagens ou s\u00edmbolos, que indiquem o uso sagrado das vestes, excluindo tudo o que possa destoar deste uso.<\/p>\n<p><strong>345. <\/strong>A diversidade de cores das vestes sagradas tem por finalidade exprimir externamente de modo mais eficaz, por um lado, o car\u00e1cter peculiar dos mist\u00e9rios da f\u00e9 que se celebram e, por outro, o sentido progressivo da vida crist\u00e3 ao longo do ano lit\u00fargico.<\/p>\n<p><strong>346. <\/strong>Quanto \u00e0 cor das vestes sagradas, mantenha-se o uso tradicional, isto \u00e9:<\/p>\n<p><em>a)<\/em> Usa-se a cor branca nos Of\u00edcios e Missas do Tempo Pascal e do Natal do Senhor. Al\u00e9m disso: nas celebra\u00e7\u00f5es do Senhor, excepto as da Paix\u00e3o, nas celebra\u00e7\u00f5es da bem-aventurada Virgem Maria, dos Anjos, dos Santos n\u00e3o M\u00e1rtires, nas solenidades de Todos os Santos (1 de Novembro), de S. Jo\u00e3o Baptista (24 de Junho), nas festas de S. Jo\u00e3o Evangelista (27 de Dezembro), da Cadeira de S. Pedro (22 de Fevereiro) e da Convers\u00e3o de S. Paulo (25 de Janeiro).<\/p>\n<p><em>b)<\/em> Usa-se a cor vermelha no Domingo da Paix\u00e3o (ou de Ramos) e na Sexta-Feira da Semana Santa, no Domingo do Pentecostes, nas celebra\u00e7\u00f5es da Paix\u00e3o do Senhor, nas festas natal\u00edcias dos Ap\u00f3stolos e Evangelistas e nas celebra\u00e7\u00f5es dos Santos M\u00e1rtires.<\/p>\n<p><em>c)<\/em> Usa-se a cor verde nos Of\u00edcios e Missas do Tempo Comum.<\/p>\n<p><em>d)<\/em> Usa-se a cor roxa no Tempo do Advento e da Quaresma. Pode usar-se tamb\u00e9m nos Of\u00edcios e Missas de defuntos.<\/p>\n<p><em>e)<\/em> A cor preta pode usar-se, onde for costume, nas Missas de defuntos.<\/p>\n<p><em>f)<\/em> A cor de rosa pode usar-se, onde for costume, nos Domingos <em>Gaudete<\/em> (III do Advento) e <em>Laetare<\/em> (IV da Quaresma).<\/p>\n<p>As Confer\u00eancias Episcopais podem, no que respeita \u00e0s cores lit\u00fargicas, determinar e propor \u00e0 S\u00e9 Apost\u00f3lica as adapta\u00e7\u00f5es que entenderem mais conformes com as necessidades e a mentalidade dos povos.<\/p>\n<p><strong>347. <\/strong>As Missas rituais celebram-se com a cor pr\u00f3pria ou branca ou festiva; as Missas para v\u00e1rias necessidades com a cor do dia ou do Tempo, ou ent\u00e3o com a cor roxa, se se trata de celebra\u00e7\u00f5es de car\u00e1cter penitencial, como por exemplo, as Missas para o tempo de guerra ou revolu\u00e7\u00f5es, em tempo de fome, para a remiss\u00e3o dos pecados (nn. 31, 33, 38); as Missas votivas celebram-se com a cor correspondente \u00e0 Missa celebrada ou tamb\u00e9m com a cor pr\u00f3pria do dia ou do Tempo.<\/p>\n<p><strong>V. Outras alfaias destinadas ao uso da Igreja<\/strong><\/p>\n<p><strong>348. <\/strong>Al\u00e9m dos vasos sagrados e das vestes sagradas, para os quais est\u00e1 prescrita determinada mat\u00e9ria, todas as outras alfaias destinadas ao uso lit\u00fargico [138], ou a qualquer t\u00edtulo admitidas na igreja, devem ser dignas e adequadas ao fim a que se destinam.<\/p>\n<p><strong>349<\/strong>. H\u00e1-de procurar-se de modo particular que os livros lit\u00fargicos, principalmente o Evangeli\u00e1rio e os Leccion\u00e1rios, destinados \u00e0 proclama\u00e7\u00e3o da Palavra de Deus e que por isso gozam de venera\u00e7\u00e3o especial, sejam de fato, na a\u00e7\u00e3o lit\u00fargica, sinais e s\u00edmbolos das coisas do alto e, por isso verdadeiramente dignos, de boa qualidade e belos.<\/p>\n<p><strong>350<\/strong>. Acima de tudo h\u00e1-de prestar-se a maior aten\u00e7\u00e3o \u00e0quilo que, na celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica, est\u00e1 directamente relacionado com o altar, como s\u00e3o a cruz do altar e a cruz que \u00e9 levada na prociss\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>351. <\/strong>Tenha-se grande cuidado em respeitar, mesmo nos objectos de menor import\u00e2ncia, as exig\u00eancias da arte, aliando sempre a limpeza a uma nobre simplicidade.<\/p>\n<h2><strong>CAP\u00cdTULO VII<\/strong><\/h2>\n<h3><strong>A ESCOLHA DA MISSA E DAS SUAS PARTES<\/strong><\/h3>\n<p><strong>352. <\/strong>A efic\u00e1cia pastoral da celebra\u00e7\u00e3o aumentar\u00e1 certamente, se a escolha das leituras, ora\u00e7\u00f5es e c\u00e2nticos se fizer, quanto poss\u00edvel, de modo a corresponder \u00e0s necessidades, \u00e0 forma\u00e7\u00e3o espiritual e \u00e0 mentalidade dos que nela tomam parte. Isto consegue-se, usando criteriosamente a m\u00faltipla liberdade de escolha que a seguir se descreve.<\/p>\n<p>Por isso, no ordenamento da Missa o sacerdote deve atender mais ao bem espiritual do povo de Deus do que aos seus gostos pessoais. Lembre-se, al\u00e9m disso, de que conv\u00e9m fazer a escolha das partes da Missa de comum acordo com aqueles que t\u00eam parte ativa na celebra\u00e7\u00e3o, sem excluir os pr\u00f3prios fi\u00e9is, naquilo que mais directamente lhes diz respeito.<\/p>\n<p>Dado que \u00e9 muito ampla esta faculdade de escolha das diversas partes da Missa, \u00e9 necess\u00e1rio que, antes da celebra\u00e7\u00e3o, o di\u00e1cono, os leitores, o salmista, o cantor, o comentador e a <em>schola<\/em>, saibam perfeitamente, cada um pela parte que lhe cabe, quais os textos que v\u00e3o ser utilizados, n\u00e3o deixando nada \u00e0 improvisa\u00e7\u00e3o. Com efeito, a harm\u00f3nica ordena\u00e7\u00e3o e realiza\u00e7\u00e3o dos ritos contribui grandemente para dispor o esp\u00edrito dos fi\u00e9is a participar na Eucaristia.<\/p>\n<p><strong>I. A escolha da Missa<\/strong><\/p>\n<p><strong>353. <\/strong>Nas solenidades, o sacerdote \u00e9 obrigado a conformar-se com o calend\u00e1rio da igreja em que celebra.<\/p>\n<p><strong>354. <\/strong>Nos domingos, nos dias feriais do Advento, do Natal, da Quaresma e do Tempo Pascal, nas festas e mem\u00f3rias obrigat\u00f3rias:<\/p>\n<p><em>a)<\/em> se a Missa \u00e9 celebrada com participa\u00e7\u00e3o do povo, o sacerdote deve seguir o calend\u00e1rio da igreja em que celebra;<\/p>\n<p><em>b)<\/em> se a Missa \u00e9 celebrada sem participa\u00e7\u00e3o do povo, o sacerdote pode escolher ou o calend\u00e1rio da igreja em que celebra ou o seu calend\u00e1rio pr\u00f3prio.<\/p>\n<p><strong>355. <\/strong>Nas mem\u00f3rias facultativas:<\/p>\n<p><em>a)<\/em> Nos dias feriais do Advento de 17 a 24 de Dezembro, na Oitava do Natal e nos dias feriais da Quaresma, exceptuando a Quarta-Feira de Cinzas e a Semana Santa, diz-se a Missa do dia lit\u00fargico ocorrente; todavia, se nesses dias ocorre no calend\u00e1rio geral uma mem\u00f3ria, pode tomar-se a ora\u00e7\u00e3o colecta dessa mem\u00f3ria, excepto na Quarta-Feira de Cinzas e Semana Santa. Nos dias feriais do Tempo Pascal podem celebrar-se integralmente as mem\u00f3rias dos Santos.<\/p>\n<p><em>b)<\/em> Nos dias feriais do Advento antes do dia 17 de Dezembro, nos dias feriais do Natal, do dia 2 de Janeiro em diante, e nos dias feriais do Tempo Pascal, pode escolher-se ou a Missa da f\u00e9ria ou a Missa do Santo ou de um dos Santos de que se faz mem\u00f3ria, ou ainda a Missa de um Santo mencionado nesse dia no Martirol\u00f3gio.<\/p>\n<p><em>c)<\/em> Nos dias feriais do Tempo Comum, pode escolher-se ou a Missa da f\u00e9ria, ou a Missa de uma mem\u00f3ria facultativa ocorrente, ou a Missa de um Santo mencionado nesse dia no Martirol\u00f3gio, ou ainda uma das Missas para v\u00e1rias necessidades ou uma Missa votiva.<\/p>\n<p>Sempre que celebre a Missa com participa\u00e7\u00e3o do povo, o sacerdote procurar\u00e1 n\u00e3o deixar frequentemente e sem motivo suficiente as leituras indicadas para cada dia no Leccion\u00e1rio Ferial: a vontade da Igreja \u00e9 apresentar aos fi\u00e9is, mais abundantemente, a mesa da palavra de Deus [139].<\/p>\n<p>Pela mesma raz\u00e3o, deve ser moderado no uso das Missas de defuntos, tanto mais que toda e qualquer Missa \u00e9 oferecida pelos vivos e pelos defuntos, e em todas as Ora\u00e7\u00f5es Eucar\u00edsticas se faz mem\u00f3ria dos defuntos.<\/p>\n<p>Quando ocorre uma mem\u00f3ria facultativa da bem-aventurada Virgem Maria ou dum Santo, particularmente venerada pelos fi\u00e9is, satisfa\u00e7a-se a leg\u00edtima piedade dos fi\u00e9is.<\/p>\n<p>Quando h\u00e1 possibilidade de escolha entre uma mem\u00f3ria do calend\u00e1rio geral e outra do calend\u00e1rio diocesano ou religioso, em igualdade de circunst\u00e2ncias, de acordo com a tradi\u00e7\u00e3o deve dar-se prefer\u00eancia \u00e0 mem\u00f3ria do calend\u00e1rio particular.<\/p>\n<p><strong>II. A escolha das partes da Missa<\/strong><\/p>\n<p><strong>356. <\/strong>No que se refere \u00e0 escolha das partes da Missa, tanto do Temporal como do Santoral, observem-se as normas seguintes:<\/p>\n<p><strong><em>As leituras<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>357. <\/strong>Para os domingos e solenidades est\u00e3o assinaladas tr\u00eas leituras, isto \u00e9, do Profeta, do Ap\u00f3stolo e do Evangelho. Desta forma o povo crist\u00e3o \u00e9 levado a conhecer a continuidade da obra da salva\u00e7\u00e3o segundo a admir\u00e1vel pedagogia divina. Estas leituras devem ser estritamente utilizadas.<\/p>\n<p>Para as festas v\u00e3o assinaladas duas leituras. Quando, segundo as normas, uma festa \u00e9 elevada ao grau de solenidade, junta-se uma terceira leitura, que se vai buscar ao Comum.<\/p>\n<p>Nas mem\u00f3rias dos Santos, l\u00eaem-se habitualmente as leituras assinaladas para as f\u00e9rias, a n\u00e3o ser que tenham leituras pr\u00f3prias. Nalguns casos prop\u00f5em-se leituras apropriadas, que salientam algum aspecto particular da vida espiritual ou da a\u00e7\u00e3o do Santo. N\u00e3o se deve urgir o uso destas leituras, a n\u00e3o ser que haja uma verdadeira raz\u00e3o pastoral para isso.<\/p>\n<p><strong>358. <\/strong>O Leccion\u00e1rio Ferial cont\u00e9m as leituras para cada dia da semana, ao longo de todo o ano. Em princ\u00edpio, estas leituras devem ler-se nos dias em que v\u00eam indicadas, a n\u00e3o ser que ocorra uma solenidade ou uma festa, ou uma mem\u00f3ria com leituras apropriadas do Novo Testamento, nas quais se fa\u00e7a men\u00e7\u00e3o do Santo celebrado.<\/p>\n<p>Quando, por motivo de alguma solenidade, festa ou celebra\u00e7\u00e3o especial, nalgum dia se interromper a leitura cont\u00ednua, o sacerdote, tendo presente a ordem das leituras para o decurso da semana, pode juntar com outras as que seriam omitidas ou escolher os textos que preferir.<\/p>\n<p>Nas Missas para grupos especiais, o sacerdote pode escolher os textos que melhor se adaptem a essa celebra\u00e7\u00e3o particular, contanto que sejam tomados de entre os que v\u00eam no Leccion\u00e1rio aprovado.<\/p>\n<p><strong>359. <\/strong>No Leccion\u00e1rio para as Missas rituais, em que se inserem alguns Sacramentos ou Sacramentais, ou nas Missas que s\u00e3o celebradas para v\u00e1rias necessidades, fez-se uma selec\u00e7\u00e3o especial de textos da Sagrada Escritura.<\/p>\n<p>Estes Leccion\u00e1rios foram compostos para que os fi\u00e9is, atrav\u00e9s da audi\u00e7\u00e3o de uma leitura mais apropriada, compreendam melhor o mist\u00e9rio em que tomam parte e adquiram maior estima pela palavra de Deus.<\/p>\n<p>Por isso, os textos a proferir na celebra\u00e7\u00e3o devem ser escolhidos tendo em vista, por um lado, a utilidade pastoral, por outro, a liberdade de escolha para cada caso.<\/p>\n<p><strong>360. <\/strong>Apresenta-se por vezes uma forma mais longa e uma forma mais breve do mesmo texto. Na escolha entre estas duas formas deve ter-se presente o crit\u00e9rio pastoral. Conv\u00e9m atender \u00e0 capacidade dos fi\u00e9is em escutar com fruto o texto mais ou menos longo e \u00e0 sua capacidade de ouvir o texto mais completo, a explicar pela homilia.<\/p>\n<p><strong>361.<\/strong> Quando se d\u00e1 a faculdade de escolher entre um ou outro texto j\u00e1 determinado, ou proposto como facultativo, dever\u00e1 atender-se \u00e0 utilidade dos participantes, isto \u00e9, conforme se trate de usar o texto mais f\u00e1cil ou mais conveniente \u00e0 assembleia reunida, ou de repetir ou retomar um texto indicado como pr\u00f3prio para alguma celebra\u00e7\u00e3o e para outra como facultativo, sempre que a utilidade pastoral o aconselhe.<\/p>\n<p>Isso pode acontecer quando o mesmo texto se deve ler em dias muito pr\u00f3ximos, por exemplo, no domingo na segunda-feira seguinte, ou quando se teme que algum texto origine certas dificuldades em alguma assembleia de fi\u00e9is crist\u00e3os. Procure-se, por\u00e9m, ao escolher os textos da Sagrada Escritura, n\u00e3o excluir permanentemente algumas das suas partes.<\/p>\n<p><strong>362. <\/strong>Al\u00e9m da faculdade de escolher os textos mais adequados, de que se fala nos n\u00fameros anteriores, as Confer\u00eancias Episcopais t\u00eam a faculdade de indicar, em circunst\u00e2ncias especiais, certas adapta\u00e7\u00f5es que se podem fazer no que se refere \u00e0s leituras, contanto que os textos escolhidos sejam do Lecion\u00e1rio devidamente aprovado.<\/p>\n<p><strong><em>As ora\u00e7\u00f5es<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>363. <\/strong>Em todas as Missas, salvo indica\u00e7\u00e3o em contr\u00e1rio, dizem-se as ora\u00e7\u00f5es que lhes s\u00e3o pr\u00f3prias.<\/p>\n<p>Todavia, nas mem\u00f3rias dos Santos, diz-se a ora\u00e7\u00e3o colecta pr\u00f3pria ou, se ela n\u00e3o existe, a do respectivo Comum; as ora\u00e7\u00f5es sobre as oblatas e depois da Comunh\u00e3o, se n\u00e3o s\u00e3o pr\u00f3prias, podem tomar-se ou do Comum ou da f\u00e9ria do Tempo corrente.<\/p>\n<p>Nos dias feriais do Tempo Comum podem-se dizer n\u00e3o somente as ora\u00e7\u00f5es do domingo anterior, mas as de qualquer outro domingo do Tempo Comum, ou ainda uma das ora\u00e7\u00f5es para v\u00e1rias necessidades propostas no Missal. Tamb\u00e9m \u00e9 permitido tomar destas Missas apenas a ora\u00e7\u00e3o coleta.<\/p>\n<p>Deste modo disp\u00f5e-se de uma maior riqueza de textos, atrav\u00e9s dos quais a ora\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is se alimenta com mais abund\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Para os tempos mais importantes do ano lit\u00fargico essa adapta\u00e7\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 feita, com as ora\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias desses tempos, como v\u00eam indicados no Missal para cada dia da semana.<\/p>\n<p><em><strong>A Ora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica<\/strong><\/em><\/p>\n<p><strong>364.<\/strong> O grande n\u00famero de Pref\u00e1cios com que est\u00e1 enriquecido o Missal Romano tem como finalidade que os temas da a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as da Ora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica brilhem mais plenamente e p\u00f4r em relevo os v\u00e1rios aspectos do mist\u00e9rio da salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>365. <\/strong>Na escolha das Ora\u00e7\u00f5es Eucar\u00edsticas, que se encontram na Ordin\u00e1rio da Missa, tenham-se em conta as seguintes normas:<\/p>\n<p><em>a)<\/em> A Ora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica I, ou C\u00e2none Romano, pode usar-se sempre; mas \u00e9 mais indicado nos dias que t\u00eam um <em>Communicantes<\/em> (Em comunh\u00e3o com toda a Igreja) pr\u00f3prio, ou Missas com <em>Hanc igitur<\/em> (Aceitai benignamente, Senhor) pr\u00f3prio, bem como nas celebra\u00e7\u00f5es dos Ap\u00f3stolos e dos Santos mencionados nessa Ora\u00e7\u00e3o; e ainda aos domingos, a n\u00e3o ser que, por motivos de ordem pastoral, pare\u00e7a prefer\u00edvel a Ora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica III.<\/p>\n<p><em>b)<\/em> A Ora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica II, pelas suas caracter\u00edsticas especiais, \u00e9 mais indicada para os dias feriais ou em circunst\u00e2ncias peculiares. Embora tenha Pref\u00e1cio pr\u00f3prio, pode usar-se com outros Pref\u00e1cios, especialmente com aqueles que apresentam a hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o em forma sint\u00e9tica, p. ex., os Pref\u00e1cios comuns. Se a Missa \u00e9 celebrada por um defunto, pode inserir-se no lugar pr\u00f3prio, antes do <em>Lembrai-Vos tamb\u00e9m dos nossos irm\u00e3os<\/em> (Memento etiam), a f\u00f3rmula especial pelo defunto.<\/p>\n<p><em>c)<\/em> A Ora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica III pode dizer-se com qualquer Pref\u00e1cio. Usa-se de prefer\u00eancia nos domingos e nas festas. Se esta Ora\u00e7\u00e3o se utiliza nas Missas de defuntos, pode usar-se a f\u00f3rmula pr\u00f3pria por um defunto, inserindo-a na altura pr\u00f3pria, isto \u00e9, a seguir \u00e0s palavras <em>Reconduzi a V\u00f3s, Pai de miseric\u00f3rdia todos os vossos filhos dispersos<\/em> (Omnesque filios tuos ubique dispersos, tibi, clemens Pater, miseratus coniunge).<\/p>\n<p><em>d)<\/em> A Ora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica IV tem Pref\u00e1cio invari\u00e1vel e apresenta uma s\u00edntese mais completa da hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o. Pode usar-se sempre que a Missa n\u00e3o tem Pref\u00e1cio pr\u00f3prio e nos domingos comuns. Dada a estrutura desta Ora\u00e7\u00e3o, n\u00e3o pode inserir-se nela uma f\u00f3rmula especial por um defunto.<\/p>\n<p><strong><em>Os C\u00e2nticos<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>366. <\/strong>N\u00e3o \u00e9 permitido substituir os c\u00e2nticos do Ordin\u00e1rio da Missa, por exemplo, o <em>Cordeiro de Deus<\/em> (Agnus Dei), por outros c\u00e2nticos.<\/p>\n<p><strong>367. <\/strong>Na escolha dos c\u00e2nticos entre as leituras, bem como dos c\u00e2nticos de entrada, do ofert\u00f3rio e da Comunh\u00e3o, devem seguir-se as normas estabelecidas no cap\u00edtulo que a eles se refere (cf. nn. 40-41, 47-48, 61-64, 74, 87-88).<\/p>\n<h2><strong>CAP\u00cdTULO VIII<\/strong><\/h2>\n<h3><strong>MISSAS E ORA\u00c7\u00d5ES PARA DIVERSAS CIRCUNST\u00c2NCIAS\u00a0<\/strong><strong>E MISSAS DE DEFUNTOS<\/strong><\/h3>\n<h3><strong>I.<\/strong> <strong>Missas e ora\u00e7\u00f5es para diversas circunst\u00e2ncias<\/strong><\/h3>\n<p><strong>368. <\/strong>Porque a liturgia dos Sacramentos e dos Sacramentais oferece aos fi\u00e9is devidamente dispostos a possibilidade de santificar quase todos os acontecimentos da vida por meio da gra\u00e7a que brota do mist\u00e9rio pascal [140], e porque a Eucaristia \u00e9 o Sacramento dos Sacramentos, o Missal apresenta formul\u00e1rios de Missas e de ora\u00e7\u00f5es que podem ser utilizados nas diversas circunst\u00e2ncias da vida crist\u00e3, pelas necessidades do mundo inteiro ou pelas necessidades da Igreja universal e local.<\/p>\n<p><strong>369. <\/strong>Tendo em conta a ampla faculdade de escolher as leituras e as ora\u00e7\u00f5es, conv\u00e9m que as Missas para diversas circunst\u00e2ncias sejam usadas com modera\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, quando o exigem raz\u00f5es de verdadeira conveni\u00eancia pastoral.<\/p>\n<p><strong>370. <\/strong>Em todas as Missas para diversas circunst\u00e2ncias, salvo indica\u00e7\u00f5es expressas em contr\u00e1rio, podem usar-se as leituras da f\u00e9ria, com os respectivos c\u00e2nticos intercalares, contanto que sejam adequadas \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>371. <\/strong>Nestas Missas incluem-se as Missas rituais, para v\u00e1rias necessidades, para diversas circunst\u00e2ncias e votivas.<\/p>\n<p><strong>372. <\/strong>As Missas rituais, est\u00e3o ligadas \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o de certos Sacramentos ou Sacramentais. S\u00e3o proibidas nos domingos do Advento, da Quaresma e da P\u00e1scoa, nas solenidades, na oitava da P\u00e1scoa, na Comemora\u00e7\u00e3o de Todos os Fi\u00e9is Defuntos, e nos dias feriais da Quarta-Feira de Cinzas e da Semana Santa, devendo ainda ter-se em conta as normas indicadas nos livros rituais e nas Missas respectivas.<\/p>\n<p><strong>373. <\/strong>As Missas para v\u00e1rias necessidades, usam-se em determinados casos, quer ocasionalmente, quer em tempos fixos. De entre elas pode a autoridade competente escolher Missas apropriadas \u00e0s s\u00faplicas que a Confer\u00eancia Episcopal tiver estabelecido para o decurso do ano.<\/p>\n<p><strong>374. <\/strong>No caso de uma necessidade particularmente grave ou de utilidade pastoral pode celebrar-se uma Missa apropriada, por ordem ou com licen\u00e7a do Bispo diocesano, em qualquer dia, excepto nas solenidades, nos domingos do Advento, Quaresma e P\u00e1scoa, nos dias dentro da Oitava da P\u00e1scoa, na Comemora\u00e7\u00e3o de Todos os Fi\u00e9is Defuntos, na Quarta-Feira de Cinzas e nos dias feriais da Semana Santa.<\/p>\n<p><strong>375. <\/strong>As Missas votivas dos mist\u00e9rios do Senhor ou em honra da bem-aventurada Virgem Maria ou dos Anjos ou de algum Santo ou de Todos os Santos, podem celebrar-se, para satisfazer \u00e0 piedade dos fi\u00e9is, nos dias feriais do Tempo Comum, mesmos quando ocorre uma mem\u00f3ria facultativa. Mas n\u00e3o podem celebrar-se, como votivas, as Missas que se referem aos mist\u00e9rios da vida do Senhor ou da bem-aventurada Virgem Maria, excepto a Missa da sua Imaculada Concei\u00e7\u00e3o, porque as suas celebra\u00e7\u00f5es est\u00e3o ligadas ao decorrer do ano lit\u00fargico.<\/p>\n<p><strong>376. <\/strong>Nos dias em que ocorre uma mem\u00f3ria obrigat\u00f3ria ou uma f\u00e9ria do Advento at\u00e9 16 de Dezembro, do Tempo do Natal de 2 de Janeiro em diante, ou do Tempo Pascal depois da Oitava da P\u00e1scoa, s\u00e3o proibidas as Missas para diversas necessidades e as Missas votivas. No entanto, se uma verdadeira necessidade ou a utilidade pastoral o exige, na celebra\u00e7\u00e3o com o povo, a ju\u00edzo do reitor da igreja ou at\u00e9 do sacerdote celebrante, pode usar-se a Missa correspondente a essa necessidade ou utilidade pastoral.<\/p>\n<p><strong>377. <\/strong>Nos dias feriais do Tempo Comum em que ocorre uma mem\u00f3ria facultativa ou se diz o Of\u00edcio da f\u00e9ria, \u00e9 permitido celebrar qualquer Missa ou utilizar qualquer ora\u00e7\u00e3o para diversas circunst\u00e2ncias, exceptuando as Missas rituais.<\/p>\n<p><strong>378.<\/strong> Recomenda-se de modo particular a mem\u00f3ria de Santa Maria no s\u00e1bado, porque, na Liturgia da Igreja, em primeiro lugar e acima de todos os Santos, veneramos a M\u00e3e do Redentor [141].<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>II. Missas de defuntos<\/strong><\/h3>\n<p><strong>379. <\/strong>A Igreja oferece pelos defuntos o sacrif\u00edcio eucar\u00edstico da P\u00e1scoa de Cristo, a fim de que, pela m\u00fatua comunh\u00e3o entre todos os membros do Corpo de Cristo, se alcance para uns o aux\u00edlio espiritual e para outros consola\u00e7\u00e3o e esperan\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>380. <\/strong>Entre as Missas de defuntos est\u00e1 em primeiro lugar a Missa exequial, que pode celebrar-se todos os dias, excepto nas solenidades de preceito, na Quinta-Feira da Semana Santa, no Tr\u00edduo Pascal e nos domingos do Advento, Quaresma e Tempo Pascal, observando, al\u00e9m disso, o que deve ser observado segundo as normas do direito [142].<\/p>\n<p><strong>381. <\/strong>A Missa de defuntos \u00abdepois de recebida a not\u00edcia da morte\u00bb de uma pessoa, ou no dia da sepultura definitiva ou no primeiro anivers\u00e1rio, pode celebrar-se tamb\u00e9m nos dias dentro da Oitava do Natal, nos dias em que ocorre uma mem\u00f3ria obrigat\u00f3ria ou uma f\u00e9ria, que n\u00e3o seja Quarta-Feira de Cinzas nem Semana Santa.<\/p>\n<p>As outras Missas de defuntos, isto \u00e9, as Missas \u00abquotidianas\u00bb, podem celebrar-se nos dias feriais do Tempo Comum em que ocorre uma mem\u00f3ria facultativa ou se diz o Of\u00edcio da f\u00e9ria, contanto que sejam efectivamente aplicadas pelos defuntos.<\/p>\n<p><strong>382. <\/strong>Na Missa exequial deve fazer-se normalmente uma breve homilia, excluindo, por\u00e9m, qualquer g\u00e9nero de elogio f\u00fanebre.<\/p>\n<p><strong>383. <\/strong>Exortem-se os fi\u00e9is, particularmente os parentes do defunto, a participarem tamb\u00e9m pela Comunh\u00e3o no sacrif\u00edcio eucar\u00edstico oferecido pelo defunto.<\/p>\n<p><strong>384. <\/strong>Quando a Missa exequial se liga directamente com o rito dos funerais, dita a ora\u00e7\u00e3o depois da Comunh\u00e3o e omitido o rito de conclus\u00e3o, segue-se o rito da \u00faltima encomenda\u00e7\u00e3o ou da despedida, que s\u00f3 ter\u00e1 lugar se est\u00e1 presente o cad\u00e1ver.<\/p>\n<p><strong>385. <\/strong>No ordenamento e na escolha das partes vari\u00e1veis da Missa de defuntos (p. ex., ora\u00e7\u00f5es, leituras, ora\u00e7\u00e3o universal), sobretudo na Missa exequial, deve atender-se obviamente \u00e0s raz\u00f5es de ordem pastoral, tendo em considera\u00e7\u00e3o a pessoa do defunto, a sua fam\u00edlia e as pessoas presentes. Os pastores de almas tenham especialmente em conta aquelas pessoas que por ocasi\u00e3o dos funerais assistem \u00e0s celebra\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas e ouvem o Evangelho, mas ou n\u00e3o s\u00e3o cat\u00f3licos, ou s\u00e3o cat\u00f3licos que nunca ou quase nunca tomam parte na celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia, ou parecem at\u00e9 terem perdido a f\u00e9. Lembrem-se os sacerdotes que s\u00e3o ministros do Evangelho de Cristo para todos.<\/p>\n<h2><strong>CAP\u00cdTULO IX<\/strong><\/h2>\n<h3><strong>ADAPTA\u00c7\u00d5ES QUE COMPETEM AOS BISPOS\u00a0<\/strong><strong style=\"line-height: 1.5\">E \u00c0S SUAS CONFER\u00caNCIAS<\/strong><\/h3>\n<p><strong>386. <\/strong>A reforma do Missal Romano, levada a efeito no nosso tempo segundo as normas dos decretos do II Conc\u00edlio do Vaticano, teve a preocupa\u00e7\u00e3o de que todos os fi\u00e9is, na celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica, possam chegar \u00e0quela plena, consciente e ativa participa\u00e7\u00e3o, que a pr\u00f3pria natureza da Liturgia exige e que \u00e9, para os pr\u00f3prios fi\u00e9is, por for\u00e7a da sua condi\u00e7\u00e3o, um direito e um dever [143].<\/p>\n<p>Para que a celebra\u00e7\u00e3o corresponda mais plenamente \u00e0s normas e ao esp\u00edrito da sagrada Liturgia, nesta Instru\u00e7\u00e3o e no Ordin\u00e1rio da Missa prop\u00f5em-se algumas ulteriores acomoda\u00e7\u00f5es e adapta\u00e7\u00f5es, que s\u00e3o da compet\u00eancia ou do Bispo diocesano ou das Confer\u00eancias Episcopais.<\/p>\n<p><strong>387. <\/strong>O Bispo diocesano, que deve ser considerado como o sumo sacerdote do seu rebanho e de quem depende e deriva, de algum modo, a vida dos seus fi\u00e9is em Cristo [144], deve promover, dirigir e velar pela vida lit\u00fargica na sua diocese. A ele se confia, nesta Instru\u00e7\u00e3o, o encargo de moderar a disciplina da concelebra\u00e7\u00e3o (cf. n. 202), de estabelecer normas sobre a fun\u00e7\u00e3o de servir o sacerdote ao altar (cf. n. 107), sobre a distribui\u00e7\u00e3o da sagrada Comunh\u00e3o sob as duas esp\u00e9cies (cf. 283), e sobre a constru\u00e7\u00e3o e ordenamento dos edif\u00edcios da igreja (cf. nn. 291, 315). Mas aquilo que em primeiro lugar deve ter em vista \u00e9 alimentar o esp\u00edrito da sagrada Liturgia nos sacerdotes, di\u00e1conos e fi\u00e9is.<\/p>\n<p><strong>388. <\/strong>As adapta\u00e7\u00f5es de que se fala em seguida, e que requerem maior coordena\u00e7\u00e3o, devem ser determinadas, segundo as normas do direito, pela Confer\u00eancia Episcopal.<\/p>\n<p><strong>389. <\/strong>Compete \u00e0s Confer\u00eancias Episcopais, em primeiro lugar, preparar e aprovar, nas l\u00ednguas vern\u00e1culas autorizadas, a edi\u00e7\u00e3o deste Missal Romano, para que, confirmada pela S\u00e9 Apost\u00f3lica, seja utilizada nas regi\u00f5es a que se destina.<\/p>\n<p>O Missal Romano deve ser editado integralmente, quer no texto latino quer nas tradu\u00e7\u00f5es vern\u00e1culas legitimamente aprovadas.<\/p>\n<p><strong>390. <\/strong>Pertence \u00e0s Confer\u00eancias Episcopais definir as adapta\u00e7\u00f5es que se indicam nesta Instru\u00e7\u00e3o geral e no Ordin\u00e1rio da Missa e que, depois de confirmadas pela S\u00e9 Apost\u00f3lica, h\u00e3o-de ser introduzidas no pr\u00f3prio Missal, tais como:<\/p>\n<p>\u2013 os gestos e as atitudes corporais dos fi\u00e9is (cf. acima, nn. 25, 43).<\/p>\n<p>\u2013 o gesto de venera\u00e7\u00e3o do altar e do Evangeli\u00e1rio (cf. acima, n. 273);<\/p>\n<p>\u2013 os textos dos c\u00e2nticos de entrada, do ofert\u00f3rio e da Comunh\u00e3o (cf. acima, nn. 48, 74, 87);<\/p>\n<p>\u2013 as leituras da Sagrada Escritura a utilizar em situa\u00e7\u00f5es particulares (cf. acima, n. 362);<\/p>\n<p>\u2013 a forma de dar a paz (cf. acima, n. 82);<\/p>\n<p>\u2013 o modo de receber a sagrada Comunh\u00e3o (cf. acima, nn. 160-161, 284);<\/p>\n<p>\u2013 o material do altar e das alfaias sagradas, principalmente dos vasos sagrados, e tamb\u00e9m o material, a forma e a cor das vestes lit\u00fargicas (cf. acima, nn. 301, 329, 332, 342, 345-346, 349).<\/p>\n<p>Poder\u00e3o ser introduzidos no Missal Romano, em lugar conveniente, os Direct\u00f3rios ou as Orienta\u00e7\u00f5es pastorais que as Confer\u00eancias Episcopais julgarem \u00fateis, previamente confirmados pela S\u00e9 Apost\u00f3lica.<\/p>\n<p><strong>391. <\/strong>\u00c0s mesmas Confer\u00eancias compete prestar aten\u00e7\u00e3o particular \u00e0s tradu\u00e7\u00f5es dos textos b\u00edblicos utilizados na celebra\u00e7\u00e3o da Missa. Com efeito, \u00e9 \u00e0 Sagrada Escritura que se v\u00e3o buscar as leituras a ler e a explicar na homilia e os salmos para cantar, e foi da sua inspira\u00e7\u00e3o e impulso que nasceram as preces, as ora\u00e7\u00f5es e os hinos lit\u00fargicos; dela tiram a sua capacidade de significa\u00e7\u00e3o as ac\u00e7\u00f5es e os sinais [145].<\/p>\n<p>Utilize-se uma linguagem que possa ser entendida pelos fi\u00e9is e adaptada \u00e0 proclama\u00e7\u00e3o p\u00fablica, tendo-se, por\u00e9m, em conta que s\u00e3o diversos os modos de falar utilizados nos livros b\u00edblicos.<\/p>\n<p><strong>392. <\/strong>Compete igualmente \u00e0s Confer\u00eancias Episcopais preparar com grande cuidado as tradu\u00e7\u00f5es dos outros textos, para que, respeitada tamb\u00e9m a \u00edndole de cada l\u00edngua, se ofere\u00e7a plena e fielmente o sentido do primitivo texto latino. Na realiza\u00e7\u00e3o deste trabalho, conv\u00e9m ter em conta os diversos g\u00e9neros liter\u00e1rios que se utilizam na Missa, tais como ora\u00e7\u00f5es presidenciais, ant\u00edfonas, aclama\u00e7\u00f5es, respostas, s\u00faplicas lit\u00e2nicas, etc.<\/p>\n<p>Tenha-se bem presente que a vers\u00e3o dos textos n\u00e3o se destina em primeiro lugar \u00e0 medita\u00e7\u00e3o, mas antes \u00e0 proclama\u00e7\u00e3o ou ao canto no ato da celebra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Utilize-se uma linguagem adaptada aos fi\u00e9is da regi\u00e3o, mas dotada de nobre qualidade liter\u00e1ria, na certeza de que sempre haver\u00e1 necessidade de alguma catequese acerca do sentido b\u00edblico e crist\u00e3o de certas palavras e express\u00f5es.<\/p>\n<p>Muito conv\u00e9m, que nas regi\u00f5es onde se utiliza a mesma l\u00edngua, haja, na medida do poss\u00edvel, a mesma vers\u00e3o para os textos lit\u00fargicos, principalmente para os textos b\u00edblicos e para o Ordin\u00e1rio da Missa [146].<\/p>\n<p><strong>393. <\/strong>Tendo em conta o lugar importante do canto na celebra\u00e7\u00e3o, como parte necess\u00e1ria ou integrante da liturgia [147], pertence \u00e0s Confer\u00eancias Episcopais aprovar melodias apropriadas, sobretudo para os textos do Ordin\u00e1rio da Missa, para as respostas e aclama\u00e7\u00f5es do povo e para os ritos especiais que ocorrem durante o ano lit\u00fargico.<\/p>\n<p>Pertence-lhes igualmente pronunciar-se sobre quais as formas de m\u00fasica, melodias e instrumentos musicais que \u00e9 l\u00edcito admitir no culto divino, desde que se adaptem ou possam adaptar ao uso sagrado.<\/p>\n<p><strong>394. <\/strong>\u00c9 conveniente que cada diocese tenha o seu calend\u00e1rio e o seu pr\u00f3prio das Missas [148]. A Confer\u00eancia Episcopal, por seu lado, organize o calend\u00e1rio pr\u00f3prio da na\u00e7\u00e3o ou, juntamente com outras Confer\u00eancias, o calend\u00e1rio de uma regi\u00e3o mais alargada, a aprovar pela S\u00e9 Apost\u00f3lica.<\/p>\n<p>Na elabora\u00e7\u00e3o deste trabalho h\u00e1-de conservar-se e defender-se o mais poss\u00edvel o domingo, como principal dia de festa, que n\u00e3o deve ser sacrificado a outras celebra\u00e7\u00f5es que n\u00e3o sejam de m\u00e1xima import\u00e2ncia [149]. Procurem tamb\u00e9m que o ano lit\u00fargico, reformado por decreto do II Conc\u00edlio do Vaticano, n\u00e3o seja obscurecido por elementos secund\u00e1rios.<\/p>\n<p>Ao preparar o calend\u00e1rio da na\u00e7\u00e3o, indiquem-se os dias das Roga\u00e7\u00f5es e das Quatro T\u00eamporas, assim como o modo de as celebrar e os textos [150], tendo em vista outras determina\u00e7\u00f5es espec\u00edficas.<\/p>\n<p>\u00c9 conveniente que, ao editar o Missal, sejam inseridas no respectivo lugar do calend\u00e1rio geral as celebra\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias de toda a na\u00e7\u00e3o ou duma regi\u00e3o mais alargada; as celebra\u00e7\u00f5es da regi\u00e3o ou da diocese devem vir em ap\u00eandice particular.<\/p>\n<p><strong>395. <\/strong>Por fim, se a participa\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is e o seu bem espiritual exigirem adapta\u00e7\u00f5es e diversidades mais profundas, para que a celebra\u00e7\u00e3o sagrada corresponda \u00e0 \u00edndole e \u00e0s tradi\u00e7\u00f5es dos diversos povos, as Confer\u00eancias Episcopais, de acordo com o art. 40 da Constitui\u00e7\u00e3o sobre a sagrada Liturgia, poder\u00e3o prop\u00f4-las \u00e0 S\u00e9 Apost\u00f3lica, e introduzi-las com o seu consentimento, sobretudo naqueles povos onde o Evangelho foi anunciado mais recentemente [151]. Observem-se atentamente as normas especiais dadas pela Instru\u00e7\u00e3o \u00abA Liturgia romana e a incultura\u00e7\u00e3o\u00bb [152].<\/p>\n<p>Quanto ao modo de agir neste assunto, proceda-se da seguinte maneira:<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, exponha-se \u00e0 S\u00e9 Apost\u00f3lica uma pormenorizada proposta pr\u00e9via; concedidas as devidas faculdades, proceda-se \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o de cada adapta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma vez aprovadas estas propostas pela Santa S\u00e9, levem-se a cabo as experimenta\u00e7\u00f5es pelo tempo e nos lugares estabelecidos. Se for o caso, terminado o tempo de experimenta\u00e7\u00e3o, a Confer\u00eancia Episcopal determinar\u00e1 a prossecu\u00e7\u00e3o das adapta\u00e7\u00f5es e submeter\u00e1 ao ju\u00edzo da S\u00e9 Apost\u00f3lica a formula\u00e7\u00e3o amadurecida do assunto [153].<\/p>\n<p><strong>396. <\/strong>Antes, por\u00e9m, de se chegar \u00e0s novas adapta\u00e7\u00f5es, principalmente \u00e0s mais profundas, h\u00e1-de cuidar-se com dilig\u00eancia da promo\u00e7\u00e3o sapiente e ordenada da devida instru\u00e7\u00e3o do clero e fi\u00e9is, h\u00e3o-de p\u00f4r-se em pr\u00e1tica as faculdades j\u00e1 previstas e aplicar-se-\u00e3o plenamente as normas pastorais correspondentes ao esp\u00edrito da celebra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>397. <\/strong>Observe-se tamb\u00e9m o princ\u00edpio segundo o qual cada Igreja particular deve estar de acordo com a Igreja universal, n\u00e3o s\u00f3 na doutrina da f\u00e9 e nos sinais sacramentais, mas tamb\u00e9m nos usos universalmente recebidos de uma ininterrupta tradi\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica, a qual deve observar-se, n\u00e3o s\u00f3 para evitar os erros, mas tamb\u00e9m para transmitir a integridade da f\u00e9, porque a \u201cnorma da ora\u00e7\u00e3o\u201d (lex orandi) da Igreja corresponde \u00e0 sua \u201cnorma da f\u00e9\u201d (lex credendi) [154].<\/p>\n<p>O Rito Romano constitui uma parte not\u00e1vel e excelente do tesouro lit\u00fargico e do patrim\u00f3nio da Igreja cat\u00f3lica, cujas riquezas concorrem para o bem de toda a Igreja, pelo que perd\u00ea-las seria prejudic\u00e1-la gravemente.<\/p>\n<p>Esse Rito, no decurso dos s\u00e9culos, n\u00e3o s\u00f3 conservou usos lit\u00fargicos oriundos da cidade de Roma, mas tamb\u00e9m integrou em si, de modo profundo, org\u00e2nico e harm\u00f3nico, outros elementos derivados dos costumes e do engenho de diversos povos e de v\u00e1rias Igrejas particulares, tanto do Ocidente como do Oriente, adquirindo, assim, um certo car\u00e1cter supra-regional. No nosso tempo, a identidade e a express\u00e3o unit\u00e1ria deste Rito encontra-se nas edi\u00e7\u00f5es t\u00edpicas dos livros lit\u00fargicos promulgadas por autoridade dos Sumos Pont\u00edfices e nos livros lit\u00fargicos que lhes correspondem, aprovados pelas Confer\u00eancias Episcopais para os seus territ\u00f3rios e confirmados pela S\u00e9 Apost\u00f3lica [155].<\/p>\n<p><strong>398. <\/strong>A norma estabelecida pelo II Conc\u00edlio do Vaticano, segundo a qual as inova\u00e7\u00f5es na reforma lit\u00fargica s\u00f3 se devem fazer se o exigir uma verdadeira e certa utilidade da Igreja, e procurando que as novas formas como que cres\u00e7am organicamente das que j\u00e1 existem [156], tamb\u00e9m deve aplicar-se \u00e0 incultura\u00e7\u00e3o do Rito Romano [157]. Al\u00e9m disso a incultura\u00e7\u00e3o precisa de bastante tempo, para n\u00e3o contaminar repentina e incautamente a aut\u00eantica tradi\u00e7\u00e3o lit\u00fargica.<\/p>\n<p>Por fim, a procura da incultura\u00e7\u00e3o n\u00e3o pretende de modo algum a cria\u00e7\u00e3o de novas fam\u00edlias rituais, mas sim responder \u00e0s exig\u00eancias de determinada cultura, de tal modo, por\u00e9m, que as adapta\u00e7\u00f5es introduzidas, quer no Missal quer nos outros livros lit\u00fargicos, n\u00e3o sejam prejudiciais \u00e0 \u00edndole pr\u00f3pria do Rito Romano [158].<\/p>\n<p><strong>399. <\/strong>Deste modo o Missal Romano, apesar da diversidade de lugares e duma certa variedade de costumes [159], deve conservar-se no futuro como instrumento e sinal admir\u00e1vel da integridade e da unidade do rito Romano [160].<\/p>\n<hr \/>\n<p><sup>1<\/sup> Conc. \u0152cum. Trid., Sessio XXII, 17 septembris 1562: Denz.-Sch\u00f6nm. 1738-1759.<\/p>\n<p><sup>2<\/sup> Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, n. 47; cf. Const. dogm. de Ecclesia, Lumen gentium, nn. 3, 28; Decr. de Presbyterorum ministerio et vita, Presbyterorum ordinis, nn. 2, 4, 5.<\/p>\n<p><sup>3<\/sup> Missa vespertina in Cena Domini, oratio super oblata. Cf. Sacramentarium Veronense, ed. L.C. Mohlberg, n. 93.<\/p>\n<p><sup>4<\/sup> Cf. Prex eucharistica III.<\/p>\n<p><sup>5<\/sup> Cf. Prex eucharistica IV.<\/p>\n<p><sup>6<\/sup> Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, nn. 7, 47; Decr. de Presbyterorum ministerio et vita, Presbyterorum ordinis, nn. 5, 18.<\/p>\n<p><sup>7<\/sup> Cf. Pius XII, Litt. Enc. Humani generis, diei 12 augusti 1950: A.A.S. 42 (1950) pp. 570- 571; Paulus VI, Litt. Enc. Mysterium Fidei, diei 3 septembris 1965: A.A.S. 57 (1965) pp. 762-769; Sollemnis professio fidei, diei 30 iunii 1968, nn. 24-26: A.A.S. 60 (1968) pp. 442-443; S. Congr. Rituum, Instr. Eucharisticum mysterium, diei 25 maii 1967, nn. 3 f, 9: A.A.S. 59 (1967) pp. 543, 547.<\/p>\n<p><sup>8<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Trid., Sessio XIII, 11 octobris 1551: Denz.-Sch\u00f6nm. 1635-1661.<\/p>\n<p><sup>9<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Decr. de Presbyterorum ministerio et vita, Presbyterorum ordinis, n. 2.<\/p>\n<p><sup>10<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, n. 11.<\/p>\n<p><sup>11<\/sup> Ibidem , n. 50.<\/p>\n<p><sup>12<\/sup> Conc. \u0152cum. Trid., Sessio XXII, Doctr. de ss. Miss\u00e6 sacrificio, cap. 8: Denz.-Sch\u00f6nm. 1749.<\/p>\n<p><sup>13<\/sup> Ibidem , can. 9: Denz.-Sch\u00f6nm. 1759.<\/p>\n<p><sup>14<\/sup> Ibidem , cap. 8: Denz.-Sch\u00f6nm. 1749.<\/p>\n<p><sup>15<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium , n. 33.<\/p>\n<p><sup>16<\/sup> Ibidem , n. 36.<\/p>\n<p><sup>17<\/sup> Ibidem , n. 52.<\/p>\n<p><sup>18<\/sup> Ibidem , n. 35, 3.<\/p>\n<p><sup>19<\/sup> Ibidem , n. 55.<\/p>\n<p><sup>20<\/sup> Conc. \u0152cum. Trid., Sessio XXII, Doctr. de ss. Miss\u00e6 sacrificio, cap. 6: Denz-Sch\u00f6nm. 1747.<\/p>\n<p><sup>21<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium , n. 55.<\/p>\n<p><sup>22<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, n. 41; Const. dogm. de Ecclesia, Lumen gentium, n. 11; Decr. de Presbyterorum ministerio et vita, Presbyterorum ordinis, nn. 2, 5, 6; Decr. de pastorali Episcoporum munere, Christus Dominus, n. 30; Decr. de Oecumenismo, Unitatis redintegratio, n. 15; S. Congr. Rituum, Instr. Eucharisticum mysterium, diei 25 maii 1967, nn. 3 e, 6: A.A.S. 59 (1967) pp. 542, 544-545.<\/p>\n<p><sup>23<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, n. 10.<\/p>\n<p><sup>24<\/sup> Cf. ibidem, n. 102.<\/p>\n<p><sup>25<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II. Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, n. 10; Decr. de Presbyterorum ministerio et vita, Presbyterorum ordinis, n. 5.<\/p>\n<p><sup>26<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, nn. 14, 19, 26, 28, 30.<\/p>\n<p><sup>27<\/sup> Cf. ibidem, n. 47.<\/p>\n<p><sup>28<\/sup> Cf. ibidem, n. 14.<\/p>\n<p><sup>29<\/sup> Cf. ibidem, n. 41.<\/p>\n<p><sup>30<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Decr. de Presbyterorum ministerio et vita, Presbyterorum ordinis, n. 13; Codex Iuris Canonici, can. 904.<\/p>\n<p><sup>31<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, n. 59.<\/p>\n<p><sup>32<\/sup> Quoad peculiares Miss\u00e6 celebrationes servetur quod statutum est: cf. pro Missis in coetibus particularibus: S. Congr. pro Cultu Divino, Instr. Actio pastoralis, diei 15 maii 1969: A.A.S. 61 (1969) pp. 806-811; pro Missis cum pueris: Directorium de Missis cum pueris, diei 1 novembris 1973: A.A.S. 66 (1974) pp. 30-46; de modo uniendi Horas Officii cum Missa: Institutio generalis de Liturgia Horarum, nn. 93-98; de modo uniendi quasdam benedictiones et coronationem imaginis beat\u00e6 Mari\u00e6 Virginis cum Missa: Rituale Romanum, De Benedictionibus, Pr\u00e6notanda, n. 28; Ordo coronandi imaginem beat\u00e6 Mari\u00e6 Virginis, nn. 10 et 14.<\/p>\n<p><sup>33<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Decr. de pastorali Episcoporum munere, Christus Dominus, n. 15; cf. etiam Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, n. 41.<\/p>\n<p><sup>34<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, n. 22.<\/p>\n<p><sup>35<\/sup> Cf. etiam Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, nn. 38, 40; Paulus VI, Const. Ap. Missale Romanum, supra.<\/p>\n<p><sup>36<\/sup> Congr. de Cultu Divino et Disciplina Sacramentorum, Instr. Varietates legitim\u00e6, diei 25 ianuarii 1994: A.A.S. 87 (1995) pp. 288-314.<\/p>\n<p><sup>37<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Decr. de Presbyterorum ministerio et vita, Presbyterorum ordinis, n. 5; Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, n. 33.<\/p>\n<p><sup>38<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Trid., Sessio XXII, Doctr. de ss. Miss\u00e6 sacrificio, cap. 1: Denz.-Sch\u00f6nm. 1740; cf. Paulus VI, Sollemnis professio fidei, diei 30 iunii 1968, n. 24: A.A.S. 60 (1968) p. 442.<\/p>\n<p><sup>39<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, n. 7; Paulus VI, Litt. Enc. Mysterium Fidei, diei 3 septembris 1965: A.A.S. 57 (1965) p. 764; S. Congr. Rituum, Instr. Eucharisticum mysterium, diei 25 maii 1967, n. 9: A.A.S. 59 (1967) p. 547.<\/p>\n<p><sup>40<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, n. 56; S. Congr. Rituum, Instr. Eucharisticum mysterium, diei 25 maii 1967, n. 3: A.A.S. 59 (1967) p. 542.<\/p>\n<p><sup>41<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, nn. 48, 51; Const. dogm. de divina Revelatione, Dei Verbum, n. 21; Decr. de Presbyterorum ministerio et vita, Presbyterorum ordinis, n. 4.<\/p>\n<p><sup>42<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, nn. 7, 33, 52.<\/p>\n<p><sup>43<\/sup> Cf. ibidem, n. 33.<\/p>\n<p><sup>44<\/sup> Cf. S. Congr. Rituum, Instr. Musicam sacram, diei 5 martii 1967, n. 14: A.A.S. 59 (1967) p. 304.<\/p>\n<p><sup>45<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, nn. 26-27; S. Congr. Rituum, Instr. Eucharisticum mysterium, diei 25 maii 1967, n. 3 d: A.A.S. 59 (1967) p. 542.<\/p>\n<p><sup>46<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, n. 30.<\/p>\n<p><sup>47<\/sup> Cf. S. Congr. Rituum, Instr. Musicam sacram, diei 5 martii 1967, n. 16 a: A.A.S. 59 (1967) p. 305.<\/p>\n<p><sup>48<\/sup> S. Augustinus Hipponensis, Sermo 336, 1: PL 38, 1472.<\/p>\n<p><sup>49<\/sup> Cf. S. Congr. Rituum, Instr. Musicam sacram , diei 5 martii 1967, nn. 7, 16: A.A.S. 59 (1967) pp. 302, 305.<\/p>\n<p><sup>50<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium , n. 116; etiam ibidem , n. 30.<\/p>\n<p><sup>51<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium , n. 54; S. Congr. Rituum, Instr. Inter \u0152cumenici , diei 26 septembris 1964, n. 59: A.A.S. 56 (1964) p. 891; Instr. Musicam sacram , diei 5 martii 1967, n. 47: A.A.S. 59 (1967) p. 314.<\/p>\n<p><sup>52<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, nn. 30, 34; cf. ibidem etiam n. 21.<\/p>\n<p><sup>53<\/sup> Cf. ibidem, n. 40; Congr. de Cultu Divino et Disciplina Sacramentorum, Instr. Varietates legitim\u00e6, diei 25 ianuarii 1994, n. 41: A.A.S. 87 (1995) p. 304.<\/p>\n<p><sup>54<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, n. 30; S. Congr. Rituum, Instr. Musicam sacram, diei 5 martii 1967, n. 17: A.A.S. 59 (1967) p. 305.<\/p>\n<p><sup>55<\/sup> Cf. Ioannes Paulus II, Litt. Ap. Dies Domini, diei 31 maii 1998, n. 50: A.A.S. 90 (1998) p. 745.<\/p>\n<p><sup>56<\/sup> Cf. infra, pp. 1249-1252.<\/p>\n<p><sup>57<\/sup> Cf. Tertullianus, Adversus Marcionem, IV, 9: CCSL 1, p. 560; Origenes, Disputatio cum Heracleida, n. 4, 24: SCh 67, p. 62; Statuta Concilii Hipponensis Breviata, 21: CCSL 149, p. 39.<\/p>\n<p><sup>58<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, n. 33.<\/p>\n<p><sup>59<\/sup> Cf. ibidem, n. 7.<\/p>\n<p><sup>60<\/sup> Cf. Missale Romanum , Ordo lectionum Missae, editio typica altera, n. 28.<\/p>\n<p><sup>61<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, n. 51.<\/p>\n<p><sup>62<\/sup> Cf. Ioannes Paulus II, Litt. Ap. Vicesimus quintus annus, diei 4 decembris 1988, n. 13: A.A.S. 81 (1989) p. 910.<\/p>\n<p><sup>63<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium , n. 52; cf. Codex Iuris Canonici , can. 767 \u00a7 1.<\/p>\n<p><sup>64<\/sup> Cf. S. Congr. Rituum, Instr. Inter \u0152cumenici, diei 26 septembris 1964, n. 54: A.A.S. 56 (1964) p. 890.<\/p>\n<p><sup>65<\/sup> Cf. Codex Iuris Canonici, can 767 \u00a7 1; Pont. Comm. Codici Iuris Canonici authentice interpretando, respons. ad dubium circa can. 767 \u00a7 1: A.A.S. 79 (1987), p. 1249; Instructio interdicasterialis de quibusdam qu\u00e6stionibus circa fidelium laicorum cooperationem sacerdotum ministerium spectantem, Ecclesi\u00e6 de mysterio, diei 15 augusti 1997, art. 3: A.A.S. 89 (1997) p. 864.<\/p>\n<p><sup>66<\/sup> Cf. S. Congr. Rituum , Instr. Inter \u0152cumenici, diei 26 septembris 1964, n. 53: A.A.S. 56 (1964) p. 890.<\/p>\n<p><sup>67<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, n. 53.<\/p>\n<p><sup>68<\/sup> Cf. S. Congr. Rituum, Instr. Inter \u0152cumenici, diei 26 septembris 1964, n. 56: A.A.S. 56 (1964) p. 890.<\/p>\n<p><sup>69<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, n. 47; S. Congr. Rituum, Instr. Eucharisticum mysterium, diei 25 maii 1967, nn. 3 a, b: A.A.S. 59 (1967) pp. 540-541.<\/p>\n<p><sup>70<\/sup> Cf. S. Congr. Rituum, Instr. Inter \u0152cumenici, diei 26 septembris 1964, n. 91: A.A.S. 56 (1964) p. 898; Instr. Eucharisticum mysterium, diei 25 maii 1967, n. 24: A.A.S. 59 (1967) p. 554.<\/p>\n<p><sup>71<\/sup> Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, n. 48; S. Congr. Rituum, Instr. Eucharisticum mysterium, diei 25 maii 1967, n. 12: A.A.S. 59 (1967) pp. 548-549.<\/p>\n<p><sup>72<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, n. 48; Decr. de Presbyterorum ministerio et vita, Presbyterorum ordinis, n. 5; S. Congr. Rituum, Instr. Eucharisticum mysterium, diei 25 maii 1967, n. 12: A.A.S. 59 (1967) pp. 548-549.<\/p>\n<p><sup>73<\/sup> Cf. S. Congr. Rituum, Instr. Eucharisticum mysterium, diei 25 maii 1967, nn. 31, 32: A.A.S. 59 (1967) pp. 558-559; S. Congr. de Disciplina Sacramentorum, Instr. Immens\u00e6 caritatis, diei 29 ianuarii 1973, n. 2: A.A.S. 65 (1973) pp. 267-268.<\/p>\n<p><sup>74<\/sup> Cf. S. Congr. pro Sacramentis et Cultu Divino, Instr. In\u00e6stimabile donum, diei 3 aprilis 1980, n. 17: A.A.S. 72 (1980) p. 338.<\/p>\n<p><sup>75<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, n. 26.<\/p>\n<p><sup>76<\/sup> Cf. ibidem, n. 14.<\/p>\n<p><sup>77<\/sup> Cf. ibidem, n. 28.<\/p>\n<p><sup>78<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. dogm. de Ecclesia, Lumen gentium, nn. 26, 28; Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, n. 42.<\/p>\n<p><sup>79<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, n. 26.<\/p>\n<p><sup>80<\/sup> Cf. C\u00e6remoniale Episcoporum, nn. 175-186.<\/p>\n<p><sup>81<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II. Const. dogm. de Ecclesia, Lumen gentium, n. 28; Decretum de Presbyterorum ministerio et vita, Presbyterorum ordinis, n. 2.<\/p>\n<p><sup>82<\/sup> Cf. Paulus VI, Litt. Ap. Sacrum diaconatus Ordinem, diei 18 iunii 1967: A.A.S. 59 (1967) pp. 697-704; Pontificale Romanum, De Ordinatione Episcopi, presbyterorum et diaconorum, editio typica altera, 1989, n. 173.<\/p>\n<p><sup>83<\/sup> Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, n. 48; S. Congr. Rituum, Instr. Eucharisticum mysterium, diei 25 maii 1967, n. 12: A.A.S. 59 (1967) pp. 548-549.<\/p>\n<p><sup>84<\/sup> Cf. Codex Iuris Canonici, can. 910 \u00a7 2; Instructio interdicasterialis de quibusdam qu\u00e6stionibus circa fidelium laicorum cooperationem sacerdotum ministerium spectantem, Ecclesi\u00e6 de mysterio, diei 15 augusti 1997, art. 8: A.A.S. 89 (1997) p. 871.<\/p>\n<p><sup>85<\/sup> Cf. S. Congr. de Disciplina Sacramentorum, Instr. Immens\u00e6 caritatis, diei 29 ianuarii 1973, n. 1: A.A.S. 65 (1973) pp. 265-266; Codex Iuris Canonici, can. 230 \u00a7 3.<\/p>\n<p><sup>86<\/sup> Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, n. 24.<\/p>\n<p><sup>87<\/sup> Cf. S. Congr. Rituum, Instr. Musicam sacram, diei 5 martii 1967, n. 19: A.A.S. 59 (1967) p. 306.<\/p>\n<p><sup>88<\/sup> Cf. ibidem, n. 21: A.A.S. 59 (1967) pp. 306-307.<\/p>\n<p><sup>89<\/sup> Cf. Pont. Cons. de Legum textibus interpretandis, responsio ad propositum dubium circa can. 230 \u00a7 2: A.A.S. 86 (1994) p. 541.<\/p>\n<p><sup>90<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium , n. 22.<\/p>\n<p><sup>91<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, n. 41.<\/p>\n<p><sup>92<\/sup> Cf. C\u00e6remoniale Episcoporum, nn. 119-186.<\/p>\n<p><sup>93<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, n. 42; Const. dogm. de Ecclesia, Lumen gentium, n. 28; Decr. de Presbyterorum ministerio et vita, Presbyterorum ordinis, n. 5; S. Congr. Rituum, Instr. Eucharisticum mysterium, diei 25 maii 1967, n. 26: A.A.S. 59 (1967) p. 555.<\/p>\n<p><sup>94<\/sup> Cf. S. Congr. Rituum, Instr. Eucharisticum mysterium, diei 25 maii 1967, n. 47: A.A.S. 59 (1967) p. 565.<\/p>\n<p><sup>95<\/sup> Cf. ibidem, n. 26: A.A.S. 59 (1967) p. 555; Instr. Musicam sacram, diei 5 martii 1967, nn. 16, 27: A.A.S. 59 (1967) pp. 305, 308.<\/p>\n<p><sup>96<\/sup> Cf. Instructio interdicasterialis de quibusdam qu\u00e6stionibus circa fidelium laicorum cooperationem sacerdotum ministerium spectantem, Ecclesi\u00e6 de mysterio, diei 15 augusti 1997, art. 6: A.A.S. 89 (1997) p. 869.<\/p>\n<p><sup>97<\/sup> Cf. S. Congr. pro Sacramentis et Cultu Divino, Instr. In\u00e6stimabile donum, diei 3 aprilis 1980, n. 10: A.A.S. 72 (1980) p. 336; Instructio interdicasterialis de quibusdam qu\u00e6stionibus circa fidelium laicorum cooperationem sacerdotum ministerium spectantem, Ecclesi\u00e6 de mysterio, diei 15 augusti 1997, art. 8: A.A.S. 89 (1997) p. 871.<\/p>\n<p><sup>98<\/sup> Cf. infra, Appendix, Ritus ad deputandum ministrum sacr\u00e6 Communionis ad actum distribuend\u00e6, p. 1253.<\/p>\n<p><sup>99<\/sup> Cf. C\u00e6remoniale Episcoporum, nn. 1118-1121.<\/p>\n<p><sup>100<\/sup> Cf. Paulus VI, Litt. Apost. Ministeria qu\u00e6dam, diei 15 augusti 1972: A.A.S. 64 (1972) p. 532.<\/p>\n<p><sup>101<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, n. 57; Codex Iuris Canonici, can. 902.<\/p>\n<p><sup>102<\/sup> Cf. S. Congr. Rituum, Instr. Eucharisticum mysterium, diei 25 maii 1967, n. 47: A.A.S. 59 (1967) p. 566.<\/p>\n<p><sup>103<\/sup> Cf. ibidem, p. 565.<\/p>\n<p><sup>104<\/sup> Cf. Benedictus XV, Const. Ap. Incruentum altaris sacrificium, diei 10 augusti 1915: A.A.S. 7 (1915) pp. 401-404.<\/p>\n<p><sup>105<\/sup> Cf. S. Congr. Rituum, Instr. Eucharisticum mysterium, diei 25 maii 1967, n. 32: A.A.S. 59 (1967) p. 558.<\/p>\n<p><sup>106<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Trid. , Sessio XXI, diei 16 iulii 1562, Decr. de communione eucharistica, capp. 1-3: Denz.-Sch\u00f6nm. 1725-1729.<\/p>\n<p><sup>107<\/sup> Cf. ibidem , cap. 2: Denz.-Sch\u00f6nm. 1728.<\/p>\n<p><sup>108<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, nn. 122-124; Decr. de Presbyterorum ministerio et vita, Presbyterorum ordinis, n. 5; S. Congr. Rituum, Instr. Inter \u0152cumenici, diei 26 septembris 1964, n. 90: A.A.S. 56 (1964) p. 897; Instr. Eucharisticum mysterium, diei 25 maii 1967, n. 24: A.A S. 59 (1967) p. 554; Codex Iuris Canonici, can. 932 \u00a7 1.<\/p>\n<p><sup>109<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, n. 123.<\/p>\n<p><sup>110<\/sup> Cf. S. Congr. Rituum, Instr. Eucharisticum mysterium, diei 25 maii 1967, n. 24: A.A S. 59 (1967) p. 554.<\/p>\n<p><sup>111<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, nn. 123, 129; S. Congr. Rituum, Instr. Inter \u0152cumenici, diei 26 septembris 1964, n. 13 c: A.A.S. 56 (1964) p. 880.<\/p>\n<p><sup>112<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, n. 123.<\/p>\n<p><sup>113<\/sup> Cf. Ibidem, n. 126; S. Congr. Rituum, Instr. Inter \u0152cumenici, diei 26 septembris 1964, n. 91: A.A.S. 56 (1964) p. 898.<\/p>\n<p><sup>114<\/sup> Cf. S. Congr. Rituum, Instr. Inter \u0152cumenici, diei 26 septembris 1964, nn. 97-98: A.A.S. 56 (1964) p. 899.<\/p>\n<p><sup>115<\/sup> Cf. ibidem, n. 91: A.A.S. 56 (1964) p. 898.<\/p>\n<p><sup>116<\/sup> Cf. ibidem.<\/p>\n<p><sup>117<\/sup> Cf. S. Congr. Rituum, Instr. Inter \u0152cumenici , diei 26 septembris 1964, n. 96: A.A.S. 56 (1964) p. 899.<\/p>\n<p><sup>118<\/sup> Cf. Rituale Romanum, De Benedictionibus , editio typica 1984, Ordo benedictionis occasione data auspicandi novum ambonem, nn. 900-918.<\/p>\n<p><sup>119<\/sup> Cf. S. Congr. Rituum, Instr. Inter \u0152cumenici , diei 26 septembris 1964, n. 92: A.A.S. 56 (1964) p. 898.<\/p>\n<p><sup>120<\/sup> Cf. Rituale Romanum, De Benedictionibus , editio typica 1984, Ordo benedictionis occasione data auspicandi novam cathedram seu sedem pr\u00e6sidenti\u00e6, nn. 880-899.<\/p>\n<p><sup>121<\/sup> Cf. S. Congr. Rituum, Instr. Inter \u0152cumenici , diei 26 septembris 1964, n. 92: A.A.S. 56 (1964) p. 898.<\/p>\n<p><sup>122<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia Sacrosanctum Concilium, n. 32.<\/p>\n<p><sup>123<\/sup> Cf. S. Congr. Rituum, Instr. Musicam sacram, diei 5 martii 1967, n. 23: A.A.S. 59 (1967) p. 307.<\/p>\n<p><sup>124<\/sup> Cf. Rituale Romanum, De Benedictionibus, editio typica 1984, Ordo benedictionis organi, nn. 1052-1067.<\/p>\n<p><sup>125<\/sup> Cf. S. Congr. Rituum, Instr. Eucharisticum mysterium, diei 25 maii 1967, n. 54: A.A S. 59 (1967) p. 568; Instr. Inter \u0152cumenici, diei 26 septembris 1964, n. 95: A.A.S. 56 (1964) p. 898.<\/p>\n<p><sup>126<\/sup> Cf. S. Congr. Rituum, Instr. Eucharisticum mysterium, diei 25 maii 1967, n. 52: A.A.S. 59 (1967) p. 568; Instr. Inter \u0152cumenici, diei 26 septembris 1964, n. 95: A.A.S. 56 (1964) p. 898; S. Congr. de Sacramentis, Instr. Nullo umquam tempore, diei 28 maii 1938, n. 4: A.A.S. 30 (1938) pp. 199-200; Rituale Romanum, De sacra Communione et de cultu mysterii eucharistici extra Missam, editio typica 1973, nn. 10-11; Codex Iuris Canonici, can. 938 \u00a7 3.<\/p>\n<p><sup>127<\/sup> Cf. Rituale Romanum, De Benedictionibus, editio typica 1984, Ordo benedictionis occasione data auspicandi novum tabernaculum eucharisticum, nn. 919-929.<\/p>\n<p><sup>128<\/sup> Cf. S. Congr. Rituum, Instr. Eucharisticum mysterium, diei 25 maii 1967, n. 55: A.A.S. 59 (1967) p. 569.<\/p>\n<p><sup>129<\/sup> Ibidem, n. 53: A.A.S. 59 (1967) p. 568; Rituale Romanum, De sacra Communione et de cultu mysterii eucharistici extra Missam, editio typica 1973, n. 9; Codex Iuris Canonici, can. 938 \u00a7 2; Ioannes Paulus II, Epist. Dominic\u00e6 Cen\u00e6, diei 24 februarii 1980, n. 3: A.A.S. 72 (1980) pp. 117-119.<\/p>\n<p><sup>130<\/sup> Cf. Codex Iuris Canonici, can. 940; S. Congr. Rituum, Instr. Eucharisticum mysterium, diei 25 maii 1967, n. 57: A.A.S. 59 (1967) p. 569; cf. Rituale Romanum, De sacra Communione et de cultu mysterii eucharistici extra Missam, editio typica 1973, n. 11.<\/p>\n<p><sup>131<\/sup> Cf. pr\u00e6sertim S. Congr. de Sacramentis, Instr. Nullo umquam tempore, diei 28 maii 1938: A.A.S. 30 (1938) pp. 198-207; Codex Iuris Canonici, cann. 934-944.<\/p>\n<p><sup>132<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia Sacrosanctum Concilium, n. 8.<\/p>\n<p><sup>133<\/sup> Cf. Pontificale Romanum, Ordo Dedicationis ecclesi\u00e6 et altaris, editio typica 1977, cap. IV, n. 10; Rituale Romanum, De Benedictionibus, editio typica 1984, Ordo ad benedicendas imagines qu\u00e6 fidelium venerationi public\u00e6 exhibentur, nn. 984-1031.<\/p>\n<p><sup>134<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, n. 125.<\/p>\n<p><sup>135<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, n. 128.<\/p>\n<p><sup>136<\/sup> Cf. Pontificale Romanum, Ordo Dedicationis ecclesi\u00e6 et altaris, editio typica 1977 Ordo benedictionis calicis et paten\u00e6; Rituale Romanum, De Benedictionibus, editio typica 1984, Ordo benedictionis rerum qu\u00e6 in liturgicis celebrationibus usurpantur, nn. 1068-1084.<\/p>\n<p><sup>137<\/sup> Cf. Rituale Romanum, De Benedictionibus, editio typica 1984, Ordo benedictionis rerum qu\u00e6 in liturgicis celebrationibus usurpantur, n. 1070.<\/p>\n<p><sup>138<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, n. 128.<\/p>\n<p><sup>139<\/sup> Cf. ibidem.<\/p>\n<p><sup>140<\/sup> Quoad benedictionem rerum qu\u00e6 in domibus ecclesi\u00e6 ad usum liturgicum destinantur, cf. Rituale Romanum , De Benedictionibus , editio typica 1984, pars III.<\/p>\n<p><sup>141<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II , Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium , n. 51.<\/p>\n<p><sup>142<\/sup> Missale Romanum, Ordo lectionum Miss\u00e6, editio typica altera 1981, Pr\u00e6notanda, n. 80.<\/p>\n<p><sup>143<\/sup> Ibidem, n. 81.<\/p>\n<p><sup>144<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium , n. 61.<\/p>\n<p><sup>145<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. dogm. de Ecclesia, Lumen gentium, n. 54; Paulus VI, Adhort. Ap., Marialis cultus, diei 2 februarii 1974, n. 9: A.A.S. 66 (1974) pp. 122-123.<\/p>\n<p><sup>146<\/sup> Cf. pr\u00e6sertim Codex Iuris Canonici, cann. 1176-1185; Rituale Romanum, Ordo Exsequiarum, editio typica 1969.<\/p>\n<p><sup>147<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, n. 14.<\/p>\n<p><sup>148<\/sup> Cf. ibidem, n. 41.<\/p>\n<p><sup>149<\/sup> Cf. Codex Iuris Canonici, can. 838 \u00a7 3.<\/p>\n<p><sup>150<\/sup> Cf. ibidem, n. 24.<\/p>\n<p><sup>151<\/sup> Cf. ibidem, n. 36 \u00a7 3.<\/p>\n<p><sup>152<\/sup> Cf. ibidem, n. 112.<\/p>\n<p><sup>153<\/sup> Cf. Norm\u00e6 Universales de Anno liturgico et de Calendario, nn. 48-51, infra, p. 99; S. Congr. pro Cultu Divino, Instr. Calendaria particularia, diei 24 iunii 1970, nn. 4, 8: A.A.S. 62 (1970) pp. 652-653.<\/p>\n<p><sup>154<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, n. 106.<\/p>\n<p><sup>155<\/sup> Cf. Norm\u00e6 Universales de Anno liturgico et de Calendario, n. 46, infra, p. 98; S. Congr. pro Cultu Divino, Instr. Calendaria particularia, diei 24 iunii 1970 n. 38: A.A.S. 62 (1970) p. 660.<\/p>\n<p><sup>156<\/sup> Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, nn. 37-40.<\/p>\n<p><sup>157<\/sup> Cf. Congr. de Cultu Divino et Disciplina Sacramentorum, Instr. Varietates legitim\u00e6, diei 25 ianuarii 1994, nn. 54, 62-69: A.A.S. 87 (1995) pp. 308-309, 311-313.<\/p>\n<p><sup>158<\/sup> Cf. Ibidem, nn. 66-68: A.A.S. 87 (1995) p. 313.<\/p>\n<p><sup>159<\/sup> Cf. Ibidem, nn. 26-27: A.A.S. 87 (1995) pp. 298-299.<\/p>\n<p><sup>160<\/sup> Cf. Ioannes Paulus II, Litt. Ap. Vicesimus quintus annus, diei 4 decembris 1988, n. 16: A.A.S. 81 (1989) p. 912; Congr. de Cultu Divino et Disciplina Sacramentorum, Instr. Varietates legitim\u00e6, diei 25 ianuarii 1994, nn. 2, 36: A.A.S. 87 (1995) pp. 288, 302.<\/p>\n<p><sup>161<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, n. 23.<\/p>\n<p><sup>162<\/sup> Cf. Congr. de Cultu Divino et Disciplina Sacramentorum, Instr. Varietates legitim\u00e6, diei 25 ianuarii 1994, n. 46: A.A.S. 87 (1995) p. 306.<\/p>\n<p><sup>163<\/sup> Cf. ibidem, n. 36: A.A.S. 87 (1995) p. 302.<\/p>\n<p><sup>164<\/sup> Cf. ibidem, n. 54: A.A.S. 87 (1995) pp. 308-309.<\/p>\n<p><sup>165<\/sup> Cf. Conc. \u0152cum. Vat. II, Const. de sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, n. 38; Paulus VI, Const. Ap. Missale Romanum: supra, p. 14.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PRO\u00caMIO 1. Quando Cristo Senhor estava para celebrar com os disc\u00edpulos a ceia pascal, na qual instituiu o sacrif\u00edcio do seu Corpo e Sangue, mandou preparar uma grande sala mobiliada (Lc 22, 12). 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