Uma novidade nem sempre corresponde a uma nova realidade dentro do plano criador de Deus. A criação é, segundo a revelação bíblica que fundamenta a fé católica, um momento de descobrimento do grande e sempre novo achado: a paternidade de Deus.

Criar é um ato amoroso, paterno e divino, pleno de sentido para o ser criado e para toda a natureza, principalmente para o ser humano e para a sociedade humana.

A verdadeira e perene novidade que assombra o mundo é a participação profunda e autêntica do homem e da mulher na paternidade de Deus. Ser pai e ser mãe transcende, eleva-se, ultrapassa todas as dimensões biológicas e técnicas da procriação artificial, e não porque faltem essas dimensões dentro do processo de transmissão da vida, mas porque a paternidade e a maternidade projetam as pessoas para a dimensão única e original do ser humano, que é a sua autêntica identidade.

Um filho tem a sua identidade pessoal formada e amadurecida quando as identidades dos seus genitores mantêm-se puras e inquestionáveis.

Recentemente a mídia internacional noticiou o nascimento de um casal de gêmeos, cujo nascimento deu-se num intervalo de cinco dias. Essas crianças nasceram de duas mães que alugaram seus úteros para a mulher que desejou ser mãe depois dos 41 anos, quando decidiu pelo casamento após uma carreira profissional cheia de sucessos.

Depois de seis tentativas de fertilização artificial com transferência de embriões concebidos para o seu próprio útero, mas que morriam prematuramente, essa mulher de sucesso concebeu uma estratégia para ter a certeza do seu êxito gestacional.

Conseguiu uma doadora de óvulos, garantiu os espermatozóides do seu marido, alugou duas barrigas para a gestação do “twiblings”, termo composto pela palavra twin (gêmeos) com a palavra sibling (irmão), e a estratégia gestacional alcançou o seu sucesso laboratorial e econômico.

A mulher que doou os seus óvulos comprou um carro zero com o dinheiro que recebeu. As locadoras do corpo para a gestação, casadas e com filhos, cujos maridos aprovaram o negócio feito através de uma agência promotora desses encontros de barrigas de aluguel, comprometeram-se a amamentar com seu leite os irmãos portadores do mesmo material genético e com a diferença temporal de nascimento.

O sucesso gestacional foi conseguido, mas várias questões não se levantaram durante toda essa negociação. Uma mãe é a educadora, outra mãe é a doadora dos óvulos, outras duas mães são as gestantes e uns homens são os espectadores dessa última novidade em matéria de procriação artificial.

Os filhos quem são em todo esse processo? Como esses irmãos gêmeos vão reagir ao serem perguntados sobre suas identidades pessoais? De quem são filhos realmente? Quais serão os impactos psicológicos decorrentes dessa busca insaciável de êxito gestacional?

Quando se perde a noção de participação no poder criador de Deus, perde-se também a noção da paternidade e da maternidade autênticas e, consequentemente, vai-se transformando a procriação numa delegação substitutiva.

Sem perder de vista a legitimidade do desejo de serem pais, e compreendendo todo o sofrimento decorrente da infertilidade, entretanto, não se pode deixar de considerar a dignidade da procriação humana.

Nela não ocorrem apenas uniões de gametas, nem sequer um processo gestacional em qualquer barriga, mas nela acontece o ato pessoal mais significativo para uma família.

O ato pessoal do casal homem-mulher que se abre certamente a um fenômeno biológico cada vez mais conhecido, também e principalmente se abre seguramente a um fenômeno humano muito mais significativo, que é o da individualização do filho e, consequentemente, o fenômeno da socialização da pessoa em e a partir da sua família.

A novidade do twiblings pode tornar-se corriqueira e não chamar mais a atenção da mídia, entretanto essa forma de ter filhos tão desejados vai introduzir na humanidade o fenômeno mais antissocial e mais confuso que se pode pensar: a despersonalização da família.

Uma família despersonalizada criará uma sociedade desestruturada, e uma sociedade desestruturada causará um mundo desequilibrado, onde os seres humanos passarão a ter os seus valores considerados a partir de êxitos ou fracassos ocorridos nos negócios onde cada pessoa será um produto de última, penúltima ou antepenúltima geração.

Será esse o mundo que Deus criou e confiou à humanidade para que descobrisse todas as maravilhas presentes nele?

Essa resposta e as demais que devem ser dadas às questões acima levantadas sobre a identidade dos bebês gerados artificialmente reclamam da sociedade atual a atitude aberta à verdade sobre o homem e a mulher como corresponsáveis com Deus pela vida humana e o amor sincero pelas crianças, criaturas que merecem muito respeito pelo direito fundamental de serem criadas através do ato mais humano e divino, que é o da doação interpessoal no matrimônio.

Por Dom Antonio Augusto Dias Duarte

RIO DE JANEIRO, quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) – Artigo de Dom Antonio Augusto Dias Duarte, bispo auxiliar do Rio de Janeiro, intitulado “‘TWIBLINGS’: a última novidade em procriação artificial”.

Quando seu filho vir a sua luta, ele lutará também

“Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática é como um homem sensato, que construiu sua casa sobre a rocha. 25.Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não desabou, porque estava construída sobre a rocha. 26.Por outro lado, quem ouve estas minhas palavras e não as põe em prática é como um homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia. 27.Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos sopraram e deram contra a casa, e ela desabou, e grande foi a sua ruína!” (Mt 7,24-27).

Como podemos construir nossa vida sobre a rocha? Colocando em prática as palavras de Jesus. Precisamos entender que temos uma tarefa em nossa vida. Quando nascemos não somos pessoas feitas; somos uma missão, um desafio, uma tarefa.

Quando eu saí do ventre da minha mãe, Jesus olhou para mim e disse: “Júnior, vai ser gente! Vai virar gente!”. Desde a concepção somos seres humanos com dignidade, precisamos ser respeitados, cuidados. A única coisa que a mãe dá para a criança durante a concepção é um ambiente propício e alimento; o resto, a criança faz sozinha. É uma falácia dizer que a criança faz parte do corpo da mãe. Mas embora já tenhamos a dignidade do ser humano, temos a missão de nos realizarmos como pessoa. E a nossa missão, nesta vida, é nos prepararmos para o céu, para Deus. Precisamos transformar o nosso coração, pois se deixarmos a criança ser o que ela quiser, ela será um “pequeno selvagem”. Se precisamos ensinar para as crianças as coisas mais básicas como comer, dormir no horário certo e tomar banho, quanto mais ensiná-las o que é amor.

Toda a sociedade, não só a família,
é responsável por ensinar a criança a amar.

transcrição e adaptção: Michelle Mimoso

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Deus abençoe você e toda a sua família!


TODOS TEMOS DIREITO A VIDA!

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Flor de Primavera, Lírio de Pureza,
Doce Ventre de Ana que guardou o Coração da Mãe de Deus.
Maria,beleza Infantil, Coração de Criança,
Alma Delicada que todos os anjos veneram.
Sede a minha inspiração, Menina Pura de Deus
Sede a minha força, Encanto do Espírito Santo
Sede para mim a Luz que me leva ao céu
Maria, menina, ensina-me a amar a Deus como tu o amastes
Desde a mais tenra idade
Orgulho do Filho de Deus,
Rogai por mim
e obtenha de Deus a pureza de criança para a minha alma.
Amém.


Promessas desta oração Nossa Senhora:

1. Todos aqueles que assim fizerem, terão a minha proteção materna durante toda a sua vida.
2. As crianças que recitarem esta oração jamais se perderão.
3. Os doentes, moribundos, que ofenderam o meu Filho com pecados de impureza, verão a minha misericórdia socorrê-los.
4. As gestantes, em trabalho de parto, que rezarem esta oração verão o meu auxilio materno.
5. As religiosas que se encontrarem em luta contra as forças infernais verão banido todo o mal.
6. Aqueles que recitarem em família verão o meu auxilio em forma de graças abundantes.
Obs. Esta oração muito agradará o coração de Nossa Senhora se rezada nos cinco dias antes do seu aniversário.

Recebi esta oração e me chamou muita atenção e quiz partilhá-la com você.
Todos nós precisamos ter esse coração puro como Maria…
Fátima Nogueira
Com. Canção Nova