Bento XVI destacou também três consequências na vida dos cristãos quando se deixam conduzir pelo Espírito Santo.

A primeira é que com a oração a pessoa experimenta a liberdade doada pelo Espírito: “uma liberdade autêntica, que é liberdade do mal e do pecado, para o bem e para a vida, para Deus”. O Papa explicou que sem a oração animada pelo Espírito, que alimenta a cada dia a intimidade dos fiéis com Cristo, esses permanecerão na condição descrita pelo Apóstolo: “não fazemos o bem que queremos, mas sim, o mal que não queremos” (Rm 7, 19).


Uma segunda consequência, de acordo com o Santo Padre, é que “o relacionamento com o próprio Deus se torna tão profundo” ao ponto de não ser corrompido por nenhuma realidade ou situação. “Compreendemos então que com a oração não somos liberados das provas ou dos sofrimentos, mas podemos vivê-los em união com Cristo, com os seus sofrimentos, na perspectiva de participar também da sua glória” (Rom 8,17), enfatizou.

E o terceiro ponto é que a oração do fiel se abre às dimensões da humanidade e de toda criação, se torna intercessão pelos outros e assim, ele libera a si mesmo, para ser canal de esperança para toda criação (cf. Rm 8, 19). “A oração, sustentada pelo Espírito de Cristo que fala no íntimo de nós mesmos, não fica nunca presa em si mesma, não é somente uma oração por mim, mas se abre à divisão dos sofrimentos do nosso tempo, dos outros”, disse Bento XVI.

Por fim, o Papa destacou que São Paulo ensina os cristãos quanto ao dever de se abrirem na oração à presença do Espírito Santo, “o qual reza em nós com gemidos inexprimíveis para nos levar a aderir a Deus de todo o coração”.

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“Cristo é o Mestre por excelência, o revelador e a revelação.
Não se trata somente de aprender as coisas que Ele ensinou, mas de “aprender a Ele”. Porém, nisto, qual mestra mais experimentada do que Maria?
Poderíamos dizer que, se do lado de Deus é o Espírito, o Mestre interior, que nos conduz à verdade plena de Cristo (cf. Jo 14, 26; 15, 26;16, 13), então entre os seres humanos, ninguém melhor do que Ela conhece Cristo, ninguém como a Mãe pode introduzir-nos no profundo conhecimento do seu mistério. “

O primeiro dos “sinais” realizado por Jesus – a transformação da água em vinho nas bodas de Caná – mostra-nos precisamente Maria no papel de mestra, quando exorta os servos a cumprirem as tudo o que lhes forem pedido por Cristo (cf. Jo 2, 5). E podemos imaginar que Ela tenha desempenhado a mesma função com os discípulos depois da Ascensão de Jesus, quando ficou com eles à espera do Espírito Santo e os animou na primeira missão.

Mãe e mestra inigualável

Percorrer com Ela as cenas do Rosário é como frequentar a “escola” de Maria para ler Cristo, penetrar nos seus segredos, compreender a sua mensagem, e como e com Ela, saber lhe responder:  Sim!

Ter Maria por mestra e educadora, é estar em uma escola, ainda mais eficaz, quando se pensa que Ela obtendo-nos os dons do Espírito Santo com abundância e, ao mesmo tempo, propondo-nos o exemplo daquela  «peregrinação da fé»,  na qual é mãe e mestra inigualável.

Diante de cada mistério do Filho, Ela convida-nos, como na sua Anunciação, a colocar humildemente as perguntas que abrem à luz, para concluir sempre  com a  obediência  da  fé:  « Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra »
(Lc 1, 38).

fonte: Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae

Maria, modelo de contemplação

“A contemplação de Cristo tem em Maria o seu modelo insuperável. O rosto do Filho pertence-lhe sob um título especial. Foi no seu ventre que Se plasmou, recebendo d’Ela também uma semelhança humana que evoca uma intimidade espiritual certamente ainda maior. À contemplação do rosto de Cristo, ninguém se dedicou com a mesma assiduidade de Maria. Os olhos do seu coração concentram-se de algum modo sobre Ele já na Anunciação, quando O concebe por obra do Espírito Santo; nos meses seguintes, começa a sentir sua presença e a pressagiar os contornos. Quando finalmente O dá à luz em Belém, também os seus olhos de carne podem fixar-se com ternura no rosto do Filho, que envolveu em panos e recostou numa manjedoura (cf. Lc 2, 7).”

“Desde então o seu olhar, cheio sempre de amor e sem necessidade de palavras, não se separará mais d’Ele. Algumas vezes será um olhar interrogativo, como no episódio da perda no templo: « Filho, porque nos fizeste isto? » (Lc 2, 48); em todo o caso será um olhar penetrante, capaz de ler no íntimo de Jesus, a ponto de perceber os seus sentimentos escondidos e adivinhar suas decisões, como em Caná (cf. Jo 2, 5); outras vezes, será um olhar doloroso, sobretudo aos pés da cruz, onde haverá ainda, de certa forma, o olhar da mulher em dores de parto, pois Maria não se limitará a compartilhar a paixão e a morte do Unigénito, mas acolherá o novo filho a Ela entregue na pessoa do discípulo predilecto (cf. Jo 19, 26-27); na manhã da Páscoa, será um olhar radioso pela alegria da ressurreição e, enfim, um olhar ardoroso pela efusão do Espírito no dia de Pentecostes (cf. Act 1,14).”

Como Maria, e com ela, quero aprender a contemplar Cristo com esse olhar de quem ama, muito além de qualquer palavra e do amado não se separa jamais, pois Ele já esta dentro e não fora!

fonte: Carta Apostolica Rosarium Virginis Mariae

“Se algo nos fizer perder paz do coração,deveremos fazer de tudo para encontrá-la.

É importante sabermos que,por disposição do nosso Pai e Criador, nenhum acontecimento deste mundo é razão para perder ou turbar a paz do nosso coração.

Sabendo que Deus esta conosco, atravessemos todas as tribulações com paz no coração e suportemos, com a alma tranquila, todas as armaguras e contrariedades da vida.”

Esta paz não é a que vemos sendo anunciada nas midias! Ela não se pode ser conquistada a força de armas  e manifestos.

Elá é fruto do Espírito Santo. Para a saborearmos se faz necessário que tenhamos e desejamos ardentemente e diariamente o Espírito Santo habitando no nosso coração.

Se faz necessário clamar a todo momento: “Vinde, Espírito Santo! Faça em mim a sua morada!

A certeza que temos contra as inquietações, as inseguranças, os medos, as angustias e ansiedades do coração  é manter sempre o pensamento fixo, direcionado  para as coisas de Deus, pois os seus olhos estão voltados para os que o amam.

Peçamos hoje que Jesus nos conceda a graça de sermos homens e mulheres, que saboream a “PAZ” que é fruto de uma vida conduzida pelo Espírito Santo de Deus.

Vinde Espírito Santo!

Em tudo como Maria, deixando que a vontade de Deus se cumpra em nossa vida.

“Sei que meu objetivo final é Deus, e por isso em todos os meus empreendimentos, não perco a Deus de vista.”

O desafio de hoje é não tirar os olhos de Deus, e daquilo que é a sua vontade ou a sua permissão na minha vida.

Sim, nem tudo o que nos acontece é vontade de Deus, mas tenho a certeza de que nada nos acontece sem a sua permissão. Porque por mais difícil que seja uma situação, um acontecimento… e impossível de ter uma solução, sempre há.

Porque Deus vê muito além de nós. Ele é Senhor do nosso passado, do presente e do futuro. Mas a escolha quem faz sou eu.
Eu preciso decidir por Deus.
Decidir confiar e esperar em Deus.

Mesmo quando diante de meus olhos e dos meus sentimentos, isso pareça difícil demais. Eu preciso escolher confiar na sua Divina Misericórdia e como Maria dizer:  Eis me aqui Senhor, faça em mim a sua vontade.

Saber para o que fui criada, significa saber que eu sou de Deus. À Ele pertenço e que  nada pode ocupar ou substituir o seu lugar na minha vida e no meu coração.

Por isso preciso clamar:
Vem Espírito Santo! Vem em meu coração e em toda a minha vida.
Vem me fazer experimentar o consolo de estar envolvida pela Misericórdia do Senhor.
Vem Espírito Santo consolador, vem em meu coração.
Vem e ajuda-me a responder aos acontecimentos da vida,  como Maria, sempre sabendo para o que fui criada.

Que a Divina Misericórida, me sustente neste dia, e seja o seu sustento também!
Fátima