A conversão é necessária e Urgente

Primeira Leitura (Ef 6,1-9) – Evangelho (Lc 13,22-30)

Quando realmente conhecemos e entendemos o evangelho, percebemos que Jesus é exigente e quer que nós nos dediquemos a ele inteiramente e não pela metade. Como fica nossa consciência sobre o seguimento de Jesus diante das leituras propostas para hoje? (cf. Lc 14,25-33) Costumamos deixar para Deus o tempo que nos sobra, e este tempo fica cada vez mais escasso, porque temos de cuidar primeiro de tantas outras coisas. É comum ouvir pessoas dizerem: “quando dá tempo, eu vou à missa; quando sobrar tempo, vou ajudar em alguma pastoral na comunidade; e quando estiver menos atarefado, ou sobrar algo, vou ajudar os que sofrem”, e, assim, vai-se protelando o compromisso cristão, ou reservando para Deus só o resto. Ou então, o procuramos somente quando precisamos dele. Temos tempo para o trabalho, para a família, para o lazer, para os estudos e para Facebook, para whatsapp e tantas outras coisas, mas as coisas de Deus vêm sempre em último lugar na lista. O evangelho de hoje ajuda a pensar nessa situação e avaliar as desculpas que damos a Deus para não servi-lo nos irmãos.

No Evangelho da liturgia de hoje (Lc 14,25-33) vemos uma grande multidão que queriam seguir Jesus. Também nos dias hoje vemos uma multidão que se propõe a segui-lo. Com isso fica a pergunta: será que todos os que fazem parte dessas multidões têm conhecimento do que significa de fato seguir Jesus? Quando olhamos para nossa volta podemos concluir que não. Muitos o seguem por interesse, ou seja, alguns querem aliviar seus fardos, outros, obter a salvação, outros, ainda, obter bens neste mundo, como saúde, riquezas, poder. Buscam algo do seu interesse pessoal, mas nem sempre o nosso interesse pessoal corresponde ao que Deus quer para nós, ou o que ele espera de nós.

Jesus, neste trecho do evangelho de hoje (Lc 14,25-33), deixa claro os critérios para o seguimento: para segui-lo, é preciso viver o primeiro mandamento, ou seja, dar preferência a Ele e nada nem ninguém deve ser mais importante do que Ele: nem a família (pai, mãe, mulher, filhos, irmãos e irmãs) nem a própria vida. Será que as multidões sabem disso? Jesus sabia que elas não sabiam. Por essa razão não as enganou e não nos engana quanto à proposta de seguimento. A religião que propõe um seguimento fácil e vantajoso não passa de uma farsa, de alienação, pois seguir Jesus é profundamente desafiador. Exige de nós, todos os dias, uma revisão de vida e propósitos de esvaziamento das coisas que vamos acumulando ao longo de nossa vida.