A liturgia na época do barroco

Barroco é o nome dado ao estilo artístico que floresceu entre o final do século XVI e meados do século XVIII, inicialmente na Itália, difundindo-se em seguida pelos países católicos da Europa e da América, antes de atingir, em uma forma modificada, as áreas protestantes e alguns pontos do Oriente.

A consciência católica renovada e reforçada pelo Concílio de Trento, ainda essa expressão artística peculiar, que foi denominada “arte da contrarreforma”. O barroco encarna a consciência eufórica de ter salvo a fé e a Igreja e de estar com a verdade. O grandioso, o sentimento exaltado, a “fúria heroica” caracterizam o barroco, assim como o entusiasmo da vitória e do triunfo, expresso com um vigor autenticamente criativo.

Com o Concílio de Trento, um sentimento de segurança surge no interior da Igreja Católica, uma atmosfera de triunfo e de festa invade o recinto e a expressão cúlticos. As igrejas construídas no barroco tem o ar de um elegante salão de espetáculos, com paredes de mármore e ouro, com pinturas no teto, ao qual não faltam palcos e galerias.

Para a musica eclesiástica podemos dizer que é século de ouro da polifonia. Vamos ver que a música eclesiástica segue apenas padrões estéticos, deixando de lado a sua utilidade a serviço da liturgia.

A Contrarreforma da um grande ênfase na questão da presença real na eucaristia devido a controvérsia com os protestantes em relação a festa de Corpus Cristi, tanto na teologia como na expressão litúrgica e popular. A festa de Corpus Christi, tem como objeto, precisamente, a veneração da presença sacramental como proximidade entre Deus e os homens. Com isto se tem uma exposição frequente da eucaristia.  Intensificam-se as exposições do Santíssimo Sacramento, a devoção das “quarenta horas”, a adoração perpétua, adoração reparadora, etc.

Ainda neste período temos Maria , Mãe de Deus como ponto fundamental da piedade do barroco. Multiplicam-se as grandes peregrinações as novas festas em sua honra a Maria: as festas do rosário, do Nome de Maria, das Mercês, do Carmo, da Imaculada conceição, etc. também neste período observa-se que os altares laterais vão se multiplicando e se tornando privilegiados; as imagens que presidem esses altares representam em sua maioria, não Cristo, mas os santos.

A liturgia passa a ser, quase toda, um espetáculo a que se assiste ou se ouve; a pregação se desliga da missa e se torna autônoma. A manutenção do latim, língua estranha ao povo, contribui sobremaneira para que o culto já não seja, sobretudo, participação ativa da comunidade no mistério de Cristo, mas, no máximo, sua representação quase teatral, que anima a oração pessoal e subjetiva do fiel. O culto permanece, como na Idade Média, uma prerrogativa do clero e da hierarquia.

Referencias para Pesquisa:

Celebração Na Igreja, DIONISIO BOROBIO

Documento em Word: A LITURGIA NA HISTORIA .Doc

 

__________

Padre Leandro Couto

Comunidade Canção Nova


Padre Leandro Couto

Natural de Borda da Mata MG, membro da comunidade Canção Nova desde 2007. Atualmente na Missão Canção Nova Cuiabá MT.