“Deus odeia o pecado, mas ama profundamente o pecador”

A novidade do evangelho concentra-se no anúncio do amor universal de Deus que perdoa e salva: ele se manifesta entre os pagãos, no meio do povo de Israel, e se constitui num modo novo de compreender a vida.
Deus não faz acepção de pessoas. Seu amor penetra todos os lugares, desde que as pessoas se amem. O amor é o ponto de incidência e o sentido da salvação para todos.
A misericórdia manifesta-se para viúva (cf., Lc 7,11-17) que perdeu o seu filho único. Ai está à manifestação suprema do amor do pai que se inclina para salvar o fraco, o indigente e a viúva.

Este amor é tão forte que comunica a vida. Ele é mais forte do que a morte e é capaz de ressuscitar os mortos. Este amor é revelado e comunicado pela presença de Jesus que exige uma atitude de fé.
Estamos vivendo no tempo da misericórdia. Pois a miséria humana e a misericórdia de Deus se atraem como dois pólos de um imã. O pecador miserável é atraído pela misericórdia. A misericórdia o atrai com tamanha força que um dia você entra no coração misericordioso de Deus e se encontra com Jesus – misericórdia.
Sim, Jesus é misericordioso com os pecadores. O melhor de tudo isso é saber que este amor de Deus por cada um de nós é gratuito. Ele precede os atos e os merecimentos humanos. E se o homem é pecador, a misericórdia do Pai o purifica e transforma.
“Deus odeia o pecado, mas ama profundamente o pecador”, e a prova maior que podemos receber deste amor imenso esta narrado nos quatro evangelhos.  Em seu amor imensurável, por muitas vezes Jesus tocou e abraçou as pessoas. De Jesus emanavam calor humano e amor que transmitiam às pessoas o sentimento de serem plenamente aceitas, de serem filhos amados de Deus.
No evangelho de João vamos perceber que a cruz não representa o fracasso do amor, mas sim a perfeição. Pois na cruz Jesus abre totalmente seus braços. Nem mesmo João entende os braços abertos como um gesto de luta agonizante, mas como um gesto de amor. O olhar do discípulo amado conseguiu transpassar a paixão e enxergar o verdadeiro acontecimento: a revelação do amor de Deus em Jesus Cristo. Jesus abre os braços para que nos deixemos ser abraçados por Ele. Os braços amplamente estendidos de Jesus na cruz significam ainda um amor que deixa livre, que não agarra, possibilitando que o outro respire livremente.
O maior sinal do amor de Jesus Crucificado é o coração aberto. Jesus abre o coração para que todos nós, com um profundo anseio por amor, possamos entrar nele.
A novidade do evangelho está na Revelação da justiça de Deus que se manifesta na sua profunda misericórdia. Este é o sentido da presença de Jesus entre nós.
 

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Padre Leandro Paulo do Couto

Comunidade Canção Nova

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Padre Leandro Couto

Natural de Borda da Mata MG, membro da comunidade Canção Nova desde 2007. Atualmente na Missão Canção Nova Cuiabá MT.