E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo

Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo” (Jo 6,51). 

Hoje, a Igreja Católica em todo o mundo comemora a Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo.

A Liturgia de hoje nos traz um grande sinal que é o pão. É o próprio Senhor quem nos diz: “Eu sou o pão vivo descido do céu”, e ainda promete: Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo. O pão é o próprio Cristo que se dá inteiramente a nós no sacramento da eucaristia. Ele passa a ser sinal quando o sacerdote invoca o Espírito Santo e pronuncia as palavras de Jesus na Última Ceia. Jesus se torna presente, dando-nos seu corpo e sangue, Ele se dá inteiramente a nós porque nos ama com um amor incondicional. O pão e o vinho recebidos na fé, nos torna partícipe da vida que Cristo viveu até à morte de cruz. Quando comungamos, recebemos Jesus como verdadeiro alimento e bebida: “Porque a minha carne é verdadeira comida, e o meu sangue, verdadeira bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. […] Aquele que come este pão viverá para sempre”(Jo 6, 55-56.58).

“O pão sinal de alimento e comunhão: daqui hauriremos hoje motivo para nossa fé e para nossa festa. Mas também para nosso compromisso pessoal: Se muitos de vocês estão doentes e enfermos – dizia São Paulo aos Coríntios – é porque se aproximam da Eucaristia sem reconhecer o corpo do Senhor (cf.1Cor 11,29-30). Também hoje, se há tantos fracos e doentes na comunidade cristã, é porque não nos alimentamos, ou nos alimentamos mal, do corpo de Cristo. São muitos os que se queixam dizendo que certos preceitos de Cristo – amar os inimigos, ser castos, etc. – são difíceis, ou até impossível para o homem. Tem razão: são difíceis; mas Cristo nos deu a maneira de torná-los possíveis e fáceis: sua carne, sua vida”.

Alimentemo-nos dignamente do Corpo e Sangue de Cristo para termos em nós a vida eterna, como ele nos prometeu.

Fonte: Livro O Verbo se faz carne. Raniero Cantalamessa