Estrutura da Missa: Ritos Iniciais

A missa é o culto mais sublime que oferecemos ao Senhor. Nós não vamos à missa somente para pedir, mas também para louvar, agradecer e adorar a Deus. A desculpa de que rezar em casa é a mesma coisa que ir à missa é por demais pretensiosa! É querer fazer da reza particular algo melhor que a missa, que é celebrada por toda uma comunidade! Assim, vamos à missa para ouvir a Palavra do Senhor e saber o que o Pai fala e propõe para a sua família reunida. Não basta ouvir! Devemos pôr em prática a Palavra de Deus e acertarmos nossas vidas (conversão). O fato de existir pessoas que frequentam a missa, mas não praticam a Palavra jamais deve ser motivo de desculpa para nos esquivarmos de ir à missa; afinal, quem somos nós para julgarmos alguém? Quem deve julgar é Deus! Ao invés de olharmos o que os outros fazem, devemos olhar para o que Cristo faz! É com Ele que devemos nos comparar![1]

A DIVISÃO DA MISSA

A missa está dividida em quatro partes bem distintas (alguns litúrgistas separam o rito da comunhão da liturgia eucarística apesar de fazer parte de um único rito, para uma melhor compreensão):

  1. Ritos Iniciais
  2. liturgia da Palavra
  3. liturgia Eucarística
  4. Ritos Finais

Hoje vamos ver a primeira parte da celebração Eucarística

  1. Ritos Iniciais

O objetivo dos ritos iniciais é fazer que cada participante reunido constitui uma assembleia orante, povo celebrante, corpo de Cristo, e se disponha a ouvir atentamente a Palavra de Deus e celebrar dignamente o mistério pascal (cf. IGMR, n. 46)

Canto de entrada:

O Canto de entrada tem a função de abrir a celebração, promover a unidade da assembleia, introduzir a assembleia no mistério celebrado e acompanhar a procissão litúrgica de entrada (cf. IGMR n. 47). O canto de entrada deve sempre estar ligado ao tempo litúrgico e a realidade a ser celebrada.

O Altar

O Centro, a razão de ser do espaço sagrado é o altar, lugar do sacrifício cultual. O altar é o símbolo tangível – o lugar – do encontro e da aliança entre Deus e a Humanidade. “O altar em que se torna presente sob os sinais sacramentais o sacrifício da cruz, é também a mesa do Senhor, na qual o povo de Deus é chamado a participar quando é convocado para a Missa; o altar é também o centro da ação de graças celebrada na Eucaristia” (IGMR, n. 296)

Sobre a mesa do altar podem ser colocadas somente peças para a celebração da Missa: Ex. Evangeliario, do inicio da celebração até a proclamação do Evangelho; Os vasos sagrados: cálice, patena e cibório, desde a apresentação das oferendas até a purificação; e, finalmente, o missal, durante a Liturgia Eucarística.

Quanto a toalha a ser colocada sobre o altar, ela deve ser branca e proporcional ao formato e ao tamanho do altar, de modo que não chegue a cobri-lo totalmente. A ornamentação com flores deve ser sóbria e colocada junto ao altar. Deve ter uma cruz, e velas junto ao altar.

O beijo no altar feito por quem preside, pelos concelebrantes e diáconos, logo à chegada, significa beijar Cristo, pois o altar representa o próprio Cristo. Beijando o altar, quem preside expressa sua íntima relação com o Senhor, pois é em nome dele que irá presidir a santa liturgia. O Beijo é um dos gestos mais significativos e expressivos da vida humana. Após esse beijo o presidente pode incensar o altar.

O Incenso

O incenso é feito com uma resina perfumada extraída de certas árvores e que exala um cheiro agradável. Para tradição cristã o incenso significa respeito, adoração, oferta, oração e louvor que sobem até Deus. O perfume lembra o bom odor de Cristo. Queimar incenso, na Bíblia, era um ato de adoração a Deus. No antigo templo havia o costume de queimar incenso pela manhã e à tarde.

O Sinal-da-cruz e saudação

A cruz é o sinal de nossa pertença a Cristo. É o selo por nós recebido no dia do Batismo. Os primeiros cristãos usavam o sinal-da-cruz , compreendendo-o como uma síntese da fé pascal. No inicio da Missa o presidente da celebração, agindo em nome e na pessoa de Cristo-cabeça, trace o sinal-da-cruz juntamente com a assembleia, que responde amém. Após o sinal-da-cruz, o presidente da celebração saúda a assembleia, fazendo a sentir na presença do Senhor. Com essa saudação e com a resposta da assembleia manifesta-se o mistério da igreja reunida.

Ato penitencial e kyrie

Após a saudação, o presidente convida a assembleia para que se volte para Deus-Misericórdia. Antes de ouvir a palavra de Deus e receber o Pão Eucarístico, a comunidade deve se reconhecer limitada e pecadora, e por isso invoca o perdão e a ajuda de Deus. Depois do ato penitencial se inicia o Kyrie. “É Deus que sempre nos acolhe”. É Ele o misericordioso, o carinhoso companheiro e Salvador. Apesar de nossas fraquezas Deus nos acolhe.

O Glória

O Glória é um hino oficial da Igreja, e por isso tem uma formula própria, com conteúdo marcadamente cristológico, não apenas trinitário. Não deveria se cantar o Glória cuja letra não correspondesse ao texto original que está no MISSAL ROMANO.

Oração do Dia (ou Coleta)

A seguir, o presidente convida a assembleia a rezar. Faz-se um momento de silencio após o convite “Oremos”. A chamada Oração do dia ou Coleta é aquela que sacerdote recolhe a intenção do povo e a coloca diante de Deus-Pai, por Cristo no Espirito Santo (cf. IGMR, n. 54)

[1] http://www.clerus.org/clerus/dati/2007-11/23-13/missa.html

Veja também:

Liturgia, Sagrada Ceia do Senhor: “O Mistério da Fé”


Padre Leandro Couto

Natural de Borda da Mata MG, membro da comunidade Canção Nova desde 2007. Atualmente na Missão Canção Nova Cuiabá MT.