Liturgia: concílio de Trento II Parte, o trabalho litúrgico

Nos três períodos sucessivos do Concílio, esteve muito presente o tema sacramental, como refutação às hipóteses dos reformadores. Na sessão VII (3/3/1547), e como complemento da doutrina sobre a justificação, aprovam-se os cânones sobre os sacramentos em geral, sobre o batismo e a confirmação. Na sessão XIII (11/10/1551), examinam-se o decreto e os cânones sobre a Eucaristia, vista da perspectiva da presença real. Na sessão XIV (25/11/1551), é tratada a doutrina sobre o sacramento da penitência e da extrema-unção. Na parte conclusiva do Concilio, na sessão XXI (16/7/1562), são aprovados os decretos sobre a comunhão sob as duas espécies e sobre a comunhão das crianças; na sessão XXII (17/9/1562), retorna-se ao tema da Eucaristia, desta feita sob o ângulo de sua dimensão sacrificial, fortemente combatido pelos protestantes. Na sessão XXIII (15/7/1563), trata-se dos sacramentos restantes: a ordem e o matrimônio. Na sessão XXII, imediatamente depois do decreto sobre o sacrifício da missa, é aprovado o Decretum de observandis et evitandis in celebrationes missae. Já no início do concilio, 20 de julho de 1547, fora formada uma comissão especial para recopilar os abusos que ocorriam no sacrifício da missa. Do lado dos abusos, deviam se destacar propostas concretas para a sua eliminação. A comissão teve de elaborar o seu projeto varas vezes, para torna-lo aceitável à assembleia conciliar.

De todo o trabalho acumulado, em 10 de setembro de 1562 somente nove cânones de reforma foram aprovados pelo plenário:

1) a cobrança de honorários pela missa;

2) a missa sicca;

3) a celebração de várias missas ao dia;

4) a substituição da missa dominical por missas votivas ou de mortos;

5) introduzir nas catedrais e igrejas uma missa de mortos conventual;

6) o lugar da missa é a igreja consagrada, embora o ordinário possa admitir exceções;

7) prescrições sobre a limpeza de vasos e ornamentos usados na missa;

8 ) todos os textos recitados e cantados da missa devem ser inteligíveis aos ouvintes;

9) os excomungados e pecadores públicos devem manter-se longe da missa.

No decreto que foi aprovado em 17 de setembro, a principal responsabilidade pela Liturgia da Missa recai sobre os bispos. O Concílio que já estava reunido havia demasiado tempo, confiou ao Papa, na sessão XXV, a reforma do missal e do breviário.

Na sessão XXII a questão da língua litúrgica foi abordada, onde abre uma pequena possibilidade para a língua comum, mas conservando a língua latina como expressão da unidade da Igreja e remédio eficaz contra as heresias:

Os livros litúrgicos sofreram algumas reformas. Pio V editou o Breviarium romanum (1568) e o Missale romanum, que deveria ser a única forma para todas as Igrejas (1570); Clemente VIII, o Pontificale romanum (1596) e o Cerimoniale episcoporum (1600) e, Paulo V, o Rituale romanum (1614). Sisto V, criou, em 1588, a Sagrada Congregação dos Ritos com a missão de vigiar para que o modo prescrito da celebração da missa e das demais partes da liturgia sejam rigorosamente observados. Inicia-se a era dos rubricistas.

Fonte Para Pesquisa:

A Celebração Na Igreja, DIONISIO BOROBIO

Documento em word: A LITURGIA NA HISTORIA – estef.Doc

 

 

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Padre Leandro Couto

Comunidade Canção Nova


Padre Leandro Couto

Natural de Borda da Mata MG, membro da comunidade Canção Nova desde 2007. Atualmente na Missão Canção Nova Cuiabá MT.