Liturgia no Concílio Vaticano II

No 25 de janeiro de 1959, João XXIII, manifestou aos seu desejo de convocar um concílio. Como ninguém estava preparado para tal noticia, os Cardeais ficaram surpresos. Normalmente os concílios são convocados para resolver problemas de ordem doutrinal (heresias, etc) e não de ordem pastoral.

Falando aos assistentes da Ação Católica Italiana, no dia 09/08/59, ele diz: “A ideia do concílio não amadureceu como um fruto de prolongada consideração, mas como uma flor de inesperada primavera”. No motu próprio de 05/06/60, diz: “Consideramos inspiração do Altíssimo a ideia de convocar um Concílio Ecumênico, que desde o início de nosso pontificado se apresentou à nossa mente como flor de inesperada primavera”. No dia 25/12/61, na solene bula de indicção Humanae Salutis, exprime-se nestas palavras:

“Acolhendo como vinda do alto uma voz íntima no nosso espírito, julgamos estar maduro o tempo para oferecermos à Igreja Católica e ao mundo o dom de um novo Concílio Ecumênico”.

Sem duvidas o campo mais bem preparados era certamente a Liturgia. Sessenta anos de movimento litúrgico não haviam sido em vão. Com a experiência de uma renovação eficaz de toda liturgia, ligada à reforma de Pio XII e de João XXIII, agora sim poderiam se transformar em uma realidade.


Padre Leandro Couto

Natural de Borda da Mata MG, membro da comunidade Canção Nova desde 2007. Atualmente na Missão Canção Nova Cuiabá MT.