O Concilio Vaticano II e a Reforma litúrgica pós-conciliar

O pós-concilio compreende dois grandes períodos. O primeiro decênio, efervescente, pleno de realizações; o segundo de maior acomodação e, por vezes, apático.

No dia 4 de dezembro de 1963, exatamente quatrocentos anos depois do enceramento do concilio de Trento, o papa Paulo VI promulga a constituição Sacrosanctum Cncilium. Logo após promulgar a constituição litúrgica do Vaticano II, Paulo VI decidiu que era preciso começar a aplicação o mais rápido possível.

A reforma se deu com grande ardor e com um forte entusiasmo, sobre tudo no inicio. O trabalho de revisão, dirigida por uma serie de documentos, conheceu três fases: 1) a passagem do latim par as línguas modernas, esta fase foi de 1964 a 1967; 2) a publicação dos livros litúrgicos Revistos “segundo os decretos do Concílio Vaticano II” que foi de 1968 a 1975; 3) a adaptação dos livros litúrgicos às circunstancia das Igrejas particulares. O Papa João Paulo II, 25 anos depois de iniciada a reforma, a qualifica como fruto mais visível da obra conciliar.

No período de adaptação da liturgia no contesto de igrejas particulares se propõe com muita insistência o tema da enculturação. Com isto a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos santos observou a necessidade da criação de uma instrução para aplicar os artigos 37-40 da constituição Sacrosanctum Contilium, apresentando os critérios básicos e o modo de proceder nessa matéria. Esta instrução foi publicada no dia 25 e3 janeiro de 1994.

Referencia

BOROBIO, Dionisio. A Celebração na Igreja. V 1. Edições Loyola: São Paulo, 1990

MARTÍN, Julián López. A Liturgia da Igreja. Paulinas: São Paulo, 2006

 

Padre Leandro Couto

Comunidade Canção Nova


Padre Leandro Couto

Natural de Borda da Mata MG, membro da comunidade Canção Nova desde 2007. Atualmente na Missão Canção Nova Cuiabá MT.