São José, homem obediente à voz de Deus.

Neste dia tão especial, dedicado a São José, recorremos à Santa Mãe Igreja apresentando um pouco daquilo que foi escrito sobre a figura deste santo humilde que cuida de cada um de nós com um amor imensurável, assim como cuidou de Maria e Jesus.

O Papa João Paulo II publicou no dia 15 de Agosto de 1989 na solenidade da Assunção de Nossa Senhora a Exortação Apostólica Redemptores Custos, para celebrar o centenário da publicação da Carta Encíclica Quamquam pluries do Papa Leão XIII, “no intuito de que cresça em todos a devoção ao Patrono da Igreja universal e o amor ao Redentor, que ele serviu de maneira exemplar.” São José foi chamado a proteger o Redentor, “(…) José fez conforme o anjo do Senhor tinha mandado e acolheu sua esposa” (Mt 1,24). Segundo o Papa João Paulo II, “Inspirando-se no Evangelho, os Padres da Igreja, desde os primeiros séculos, puseram em relevo que São José, assim como cuidou com amor de Maria e se dedicou com empenho jubiloso à educação de Jesus Cristo,  assim também guarda e protege o seu Corpo místico, a Igreja, da qual a Virgem Santíssima é figura e modelo. Desta forma, todo o povo cristão não só recorrerá a São José com maior fervor e invocará confiadamente o seu patrocínio, mas também terá sempre diante dos olhos o seu modo humilde e amadurecido de servir e de «participar» na economia da salvação”. 

Em 19 de março de 1961 o Papa João XXIII publicou a Carta Apostólica Le Voci, onde confia a São José os trabalhos do Concílio Vaticano II e o apresenta na visão dos Papas dos últimos cem anos. Dentre eles estão o Papa Pio IX que em 1854 “indicara São José como a esperança mais segura da Igreja depois da Virgem santíssima” e em 08 de dezembro de 1870 o proclamou “Padroeiro da Igreja Universal”; o Papa Leão XIII que na festa da Assunção em 15 de agosto de 1889, publica a Carta Encíclica Quamquam pluries, apresentando São José como modelo dos pais de família, dos casais, dos consagrados à virgindade. Nela o Papa Leão XIII vai dizer que: “Todos os cristãos, por isso, de quaisquer condições e estado, têm bons motivos para se confiarem e se abandonarem à amorosa proteção de São José. Nele, os pais de família encontram o mais alto exemplo de paterna vigilância e providência; os cônjuges, o exemplo mais perfeito de amor, concórdia e fidelidade conjugal; os consagrados a Deus, o modelo e protetor da castidade virginal”; e o Papa Pio XI que num discurso pronunciado a 19 de março de 1928 em honra a São José, disse que a pessoa e missão de São José “passam apagadas, silenciosas, como que despercebidas e ignoradas, na humildade, no silêncio, silêncio que não devia iluminar-se senão mais tarde, silêncio ao qual deveriam suceder, e muito alto, o grito, a voz, a glória nos séculos”. O Papa João XXIII encerra a Carta Apostólica Le Voci reafirmando a importância de São José para a Igreja. “Ó São José! Aqui, aqui mesmo é vosso lugar de “Protetor da Igreja universal (…)”. Sede sempre nosso protetor. Que vosso espírito interior de paz, de silêncio, de bom trabalho e de oração, a serviço da santa Igreja, nos vivifique sempre e nos alegre em união com vossa santa esposa, nossa dulcíssima Mãe Imaculada, num fortíssimo e suave amor a Jesus, Rei glorioso e imortal dos séculos e dos povos.”

No dia 19 de março de 1937, o Papa Pio XI publicou a Carta Encíclica Divini Redemptoris, pedindo a intercessão de São José contra o comunismo. “(…) pomos a grande ação da Igreja Católica contra o comunismo ateu mundial sob a égide do poderoso Protetor da Igreja, São José. Ele pertence à classe operária e experimentou o peso da pobreza, em si e na Sagrada Família, de que era chefe vigilante e afetuoso; a ele foi confiado o Deus Menino, quando Herodes mandou contra ele os seus sicários. Com uma vida de fidelíssimo cumprimento do dever cotidiano, deixou um exemplo de vida a todos os que têm de ganhar o pão com o trabalho de suas mãos e mereceu ser chamado o Justo, exemplo vivo daquela justiça cristã, que deve reinar na vida social.”

Santa Teresa de Jesus, nos ensina a termos um carinho todo especial a São José. Ela o tinha como advogado e senhor. Aquele que a ajudava nos momentos de perigos, tanto do corpo como da alma. Santa Teresa relata que “se a outros santos o Senhor parece ter concedido a graça de socorrer numa dada necessidade, a esse Santo glorioso, a minha experiência mostra que Deus permite socorrer em todas, querendo dar a entender, que São José, por ter-Lhe sido submisso na terra, na qualidade de pai adotivo, tem no céu todos os seus pedidos atendidos” (Livro da Vida, p. 50). Diante das dificuldades em nossa vida de oração, vale a pena adotá-lo como intercessor. “Quem não encontrar mestre que ensine a rezar tome por mestre esse glorioso Santo, e não errará no caminho (…). Não conheço nenhuma pessoa que realmente lhe seja devota e a ele se dedique particularmente que não progrida na virtude; porque ele ajuda muito as almas que a ele se encomendam” (Livro da Vida, p. 51). De fato São José nos ajuda a progredir na vida espiritual.

São José, rogai por nós!

 

Fonte: http://w2.vatican.va/

 

Neide Fernandes Pereira. Celibatária

Natural de Santana da Ponte Pensa – SP.

Missionária da Comunidade Canção Nova desde 02/02/2006.