17_fundador

A quaresma é um tempo oportuno para ter um profundo encontro com Deus. Por isso, o motivo de fazer silêncio e recolhimento interior.

O silenciar os barulhos exteriores ajuda-nos a ouvir o Senhor que habita em nossa alma. As penitências, Abstinências e jejuns nos ajudam a mergulham nesta dimensão espiritual da quaresma. Isto cria um ambiente propício para este encontro pessoal.

Neste tempo, eu procuro silenciar minha alma exteriormente e interiormente. Um exemplo é que procuro fazer uma “penitência digital”, limitando o uso das Redes Sociais. Faço como penitência, mas também como uma maneira de silenciar meu coração mediante algo que gosto muito, para assim dispor de mais tempo para estar com o Senhor.

Este encontro pessoal nos impulsiona a uma conversão interior que nos conduz a caridade. Uma quaresma bem vivida transforma-se me atos de misericórdia. Tira-nos do comodismo para ir ao encontro de Jesus Cristo que está nos mais necessitados.

Por fim, precisamos aprender que a esmola, o jejum e a oração não nos levam para tristeza, mas para alegria interior do encontro pessoal com Cristo. Por isso, não devemos viver a quaresma na tristeza, mas em um silêncio fecundo da alma que conduz a verdadeira alegria do encontro com Cristo nosso Senhor do qual temos o ápice na Semana Santa – Paixão, Morte e Ressurreição.

“Quaresma não é tempo de tristeza, mas é tempo de encontro com Deus!”

Um forte abraço a todos e uma Quaresma fecunda!

@ademircn

Seminarista da Comunidade Canção Nova

21. maio 2012 · Write a comment · Categories: Igreja · Tags:

Meus amigos, a pausa é de fundamental importância para harmonia musical. Na liturgia também o silêncio é essencial. Mas, infelizmente temos uma “cultura do barulho”, o povo não consegue fazer silêncio, os músicos não conseguem sossegar os cantos e instrumentos musicais nas horas prescritas. Talvez por falta de uma boa catequese ou uma formação litúrgica deficiente.

Por essa razão, o Papa Bento XVI tem insistido quanto ao silêncio. Na liturgia existem momentos de pausas, por exemplo: “o momento de preparação para a Missa, entre as leituras, após a homília, no momento pós-comunhão”.  Este silêncio exterior abre caminho para o silêncio interior que nos conduz a verdadeira escuta de Deus que habita nosso interior e se revela no mistério litúrgico.

“Se Deus fala ao homem mesmo no silêncio, também o homem descobre no silêncio a possibilidade de falar com Deus e de Deus. «Temos necessidade daquele silêncio que se torna contemplação, que nos faz entrar no silêncio de Deus e assim chegar ao ponto onde nasce a Palavra, a Palavra redentora”.  (Papa Bento XVI)

Eu sou o primeiro que devo buscar este “silêncio comunicativo” que me conduzirá a um relacionamento íntimo com Deus.

Amém.

“Em primeiro lugar, a lição do silêncio. Renasça em nós a valorização do silêncio, desta estupenda e indispensável condição do espírito; em nós, aturdidos por tantos ruídos, tantos rumores, tantas vozes de nossa ruidosa e hipersensibilizada vida moderna. O Silêncio de Nazaré ensina-nos o recolhimento, a interioridade, a atitude de prestar ouvidos às boas inspirações e palavras dos verdadeiros mestres” (Bento XVI – Catequese, 28/12/2011)

Amigo estas palavras do Papa servem como direção para minha espiritualidade neste ano de 2012. Pois muitas vezes me escondo de ouvir as verdades do Senhor para minha vida  no “barulho de orações”, isto mesmo, orações gritadas para não ouvir a voz do Senhor. Neste silêncio da oração aprenderei a escutar a Deus, escutar a verdade que deve guiar minha vida.

“Virgem silenciosa, tu me ensina silenciar também, para no silêncio, teu Menino eu gerar também. Quero só contigo meditar, tudo o que a vida me trouxer, para em meus atos proclamar…Cristo Jesus.