COPA DO MUNDO / CORPUS CHRISTI 2014

Programa Discípulos e Missionários todas às terças-feiras às 19:30h pela http://tv.cancaonova.com/ Apresentado por Dom Odilo Pedro Scherer https://twitter.com/DomOdiloScherer – Arcebispo Metropolitano de São Paulo http://www.arquidiocesedesaopaulo.org…

DIA DE SÃO JOSÉ DE ANCHIETA / COPA DO MUNDO

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MÊS DEDICADO À N.SRA./ASCENÇÃO DO SENHOR/DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES

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Vários chapéus, uma só cabeça: a unidade da Igreja

O fato eclesial de maior destaque desses últimos dias foi, sem dúvida, a peregrinação do papa Francisco à Terra Santa, com vários momentos muito significativos. O principal deles foi o encontro com o patriarca ecumênico greco-ortodoxo Bartolomeu 1º, na basílica do santo sepulcro, dia 25 de maio.

Francisco quis repetir, 50 anos depois, o encontro histórico de Paulo VI com o patriarca Atenágoras, que aconteceu ainda em pleno andamento do Concílio Ecumênico Vaticano II. Aquele memorável encontro rompeu o gelo entre Roma e Constantinopla, que perdurava há vários séculos, sem que tivesse havido mais nenhum encontro entre um papa de Roma e um patriarca ortodoxo de Constantinopla.

O abraço entre os dois chefes de Igrejas abriu imensas esperanças para o caminho ecumênico, tão desejado pelo Concílio, levando a crer que, em breve, poderia acontecer a reconciliação plena entre as duas Igrejas e a reconstituição da unidade entre católicos e ortodoxos, rompida pelo cisma do Oriente, em 1054. A questão mais complicada nas relações ecumênicas entre as duas Igrejas é eclesiológica, relativa ao primado do sucessor de Pedro e ao exercício do ministério petrino na Igreja.

Em 25 de julho de 1967, iniciando o ano da fé em memória do 19º século martírio dos apóstolos Pedro e Paulo, e já tendo sido encerado o Concílio, Paulo VI escreveu ao mesmo patriarca Atenágoras, com o propósito de avançar no caminho ecumênico: “este desejo leva a uma vontade resoluta de fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para que chegue o dia do restabelecimento pleno da comunhão entre a Igreja do Ocidente e a Igreja do Oriente”.

Muito caminho de aproximação tem sido feito ao longo desses 50 anos, mesmo que isso não apareça sempre claramente a todos: foram levantadas as recíprocas excomunhões, instaurou-se um diálogo teológico e mesmo doutrinal entre as duas Igrejas; acontecem gestos de recíproco apreço, como a presença de um representante do Patriarca de Constantinopla na solenidade de São Pedro e São Paulo e de um representante do Papa na festa patronal de Santo André, no patriarcado de Constantinopla. Mais que tudo, foi significativa a presença do próprio patriarca Bartolomeu 1º na missa de início do pontificado do papa Francisco, no dia 19 de março de 2013.

Agora, no encontro ecumênico de Jerusalém, muito desejado por Francisco e patrocinado pelo Patriarca ortodoxo, esse caminho ecumênico retoma fôlego. A Declaração comum entre os dois chefes de Igrejas deixa claro o propósito de buscar a plena unidade e de não se deixar abater pelas dificuldades que o caminho da unidade plena apresenta. Os discursos diante do monumento ao santo sepulcro recordaram bem: não parecia também o túmulo o fim de toda esperança? E eis que ele está vazio! Jesus venceu até mesmo a morte, último obstáculo para a realização do desígnio de Deus. Pode haver algo impossível para que o sonho da unidade plena da Igreja se realize?!

Claramente, as dificuldades não são desconhecidas ou subestimadas, nem pelo papa, nem pelo patriarca. Mas as falas foram repletas de esperança e de convites à perseverança, na firme certeza de que o desejo expresso de Jesus não é a divisão, mas a unidade da sua Igreja. Durante a cerimônia ecumênica, alguém comentou sobre a variedade das vestes dos representantes das Igrejas cristãs, sobretudo dos solidéus, véus e capuzes de ortodoxos, armênios, coptas, católicos latinos, armênios, maronitas, coptas, melquitas… “Os chapéus são diversos mas… uma só é a cabeça da Igreja”. Mesmo se as tradições rituais, disciplinares e histórico-culturais são diversas, a unidade da Igreja se constrói sob a única cabeça do corpo, que é Cristo, Senhor da Igreja.

Publicado em O SÃO PAULO, ed 27 05 2014

Card. Odilo P. Scherer – Arcebispo de São Paulo

OSP – Nos dias 13 e 14 de maio o senhor participou da reunião do Conselho da Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos, em Roma. O que vem a ser o Sínodo dos Bispos?

R – O Sínodo dos Bispos é um Organismo da Igreja, instituído pelo papa Paulo VI em 1965, no final do Concílio Vaticano II, para expressar de maneira mais eficaz a colegialidade episcopal e a responsabilidade de todo o episcopado, junto com o Papa e sob a sua autoridade, pelo bem da Igreja inteira. O Sínodo é presidido pelo Papa e tem em Roma uma Secretaria Geral permanente; tem também um Conselho, formado de 15 cardeais de várias partes do mundo. Reúne-se em assembléias gerais ordinárias periódicas e também pode haver assembléias extraordinárias, como aquela que vai acontecer em outubro. Das assembléias participam representantes das Conferências Episcopais de todo o mundo, além de outros membros, convidados pelo Papa.

OSP – Quem escolhe o tema das assembléias?

R – Sempre é feita uma ampla consulta às Conferências Episcopais e outros Organismos eclesiais; finalmente, o Papa escolhe o tema, entre várias propostas apresentadas a ele.

OSP – Qual foi o objetivo da reunião dos dias 13 e 14 de maio?

R – O Conselho ocupou-se, sobretudo, da elaboração do Instrumentum laboris (Instrumento de Trabalho), que é o texto de trabalho feito a partir das sugestões vindas das Conferências Episcopais e de outros Organismos eclesiais de todo o mundo. O tema, já conhecido, tratará dos desafios da evangelização diante das situações atuais da família e do casamento. O questionário enviado no ano passado às Dioceses de todo o mundo resultou num grande número de contribuições, mostrando o interesse especial que a temática despertou. O Instrumento de Trabalho será publicado e reunirá, de maneira temática e orgânica, essas contribuições e as apresentará como “objeto” de trabalho para a assembléia do Sínodo de outubro próximo.

OSP – O tema despertou muito interesse em toda parte. Como serão as respostas da Igreja às perguntas feitas?

R – O papa Francisco pediu que todos rezem na intenção do Sínodo, para que o Espírito Santo ilumine e conduza a Igreja nas orientações que ela deve dar. Não podemos antecipar decisões que ainda não foram tomadas, nem criar expectativas irreais. O primeiro objetivo desta assembléia do o Sínodo é uma grande tomada de consciência da situação em que vive a família, sobretudo dos problemas que ela enfrenta; sabemos, de antemão, que há várias situações problemáticas. O papa Francisco chamou para refletir sobre o que a Igreja deve fazer diante dessas situações. Ela não pode mudar as palavras de Cristo nem sua própria doutrina, mas pode ter um trato pastoral novo, para não deixar as pessoas sem esperança, nem dar a impressão de que ela não tem mais nada a dizer diante de certos casos irregulares, segundo sua doutrina.

OSP – Quem participará da assembléia extraordinária de outubro deste ano?

R – Conforme o Regulamento do Sínodo, participarão os presidentes das Conferências Episcopais, os Patriarcas e os Arcebispos Maiores das Igrejas Orientais Católicas “sui iuris”, além de outras pessoas que o Papa pode convidar. Poderão ser umas 180 pessoas.

OSP – Como o tema da assembléia extraordinária deste ano vai se relacionar com o tema da assembléia ordinária do Sínodo dos Bispos, que acontecerá em outubro de 2015?

R – Serão dois momentos de um único caminho; a temática de fundo refere-se à pessoa humana, à família e ao casamento, à luz do Evangelho e da fé cristã. Neste ano, a reflexão será sobretudo sobre as situações desafiadoras atuais da família e do casamento para a evangelização; no próximo ano, tratar-se-á de olhar para essa realidade a partir do Evangelho e da vocação à vida nova “em Cristo”, para chegar a orientações pastorais e eventuais decisões, em vista da evangelização mais eficaz. Há muito trabalho a ser feito!

OSP – O Sínodo dos Bispos foi instituído por Paulo VI há quase 50 anos. Continua uma Instituição atual ainda hoje?

R – Certamente! É claro que também o modo atuação do próprio Sínodo precisa ser adequado e atualizado de tempos em tempos. E o papa Francisco está atuando para isso. A propósito, o papa Paulo VI será beatificado no domingo, 19 de outubro, dia do encerramento da assembléia extraordinária do Sínodo dos Bispos.

Publicado em O SÃO PAULO, Ed 20 05 2014

Card. Odilo P. Scherer – Arcebispo de São Paulo

Nos dias 13 e 14 de maio, o Conselho Ordinário da Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos, formado de 15 cardeais e bispos, reuniu-se em Roma; pauta principal dos trabalhos foi a preparação da próxima assembleia extraordinária do Sínodo, programada para os dias 5 a 19 de outubro deste ano.

Tratou-se, sobretudo da elaboração do Instrumentum laboris (Instrumento de trabalho) da assembléia sinodal, um texto que será publicado em breve e enviado às Conferências Episcopais e, sobretudo, àqueles que deverão participar da assembleia de outubro.

O Instrumento de trabalho vai recolher as respostas ao questionário, para conhecer a situação atual da família e de várias questões relativas ao casamento e à família, enviado em 2013 às Conferências Episcopais de todo mundo. As contribuições foram abundantes e serão apresentadas de maneira temática no Instrumentum laboris, para orientar os trabalhos sinodais.

O tema do sínodo extraordinário despertou grande interesse e expectativa por toda parte: várias situações de crise e questões atuais da família e do casamento interpelam a Igreja e sua ação evangelizadora.

Fazem parte do temário a difusão e a aceitação do ensinamento da Igreja Católica sobre o casamento e família; as dificuldades para colocar em prática esse ensinamento no contexto cultural contemporâneo; as situações difíceis que muitos casais e famílias enfrentam, com casamentos desfeitos e refeitos com nova união; sua participação na vida da Igreja e a transmissão da fé aos filhos em tais situações… Mas entram também as questões novas, como o fato sempre mais presente em vários contextos culturais de pessoas que não se casam mais, nem constituem uniões estáveis ou famílias; ou os fatos recorrentes, em vários países, de políticas contrárias à família; sem esquecer as uniões civis de pessoas do mesmo sexo.

Ciente das várias situações problemáticas que a família atravessa, a Igreja não a abandona, pois também conhece o plano salvador de Deus em relação ao casamento e à família; e tem convicção sobre a importância da família para a pessoa, a sociedade e para a própria vida e missão Igreja. Por isso, ela quer anunciar de maneira renovada a Boa Nova do casamento e da família, especialmente nas situações mais difíceis e problemáticas que a atingem.

A assembléia extraordinária de outubro próximo não vai esgotar o tema e seus trabalhos estarão orientados para novas reflexões na assembléia ordinária do Sínodo dos Bispos, em outubro de 2015, quando se tratará da pessoa humana e da família à luz de sua vocação em Cristo. Serão dois momentos complementares de um caminho de evangelização, que tem como centro a antropologia cristã e suas implicações para a pessoa, o casamento, a família, a sociedade e a Igreja.

O papa Francisco participou um dia inteiro da reunião, sinalizando para a importância dada por ele ao Sínodo extraordinário de outubro. Ele tem falado também da importância do próprio organismo do Sínodo dos Bispos, criado por Paulo VI no final do Concílio Vaticano II, em 1965, como expressão de colegialidade e da responsabilidade de todos os bispos, junto com o Papa, em relação à Igreja inteira.

Publicado em O SÃO PAULO, Ed 20 05 2014

Card. Odilo P. Scherer – Arcebispo de São Paulo

COMEMORAÇÃO PELOS 300o ANOS DO ENCONTRO DA IMAGEM DE N.SRA.APARECIDA

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FRUTOS DA 52a ASSEMBLÉIA GERAL DOS BISPOS DO BRASIL

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52a ASSEMBLÉIA GERAL DOS BISPOS DO BRASIL

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FÉ NA RESSURREIÇÃO

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