{"id":431,"date":"2008-07-25T13:08:37","date_gmt":"2008-07-25T15:08:37","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/drnasser\/2008\/07\/25\/teoria-da-evolucao-fe-ou-ciencia\/"},"modified":"2008-12-26T16:38:47","modified_gmt":"2008-12-26T18:38:47","slug":"teoria-da-evolucao-fe-ou-ciencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/drnasser\/2008\/07\/25\/teoria-da-evolucao-fe-ou-ciencia\/","title":{"rendered":"Teoria da Evolu\u00e7\u00e3o F\u00e9 ou Ci\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><a title=\"molecularneurosus.jpg\" href=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/drnasser\/files\/2008\/07\/molecularneurosus.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/drnasser\/files\/2008\/07\/molecularneurosus.thumbnail.jpg\" alt=\"molecularneurosus.jpg\" \/><\/a>A TEORIA DA EVOLU\u00c7\u00c3O CONTRA A CI\u00caNCIA E A F\u00c9<br \/>\n<em>Por Marcus Moreira Lassance Pimenta<\/em><\/p>\n<p align=\"center\">\u00a0<\/p>\n<p><em>Fonte: Marcel Assun\u00e7\u00e3o Barbosa<\/em><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"font-family: Verdana\"><em><span style=\"text-decoration: underline\">Sem curvar a cerviz \u00e0 Metaf\u00edsica, perde-se a Ci\u00eancia ou numa selva de fen\u00f4menos, ou num deserto de matem\u00e1ticas.<\/span><\/em><\/span><\/p>\n<p align=\"center\">\u00a0<\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"font-family: Verdana\"><strong>O CONTO DO MACACO<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"center\">\u00a0<\/p>\n<p><em><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">O autor, Raul Leguizamon, \u00e9 argentino, de C\u00f3rdoba,\u00a0fiel\u00a0\u00e0 Tradi\u00e7\u00e3o da Santa Madre Igreja. Este seu artigo foi publicado no n\u00famero especial de ver\u00e3o do ano 2001 da revista SEMPER, peri\u00f3dico bimestral editado\u00a0em Portugal.<\/span><\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small\"><em><span style=\"font-family: Verdana\">\u00c9 interessante como em sua argumenta\u00e7\u00e3o o autor se exprime de maneira objetiva e coerente, e ao mesmo tempo com esp\u00edrito de humor, mostrando as incoer\u00eancias cient\u00edficas da evolu\u00e7\u00e3o darwinista, comparada por ele a um dogma de f\u00e9.<\/span><\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small\"><em><span style=\"font-family: Verdana\">Mantivemos praticamente na \u00edntegra tanto a grafia como as express\u00f5es t\u00edpicas do Portugu\u00eas de Portugal, para guardar o mesmo sabor que encontrariam em sua leitura nossos leitores de al\u00e9m-mar.<\/span><\/em><\/span><span style=\"font-size: x-small\"><span style=\"font-family: Verdana\"> <\/span><\/span><\/p>\n<h1><span style=\"font-size: x-small\"><span style=\"font-family: Verdana\">Introduc\u00e3o<\/span><\/span><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\"> <\/span><\/h1>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-size: x-small\"><span style=\"font-family: Verdana\">Os dogmas de f\u00e9 s\u00e3o muito dif\u00edceis ? se n\u00e3o imposs\u00edveis ? de refutar com argumentos cient\u00edficos. A hist\u00f3ria da humanidade sobejamente o testemunha.<\/span><\/span><span style=\"font-size: x-small\"><span style=\"font-family: Verdana\"> <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">O nosso tempo n\u00e3o escapa, decerto, a esta regra, j\u00e1 que na atualidade, como em todas as \u00e9pocas, uma boa quantidade de pessoas segue obstinadamente crendo coisas n\u00e3o s\u00f3 desprovidas de todo o fundamento cient\u00edfico, mas, al\u00e9m do mais, em franca contradi\u00e7\u00e3o com o conhecimento cient\u00edfico que hoje possu\u00edmos.<\/span><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Para dar um exemplo, entre centos, do atr\u00e1s dito, referir-me-ei \u00e0 ins\u00f3lita cren\u00e7a atual de muita gente ? curiosamente, muitos deles cientistas ? de que o homem descende do macaco. Sim, senhor! Assim, tal e qual.<\/span><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\"> <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Porque tem de saber-se que o tal pensado e manipulado &#8220;antecessor comum&#8221; do homem e do macaco, de que falam muitos cientistas e divulgadores. n\u00e3o \u00e9 nem pode ser outra coisa sen\u00e3o um macaco. 0 suposto .?antecessor comum? seria certamente chamado macaco por algu\u00e9m que o visse, afirmava o ilustre paleont\u00f3logo da Universidade de Harvard, George G. Simpson. \u00c9 pusil\u00e2nime, sen\u00e3o desonesto, dizer outra coisa, acrescentava Simpson. E desonesto, acrescento eu.<\/span><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\"> <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">De maneira que todos os esfor\u00e7os dos antrop\u00f3logos e investigadores deste tema, n\u00e3o se dirigem, de modo algum, a dilucidar, objetivamente e sem preconceitos, de que modo se originou o homem, mas de que macaco veio.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Por outras palavras: o postulado da nossa origem simiesca \u00e9 uma convic\u00e7\u00e3o da qual se parte, e n\u00e3o uma conclus\u00e3o a que se chega.<\/span><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\"> <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Ora bem, esta convic\u00e7\u00e3o, que muitos cientistas e divulgadores sustentam encarni\u00e7adamente (at\u00e9 ao ponto de mostr\u00e1-la ao mundo como um fato cient\u00edfico e demonstrado!), \u00e9 ? por defini\u00e7\u00e3o ? algo que est\u00e1 fora do campo da ci\u00eancia experimental, que se baseia, precisamente na observa\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o experimental do fen\u00f4meno sob estudo. Coisas evidentemente imposs\u00edveis neste caso.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">De maneira que, e com risco de n\u00e3o respeitar o significado das palavras, esta cren\u00e7a na origem do homem a partir do macaco \u00e9 s\u00f3 uma hip\u00f3tese de trabalho, uma suposi\u00e7\u00e3o, uma conjectura, mais ou menos razo\u00e1vel, mais ou menos coerente, mais ou menos disparatada, mas sempre de car\u00e1ter hipot\u00e9tico. N\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o demonstrada, mas, ainda mais ? por defini\u00e7\u00e3o ? indemonstr\u00e1vel. E a ci\u00eancia \u00e9 demonstra\u00e7\u00e3o.<\/span><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\"> <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">O que a ci\u00eancia pode legitimamente fazer a este respeito, \u00e9 abordar o tema de forma indireta, isto \u00e9, examinar a suposta evid\u00eancia cient\u00edfica que demonstraria a transforma\u00e7\u00e3o do macaco em homem e, sobretudo, o mecanismo que se prop\u00f5e para explicar essa transforma\u00e7\u00e3o, para ver se dito mecanismo est\u00e1 em coer\u00eancia ou em contradi\u00e7\u00e3o com leis cient\u00edficas bem estabelecidas; ou, ao menos, com a sensatez.<\/span><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\"> <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Por outras palavras, se bem que a ci\u00eancia n\u00e3o possa dizer-nos como foi realmente a origem do homem ? por tal ser metodologicamente imposs\u00edvel ? pode dizer-nos, em troca, como n\u00e3o p\u00f4de ter sido essa origem.<\/span><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\"> <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Esclarecido este ponto, digamos que o que hoje vemos (base primeira do m\u00e9todo cientifico), \u00e9 que os homens originam-se de homens, e que os macacos engendram macacos. Por conseguinte, e em raz\u00e3o do princ\u00edpio cient\u00edfico da uniformidade metodol\u00f3gica, segundo o qual o presente explica o passado, leg\u00edtimo \u00e9 supor que os homens sempre se originaram de homens e nunca de macacos. S\u00e3o os cientistas que sustentam o contr\u00e1rio (isto \u00e9, que alguma vez os macacos engendraram homens, ou se transformaram em tais) que tem o \u00f4nus da prova. Quer dizer, os que deviam carreg\u00e1-los, se este tema fosse tratado com um m\u00ednimo de rigor e honestidade cient\u00edfica.<\/span><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\"> <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Como n\u00e3o \u00e9, resulta que, paradoxalmente, se aceita como dogma de f\u00e9 (em nome da ci\u00eancia ? imagine-se!) que o homem descende do macaco; e a partir deste dogma interpretam-se e manipulam-se os dados cient\u00edficos.<\/span><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\"> <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Mas, por que ? tem de se perguntar ? esta convic\u00e7\u00e3o t\u00e3o categ\u00f3rica sobre a nossa origem? Quais s\u00e3o os fundamentos cient\u00edficos de tamanha certeza? Bom, como disse atr\u00e1s, fundamentos propriamente cient\u00edficos n\u00e3o os h\u00e1. A raz\u00e3o determinante e fundamental pela qual muitos autores cr\u00eaem que o homem se originou a partir do macaco, \u00e9 porque aceitam cegamente a hip\u00f3tese evolucionista-darwinista que tal afirma. E ponto.<\/span><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">N\u00e3o obstante, como numerosos cientistas, divulgadores, &#8220;charlat\u00e3es c\u00f3smicos&#8221; da TV, revistas &#8220;muito interessantes&#8221;, livros de texto e trovadores diversos nos saturam diariamente com as &#8220;evid\u00eancias cient\u00edficas&#8221; que &#8220;demonstram&#8221; a origem simiesca do homem, vale a pena analisarmos sucintamente estas supostas evid\u00eancias &#8220;indubit\u00e1veis&#8221;, segundo os mais fervorosos crentes na hip\u00f3tese evolucionista-darwinista.<\/span><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">\u00a0<\/span><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">\u00a0<\/span><\/p>\n<h2><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Semelhan\u00e7as<\/span><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\"> <\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Pois bem, ainda que o leitor, como bom profano no tema ? tal como eu ? nunca se tenha dado conta ou, o que \u00e9 mais prov\u00e1vel, nunca lhe tenha outorgado a menor import\u00e2ncia, o fato \u00e9 que entre os macacos e os homem &#8230; h\u00e1 semelhan\u00e7as!<\/span><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">De acordo com esta sensacional descoberta ? de cortar a respira\u00e7\u00e3o, realmente ? existem sem lugar a d\u00favidas, semelhan\u00e7as entre os macacos e o homem. Efetivamente: temos olhos como os macacos, quatro extremidades, est\u00f4mago, f\u00edgado, pulm\u00f5es, cora\u00e7\u00e3o com quatro cavidades, sangue quente (depende &#8230;), etc.<\/span><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Se o leitor continua acreditando, obstinada e cepticamente, que tudo isto n\u00e3o significa absolutamente nada, e que existe ? apesar das semelhan\u00e7as ? um abismo entre o macaco e o homem, creia que est\u00e1 em muito boa companhia, j\u00e1 que milhares de cientistas no mundo (e cada vez mais) opinam exactamente o mesmo.<\/span><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">E milhares s\u00e3o, estimado leitor. O que sucede \u00e9 que a sua opini\u00e3o n\u00e3o chega ao p\u00fablico, pois que neste assunto existe uma censura feroz. Outra qual Inquisi\u00e7\u00e3o e Santo Of\u00edcio! Os cientistas que n\u00e3o aceitam o &#8220;dogma darwinista&#8221; s\u00e3o, inexoravelmente, exclu\u00eddos dos \u00e2mbitos acad\u00eamicos e dos meios de difus\u00e3o.<\/span><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Mas os crentes na hip\u00f3tese da origem simiesca do homem, que s\u00e3o, ademais ? tenhamos isto bem presente ? os que &#8220;t\u00eam a manivela&#8221; pol\u00edtica, financeira e acad\u00eamica, insistem com m\u00edstico fervor nas semelhan\u00e7as.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">\u00a0<\/span><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\"> <\/span><\/p>\n<h2><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">O Elo Perdido<\/span><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\"> <\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Insistem, pois, n\u00e3o s\u00f3 nas semelhan\u00e7as atuais, que demonstrariam, em todo o caso, que os macacos s\u00e3o, de acordo com a hip\u00f3tese darwinista, nossos &#8220;primos&#8221;; mas tamb\u00e9m, e sobretudo, nas semelhan\u00e7as f\u00f3sseis, que certificariam a exist\u00eancia do assim designado &#8220;antecessor comum&#8221;, isto \u00e9, um macaco em vias de se fazer homem: o c\u00e9lebre &#8220;elo perdido&#8221;, que j\u00e1 n\u00e3o existe, segundo dizem, mas que houve um tempo, vai para muitos anos, que parece que sim.<\/span><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Este m\u00edtico &#8220;elo perdido&#8221;, logo ap\u00f3s engendrar o homem, teria desaparecido; ningu\u00e9m tem a mais remota id\u00e9ia porqu\u00ea. Mas muito temo que o teria feito para n\u00e3o arcar com a tremenda responsabilidade de ter gerado algo t\u00e3o perigoso e inadaptado como o que acusam de ter gerado: a ovelha negra da fam\u00edlia, realmente &#8230;<\/span><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">De todos os modos, a excelsa dignidade desta sublime rel\u00edquia (o &#8220;elo perdido&#8221;) suscitou grande fervor entre muitos cientistas que desde h\u00e1 mais de um s\u00e9culo empreenderam inumer\u00e1veis expedi\u00e7\u00f5es para o achar.<\/span><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">A busca do &#8220;elo perdido&#8221; foi, e \u00e9, o alfa e o \u00f4mega da antropologia. Algo assim como os cavaleiros do Rei Artur em rela\u00e7\u00e3o ao Santo Graal.<\/span><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">E qual e o crit\u00e9rio para decidir se um f\u00f3ssil \u00e9 o famoso &#8220;elo perdido&#8221;? Muito f\u00e1cil: todo o f\u00f3ssil de macaco que tenha semelhan\u00e7as com o homem \u00e9 ? at\u00e9 que se demonstre o contr\u00e1rio ? o &#8220;antecessor comum.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<h2><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">F\u00f3sseis<\/span><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">\u00a0<\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">E ainda que o leitor n\u00e3o acredite, existem, definitivamente, f\u00f3sseis de macacos que mostram semelhan\u00e7as com o homem. Assim \u00e9. Acontece que alguns restos f\u00f3sseis de macaco t\u00eam incisivos e caninos mais pequenos que outros macacos, em forma semelhante aos do homem. Isto constitui, para muitos investigadores, uma &#8220;demonstra\u00e7\u00e3o&#8221; de que estes macacos teriam sido nossos antepassados, sem ter em conta ? ao que parece ? que existem macacos vivos (o Babu\u00edno Gelada, por exemplo) que tamb\u00e9m t\u00eam incisivos e caninos pequenos ? como os do homem ? sem deixarem por isso de ser menos macacos que os seus cong\u00eaneres.<\/span><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Inclusivamente, o antrop\u00f3logo Clifford Lolly assinalou, h\u00e1 mais de vinte anos, que as \u00ednfimas varia\u00e7\u00f5es no tamanho e forma dos dentes de um animal s\u00e3o simplesmente o produto de uma adapta\u00e7\u00e3o a um tipo especial de dieta e que carecem de qualquer significa\u00e7\u00e3o geneal\u00f3gica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Outros restos f\u00f3sseis de macaco parecem indicar que os ditos seres caminhavam de forma aproximadamente ereta (b\u00edpede), com o que se conclui, triunfalmente, que esses macacos estavam fazendo-se homens.<\/span><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">O que, geralmente, muitos autores se esquecem de esclarecer o p\u00fablico, \u00e9 que v\u00e1rios macacos atualmente (<em>Hilobates moloch, Pan paniscus<\/em>, entre outros) caminham de forma aproximadamente ereta. Mas, que eu saiba, nenhum destes simp\u00e1ticos primatas manifestou o m\u00ednimo sentimento de assombro, nem de j\u00fabilo, nem sequer de horror (que seria muito mais l\u00f3gico), ante a apaixonante aventura de se estarem transformando em seres humanos.<\/span><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Mas, perguntar\u00e1 algum leitor, que se passa com o famoso Homem de Neanderthal, o <em>Pitecanthropus erectus<\/em>, os <em>Australopithecus <\/em>africanos? N\u00e3o s\u00e3o estes verdadeiros &#8220;homin\u00eddios&#8221;, antepassados do homem?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Vamos por partes. Para come\u00e7ar, digamos que o Homem de Neanderthal n\u00e3o \u00e9 certamente um &#8220;homin\u00eddio&#8221;. Apesar da &#8220;difama\u00e7\u00e3o antropol\u00f3gica&#8221; darwinista (a express\u00e3o \u00e9 do famoso antrop\u00f3logo americano Ashley Montagu), que o mostrou durante cem anos (e ainda hoje!) como um bruto semi-curvado, de aspecto feroz e est\u00fapido, cacete ao ombro e escondido na sua caverna, hoje \u00e9 fato universalmente aceite que o Homem de Neanderthal era completamente <em>sapiens<\/em>, ainda que com algumas degeneresc\u00eancias produzidas por enfermidades (artrite e raquitismo) e por circunst\u00e2ncias ambientais adversas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Apesar do car\u00e1cter plenamente humano do Homem de Neanderthal ser conhecido desde 1957, \u00e9 freq\u00fcente ainda hoje, todavia, encontrar a sua representa\u00e7\u00e3o semi bestial; e n\u00e3o s\u00f3 em livros e revistas de divulga\u00e7\u00e3o. N\u00e3o! Por exemplo, o modelo recente semi-bestial do Homem de Neanderthal foi retirado do Museu Field de Hist\u00f3ria Natural de Chicago em 1975. Foi lan\u00e7ado ao lixo, lugar que lhe correspondia? N\u00e3o senhor, foi retirado do primeiro piso (origens do homem) e colocado no segundo piso, junto aos dinossauros, com uma legenda que diz: &#8220;modelo alternativo, do Homem de Neanderthal&#8221; (!). \u00c9 de sublinhar que a sec\u00e7\u00e3o dos dinossauros \u00e9 a mais visitada, em especial por crian\u00e7as e jovens das escolas e col\u00e9gios&#8230; Este \u00e9 um exemplo acabado de &#8220;honestidade cient\u00edfica &#8220;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">A respeito dos assim chamados &#8220;<em>Homo erectus<\/em>&#8221; (<em>Pitecanthropus<\/em> e <em>Sinanthropus<\/em>), haveria muito que dizer. Dos achados originais que deram lugar a este grupo taxon\u00f4mico, um deles, o Homem de Java (<em>Pitecanthropus erectus<\/em>), teria sido ? segundo o seu pr\u00f3prio descobridor, E. Dubois ? simples e unicamente um macaco (gib\u00e3o) de grande tamanho. O outro, o Homem de Pekin, tem todas as apar\u00eancias de ter sido outra de tantas fraudes que se cometeram neste assunto. Os supostos &#8220;<em>Homo erectus<\/em>&#8221; descobertos mais recentemente em \u00c1frica (Leakey e Walker, 1984) parece que, pelas descri\u00e7\u00f5es, seriam neanderthales isto \u00e9, <em>sapiens<\/em>.<\/span><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Em rela\u00e7\u00e3o aos t\u00e3o falados <em>Australopithecus<\/em> de \u00c1frica (incluindo Lucy) desde j\u00e1 esclare\u00e7o, leitor, que estes s\u00e3o seres definitivamente macacos, n\u00e3o h\u00e1 discuss\u00e3o a tal respeito: um metro de estatura; capacidade craniana entre 500 e 600 c.c. (como o chimpanz\u00e9, por exemplo; a do homem \u00e9 de cerca de 1.500 c.c.); forma do cr\u00e2nio &#8220;caracteristicamente simiesca&#8221; (Lord Zuckerman); capacidade para deslocar-se pelos ramos como ou melhor que o orangotango (Charles Oxnard), etc.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Todos esses outros nomes que se l\u00eaem ou escutam (Ramapiteco, Dryopiteco, Kenyapiteco, Sivapiteco, etc.) s\u00e3o todos, sem excep\u00e7\u00e3o, &#8220;macacopitecos&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">O problema est\u00e1 em que o termo &#8220;homin\u00eddio&#8221; designa, precisamente, qualquer macaco que caminhasse mais ou menos como b\u00edpede, ou que o seu descobridor sustenta que caminhava, e que tenha dentes mais pequenos que os outros macacos. Isso j\u00e1 \u00e9 bastante para graduar-se como &#8220;homin\u00eddio&#8221; e para que o seu descobridor (ou inventor) se transforme, da noite para o dia, num J\u00falio C\u00e9sar da antropologia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Com respeito a estes crit\u00e9rios, tampouco se duvida que sejam demasiado exagerados, j\u00e1 que com apenas um dente, um pedacinho de mand\u00edbula ou um bocado de cr\u00e2nio, um antrop\u00f3logo pode reclamar o estatuto de &#8220;homin\u00eddio&#8221; para o seu achado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Em \u00faltima inst\u00e2ncia, um &#8220;homin\u00eddio&#8221; \u00e9 qualquer coisa que um antrop\u00f3logo batize como tal&#8230; Inclusivamente um <em>Homo sapiens<\/em>, como sucedeu ao Homem de Neanderthal!<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Ainda que haja logo retrata\u00e7\u00f5es ou refuta\u00e7\u00f5es, o fato \u00e9 que na hist\u00f3ria da Antropologia abundam os exemplos de &#8220;homin\u00eddios&#8221; criados desta maneira. Basta recordar, por exemplo, o famoso Homem de Nebrasca, &#8220;criado&#8221; em 1922 com base num molar, que logo se descobriu pertencer a um pecari.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Nas ilustra\u00e7\u00f5es da \u00e9poca apareciam o senhor e a senhora Homem de Nebrasca com os seus dois filhos, var\u00e3o e nina ? decerto a fam\u00edlia tipo, digamos; indument\u00e1ria: tanga, naturalmente; habita\u00e7\u00e3o: caverna, claro est\u00e1; ele de cacete ao ombro, ela amamentando, etc. Tudo isto, repito, com base num molar de pecari, esp\u00e9cie de porco selvagem americano.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">A partir de 1960 e durante vinte anos, o antrop\u00f3logo David Pilbeam sustentou que o Ramapiteco era um &#8220;homin\u00eddio&#8221;, baseado num par de dentes e nuns bocadinhos de mand\u00edbula. Em 1984 mudou de opini\u00e3o e agora cr\u00ea que \u00e9 um macaco qualquer. Mas, entretanto, o seu publicitado Ramapiteco valeu a Pilbeam passar de professor de Antropologia da Universidade de Yale para a de Harvard (nada menos!). Isto, se n\u00e3o demonstra a evolu\u00e7\u00e3o do Ramapiteco, pelo menos prova a &#8220;evolu\u00e7\u00e3o&#8221; de Pilbeam.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Em 1980, famoso o antrop\u00f3logo americano Noel Boaz chamou clav\u00edcula de um &#8220;homin\u00eddio&#8221; ao que logo se viu ser a costela de um golfinho! Segundo este antrop\u00f3logo, a forma da clav\u00edcula sugeria que o ser em quest\u00e3o era um chimpanz\u00e9 que caminhava ereto. Como haveria de ser batizado este &#8220;homin\u00eddio&#8221;? &#8220;<em>Blooperpithecus<\/em>&#8220;, talvez? (&#8220;Blooper&#8221; \u00e9 o termo ingl\u00eas que designa um engano embara\u00e7oso &#8211; N. T.) Em 1984 teve que cancelar-se apressadamente um congresso internacional de antropologia em Espanha, durante o qual ia ser apresentado \u00e0 sociedade o recentemente achado Homem de Orce (Andaluzia), por se descobrir que o fragmento de cr\u00e2nio encontrado pertencia, na realidade, a um burrico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Enfim, a lista \u00e9 longa. E \u00e9 talvez por isso que Sir Solly Zuckerman, uma das m\u00e1ximas autoridades mundiais em anatomia, no seu livro <em>Beyond the lvory Tower<\/em> nega o car\u00e1ter cient\u00edfico de todas estas especula\u00e7\u00f5es sobre f\u00f3sseis, comparando o estudo dos supostos antepassados f\u00f3sseis do homem com a percep\u00e7\u00e3o extra-sensorial(!), no sentido de estarem ambas as atividades fora do registo da verdade objetiva, e onde qualquer coisa \u00e9 poss\u00edvel para o crente nas ditas atividades.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<h2><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Mol\u00e9culas<\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Como todo este assunto dos f\u00f3sseis era t\u00e3o d\u00e9bil que n\u00e3o resistia, nem resiste, ao menor exame cr\u00edtico, os crentes na hip\u00f3tese da origem simiesca do homem decidiram buscar novos horizontes hermen\u00eauticos para poderem demonstrar a hip\u00f3tese. E assim apareceu o argumento das semelhan\u00e7as moleculares.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Antes de prosseguir, acho conveniente dar um esclarecimento categ\u00f3rico: todos estes argumentos, baseados em semelhan\u00e7as, para estabelecer parentescos, s\u00e3o apenas sofismas, pois parecido e parentesco s\u00e3o duas coisas perfeitamente distintas. O fato de que indiv\u00edduos aparentados tenham, geralmente, semelhan\u00e7as, n\u00e3o autoriza, de maneira nenhuma, concluir que indiv\u00edduos ( ou esp\u00e9cies) com semelhan\u00e7as sejam, necessariamente, aparentados.<\/span><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Sustentar o contr\u00e1rio, isto \u00e9, que a semelhan\u00e7a por si mesma constitui uma prova de parentesco, \u00e9 uma proposi\u00e7\u00e3o que, estou certo, nenhum bi\u00f3logo aceitaria defender, j\u00e1 que pelo bem conhecido fen\u00f4meno da converg\u00eancia biol\u00f3gica, estruturas e fun\u00e7\u00f5es praticamente id\u00eanticas podem desenvolver-se em indiv\u00edduos ou esp\u00e9cies n\u00e3o relacionados geneticamente. De modo que toda a argumenta\u00e7\u00e3o baseada em semelhan\u00e7as, para provar parentescos, carece de fundamento cient\u00edfico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Mas voltemos \u00e1s semelhan\u00e7as moleculares. J\u00e1 h\u00e1 v\u00e1rios anos, alguns cientistas, num tom deliciosamente jubiloso, demonstraram que existem algumas mol\u00e9culas (prote\u00ednas e \u00e1cidos nucl\u00e9icos) semelhantes no homem e no chimpanz\u00e9. Com o que ficava &#8220;demonstrado&#8221; que o homem era parente pr\u00f3ximo deste antrop\u00f3ide. E o alvoro\u00e7o foi indescrit\u00edvel. Mas durou pouco. E em breve se transformou numa verdadeira cat\u00e1strofe, entre outras coisas, porque as \u00e1rvores geneal\u00f3gicas entre o macaco e o homem propostas pelos bi\u00f3logos moleculares estavam em franca contradi\u00e7\u00e3o com as \u00e1rvores geneal\u00f3gicas propostas, com base nos f\u00f3sseis, pelos paleont\u00f3logos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">\u00d3 c\u00e9us! Claro, os novos exegetas n\u00e3o imaginavam, sequer remotamente, no que se metiam. Com ingenuidade pr\u00f3pria de crian\u00e7as ? ao cabo e ao resto, delas \u00e9 o Reino ? abalan\u00e7aram-se, exultantes de regozijo, a buscar semelhan\u00e7as moleculares para demonstrar, desta vez sim, &#8220;cientificamente&#8221;, como tinha sido o percurso do macaco ao homem.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Quando come\u00e7aram a compreender, j\u00e1 era tarde. Porque o que encontraram derrubava todas as supostas \u00e1rvores geneal\u00f3gicas constru\u00eddas pacientemente pelos antrop\u00f3logos, durante anos e anos de esfor\u00e7ado e imaginativo labor. Uma verdadeira trag\u00e9dia evolutiva.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Tantos anos a colecionar um ossinho aqui, outro ali, alguns dentes acol\u00e1, para montar a &#8220;evid\u00eancia&#8221; da nossa origem; tantos anos a fabricar modelos em pl\u00e1stico (totalmente imagin\u00e1rios) dos nossos &#8220;antepassados&#8221; (vestu\u00e1rio, corte de cabelo, cor da pele e h\u00e1bitos laborais e matrimoniais inclu\u00eddos); tantos anos a manipular dados radiom\u00e9tricos, a fazer desaparecer os f\u00f3sseis &#8220;her\u00e9ticos&#8221;, quer dizer, que &#8220;n\u00e3o encaixavam&#8221; na hip\u00f3tese; tantos anos a dizer ao mundo, desde a c\u00e1tedra eminente ao livro de divulga\u00e7\u00e3o, como e quando o macaco se havia transformado em homem e agora &#8230; tinha que se mudar tudo! N\u00e3o h\u00e1 direito!<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">E n\u00e3o era para menos. Para come\u00e7ar, segundo os antrop\u00f3logos moleculares (sobretudo Vincent Sarich e Allan Wilson) o macaco e o homem ter-se-iam separado do &#8220;antecessor comum&#8221; h\u00e1 apenas uns cinco milh\u00f5es de anos; enquanto os antrop\u00f3logos f\u00f3sseis (quer dizer, que se dedicam ao estudo dos restos f\u00f3sseis, claro) tinham demonstrado \u00e0 saciedade que a separa\u00e7\u00e3o teria ocorrido h\u00e1 uns vinte ou trinta milh\u00f5es de anos (!).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Esclare\u00e7o o leitor que isto de milh\u00f5es de anos s\u00e3o apenas especula\u00e7\u00f5es baseadas na hip\u00f3tese darwinista. N\u00e3o h\u00e1 nenhuma evid\u00eancia cient\u00edfica s\u00e9ria de que estes milh\u00f5es de anos tenham realmente existido. Menciono-os, simplesmente, para mostrar as grosseiras incoer\u00eancias desta hip\u00f3tese, a partir dos dados dos seus pr\u00f3prios aderentes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Alguns, sobretudo entre os antrop\u00f3logos f\u00f3sseis, exclamaram: heresia! ? e come\u00e7aram a brandir amea\u00e7adoramente os seus ossos. Os moleculares, entrincheirados nas suas provetas, amea\u00e7avam com repres\u00e1lias a cargo de mutantes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">O problema \u00e9 que, para saber o que \u00e9 heresia, \u00e9 imprescind\u00edvel conhecer primeiro o que \u00e9 a ortodoxia. O mesmo \u00e9 dizer que deve, necessariamente, existir uma teoria solidamente estruturada e uma autoridade que a proclame. Mas, se cada antrop\u00f3logo fabrica a sua pr\u00f3pria \u00e1rvore geneal\u00f3gica, segundo a sua pr\u00f3pria imagina\u00e7\u00e3o ? com base em que dentes vai censurar a imagina\u00e7\u00e3o de outro antrop\u00f3logo? Se qualquer coisa \u00e9 &#8220;ortodoxia&#8221;, nada \u00e9 heresia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">De qualquer modo, os moleculares ganharam a primeira batalha, e a maioria dos antrop\u00f3logos f\u00f3sseis terminou aceitando as cifras propostas por Sarich. Como a hip\u00f3tese darwinista ? por n\u00e3o ser cient\u00edfica ? \u00e9 t\u00e3o pl\u00e1stica que permite &#8220;explicar&#8221; qualquer coisa, o sangue chegou ao rio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Mas seja o que for das mol\u00e9culas, os mais ins\u00f3litos achados come\u00e7aram a aparecer.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">A hemoglobina (prote\u00edna dos gl\u00f3bulos vermelhos do sangue), por exemplo, apresentou, logo ap\u00f3s a sua entrada em cena, um enigm\u00e1tico problema. Certo \u00e9 que est\u00e1 presente no homem e nos macacos, o que provocou um j\u00fabilo enorme e grande transe m\u00edstico (parece que alguns chegaram \u00e0 &#8220;vis\u00e3o unitiva&#8221; com Darwin). O problema \u00e9 que tamb\u00e9m est\u00e1 presente em todos os vertebrados. Aqui os aplausos come\u00e7aram a rarear, e at\u00e9 algumas vozes aconselharam prud\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Mas n\u00e3o faltaram os imprudentes, seja por excesso de fervor e falta de adequada dire\u00e7\u00e3o espiritual, ou talvez por algum resto de esp\u00edrito cient\u00edfico que os impeliu a ser coerentes; n\u00e3o faltaram, digo, os que prosseguissem as investiga\u00e7\u00f5es e descobrissem que a sobredita hemoglobina ? exatamente a mesma classe de mol\u00e9cula ? aparecia nas minhocas da terra, nas am\u00eaijoas, nalguns insetos e, inclusivamente, nalgumas bact\u00e9rias (!).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Que horror! E n\u00e3o era para menos: a hemoglobina n\u00e3o aparecia de forma gradual e progressiva, aperfei\u00e7oando-se cada vez mais \u00e0 medida em que ascendia na escala zool\u00f3gica ? como seria de esperar se a hip\u00f3tese evolucionista tosse certa ? mas aparecia j\u00e1 perfeita em algumas bact\u00e9rias, logo desaparecia e voltava a aparecer nas am\u00eaijoas, depois nas minhocas, etc., sem experimentar nenhuma mudan\u00e7a evolutiva.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">N\u00e3o havia, absolutamente, a mais remota possibilidade de encaixar estes achados em nenhuma \u00e1rvore geneal\u00f3gica que imaginar se possa. Apesar da imagina\u00e7\u00e3o ser a faculdade mais desenvolvida dos cientistas evoIucionistas.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-size: x-small\"><span style=\"font-family: Verdana\">Praticamente obtiveram-se os mesmos resultados com base nos estudos realizados com a prote\u00edna citocromo C. N\u00e3o existem diferen\u00e7as &#8220;evolutivas&#8221;, isto \u00e9, aumento da sua complexidade, entre o citocromo C das bact\u00e9rias e o do resto dos seres vivos (!).<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Mas a coisa n\u00e3o terminou a\u00ed. Ocorreu a um investigador fazer o mesmo com outra mol\u00e9cula de prote\u00edna humana, fascinante, que se chama lisozima e que est\u00e1 presente nas l\u00e1grimas, para defender o olho das infec\u00e7\u00f5es. Pobre homem! Creio que sofreu uma grave crise de f\u00e9 (darwinista), que s\u00f3 p\u00f4de superar gra\u00e7as a prolongados jejuns, flagela\u00e7\u00f5es e cil\u00edcios.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">E com justa raz\u00e3o: pois de acordo com os seus brilhantes trabalhos com a lisozima, este cientista (Richard Dickerson) demonstrou que o parente mais pr\u00f3ximo do homem \u00e9&#8230; a galinha!<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">E, assim, todos os estudos efetuados sobre diversas mol\u00e9culas (insulina, mioglobina, fator liberador do horm\u00f4nio uteinizante, relaxina, etc.) produziram \u00e1rvores geneal\u00f3gicas totalmente diferentes e contradit\u00f3rias.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">N\u00e3o existem, sequer, dois estudos efetuados com base em mol\u00e9culas que tenham produzido \u00e1rvores geneal\u00f3gicas semelhantes!<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Isto representa o colapso total da hip\u00f3tese evolucionista, afirmou valentemente o brilhante bi\u00f3logo molecular australiano, tamb\u00e9m evolucionista, esclare\u00e7o ? Michael Denton, em seu assombroso livro <em>Evolution: A Theory In Crisis<\/em>.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">E a cat\u00e1strofe continua, ampliando-se. Com base nos estudos efetuados sobre a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica do leite (um l\u00edquido t\u00e3o complexo e fundamental como o sangue), o animal mais pr\u00f3ximo do homem \u00e9 o burro.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">J\u00e1 gosto mais disto, pois vendo o que escrevem muitos investigadores sobre este tema, d\u00e1-me a impress\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 que viemos do burro, mas que h\u00e1 pouqu\u00edssimo tempo nos separamos dele. Ainda que, pensando melhor, sou injusto com o burro, pois, se pudesse falar, estou certo que n\u00e3o diria disparates deste calibre. Uma coisa \u00e9 a ignor\u00e2ncia, outra a insensatez.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Por outro lado, o nosso parente mais pr\u00f3ximo, com base no estudo dos n\u00edveis de colesterol, seria uma variedade de cobra (<em>gartner snake<\/em>) e, com base no antig\u00eanio A do sangue, seria &#8230; uma variedade de feij\u00e3o! (<em>butterbean<\/em>).<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Todos estes resultados s\u00f3 confirmam o que expressei mais acima: a semelhan\u00e7a ? \u00f3ssea ou molecular ? n\u00e3o prova absolutamente nada relativamente ao parentesco.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Ao cabo e ao resto, todos os seres vivos s\u00e3o constitu\u00eddos basicamente pelas mesmas ? ou semelhantes ? mol\u00e9culas, pela muito simples raz\u00e3o de que os mecanismos vitais assim o exigem; com a \u00f3bvia excep\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o podem ser exatamente as mesmas mol\u00e9culas as de um peixe, por exemplo ? que vive na \u00e1gua ? e as de um ser que viva na terra.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Por isso \u00e9 que o mundo dos seres vivos n\u00e3o tem nada a ver com \u00e1rvores geneal\u00f3gicas: isto \u00e9 pura fantasia; o mundo dos seres vivos \u00e9 um mosaico no qual elementos semelhantes (mol\u00e9culas, estruturas, fun\u00e7\u00f5es, etc.) se entremisturam para formar os distintos g\u00eaneros ou esp\u00e9cies, sem que tal signifique que derivem uns dos outros. Ao modo de um quadro, no qual o artista n\u00e3o necessita de utilizar uma cor diferente para cada figura, mas, variando as propor\u00e7\u00f5es e as formas, pode, com relativamente poucas cores, representar muitas figuras.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Assim, no mundo dos seres vivos, as mol\u00e9culas (estruturas, fun\u00e7\u00f5es) disp\u00f5em-se num padr\u00e3o mosaico ou modular e n\u00e3o num padr\u00e3o arb\u00f3reo.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">O modelo mosaico limita-se a manifestar que os elementos materiais se repetem em muitos seres vivos, sem intentar estabelecer supostos parentescos despropositados. O modelo geneal\u00f3gico pretende estabelecer parentescos, com base em determinadas semelhan\u00e7as, e termina, fatalmente, no absurdo. O padr\u00e3o mosaico \u00e9 ci\u00eancia; as \u00e1rvores geneal\u00f3gicas s\u00e3o fantasias.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Por isso \u00e9 que na natureza vivem multid\u00f5es de seres vivos com relativamente poucos elementos materiais. Mas pela propor\u00e7\u00e3o e forma em que est\u00e3o dispostos, originam seres essencialmente distintos, apesar das semelhan\u00e7as.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Por isso ? repito ? \u00e9 que a semelhan\u00e7a n\u00e3o prova parentesco.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">\u00a0<\/span><\/p>\n<h2><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Comportamentos<\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Mas os autores evolucionistas, que parecem n\u00e3o entender esta coisa simples, insistem nas semelhan\u00e7as. E lan\u00e7ando-se na sua busca, alguns antrop\u00f3logos puseram-se a comparar padr\u00f5es de comportamento (que \u00e9, sem d\u00favida, t\u00e3o &#8220;v\u00e1lido&#8221; como comparar ossos ou mol\u00e9culas).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">O assunto tem os seus antecedentes ali pela d\u00e9cada de 20, quando um bi\u00f3logo (Crookshank, por certo darwinista) sugeriu que os negros (n\u00e3o os nossos, mas os de \u00c1frica) descendiam do gorila porque se sentam no solo da mesma maneira que o faz esse antrop\u00f3ide. Que tal o racioc\u00ednio, leitor? Os mong\u00f3is ? e pela mesma raz\u00e3o ? descenderiam do orangotango.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Desnecess\u00e1rio \u00e9 dizer que este argumento j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 aceite pelos antrop\u00f3logos; entre outras raz\u00f5es, porque os negros e os mong\u00f3is t\u00eam, agora, cadeiras para se sentarem.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Mas n\u00e3o creia, leitor, que estas especula\u00e7\u00f5es pertencem \u00e0 &#8220;pr\u00e9-hist\u00f3ria&#8221; da antropologia. Na realidade, e digam o que disserem, a \u00e9poca de ouro do darwinismo foram aqueles ditosos anos; n\u00e3o s\u00f3 porque n\u00e3o se tinha a menor id\u00e9ia da gen\u00e9tica, biologia molecular e todos estes malditos progressos cient\u00edficos que foram, pouco a pouco, afogando o v\u00f4o imaginativo dos investigadores darwinistas, mas tamb\u00e9m porque naquela \u00e9poca os darwinistas eram sinceros e tinham coragem para dizer o que pensavam, gostassem ou n\u00e3o gostassem.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Assim, o bi\u00f3logo Klaatch dizia que os negros descendiam do gorila, os mong\u00f3is do orangotango (coincindindo nisto com Crookshank) e os caucasianos do chimpanz\u00e9; como o leitor v\u00ea, nada de &#8220;antecessor comum&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Mais ainda, \u00f3 formosas \u00e9pocas em que se exibia ? segundo a ordem evolutiva ? o cr\u00e2nio dum gorila, logo o do Homem de Neanderthal (que por essa \u00e9poca era considerado pouco mais que um macaco erguido), logo o dum negro, logo o dum irland\u00eas (!) e logo, h\u00e1 que dizer-se &#8230; o dum ingl\u00eas. A evolu\u00e7\u00e3o chegava, assim, \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o&#8230;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Parece que todos os seres dos povos submetidos ao dom\u00ednio colonial brit\u00e2nico eram sub-homens, comentava com a sua habitual ironia o j\u00e1 desaparecido antrop\u00f3logo americano Loren Eiseley.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">David Pilbeam, atual professor da Universidade de Harvard, cr\u00ea ver na conduta dos chimpanz\u00e9s suficientes semelhan\u00e7as com a do homem, como a sugerir que estes primatas s\u00e3o os seres mais estreitamente relacionados conosco. Jeffrey Schwartz, professor da Universidade de Pittsburg, v\u00ea essas semelhan\u00e7as no orangotango.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Isto de encontrar semelhan\u00e7as na conduta dos s\u00edmios e dos homens causou profunda indigna\u00e7\u00e3o entre os primeiros, que se sentem torpemente caluniados por semelhantes compara\u00e7\u00f5es. &#8220;N\u00f3s cumprimos fielmente a lei natural, ao contr\u00e1rio do que fazem os humanos&#8221;, dizem os s\u00edmios, justamente indignados.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Com efeito, acho que se vai realizar um congresso internacional de macacos ? sem diferen\u00e7a de sexo, ra\u00e7a ou religi\u00e3o ? com o fim de negar expl\u00edcita e formalmente qualquer parentesco conosco. Muito temo que as conclus\u00f5es dos antrop\u00f3ides sejam mais sensatas que as dos antrop\u00f3logos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Entretanto, uma obscura personagem da cidade de C\u00f3rdoba, Argentina (se bem que n\u00e3o passe de diletante, e bastante desequilibrado, decerto) cr\u00ea ver not\u00e1veis semelhan\u00e7as no comportamento de muitos seres humanos com certas esp\u00e9cies de r\u00e9pteis; sobretudo com as serpentes.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">\u00a0<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">A Linguagem<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Relacionada com a conduta, h\u00e1 outra linha de investiga\u00e7\u00e3o que, se bem que n\u00e3o goze de muitos partid\u00e1rios, suscitou h\u00e1 alguns anos grande entusiasmo entre os investigadores deste tema. Refiro-me ao problema da linguagem, essa capacidade maravilhosa, \u00fanica, exclusiva do ser humano, de expressar o seu pensamento de forma articulada e simb\u00f3lica, o que marca uma dist\u00e2ncia abismal entre ele e os animais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Os pensadores (cientistas e n\u00e3o cientistas) de todas as \u00e9pocas sensatas entenderam que havia aqui um mist\u00e9rio inabord\u00e1vel, um prod\u00edgio sem precedentes, e limitaram-se a aceitar o fato que confirmava, mais uma vez, que o homem \u00e9 um ser \u00fanico na natureza.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Mas apareceu a hip\u00f3tese darwinista, que transformou o mundo cient\u00edfico na cidadela da estupidez e da cegueira (se levarmos a s\u00e9rio o que dizia Bernard Shaw), e logo n\u00e3o faltaram investigadores que, coerentes com a hip\u00f3tese, disseram: sim, descendemos dos macacos e somos capazes de falar, logo os macacos tamb\u00e9m devem ter essa capacidade, ao menos em pot\u00eancia. Ent\u00e3o, se nos dermos ao trabalho de os ensinar, tamb\u00e9m ser\u00e3o capazes de falar.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Dito e feito. Realizaram-se experi\u00eancias: Lana (uma chimpanz\u00e9), Washoe (um chimpanz\u00e9), Koko (um gorila) e Sara ( chimpanz\u00e9 ).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">A mais famosa foi a realizada pelo casal Lachman com Lana. Durante v\u00e1rios anos, estes investigadores encerraram-se diariamente na jaula com Lana, tratando, com abnegado e fervoroso afinco, de ensinar-Ihe as ?primeiras letras&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Francamente, desconhe\u00e7o se estes cientistas aprenderam a grunhir corretamente; certo \u00e9 que, dia a dia, aumentava o seu repert\u00f3rio de grunhidos, mas como poderemos saber se esses grunhidos, segundo os macacos, est\u00e3o corretos? O que se sabe \u00e9 que Lana, apesar dos esfor\u00e7os, n\u00e3o logrou articular uma \u00fanica palavra. Que digo, palavra? Nem sequer alguma forma de comunica\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica que fosse al\u00e9m de uma simples resposta condicionada, tais como as que se podem obter de p\u00e1ssaros, ratos ou vermes, como sentenciou categoricamente J. E. Skinner, o &#8220;chefe&#8221; destes temas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Agora digo eu, por que estes investigadores, em vez de tratar t\u00e3o esfor\u00e7ada como esterilmente de ensinar a falar um macaco, n\u00e3o empreenderam a muit\u00edssimo mais f\u00e1cil e imensamente mais frut\u00edfera tarefa de ensinar a falar o \u00fanico animal que \u00e9 capaz de faz\u00ea-Io? E em v\u00e1rios idiomas! Sim, leitor, por que n\u00e3o escolheram o papagaio? Eis aqui outro rotundo exemplo do padr\u00e3o mosaico ou modular de que falamos. Um animal que, inclusivamente nas imagin\u00e1rias \u00e1rvores geneal\u00f3gicas evolucionistas, n\u00e3o tem nada que ver com o homem, compartilha com ele esta singular\u00edssima capacidade de emitir sons articulados.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Por que n\u00e3o escolheram o papagaio? Muito simples: porque o papagaio, de acordo com a hip\u00f3tese darwinista, n\u00e3o \u00e9, nem remotamente, antepassado do homem. Ainda que alguns humoristas sustentem que, n\u00e3o sendo o papagaio bem antepassado do homem, seria com certeza da mulher. Mas tal afirma\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem suficiente apoio cient\u00edfico.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Continuam as Semelhan\u00e7as<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Isto demonstra-nos, mais uma vez, que as semelhan\u00e7as entre o macaco e o homem, nas quais tanto se insiste, s\u00e3o semelhan\u00e7as selecionadas de acordo com a hip\u00f3tese evolucionista. As semelhan\u00e7as que n\u00e3o encaixam na hip\u00f3tese, silenciam-se.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Deste modo, como acabamos de ver, na capacidade de emitir sons articulados, caracter\u00edstica altissimamente peculiar do homem, somos semelhantes ao papagaio. Quanto \u00e0 forma, tamanho relativo e posi\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os internos (as v\u00edsceras), o animal mais parecido com o homem n\u00e3o \u00e9 certamente o macaco, mas o porco (noutros aspectos tamb\u00e9m&#8230;). De acordo com a estrutura do p\u00e9, o animal mais parecido com o homem \u00e9 o urso polar. De acordo com o tamanho e forma do c\u00e9rebro (n\u00e3o apenas maior, mas com um grau de cefaliza\u00e7\u00e3o ? isto \u00e9, franco predom\u00ednio do l\u00f3bulo frontal, sede das atividades ps\u00edquicas superiores ?\u00a0 muit\u00edssimo mais avan\u00e7ado que os s\u00edmios), o animal mais parecido com o homem \u00e9 o golfinho. Nos nossos h\u00e1bitos alimentares (omn\u00edvoros), somos muito mais semelhantes, novamente, ao porco e \u00e0 rata (sem suspic\u00e1cias, por favor) do que aos macacos, a maioria dos quais s\u00e3o frug\u00edvoros. E poderia continuar com uma larga lista de etc\u00e9tera. Tudo isto n\u00e3o faz mais do que corroborar o que venho dizendo: semelhan\u00e7a n\u00e3o prova parentesco.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Mas h\u00e1 ainda mais. Os cientistas que insistem no tema do parentesco entre o macaco e o homem ? baseado nas semelhan\u00e7as, que n\u00e3o provam absolutamente nada, como vimos ? equiparam, devido \u00e0 sua f\u00e9 darwinista, parente com antepassado. Mas isto, insisto, em raz\u00e3o da f\u00e9 darwinista, que nos revela que descendemos do macaco.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Mas, inclusivamente aceitando, para os fins do argumento, que somos parentes do macaco, n\u00e3o poderiam os macacos ser nossos descendentes?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Se ao leitor isto soa a disparate, esclare\u00e7o que compartilho a sua opini\u00e3o; mas creia que \u00e9 muito menos disparatado que o contr\u00e1rio. De fato, o feto do macaco e o macaco rec\u00e9m nascido t\u00eam muitas mais semelhan\u00e7as com o feto e o rec\u00e9m nascido humano do que com os macacos adultos. Quer dizer, os tra\u00e7os t\u00edpicos do macaco v\u00e3o-se acentuando com o tempo. Desde logo que isto tampouco prova nada; mas, se damos import\u00e2ncia ao argumento do parecido, sejamos ao menos coerentes e apliquemo-lo sempre, e n\u00e3o unicamente quando favorece a hip\u00f3tese que queremos demonstrar.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">N\u00e3o fique o leitor com a menor d\u00favida de que, se o feto e o rec\u00e9m nascido humano tivessem tra\u00e7os simiescos, tal seria proclamado clamorosamente como demonstra\u00e7\u00e3o &#8220;contundente&#8221; da nossa origem a partir do macaco.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Que o macaco seja nosso descendente \u00e9, como disse, um disparate; mas muit\u00edssimo menor que sustentar que \u00e9 nosso antecessor. Pela simples raz\u00e3o que \u00e9 infinitamente mais l\u00f3gico e cient\u00edfico fazer descender o inferior do superior do que o inverso.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">De fato, houve e h\u00e1 destacados antrop\u00f3logos e primat\u00f3logos (Otto Schindewolf, Van der Horst, Westenh\u00f6fer, de Snoo, Wood Jones, Geoffrey Bourne, e v\u00e1rios mais) que sustentam aproximadamente essa posi\u00e7\u00e3o; isto \u00e9, que o &#8220;antecessor comum&#8221; teria sido um ser muito mais parecido com o homem que com o macaco e que dele teria derivado, mais ou menos horizontalmente, o homem e, por degeneresc\u00eancia, os macacos atuais. Quer dizer que a &#8220;evolu\u00e7\u00e3o&#8221; produziria &#8220;involu\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Por certo que estes antrop\u00f3logos n\u00e3o t\u00eam a mais remota id\u00e9ia a respeito da origem desse suposto &#8220;antecessor comum&#8221; ? quase id\u00eantico ao homem ? mas neste sentido, est\u00e3o em melhor posi\u00e7\u00e3o os antrop\u00f3logos darwinistas? Acaso t\u00eam eles a mais remota no\u00e7\u00e3o donde se originou o macaco ancestral? Absolutamente, n\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Ainda que as especula\u00e7\u00f5es abundem, o certo \u00e9 que ningu\u00e9m tem a mais p\u00e1lida id\u00e9ia donde se originaram os macacos! O que certamente chama a aten\u00e7\u00e3o; pois, como pode acontecer que todos os pesquisadores de f\u00f3sseis que vivem encontrando restos de macacos, supostamente antecessores do homem, nunca encontrem antecessores do macaco?! Originou-se este por gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea? Ou veio de outro planeta? Como pode ser que qualquer resto de macaco encontrado seja antepassado do homem? O macaco n\u00e3o tem antepassados?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">N\u00e3o, leitor. N\u00e3o tem; o mesmo com o homem. Quando aparecem os macacos, s\u00e3o isso, perfeitos macacos. Quando aparece o homem, \u00e9 homem como n\u00f3s. Isto \u00e9 o que mostra o estudo s\u00e9rio e sem preconceitos dos restos f\u00f3sseis: apari\u00e7\u00e3o s\u00fabita e com plena perfei\u00e7\u00e3o do homem, do macaco e de todas as esp\u00e9cies animais e vegetais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Esclare\u00e7o o leitor que o consenso \u00e9 un\u00e2nime neste sentido. Nenhum paleont\u00f3logo s\u00e9rio no mundo pode mostrar um s\u00f3 exemplo do &#8220;elo perdido&#8221; das centenas ou milhares que seriam necess\u00e1rios para dar forma \u00e0s imagin\u00e1rias \u00e1rvores geneal\u00f3gicas evolucionistas. No m\u00e1ximo limitam-se a expressar a sua convic\u00e7\u00e3o (darwinista) de que ser\u00e3o encontrados no futuro (o mesmo que Darwin disse h\u00e1 mais de um s\u00e9culo). \u00c9 uma quest\u00e3o de continuar a cavar&#8230;<br \/>\n<\/span><\/p>\n<h2><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">A Sele\u00e7\u00e3o Natural<\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Analisemos agora algo sumamente importante em rela\u00e7\u00e3o a este tema: o mecanismo que explicaria a transi\u00e7\u00e3o do macaco para o homem. Porque se n\u00e3o h\u00e1 um mecanismo que explique mais ou menos racionalmente esta transi\u00e7\u00e3o, adeus hip\u00f3tese darwinista (<em>Darwin dixit<\/em>).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Pois bem, h\u00e1 express\u00f5es que adquirem um poder de sugest\u00e3o t\u00e3o grande que anulam a raz\u00e3o e possibilitam a capta\u00e7\u00e3o m\u00edstica da realidade: os &#8220;mantras&#8221; dos budistas, por exemplo. A f\u00e9 darwinista tem, naturalmente, os seus &#8220;mantras&#8221;, e talvez o mais importante deles seja a famosa e toda-poderosa &#8220;Sele\u00e7\u00e3o Natural&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Esta &#8220;explica&#8221; n\u00e3o s\u00f3 a transi\u00e7\u00e3o do macaco para o homem (isto \u00e9 apenas uma ninharia), mas tamb\u00e9m a origem de todas as esp\u00e9cies animais e vegetais do nosso planeta. Sim, senhor. Mas com uma condi\u00e7\u00e3o: que ningu\u00e9m pergunte o que \u00e9. Quer dizer, qual \u00e9 a sua natureza. A Sele\u00e7\u00e3o Natural explica tudo, sob condi\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o se pretenda defin\u00ed-la racionalmente. Em quest\u00f5es de f\u00e9, \u00e9 imposs\u00edvel racionalizar o mist\u00e9rio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Se o leitor, como recalcitrante homem de pouca f\u00e9 darwinista, pretende buscar uma defini\u00e7\u00e3o mais ou menos coerente do que \u00e9 a Sele\u00e7\u00e3o Natural, n\u00e3o vai encontr\u00e1-la. O que encontrar\u00e1 a esse respeito s\u00e3o uma vintena de balbucia\u00e7\u00f5es incoerentes. Cada cientistas &#8220;define- a&#8221; como quer. Na realidade, quase nunca a definem; limitam-se, simplesmente, a invoc\u00e1-la.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Quando tentam dar uma defini\u00e7\u00e3o, falam ?. mais ou menos <em>ex cathedra<\/em> ? de reprodu\u00e7\u00e3o diferencial, isto \u00e9, alguns indiv\u00edduos (os mais &#8220;aptos&#8221;) t\u00eam maior descend\u00eancia, e estes s\u00e3o os favorecidos pela Sele\u00e7\u00e3o Natural; enquanto outros (os menos &#8220;aptos&#8221;) t\u00eam menor descend\u00eancia e s\u00e3o eliminados.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">O problema \u00e9 que ? ao n\u00e3o existir um crit\u00e9rio de aptid\u00e3o ? o acima expresso converte-se, automaticamente, numa tautologia; quer dizer, um racioc\u00ednio circular que n\u00e3o explica nem define nada, e confunde tudo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Dito de outra forma: os indiv\u00edduos mais &#8220;aptos&#8221; t\u00eam maior descend\u00eancia. E &#8230; por que t\u00eam maior descend\u00eancia? Porque s\u00e3o mais &#8220;aptos&#8221; &#8230; A tautologia \u00e9 \u00f3bvia. T\u00e3o \u00f3bvia que at\u00e9 alguns darwinistas (Waddington, por exemplo) se deram conta dela. Como ser\u00e1!<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">E a raz\u00e3o pela qual a Sele\u00e7\u00e3o Natural darwinista n\u00e3o se pode definir com um m\u00ednimo de rigor (nem definir, nem observar, nem determinar a intensidade da sua a\u00e7\u00e3o, nem predizer os seus efeitos) \u00e9 que ela, na realidade, n\u00e3o existe. Trata-se apenas de uma met\u00e1fora para dizer que alguns indiv\u00edduos vivem mais que outros (olha a novidade!) e, supostamente, t\u00eam maior descend\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Como? A Sele\u00e7\u00e3o Natural \u00e9 uma met\u00e1fora? Mas, quem se atreve a proferir semelhante blasf\u00eamia? Pois, o pr\u00f3prio Darwin, caramba! Em ?A Origem das Esp\u00e9cies?, cap\u00edtulo quarto. E ali mesmo acrescenta o seguinte: &#8220;no sentido literal da palavra, a Sele\u00e7\u00e3o Natural \u00e9 uma express\u00e3o falsa&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Como se v\u00ea, Darwin n\u00e3o era t\u00e3o &#8220;darwinista&#8221; como os seus seguidores. O que se passa \u00e9 que os darwinistas cr\u00eaem em Darwin, mas n\u00e3o o l\u00eaem. Isto n\u00e3o constitui de nenhuma maneira uma excep\u00e7\u00e3o, meu caro leitor. Isto \u00e9 um costume do ser humano. Quantos marxistas l\u00eaem Marx? Quantos liberais Rousseau? Quantos crist\u00e3os a B\u00edblia? S\u00e3o os cientistas antidarwinistas que l\u00eaem atentamente Darwin. Os darwinistas simplesmente cr\u00eaem nele.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Mas ainda que tomando a express\u00e3o Sele\u00e7\u00e3o Natural em sentido metaf\u00f3rico, como uma &#8220;coisa&#8221; (que na realidade n\u00e3o existe) que explicaria &#8220;a sobreviv\u00eancia dos mais aptos&#8221;, repare, leitor, que o resultado \u00e9 exatamente o contr\u00e1rio do que sup\u00f5em os evolucionistas. Porque, a ser assim, a Sele\u00e7\u00e3o Natural favoreceria, por exemplo, a sobreviv\u00eancia dos &#8220;melhores&#8221; macacos; isto \u00e9, faria com que os macacos fossem cada dia mais macacos, mas n\u00e3o menos macacos e mais homens! Isto \u00e9 um disparate.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">O que creio que sucede em rela\u00e7\u00e3o a este ponto, \u00e9 que em muitos investigadores subjaz, talvez de forma inconsciente, a \u00edntima convic\u00e7\u00e3o ? produto de antigas cren\u00e7as ? de que o homem \u00e9 um ser superior ao macaco; quer dizer, mais &#8220;evolu\u00eddo&#8221;, mais &#8220;perfeito&#8221;. Mas do ponto de vista meramente biol\u00f3gico, isto n\u00e3o \u00e9 certo. Em nada!<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">O macaco n\u00e3o \u00e9 um primata imperfeito, que chegar\u00e1 \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o quando &#8220;evolua&#8221; at\u00e9 homem. De maneira nenhuma; o macaco, enquanto macaco, \u00e9 perfeito. Todos os seres vivos s\u00e3o perfeitos no seu plano. Mais ainda, do ponto de vista estritamente biol\u00f3gico, e, mais precisamente, do ponto de vista darwinista, o macaco \u00e9 francamente superior ao homem (as ratazanas ainda muito mais). A demonstra\u00e7\u00e3o \u00e9 muito simples, leitor: abandonemos um homem e um macaco no meio da selva e vejamos quem tem maior capacIdade de sobreviv\u00eancia. A lenda do Tarzan, ainda que divertida, \u00e9 pura novela. Exatamente igual \u00e0 hip\u00f3tese darwinista, de quem \u00e9 filha.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">O homem n\u00e3o pode trepar as \u00e1rvores como o macaco, n\u00e3o pode defender-se do sol nem do frio sem roupas, nem das inclem\u00eancias do tempo sem teto; necessita de cozinhar os seus alimentos, etc., etc. Decerto que o homem \u00e9 infinitamente superior ao macaco pela sua intelig\u00eancia; mas esta n\u00e3o pertence, em sentido estrito, \u00e0 biologia. O que pertence a esta ci\u00eancia \u00e9 o c\u00e9rebro, mas n\u00e3o a intelig\u00eancia, que se exprime atrav\u00e9s do c\u00e9rebro, mas n\u00e3o se identifica com ele, como assinalaram j\u00e1 Bergson, W. Penfield, R. Sperry, C. D. Broad e Sir John Eccles, entre outros.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Inclusivamente, isto da intelig\u00eancia \u00e9 muito, mas muito relativo, leitor; pois quando ela supera o n\u00edvel m\u00ednimo de ast\u00facia indispens\u00e1vel para agredir impunemente o pr\u00f3ximo, transforma-se, decididamente, num fator anti-sobreviv\u00eancia. Quem sobrevive melhor, um trapaceiro ou um pensador, um prestamista ou um artista, um vigarista ou um trabalhador, especialmente no ?primeiro\u00a0 mundo&#8221;?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Isto, falando dos humanos. O que seria no mundo animal! Imaginemos por um instante que, gra\u00e7as a algum milagre darwinista, um pobre macaco come\u00e7asse a desenvolver certas caracter\u00edsticas humanas; que come\u00e7asse, por exemplo, a emocionar-se perante um p\u00f4r-do-sol; a enternecer-se ? como Pascal ? contemplando as estrelas; a escrever poemas \u00e0 macaca dona do seu cora\u00e7\u00e3o (e que certamente lhe teria dado tampa); a interrogar-se sobre a sua origem e o seu destino&#8230; O macaco que tivesse a singular desgra\u00e7a de desenvolver qualquer destas caracter\u00edsticas, seria inexoravelmente aniquilado pela Sele\u00e7\u00e3o Natural.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Tem muitas mais probabilidades de sobreviver ? de fazer bom dinheiro ? um homem fazendo de macaco, que um macaco fazendo de homem &#8230; como vemos todos os dias (ora n\u00e3o!) neste grande circo em que estamos imersos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">A Sele\u00e7\u00e3o Natural, ainda que usada em sentido metaf\u00f3rico, faria que os seres vivos se mantivessem sempre fi\u00e9is ao tipo, eliminando os que se desviassem dele. Este seria o sentido correto da express\u00e3o Sele\u00e7\u00e3o Natural; express\u00e3o que, com certeza, n\u00e3o foi criada por Darwin ? como muitos acreditam, e como ele mesmo se encarregou de fazer crer ? mas, vinte e quatro anos mais tarde pelo naturalista ingl\u00eas Edward Blyth, que a usava no sentido que atr\u00e1s assinalei.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Para o leitor interessado em ver como Darwin ocultou deliberadamente qualquer men\u00e7\u00e3o a E. Blyth, depois de se apoderar do seu conceito e de mudar-lhe o sentido, permito-me recomendar-Ihe o excelente livro do j\u00e1 desaparecido e famoso antrop\u00f3logo americano Loren Eiseley, ?Darwin and the Mysterious Mr. X.?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">A chamada Sele\u00e7\u00e3o Natural \u00e9 uma met\u00e1fora que indica a a\u00e7\u00e3o (imprecisa, aleat\u00f3ria, imposs\u00edvel de determinar e quantificar) de um conjunto de fatores na natureza, que faz com que os seres vivos permane\u00e7am sempre fi\u00e9is ao tipo: os peixes, peixes; os anf\u00edbios, anf\u00edbios; os r\u00e9pteis, r\u00e9pteis; os macacos, macacos; e os homens, homens. A respeito dos homens, a Sele\u00e7\u00e3o Natural parece n\u00e3o estar ultimamente muito ativa&#8230;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Apresso-me a esclarecer que este efeito da Sele\u00e7\u00e3o Natural (estabilizador ou conservador do tipo) j\u00e1 foi reconhecido ainda que arreganhando os dentes ? por v\u00e1rios cientistas darwinistas (Simpson, Maynard Smith, G. Willams, R. Lewotin e R. Leakey, entre outros). Usada em sentido contr\u00e1rio, isto \u00e9, como &#8220;algo&#8221; capaz de transformar uma esp\u00e9cie noutra, \u00e9 um conceito absolutamente err\u00f4neo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">E isto \u00e9 assim, leitor, porque as caracter\u00edsticas de todo o ser vivo est\u00e3o rIgorosamente programadas ? at\u00e9 ao \u00faltimo detalhe- no c\u00f3digo gen\u00e9tico; isto \u00e9, no conjunto da informa\u00e7\u00e3o heredit\u00e1ria que se transmite dos progenitores \u00e0 sua descend\u00eancia e que faz que cada ser vivo s\u00f3 possa gerar ? de forma inexor\u00e1vel ?- outro ser vivo da sua mesma esp\u00e9cie, e absolutamente nenhuma outra coisa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Para que um ser vivo pudesse gerar outro ser vivo essencialmente distinto, teria que mudar totalmente o seu c\u00f3digo gen\u00e9tico (!). E a Sele\u00e7\u00e3o Natural nunca pode fazer isto, pela simples raz\u00e3o que ela &#8220;atua&#8221; (metaforicamente, entenda-se) sobre o organismo j\u00e1 formado e n\u00e3o sobre os seus genes; ou, como dizem os bi\u00f3logos, ela atua sobre o fen\u00f3tipo e n\u00e3o sobre o gen\u00f3tipo.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">\u00a0<\/span><\/p>\n<h2><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">As Mutac\u00f5es<\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Mas ? e as muta\u00e7\u00f5es? perguntar-me-\u00e1 algum leitor. N\u00e3o podem as muta\u00e7\u00f5es mudar o c\u00f3digo gen\u00e9tico?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Ah! As muta\u00e7\u00f5es&#8230; Este \u00e9 outro dos sagrados &#8220;mantras&#8221; do darwinismo (na realidade, do neodarwinismo ). Este &#8220;mantra&#8221;, junto com a Sele\u00e7\u00e3o Natural, explica tamb\u00e9m a origem de todos os seres vivos; mas sob a mesma condi\u00e7\u00e3o: a de n\u00e3o ser analisado cientificamente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Do ponto de vista cient\u00edfico, as muta\u00e7\u00f5es s\u00e3o altera\u00e7\u00f5es casuais na composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica dos genes, isto \u00e9, na complex\u00edssima mol\u00e9cula do DNA ? \u00e1cido desoxiribonucl\u00e9ico, onde est\u00e1 codificada a informa\u00e7\u00e3o heredit\u00e1ria.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Ora bem, numa estrutura altamente complexa, uma mudan\u00e7a ao acaso tende inevitavelmente a deterior\u00e1-la. Para a melhorar, teria de ser capaz de aumentar essa ordem. E o acaso ? por defini\u00e7\u00e3o ? n\u00e3o pode nem melhorar nem criar ordem. S\u00f3 uma intelig\u00eancia pode fazer isso.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Por isso \u00e9 que 99% das centenas de milhares de muta\u00e7\u00f5es estudadas foram danosas, prejudiciais, deteriorantes ou letais. No melhor dos casos, foram neutras, ou porque o gene &#8220;alelo&#8221;, quer dizer, o que veio do outro progenitor, supre a fun\u00e7\u00e3o do gene deteriorado pela muta\u00e7\u00e3o, ou porque a mudan\u00e7a foi insignificante e n\u00e3o afetou a vitalidade do organismo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">As supostas muta\u00e7\u00f5es &#8220;favor\u00e1veis&#8221; de que falam alguns cientistas, n\u00e3o s\u00e3o quase nunca verdadeiras muta\u00e7\u00f5es; s\u00e3o somente uma manifesta\u00e7\u00e3o da vitalidade gen\u00e9tica que todos os organismos t\u00eam, que faz com que, em determinadas circunst\u00e2ncias, se expressem genes que j\u00e1 estavam presentes ? ainda que reprimidos ? porque o seu funcionamento n\u00e3o era necess\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Mas, ainda no caso de que existissem muta\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis, com isso n\u00e3o fazemos absolutamente nada. Pois a hip\u00f3tese evolucionista necessita, imprescindivelmente, n\u00e3o de muta\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis, mas transmuta\u00e7\u00f5es (!), quer dizer, muta\u00e7\u00f5es criativas, capazes de produzir novidades biol\u00f3gicas (olhos, penas, sangue quente, etc.), que expliquem a apari\u00e7\u00e3o das distintas esp\u00e9cies biol\u00f3gicas, desde a ameba ao homem. E isto, sim, e pura fantasia; e fantasia disparatada, irracional e anti-cient\u00edfica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">A impossibilidade de que as muta\u00e7\u00f5es (atuando ao acaso) possam produzir sequer um \u00f3rg\u00e3o novo, deriva fundamentalmente do seu car\u00e1cter prejudicial e da sua escassa freq\u00fc\u00eancia. Ademais, para poder transmitir-se \u00e0 descend\u00eancia, t\u00eam que afetar as c\u00e9lulas germinativas e ser dominantes, quer dizer, prevalecer sobre o gene alelo, para ter algum efeito. Tudo isto diminui ainda mais a sua freq\u00fc\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Mas h\u00e1 outro problema: para que aparecesse um \u00f3rg\u00e3o novo, as muta\u00e7\u00f5es &#8220;criativas&#8221; (que s\u00e3o, como vimos, puramente imagin\u00e1rias; as que a ci\u00eancia conhece s\u00e3o todas deteriorantes ou, no m\u00e1ximo, neutras) teriam que encadear-se e integrar-se num mesmo segmento do cromossoma para poderem somar-se e dar origem, assim, a um \u00f3rg\u00e3o novo, que n\u00e3o se produziria pela a\u00e7\u00e3o de uma muta\u00e7\u00e3o, mas de milhares delas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Para produzir um olho, por exemplo, todas as muta\u00e7\u00f5es teriam que afetar o conjunto de genes que regem esta fun\u00e7\u00e3o. Ora bem, isto apresenta uma impossibilidade estat\u00edstica absoluta, que foi exaustivamente analisada por autores da dimens\u00e3o de E. Borel, C. Guye, Lecomte du Nouy, G. Salet e outros.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">At\u00e9 aqui desenvolvi o argumento das muta\u00e7\u00f5es seguindo o esquema da hip\u00f3tese evolucionista, para demonstrar que, ainda assim, \u00e9 totalmente imposs\u00edvel que as mesmas possam criar novidades biol\u00f3gicas e transformar, desse modo, as esp\u00e9cies.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Mas a quest\u00e3o \u00e9, ainda, muit\u00edssimo mais grave. E aqui h\u00e1 que abandonar o dogma darwinista e passar \u00e0 realidade; quer dizer, abandonar o terreno da fantasia e passar ao da ci\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Porque a pseudo-ci\u00eancia darwinista n\u00e3o tem lugar, nos seus esquemas, para o conceito de organismo, quer dizer, um conjunto de estruturas integradas que funcionam como um todo. Herdeira, ao cabo e ao resto, do mecanismo cartesiano, a hip\u00f3tese evolucionista pensa em termos de partes. E assim os darwinistas cr\u00eaem poss\u00edvel que um organismo se possa ir modificando por partes que, ao somar-se, produziriam a sua transforma\u00e7\u00e3o noutro organismo. Mas isto \u00e9 puro desatino. Ignora a grande lei biol\u00f3gica do &#8220;tudo ou nada&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">De que serviria a um macaco, por exemplo, desenvolver pernas de homem, sem desenvolver, simultaneamente, p\u00e9lvis de homem? De que lhe serviria uma p\u00e9lvis de homem, sem coluna vertebral de homem? Como pode ter m\u00e3o de homem, com bra\u00e7o, antebra\u00e7o e ombro de macaco? Como pode ter coluna vertebral de homem, sem cr\u00e2nio de homem e vice-versa?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Todas estas estruturas, ou aparecem simultaneamente e em estado de plena perfei\u00e7\u00e3o, ou n\u00e3o servem para nada; pelo contr\u00e1rio, s\u00e3o um estorvo para a sobreviv\u00eancia. Isto aplica-se, por certo, a todos os organismos vivos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">E para que isto suceda, tem que mudar todo o c\u00f3digo gen\u00e9tico, de forma simult\u00e2nea e sem um s\u00f3 erro. Para isso devia ocorrer uma muta\u00e7\u00e3o gigantesca, um reordenamento radical de todo o c\u00f3digo gen\u00e9tico, dirigido e especificado at\u00e9 aos m\u00ednimos detalhes, para produzir um ser vivo capaz de funcionar, isto \u00e9, de viver. O que constitui um milagre maior do que ressuscitar um morto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Isto, que j\u00e1 havia sido apresentado na d\u00e9cada de 30 pelo insigne bi\u00f3logo e paleont\u00f3logo alem\u00e3o Otto Schindewolf, teve o seu mais completo expositor em Richard Goldschmidt, um dos tr\u00eas ou quatro geneticistas mais eminentes deste s\u00e9culo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">A\u00ed pela d\u00e9cada de 40, R. Goldschmidt, fervente evolucionista que foi, depois de haver dedicado praticamente toda a sua vida ao estudo das muta\u00e7\u00f5es, apesar de crer na transforma\u00e7\u00e3o de uma esp\u00e9cie noutra, conclui dizendo que \u00e9 absolutamente imposs\u00edvel explic\u00e1-la mediante o mecanismo das muta\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Publicou um livro (<em>The Material Basis of Evolution<\/em>) e um artigo (<em>American Science<\/em>, 40:97, 1952) de um rigor cient\u00edfico exemplar, onde demonstra de forma convincente o car\u00e1ter totalmente anti-cient\u00edfico de toda esta palra\u00e7\u00e3o a respeito das muta\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Ningu\u00e9m, absolutamente ningu\u00e9m, foi capaz de refutar as conclus\u00f5es de Goldschmidt neste sentido.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">A comunidade cient\u00edfica, como geralmente sucede, n\u00e3o fez o menor caso das conclus\u00f5es deste investigador. Prosseguiram e prosseguem impudentemente, dizendo tolices sobre as muta\u00e7\u00f5es, sem se darem sequer ao trabalho de analisar os seus escritos, nem os de muitos outros autores que sustentam o mesmo.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">\u00a0<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Conclus\u00e3o<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Como v\u00ea, leitor, nesta sucinta an\u00e1lise do tema, s\u00f3 tratei de esbo\u00e7ar os problemas que apresenta a transforma\u00e7\u00e3o de um macaco num homem, do ponto de vista meramente biol\u00f3gico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">N\u00e3o mencionei ? salvo de passagem ? o problema capital da intelig\u00eancia do homem, que marca uma diferen\u00e7a com o macaco que n\u00e3o \u00e9 de grau, como sustentam os darwinistas, mas de natureza, j\u00e1 que este problema n\u00e3o pode, sequer, apresentar-se neste contexto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Pretender explicar a intelig\u00eancia humana a partir de muta\u00e7\u00f5es de acaso atuando sobre o c\u00e9rebro de um macaco \u00e9 simplesmente, n\u00e3o saber do que se est\u00e1 falando. Ou, pelo contr\u00e1rio, sab\u00ea-lo demasiado bem&#8230;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Em suma: alguns macacos t\u00eam incisivos e caninos parecidos com os nossos; outros caminham de forma aproximadamente ereta. Algumas mol\u00e9culas dos macacos s\u00e3o similares \u00e0s nossas (e de que pretendem os evolucionistas que fossem feitas? De pl\u00e1stico, talvez?).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">A Sele\u00e7\u00e3o Natural, seja o que for que isso seja, significa que sobrevivem os indiv\u00edduos mais fi\u00e9is ao tipo (o qual conserva a esp\u00e9cie, n\u00e3o a transforma). E as muta\u00e7\u00f5es s\u00e3o absolutamente incapazes de explicar, sequer, a apari\u00e7\u00e3o de um \u00f3rg\u00e3o novo (novidade biol\u00f3gica).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Onde est\u00e1 a suposta evid\u00eancia cient\u00edfica de que o homem teve origem no macaco? Em nenhuma parte, por certo. \u00c9 apenas um dogma de f\u00e9; de f\u00e9 darwinista&#8230;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">E j\u00e1 sabemos que, perante a certeza da f\u00e9, nenhum argumento \u00e9 efetivo.<\/span><\/p>\n<p><em><span style=\"font-size: xx-small;font-family: Verdana\">Artigo publicado na Revista SEMPER da Fraternidade Sacerdotal S\u00e3o Pio X, n\u00famero 54, Especial Ver\u00e3o de 2001, Lisboa, Portugal.<\/span><\/em><\/p>\n<h2><span style=\"font-size: small;font-family: Verdana\">Nota da Revista SEMPER<\/span><span style=\"font-family: Verdana\"> <\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Apresentamos um artigo de Ra\u00fal Leguizam\u00f3n sobre a t\u00e3o falada como falaz e fascinante hip\u00f3tese do evolucionismo.<\/span><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Confiamos que, ao acabar a sua leitura, os nossos leitores apreciem o trabalho fecundo, mas silencioso e humilde, deste estimado argentino de C\u00f3rdoba. Para a grande maioria dos nossos leitores, talvez o seu nome seja desconhecido. O seu principal atributo, e a\u00ed reside grande parte do seu m\u00e9rito, \u00e9 o de ser um estudioso consciente e sincero.<\/span><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;font-family: Verdana\">Se bem que resuma o conte\u00fado dos livros j\u00e1 publicados e dos \u00faltimos conhecimentos adquiridos, o ensaio abarca praticamente a totalidade do tema: os f\u00f3sseis, as mol\u00e9culas, os padr\u00f5es de comportamento e, sobretudo, o mecanismo que prop\u00f5e a conjectura darwinista para explicar a transforma\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies: a sele\u00e7\u00e3o natural e as muta\u00e7\u00f5es.<\/span>&lt;span style=&#8221;font-size: x-small; font-family: Verdana%<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A TEORIA DA EVOLU\u00c7\u00c3O CONTRA A CI\u00caNCIA E A F\u00c9 Por Marcus Moreira Lassance Pimenta \u00a0 Fonte: Marcel Assun\u00e7\u00e3o Barbosa Sem curvar a cerviz \u00e0 Metaf\u00edsica, perde-se a Ci\u00eancia ou numa selva de fen\u00f4menos, ou num deserto de matem\u00e1ticas. \u00a0&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2501,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_mi_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[10601],"tags":[16175,16172,2551,16176,16174],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/drnasser\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/431"}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/drnasser\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/drnasser\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/drnasser\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2501"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/drnasser\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=431"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/drnasser\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/431\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":518,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/drnasser\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/431\/revisions\/518"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/drnasser\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=431"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/drnasser\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=431"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/drnasser\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=431"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}