{"id":755,"date":"2010-06-10T16:27:00","date_gmt":"2010-06-10T18:27:00","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/drnasser\/?p=755"},"modified":"2010-06-10T16:27:00","modified_gmt":"2010-06-10T18:27:00","slug":"o-cineasta-e-os-atores-sao-convertidos-pelo-filme-ganhador-de-cannes-sobre-monges","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/drnasser\/2010\/06\/10\/o-cineasta-e-os-atores-sao-convertidos-pelo-filme-ganhador-de-cannes-sobre-monges\/","title":{"rendered":"O Cineasta e os atores s\u00e3o convertidos pelo filme ganhador de Cannes, sobre Monges"},"content":{"rendered":"<div><span style=\"font-family: Arial;font-size: x-small\">Ser um monge, viver a vida mon\u00e1stica, ser chamado e  dizer Sim, Senhor tu sabes que eu te Amo!!!! Todo o sentido da vida est\u00e1 nas  m\u00e3os do Senhor e a Palavra de Deus nos inspira dia ap\u00f3s dia a caminhar nos  caminhos que nos leva ao Pai!!!Jesus!!!!<\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial;font-size: x-small\">Nasser<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>O esp\u00edrito de Tibhirine  soprou sobre n\u00f3s\u2019, diz cineasta franc\u00eas<\/strong> <img alt=\"\" width=\"417\" height=\"1\" \/>O objetivo pretendido pelo cineasta <strong>Xavier Beauvois<\/strong> foi  fazer o filme com o rigor que a vida mon\u00e1stica lhe inspirava.<\/p>\n<p>A entrevista \u00e9 de <strong>Jean-Claude Raspiengeas<\/strong> e est\u00e1 publicada  no jornal franc\u00eas <strong>La Croix<\/strong>, 18-05-2010. A tradu\u00e7\u00e3o \u00e9 do  <strong>Cepat<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Eis a entrevista.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Em que momento da sua vida se imp\u00f4s a necessidade de rodar este filme  sobre os monges de Tibhirine?<\/strong><\/p>\n<p>Eu estou ficando velho. Eu refleti sobre o sentido da vida. Este projeto veio  no momento certo. Eu reuni muitos documentos sobre eles. Procurei descobrir quem  eles eram. Descobrindo, eu fui seduzido, fiquei apaixonado por eles. Toda a  equipe, depois \u2013 atores, t\u00e9cnicos \u2013, experimentou este sentimento.<\/p>\n<p>Eu me senti habitado por eles e eu senti prazer. Eu tive a impress\u00e3o, em  alguns momentos, de que eles me falavam. Eu me encontrei com o irm\u00e3o Jean-Pierre  [um dos dois sobreviventes], um homem santo. Eu vi a bondade nos seus olhos.  Tantas coisas que sa\u00edram deste homem&#8230; Contemplar seu sorriso me encorajou a  entrar nesta aventura, para propagar a sua mensagem.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea diz que ficou apaixonado por eles?<\/strong><\/p>\n<p>Eles tiveram essa coragem. Ter uma arma kalashnikov apontada para a cabe\u00e7a.  Ficar l\u00e1, n\u00e3o vacilar na sua vontade de testemunhar, de permanecer com e entre  esta popula\u00e7\u00e3o, t\u00e3o pr\u00f3ximos de seus vizinhos, do outro. Para mim, eles s\u00e3o  aventureiros, artistas do amor, contemplativos e intelectuais. E este dom de si:  \u00e9 isto que mais falta hoje.<\/p>\n<p>Voc\u00ea pode ser padre, monge, e se interessar pelo Isl\u00e3, se apaixonar por esta  outra religi\u00e3o. Falamos tanto e tantas vezes o que est\u00e1 errado. Fiquei feliz por  filmar uma conviv\u00eancia feliz entre os monges crist\u00e3os e a popula\u00e7\u00e3o  mu\u00e7ulmana.<\/p>\n<p>O <strong>Festival de Cannes<\/strong> age como um alto-falante para ouvir a  palavra desses irm\u00e3os. Meu trabalho \u00e9 de captar a luz com uma m\u00e1quina e, em  seguida, com uma outra para espalh\u00e1-la por todo o mundo. Espero que onde  estiverem agora, estejam orgulhosos de n\u00f3s.<\/p>\n<p><strong>Da sua perman\u00eancia no mosteiro de Tamie, em Savoy, para preparar o  filme, voc\u00ea diz ter extra\u00eddo os princ\u00edpios morais para a sua montagem.  Quais?<\/strong><\/p>\n<p>Sem complica\u00e7\u00f5es com a c\u00e2mera. Nada de andar durante as missas, durante a  eleva\u00e7\u00e3o ou quando os monges mostram o corpo de Cristo. Dar lugar de destaque \u00e0s  suas can\u00e7\u00f5es, aos Salmos. N\u00e3o fazer imagens, mas planos.<\/p>\n<p>Adotar o mesmo rigor da sua vida mon\u00e1stica. Eu sempre pensei nas fam\u00edlias.  Eles ainda n\u00e3o viram o filme. Eu quero muito que o vejam. Estou mais preocupado  com as rea\u00e7\u00f5es deles do que com a cr\u00edtica.<\/p>\n<p><strong>Como voc\u00ea sentiu a presen\u00e7a desses irm\u00e3os nas filmagens no  Marrocos?<\/strong><\/p>\n<p>Vou dar um exemplo. Fiz um molde de suas cabe\u00e7as cortadas para o final.  Quanto mais o tempo passava, mais sentia que os monges me diziam: fa\u00e7a um bom  filme, mas pense tamb\u00e9m nas nossas fam\u00edlias.<\/p>\n<p>E ent\u00e3o um dia, quando nos aproxim\u00e1vamos do dia da filmagem, a neve,  inesperada, imprevis\u00edvel, caiu durante quarenta e oito horas. Como se eles me  dessem a resposta para o problema que me colocavam. Terminei o filme com esse  dom vindo do c\u00e9u que respeita a sua integridade, sem atentar contra a dor de  seus familiares.<\/p>\n<p>O tempo das filmagens foram os dois meses mais bonitos da minha vida. Um  perp\u00e9tuo estado de gra\u00e7a. Tudo era simples, l\u00edmpido, f\u00e1cil, \u00f3bvio, estranho e  bonito. Sim, o esp\u00edrito de Tibhirine soprou sobre n\u00f3s. Ele existe. Espero que  toque o festival e fa\u00e7a bem a todos. Dentro de dois dias, ser\u00e1 o 14\u00ba anivers\u00e1rio  de sua morte. Domingo, dia de Pentecostes, vai coincidir com o achado do  testamento do <strong>Irm\u00e3o Christian<\/strong>&#8230;<\/p>\n<p><strong>Em que a mensagem dele o transformou pessoalmente?<\/strong><\/p>\n<p>Falemos e tudo ser\u00e1 melhor. Estendamos a m\u00e3o. Fiquei tocado por essa  mensagem e o exemplo de suas vidas. N\u00e3o vejo mais o mundo da mesma maneira.  Estou mais sereno. Antes, eu pensava que n\u00e3o poder\u00edamos mudar nada. Os irm\u00e3os de  Tibhirine me ensinaram que sempre podemos.<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ser um monge, viver a vida mon\u00e1stica, ser chamado e dizer Sim, Senhor tu sabes que eu te Amo!!!! 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