{"id":838,"date":"2011-07-29T18:08:30","date_gmt":"2011-07-29T20:08:30","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/drnasser\/?p=838"},"modified":"2011-07-29T18:12:32","modified_gmt":"2011-07-29T20:12:32","slug":"do-aniquilamento-joan-nicholas-grou","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/drnasser\/2011\/07\/29\/do-aniquilamento-joan-nicholas-grou\/","title":{"rendered":"Do Aniquilamento...Joan Nicholas Grou"},"content":{"rendered":"<p>Quando nos  falam de renunciarmos a n\u00f3s mesmos, de aniquilar-nos; quando nos dizem ser esse  o fundo da moral crist\u00e3, consistir nisso a adora\u00e7\u00e3o em esp\u00edrito e verdade,\u00a0tal  palavra nos parece dura e at\u00e9 injusta: n\u00e3o queremos ouvi-la e repelimos quem  no-lo prega da parte de Deus.<\/p>\n<p>Conven\u00e7amo-nos,  uma vez por todas, de que\u00a0esse preceito nada de injusto encerra\u00a0e na pr\u00e1tica \u00e9  mais suave do que pensamos. Em seguida,\u00a0humilhemo-nos se nos faltar coragem para  p\u00f4-lo em pr\u00e1tica, ao inv\u00e9s de conden\u00e1-lo condenemos a n\u00f3s mesmos.<\/p>\n<p>Que  nos pede o Senhor, ordenando que nos aniquilemos? Pede fazermos justi\u00e7a a n\u00f3s  mesmos, colocarmo-nos em nosso lugar e reconhecermo-nos tais quais somos.<\/p>\n<p>Quando  mesmo tivessemos nascido e vivido sempre na inoc\u00eancia, quando jamais houv\u00e9ssemos  perdido a gra\u00e7a original, outra coisa n\u00e3o ser\u00edamos, por n\u00f3s mesmos, sen\u00e3o\u00a0nada;  n\u00e3o poder\u00edamos consider-nos de outro modo sem nos desconhecermos e injustos  ser\u00edamos pretendendo que diversamente Deus ou os homens nos tratassem.<\/p>\n<p>Que se pode  dever ao que nada \u00e9? Que pode exigir o que nada \u00e9? Se a sua pr\u00f3pria  exist\u00eancia \u00e9 uma gra\u00e7a, tamb\u00e9m e com raz\u00e3o maior\u00a0\u00e9 tudo quanto tem.\u00a0H\u00e1,  portanto, injusti\u00e7a formal da nossa parte em recusarmos ser tratados e  tratar-nos a n\u00f3s mesmos como verdadeiros nadas.<\/p>\n<p>Diz-se nada  custar e ser justa essa confiss\u00e3o em\u00a0<em>rela\u00e7\u00e3o a Deus<\/em>; mas que  assim n\u00e3o \u00e9 a respeito dos homens, porquanto estes, nada sendo, como n\u00f3s, n\u00e3o  t\u00eam t\u00edtulo algum para obrigar-nos a tal confiss\u00e3o e \u00e1s suas conseq\u00fc\u00eancias. A  confiss\u00e3o nada custa em rela\u00e7\u00e3o a Deus, se nos limitamos a faz\u00ea-la de  boca;\u00a0por\u00e9m, quando faz-se mister procedermos de acordo com ela, deixarmos que  Ele se arrogue e exer\u00e7a sobre n\u00f3s todos os direitos que Lhe pertencem,  consentirmos em que disponha ao\u00a0Seu talante de nosso cora\u00e7\u00e3o, de todo o nosso  cora\u00e7\u00e3o, de todo o nosso ser, custa-nos infinitamente e com grande dificuldade  n\u00e3o chamamos ser injusti\u00e7a.<\/p>\n<p>Ele, todavia,  poupa a nossa fraqueza, n\u00e3o usa dos Seus direitos com todo o rigor, jamais nos  exp\u00f5e a certas provas aniquiladoras, sem ter obtido o nosso  consentimento.<\/p>\n<p>Quanto aos  homens, concordo n\u00e3o terem por si mesmos dom\u00ednio algum sobre n\u00f3s e que injusto \u00e9  da sua parte qualquer dsprezo, humilha\u00e7\u00e3o ou ultraje. Mas nem por isso temos  direito de nos queixarmos dessa injusti\u00e7a, porque no fundo n\u00e3o \u00e9 injusti\u00e7a a  n\u00f3s, que nada somos, a quem nada \u00e9 devido, mas para com Deus, cujo mandamento  violam desprezando-nos, humilhando-nos, ultrajando-nos.<\/p>\n<p>\u00c9, pois, o  Senhor quem deve ressentir-Se da inj\u00faria que Lhe fazem maltratando-nos e n\u00e3o  n\u00f3s,\u00a0que em tudo quanto nos acontece n\u00e3o devemos ser sens\u00edveis sen\u00e3o \u00e1 inj\u00faria  feita a Deus. Meu pr\u00f3ximo despreza-me; n\u00e3o tem raz\u00e3o, porque n\u00e3o \u00e9 mais  do que eu e Deus lho pro\u00edbe. Mas n\u00e3o ter\u00e1 ele raz\u00e3o porque eu sou  verdadeiramente digno de estima, porque em mim nada h\u00e1 merecedor de desprezo?  N\u00e3o, porque se ele arrebata meus bens, mancha a minha reputa\u00e7\u00e3o, atenta contra a  minha vida, \u00e9 certamente culpado e muito culpado para com Deus; mas ser\u00e1 tamb\u00e9m  para comigo? Estarei autorizado a querer-lhe mal, a  vingar-me?<\/p>\n<p>N\u00e3o: porque  tudo quanto possuo, tudo quanto sou, n\u00e3o pertence propriamente a mim; que s\u00f3  tenho de meu o nada e a quem nada se pode tirar. Se assim encarar\u00e1ssemos, sempre  do lado de Deus e jamais do nosso, tudo que nos acontece, n\u00e3o ser\u00edamos t\u00e3o  melindrosos, t\u00e3o sens\u00edveis, t\u00e3o sujeitos a nos queixarmos e  irritarmos.<\/p>\n<p><span style=\"color: #000099\">Toda a desordem vem sempre de supormos que  somos alguma coisa, de nos arrogarmos direitos que nos falecem, de em tudo  come\u00e7armos sempre por nos considerarmos diretamente e n\u00e3o prestarmos aten\u00e7\u00e3o aos  direitos e aos interesses de Deus, os \u00fanicos lesados no que nos  concerne.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000099\"><br \/>\n<\/span><\/p>\n<p>Confesso  que isso \u00e9 de pr\u00e1tica muito dif\u00edcil e para consegui-lo\u00a0faz-se mister  renunciarmos, absoluta e completamente, a n\u00f3s mesmos. Mas, em suma, \u00e9 justo e a  raz\u00e3o coisa alguma pode op\u00f4r.<\/p>\n<p>Deus,  portanto, nada exige de n\u00f3s que n\u00e3o seja razo\u00e1vel, quando a Seu respeito e a  respeito do pr\u00f3ximo quer que nos portemos como\u00a0nada sendo, nada tendo, nada  pretendendo. Isto como j\u00e1 se disse, seria justo, quando mesmo tiv\u00e9ssemos  conservado a nossa primeira inoc\u00eancia. Mas, se nascemos  culpados, se estamos\u00a0 inteiramente cobertos de pecados pessoais, se contra\u00edmos  infinitas d\u00edvidas para com a justi\u00e7a divina, se merecemos n\u00e3o sei quantas vezes  a condena\u00e7\u00e3o eterna,\u00a0n\u00e3o \u00e9 para n\u00f3s castigo demasiado brando s\u00f3 sermos tratados  como nadas?<\/p>\n<p>E n\u00e3o deve o  pecador colocar-se infinitamente abaixo do que nada \u00e9? Se qual for a prova\u00e7\u00e3o  imposta a ele por Deus, sejam quais forem os maus tratos suportados do pr\u00f3ximo,  ter\u00e1 direito de se queixar? Poder\u00e1 acusar de rigor excessivo a Deus ou de  injusti\u00e7a os homens?\u00a0N\u00e3o deve, antes, considerar-se muito feliz em resgatar, com  alguma pena temporal, tormentos eternos?<\/p>\n<p>Se  a religi\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma ilus\u00e3o, se \u00e9 verdade o que a f\u00e9 nos ensina acerca do pecado  e dos supl\u00edcios que lhe est\u00e3o reservados, como pode entrar no esp\u00edrito de um  pecador &#8211; a quem Deus se disp\u00f5e a perdoar &#8211; que n\u00e3o merece tudo quanto se possa  suportar de males neste mundo, embora dure sua vida milh\u00f5es de s\u00e9culos?<\/p>\n<p>Sim,  \u00e9 injusti\u00e7a soberana, \u00e9 monstruosa ingratid\u00e3o de quem ofendeu a Deus (e quem de  n\u00f3s n\u00e3o O ofendeu?) n\u00e3o aceitar de boamente, em reconhecimento, por amor, por  dedica\u00e7\u00e3o aos interesses de Deus, tudo quanto de sofrimentos, se essas  humilha\u00e7\u00f5es aprouver \u00e1 divina bondade enviar-lhe.<\/p>\n<p>E  que ser\u00e1 se tais sofrimentos, se essas humilha\u00e7\u00f5es passageiras s\u00e3o, n\u00e3o s\u00f3 a  compensa\u00e7\u00e3o do inferno, mas o pre\u00e7o de uma felicidade eterna, o pre\u00e7o da posse  eterna de Deus; se no c\u00e9u seremos glorificados na propor\u00e7\u00e3o do nosso  aniquilamento aqui na terra?<\/p>\n<p>Teremos ainda  horror a nos aniquilarmos?<\/p>\n<p>Pensaremos  que \u00e9 nos fazer mal, quando, por sermos pecadores e para emergirmos do nada,  exige-se a ren\u00fancia completa do nosso\u00a0<em>eu<\/em>, com a promessa de uma  recompensa que sempre durar\u00e1?<\/p>\n<p>Acrescento que  semelhante forma de aniquilamento, contra a qual a natureza tanto se insurge e  clama, ao inv\u00e9s de t\u00e3o penosa como imaginamos, \u00e9 at\u00e9 suave, porque antes de tudo  Jesus Cristo a declarou tal:\u00a0<em>Tomai\u00a0sobre v\u00f3s o meu jugo<\/em>, disse  Ele;\u00a0<em>\u00e9 doce e leve<\/em>.Por mais pesado que seja esse jugo, Deus o suaviza  para os que o tomam de boa vontade e consentem em carreg\u00e1-lo por Seu amor. O  amor n\u00e3o nos impede de sofrer, mas faz como que amemos o sofrimento e torna-o  prefer\u00edvel e atodos os prazeres.<\/p>\n<p><span style=\"color: #000099\">A recompensa presente do aniquilamento \u00e9 a  paz do cora\u00e7\u00e3o, a calma das paix\u00f5es, a cessa\u00e7\u00e3o de todas as agita\u00e7\u00f5es do  esp\u00edrito, das murmura\u00e7\u00f5es, das revoltas interiores.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000099\"><br \/>\n<\/span><\/p>\n<p>Vejamos,  em pormenores, a prova disto. Qual \u00e9 o maior mal do sofrimento?\u00a0N\u00e3o \u00e9 a pr\u00f3pria dor, \u00e9  a revolta, a subleva\u00e7\u00e3o interior\u00a0que a acompanha.\u00a0A alma aniquilada sofreria  todos os males imagin\u00e1veis sem perder o repouso conexo ao seu estado: \u00e9 fato de  experi\u00eancia.\u00a0Custa-nos conseguir o nosso aniquilamento, temos que fazer  grandes esfor\u00e7os sobre n\u00f3s mesmos: mas tamb\u00e9m gozamos da paz na propor\u00e7\u00e3o das  vit\u00f3rias alcan\u00e7adas.<\/p>\n<p>O  h\u00e1bito de renunciarmos a n\u00f3s mesmos, de n\u00e3o atendermos ao nosso\u00a0<em>eu<\/em>,  torna-se cada dia mais f\u00e1cil; admiramo-nos de que n\u00e3o nos fa\u00e7a mais sofrer, no  fim de certo tempo, aquilo que nos parecia intoler\u00e1vel, assustava a imagina\u00e7\u00e3o,  sublevava as paix\u00f5es e punha a natureza em estado violento.<\/p>\n<p><span style=\"color: #000099\">Nos desprezos, nas cal\u00fanias, humilha\u00e7\u00f5es, o  que no-las torna t\u00e3o duras de suportar \u00e9 o nosso orgulho; \u00e9 o nosso desejo de  ser estimados, considerados, tratados com certas aten\u00e7\u00f5es; \u00e9 o pavor que temos  das zombarias e do desprezo do pr\u00f3ximo. Eis o que nos agita e enche de  indigna\u00e7\u00e3o, o que nos torna a vida amarga e insuport\u00e1vel.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #444444\">Trabalhemos com afinco para  aniquilar-nos<\/span><span style=\"color: #000099\">;\u00a0n\u00e3o demos  alimento nenhum ao orgulho,\u00a0deixemos ca\u00edrem todos os artif\u00edcios de estima e amor  pr\u00f3prio, aceitemos interiormente as pequenas mortifica\u00e7\u00f5es que se  apresentarem.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000099\">Pouco a pouco chegaremos a n\u00e3o mais nos  inquietarmos com o que se pensa e diz de n\u00f3s, nem com o modo pelo qual nos  tratam. Um morto nada sente; para ele n\u00e3o h\u00e1 honra nem reputa\u00e7\u00e3o; os louvores e  as inj\u00farias lhe s\u00e3o indiferentes.<\/span><\/p>\n<p>A maior parte  dos sofrimentos e desgostos por que passamos no servi\u00e7o de Deus prov\u00e9m de n\u00e3o  estarmos bastante aniquilados em Sua presen\u00e7a, de conservarmos certa vida  pr\u00f3pria no meio dos nossos exerc\u00edcios,\u00a0de imiscuir-se um secreto orgulho em  nossa devo\u00e7\u00e3o. E por isso n\u00e3o somos indiferentes \u00e1s consola\u00e7\u00f5es e \u00e1 sua falta;  sofremos quanto Deus parece afastar-Se de n\u00f3s; esgotamo-nos em desejos e  esfor\u00e7os tendentes\u00a0a faz\u00ea-Lo voltar; ficamos abatidos e desolados, se o  afastamento perdura muito.<\/p>\n<p>Por  isso tamb\u00e9m temos falsos alarmes a respeito do nosso estado.  Afigura-se-nos estarmos mal com Deus, porque Ele nos priva de algumas do\u00e7uras  sens\u00edveis. Julgamos m\u00e1s as nossas comunh\u00f5es, porque as fazemos sem gosto, a  mesma coisa acontecendo quanto \u00e1s nossas leituras, ora\u00e7\u00f5es e outras  pr\u00e1ticas.<\/p>\n<p><span style=\"color: #000099\">Sirvamos a Deus com\u00a0<em>esp\u00edrito de aniquilamento<\/em>; sirvamo-Lo  por Ele e n\u00e3o em aten\u00e7\u00e3o a n\u00f3s;\u00a0sacrifiquemos os nossos interesses\u00a0\u00e1 Sua gl\u00f3ria  e ao Seu bel-prazer; ent\u00e3o, estaremos sempre contentes com o Seu modo de  tratar-nos, persuadidos de que\u00a0nada merecemos\u00a0e de ser imensa a bondade de Sua  parte, n\u00e3o digo aceitando, por\u00e9m suportando os nossos servi\u00e7os.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #444444\">Nas grandes tenta\u00e7\u00f5es contra a pureza, a  f\u00e9, a esperan\u00e7a,<\/span><span style=\"color: #000099\"> o que h\u00e1 de mais penoso para n\u00f3s n\u00e3o \u00e9  precisamente o temor de ofender a Deus, sen\u00e3o o medo de perder-nos,  ofendendo-O.\u00a0\u00c9 o nosso interesse que nos ocupa muito mais do que a Sua  gl\u00f3ria.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #444444\">Eis a raz\u00e3o de ter um confessor tanta  dificuldade em tranquilizar-nos e reduzir-nos \u00e1 obedi\u00eancia. Cremos que ele nos  engana, transvia e perde, porque nos obriga a deixar de lado as nossas v\u00e3s  apreens\u00f5es. Aniquilemos o nosso conceito; n\u00e3o julguemos por n\u00f3s mesmos&#8230;  Encontraremos a paz e paz perfeita, no esquecimento total de n\u00f3s  mesmos. <\/span><span style=\"color: #330033\">Nada h\u00e1 no  c\u00e9u, na terra, nem do inferno, capaz de perturbar a alma verdadeiramente  aniquilada.<\/span><\/p>\n<p>(Excertos  do livro: Manual das Almas Interiores, do Pe. Grou)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando nos falam de renunciarmos a n\u00f3s mesmos, de aniquilar-nos; quando nos dizem ser esse o fundo da moral crist\u00e3, consistir nisso a adora\u00e7\u00e3o em esp\u00edrito e verdade,\u00a0tal palavra nos parece dura e at\u00e9 injusta: n\u00e3o queremos ouvi-la e repelimos&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2501,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_mi_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[10601],"tags":[80043,18784,67,16177],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/drnasser\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/838"}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/drnasser\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/drnasser\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/drnasser\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2501"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/drnasser\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=838"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/drnasser\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/838\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":842,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/drnasser\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/838\/revisions\/842"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/drnasser\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=838"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/drnasser\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=838"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/drnasser\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=838"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}